Arquivo de Notícias — PCC 1533 — julho de 2021

imagem antiga de um arquivista

As principais notícias sobre a facção PCC 1533 Primeiro Comando da Capital no mês de julho de 2021

29 de julho de 2021

Meus irmãos, aí um abraço, boa noite para todos da parte do André Júnior, tamô junto meus irmãos?

Bom meus irmãos, a caminhada é a seguinte.

Nós estamos reunindo para trocar um papo com vocês em relação a várias situações que vem acontecendo dentro dos estados, mas principalmente, estar conscientizando e estar tentando trazer uma imagem para vocês em relação a realidade que a gente vive hoje… — leia o documento completo

20 de julho de 2021

O caso de Vila Velha e Cariacica pode indicar que a política prisional do governo do estado do Espírito Santo do governador Renato Casagrande está perdendo o efeito de unir os grupos criminosos rivais?

Se assim for, haverá mais de mortes nas periferias ou as organizações criminosas estabelecerão novos e mais amplos acordos de paz e cooperação?

O governo está gestando uma nova geração de criminosos que correrão juntos, mesmo que divididos? — leia a matéria completa no site

9 de julho de 2021

Policiais Civis ficaram uma semana em campana em Jandira na Grande São Paulo para capturar Antony, um integrante do Primeiro Comando da Capital conhecido como Tio Patinhas.

Ele era o responsável pelo transporte das drogas que eram comercializadas na cidade de Iguatu no interior do Ceará, para onde agora ele deve ser mandado pela polícia paulista. — fonte: Plim Plim Cariri

Primeiro Comando da Capital está por trás da devastação que está em curso no Parque Municipal Fazenda da Juta em São Paulo. A área que deveria ser de preservação ambiental está se tornando uma favela cujos barracos são comercializados por integrantes da facção paulista.

Representantes de organizações sociais, políticos e educadores afirmam que a área verde está sendo desmatada sob as ordens da organização criminosa PCC.

Além de comandar o tráfico de armas e de drogas, os integrantes do PCC têm seguido a mesma cartilha dos milicianos do Rio de Janeiro. Para expandir seu domínio pela periferia paulistana, promovem grilagens de terra em territórios onde o poder público está ausente. — fonte: Dhiego Maia para a Folha de S. Paulo

O advogado João Manoel Armôa Júnior defensor de Talita, esposa do integrante do Primeiro Comando da Capital conhecido como Azul ou Colorido em São Vicente, que a não existe indícios da participação dela em qualquer ato criminoso ou envolvimento da facção:

O crime de Talita é o de ser mulher de suposta liderança do PCC. A rejeição da denúncia sinalizou que ela é inocente. Sem o contraditório e a ampla defesa, tudo o que o MP poderia produzir contra ela já foi exposto na sua acusação formal. Mas a minha cliente não participou de nada ilegal. Apenas foi citada em interceptações telefônicas, sem qualquer outro elemento de prova.

O juiz de primeira instância entendeu que não tinha nada de concreto contra Talita e que “ouve abuso no direito de acusar”, mas os desembargadores não tiveram o mesmo ponto de vista, e reverteram a decisão, deixando-a como ré no processo até ser inocentada ou condenada no final do processo. — Eduardo Veloso Fuccia para o Vade News

Quando os policiais federais souberam que na pequena São João do Piauí morreu o pai do Comilão, como é conhecido Fábio, um integrante do Primeiro Comando da Capital conhecido que estava é procurado desde 2013 por um mandado de prisão expedido em Limeira, no Estado de São Paulo e também é um dos investigados da Operação Gaiola de 2014 que investigou o envio de drogas através do porto de Santos para a Espanha. A Polícia Federa aproveitou o funeral de encarcerá-lo. — fonte: Laís Vitória para o Viagora

Ao que tudo indica, acabou em pizza o caso do piloto Edmur e seu comparsa Adevailson que forjaram um falso sequestro para levarem alguns homens para a fazenda na Bolívia do primo de Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital.

