Alvo da Facção: O Delegado Elvis Secco Expõe a Injustiça Social

O delegado Elvis Secco, alvo da facção PCC 1533, recebe proteção no México enquanto outros profissionais ameaçados não têm o mesmo suporte. A Polícia Federal analisa a possibilidade de seu retorno ao Brasil.

Alvo da facção: leia sobre o dilema do delegado Elvis Secco em relação ao seu retorno ao Brasil e a disparidade na proteção oferecida entre a elite das forças policiais e judiciárias e aqueles que trabalham nas ruas e nos presídios.

Alvo do PCC: quem merece proteção e quem pode morrer?

Alvo do PCC, o delegado Elvis Secco recebe proteção intensiva no México, enquanto outros profissionais enfrentam riscos semelhantes sem o mesmo apoio. No entanto, a poderosa organização criminosa Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533), ameaça inúmeros policiais e agentes penitenciários todos os dias.

É importante lembrar que muitos desses profissionais vivem nos mesmos bairros onde os criminosos atuam e seus filhos estudam nas mesmas escolas. No entanto, eles não têm acesso à mesma proteção que o delegado Secco, no entanto é interessante ver o interesse de todos em proteger apenas a ele.

Recentemente, um funcionário do aeroporto de Guarulhos foi assassinado após se recusar a participar de um esquema criminoso. Infelizmente, ele não recebeu a proteção adequada e acabou perdendo a vida. Esse caso demonstra ainda mais a disparidade no tratamento oferecido a profissionais em situações de risco.

A Polícia Federal avalia a possibilidade de retorno de Elvis Secco ao Brasil

Devemos nos perguntar por que juízes, promotores de Justiça e delegados, como Elvis Secco, recebem proteção intensiva, enquanto outros profissionais são largados para morrer.

Enquanto a Polícia Federal analisa a possibilidade de retorno de Secco ao Brasil, é crucial abordar essa disparidade no tratamento. É necessário buscar soluções que garantam proteção a todos os profissionais envolvidos no combate ao crime organizado, independentemente de seu cargo ou posição.

A situação do delegado Elvis Secco e a disparidade na proteção oferecida a outros profissionais devem servir como um alerta para a necessidade de uma abordagem mais equitativa e justa.

PCC em Rosario: a expansão da facção paulista na Argentina

O PCC em Rosario tem ampliado sua influência na região, aproveitando-se das mudanças nas rotas do narcotráfico causadas pela pandemia. Entenda os detalhes dessa expansão e seus impactos.

PCC em Rosario: no programa Pan & Circo da Cadena Máxima 106.7, explora e análisaa crescente presença da facção criminosa Primeiro Comando da Capital na Argentina e suas implicações no narcotráfico sul-americano.

PCC em Rosario é uma realidade, mas e daí?

Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533), a notória organização criminosa brasileira, amplia sua influência em Rosario, Argentina. A pandemia mudou algumas rotas do narcotráfico, resultando em uma crescente presença na região.

Durante a pandemia, a produção de drogas em países como Peru e Bolívia foi direcionada para a Hidrovia Paraná (rio Paraná – Paraguai), uma rota fluvial de 3.400 km praticamente sem controle, como uma alternativa para evitar a travessia da América do Sul até o Porto de Santos.

Paraguai tem enfrentado graves problemas de corrupção, e os portos de Assunção são dominados pelo PCC, que opera a partir das prisões. Estas facções criminosas são conhecidas como “hermandades criminales” e exigem um rito de iniciação para ingressar.

A sofisticação logística do PCC lhes permite controlar o tráfico de drogas em países como Bolívia, Peru, Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai. A presença de células do PCC foi detectada em várias prisões argentinas, como as de Resistencia (Chaco), Misiones e Santa Fe.

Em resumo, a expansão do PCC em Rosario é um resultado direto das mudanças nas rotas do narcotráfico devido à pandemia. A facção criminosa aproveitou a oportunidade para estabelecer uma presença significativa na região e expandir suas operações na América do Sul.

Crime organizado, uma nova realidade para a Argentina

O jornalista Germán de los Santos que investigou este fenômeno, compartilhou suas descobertas em uma entrevista no programa Pan & Circo da Cadena Máxima 106.7.

O crime organizado na Argentina é um fenômeno relativamente novo e tem se expandido principalmente em Rosário. Los Monos, um grupo importante de narcotraficantes, cresceram dentro do sistema prisional. De Germán explica que as prisões se tornaram uma espécie de “home office” para esses criminosos, que continuam gerenciando suas atividades ilegais a partir de lá.

O Estado sempre apoiou o slogan de que a prisão e penas mais duras seriam o fim dos problemas, mas essa nova realidade marca o início de outros, ainda mais delicados, que impactam diretamente nas ruas.

site archyde.com

O PCC em Rosário, ou a presença da facção PCC na Argentina, mostra como os grupos criminosos se adaptaram às circunstâncias atuais. Los Monos, por exemplo, dominam Rosário por meio de um sistema de franquias. Cobram de outros para não matá-los, como um esquema de proteção. Isso levou a que muitos negócios tenham que pagar quantias exorbitantes para garantir sua segurança.

Germán conta que Los Monos possuem um método peculiar de cobrança de “proteção” para empresas em diferentes áreas, variando de 50.000 a 300.000 pesos por semana (1.150 Reais à 6.850 Reais), dependendo do setor e da localização. O impacto dessa prática na economia local é significativo.

Esse grupo criminosa converte o dinheiro obtido com extorsões em dólares através de casas de câmbio ilegais, onde aplicam uma taxa adicional de 5% devido ao risco envolvido, chamada de “dólar banana”. Posteriormente, investem esses dólares no setor imobiliário, o que tem resultado no atual boom da construção em Rosário.

Havendo um excesso de oferta de imóveis, com muitos prédios vazios e sem inquilinos, enquanto pessoas em busca de aluguel enfrentam dificuldades para encontrar moradia. Isso é um claro sintoma do impacto negativo que a ação de Los Monos e outros grupos criminosos têm na sociedade.

Ademais, é intrigante como a estratégia de investimento no setor imobiliário dificulta o rastreamento e apreensão de seus ativos ilícitos pelas autoridades. Isso demonstra a complexidade e sofisticação das operações de lavagem de dinheiro realizadas por esses grupos e como conseguem se infiltrar e corromper diferentes setores da economia e da sociedade.

A proteção estatal também é um problema. Ao longo da história, a polícia tentou formar seus próprios cartéis, mas agora, em vez de serem parceiros, acabaram sendo empregados desses narcotraficantes.

texto base: Un grupo brasileño muy importante que se llama Primer Comando Capital que, como hablábamos antes, funciona desde las cárceles.

PCC e os Pés de Pato: Zona Sul de São Paulo e o mundo do crime

A disputa territorial entre a facção PCC e os Pés de Pato em São Paulo, abordando a origem dos grupos, a recente prisão de um suspeito e a evolução dessa rivalidade.

PCC e os Pés de Pato: a disputa entre esses grupos em São Paulo. Descubra os detalhes do retorno do inferno às periferias de São Paulo e a prisão de Jeta, um integrante do Primeiro Comando da Capital que teria matado criminosos da milícia dos Pés de Pato.

Se você está interessado em entender as dinâmicas do crime organizado em São Paulo, esta matéria é para você. Deixe suas impressões nos comentários e curta para apoiar nosso trabalho. Para uma discussão mais aprofundada, junte-se ao nosso grupo de WhatsApp e siga-nos nas redes sociais.

Jeta e a disputa entre o PCC e os Pés de Pato

Pesquisando sobre o Primeiro Comando da Capital e os Pés de Pato, deparei-me com informações intrigantes que desejo compartilhar contigo. O domínio da zona sul de São Paulo está em disputa disputa entre a facção PCC 1533 e a milícia Pés de Pato.

A facção PCC é ser a mais poderosa organização criminosa da América do Sul. Por outro lado, os Pés de Pato, é uma milícia que surgiu nos anos 90, e foca em atividades como distribuição de gás, fornecimento de água e TV a cabo clandestina, conhecida como gato net, e servem de matadores de aluguel para pequenos comerciantes.

Ontem, segunda-feira dia 24, a Polícia Civil prendeu Jeta, um integrante do PCC que é investigado por diversos homicídios, muitos alguns deles de possíveis membros do grupo miliciano Pés de Pato.

Essa prisão ocorreu no bairro Jardim Macedônia, onde ele foi encontrado com arma e drogas. Desde o ano passado, a polícia investiga uma série de assassinatos relacionados à disputa territorial entre os dois grupos criminosos nos bairros Campo Limpo, Parque Arariba, Capão Redondo e Jardim São Luís.

A origem dos Pés de Pato

A alcunha “Pé de Pato” tem origem em Francisco Vital da Silva, o notório Chico Pé de Pato, um dos mais brutais “justiceiros” de São Paulo, que tirou a vida de mais de 50 pessoas nos anos 80.

No início, os milicianos dos Pés de Pato instauraram um regime de medo e opressão, impondo à população “taxas de segurança” e, mais tarde, cobram por serviços como eletricidade e o “gatonet”.

Esses vigilantes impiedosos não apenas eliminavam indivíduos envolvidos em pequenos delitos, mas também perseguem grupos de jovens que consideravam uma ameaça em potencial ou que se dispõe questionar sua autoridade.

Pés de Pato em Xeque

Após a fação PCC se consolidar como uma força dominante no início dos anos 2000, a opressão dos Pés de Pato quase desapareceu. No entanto, com o avanço do bolsonarismo e o apoio de forças paralelas de segurança, esses justiceiros ressurgiram das cinzas, prontos para retomar seu lugar na disputa pelo poder.

Espero que essas informações lançam luz sobre os eventos obscuros envolvendo o PCC e os Pés de Pato, e mal posso esperar para discutir mais detalhes em breve.

Análise da AI sobre o texto: PCC e os Pés de Pato: Zona Sul de São Paulo e o mundo do crime

Teses defendidas no artigo

  1. Disputa Territorial: Uma das principais teses é que a Zona Sul de São Paulo é palco de uma disputa territorial entre o PCC e os Pés de Pato.
  2. Natureza Distinta das Organizações: Outra tese é que o PCC e os Pés de Pato têm origens e atividades fundamentalmente diferentes: o PCC é descrito como uma facção criminosa de grande alcance, enquanto os Pés de Pato são uma milícia com atividades mais locais.
  3. Mudança de Poder com o Tempo: A dinâmica entre esses grupos não é estática, mas sim influenciada por mudanças políticas e sociais, como o avanço do bolsonarismo, que teria contribuído para o ressurgimento dos Pés de Pato.
  4. Opressão e Controle Comunitário: A tese de que os Pés de Pato exercem uma forma de “justiça” vigilante e opressiva sobre a comunidade também é claramente defendida.

O autor defende teses relacionadas à disputa territorial, às atividades e à natureza desses grupos, bem como ao impacto das mudanças políticas no seu poder e influência. Além disso, o texto apresenta uma série de fatos concretos que servem para embasar essas teses.

Contra-argumentos para as teses apresentadas:
Tese 1: Disputa Territorial na Zona Sul de São Paulo

Contra-argumento: A tese de que a Zona Sul de São Paulo é um território especialmente disputado por esses grupos pode ignorar outras regiões onde a influência do PCC e dos Pés de Pato também é significativa. Ou seja, focar apenas na Zona Sul pode levar a uma compreensão limitada do alcance territorial dessas organizações.

Tese 2: Natureza Distinta das Organizações

Contra-argumento: Enquanto o texto sugere que o PCC e os Pés de Pato são fundamentalmente diferentes em suas atividades e alcance, poderia-se argumentar que ambos são frutos de um mesmo ambiente social e econômico. Eles poderiam ser vistos como duas faces da mesma moeda, adaptando-se às oportunidades e necessidades locais para ganhar poder.

Tese 3: Mudança de Poder com o Tempo

Contra-argumento: Atribuir o ressurgimento dos Pés de Pato unicamente ao avanço do bolsonarismo pode ser redutivo. Vários outros fatores, como mudanças econômicas, falhas no sistema de segurança pública, ou mesmo a própria dinâmica interna desses grupos, poderiam igualmente contribuir para tais mudanças no equilíbrio de poder.

Tese 4: Opressão e Controle Comunitário pelos Pés de Pato

Contra-argumento: O texto descreve os Pés de Pato como opressores que impõem um regime de medo na comunidade. No entanto, essa visão pode ser problemática ao não considerar que, em algumas circunstâncias, essas milícias podem ser vistas por parte da população como um “mal necessário” que traz alguma forma de ordem a áreas negligenciadas pelo Estado.

Note que os contra-argumentos aqui apresentados não necessariamente invalidam as teses do autor, mas sim oferecem outras perspectivas que poderiam ser exploradas para um entendimento mais nuanciado do tema.

Crítica e Análise do artigo por área de conhecimento:
Histórico

A tese que situa a origem dos grupos PCC e Pés de Pato em décadas específicas pode ser questionada historicamente. Tais organizações não surgem do vácuo; elas são resultado de processos históricos mais amplos, como a urbanização desenfreada, a migração interna e a desigualdade socioeconômica. Ignorar esses fatores é negligenciar o contexto histórico mais amplo que permitiu o surgimento e fortalecimento desses grupos.

Sociológico

O texto foca muito na ação dos indivíduos (como Jeta ou Chico Pé de Pato) e menos nas estruturas sociais que permitem a existência dessas organizações. A tese da “disputa territorial” pode ser enriquecida ao se considerar o papel de instituições falhas ou ausentes, como educação e segurança pública, que criam o vácuo de poder preenchido por essas facções. A sociologia poderia questionar se esses grupos são sintomas de uma sociedade que não consegue fornecer igualdade de oportunidades para todos.

Antropológico

O texto carece de uma análise das “subculturas” dessas organizações. O que leva pessoas a se juntarem ao PCC ou aos Pés de Pato? Existe um sistema de crenças ou valores compartilhados? A antropologia poderia fornecer insights sobre como essas organizações dão sentido à vida de seus membros e como isso se relaciona com a cultura brasileira mais ampla.

Filosófico

A tese que descreve os Pés de Pato como “justiceiros” levanta questões filosóficas sobre a natureza da justiça e da moralidade. Quem tem o direito de administrar a justiça e com base em quais princípios éticos? A ideia de “justiceiros” pode ser interpretada como uma resposta falha a uma ausência estatal, mas também levanta a questão filosófica sobre se o “fim justifica os meios”.

Psicológico

O texto menciona brevemente que os Pés de Pato são “matadores de aluguel para pequenos comerciantes”, o que levanta questões psicológicas interessantes. Como as pessoas justificam para si mesmas o recurso a tais medidas extremas? Isso poderia ser explorado para entender melhor a psicologia do medo e da insegurança que permeia essas comunidades.

Segurança Pública

O texto parece subestimar a complexidade do papel que as instituições de segurança pública desempenham em relação aos grupos criminosos citados. Ele se concentra na captura de um único indivíduo (Jeta) sem abordar o papel sistêmico da polícia e outros órgãos de segurança. Esta visão reducionista pode levar à crença de que a captura de indivíduos de alto perfil é suficiente para resolver o problema, ignorando questões mais profundas como corrupção, falta de recursos e estratégias ineficazes de policiamento.

Jurídico

O texto menciona a prisão de Jeta sem se aprofundar nas implicações legais ou no devido processo. Isso pode perpetuar a noção de que a justiça é uma questão de “captura e encarceramento”, ignorando elementos fundamentais do sistema jurídico, como o direito a um julgamento justo. Também não aborda questões de legalidade em relação às atividades dos Pés de Pato, especialmente no que se refere à extorsão e fornecimento de serviços ilegais.

Criminológico

O texto pode beneficiar-se de uma análise criminológica que explore os fatores subjacentes que levam ao crime organizado. Ao focar apenas nos atos violentos, perde-se a oportunidade de discutir as condições sociais, econômicas e até psicológicas que levam à formação e perpetuação desses grupos. Além disso, um olhar criminológico poderia avaliar a eficácia de diferentes estratégias de combate ao crime organizado.

