Facção PCC 1533 Acre — ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Levantamento das facções, grupos e bondes no Acre

janeiro de 2023

Arte sobre imagem da cidade de Pando e mapa da região

Em Maldonado, último município peruano na fronteira com a Bolívia, a história começa. Ali, naquele ponto remoto, a cocaína do Vale dos rios Apurímac, Ene e Mantaro (Vraem) encontrava seu caminho para um destino mais amplo. A droga seguia para Iñapari, cruzando para Bolpebra na Bolívia, e finalmente para Assis no Brasil, desenhando uma rota sinistra através da tríplice fronteira na selva amazônica.

Os protagonistas desse drama não eram barões do tráfico ou líderes de facções, mas jovens — peões neste xadrez de alta aposta. Eles eram as “mulas”, transportando drogas através de territórios hostis, uma jornada repleta de perigo e incerteza. Cada passo dado por esses jovens era uma dança com a morte, onde o menor erro poderia custar-lhes a vida.

Estes jovens, arrastados para o submundo do tráfico, eram personificações vivas da desesperança e da falta de oportunidades. Em suas histórias, havia um eco da crítica social: um sistema que falha em proteger seus mais vulneráveis, empurrando-os para os braços do crime. Eles não eram vilões, mas vítimas de circunstâncias, forçados a fazer escolhas difíceis em busca de sobrevivência.

A trama de agosto de 2021 no Acre, emoldurada pelo tenso ambiente da tríplice fronteira e as operações do PCC, era um microcosmo da complexidade das relações humanas em meio a conflitos e desafios sociais. Era uma história que deveria ser narrada com um olhar crítico e sarcástico, destacando a ironia da vida onde, muitas vezes, aqueles que são marcados para perder no início do jogo nunca têm a chance de vencer.

Para uma visão mais aprofundada deste drama, convido você a ler o texto completo no site, onde as vidas e os desafios enfrentados por esses jovens na fronteira amazônica são explorados com detalhes vívidos e realistas.

Agosto de 2021

Agosto de 2021 no Acre foi marcado por um episódio que poderia ser uma cena, repleta de ironia, tragédia e crítica social. Maria Eugênia, uma personagem cuja vida estava longe de ser simples, encontrou seu trágico destino em meio a um conflito maior, refletindo a complexidade e a brutalidade do mundo em que vivia.

Maria, diferente dos privilegiados que decidem o destino de muitos a partir de seus palácios de sonhos e ilusões, conhecia a realidade crua do dia a dia. Sua rotina era ajudar a mãe no comércio em Cobija, Bolívia, uma tarefa que a levava frequentemente ao Mercado Municipal de Epitaciolândia, no Acre. Nesta região, as leis escritas eram tão maleáveis quanto as opiniões volúveis dos políticos em Brasília, uma comparação que Maria, com seu humor sarcástico, certamente apreciaria.

Naquela manhã fatídica, Maria foi trocar produtos na Zona Franca, um ato corriqueiro que se revelou fatal. Assim que desceu do carro, foi brutalmente assassinada e teve sua bolsa roubada. A polícia, cínica em sua investigação, duvidou da versão de um simples assalto. Afinal, naquele pedaço de mundo, a linha entre negócios legítimos e a guerra entre facções criminosas era tênue e perigosa.

Maria, uma peça involuntária no xadrez entre o Primeiro Comando da Capital, seu aliado Bonde dos 13, e o Comando Vermelho, tornou-se mais uma vítima dessa guerra não declarada. Seu assassinato não foi apenas o fim de uma vida; foi um símbolo da violência que permeia a região, onde os negócios e a vida são jogados conforme as regras de um jogo mortal, muitas vezes invisível para aqueles que vivem em suas torres de marfim, distantes da realidade.

Em meio a esse contexto, a história de Maria Eugênia ressoa como um lembrete sombrio: naquele pedaço do mundo, a vida é complexa, e as escolhas, mesmo as mais simples, podem ter consequências mortais. Era um capítulo qde uma história que mistura de dramaticidade, exagero e um toque de cinismo, destacando a ambiguidade moral em um ambiente social tenso.

abril, maio e junho de 2021

Entre abril e junho de 2021, no Acre, onde a realidade se misturava com elementos de uma ficção sombria. O Primeiro Comando da Capital (PCC) estava no centro deste drama, envolto em operações policiais, lavagem de dinheiro, e fugas espetaculares.