Em junho de 2019 em Paranaíba no Mato Grosso do Sul e Renata Portela como contou ao MidiaMax:

Homens armados foram até a casa de Edmur, o renderam e foram ao hangar. Lá, renderam um servidor do aeroporto e levantaram voo em direção ao Paraguai. Depois, supostamente, Edmur teria sido obrigado a pilotar até a San Rafael na Bolívia e de lá escapou com o avião, pousando no Mato Grosso.

A juíza do caso disse que não tem prova alguma contra o funcionário do aeroporto; Adevailson foi condenado a 3 anos e 6 meses, mas como tem 80 anos não ficará preso; e o piloto Edmur foi condenado por comunicação falsa de crime, atentado contra a segurança de transporte aéreo e furto qualificado, o que soma 4 anos e 10 meses que na prática…

8 de julho de 2021

Leis não se definem apenas pelas instituições do direito. Em muitos contextos, valem as leis definidas de modo informal, em acordos e negociações cotidianas, por aqueles que de fato detém poder. Facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital operam regimes de conduta bastante complexos, que regem não apenas os modos de agir de seus membros, mas se impõe sobre as comunidades sob controle do crime. 

Como essas leis ganham legitimidade e como regem a vida daqueles sob seu ordenamento? O sociólogo Gabriel Feltran (UFSCar) discute nessa edição o poder e influência da lei do crime. — ouça o áudio acima ou pelo site Diálogos Micila

8 de julho de 2021

Em 2016 um mega esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital foi descoberto no Paraguai.

Duas empresas foram criadas para tornar lícito os recursos da facção: Notle S. A y RSS S. A, com um capital de aproximadamente 150 milhões de Reais.

Está para quase caducar o processo contra o dono das empresas e agora um deles pediu um prazo maior, depois que seu advogado abandonou o processo. — pds.com.py

Bastou apenas um homem, Maurício Hernàndez Norambuena, o Comandante Ramiro, um chileno que chefiou a Frente Patriótica Manuel Rodrigues e que atualmente se encontra preso na Bolíviacair na mesma cela que Marcola durante a gestação do Primeiro Comando da Capital para mudar todo o conceito de crime organizado nas Américas ao ensinar o companheiro de cárcere táticas de guerrilha e como montar uma organização coesa com todas as partes autônomas.

O nome Comandante Ramiro, foi incluído na lista de 30 antigos presos políticos que devem ter seu pedido de anistia encaminhada junto com uma lista de presos por crimes graves como incêndio em estabelecimentos comerciais, no Metrô, roubo de farmácia ou incêndio em mulher com um Molotov durante os protestos de 18 de outubro contra a tentativa de golpe na Bolívia. — fonte: Ex-ante

Os integrante do Primeiro Grupo Catarinense (PGC) Claiton, Jesiel, Luan, Mikael, e Richard irão a Júri Popular pelo sequestro e assassinato de Lucas, e sequestro e tentativa de homicídio Roni do integrante do Primeiro Comando da Capital em São José em Santa Catarina em novembro de 2017.

Tio e sobrinho foram jogados no porta mala de um Fiat/uno vermelho e foram levados até o Morro da Boa Vista onde uns 20 integrantes da facção PGC fortemente armados estavam esperando. O Roni, integrante PCC, conseguiu fugir mas seu tio que não tinha nada a ver ficou para trás e foi torturado e executado. — Rícard Wagner Rizzi para o aconteceuemitu.org

7 de julho de 2021

Magalle alegou que seus filhos pequenos não teriam com quem ficar, e ela, jamais foi condenada em sua vida, mas a Justiça negou seu pedido.

Os policiais militares que a prenderam contaram que sua casa em Rondonópolis no Mato Grosso do Sul era um conhecido ponto de drogas, então ficaram de olho e quando viram um movimento por lá tentaram abordar os 3 homens que estavam com ela, mas que cada um vazou para um lado. Ela e outro acabaram sendo capturados, mas apesar dela alegar que era só uma usuária não colou.

O Juiz alegou para mantê-la presa que em outro processo que ela está respondendo um outro juiz deixou que ela fosse para casa e vinte dias depois ela foi presa de novo no mesmo lugar vendendo drogas de novo.