Estratégico

O texto não oferece qualquer análise estratégica sobre como os grupos criminosos operam ou como poderiam ser mais eficazmente combatidos. Ignora, por exemplo, a possibilidade de que esses grupos possam ter táticas adaptativas em resposta às ações da polícia. Também não considera o papel que a tecnologia e a globalização desempenham na moderna guerra contra o crime organizado. Uma perspectiva estratégica também levaria em conta a geopolítica do tráfico de drogas e outros mercados ilícitos em que esses grupos podem estar envolvidos.

Linguagem

A linguagem do texto é direta e objetiva, adequada para apresentar informações factuais. No entanto, falta uma certa profundidade analítica que seria beneficiada por uma linguagem mais detalhada e variada. O uso de terminologias específicas relacionadas a crime organizado e segurança pública, se bem explicadas, poderiam enriquecer a discussão.

Ritmo

O texto mantém um ritmo constante e fornece informações de maneira sequencial. Isso facilita a leitura e o entendimento imediato, mas também pode dar a impressão de simplicidade e falta de complexidade na análise dos eventos. Um ritmo mais variado, com pausas para análise ou contexto, poderia tornar o texto mais engajante e informativo.

Estilo de Escrita

O estilo é jornalístico e factual, concentrando-se em eventos específicos e pessoas. Ele não se aventura em território opinativo ou analítico, o que pode ser visto como uma limitação, considerando a complexidade dos temas abordados. Um estilo mais analítico poderia fornecer um valor agregado ao leitor, permitindo-lhe entender não apenas o “o quê”, mas também o “porquê” e o “como” dos eventos.

Facções em Vitória: enfraquecimento do PCV e disputa territorial

Violência causada por facções em Vitória no Espírito Santo no feriado de Tiradentes, foram resultado do desequilíbrio causado no mundo do crime por prisão de líderes do Primeiro Comando de Vitória PCV.

Facções em Vitória: mergulhe neste artigo para compreender a complexa realidade das facções criminosas no Espírito Santo e os fatores que contribuem para a violência na região.

A Rede de Alianças entre Facções em Vitória

Em 20 de julho de 2021, atendi a um pedido de um leitor e publiquei um artigo intitulado “Haverá guerra entre as facções no Espírito Santo? – A confusa configuração do crime organizado no estado é consequência da política carcerária do governador Renato Casagrande”, e agora, passados quase dois anos retorno sobre o mesmo assunto.

É de conhecimento geral a rivalidade entre a facção paulista Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533) e a facção carioca Comando Vermelho (CV). Entretanto, a complexidade das alianças que cercam esses dois grupos criminosos e sua constante evolução dificultam a compreensão do panorama, e o Espírito Santo foge à regra.

Além das intrincadas manobras no xadrez do crime, agentes externos e eventos fortuitos podem alterar o equilíbrio de poder, e qualquer deslocamento nessa balança pode levar a derramamentos de sangue. Foi o que aconteceu durante o sangrento feriado de Tiradentes em Vitória, marcado por nove assassinatos.

No feriado de Tiradentes, Vitória presenciou uma série de mortes violentas, com nove homicídios a ocorrer em um único dia. Tais fatalidades parecem estar, ao menos em parte, relacionadas à guerra entre facções criminosas. A área da Grande Terra Vermelha, que abarca bairros como Ulisses Guimarães, Barramares e Riviera da Barra, testemunhou um feriado particularmente macabro.

O Enfraquecimento do PCV e a Disputa Territorial

A polícia, em suas diligências na região, confiscou 19 armas, dentre elas um fuzil, e executou 23 mandados de prisão associados ao Primeiro Comando de Vitória (PCV). Entre os detidos, encontram-se líderes como Cleuton Gomes Pereira (Frajola), Claudio Ícaro, Paulo César e Jocimar. A captura desses líderes debilitou o PCV, o que desencadeou disputas territoriais e intensificou a sensação de insegurança pública.

A disputa entre as facções em Vitória pelo domínio dos pontos de drogas, sobretudo na Grande Terra Vermelha, ocorre em razão do enfraquecimento do Primeiro Comando de Vitória, chefiado por Marujo, aliado ao Comando Vermelho.

De olho nesse mercado está a Associação Família Capixaba (AFC), que negocia com os inimigos do PCV e do CV: o Terceiro Comando Puro e o Primeiro Comando da Capital, além de manter alianças com grupos de comunidades locais como Piedade, Fonte Grande, Alagoano e Ilha do Príncipe, e ser respaldada pelo Morro dos Gamas, em Cariacica.

Esta disputa das facções em Vitória pelo mercado de drogas, evidencia a complexidade e a instabilidade do crime organizado no Espírito Santo, em parte decorrente da política carcerária e de Segurança Pública do governo do estado.

Feriado de Tiradentes: Um Banho de Sangue em Vitória

Relatos indicam a possibilidade de envolvimento do Primeiro Comando da Capital e outros grupos criminosos na maioria dos óbitos ocorridos no feriado de Tiradentes, em Vitória.

Na sexta-feira (21), uma série de incidentes violentos tomou lugar. O sargento Gustavo foi vítima de um ataque mortal, atingido por sete disparos foi morto no bairro Boa Vista II, e um outro homem, Renan de 23 anos, também foi baleado e faleceu, mas neste caso, um suspeito já encontra-se detido.

Ainda na sexta, um tiroteio próximo a um bar resultou em uma morte e outro ferido no centro de Vitória. A vítima estava envolvida com o tráfico de drogas.

No mesmo dia, um casal foi morto a tiros nas proximidades de uma escola no bairro Santo Antônio. A motivação permanece um enigma. Testemunhas relataram que o casal havia acabado de sair de uma casa de espetáculos. Mais tarde, outro tiroteio em Barramares resultou em uma morte e um ferido.

No sábado (22), a violência prosseguiu com o assassinato do ciclista em São Conrado. No domingo (23), Ítalo Samora, 30 anos, foi alvejado em Bela Vista. Ademais, um adolescente de 17 anos foi morto a tiros no bairro Ataíde. O suspeito evadiu-se após o delito.

Estes eventos alarmantes sugerem um aumento na violência, possivelmente relacionado à atuação da facção PCC e outras facções que disputam o complexo e violento mundo do crime capixaba.

A violência é uma instituição tão natural como a própria vida humana. Decorre do nosso instinto de sobrevivência, sendo o grande motivo para o homem ter dominado a natureza. Mas essa afirmação não pretende trazer glamour à violência.

Talvez no último estágio da existência humana, a evolução definitiva seja exatamente vencer o instinto natural que nos propala a nos destruirmos mutuamente.

Conexão Teresina: uma crônica sobre a atuação do PCC no Piauí

texto base: Feriado violento na Grande Vitória tem nove assassinatos

PCC e Operação Trigger IX: uma ação integrada Latino Americana

A história do PCC na Operação Trigger IX, uma ação conjunta de 15 países liderada pela Interpol, focada em combater o tráfico ilícito de armas e drogas. A operação resultou em prisões e apreensões significativas, mostrando a força do trabalho conjunto no combate ao crime organizado.

PCC na Operação Trigger IX marcou as quebradas, mas deixa eu te mostrar a fita que rolou não só aqui, mas em várias partes da América Latina, mano. A Interpol comandou essa ação, unindo 15 países na batalha contra o tráfico de armas e drogas. Várias prisões e apreensões foram feitas, tentando dar um fim no fluxo de armas que só fortalece a violência nas nossas comunidades. Essa é a história de uma guerra que afeta os guetos, onde a busca por justiça e paz é a nossa voz.

PCC e Operação Trigger IX: cerco cabuloso

Era tipo uma guerra, irmão. A polícia da América Latina, unida, numa missão pra acabar com o tráfico. Operação Trigger IX, coordenada pela Interpol, mexeu com o mundo. De norte a sul, do México à Argentina, 15 países trocando informações, tentando derrubar grupos poderosos. Eles apreenderam 25,4 bilhões de Reais em drogas, 8.000 armas de fogo e prenderam quase 15.000 pessoas.

Em Foz do Iguaçu, especialistas se reuniram pra traçar estratégias, mirando no Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533) e na Mara Salvatrucha. O objetivo era interromper o fluxo de armas de fogo ilícitas que alimentavam a violência nas quebradas.

Paraguay colaboró en la mayor operación contra el tráfico de armas en América Latina

Durante el procedimiento, incautaron 372 toneladas de precursores y 203 toneladas de cocaína.

▪️ La operación se llevó a cabo desde el 12 de marzo al 2 de abril.

A Conexão entre Armas e Drogas

A Interpol já sabia que o contrabando de armas fortalecia às organizações criminosas e aumentava a criminalidade.

O fato de uma operação visando armas de fogo ilícitas ter resultado em apreensões de drogas em massa é mais uma prova, se necessário, de que esses crimes estão interligados.

Jürgen Stock, secretário-geral da Interpol

Gangues criminosas na América Central e do Sul tão cada vez mais armadas, e a polícia local não consegue dar conta. No Brasil e no Paraguai, o PCC organizou assaltos a bancos em grande escala e fugas de prisões. A facção, que começou aqui no Brasil, e agora até se meteu no assassinato de um promotor paraguaio.

A Luta contra o Tráfico e a Violência

Mara Salvatrucha, ou MS-13, continua controlando grande parte do tráfico humano, drogas e armas na América Central. A Operação Trigger IX levou à apreensão de grandes quantidades de munição, até em países que não eram associados à violência armada em larga escala. A polícia do Uruguai conseguiu 100.000 munições, a maior quantidade já apreendida no país. Foram contrabandeadas por dois cidadãos europeus, mostrando a importância do compartilhamento internacional de inteligência.

texto base: In Brazil and neighbouring Paraguay, members of the First Capital Command have staged large-scale bank robberies and prison breaks.

Eleição no Paraguai: a facção PCC e a expansão da Família 1533

Nesta emocionante história, acompanhe a inspetora Rogéria Mota em sua missão no Paraguai para combater o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ao explorar as conexões entre as eleições no Paraguai e a crescente influência do PCC, Rogéria Mota e seus aliados enfrentam desafios para desvendar a realidade do crime organizado.

A eleição no Paraguai e a luta contra o crime organizado! Acompanhe a inspetora Rogéria Mota em uma jornada de cooperação internacional para combater o Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533).

A crescente influência na eleição no Paraguai do Primeiro Comando da Capital

O que intrigava a investigadora do GAECO de São Paulo, Rogéria Mota, era a aparente onipresença do Primeiro Comando da Capital no Paraguai, apesar das crescentes apreensões.

Se antes sua presença e influência ´na eleição no Paraguai em especial na cidade de Pedro Juan Caballero, eram ostensivas, agora havia notícias da organização criminosa em todos os cantos da nação guarani.

A facção criminosa deixou de ser uma gangue de ladrões e, após investir em empresas legais para lavar dinheiro e financiar políticos e entidades sociais, passou a ser um player importante no xadrez social, influenciando as diretrizes políticas das corporações policiais e judiciais, que em tese deveriam coibir e ameaçar sua existência.

O Primeiro Comando da Capital hoje é como um polvo, cujos tentáculos se estendem por todos os aspectos da sociedade paraguaia, se não de toda sociedade sul-americana.

Cooperação Internacional e Ação no Paraguai

Em uma ação de cooperação internacional de combate ao crime organizado, Rogéria Mota, ao encerrar a investigação do “Estranho Caso dos Dois Reais de Pau de Ferros”, seguiu direto para o Paraguai a convite da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad).

Com sua vasta experiência e talento investigativo, a inspetora Rogéria Mota unia forças com os agentes paraguaios para desvendar os segredos e desmantelar as operações da facção paulista PCC 1533 no país vizinho.

Funcionária da Polícia Civil de São Paulo, Rogéria Mota há anos atua no GAECO do Ministério Público de São Paulo em investigações comandadas pelo promotor de Justiça Lincoln Gakiya.

A Emoção da Investigação

A força conjunta, a expertise de Rogéria Mota e a determinação dos parceiros da Senad a enchiam de esperança, mesmo porque, ela acreditava que pelo menos parte dos planos para o assassinato de Gakiya estavam escondidos na província de Assunção no Paraguai.

A emoção da investigação consumia Rogéria Mota, que mergulhava no submundo do Paraguai, desvendando os segredos por trás das conexões do PCC e do tráfico de drogas que chegariam a influenciar na eleição no Paraguai.

A inspetora testemunhava as vidas quebradas, os sonhos despedaçados e as esperanças desaparecidas, enquanto pessoas comuns eram atraídas para o negócio sujo do narcotráfico.

Camponeses, populações indígenas e moradores das periferias eram lançados aos tubarões e consumidos pelo engodo do dinheiro fácil.

Rogéria Mota enfrentava a dor e o sofrimento das vítimas e de seus entes queridos com um olhar calmo e compreensivo, mas sua determinação em desmantelar a organização criminosa PCC.

O Crescimento do PCC e o Desafio da Sociedade Paraguaia

Apesar de todos os esforços das autoridades sul-americanas, incluindo os de Rogéria Mota, o poder econômico, social e político do Primeiro Comando da Capital continuava a crescer.

A história se desenrolava como uma sinfonia sombria, trazendo mais emoção, tensão e complexidade a cada nota.

A inspetora Rogéria Mota enfrentou o que mais temia: o verdadeiro desafio era a própria sociedade paraguaia.

Enquanto mergulhava na escuridão do crime organizado, buscando aplicar a lei com rigor e proteger os mais vulneráveis, a sociedade se fechava cada vez mais para ela.

Com habilidade e perspicácia, Rogéria descobriu as motivações por trás do PCC e seus planos sinistros. A luta contra o crime e a corrupção se intensificou, mas a inspetora estava sozinha.

A solidariedade e coragem dos paraguaios ajudavam-na a enfrentar o mal, mas eles entendiam melhor do que ela a dinâmica da sociedade guarani.

Riscos e consequências e as razões históricas

Por mais que seus colegas paraguaios demonstrassem boa vontade, todos tinham famílias e contas a pagar, além de uma vida a viver.

Rogéria conheceu agentes públicos e privados que trabalhavam para organizações criminosas, muitos motivados pela proximidade com esses criminosos no dia a dia.

Para Rogéria, era fácil agir e voltar para sua cidade e sua vida, no entanto, convencer funcionários a colaborar significava colocar em risco suas vidas e as de seus filhos.

A sombra dessas forças ocultas pairava sobre a aparente boa vontade de seus colegas paraguaios.

A parceria entre o PCC e outros grupos criminosos no Paraguai tem raízes históricas, iniciadas após a Guerra do Paraguai, também conhecida como “Guerra de la Triple Alianza” ou “Guerra contra la Triple Alianza”. Rogéria Mota sabia que não mudaria a cultura política e social do Paraguai sozinha.

Relatório da Inspetora Rogéria Mota para o GAECO Aponta Problemas Estruturais

Rogéria enviou um relatório à sua chefia em São Paulo, detalhando suas investigações e levantando questões sobre a confiabilidade das forças policiais paraguaias. O documento também apontava problemas estruturais que precisavam ser enfrentados para combater o crime organizado no país:

  1. A eleição no Paraguai é diferente da que ocorre no Brasil. Lá os candidatos ficam mais vulneráveis à influência do poder econômico de lobbies legais e ilegais. Um especialista afirmou: “Isso efetivamente levou a financiamento ilegal, financiamento disfarçado e, a realidade nos mostra que muito desse financiamento vem do dinheiro das drogas”;
  2. O narcotráfico cresce e se complexifica devido aos espaços dentro do Estado e daqueles que administram a esfera pública; e
  3. O narcotráfico se expande como opção de sobrevivência e alternativa de trabalho para pessoas à margem da sociedade, como setores camponeses e populações indígenas.

Não é só que o narcotráfico esteja apenas ganhando mais mercados, mas está atingindo uma parcela maior da população paraguaia: a pobreza, os programas fracassados ​​de substituição de cultivos, a escassa presença do estado e a corrupção policial contribuíram para a continuação da produção de maconha em Amambay, e a Família 1533, como se intitulam os integrantes da facção paulista, não para de crescer.

texto base para essa história: El Primer Comando de la Capital y el Comando Vermelho son los compradores mayoristas de la marihuana y podrían estar ascendiendo en la cadena de suministro para controlar la producción de la droga.

30 Anos Preso: O Apocalipse do Primeiro Comando da Capital

A ameaça do apocalipse do PCC, associado aos 30 anos de prisão de Marcola, desperta medo e incerteza na sociedade. O adiamento do evento catastrófico e a possível libertação de líderes notórios geram questionamentos sobre o futuro.