No dia 21 de abril, a figura de Fábio Feitosa de Souza, conhecido como o PCC Anjo da Morte, emergiu das sombras. Notório por eliminar inúmeros membros do Comando Vermelho, Fábio havia sido concedido prisão domiciliar devido a um câncer de ouvido, em meio à pandemia. Sua fuga da custódia e subsequente recaptura em Rio Branco foi mais um episódio na contínua e brutal guerra pelo controle da lucrativa Rota do Solimões.

Maio viu a escalada das operações policiais contra o PCC. No dia 19, a 2ª fase da Operação Tabuleiro mobilizou forças de segurança em vários municípios acreanos. Com 52 mandados judiciais expedidos, a operação visava desmantelar a influência crescente do PCC na região.

A história se aprofundou em 27 de maio com a Operação Mamma Mia, que expôs esquemas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas do PCC. Uma simples pizzaria, sob suspeita do Banco do Brasil devido a movimentações financeiras atípicas, revelou-se como fachada para transações em criptomoedas e ouro, parte de um esquema maior de lavagem de dinheiro que abrangia vários estados do Brasil e até a Bolívia. A operação, com a apreensão de bens que podiam chegar a 192 milhões de Reais, mostrou o alcance e a sofisticação das operações financeiras do PCC.

Em 17 de junho, a Operação Tabuleiro III marcou outro golpe contra o PCC. Executando 42 mandados de busca e apreensão e 63 de prisão preventiva em Rio Branco, Tarauacá e Feijó, essa operação destacou o esforço contínuo para conter a expansão do PCC no Acre.

Esses meses no Acre foram marcados por uma narrativa complexa e cheia de nuances, onde cada ação policial, cada detalhe descoberto sobre as operações do PCC, adicionava uma nova camada a uma história já densa de conflitos, traições e intrigas. O drama humano estava em plena exibição, ilustrando a luta incessante pelo poder, a fragilidade das lealdades e a inevitabilidade das consequências em um mundo onde as regras eram definidas pelas sombras do crime organizado.

junho de 2020

Raimundo Nonato estava entre os 26 presos da facção criminosa Bonde dos 13, aliada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), que orquestraram uma fuga audaciosa do Complexo Prisional Francisco D’Oliveira Conde (FOC). Após sua fuga, a trama de Raimundo tomou um rumo trágico e violento. Ele foi recapturado pela polícia sob a acusação de ter cometido um assassinato cruel. A vítima? Uma mulher que supostamente havia revelado à polícia o esconderijo de Raimundo.

Este ato de vingança destacou a brutalidade implacável e as consequências mortais das lealdades quebradas dentro do mundo do crime organizado. A morte da mulher, envolvida involuntariamente nesse universo de facções e violência, foi um lembrete sombrio da lei não escrita que rege essas organizações: a traição, real ou percebida, é punida com a máxima severidade.

Facção PCC 1533 Acre – Abril, Maio e Junho de 2021

Maio de 2018

Maio de 2018 no Acre foi um mês que poderia ter sido roteirizado para a tv, marcado pela ironia cruel e pelo absurdo inerente à condição humana, com o Primeiro Comando da Capital (PCC) no epicentro dos acontecimentos.

No dia 10 de maio, uma tragédia repleta de ironia se desenrolou: a polícia, supostamente guardiã da ordem, tornou-se parte do problema. Um relatório destacado pela Globo revelou um aumento impressionante nas mortes por intervenção policial, com o Acre figurando entre os estados com maior violência policial. Mortes que deveriam ser exceção se tornaram um reflexo de falta de comando e treinamento, espelhando o aumento nos homicídios. Era um mundo onde a linha entre protetores e predadores se embaçava.

Em 7 de maio, o cenário surreal do conflito entre satanistas e o PCC emergiu. Sem recompensa financeira, a missão era de lealdade e aliança. A tarefa? Transportar um carregamento da fronteira até Rio Branco, onde os aliados do Bonde dos 13 B13 estavam em uma batalha sangrenta contra o Comando Vermelho e a Família do Norte. Uma viagem que cruzava fronteiras físicas e morais, uma jornada para a escuridão.

No dia 4 de maio, a polícia desferiu um golpe significativo contra o Bonde dos 13. Dezenove membros do B13 foram capturados em uma operação liderada pelo DCORE. O ponto de partida foi a prisão de “Blade” no ano anterior. Seu celular se tornou a chave para desvendar uma rede de crimes, incluindo homicídios chocantes. Era um lembrete de que, mesmo nas sombras, os fios da justiça eventualmente se entrelaçavam com os do destino.