Além disso, segundo o juiz, Magalle tem uma posição importante no Primeiro Comando da Capital da cidade. — fonte: stf.jus

Todos se lembram dos mega ataques do Primeiro Comando da Capital de 2006 em São Paulo. Foi uma marco que dividiu a história da Segurança Pública no Brasil no antes e depois da criação da facção paulista.

Poucos lembram que houve em 2011 e 2012 duas pequenas ondas patrocinadas pelo PCC contra as forças policiais paulistas que estavam matando a vontade nas periferias.

Lelê, como é conhecido Leandro, recebeu em 2012 a missão de matar um Policial Militar ou Guarda Civil Municipal e o primeiro que ele encontrou foi Marco Aurélio de Santi que estava em seu carro e acabou sendo morto com seis disparos.

Agora, o Tribunal do Júri de São Carlos condenou Lele a 16 anos de prisão, no entanto o matador, já tem outras condenações que somam algumas outras dezenas de anos. — fonte: São Carlos Agora

Rondônia não é para fracos e aquele menor que estava andando pela Avenida Dedimes Cechinel em Vilhena estava lá para provar isso.

O moleque tem uma ficha corrida que poucos criminosos brasileiros possuem, são dezenas de assaltos, furtos e assassinatos — ele é, segundo dizem o matador do Primeiro Comando da Capital na cidade.

Entre outros, ele já confessou a morte do agente prisional André Borges Mendes, e apesar de estar tendo que cumprir medida restritiva ele circulava livremente pela avenida com um celular roubado. — fonte: Extra de Rondônia

Fernando Almeida de Lima, segundo a polícia estaria expandindo sua área de atuação no controle do tráfico de drogas do Guarujá para Itanhaém.

Com um mandado de busca e apreensão, a polícia invadiu sua casa mas não encontraram nada que o vinculasse ao tráfico de drogas, no entanto havia em sua casa no Jardim Virgínia diversos veículos de luxo, relógios e joias — o valor dos objetos apreendidos chega a meio milhão de reais .

A polícia espera conseguir provas de seu envolvimento com a análise de um celular, um pen-drive, um notebook e um caderno de anotações recolhidos, nos quais constariam o comércio de drogas disfarçado com nome de perfumes. — fonte: Eduardo Velozo Fuccia para o Santa Portal

Arqueiro, como é conhecido Edimar da Silva Santana, no ano passado na Operação Exílio do MPF. Ele era o resumo da disciplina do Mato Grosso do Sul e era afilhado do líder Bonitão do Primeiro Comando da Capital.

Na casa do Arqueiro foram encontradas meia tonelada de maconha, documento falso e três armas, ficando comprovado que a função dele era guardar as drogas e as armas para a facção.

Ele foi condenado a 27 anos e 3 meses, e é só um dos 170 integrantes da facção PCC envolvidos nessa mesma operação. — fonte: Renata Portela para o MidiaMax

Maracaju é uma cidade do Mato Grosso do Sul é famosa por ser a terra da linguiça, que tem um sabor que só lá é encontrado, mas os negócios são muito mais diversificados.

Não sei no que trabalhava Ricardo Roberto da Vila Juquita, mas a polícia disse que ele era conhecido no mundo do crime como “Zóio de Gato”, e foi morto durante uma operação de combate ao tráfico de drogas quando recebeu a bala as guarnições. — Adriano Fernandes com a colaboração de Hosana de Lurdes para o Campo Grande News

No local foram apreendidas três armas de fogo, dois revólveres calibre 38 e uma pistola adaptada para calibre 22, 10 munições calibre 38, uma munição calibre 22, além de R$ 1.125,00 uma balança de precisão, 15 papelotes de pasta base 3,9 gramas, 1 papelote de cocaína de 1,1 grama, e 630 gramas de maconha, sendo que boa parte estava embalada pronta para comercio. — fonte: Elaine Silva para o capitalnews

6 de julho de 2021

Em junho a Receita Federal do Brasil tentou quebrar as pernas dos milhares de muambeiros e do tráfico de drogas e armas Primeiro Comando da Capital concentrando sua fiscalização na Ponte da Amizade na fronteira entre o Brasil e o Paraguai.