Um apocalipse anunciado

“30 anos preso” era a palavra-chave que ecoava pelos presídios e quebradas, alimentando a tempestade do apocalipse.

O fim do mundo planejado pelos chefes do Primeiro Comando da Capital se daria no exato momento em que Marcola, o líder maior da facção, fosse impedido de sair do encarceramento após cumprir o seu tempo normal de prisão.

Antigamente, era comum ouvir sobre o apocalipse vinculado ao Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533), e a atmosfera se carregava.

Em 2015, um sobrinho relatou, em uma saidinha, os preparativos para o aniversário de 30 anos de prisão de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola do PCC. Preso pela primeira vez em 1986, a chegada de 2016 marcaria sua detonação automática do apocalipse, caso não fosse libertado. Esse apocalipse significava uma revolta total nas ruas e presídios, uma espiral de violência e terror.

O adiamento do apocalipse

Contudo, 2016 veio e se foi.

Em 2019, Marcola foi transferido para um presídio federal, gerando apreensão e receio de retaliações por parte do PCC. Na época, Bolsonaro chegou a ligar para Moro, buscando impedir a transferência devido ao medo da reação da facção. Entretanto, a ordem judicial obtida pela promotoria de Justiça de São Paulo prevaleceu, e a transferência ocorreu sem reações por parte do PCC. Hoje, Bolsonaro afirma que a decisão de transferir Marcola foi sua, em uma tentativa de reivindicar o controle da situação e demonstrar seu posicionamento contra o crime organizado.

Mas, novamente o apocalipse não ocorreu. A liderança do PCC optou por não deflagrar a temida revolta, talvez calculando os riscos e ponderando as consequências.

30 anos de prisão como cálculo político

Há exceções em que condenados permanecem presos mesmo após cumprir 30 anos. O comportamento na prisão, a periculosidade e o acúmulo de penas são considerados na avaliação de liberação.

A questão política também pesa: Lula ficou preso sem provas, enquanto Bolsonaro, Trump e militares brasileiros permanecem impunes, apesar das evidências contra eles.

A coragem de soltar réus notórios

No caso de Marcola e Charles Bronson, outro preso famoso, qual magistrado teria a coragem de soltá-los, dentro ou não dos limites da lei?

Em suma, a sombra do apocalipse do PCC paira sobre a sociedade, impregnada de medo e incerteza.

Rogério Jeremias Simone, conhecido como Gegê do Mangue, deixou o presídio pela porta da frente em 2018, cumprindo as normas legais. No entanto, a repercussão negativa de sua soltura e a subsequente fuga para o exterior dificultaram ainda mais a possível libertação de Marcola. Diante desse cenário, a Justiça passou a buscar subterfúgios para mantê-lo detido.

Por enquanto, o evento catastrófico foi adiado, mas a pergunta permanece: o que ocorrerá quando Marcola e outros líderes do PCC eventualmente deixarem a prisão? O apocalipse bíblico pode ser apenas uma metáfora, mas o medo gerado pelo apocalipse do PCC é tangível e real.

Deu chabu! Mas por quê?

Contudo, atualmente, o Primeiro Comando da Capital é uma organização mais horizontal, composta por subgrupos que não são diretamente afetados pela transferência de Marcola e outros líderes para fora do estado ou pela imposição do regime disciplinar diferenciado.

A estrutura da organização criminosa persiste, tanto dentro quanto fora dos presídios. Parece natural que ocorra uma disputa interna para ocupar o lugar das lideranças isoladas nos presídios federais. Não tenho nenhuma esperança que o PCC acabou.

afirma Lincoln Gakiya à Revista Isto É

Neste novo cenário, o Apocalipse tornou-se apenas uma opção. A decisão de colocá-lo em prática ou não será tomada levando em consideração os interesses políticos, econômicos e sociais da maioria dos membros da facção.

30 Anos Preso: A Sombra de Charles Bronson do PCC

Charles Bronson e a contagem regressiva

“30 anos preso” é uma palavra-chave que ressoa no imaginário popular, conectando-se às sombras do Primeiro Comando da Capital e ao seu líder máximo, Marcola.

Neste cenário surge a figura de Charles Bronson, cuja história se entrelaça com o temido apocalipse do PCC. Charles Bronson, condenado a 99 anos de prisão, completou recentemente 28 anos de reclusão.

Seu advogado busca abatimentos de benefícios, acreditando na possibilidade de libertação. Porém, o medo do Primeiro Comando da Capital permeia o ar, e as perspectivas de libertação trazem consigo um rastro de incertezas e terror.

A libertação de líderes notórios da facção paulista PCC

A facção PCC tem como uma de suas principais marcas a capacidade de gerar medo e um sentimento de iminente apocalipse. A possibilidade de libertação de líderes notórios, como Charles Bronson, alimenta esse sentimento e incita preocupações na sociedade.

Quando se fala em “30 anos preso”, muitos associam esse marco ao líder do PCC, Marcola. Contudo, essa marca também atinge outros personagens do mundo do crime, como Charles Bronson. A libertação de tais indivíduos pode desencadear eventos catastróficos, evocando a atmosfera de um apocalipse bíblico.

Em suma, a sombra de Charles Bronson, assim como a de Marcola, paira sobre a sociedade, trazendo consigo o medo do apocalipse do PCC. A libertação desses líderes notórios pode representar um ponto de virada na luta contra o crime organizado, e o temor de um apocalipse real cresce a cada dia.

texto base: Charles Bronson Prudentino já Cumpriu 28 dos 99 Anos a que foi condenado

“Juízes sem rosto”: uma resposta às ameaças da facção PCC

As ameaças do PCC a membros do Judiciário impulsionaram a proposta de “Juízes sem rosto” no Brasil. A medida busca proteger as autoridades, mas levanta questões sobre transparência e responsabilidade.

A proposta de “Juízes sem rosto” e o impacto do Primeiro Comando da Capital na segurança do Judiciário

A proposta polêmica de “Juízes sem rosto” surge em resposta às ameaças do PCC 1533, uma das maiores organizações criminosas do Brasil.

A medida busca proteger os profissionais do Judiciário, mas levanta preocupações com transparência e responsabilidade em um país onde a Justiça nunca foi justa.

Facção PCC 1533 e a segurança das autoridades

A influência do PCC é significativa, pois coloca em pauta a segurança das autoridades. A proposta visa garantir o anonimato dos profissionais, dificultando a ação do PCC e outras organizações criminosas. Porém, questões sobre visibilidade e poder surgem.

Foucault e o poder

Analisando o artigo à luz das ideias de Michel Foucault, a proposta de “Juízes sem rosto” exemplifica o exercício do poder na sociedade moderna. O poder é um fenômeno disperso e presente nas relações sociais, exercido pelo PCC e pelo Estado.

Panopticon e vigilância

A criação de “Juízes sem rosto” pode ser interpretada como uma extensão do Panopticon, garantindo anonimato e vigilância invisível. A proposta levanta questões sobre a relação entre visibilidade e poder, um tema central na obra de Foucault.

Preocupações com transparência e responsabilidade

A proposta de “Juízes sem rosto” traz preocupações sobre transparência e responsabilidade no exercício do poder judiciário. É crucial questionar se a implementação dessa medida pode aumentar o poder estatal sobre os cidadãos e erodir garantias democráticas e direitos individuais.

Conselho Superior do Ministério Público

O procurador de Justiça Antônio Carlos da Ponte, membro do Conselho Superior do MP-SP, defendeu a adoção da estratégia “Juízes sem rosto” no Brasil.

Essa abordagem foi utilizada contra cartéis colombianos e proposta devido às ameaças constantes sofridas pelo promotor Lincoln Gakiya, principalmente após a descoberta de um novo plano de assassinato pelo PCC.

O Conselho Superior aprovou, por unanimidade, uma moção de solidariedade a Gakyia.

texto base: Ameaças do PCC: conselheiro do MP propõe juízes e pomotores sem rosto

Policial morto na Bolívia, o Primeiro Comando da Capital e eu

A morte misteriosa do policial morto na Bolívia, um policial experiente transferido para La Guardia, Bolívia, levanta dúvidas e questionamentos sobre a versão oficial apresentada. A família e a imprensa corajosa buscam justiça e respostas para os detalhes contraditórios do caso.

Policial morto na Bolívia: um caso que evoca lembranças pessoais, as quais compartilharei com vocês na primeira parte deste texto, antes de abordar em detalhes o misterioso assassinato do sargento Mendoza.

Sob a Sombra da Desconfiança: A Rotina da Viatura Policial

Eu sou destro, isso é, minha mão forte é a direita e é com ela que eu seguro a arma, mas durante um tempo, meu velho 38, que uso até hoje, não saía da minha mão esquerda.

Uma viatura policial de patrulhamento de área é composta por dois policiais,  o mais novo dos dois é o motorista e o mais experiente é o encarregado, ou pelo menos era assim naquele tempo.

O padrão operacional ditava que o motorista mantivesse a arma fora do coldre no meio das pernas para poder ter uma reação rápida em caso de necessidade.

A Mudança dos Protocolos

Hoje esse padrão foi abandonado, pois na prática verificou-se que o motorista tem melhor resultado operacional que se concentrar em dirigir o veículo de maneira tática, ofensiva e defensivamente.

Além disso, acontecia da arma cair durante as manobras no piso da viatura ou durante o desembarque no chão, podendo custar a vida da equipe.

O Peso da Desconfiança

Estou contando todos esses detalhes para você poder entender o que acontecia, e visualizar, quem sabe até sentir em sua própria pele as emoções pelas quais eu passei — vai da sua capacidade de empatia e imaginação.

Agora, você deve trocar de lugar comigo:

Imagine você sentado no banco do motorista dirigindo a viatura, com sua mão forte, a direita, ao volante, e com sua mão fraca, a esquerda, segurando o cabo do 38 que ficava nas pernas, e sua atenção deve ser o trânsito e os possíveis suspeitos que circulam ao seu redor.

Mais a frente você entenderá a razão da escolha da mão da direção e da arma.

Agora, você deve trocar de lugar com o encarregado:

Imagine que está sentado no banco do passageiro, com as duas mãos livres e a arma na mão direita rente a parede da viatura. Você não precisa olhar o trânsito e pode olhar para onde quer, seja para fora, seja para dentro, incluindo para o motorista da viatura enquanto ele dirige.

Agora, você deve trocar de lugar com uma pessoa que vê a viatura passando em seu bairro:

Certamente, você ou essa pessoa, pensaria que a maior preocupação daquele motorista seria não ser morto a qualquer momento, mesmo dentro da viatura por seu parceiro.

A Convivência com o Medo

Durante as semanas que trabalhei com um determinado parceiro, sempre fiquei com a mão esquerda na arma, pois se ficasse com a direita ele poderia segurá-la com sua mão livre enquanto atirava em mim com a outra.

Eu só relaxava quando estava em patrulhamento pela área central onde um ataque seria impossível, mas, principalmente quando íamos para a zona rural, eu nunca tinha certeza que ele não armaria minha morte por trairagem.

O Jogo de Xadrez do Silêncio

No entanto, o clima era ameno e as palavras eram jogadas com cuidado de um jogo de xadrez, permitindo que ninguém, colegas ou cidadãos, soubessem o que se passava naquela viatura.

Lembranças que Permanecem

Cada um de nós guarda em nossa mente lembranças que ficam guardadas, à espera de uma oportunidade para saltar para fora, e essa notícia do policial morto na Bolívia me lembrou esses momentos.

O Enigma do Policial Morto na Bolívia: Sargento Mendoza e a Busca por Justiça

Caro leitor do Site PCC 1533,

É com grande interesse que relato a você um caso que tem me intrigado nos últimos dias, a estranha morte do sargento Oliver Ramiro Mendoza Órias, ocorrida na província Andrés Ibáñez, no departamento de Santa Cruz, Bolívia.

A região, situada no coração da América do Sul, é conhecida por sua diversidade cultural e paisagens deslumbrantes, e o município de La Guardia, em particular, é famoso por seu mirante, que oferece uma vista panorâmica da cidade e das áreas circundantes.

E onde ocorreu esse terrível crime.

A Estranha Morte do policial morto na bolívia

Detalhes que Desafiam a Versão Oficial

No dia 4 de abril, por volta das 13 horas, o sargento Mendoza encontrou seu fim trágico no mirante de La Guardia.

A versão oficial é que ocorreu uma troca de tiros com traficantes, possivelmente ligados à organização criminosa brasileira Primeiro Comando da Capital.

No entanto, há diversos pontos que colocam em dúvida a versão apresentada pelos colegas de Mendoza, e a família do falecido sargento tem clamado por justiça e respostas mais claras.

Permita-me ressaltar algumas questões que tornam a versão oficial menos plausível.

Primeiramente, é curioso que Mendoza tenha sido morto dentro do carro do suspeito e com um tiro na têmpora disparado a menos de 80 centímetros de distância.

Em uma troca de tiros, é difícil imaginar como o suspeito teria se aproximado tão perto de Mendoza sem ser percebido pelos colegas.

Além disso, os próprios policiais que estavam presentes não conseguem fornecer informações precisas sobre o número de criminosos envolvidos, apesar de saberem que fugiram de moto pela mata ao lado do mirante.

Tais detalhes imprecisos e contraditórios levantam suspeitas sobre a integridade do relato.

Família Exige Respostas e Inclusão dos Colegas na Investigação

A família de Mendoza tem razões para acreditar que algo estava acontecendo entre ele e seus companheiros, e eles solicitaram que a Promotoria de Justiça investigue os policiais que estavam com Mendoza em seus últimos momentos.

A tia do falecido, Shirley Morales, expressou suas dúvidas aos repórteres e pediu que os colegas de Mendoza sejam submetidos exame residuográfico de pólvora, para que possam determinar quem realmente atirou.

Dada a complexidade do caso e a quantidade de detalhes que não se encaixam, não posso deixar de compartilhar a preocupação da família de Mendoza e questionar a versão oficial dos eventos.

As Contradições e Perguntas Sem Respostas:

A Imprensa e o que Realmente Aconteceu naquela Tarde Fatídica?

Como o leitor do Site PCC 1533, confio que você também estará ansioso por mais informações e, juntos, talvez possamos descobrir a verdade por trás dessa tragédia.

Antes de concluir esta carta, gostaria de expressar meus sinceros parabéns ao noticioso Del Beder pela coragem em divulgar esses fatos cruciais.

Infelizmente, é comum que a imprensa se limite a reproduzir a versão oficial em casos como este, atribuindo o crime a traficantes que supostamente dominam o país e, assim, ocultando a verdade por trás de ações e mortes.

A atitude do Del Beder é um lembrete importante da importância do jornalismo investigativo e da busca pela verdade.

Com os melhores cumprimentos,

Wagner do Site

O narcotráfico está ganhando esta batalha contra o Estado, demonstrando supremacia no controle do território (…) Esses cartéis de drogas são organizados no exterior por grupos como Los Chapitos (um grupo de narcotraficantes do México), o PCC (Primeiro Comando da Capital), grupos combinados com as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e, claro, eles têm equipamentos e armas de melhor qualidade do que as forças de ordem.

coronel do Exército da Bolívia Jorge Santistevan

fonte dos dados desse artigo: Matan a otro policía y ya son seis los asesinados en un año

MS-13 e PCC: Estudo Comparativo das Organizações Criminosas

Comparação entre as organizações criminosas MS-13 e PCC, analisando a expansão territorial, estrutura, atividades criminosas, impacto social e político, além do envelhecimento das lideranças. Rizzi enfatiza a crescente influência desses grupos e a preocupação que isso representa para a sociedade.

Meu caro Francesco Guerra,

Espero que não se importe que lhe responda publicamente.

Recentemente, dediquei algum tempo à análise e comparação de dois grupos criminosos de grande notoriedade: o MS-13 e o PCC, já que minha análise e comparação de dois outros grupos, o Tren de Aragua e o Primeiro Comando da Capital, não lhe agradou.

Mas, acredito que os pontos em comum entre essas organizações possam ser de seu interesse e, por isso, compartilho minhas descobertas.

Origens e Expansão das Gangues MS-13 e PCC

O MS-13, também conhecido como Mara Salvatrucha, teve suas raízes em Los Angeles na década de 1980, formado principalmente por imigrantes salvadorenhos.