Neste cenário, o elemento da Seita Satânica introduz uma camada adicional de complexidade e mistério. O conflito entre essa seita e o PCC, duas entidades operando nas sombras, adiciona um aspecto dramático à narrativa, onde o macabro e o inesperado se entrelaçam no submundo criminal.

Em cada um desses eventos de maio de 2018 no Acre, o drama humano se desdobrou com a intensidade de uma série dramática da tv. O PCC, o Bonde dos 13, a polícia e os satanistas eram personagens em uma trama de violência, poder e traição, onde cada ação tinha suas repercussões, cada escolha seu preço, em um cenário onde a moralidade era tão nebulosa quanto as águas de um rio turbulento.

Abril de 2018

Em abril de 2018, o Acre viveu um capítulo sangrento, onde o absurdo e o trágico se entrelaçaram em uma narrativa sombria, marcada pela presença do Primeiro Comando da Capital e a incessante guerra entre facções.

No cerne desse drama, Thales Henrique Carneiro Pereira, um executor do Bonde dos 13, fez sua jogada final contra Alexsandro de Souza Leitão, acusado de recrutar para o Comando Vermelho no Corcovado em Tarauacá. Era um duelo de facções, uma guerra sem vencedores.

No dia 25 de abril, a influência do PCC se estendia até os confins mais inesperados, protegendo até políticos encarcerados. Em uma operação, três adultos foram presos enquanto planejavam um assalto, e cinco menores foram enviados para abrigos. Armas, munições e até um cachorro ostentando a marca da facção foram encontrados, um retrato surreal da penetração do crime no tecido social.

A foto de Gleici Damasceno, tirada em Rio Branco com crianças inocentes, tornou-se um viral involuntário quando uma pichação do Bonde dos 13 surgiu ao fundo. A imagem, carregada de inocência e violência, bombardeou a internet, um lembrete da onipresença das facções na vida cotidiana.

Em 17 de abril, a polícia de Rio Branco capturou Francisco de Assis Gomes de Souza, um líder do B13, junto com Marcelo Pereira dos Santos e Antônio Giliarde da Silva. O golpe contra o Bonde dos 13 foi significativo, mas na guerra das facções, um líder caído rapidamente dá lugar a outro.

A guerra em Brasiléia deixou dois mortos em 14 de abril: Marcelo Gomes de Souza e Jhemes Pereira Lira, o primeiro morto a facadas e o segundo a tiros, em mais um brutal acerto de contas entre o B13 e o CV.

O drama de Claudivan Pereira Ferreira, que rasgou a camisa do B13 para aderir ao CV, fugindo do Brasil, ilustrava a implacabilidade das facções. Mesmo refugiado em um povoado na Bolívia, seu passado o alcançou, demonstrando que a fuga do submundo do crime é uma jornada quase impossível.

Cada um desses episódios em abril de 2018 no Acre foi um fragmento da complexa teia de lealdades, traições e violência que define o universo das facções. Como em um livro de mistério, o destino de cada personagem estava inextricavelmente ligado à trama maior, uma narrativa repleta de sombras, onde cada ação tinha um preço, e a justiça, muitas vezes, vinha com a face da vingança.

fevereiro e março de 2018


Nos meses de fevereiro e março de 2018, o Acre vivenciou episódios que pareciam saídos das páginas mais sombrias, com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como protagonistas de um drama visceral.

Em 24 de março, Railando Nascimento e Nadson Souza do Bonfim, dois jovens do CV, ousaram adentrar a Rua Fortaleza, um território do Bonde dos 13. Esta incursão foi recebida com balas, uma resposta brutal e imediata, um lembrete de que as fronteiras invisíveis entre as facções eram linhas de vida e morte.

Onze dias antes, menores ligados ao Bonde dos 13 haviam sido condenados a internação por tempo indeterminado. Eles haviam emboscado e assassinado um inimigo do CV, filmando o ato como se gravassem uma peça de teatro macabra. A brutalidade juvenil não conhecia limites, e a justiça os encarou com a seriedade sombria que o caso requeria.

No dia 3 de março, Talison de Souza Teixeira, um aliado do Bonde dos 13, descobriu que até na tentativa de fazer o certo, errar tem suas consequências. Levado a Júri Popular, Talison enfrentava a justiça por um ataque a um inimigo do CV. Dentro das facções, as regras eram claras: a punição era inevitável, independentemente da intenção.