A Operação Escudo contou com o apoio de 70 agentes federais, cães farejadores e equipamentos de busca, sistema de câmeras inteligentes, scanner e drones para fiscalizar a maior quantidade possível de veículos particulares, táxis, vans, caminhões e motocicletas.

A Operação também ocupou a BR-227, as estradas vicinais e saíram a caça dos 40 portos clandestinos usados pela facção e pelos contrabandistas autônomos. — laclave.com.br

Todo cuidado com quem andas. Na vida do crime um vacilo pode custar a vida nas mãos dos inimigos na Guerra entre as facções.

Quatro amigos foram de Balsas no Maranhão visitar dois irmãos que era amigo de um deles em Campos Lindos no Tocantins. O que os quatro PCCs não sabiam é que os caras eram ligados ao Comando Vermelho.

Foram rendidos, levados para o outro lado da fronteira no município de Riachão. Três foram mortos e um, apesar de ter levado 8 tiros conseguiu fugir e está internado no Hospital Regional de Araguaína no Tocantins.

Os corpos dos três amigos não foram localizados, só encontraram um par de chinelos de um deles. — AF Notícias

Julho negro para os PCCs no Piauí, os que ficaram estão enfrentando a guerra contra o Bonde dos 40 (B-40) — os crias do 15 reclamam o fortalecimento e o apoio por lá.

Pipocam notícias de integrantes do Primeiro Comando da Capital da Zona Sul de São Paulo que retornaram para o solo paulista: uns dizem que voltaram para voltar fortalecido para lá, outros dizem que deixaram para trás a guerra — eu é que não sei.

Dois caíram no caminho:

  • Um integrante da facção foi preso em Espinosa no norte de Minas Gerais onde estava residindo há um mês. Ele estava conversando em um bar quando foi abordado e com ele foi encontrado uma arma, assim como o dono do estabelecimento que também morador da cidade há um mês e foi preso; e
  • outro que estava no buzão direto para São Paulo quando o ônibus foi parado na BR 343 em Parnaíba ainda dentro do Piauí e foi encontrado com seu 38, levantada a ficha bateu: era o integrante do Primeiro Comando da Capital conhecido como Peu e que aparecia em vídeos com uma arma ameaçando os integrantes do Comando Vermelho no bairro da Ilha Grande em Santa Isabel. — fonte: Chamada Geral Paraíba

5 de julho de 2021

O Mato Grosso do Sul não é terra para fracos.

Crias de todas as facções lutam pela sobrevivência, pelo território, pelas rotas e pela camisa todos os dias. A guerra pelo domínio da fronteira e da Rota Caipira de acesso as drogas e armas para o interior do Brasil dependem do domínio do MS.

Renato, Lucas e Petherson estavam na Vila Cachoeirinha em Dourados quando foram um cara entrou e disparou contra eles — apesar de feridos, os três sobreviveram.

Segundo eles, o autor do ataque foi o Lento, como é conhecido Jhonatan Rodrigues, e teria sido ele também que teria matado há dois anos, em nome do Tribunal do Crime do Primeiro Comando da Capital, o Bugão, como era conhecido Vagner Sebastião dos Santos Haad. — fonte: Hélio Freitas para o Dourados News

Alguns comparam os ataques feitos pelo Primeiro Comando da Capital às pequenas e médias cidades de uma versão do cangaço do século 21 – gangues de bandidos ao estilo Robin Hood que vagavam pelo sertão nordestino no início do século passado sob a liderança de um lendário salteador chamado Lampião.

Macacos, como eram chamados os soldados do governo pelos cangaceiros de Lampião foram torturados e mortos, e hoje, passados cem anos, policiais continuam sendo mortos por esses grupos criminosos.

Sandra Aparecida Nunes, mãe do Policial Militar Jeferson Luiz Esmeraldino que teve seu fígado, pulmão, estômago e baço perfurados por um tiro de fuzil que varou seu colete balístico está aí para nos lembrar dessa realidade.