Com o tempo, a gangue se espalhou por diversos países da América Central, como El Salvador, Honduras e Guatemala.

Por outro lado, o Primeiro Comando da Capital foi fundado em São Paulo, Brasil, em 1993.

Esta organização criminosa cresceu e consolidou-se no sistema prisional brasileiro, expandindo-se para outros estados e até mesmo se espalhou por diversos países da América do Sul, como Bolívia, Paraguai e Argentina.

Ambos os grupos têm mostrado uma expansão territorial notável, buscando novos territórios e estabelecendo alianças com outras organizações criminosas, acumulando poder militar, econômico e político, na medida em que agora representam ameaças existenciais aos estados em que atuam.

Os dois grupos emergiram de bairros pobres e nas prisões onde o estado historicamente manteve uma presença brutal, repressiva e corrupta.

Estrutura e Organização das Organizações Criminosas

Francesco, é interessante notar que tanto o MS-13 quanto o PCC têm uma estrutura hierárquica bem definida. No MS-13, a liderança é composta por “palabreros”, que coordenam as atividades da gangue e supervisionam os membros mais jovens. O PCC, por sua vez, possui uma estrutura complexa com líderes, gerentes e soldados, organizados de forma a garantir a continuidade das operações mesmo com a prisão de membros-chave, comparei certa vez esse sistema a grama, não sei se se lembra:

Assim é a facção criminosa paulista. Cada unidade dessa estrutura gramínea é autônoma, mas suas raízes se emaranham por todo o jardim — por menor que seja a unidade, ela ainda é parte importante no fortalecimento do todo.

A facção PCC 1533 e o Exército do Povo Paraguaio EPP

Os líderes coordenam por meio de órgãos conhecidos como sintonias (PCC) e ranflas (MS-13), mas os grupos locais têm liberdade significativa para implementar as decisões tomadas pela liderança.

Atividades criminosas

A violência é uma instituição tão natural como a própria vida humana. Decorre do nosso instinto de sobrevivência, sendo o grande motivo para o homem ter dominado a natureza. Mas essa afirmação não pretende trazer glamour à violência.

Talvez no último estágio da existência humana, a evolução definitiva seja exatamente vencer o instinto natural que nos propala a nos destruirmos mutuamente.

Conexão Teresina: uma crônica sobre a atuação do PCC no Piauí

As principais atividades criminosas em que o MS-13 e o PCC estão envolvidos incluem tráfico de drogas, extorsão, sequestro e assassinatos.

Além disso, ambos os grupos utilizam violência brutal e demonstrações de força para intimidar rivais, autoridades e comunidades onde atuam, e tem conexões e atividade em três continentes: África, América e Europa.

Ambos compram cocaína diretamente de fornecedores atacadistas na Colômbia, Venezuela, Bolívia ou Equador para revenda na cadeia de valor. Ambos os grupos também fizeram incursões no controle de partes da cadeia de fornecimento de precursores químicos usados ​​na fabricação de drogas sintéticas.

Impacto social e político

Os dois grupos exercem um impacto social e político significativo nos países onde atuam. Eles afetam a vida das comunidades locais, alimentando o medo e a violência, e muitas vezes corrompendo as instituições governamentais. Isso resulta em uma deterioração da ordem pública e da estabilidade social.

O PCC tem um amplo alcance multicontinental, vínculos diretos com o tráfico e distribuição de cocaína na América do Sul, amplo controle territorial e capacidade militar no país economicamente mais significativo da América Latina, uma capacidade demonstrada de realizar ações espetaculares multimilionárias roubos de dólares e a capacidade de obter legitimidade social por meio da música e da mídia social.

Por outro lado, o estudo apresentado pelo Centro de Estudios Estratégicos del Ejército del Perú CEEEP:

Em muitos lugares, eles são vistos como autoridades mais legítimas do que o Estado. (…)  O resultado final deixa os grupos armados não estatais substituindo funções estatais, controle territorial e legitimidade percebida.

Os “crias” brasileiros, assim os integrantes do grupo criminoso salvadorenho, são fruto de fragmentação familiar e crescente desemprego juvenil e em ambos os casos, em ambos os casos, homens são mais de 90% de sua composição.

As organizações criminosas fornecem uma alternativa à economia formal e aos tradicionais mercados econômicos informais — mal remunerados e sem perspectiva de crescimento.

Em resumo, meu caro Francesco, as semelhanças entre o MS-13 e o PCC são notáveis. Ambos são organizações criminosas altamente estruturadas e violentas, com atividades que abrangem diversos países.

Legitimidade política

Francesco, como você sabe, o Primeiro Comando da Capital tem conquistado espaço nos governos da Bolívia, Argentina e Brasil.

Da mesma forma, o estudo do CEEEP mostra que o MS-13 também tem ganhado espaço dentro dos sistemas de governança locais, municipais e nacionais:

Ambas tornaram-se importantes impulsionadores da corrupção, do colapso do Estado e do controle criminoso de instituições e funções estatais no hemisfério.

Enfim, o envelhecimento

Meu caro Francesco,

Talvez o fenômeno que temos observado recentemente – o abandono de áreas menos rentáveis e a concentração na Rota Caipira e na Rota MarcoSur – não seja apenas uma escolha pelo lucro, mas também uma consequência do envelhecimento das lideranças:

Nosso trabalho de campo com o MS-13 nos últimos três anos descobriu que, à medida que os líderes e membros de gangues envelhecem e criam famílias, eles desejam cada vez mais um estilo de vida diferente e menos violento para seus filhos e netos, enquanto permanecem ativos no mundo do crime.

Os especialistas do Primeiro Comando da Capital disseram que a mesma tendência geral também está ocorrendo dentro desse grupo.

A crescente influência desses grupos deve ser motivo de preocupação para as autoridades e a sociedade em geral. Espero que minhas descobertas possam ser úteis para futuras investigações.

Atenciosamente,

Rícard Wagner Rizzi

Ah! Sugiro a leitura do artigo base deste texto, onde, além do que foi mencionado aqui, os autores também abordam as diferenças entre os dois grupos criminosos:

Evolution and Impact of Gangs in Central America and Brazil by Douglas Farah and Marianne Richardson.

Tren de Aragua: a Intrigante História da Multinacional do Crime

Tren de Aragua e facção PCC 1533, suas dinâmicas financeiras, influência no sistema prisional e desafios para o combate ao crime organizado na América Latina.

Tren de Aragua, uma entidade sombria do crime organizado, expande sua influência além das fronteiras venezuelanas, mostrando um poderio ameaçador. Nas páginas que se seguem, exploramos suas ligações com o Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533), revelando uma teia de crimes que se estende por continentes. Desvende conosco os mistérios e estratégias desse império criminal, um convite à compreensão de uma realidade que transcende a ficção e desafia a ordem global.

Queremos ouvir suas impressões! Comente no site, compartilhe suas reflexões e junte-se ao nosso grupo de leitores. Ao divulgar em suas redes sociais, você ajuda a ampliar nossa comunidade de apaixonados por literatura criminal. Sua participação é essencial para fomentar debates enriquecedores sobre esta intrigante história.

Após o carrossel de artigos no final do texto há as análises detalhadas sobre a obra, todas feitas por Inteligência Artificial.

Público-Alvo:
– Leitores interessados em segurança pública e crime organizado.
– Estudantes e pesquisadores em criminologia, sociologia e direito.
– Profissionais da área de segurança, como policiais e analistas.
– Jornalistas e escritores que cobrem temas relacionados a crime e justiça.

Revelando os Segredos e Conexões do Tren de Aragua com o Primeiro Comando da Capital

No mundo do crime organizado, desponta uma entidade aterradora, conhecida como Tren de Aragua. Originário do claustrofóbico e violento presídio de Tocorón, em Aragua, Venezuela, este grupo criminoso transcende os limites do imaginável, transformando-se numa verdadeira multinacional do delito. Nesta narrativa, caros leitores, convido-os a mergulhar nas profundezas desta organização que desafia as fronteiras e a própria lei, numa viagem que promete ser tão obscura quanto elucidativa.

O Tren de Aragua, um nome até então desconhecido para muitos abaixo da linha do Equador, nasceu nos corredores sufocantes dos cárceres venezuelanos. Não se contentando com a atuação restrita aos muros de concreto e arame farpado, o grupo expandiu seus tentáculos predatórios além das fronteiras de seu berço, infestando comunidades vulneráveis e a própria estrutura do governo venezuelano, lançando um manto de desconfiança e terror sobre seus governantes, autoridades e militares.

Juan Carlos Buitrago, um general da polícia colombiana, ecoa essa suspeita de conivência estatal com o crime organizado. Ele argumenta que a corrupção nas forças públicas e políticas não apenas acalentou o berço de grupos como o Tren de Aragua e seu parceiro brasileiro, o Primeiro Comando da Capital, mas também se beneficiou deles, direta ou indiretamente.

Ascensão do Mal: Dos Cárceles e Barrios para o Mundo

Imerso na opressiva penumbra e nas intermináveis horas de ócio, tanto nas celas sufocantes dos presídios quanto nos precários ranchos de madeira com telhados de zinco nos bairros marginalizados, o Tren de Aragua aperfeiçoou a arte sinistra da diversificação criminosa.

De tráfico de drogas e ouro a exploração humana, suas operações estendem-se da Costa Rica à Argentina, alcançando até mesmo o Brasil. O grupo transformou-se em uma hidra de múltiplas cabeças, cada uma alimentando-se do caos e da desordem que semeia por onde passa.

O impacto do Tren de Aragua no cenário criminal internacional é marcado por um rastro de sangue da violência de suas guerras e do poder de suas alianças.

A sua entrada noutros países causou confrontos, mas também ligações com outros grupos criminosos. Em 2022 na Colômbia, por exemplo, ocorreram confrontos com o Ejército de Liberación Nacional ELN (do qual também participou a Polícia Nacional), que resultaram numa onda de homicídios no Norte de Santander. Por outro lado, no Brasil o grupo está ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), reconhecido como a maior organização criminosa do país, e há cerca de 700 integrantes do Trem no PCC. —

Vanesa López Romero – Why Does the Tren de Aragua Feed Xenophobia Towards Venezuelan Migrants?LatinAmerican Post

A poderosa aliança com o PCC 1533

A fusão dessas duas potências do mundo do crime desnuda uma realidade: o submundo desconhece fronteiras. No coração dessa teia internacional de crimes, o Tren de Aragua e o PCC emergem não apenas como organizações criminosas, mas como símbolos de uma era onde a criminalidade se globalizou, as alianças são tão voláteis quanto lucrativas, e a violência é a moeda de troca em um mercado sombrio que prospera nas sombras da sociedade.

Diante deste panorama caótico, emerge a indagação: qual será o limite do alcance dessas organizações? E, mais crucialmente, quem terá a capacidade de contê-las?

REPORTAJE | Mafia brasileña operaría en Chile con nexos al Tren de Aragua – CHV Noticias

Tren de Aragua Explorando a Crise dos Refugiados Venezuelanos

A organização criminosa Tren de Aragua evidenciou uma sagacidade sinistra ao capitalizar sobre a crise humanitária na Venezuela, uma tragédia que mergulhou milhões de seus compatriotas no abismo da pobreza extrema. Esta crise se tornou a mola propulsora que alavancou a expansão de suas operações malignas para pelo menos outros oito países latino-americanos.

No êxodo massivo dos venezuelanos que fugiram de seu país, membros do Tren de Aragua encontraram um terreno fértil para expandir suas atividades ilícitas. Esta exploração oportunista da crise revela um panorama tenebroso, onde organizações como o Tren de Aragua e a facção paulista PCC 1533 aram as terras da desgraça, território marcado pela vulnerabilidade das populações marginalizadas. Essas terras são regadas pela ambição desmedida que vai desde pequenos empresários até grandes corporações, e pela corrupção endêmica que permeia os poderes políticos e militares em várias nações sul-americanas.

O poder dos grupos criminosos Tren de Aragua e o Primeiro Comando da Capital prova que a estrutura econômica e política de um país tem o poder de transformar gangues em exércitos criminosos transnacionais e em substitutos violentos do Estado em comunidades.

A solução, embora necessária, parece um horizonte distante. Exigiria uma intervenção governamental decisiva, focada em garantir igualdade de oportunidades para todos os cidadãos. No entanto, em uma realidade onde a negação da verdade impera, o espaço para enfrentar as verdadeiras mazelas – a desigualdade social, a pobreza estrutural, as condições degradantes das prisões, e a violência estatal, paramilitar e criminosa – se estreita. Esses são os fatores que nutrem e fortalecem as organizações criminosas latino-americanas.

As propostas populistas, efêmeras e impulsivas como o sangue que jorra de uma ferida aberta, drenam a vitalidade do tecido social. Este esvaziamento progressivo enfraquece a sociedade, deixando-a vulnerável e incapaz de se opor a organizações como o Tren de Aragua e o PCC. Estes grupos, já evoluídos para exércitos criminosos transnacionais, atuam como substitutos violentos e dependentes do Estado em comunidades abandonadas e esquecidas.

A organização criminosa venezuelana e a exploração sexual

A faceta mais sombria do Tren de Aragua é, talvez, sua participação no tráfico humano para exploração sexual, vitimando majoritariamente mulheres e meninas. Elas são recrutadas através de redes sociais e falsas promessas de emprego, atraindo-as com oportunidades de trabalho em residências particulares, restaurantes e salões de beleza.

Aquelas pobres almas aprisionadas durante tentativas desesperadas de fuga são submetidas a uma violência extrema, incluindo assassinatos macabros. Estes atos nefastos ressoam como um aviso tenebroso para aquelas que ousam sonhar com a liberdade. A gênese deste nicho de mercado sinistro germinou em 2009, no âmago da sofrida construção do sistema ferroviário venezuelano em Aragua. Foi ali, nas sombras do trabalho árduo, que um sindicato de trabalhadores vislumbrou uma oportunidade suja e sórdida de auferir lucros nas trevas do tráfico humano.

Uma vez que as mulheres chegam a países como Brasil, Colômbia, Chile, Argentina, Peru e Suriname, os criminosos confiscam seus documentos e as forçam a serviços sexuais para “pagar” pelo transporte e acomodação. O Tren de Aragua, um dos principais operadores desse mercado, conhece cada trilha escura em meio à floresta amazônica, cada viela que passa pelos pancadões das grandes cidades do Norte do Brasil, cada beco sombrio nos “barrios” de Medellín, e cada ruela esquecida e sem saneamento nas colinas de Valparaíso.

Esse sinistro conhecimento permite ao Tren de Aragua dominar as rotas migratórias e fortalecer os perversos laços de corrupção com as autoridades locais, que se alimentam vorazmente da exploração e dela extraem seus benefícios macabros. A teia de exploração se estende tanto pelo Tren de Aragua quanto por entidades menores, porém igualmente sombrias, como a Dinastía Alayón na Colômbia e os clãs familiares que assombram a Bolívia e a Venezuela. A polícia peruana desnudou ao público as entranhas dessa operação ao desferir um golpe contra este submundo em Lima. Em outubro de 2023, em uma operação que abrangeu quarenta e duas casas de prostituição, trinta membros, incluindo líderes da Dinastía Alayón, foram capturados, pondo fim a um ano de atividades criminosas no país.

Além das venezuelanas, a escuridão da exploração estende seus tentáculos para alcançar outras vítimas, envolvendo mulheres de várias nacionalidades em sua teia sombria. Em Lima, durante uma operação que desvelou os véus desse submundo, mulheres colombianas foram encontradas entre as aprisionadas, revelando a amplitude transnacional deste flagelo.

Nas profundezas isoladas da Amazônia, um cenário igualmente lúgubre se desdobra, onde mulheres Yanomamis são exploradas em ‘cabarés’ que pontilham áreas de garimpo. Marco Bontempo, delegado da Polícia Federal do Brasil, destaca que a chegada de grupos criminosos estrangeiros nessas áreas introduziu uma nova camada de organização e uma violência ainda mais brutal, transformando esses locais em cenários de desolação e desespero.