Fevereiro começou com um duro golpe para os integrantes do CV em Sena Madureira. Após um confronto com os membros do PCC do bairro Siqueira Campos, foram forçados a fugir, mas acabaram presos pela polícia. O Tribunal de Justiça do Acre foi implacável, condenando-os a um total de 28 anos de prisão por uma série de crimes, uma demonstração da força indomável da lei.

Em 7 de fevereiro, uma megaoperação foi desencadeada para controlar o avanço do PCC paraense. Uma reportagem ampla revelou a presença de membros das facções em todos os segmentos sociais, sustentados pela rota do Norte, uma porta marítima para drogas e armas. Era um jogo de xadrez complexo, onde as peças se moviam entre as sombras da sociedade e as luzes da justiça.

Cada um desses eventos em fevereiro e março de 2018 no Acre foi um capítulo em uma narrativa contínua de poder, traição e violência. Como em uma tragédia rodrigueana, os personagens se entrelaçaram em uma dança mortal, movidos por lealdades frágeis e destinos implacáveis, sob a sombra perene do PCC e do CV.

Janeiro de 2018

A Lei do Retorno ecoou nas ruas com a morte cruel e vingança sangrenta, o suspeito afirmou que “decapitou a mulher em vídeo, porque ela não é santa” e esquartejou irmão dele. A violência, uma vez desencadeada, encontrou seu caminho de volta para aqueles que a perpetraram.

A facção Bonde dos 13 não era uma porta aberta para qualquer criminoso. Seu processo seletivo era rigoroso, um filtro para os novos recrutas, como detalhado em um site de notícias. Mesmo no submundo, existiam regras e hierarquias a serem respeitadas.

Déborah Bessa, uma ex-membro do B13, encontrou seu destino nas mãos do Comando Vermelho. Sua execução foi uma vingança pelos colegas que ela supostamente matou. Os assassinos, ao tirarem sua vida, proclamaram sua lealdade ao CV gritando “É tudo Dois, isso é CV, isso é CV!”, marcando mais um capítulo na sangrenta guerra entre facções.

Em Feijó, o Bonde dos 13 sofreu um golpe quando Rubens Damázio da Silva foi brutalmente assassinado. A garota de 15 anos que filmou o crime e Antônio David da Silva, o “Cabeça de Porco”, líder da facção no Bairro Nair Araújo, foram presos, revelando o arsenal e a violência por trás dessa morte.

No mesmo mês, uma operação policial em Rio Branco resultou na prisão de dez membros do B13. Eles foram pegos após aparecerem em um vídeo cobrando mensalidades e ameaçando moradores, um lembrete da constante tensão entre a população e as facções.

Wesley de Araújo, um jovem que decidiu mudar de lado, rasgando sua camisa do B13 para correr com o CV, foi encontrado morto, um destino trágico para aqueles que tentam escapar das garras dessas facções.

O corpo de Déborah Bessa foi descoberto na mata, dias após ela gravar um vídeo anunciando sua saída do B13 para cuidar de seu filho. Sua morte foi um lembrete cruel do preço da deslealdade no mundo do crime organizado.

Thiago Souza da Silva e Denilson Rocha dos Santos foram presos em Brasiléia, encarregados de combater o B13 em nome do CV. Eles também eram suspeitos na morte de Averton Nascimento dos Santos, mais uma vítima na guerra de facções.

O Centro de Artes e Esportes Unificados, o CEU, foi reivindicado pelo B13 através de pichações, um ato desafiador a apenas 100 metros de uma base da Polícia Militar. Este ato simbolizou a ousadia e a influência do B13 na região.

Nos presídios, Gilson Borges, líder do B13, pediu trégua na guerra interna, resultando em uma pausa nos ataques a ônibus e outros bens públicos.

Lucas Antônio da Costa, segurança do líder do B13, foi preso com uma pistola russa, enquanto seu chefe escapava.

Por fim, a facção IFARA, aliada do PCC, foi desarticulada, revelando sua extensa rede de tráfico de drogas, armas e crimes contra a vida, mantendo relações com criminosos bolivianos.

Esses eventos em janeiro de 2018 no Acre descrevem um mundo onde a lealdade é transitória, a violência é constante e o destino é muitas vezes selado pela bala ou pela lâmina, um c

Dezembro de 2017


Em novembro de 2017, no Acre, o teatro das ruas ganhou novos atores e tramas sob a sombra do Primeiro Comando da Capital. O Bonde dos 13, como um coral trágico, cantava suas desistências e conversões.