O site Gaúcha Zero Hora repercute o dramático apelo da senhora que teve que montar em sua casa uma UTI para cuidar do filho e tem que buscar ajuda na sociedade para cobrir as despesas.

O PM Esmeraldino foi ferido durante um mega assalto ao Banco do Brasil em Criciúma em Santa Catarina na noite do dia 30 de novembro e madrugada do dia 1º de dezembro de 2020, quando os criminosos raparam 125 milhões de Reais.

Inicialmente, alguns especialistas afirmavam que o assalto não tinha sido organizado pelo Primeiro Comando da Capital, como a lógica indicava, mas com a prisão do PCC Buda, Márcio Geraldo Alves Ferreira, terminam as dúvidas, como explicam Gabriela Clemente e Lilian Lima.

Com o avançar das investigações, a polícia conseguiu determinar que foram Kauane Rafaela Dutra e Alex Sandro Siqueira Antônio, conhecidos como “Bonnie e Clyde”, que planejaram e deram apoio logístico com a aquisição de veículos e locação de casas e galpões que foram utilizados como base para assalto do Banco do Brasil em Criciúma em Santa Catarina, e dos 30 criminosos que participaram da ação, 16 já foram identificados e 15 estão presas, sendo a maioria de São Paulo e integrantes do Primeiro Comando da Capital. — Sul em Destaque

Tanto o assalto em si quanto o drama e a comoção pública do Policial Militar ferido levantam a questão de como a narrativa dessas ações criminosas podem retroalimentar tanto a violência pelos grupos criminosos quanto dos policiais:

Para a antropóloga Jânia de Aquino, a repercussão via redes sociais interessa aos criminosos. Quando desfilam com armamentos pesados, disparam tiros sem necessidade e berram frases aterrorizantes, eles almejam paralisar a população. “Os vídeos e áudios trocados pelas redes sociais assustam não só os habitantes do município onde ocorre o assalto como os das cidades vizinhas. Em decorrência, todo mundo fica dentro de casa”, afirma a pesquisadora. “Quanto mais negativa a imagem que os ladrões passam, melhor. Eles querem parecer rudimentares, impulsivos e brutais, capazes de perder o controle a qualquer momento e atirar em quem se aproximar.”

Tiago Coelho para a Revista Piauí

No entanto, essas ações não apenas se retroalimentam como também são sementes que se espalham e se fortalecem com enxertos, mutações e aprimoramentos genéticos:

“Dá a ideia errônea de que eles são fruto sempre do mesmo grupo. Na verdade, não é bem assim. Os delinquentes profissionais aprendem tanto pela participação nos crimes quanto por meio de conversas, na cadeia ou fora dela. Portanto, o mais provável é que indivíduos que participam de um desses assaltos ganhem know how e passem a montar o próprio grupo de assaltantes. E aí a bola de neve cresce até a polícia também ganhar expertise e parar a avalanche que desponta no horizonte.”

Guaracy Mingardi para o site Terra

Cemitério clandestino atribuído ao Primeiro Comando da Capital foi encontrado na Vila Santo Eugênio em Campo Grande no Mato Grosso do Sul.

Talvez seja um exagero das autoridades, afinal só foi encontrado um corpo com resquícios de peças de roupas, mas os cães farejadores procuram outras ossadas. — Danielle Errobidarte para o MidiaMax

Havia um afundamento no crânio e também foram recolhidos ossos dos braços, caixa torácica e pernas. Outros ossos foram encontrados já a cerca de 1,5 metro de distância.

completa Renata Portela do MidiaMax

Os moradores da região sabem que se a palavra é de prata, o silêncio é de ouro e declaram a polícia:

“Quando a gente vê alguma coisa, a gente finge que não vê”

Thatiana Melo e Dayene Paz para o MidiaMax

O site acritica.net atualiza a informação e diz que foram dois os corpos encontrados, o outro estava a apenas um metro e meio de distância do primeiro e lembra também que há cinco anos foi descoberto o “Cemitério do Nando” no bairro Danúbio Azul.

Definida a pena de Luiz Guilherme Dutra Toppam, o Coxinha, ele era um dos integrantes do Primeiro Comando da Capital que organizava o esquema internacional da facção em território paraguaio.