Segundo o relato do jornal boliviano El Deber, o tráfico de mulheres para exploração sexual constituem a principal veia de sustento dos integrantes do Tren de Aragua. Eles operam com sinistra destreza principalmente na fronteira norte do Chile, para onde arrastam suas vítimas, mulheres arrancadas das profundezas da Bolívia. Mas a sua teia de terror se estende ainda mais, com emissários – sombras errantes nas cidades – que se infiltram em locais como Santa Cruz de la Sierra, La Paz, Cochabamba e Oruro, recrutando, com promessas vazias, mulheres venezuelanas e colombianas. Estas infelizes almas, envoltas em desespero, são então tragadas pelo abismo sem fim da exploração, um destino marcado pela escuridão inescapável.

O Tren de Aragua como multinacional do crime

Tren de aragua e Aliança com o PCC no Brasil

No Chile, o Tren de Aragua estabeleceu e passou a disputar uma posição de destaque, competindo ou em parceria os grupos Cartel de Sinaloa, Jalisco, Nova Geração do México, o cartel do Golfo da Colômbia, o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital.

Em território brasileiro sua principal função é na região fronteiriça norte fornecer armas e drogas e intermediar prostituição com mão de obra imigrante.

Comparação entre as organizações criminosas

Origem, Estrutura e Financiamento

A seguir, permitam-me comparar a origem, a estrutura e o financiamento da organização Tren de Aragua e seu aliado brasileiro, o Primeiro Comando da Capital.

O Nascimento e Raízes no Sistema Prisional

Meus caros amigos, o Tren de Aragua, surgiu como uma quadrilha composta por aproximadamente 5.000 homens, originária do presídio de Tocorón.

11. O Primeiro Comando da Capital — P.C.C. fundado no ano de 1993, numa luta descomunal e incansável contra a opressão e as injustiças do Campo de Concentração “anexo” à Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté, tem como tema absoluto “a Liberdade, a Justiça e a Paz”.

Estatuto do PCC original de 1997

Com o passar do tempo, a organização se envolveu em diversas atividades criminosas, como extorsão, prostituição, assassinato, roubo, narcotráfico, lavagem de ouro e contrabando.

De acordo com a jornalista Ronna Rísquez, que investigou o grupo durante três anos, foi a partir deste núcleo carcerário que eles conseguiram se estabelecer como uma poderosa força criminosa, controlando aspectos da vida cotidiana em algumas áreas e influenciando decisões de governos locais e de forças federais de segurança.

É interessante notar a semelhança entre as origens do grupo criminoso Tren de Aragua e do Primeiro Comando da Capital, pois ambos surgiram dentro do sistema prisional de seus respectivos países, a Venezuela e o Brasil.

Esta circunstância comum ilustra como as prisões servem como berço para o desenvolvimento de organizações criminosas em todo o mundo.

Fatores que Contribuem para o Surgimento de Grupos Criminosos nas Prisões

Existem diversas razões pelas quais os sistemas prisionais podem ser propícios para o surgimento de grupos criminosos como o Tren de Aragua e a facção paulista PCC:

  1. Condições Precárias: Muitas prisões na América Latina enfrentam problemas de superlotação, falta de higiene e violência, condições desumanas que podem levar os detentos a buscar proteção e apoio em grupos criminosos organizados.
  2. Falta de Controle e Corrupção: A falta de controle efetivo por parte das autoridades prisionais e a corrupção entre os funcionários podem facilitar a atuação desses grupos criminosos dentro das prisões, incluindo a permissão para a entrada de itens ilícitos e o estabelecimento de esquemas de extorsão.
  3. Redes e Conexões: As prisões servem como pontos de encontro para criminosos de diferentes origens, permitindo a formação de alianças e a troca de informações, habilidades e recursos. Essas conexões podem ser úteis para expandir e fortalecer as atividades criminosas.
  4. Radicalização e Recrutamento: A exposição a ideologias extremistas e criminosas dentro das prisões pode levar a um processo de radicalização e recrutamento de novos membros, resultando no crescimento e fortalecimento de grupos criminosos.
A Importância das Reformas no Sistema Prisional

As semelhanças entre as origens e a manutenção do poder pelo Tren de Aragua e pela facção PCC ressalta a importância de abordar as falhas do sistema prisional e buscar reformas para prevenir o surgimento de organizações criminosas dentro dos cárceres, tanto para impedir que outros grupos surjam, como para encerrar o recrutamento e o financiamento dos grupos já existentes.

A taxa de homicídios na Venezuela e no Brasil

A taxa de homicídios no país é alarmante, chegando a 40,4 por 100.000 habitantes. Cinco dos sete principais estados com as taxas mais altas estão localizados na zona centro-norte do país, onde gangues se espalham por todo território.

Um estudo publicado pelo site Insight Crime afirma que a violência nessas áreas é conduzida não pelos maiores grupos do crime organizado como o Tren de Aragua, mas sim por pequenas gangues de rua predatórias.

No entanto, outro ponto do mesmo estudo afirma que a região norte do Chile Tarapacá viu um aumento significativo na taxa de homicídios enquanto o contrabando de imigrantes é controlado pelo Tren de Aragua.

Isso nos leva a uma comparação interessante com a abordagem adotada pelo Primeiro Comando da Capital no Brasil.

Ambos os grupos, Tren de Aragua e PCC, buscam manter a paz entre as gangues e reduzir as taxas de homicídios em seus territórios, tendo a organização criminosa brasileira adotado o lema “Paz entre Bandidos” ou Pacificação, reduzindo as taxas de homicídios em todos os estados onde obteve hegemonia.

O estado de São Paulo, berço do Primeiro Comando da Capital e há muito pacificado, é um dos lugares mais seguros do país, no entanto, locais em que mantém a Guerra entre Facções para domínio territorial com altos índices de homicídios.

No entanto, mesmo que a informação de que o Tren de Aragua não está impulsionando diretamente o aumento da taxa de homicídios esteja correta, pode ser que ocorra uma guerra pela hegemonia com outros grupos menores ou dissidentes, o que pode estar contribuindo para o aumento da violência nessas áreas, assim como ocorre em muitas regiões do Brasil entre a facção paulista e seus inimigos.

Financiamento dos Grupos Criminosos

Caros amigos, os métodos de financiamento empregados pelas duas notórias organizações criminosas: o Primeiro Comando da Capital, e o Tren de Aragua.

Métodos de Financiamento do PCC

O PCC, uma organização criminosa originária do Brasil, recorre a diversas estratégias para financiar suas atividades ilícitas.

A lista que eu coloco abaixo é a tradicionalmente aceita, no entanto, em 2022 a organização criminosa mudou seu método de financiamento.

A mensalidade deixou de ser cobrada, sendo substituída por dinheiro do fluxo de drogas e a rifa foi substituída pelo jogo do bicho.

  • Mensalidades (Cebola): Membros do PCC são obrigados a pagar uma mensalidade regular, conhecida como “cebola”, que serve como contribuição financeira à organização. Esses pagamentos auxiliam no financiamento das atividades criminosas do grupo e no apoio a membros encarcerados e suas famílias.
  • Rifas: O PCC também realiza rifas entre seus membros e simpatizantes, com prêmios em dinheiro ou bens. As rifas são usadas para arrecadar fundos adicionais e fortalecer o vínculo entre os membros da organização.
  • Contribuição sobre ações criminosas: Membros do PCC que participam de atividades criminosas, como tráfico de drogas, roubos e sequestros, são obrigados a compartilhar uma porcentagem dos lucros com a organização. Essa contribuição ajuda a financiar a estrutura da organização e a garantir a lealdade dos membros.

Em suma, o financiamento dessa organização criminosa é diversificado e complexo, ao contrário do Tren de Aragua.

Métodos de Financiamento do Tren do Aragua

O Tren de Aragua financia suas atividades principalmente através da extorsão da população carcerária, cobrando uma taxa semanal de cerca de 15 dólares por preso, o que gera uma receita significativa para o grupo.

Aqueles que não pagam enfrentam violência, dormem ao relento ou recebem pouca ou nenhuma alimentação.

A análise desses métodos de financiamento é crucial para entender como esses grupos criminosos operam.

Os diversos entes de combate ao Primeiro Comando da Capital no Brasil focam há pelo menos 20 anos, suas ações na tentativa de estancar o financiamento do grupo, mas, a exemplo da mudança que ocorreu em 2022, as fontes e os métodos são mudados para dificultar caírem.

 Análise do Fenômeno destes Grupos Criminosos

Caros amigos, permitam-me apresentar uma análise pessoal do fenômeno do crime organizado, com foco nas organizações criminosas PCC e Tren de Aragua.

Dinâmicas Financeiras e Resiliência dos Grupos Criminosos

Ambas as organizações, PCC e Tren de Aragua, dependem de várias fontes de financiamento para sustentar suas atividades criminosas e manter a lealdade de seus membros.

Enquanto o PCC utiliza uma combinação de mensalidades, rifas e contribuições de ações criminosas, o Tren de Aragua foca principalmente na extorsão da população carcerária.

A diversidade das fontes de financiamento do PCC pode ser vista como uma vantagem em termos de resiliência e adaptação às mudanças nas condições e repressão das autoridades.

A Influência do Sistema Prisional na Formação de Grupos Criminosos

A extorsão da população carcerária pelo Tren de Aragua demonstra o controle e a influência que a organização tem dentro do sistema prisional venezuelano, semelhante ao controle exercido pelo PCC no Brasil, só que a facção brasileira criou a ideia de família e conquistou o domínio através de muito sangue, mas a fidelidade através de uma filosofia de apoio mútuo e de criação de inimigos comuns: estado e seus representantes, e integrantes de outros grupos criminosos.

Ambos os grupos, no entanto, conseguiram explorar as falhas e a corrupção dos sistemas prisionais para gerar renda e soltados, e fortalecer sua posição no mundo do crime fora das muralhas dos presídios.

Conclusão e Perspectivas

Em conclusão, apesar das diferenças nas formas específicas de financiamento, o PCC e o Tren de Aragua compartilham uma habilidade de aproveitar as oportunidades dentro e fora das prisões para sustentar suas atividades criminosas e expandir seu alcance.

Essa análise destaca a necessidade de abordagens eficazes e abrangentes no combate ao crime organizado e na reforma dos sistemas prisionais na América Latina.

A compreensão das dinâmicas sociais e financeiras desses grupos criminosos é crucial para o desenvolvimento de políticas públicas e estratégias de segurança eficientes.

Além disso, é imperativo investir em programas de prevenção, reabilitação e reintegração de indivíduos envolvidos no crime, bem como promover a transparência e a responsabilização das instituições prisionais e policiais.

Somente através de uma abordagem global e fundamentada em evidências poderemos combater com sucesso o crime organizado e promover uma sociedade mais justa e segura para todos.

para ler o texto base do artigo: In Brazil, the gang has made a notable alliance with the main armed group, First Command of the Capital, around arms sales and prostitution.

Análise de IA do artigo: “Tren de Aragua: a Intrigante História da Multinacional do Crime”

TESES DEFENDIDAS PELO AUTOR E AS RESPECTIVAS CONTRATESES

  1. Origem Prisional e Expansão Transnacional: Tese de que tanto o Tren de Aragua quanto o PCC se originaram dentro do sistema prisional e conseguiram expandir suas operações para além das fronteiras nacionais, tornando-se organizações criminosas transnacionais.
    • Contra-Argumento: Pode-se argumentar que a expansão transnacional desses grupos não é apenas resultado de sua origem prisional, mas também de uma série de fatores socioeconômicos e políticos complexos que transcendem o ambiente prisional.
  2. Conivência Estatal e Corrupção: Afirma que a corrupção nas forças públicas e políticas facilitou o crescimento dessas organizações criminosas.
    • Contra-Argumento: Um possível contra-argumento seria que, embora a corrupção contribua para o fortalecimento desses grupos, ela não é a única facilitadora. Aspectos como desigualdade econômica, pobreza e falta de oportunidades educacionais e de emprego também desempenham um papel crucial.
  3. Diversificação Criminosa: A tese de que o Tren de Aragua diversificou suas atividades criminosas, abrangendo desde o tráfico de drogas até a exploração humana.
    • Contra-Argumento: Poderia ser argumentado que a diversificação das atividades criminosas é uma resposta à crescente pressão e medidas de segurança por parte das autoridades, obrigando esses grupos a adaptarem-se para sobreviver.
  4. Impacto da Crise Humanitária: Sugere que a crise na Venezuela proporcionou um ambiente propício para a expansão do Tren de Aragua, explorando os refugiados venezuelanos.
    • Contra-Argumento: Uma visão alternativa seria que a crise humanitária é apenas um dos muitos fatores que contribuem para a expansão de organizações criminosas, e que focar exclusivamente nesse aspecto negligencia outras causas fundamentais.
  5. Necessidade de Reforma Prisional: Enfatiza a importância de reformar os sistemas prisionais para prevenir o surgimento e fortalecimento de organizações criminosas.
    • Contra-Argumento: Enquanto a reforma prisional é crucial, é apenas uma parte da solução. Estratégias mais abrangentes, incluindo melhorias na educação, oportunidades econômicas e sistemas judiciais, são igualmente importantes.
  6. Financiamento Complexo e Adaptação: Observa que o financiamento dessas organizações é diversificado e adaptável, complicando os esforços para desmantelá-las.
    • Contra-Argumento: Embora o financiamento seja complexo, esforços coordenados e inteligência financeira podem ser eficazes na perturbação dessas redes.

As teses apresentadas no texto destacam a complexidade e o alcance das organizações criminosas como o Tren de Aragua e o PCC. Contudo, os contra-argumentos sugerem que uma compreensão mais holística dos problemas subjacentes e uma abordagem multifacetada são necessárias para abordar efetivamente o crime organizado.

Análise sob o ponto de vista factual e de precisão

  1. Origem e Atuação do Tren de Aragua: A descrição do Tren de Aragua como uma organização criminosa originária de um presídio na Venezuela que se tornou transnacional é factual, baseada em relatórios de inteligência e notícias. A expansão além das fronteiras nacionais é um fenômeno bem documentado.
  2. Conivência Estatal: A alegação de que a corrupção nas forças públicas e políticas facilitou o crescimento de organizações criminosas é uma crítica comum em discussões sobre crime organizado. A citação de Juan Carlos Buitrago adiciona credibilidade, mas é importante verificar se ele é uma fonte confiável e se sua afirmação é corroborada por evidências.
  3. Diversificação Criminosa: A diversidade de atividades criminosas, incluindo tráfico de drogas e ouro, bem como exploração humana, é consistente com o que se sabe sobre cartéis e sindicatos do crime. No entanto, detalhes específicos requerem verificação para precisão.
  4. Alianças com o PCC: A afirmação de que o Tren de Aragua tem laços com o PCC e que há aproximadamente 700 integrantes do Tren no PCC é uma afirmação específica que requer confirmação por meio de registros de inteligência ou relatórios de segurança.
  5. Expansão Durante a Crise Humanitária: A exploração da crise venezuelana por organizações criminosas é um tema recorrente em relatórios de segurança. No entanto, a extensão e natureza exatas dessa exploração seriam difíceis de determinar com precisão sem dados específicos.
  6. Financiamento do PCC e do Tren de Aragua: As descrições do financiamento do PCC e do Tren de Aragua são plausíveis e alinhadas com padrões conhecidos de atividades criminosas. A mudança nos métodos de financiamento do PCC em 2022 requer verificação para garantir a atualidade.
  7. Condições Prisionais e Crime Organizado: A correlação entre condições prisionais precárias e o surgimento de organizações criminosas é apoiada por estudos e relatórios de organizações de direitos humanos.
  8. Citações e Fontes: O texto utiliza citações e referências a publicações como “LatinAmerican Post” e “CHV Noticias”, que podem ser verificadas para autenticidade e contexto.
  9. Alegações de Exploração Sexual: Alegações de tráfico humano para exploração sexual devem ser tratadas com cuidado e verificadas por meio de investigações e relatórios legais.
  10. Conclusões e Perspectivas: As conclusões finais do texto refletem opiniões e recomendações que são comuns no discurso sobre combate ao crime organizado. Embora a necessidade de abordagens abrangentes seja uma recomendação válida, a implementação e eficácia dessas estratégias variam e são difíceis de medir.

Para uma análise completa, seria necessário acessar relatórios de inteligência, estudos acadêmicos, e dados de agências de aplicação da lei para corroborar as alegações e assegurar que o texto não se baseia em exageros, informações desatualizadas ou interpretações errôneas.