Em Manoel Urbano, o Bonde dos 13 demonstrou uma resistência quase mística. Um de seus soldados, após ser alvejado por 15 tiros pelos CVs, sobreviveu milagrosamente. Nas ruas, o terror se espalhava, enquanto as autoridades, a salvo em Rio Branco, observavam a distância.

Dona Marta, desafiando o senso comum materno de proteger as filhas de criminosos, inverteu o jogo. Incapaz de aceitar o namoro da filha com um vigia, procurou os criminosos do Bonde dos 13 para intervir, um erro que levou todos, incluindo ela, para trás das grades.

No bairro Mocinha Magalhães, em Rio Branco, Mateus Barbosa Silva, conhecido como Neguinho do CV, impunha seu próprio pedágio de medo e morte. Líder do CV na cidade, ele foi responsável por diversas mortes, incluindo a de um homem cujo único crime foi vender um carro a um membro do Bonde dos 13.

Joalyson Nascimento da Silva, um nome associado ao PCC, encontrou-se no centro de um drama brutal. Alegando ter sido forçado a filmar a morte de membros do CV, sua defesa desmoronou sob o peso de uma condenação de 62 anos. A violência, uma vez gravada, tornou-se sua própria sentença.

Felipe Martins, um matador nas sombras da guerra entre PCC e CV, e também conhecido por suas habilidades como dançarino, encontrou seu fim não no palco, mas na prisão. Capturado em Cruzeiro do Sul, ele foi responsabilizado pela morte de Cleiton de Oliveira Souza, uma nota trágica em sua dança de morte.

A história de Auciene Lima, entrelaçada com o Bonde dos 13, terminou em sangue quando decidiu trocar de facção, optando por um relacionamento com um membro do CV. Seus antigos aliados, convencidos de traição e infiltração, executaram sua própria justiça brutal. A mulher e os jovens responsáveis pelo ato foram presos, marcando mais um capítulo sombrio nesse labirinto de lealdades quebradas e vinganças cruéis.

Paulo Vítor de Cruzeiro do Sul, um nome até então entrelaçado ao Bonde dos 13, se desvencilhou dessa malha escura para “vestir a camisa de Jesus”. Como tantos outros, trocou a irmandade do crime pela promessa de redenção. Nas esquinas de Cruzeiro do Sul, sua conversão era um sussurro de esperança em meio ao caos.

Mas, na virada do mês, a história tomou um rumo mais sombrio. Antônio Michael, o Maycão, um homem que não era nada até se tornar algo no mundo do crime, encontrou-se marcado pela violência. Capturado pelo Bonde dos 13, ele tentava rasgar a camisa do CV, um ritual de desistência, mas foi brutalmente interrompido por Antônio David da Silva, o Cabeça de Porco do B13, com um tiro na cara. O ato foi uma sentença de morte não apenas para seu corpo, mas também para sua alma, agora inimigo de todos.

Enquanto isso, no Complexo Penitenciário de Monte Cristo (PAMC), uma cena digna de uma comédia de erros se desenrolou. Um garoto, provavelmente um mensageiro das facções, conseguiu acertar um lançamento preciso de três celulares dentro do complexo, uma tentativa de manter as linhas de comunicação abertas entre os presos. No entanto, a astúcia do garoto foi em vão; os agentes penitenciários, sempre vigilantes, capturaram o “bagulho caindo do céu”. Um plano bem executado, mas mal-sucedido, um lembrete da constante batalha de gato e rato entre as autoridades e as facções.

Nesse mês de novembro, o Acre foi palco de histórias de conversão e traição, de violência e fracassos, todas sob a sombra longa e escura do Primeiro Comando da Capital e do Bonde dos 13. Histórias que se entrelaçaram, tecendo um tapeçaria trágica de vidas desviadas e destinos interrompidos.

Novembro de 2017

Novembro de 2017 no Acre foi um mês onde a realidade ultrapassou a ficção, e o Primeiro Comando da Capital desenhou seu nome em sangue e tinta. Era um tempo de execuções e julgamentos, de vozes altas e silêncios ensurdecedores, de greves de fome e promessas quebradas.