Análise por IA do artigo

  1. Estruturas de Poder e Marginalização: O texto aponta para a maneira como as organizações criminosas, como o Tren de Aragua e o PCC, exploram e aprofundam as divisões sociais existentes, utilizando-se de desigualdades econômicas e políticas para consolidar seu poder. Isso reflete teorias de conflito sociológico que enfatizam como o poder é mantido e expandido através da exploração de grupos vulneráveis.
  2. Globalização e Expansão Transnacional do Crime Organizado: A ascensão e expansão do Tren de Aragua e sua conexão com o PCC destacam os desafios da segurança pública em lidar com redes criminosas que operam além das fronteiras nacionais. As atividades transnacionais das organizações criminosas desafiam a noção de soberania estatal e a eficácia das leis locais, requerendo uma compreensão sociológica das redes além das fronteiras e a cooperação internacional e estratégias de aplicação da lei que ultrapassam as jurisdições locais. A globalização é tipicamente discutida em termos de economia e cultura, mas o texto destaca a globalização do crime.
  3. Conivência Estatal e Corrupção: A alegada conivência entre o crime organizado e o estado sugere que esforços de segurança pública podem ser comprometidos por dentro. Isso ressalta a necessidade de medidas anticorrupção, integridade dentro das forças de segurança e instituições governamentais, e aponta para problemas de legitimidade e autoridade estatal. A corrupção mina a confiança nas instituições e afeta a coesão social, aspectos centrais no estudo da sociologia política.
  4. Diversificação de Atividades Criminosas: A diversidade das operações do Tren de Aragua ilustra a necessidade de uma abordagem multifacetada na segurança pública, que deve adaptar-se para combater uma variedade de atividades ilícitas, desde o tráfico de drogas até a exploração humana.
  5. Anomia e Desvio: A narrativa sugere um estado de anomia, onde normas e valores são enfraquecidos, permitindo que o crime e o desvio floresçam. A ascensão de organizações criminosas pode ser interpretada como uma resposta à falha das estruturas sociais em fornecer estabilidade e segurança.
  6. Impacto Social e Humanitário: O aproveitamento da crise humanitária venezuelana pelo Tren de Aragua para expandir suas atividades ilícitas aponta para a necessidade de políticas de segurança pública que abordem as causas subjacentes da criminalidade, como pobreza e desigualdade social.
  7. Reformas no Sistema Prisional: A origem prisional de tais organizações criminosas enfatiza a importância de reformar o sistema prisional como um componente crítico da segurança pública, prevenindo que prisões se tornem incubadoras para o crime organizado, reconhecendo a importância das instituições sociais na moldagem do comportamento individual e coletivo.
  8. Métodos de Financiamento e Resiliência: A complexidade e a adaptabilidade no financiamento dessas organizações enfatizam a necessidade de estratégias financeiras de inteligência e contra-lavagem de dinheiro para cortar as fontes de renda do crime organizado, sem deixar de considerar a natureza fluida e adaptável do comportamento criminoso.
  9. Economia Subterrânea: O tráfico de drogas, lavagem de ouro, e outras atividades ilícitas apontam para a existência de uma economia subterrânea robusta. Sociologicamente, isso reflete formas alternativas de capitalismo que operam à margem da lei.
    • Exploração Sexual e Tráfico Humano: A participação no tráfico humano para exploração sexual requer uma resposta especializada e dedicada das autoridades de segurança pública, incluindo unidades de combate ao tráfico de pessoas e proteção de vítimas.
  10. Reabilitação e Reintegração: A menção a programas de prevenção, reabilitação e reintegração reflete uma abordagem mais holística da segurança pública, que vai além da repressão e busca tratar as causas da criminalidade e facilitar a recuperação dos envolvidos.
  11. Transparência e Responsabilização: A ênfase na transparência e na responsabilização das instituições prisionais e policiais é vital para a confiança do público na segurança pública e para o funcionamento efetivo do combate ao crime.
  12. Subculturas Criminosas: O surgimento de grupos como o Tren de Aragua e o PCC dentro de prisões sugere a formação de subculturas criminosas. Estas subculturas têm seus próprios valores, normas e identidades, e podem fornecer um senso de pertencimento e propósito para seus membros.
  13. Violência e Gênero: A exploração sexual de mulheres e meninas destaca questões de gênero e poder. O uso da violência e da coerção nas operações de tráfico humano reflete padrões mais amplos de opressão de gênero e desigualdade.
  14. Teorias de Controle Social: O texto indiretamente alude às teorias de controle social, sugerindo que o enfraquecimento dos mecanismos de controle social, como família, escola, e comunidade, pode levar a um aumento do crime e desvio.

O artigo sublinha os intrincados obstáculos que se impõem à segurança pública diante do crime organizado globalizado. Ele advoga por uma estratégia coordenada e fundamentada em dados concretos como essencial para superar eficazmente tais redes ilícitas. Além disso, a dissecção sociológica do conteúdo desenterra as ligações complexas que entrelaçam o crime organizado às estruturas sociais, à desigualdade e à globalização, bem como às necessárias contramedidas institucionais. O crime organizado transcende a mera questão jurídica, constituindo-se como um fenômeno arraigado nas interações sociais, cujo entendimento abrangente e detalhado é facilitado pelas ferramentas analíticas oferecidas pela sociologia.

O Tren de Aragua, nascido dentro das condições opressivas do sistema prisional venezuelano, é um exemplo de como as subculturas criminosas podem florescer e se estabelecer como instituições paralelas à sociedade. A expansão de suas atividades para além das fronteiras nacionais reflete as características de adaptação e resiliência cultural que são comuns em estruturas sociais humanas, ainda que operem à margem da lei.

A aliança com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e a inserção nas dinâmicas sociais e econômicas de diferentes países ilustram a fluidez com que essas culturas criminosas operam em um mundo globalizado. Estas organizações não apenas desafiam a soberania dos Estados, mas criam suas próprias normas e códigos de conduta que, em muitos casos, preenchem o vácuo deixado por instituições estatais em comunidades desassistidas.

A exploração da crise humanitária venezuelana pelo Tren de Aragua aponta para uma capacidade de capitalizar sobre as vulnerabilidades sociais e econômicas, enquanto a exploração sexual transnacional revela um padrão complexo de relações de poder, gênero e economia que cruzam fronteiras nacionais e culturais.

A partir de uma perspectiva antropológica, o fenômeno do crime organizado pode ser entendido não apenas como uma série de atividades ilegais, mas também como uma manifestação de estruturas sociais alternativas que surgem e se sustentam através de interações humanas complexas e relações de poder. Tais estruturas frequentemente refletem e reagem às condições econômicas, ao abandono institucional e às dinâmicas políticas mais amplas em que se inserem.

O reconhecimento da influência do sistema prisional na formação dessas organizações criminosas destaca a importância dos rituais, hierarquias e sistemas de crença que são formados dentro das paredes da prisão e que são transportados para o mundo exterior. Essas práticas culturais internas do crime organizado têm implicações significativas para as estratégias de segurança pública e para a implementação de reformas penitenciárias.

A análise antropológica do Tren de Aragua e do PCC revela a necessidade de entender o crime organizado como um entrelaçamento de práticas culturais, relações sociais e políticas econômicas. Ao fazer isso, podemos começar a desenvolver respostas mais informadas e culturalmente sensíveis que vão além do combate ao crime e buscam entender e transformar as condições subjacentes que dão origem a essas poderosas entidades criminosas.

Análise sob o ponto de vista da Filosofia

Ontologia lida com a natureza do ser e da existência. Aqui, o Tren de Aragua e o PCC podem ser vistos como entidades ontológicas que questionam os limites da soberania do Estado e dos quadros legais. A existência desses grupos desafia o conceito tradicional de Estado-nação e seu monopólio sobre a violência, bem como a noção de territorialidade, operando além das fronteiras e estabelecendo uma presença que é sentida globalmente.

Existencialismo postula que os indivíduos criam significados em suas vidas através de escolhas e ações. Essa filosofia pode ser aplicada aos membros individuais dessas organizações criminosas que encontram propósito e identidade dentro desses grupos. Suas ações, embora fora dos limites legais, são expressões de sua existência e tentativa de se afirmarem em um mundo que percebem como opressor ou injusto.

Teoria do Contrato Social normalmente discute o acordo entre os governados e o governo. No caso do Tren de Aragua e do PCC, poder-se-ia argumentar que representam um tipo diferente de contrato social, um que é firmado pelos marginalizados e aqueles que estão fora da ordem social tradicional. Este contrato não é com um Estado, mas dentro de uma estrutura de poder alternativa que oferece sua própria forma de governança, proteção e justiça – embora por meios ilegais.

O texto pode ser visto como uma documentação do surgimento de sociedades paralelas com suas próprias regras, estruturas e sistemas econômicos, que coexistem ao lado das oficiais. Essas organizações tornam-se quase como um Estado dentro de um Estado, fornecendo serviços, impondo suas próprias leis e até mesmo engajando em relações internacionais de certa forma através de alianças e conflitos.

Em um sentido mais amplo, a existência e persistência de tais organizações provocam questões sobre a natureza do poder, governança e organização social. Elas nos obrigam a considerar como as estruturas sociais se formam e evoluem, e como estruturas alternativas surgem quando as oficiais falham em atender às necessidades ou ganhar a lealdade de certos segmentos da população.

Assim, de uma perspectiva filosófica, a narrativa em torno do Tren de Aragua e do PCC se estende além do crime e entra nos domínios do ser, essência e construções sociais. Ela chama em questão as próprias fundações de como as sociedades humanas se organizam e a legitimidade das várias formas de poder e autoridade que emergem dentro dessas sociedades.

Análise do artigo segundo a Teoria da Associação Diferencial

  1. Origem e Ambiente Prisional: Tanto o Tren de Aragua quanto o PCC têm suas raízes nos sistemas prisionais de seus respectivos países. Esses ambientes podem ser considerados espaços de socialização intensa, onde as normas e valores criminosos são transmitidos e reforçados. A superlotação, a violência e as condições precárias das prisões proporcionam um terreno fértil para a formação de laços criminosos e a aprendizagem de comportamentos ilícitos.
  2. Aprendizado e Reforço de Comportamentos Criminosos: As atividades do Tren de Aragua e do PCC, que vão desde o tráfico de drogas até a exploração sexual, indicam um aprendizado e especialização em várias formas de criminalidade. A teoria sugere que tais comportamentos são reforçados e perpetuados dentro do grupo, tornando-se parte integrante da identidade e operação dessas organizações.
  3. Expansão e Adaptação: A capacidade desses grupos de expandir suas operações para além das fronteiras nacionais e de se adaptarem a diferentes contextos sociais e econômicos também pode ser explicada pela Associação Diferencial. À medida que se conectam com outros criminosos e grupos, eles aprendem novas técnicas, adaptam-se a novos ambientes e expandem seu repertório de atividades ilícitas.
  4. Influência Social e Econômica: A teoria também pode explicar como esses grupos exercem influência sobre comunidades e indivíduos vulneráveis, muitas vezes suprindo falhas deixadas pelo Estado. O texto menciona que os grupos agem como substitutos violentos do Estado em comunidades abandonadas, sugerindo que eles preenchem um vácuo de poder e autoridade, influenciando normas sociais e comportamentos.
  5. Desafios para Intervenção e Reforma: Conforme proposto pela Teoria da Associação Diferencial, mudar o comportamento de indivíduos profundamente imersos em culturas criminosas é desafiador. Isso ressalta a necessidade de intervenções que não apenas punam o comportamento criminoso, mas que também reformem os sistemas prisionais, promovam a reabilitação e ofereçam alternativas legítimas de socialização e sustento.

Em suma, a Teoria da Associação Diferencial oferece um quadro valioso para entender a complexidade e a resiliência de organizações criminosas como o Tren de Aragua e o PCC, destacando a importância da influência social e das relações interpessoais no desenvolvimento do comportamento criminoso.

Análise do artigo sob o ponto de vista da linguagem

  1. Escolha de Palavras e Tom: O texto utiliza um vocabulário carregado e expressivo, que contribui para a criação de uma atmosfera densa e sombria. Palavras como “aterradora”, “claustrofóbico”, “violento”, “manto de desconfiança”, e “terror” evocam emoções intensas e pintam um quadro vívido da gravidade e do alcance da influência dessas organizações criminosas.
  2. Uso de Metáforas e Analogias: O autor emprega metáforas potentes, como “tentáculos predatórios” e “hidra de múltiplas cabeças”, para descrever a expansão e a complexidade das operações do Tren de Aragua. Essas figuras de linguagem ajudam a ilustrar conceitualmente a natureza multifacetada e insidiosa dessas organizações criminosas.
  3. Estrutura Narrativa e Fluxo: O texto é estruturado de maneira a conduzir o leitor através de uma jornada narrativa, começando com a origem do Tren de Aragua e progredindo para a sua expansão e impacto. Cada subtítulo introduz um novo aspecto da história, mantendo o interesse e a atenção do leitor.
  4. Persuasão e Argumentação: O autor usa uma mistura de fatos, análises e citações para construir um argumento convincente sobre a natureza e o impacto dessas organizações criminosas. A inclusão de estatísticas, exemplos específicos e declarações de autoridades contribui para a credibilidade do texto.
  5. Apelo Emocional: O texto faz uso estratégico do apelo emocional, especialmente ao descrever as vítimas da exploração e os ambientes degradados em que essas organizações operam. Isso não só humaniza o problema, mas também gera uma resposta emocional no leitor, reforçando a gravidade da situação.
  6. Clareza e Concisão: Apesar da complexidade do assunto, o autor consegue manter uma linguagem clara e direta, facilitando a compreensão do leitor sobre os aspectos multifacetados do crime organizado.
  7. Contextualização: O texto fornece um contexto histórico e social, o que ajuda a situar o leitor no cenário mais amplo das atividades criminosas e suas implicações.
  8. Ritmo e Pacing: O texto é bem equilibrado em termos de ritmo. Ele começa com uma introdução cativante, desacelera para detalhar aspectos específicos da organização criminosa, e depois acelera novamente em segmentos que exigem maior atenção, como a descrição das atividades ilícitas. Essa alternância entre detalhamento e agilidade ajuda a manter o leitor engajado.
  9. Transições e Conexões: As transições entre diferentes tópicos e subseções são suaves e lógicas. O autor utiliza subtítulos que funcionam como marcos, orientando o leitor através das diversas facetas da história. Essa estruturação facilita a compreensão do texto, apesar da complexidade do assunto.
  10. Variabilidade na Estrutura de Sentenças: O texto mistura sentenças curtas e diretas com outras mais longas e descritivas. Essa variedade ajuda a criar um ritmo que mantém o leitor interessado, evitando a monotonia.
  11. Uso de Citações e Dados: A inserção de citações e dados estatísticos é feita de maneira a complementar o fluxo do texto, em vez de interrompê-lo. Esses elementos adicionam profundidade e credibilidade ao conteúdo sem sacrificar o ritmo geral.
  12. Narrativa Envoltiva: O estilo de escrita do autor é imersivo, utilizando uma narrativa que quase se assemelha a uma história de suspense. Isso é eficaz para um assunto complexo e, por vezes, sombrio, como o crime organizado.
  13. Apelo Dramático: O texto emprega um tom dramático em certas partes, especialmente ao descrever as operações e o impacto do Tren de Aragua. Isso funciona para capturar a gravidade da situação, mas sem exagerar na dramatização.
  14. Conclusão Reflexiva: O texto termina com uma conclusão que incita à reflexão, incentivando o leitor a ponderar sobre as implicações mais amplas do crime organizado. Isso proporciona um fechamento eficaz para o artigo.
  15. Tom Narrativo e Dramático: O texto possui um tom narrativo forte, quase cinematográfico, que capta a atenção do leitor. A abordagem é dramática, mas sem exageros, o que ajuda a enfatizar a seriedade e a gravidade do tema.
  16. Descrição Vivaz: A descrição detalhada e vívida dos cenários e personagens confere uma dimensão quase tangível ao texto. Isso é particularmente eficaz ao retratar a atmosfera opressiva das prisões e a natureza sombria das operações criminosas.
  17. Riqueza de Detalhes: O autor não economiza em detalhes, tanto na descrição dos ambientes quanto na apresentação das atividades criminosas. Isso ajuda a criar uma imagem completa e profundamente contextualizada dos eventos e personagens.
  18. Abordagem Reflexiva e Crítica: O texto não se limita a descrever os acontecimentos; ele também reflete sobre as implicações sociais, políticas e humanas do crime organizado. Isso adiciona uma camada de profundidade intelectual ao artigo.
  19. Fluidez e Legibilidade: Apesar da complexidade do assunto, o estilo de escrita é fluido e acessível, tornando o texto legível para um amplo espectro de leitores.
  20. Integração de Múltiplas Perspectivas: O texto inclui várias perspectivas e vozes, desde autoridades policiais até vítimas, o que proporciona uma visão holística do assunto.

Análise da imagem de capa do artigo

Tren do Aragua e o PCC 1533 dominando o Norte


A imagem apresenta três homens em um beco colorido, cada um vestido com roupas que parecem refletir um estilo de vida urbano e talvez até mesmo uma associação com gangues ou grupos criminosos, dada a natureza do texto acompanhante. A saturação de cores é intensa, com tons vibrantes nas paredes, o que poderia ser uma representação artística para destacar a vivacidade e talvez a tensão do cenário. No canto superior direito, há um texto que diz: “TREN DE ARAGUA E PCC 1533 o que une e difere esses dois aliados no mundo do crime Salmos 58:10”.

Esta legenda sugere um foco na comparação e contraste entre duas organizações criminosas conhecidas, o Tren de Aragua e o Primeiro Comando da Capital (PCC 1533), e parece evocar uma conexão ou uma reflexão com uma passagem bíblica, que é incomum e pode ser interpretada como uma escolha de design para agregar profundidade ou ironia, dado o contexto de crime mencionado.

A inclusão de um verso bíblico em tal imagem cria um contraste intrigante entre a espiritualidade e a ilegalidade, possivelmente sugerindo uma reflexão sobre moralidade ou destino dentro do contexto dessas organizações criminosas. Este elemento pode ser um toque dramático para sublinhar a complexidade e a dualidade dos indivíduos envolvidos nesses grupos, ou uma crítica à maneira como tais grupos podem ser romantizados ou demonizados em narrativas e representações culturais.

A Marcola de Saias, a Guerreira do Acre e a cultura sexista do PCC

A Guerreira do Acre: como a mulher conquistou seu lugar na sociedade, e hoje tem o direito de morrer e apodrecer nas prisões como os homens.

A Mulher guerreira, Marcola de Saias, não é a primeira e não será a última

João Erik e Vinny do 11, vamos falar sobre a guerreira do Acre e a tal Marcola de Saias.

Ambos me procuraram essa madrugada para que eu comentasse sobre aquela mulher.

Ela ganhou as capas dos jornais de todo o país e lhes garanto, encontrei referência a ela em várias partes do mundo.

Suliane Abitabile Arantes, a Elektra, a Intocável, a Assombrada, a Kitana, a Mariana, e por fim e mais importante, a Marcola de Saias.

PCC ‘untouchable’ woman did trafficking accounting and registration of new members in the faction
Mujer ‘intocable’ del PCC hizo contabilidad de trata y registro de nuevos integrantes en la facción

Já devem ter notado que sou metódico e fujo das grandes manchetes sobre a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533).

É uma tentação e rende views repercutir os assuntos do dia, mas eu prefiro as notícias marginais, os detalhes que passam despercebidos do público.

Não me anima escrever sobre “Marcola de Saias” do dia. Sim! Pois é! Ela é a terceira que foi assim citada neste site desde que publico sobre o PCC em 2007!

O sexista Primeiro Comando da Capital

Estou prestes a compartilhar com vocês uma história real de horror que resgatei de uma mulher, guerreira da facção criminosa PCC 1533, realmente forte.

Esta história ilustra bem a mudança cultural a que vocês se referem, e que vocês acreditam estar ocorrendo.

Sei que será difícil de digerir, mas creio que é importante que vocês estejam cientes de que não é o caminho que está sendo seguido.

Vocês, assim como a maioria de nós, refletem no outro suas próprias expectativas, que por vezes vão de encontro à cultura do outro.

Não precisamos olhar no horizonte para ver isso, basta observarmos no nosso grupo de Zap: quantas mulheres há e a diferença do perfil dos homens.

O Primeiro Comando da Capital é um grupo sexista e não existe tendência de mudar essa realidade, existem sim, exceções.

A Guerreira do Acre e a Marcola de Saias são exceções à regra

A história que vou contar é a da Guerreira do Acre.

Não é a primeira história desse tipo e certamente não será a última, mas creio que é um exemplo da culturareal do PCC, que difere de nosso imaginário.

Ela lutou por sua família de sangue e pela Família 1533, acabou sendo perseguida e, em certo momento, nunca mais tive notícias dela.

Admirei a coragem dessa mulher que, possivelmente, nunca saberei se conseguiu sobreviver.

O Primeiro Comando da Capital na época era outro

A facção PCC 1533 investia pesado em ajuda aos guerreiros por mais isolados que estivessem.

Eu, na época, participava de diversos grupos de WhatsApp de “responsa” da facção, e de lá assisti a diversas “movimentações de tropas e armas”.

Foi assim para fortalecer os Amigos dos Amigos (ADA) no Rio de Janeiro, os Guardiões do Estado (GDE) no Ceará, e a Guerreira do Acre.

Hoje vemos a organização criminosa deixando crias para trás isoladas em diversos recantos do país para se focar no lucro seguro.

Esse meu comentário não deve ser entendido como uma crítica, mas como fruto de uma análise dos fatos, e posso estar errado.

Mudança na cultura do Primeiro Comando da Capital

Mas, ao contrário do que vocês possam pensar, a mudança que esperam vai de encontro à cultura da organização da facção paulista 1533.

Hamilton Pozo, com quem tive aula na faculdade, afirmava que uma mudança cultural em uma organização ou sociedade precisaria de 50 anos para se consolidar.

Não é fácil mudar a mentalidade de um grupo social, especialmente quando ela está enraizada em uma cultura que valoriza mais a sexualidade do que o lucro e os direitos humanos.

O imaginário do mundo do crime gira em torno da sexualização tanto do homem quanto da mulher, tornando o estereótipo como regra.

Vocês dois presenciaram ontem, no nosso grupo de Zap uma demonstração no caso do homem que queria contratar alguém para matar a própria mulher.

Sexo, armas e drogas

Nos próximos dias, atendendo a vocês, abordarei aqui no site a questão da sexualidade na facção Primeiro Comando da Capital.

Independente do que pensemos, eu, vocês ou um “cria do 15” do norte de Roraima, nós devemos continuar lutando por aquilo que acreditamos.

Assim como a Guerreira do Acre que lutou por sua causa, que lutou por sua família de sangue, que lutou pela Família 1533.

É isso que nos faz crescer e evoluir como seres humanos. Espero que essa história os inspire a continuar lutando e a não desistir de seus ideais.

o texto a seguir foi publicado neste site em 28 de janeiro de 2018 e na época eu utilizava base acadêmica para meus textos

A acadêmica de Roraima e a guerreira do PCC do Acre

É possível levar a sério um artigo acadêmico sobre a violência e a criminalidade urbana em um estado que é só selva?

E se eu disser ainda que foi escrito por uma mulher?

Este é o caso de Retratos da Violência Urbana e da Criminalidade em Boa Vista — Roraima: A capital mais setentrional do Brasil, de Janaine Voltolini de Oliveira.

Nossa! Me senti agora como Monteiro Lobato!

Você já leu o livro Éramos Seis, de Maria José Dupré?

Quem prefaciou a obra foi ninguém menos que Monteiro Lobato, ícone de nossa literatura e responsável por parte da formação cultural de nossa nação.

Nesse prefácio, Lobato não teve vergonha em contar que recebeu de seu editor o original do livro de Dupré que narrava a vida de uma mulher e de seus filhos, desde nasceram até a fase adulta, e ele inicialmente se recusou a ler a obra, pois tinha sido escrita por uma mulher e a premissa era ridícula.

Monteiro Lobato, eu e nossa misoginia

Após muita insistência do editor, Monteiro Lobato, acabou lendo e se apaixonando pelo trabalho da autora (assim como eu).

Janaine não é Dupré e eu muito menos sou Lobato, mas Dupré não podia prever que Lobato não iria querer lê-la por ser mulher, e Lobato não poderia prever que em cinquenta anos sua obra quase seria proibida por ser sexista e racista.

Assim como Janaine não poderia prever que um leitor se referiria ao seu trabalho dessa forma:

E se eu disser ainda que foi escrito por uma mulher?

A violência e o empoderamento da mulher

O artigo publicado na Revista de Ciências Sociais da UNESP faz uma avaliação do quadro de violência em Roraima e analisa seus números, apresentando as possíveis causas e soluções para o problema.

É um bom resumo do que acontece por lá e um facilitador para quem quer fazer uma análise rápida, mas não profunda, da situação do estado.

A questão da mulher me chamou a atenção assim que peguei o trabalho de Janaine — pensei em criar uma cota para a produção masculina nesse site, pois quase todos os trabalhos que fiz no último mês foram produzidos por mulheres ou cujo assunto eram as mulheres dentro da hierarquia do PCC.

Não acredito no acaso, e muito menos duvido dele.

A pesquisadora demonstra no artigo o aumento brutal do número de mulheres assassinadas — o Mapa da Violência 2015 denunciou o aumento de 500% da quantidade de homicídios de mulheres em Roraima em relação aos anos de 2003 a 2013.

Os números são o resultado do aumento da presença das mulheres, que estão dominando cada vez mais todas as áreas.

Uma escreve e outra derrama sangue

Quando Janaine escreveu o artigo, não poderia prever que trouxesse, a um de seus leitores, a lembrança de maneira tão viva de uma irmã ou companheira do PCC, que teve seu áudio viralizado um pouco antes dos ataques ocorridos no início de agosto de 2017 em Rio Branco:

Aqui o bagulho tá feio mesmo. Eu sou do Acre, só que os irmãos não estão muito unidos não. Mataram meus companheiros lá.

Até perder meu filho já perdi.

Tudo por causa dessa guerra. Agora os irmãos tem que tomar atitude aí.

Tem Irmão encurralado aí. Tem que ajudar Irmão.

Guerreira do Acre

Na voz, uma mulher, fiel de sangue ao Primeiro Comando da Capital, e seu pedido de apoio que mobilizou soldados e recursos da facção de diversas partes do Brasil.

A situação que estava quente, ferveu, sendo necessária uma operação de guerra envolvendo o governo estadual e federal para conter a situação.

A mulher conquistando o direito de matar e morrer

Monteiro Lobato teria que se conformar: a mulher conquistou seu lugar na sociedade, e hoje elas já escrevem tanto quanto os homens sobre a questão criminal, e com o incremento em torno de 1,5% ao mês do número de integrantes femininas nas facções.

Dentro de cinco anos elas possivelmente já estarão em pé de igualdade com os homens.

Eu não vou esperar tanto tempo para parabenizar as mulheres que conquistaram o direito de morrer como se fossem homem. Mary Wollstonecraft e Nísia Floresta devem estar muito satisfeitas com as conquistas das mulheres neste século.

Vídeo da execução de uma integrante do Bonde dos 13 do Acre (B13)

Entrevista do Marcola para o Globo é falsa, mas continua atual

Entrevista do Marcola foi uma criação do articulista Arnaldo Jabor para o jornal O Globo em 2006, no entanto, passados 17 anos ainda repercute

Entrevista do Marcola é citada por deputado na Argentina

Carlos del Frade é conhecido por investigar o tráfico de drogas em Santa Fé, e como especialista foi entrevistado pelo programa Crimen y Misterio.

Frade é jornalista, escritor e deputado provincial pela Frente Social y Popular (FSP) e citou na edição de ontem uma suposta frase dita por Marcola.

Segundo o parlamentar argentino, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, seria o chefe do Primeiro Comando da Capital e teria afirmado que:

…. a única forma que eles têm de nos vencer é dando trabalho, educação, alegria, cultura e esporte.

Não me lembro dessa afirmação de Marcola, e creio ser algum tipo de alteração na famosa entrevista falsa de Marcola para O Globo.

No entanto, independente de ser ou não dele esta frase, o fato é que o mito Marcola continua forte dentro e fora do Brasil

artigo base no El Confidencial Online: El legislador santafesino termina nombrando lo dicho por Marcol, máximo líder del Primer Comando de la Capital que dijo: la única manera que tienen de ganarnos es dando trabajo, educación, alegría, cultura, y deporte.

Entrevista do Marcola é citada por site no Paraguai

Em janeiro de 2017, estava correndo na internet uma suposta entrevista que o Marcola teria dado à Globo.

Na realidade, a falsa entrevista era uma criação do articulista Arnaldo Jabor e de quando em quando volta a viralizar.

A diferença desta vez é que, a entrevista corria o mundo como sendo verdadeira, e um dos sites que reproduziu como sendo uma entrevista verdadeira foi o Moopio.com

O site paraguaio deve ter percebido o erro e já retirou o artigo:

Así piensa ‘Marcola’, el ‘capo’ del PCC

A entrevista produzida por Arnaldo Jabor para O Globo

Eu trago aqui para quem ainda não leu a reportagem no original, se bem que acho que todos já conhecem:

Entrevista com Marcola para O Globo, capa do jornal da época.

Estamos todos no inferno.
Não há solução, pois não conhecemos nem o problema.

O GLOBO: Você é do PCC?

Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos.

Eu era pobre e invisível… vocês nunca me olharam durante décadas… e antigamente era mole resolver o problema da miséria…

O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias… A solução é que nunca vinha… Que fizeram?

Nada.

O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós?

Nós só apareciamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a “beleza dos morros ao amanhecer”, essas coisas…

Agora, estamos ricos com a multinacional do pó, e vocês estão morrendo de medo…

Nós somos o início tardio de vossa consciência social… Viu?

Sou culto… leio Dante na prisão…

O GLOBO: Mas… a solução seria…

Solução? Não há mais solução, cara…

A própria ideia de “solução” já é um erro.

Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio?

Já andou de helicóptero por cima da periferia de São Paulo?

Solução como?

Só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto nível, uma imensa vontade política, crescimento econômico, revolução na educação, urbanização geral; e tudo teria de ser sob a batuta quase que de uma “tirania esclarecida”, que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do Legislativo cúmplice (Ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir? Se bobear, vão roubar até o PCC…) e do Judiciário, que impede punições.

Teria de haver uma reforma radical do processo penal do país, teria de haver comunicação e inteligência entre polícias municipais, estaduais e federais (nós fazemos até conference calls entre presídios…).

E tudo isso custaria bilhões de dólares e implicaria numa mudança psicossocial profunda na estrutura política do país.

Ou seja: é impossível. Não há solução.

O GLOBO: Você não tem medo de morrer?

Vocês é que têm medo de morrer, eu não.

Aliás, aqui na cadeia vocês não podem entrar e me matar… mas eu posso mandar matar vocês lá fora…. nós somos homens-bomba.

Na favela tem cem mil homens-bomba… estamos no centro do Insolúvel, mesmo…

Vocês no bem e eu no mal e, no meio, a fronteira da morte, a única fronteira.

Já somos uma outra espécie, já somos outros bichos, diferentes de vocês.

A morte para vocês é um drama cristão numa cama, no ataque do coração… a morte para nós é o presunto diário, desovado numa vala…

Vocês intelectuais não falavam em luta de classes, em “seja marginal, seja herói”?

Pois é: chegamos, somos nós!

Há, há!

Vocês nunca esperavam esses guerreiros do pó, né?

Eu sou inteligente. Eu leio, li 3.000 livros e leio Dante… mas meus soldados todos são estranhas anomalias do desenvolvimento torto desse país.

Não há mais proletários, ou infelizes ou explorados.

Há uma terceira coisa crescendo aí fora, cultivado na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomado nas cadeias, como um monstro Alien escondido nas brechas da cidade.

Já surgiu uma nova linguagem.Vocês não ouvem as gravações feitas “com autorização da Justiça”?

Pois é. É outra língua.

Estamos diante de uma espécie de pós-miséria. Isso.

A pós-miséria gera uma nova cultura assassina, ajudada pela tecnologia, satélites, celulares, internet, armas modernas.

É a merda com chips, com megabytes. Meus comandados são uma mutação da espécie social, são fungos de um grande erro sujo.

O GLOBO: O que mudou nas periferias?