No final do mês, a morte falou em nome do Bonde dos 13, ecoando nas ruas do Acre. Dois homens, sem ligação aparente, foram silenciados para sempre, vítimas de uma guerra sem rosto. A sombra da morte não escolhe seus alvos; ela apenas segue o sussurro das facções. Um grito se ouvia no momento da morte dos dois homens: “isso é Bonde dos 13”.

Manoel Elivaldo Batista de Lima Júnior, um advogado que cantou de CV, envolveu-se em um jogo perigoso. Sua defesa alegava insanidade, um manto frágil para se proteger das consequências de suas ações. Enquanto ele buscava refúgio na loucura, o Bonde dos 13 e o CV aguardavam, impacientes, para terem sua própria conversa com ele, sem laudos ou leis.

Marcelo Pinheiro Soares, um nome entre muitos, viu seu Habeas Corpus negado. Acusado de ser membro do Bonde dos 13, encontrou-se preso em um sistema que moía os homens como grãos em um moinho. Se ele fosse um colarinho branco, talvez já estivesse livre.

Maikon da Silva Pereira, um nome do Bonde dos 13, experimentou a liberdade brevemente após uma audiência de custódia, apenas para ser julgado e executado pelo Tribunal do Crime do próprio B13.

Em Feijó, o Bonde dos 13 deixou sua marca em prédios municipais, um desafio aberto às autoridades. Suas pichações eram mais do que tinta; eram declarações de guerra.

E no meio desse turbilhão, um advogado do CV elevou sua voz , afirmando para quem quisesse ouvir, “eu sou bandido mesmo!” , enquanto o Tribunal de Justiça do Acre adotava a videoconferência como um meio de distanciar dos perigosos criminosos das facções que assolam o estado.

Irmão Katanga do Bonde dos 13, uma lenda viva nas ruas, decidiu abandonar a facção, enquanto Natael Silva Morais, outro irmão do B13, escapou de um atentado apenas para encontrar seu fim em outro.

No Acre, os jovens encontravam-se sob a tutela de facções como o PCC e o Bonde dos 13, especialmente no bairro Tancredo Neves. Era um lembrete sombrio de que, quando a sociedade falha, as facções preenchem o vazio.

Em novembro, houve rebeliões lideradas pelo PCC e CV em vários estados, mostrando a extensão do poder dessas facções. E enquanto os presídios federais viviam uma greve de fome, Genário Gomes da Silva Junior, o PCC Seninha, demonstrava que o crime, às vezes, é um negócio de família.

E assim, novembro de 2017 no Acre se desenrolou, uma tapeçaria de violência, poder e desespero, tecida com fios de sangue e tinta, sob a sombra do Primeiro Comando da Capital.

Outubro de 2017

Acre, outubro de 2017, um mês onde o absurdo se vestiu de cotidiano e a tragédia se fez de banal. Nas ruas, uma dança macabra ao ritmo de balas e vinganças. Joalyson Nascimento Silva, um artista da morte, filmou a execução de dois membros do Comando Vermelho. Ele, um espectador participativo, encontrou-se atrás das grades, clamando inocência. O juiz, impassível como a própria justiça, o condenou a aguardar o julgamento encarcerado. Mas essa foi apenas uma pincelada no quadro sanguinolento daquele mês.

Em Vilhena, a morte passeou de moto, buscando Gleidson Batista da Costa, o Gleicinho do PCC. Ele, mais esperto que o destino, esquivou-se das garras da morte, sobrevivendo aos tiros que o feriram no ombro e no braço. A fuga de Gleicinho foi um sopro de vida em meio ao caos.

Longe dali, no Acre, a história se repetia, mas com personagens diferentes. Os presos, transferidos um ano antes, retornavam ao Complexo Penitenciário Francisco d’Oliveira Conde. Eles, que haviam orquestrado uma rebelião, eram agora peões retornando ao tabuleiro de xadrez da guerra entre facções – PCC, B13, FDN, SDCRN. Uma guerra sem fim, alimentada pelo ódio e pela vingança.

E em Rio Branco, a violência assumiu a forma de fogo. Naikson de Almeida Maia, acusado de incendiar ônibus em setembro, viu seu pedido de liberdade ser negado. A polícia alegava que ele era mais um instrumento do Primeiro Comando da Capital, uma engrenagem na máquina de terror que assolava a cidade.

Outubro de 2017 foi um mês onde a morte dançou pelas ruas, zombando da vida e da esperança, e cada um desses acontecimentos foi uma nota na partitura dessa macabra sinfonia.

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