Grana. A gente hoje tem.

Você acha que quem tem US$40 milhões como o Beira-Mar não manda?

Com 40 milhões a prisão é um hotel, um escritório… Qual a polícia que vai queimar essa mina de ouro, tá ligado?

Somos uma empresa moderna, rica. Se funcionário vacila, é despedido e jogado no “microondas”…

Há, há…

Vocês são o Estado quebrado, dominado por incompetentes.

Nós temos métodos ágeis de gestão.

Vocês são lentos e burocráticos.

Nós lutamos em terreno próprio.

Vocês, em terra estranha.

Nós não tememos a morte.

Vocês morrem de medo.

Nós estamos bem armados.

Vocês vão de três-oitão.

Nós estamos no ataque.

Vocês, na defesa.

Vocês têm mania de humanismo.

Nós somos cruéis, sem piedade.

Vocês nos transformam em superstars do crime.

Nós fazemos vocês de palhaços.

Nós somos ajudados pela população das favelas, por medo ou por amor. Vocês são odiados.

Vocês são regionais, provincianos. Nossas armas e produtos vêm de fora, somos globais.

Nós não esquecemos de vocês, são nossos fregueses.

Vocês nos esquecem assim que passa o surto de violência.

O GLOBO: Mas o que devemos fazer?

Vou dar um toque, mesmo contra mim.

Peguem os barões do pó!

Tem deputado, senador, tem generais, tem até ex-presidentes do Paraguai nas paradas de cocaína e armas.

Mas quem vai fazer isso? O Exército? Com que grana?

Não tem dinheiro nem para o rancho dos recrutas…

O país está quebrado, sustentando um Estado morto a juros de 20% ao ano, e o Lula ainda aumenta os gastos públicos, empregando 40 mil picaretas.

O Exército vai lutar contra o PCC e o CV?

Estou lendo o Klausewitz, “Sobre a guerra”.

Não há perspectiva de êxito… Nós somos formigas devoradoras, escondidas nas brechas…

A gente já tem até foguete antitanques… Se bobear, vão rolar uns Stingers aí…

Pra acabar com a gente, só jogando bomba atômica nas favelas…

Aliás, a gente acaba arranjando também “umazinha”, daquelas bombas sujas mesmo. Já pensou? Ipanema radioativa?

O GLOBO: Mas… não haveria solução?

Vocês só podem chegar a algum sucesso se desistirem de defender a “normalidade”.

Não há mais normalidade alguma. Vocês precisam fazer uma autocrítica da própria incompetência.

Mas vou ser franco…na boa… na moral… Estamos todos no centro do Insolúvel.

Só que nós vivemos dele e vocês… não têm saída. Só a merda. E nós já trabalhamos dentro dela.

Olha aqui, mano, não há solução. Sabem por quê?

Porque vocês não entendem nem a extensão do problema.

Como escreveu o divino Dante: “Lasciate ogna speranza voi cheentrate!”, ou seja, “Percam todas as esperanças. Estamos todos no inferno”.

publicado originalmente neste site em 1º de janeiro de 2017

Comando Vermelho: resistiu a tudo, mas assumirá o lugar do PCC

O Comando Vermelho enfrentou as GLOs e as milícias fortalecidas por Bolsonaro, mas nem assim a facção PCC conseguiu eliminar seu maior iminigo

Comando Vermelho sobreviveu. E agora?

Comando Vermelho: está assumindo o lugar do PCC?

O fim do Comando Vermelho está próximo! É o que tudo indicava na virada das décadas de 2010 para 2020, só que não!

No entanto, como a história não é uma linha reta contínua…

O Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533) muda seu foco e deixa de correr riscos em áreas com menor interesse econômico.

Enquanto o CV domina territórios por todo país, o PCC se concentra no lucrativo negócio do tráfico nos principais mercados do Brasil e do mundo.

A guerra pelo controle do Norte, Nordeste e pelo Rio de Janeiro é coisa do passado: a taxa de homicídios reflete a mudança de foco.

Os territórios não foram totalmente abandonados, mas quase, só restindo focos isolados.

É dificil o dia que não recebo aqui no site algum pedido de “sintonia” de algum cria perdido nesse brasilzão.

Esse depoimento de um “cria do 15” reflete esse abandono:

Estou dizendo a você, aqui tem o Comando Vermelho, a CLS, que é tudo inimigos nossos, entendeu?

Tem o Comando Litoral Sul e tem FDN também misturado aqui. Aqui é cheio de lixo mesmo.

Aqui na cadeia que estou, não está favorável não!

É pouca quantidade dos irmãos nossos, tem mais Comando Vermelho, entendeu?

É mais tumulto, não é qualidade nenhuma não, é mais tumulto.

de um recluso em Pernambuco

“É mais tumulto” mostra a impressão deixada por essa lacuna preenchida pelo Comando Vermelho e por diversos grupos locais menores.

Esta situação extremamente delicada torna a luta contra o crime organizado no Brasil uma tarefa cada vez mais difícil.

Comando Vermelho: a morte dos quatro e a taxa de homicídios em Mato Grosso

Quatro trabalhadores paranaenses foram mortos em Nova Monte Verde em 2022 devido a uma interpretação equivocada de um sinal feito por um dos trabalhadores.

Um olhar mais atento sobre a morte destes quatro homens e sobre a taxa de homicídio no Mato Grosso nos revela uma realidade complexa.

As previsões sobre o futuro do crime organizado no Brasil, mesmo produzidas há tão pouco tempo, já se provaram erradas: o CV não se enfraqueceu

Aproveitando-se da mudança estratégica do Primeiro Comando da Capital, o Comando Vermelho (CV) conseguiu a hegemonia de um amplo território.

Como resultado, o aumento de 22,5% em 2022 das mortes violentas em Mato Grosso — acompanhada pelo aumento da letalidade policial em Mato Grosso.

Este estado não é prioridade para a Rota Caipira, excencial para o PCC, e tão pouco para a Rota do Solimões, mas fica no entroncamento das duas.

Pode haver, por parte da facção paulista, interesse por manter a resistência, no entanto, ser apenas o suspiro dos últimos crias isolados resistindo ao CV.

A principal razão da elevada taxa de homicídio na América Latina é a guerra entre facções criminosas, mas Mato Grosso não é exceção.

É apontado como o principal fator para o aumento na violência matogrossense a guerra entre as facções Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho.

Comando Vermelho: a certeza da vitória do Primeiro Comando da Capital

Entre 2018 e 2022, três fatores sugeriam que o Comando Vermelho estaria destinado a perder grande parte de seu poder nos primeiros anos daquela década:

Primeiramente, em 2018, as forças armadas foram enviadas para o Rio de Janeiro para combater o crime organizado, base da facção criminosa carioca Comando Vermelho.

Um dos riscos da intervenção é desarmar o Comando Vermelho, sair em dezembro e deixar o PCC fechar o Sudeste em janeiro.

Não há como o interventor resolver esse problema, porque os generais do PCC estão em São Paulo, onde não há intervenção.

Celso Rocha de Barros

Em segundo lugar, em 2019 a posse do presidente Bolsonaro que tem um histórico apoio aos milicianos, principalmente no Rio de Janeiro.

Assim, O CV enfrentaria simultâneamente em seu território três poderosos inimigos: grupos milicianos apoiados por forças públicas militares; as forças regulares de Segurança Pública; e os grupos criminosos inimigos.

Além de todos esses percalços, o Comando Vermelho enfrenta uma longa, desgastante e incerta guerra contra a organização criminosa paulista Primeiro Comando da Capital.

A soma desses fatores indicava que o Comando Vermelho se tornaria um pequeno grupo atuando em algumas periferias brasileiras.

Aproveitando esse momento de fragilidade do CV, o PCC assumiria a hegemonia criminosa no Brasil, visto que não estava sendo atacado em seu berço, o estado de São Paulo.

Mas, já devo ter mencionado isso aqui em alguma ocasião, sou um otimista.

Talvez o último otimista da face da Terra – o que, por sua vez, também é uma afirmação otimista.

Tenho a incapacidade de confrontar o mundo da minha mente com o mundo real.

Yuri Al’Hanati

Comando Vermelho: as razões de sua resiliência

Só faltou combinar com os russos! Apesar de tudo, passados anos, o Comando Vermelho continua tão firme e tão forte quanto estava antes.

Vários fatores contribuíram para a resiliência da facção carioca CV:

  • adaptabilidade aos diversos fatores que lhe foram adversos alterando quando necessário e pelo tempo que acharam melhor seu leque de aliados;
  • a diversificação de atividades ajudou a organização a se manter financeiramente viável, mesmo sob forte pressão.;
  • estratégia de expansão territorial que garantiu no passado o poder nacional do PCC que atuava com o mesmo vigor e interesse em uma grande metrópole ou em uma vila em um município fronteiriço;
  • relação com comunidades locais: de maneira distinta do que o PCC que visava manter um bom relacionamento com a sociedade civil e política, o CV foca na comunidade criminosa local; e
  • a mudança de estratégia da facção PCC 1533.

Não haverá um Brasil sem o Comando Vermelho

Apesar de tantos golpes mortais, o CV não foi aniquilado. Quem corre pelo lado errado do lado errado da vida continua e continuará entre nós.

O Comando Vermelho é uma manifestação das contradições existentes em nosso espírito coletivo, assim não será eliminado, se muito, se compreendido poderá ser contido.

Alfredo Moreira Ávila Neto e seus colegas, em artigo, lembra algo que não pode ser esquecido:

O Comando Vermelho, fundado em 1979, viu nascer metade dos brasileiros: 49,7% dos brasileiros tem menos de 40 anos de idade.

Assim como o Primeiro Comando da Capital e o Quilombo dos Palmares, o CV sobreviverá independentemente do que qualquer um de nós possa fazer.

texto base: Gerenciamento de Crise em Rebeliões no Sistema Penitenciário Brasileiro, publicado na Revista Eletrônica Direito e Conhecimento, do Cesmac, Faculdade do Agreste de Arapiraca

Comando Vermelho
Red Command
Comando Rojo

O site Insght Crime apresenta um resumo da história da facção carioca.

O Comando Vermelho (CV) é o grupo criminoso mais antigo do Brasil, formado em uma prisão do Rio de Janeiro durante o Regime Militar na década de 1970 como um grupo de autoproteção para presos.

Começou com furtos roubos e assaltos a banco, mas na década de 1980 o grupo se aventurou no comércio de cocaína, trabalhando com cartéis de drogas colombianos e assumindo um papel de liderança social em muitas favelas cariocas.

História do Comando Vermelho

A facção CV nasceu de uma aliança entre criminosos comuns e presos políticos, quando membros de ambos os grupos foram mantidos nas mesmas prisões durante a ditadura militar brasileira entre 1964 e 1985.

As péssimas condições do presídio Cândido Mendes, na Ilha Grande, no Rio de Janeiro, levou os presos a se unirem para sobreviver dentro do sistema.

Inicialmente formaram um grupo miliciano chamado “Falange Vermelha”, mas logo abandonaram sua ideologia do mundo do crime, pois o grupo se envolveu cada vez mais com o crime organizado e a imprensa passou a chamá-lo de “Comando Vermelho”.

Em 1979, o grupo havia se espalhado para fora da prisão e para as ruas do Rio e seus membros livres tinham a tarefa de fornecer dinheiro aos presos.

Esse dinheiro era conseguido por meio de atividades criminosas como assaltos a bancos, o que lhes permitia manter uma boa qualidade de vida na prisão e financiar suas tentativas de fuga.

As alianças do Comando Vermelho

As ideias do Comando Vermelho se espalharam para outras prisões e o poder da organização cresceu.

Duas décadas depois, em São Paulo, surgiria um movimento prisional semelhante, o Primeiro Comando da Capital (PCC 1533).

O Comando Vermelho era considerado um parceiro ideal pelos cartéis colombianos quando o boom do tráfico de cocaína começou na década de 1980.

O CV já possuía estrutura e organização adequadas para receber e distribuir grandes quantidades da droga.

Os integrantes que não estavam presos agora tinham uma tarefa clara: formar quadrilhas armadas para tomar os territórios do narcotráfico.

O grupo assumiu o controle de muitas favelas do Rio de Janeiro que haviam sido abandonadas pelo estado, estabelecendo um sistema paralelo de governança nas favelas e dando emprego a moradores há muito excluídos da sociedade brasileira.

O Comando Vermelho diversifica suas atividades

Na década de 1990, a influência dos todo-poderosos chefes do jogo ilegal da cidade, conhecidos como “bicheiros”, começou a diminuir, permitindo que o Comando Vermelho se tornasse o principal grupo do crime organizado do Rio e aumentasse sua presença em outros estados.

Em 2005, acreditava-se que o Comando Vermelho controlava mais da metade das áreas mais violentas do Rio de Janeiro, embora em 2008 essa proporção tenha caído para 40%.

Um programa de pacificação da polícia que buscou trazer uma maior presença do estado para áreas dominadas pelo crime reduziu ainda mais a influência do grupo no início de 2010, mas essa estratégia de segurança teve pouco efeito a longo prazo.

Acredita-se que o Comando Vermelho tinha ligações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

O líder do Comando Vermelho, Luiz Fernando da Costa, conhecido como “Fernandinho Beira-Mar”, foi preso na Colômbia em 2001 por supostamente trocar armas por cocaína com a guerrilha.

No final de 2016, o rompimento de uma antiga aliança entre o Comando Vermelho e o PCC gerou uma onda de violência nas prisões brasileiras.

No ano seguinte, o conflito entre os dois grupos continuou, pois o PCC buscava reduzir o poder do Comando Vermelho, formando alianças com gangues inimigas e cooptando membros do grupo carioca para assumir o controle do narcotráfico em áreas de influência do grupo.

Expansão e lideranças do Comando Vermelho

O Comando Vermelho tem uma estrutura de liderança relativamente fraca e foi descrito como uma rede de atores independentes, em vez de uma organização hierárquica estrita liderada por um único líder.

No entanto, há chefes que se destacam dentro da estrutura, como Luiz Fernando da Costa, o “Fernandinho Beira-Mar”, atualmente preso, e Isaías da Costa Rodrigues, o “Isaías do Borel”, que esteve preso por mais de 20 anos, até obter sua liberdade em 2012, preso novamente em 2015 e liberado de novo em agosto de 2022, sendo que quatro meses depois é decretada novamente sua prisão.

O Comando Vermelho tem sede no Rio de Janeiro, mas está presente em outras partes do Brasil, inclusive em São Paulo. Atua também no Paraguai e na Bolívia.

Em dezembro de 2014, às autoridades paraguaias prenderam um líder do Comando Vermelho, Luís Cláudio Machado, conhecido como “Marreta”.

Leque de aliados e inimigos do Comando Vermelho

O Comando Vermelho trabalhou em estreita colaboração com o PCC, até que a aliança de longa data entre os dois grupos se dissolveu em 2016.

Além do PCC, os principais inimigos do Comando Vermelho são milícias formadas por grupos milicianos formados por ex-agentes e agentes das forças de segurança em serviço e duas facções criminosas cariocas: Amigos dos Amigos (ADA) e o Terceiro Comando Puro (TCP), facção dissidente do Terceiro Comando (Terceiro Comando), criado por ex-integrantes do Comando Vermelho.

Acredita-se que o Comando Vermelho tenha vínculos com guerrilheiros colombianos recentemente desmobilizados das FARC, além de outras redes que traficavam cocaína da região andina e maconha do Paraguai.

Análise e perspectivas do Insight Crime em 2018

O Comando Vermelho perdeu poder nos últimos anos, após a ascensão de rivais como o Amigos dos Amigos, que teriam formado uma aliança com o PCC para enfrentar o Comando Vermelho pelo controle territorial do Rio.

Mas parece que está ampliando sua presença internacional, principalmente na Bolívia e no Paraguai.

De acordo com estimativas de 2013, o Comando Vermelho envia uma tonelada de cocaína colombiana para o Brasil todos os meses do Paraguai, que se tornou um centro de tráfico de cocaína para gangues brasileiras.

O conflito contínuo do Comando Vermelho com o PCC se espalhou para fora do sistema prisional, provocando confrontos violentos no Rio e no norte do Brasil pelo controle de lucrativas rotas de tráfico de drogas e mercados locais de drogas.

clique aqui para acessar o texto original no site do Insight Crime