Ele estava em Ponta Porã quando caiu na Operação Exílio, mas conseguiu responder em liberdade, mas daí caiu quando estava no Paraguai na Operação Fronteira Segura.

Além de Luiz Guilherme, Djonathan Augustinho Fuliotto Rodrigues Pimentel, também de Nova Andradina, e o advogado douradense Pedro Martins Aquino, foram presos em imóveis mantidos pela organização criminosa em Pedro Juan Caballero.

Adriano Fernandes para o Campo Grande News

Nessa operação, a policia apreendeu 14 granadas, 50 mil Reais, 4 fuzis, 2 pistolas, 7 carros e meia tonelada de maconha. 

Após a confirmação da condenação ele foi transferido do Mato Grosso do Sul para a Penitenciária Federal de Mossoró no Rio Grande do Norte.

4 de julho de 2021

Aquela Dakota Branca chamou muita atenção escondida atrás daquela casa no Jardim Colúmbia em Campo Grande no Mato Grosso do Sul e a garota não teve como negar que estava guardando para a irmã que juntamente com um companheiro haviam furtado o veículo para atender a uma encomenda do Primeiro Comando da Capital. — Anahi Zurutuza para o Campo Grande News

3 de julho de 2021

Uma parada pode deixar um moleque satisfeito, um tijolo de cocaína pode fazer um dono de biqueira satisfeito, mas 699 tabletes de cocaína podem deixar Bruno Henrique preso por muito tempo.

Ele seria um dos envolvidos no preparativo de remessa dos mais de 808 quilos de cocaína mocozados em uma carga de bananas pelo Porto de Suape em Pernambuco.

A carga já estava para ser despachada para a Bélgica quando a casa caiu para Bruno Henrique e os outros envolvidos no envio, envolvendo empresários e financiadores internacionais.

Empresários chineses que atuam em São Paulo usavam empresas de fachada e de laranjas para custear o tráfico transnacional do Primeiro Comando da Capital.

Bruno, depois de preso, passou por diversos problemas de saúde e ficou 45 em prisão domiciliar, e entrou com um Habeas Corpus para poder continuar em casa até que a sentença fosse julgada por causa de sua saúde.

O Ministro Rogério Schietti Cruz do Superior Tribunal de Justiça negou o pedido do HC alegando que se já não bastasse a história das bananas ainda tinha outras acusações contra ele:

  • A empresa de Bruno em São Paulo, a B H S Soluções Empresariais, já estava na mira do COAF, apontando dezenas de movimentações estranhas e com valores incompatíveis, e
  • Jonatham Luiz Dall’Agnol que está sendo investigado pelo Ministério Público do Mato Grosso afirmou que esquentava dinheiro do PCC para Bruno Henrique, um traficante de São Paulo. — stj.jusbrasil.com

Um pensador crítico chamado Sr. Keuner encontra-se com um caipira chamado Jeca e caminham juntos, dialogando sobre o mundo e a vida. Paralelamente, um filósofo se depara com o cabeça do Primeiro Comando da Capital (PCC) e trava-se entre eles um mortal duelo. O filme é um divertimento aliado a grandes reflexões sobre o mundo atual.

O filme busca investigar e atualizar o conceito de “Lúmpen”, criado por Karl Marx no século XIX, abordando o choque entre a ingenuidade de um cidadão comum com a lógica fria de um bandido esclarecido, cabeça pensante do Primeiro Comando da Capital (PCC). Utilizando recursos épicos-dialéticos, como o Efeito-V, o Efeito Coringa e a Bio-Mecânica, justapõe as linguagens do teatro e do cinema Underground e Marginal.

Os ingresso para a exibição no Youtube custam 15 Reais e será exibido dia 31 julho de 2021 — maiores informações e compra de ingressos no site Sympla

Há alguns anos, ainda antes da onda da Lava Jato, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado GAECO caçava políticos corruptos.

Aqui em Itu, havia um em especial que estava passando apertado, eram visitas semanais a Promotoria de Justiça MP-SP e o cerco fechava a cada dia — todo o dia alguém me ligava para saber se ele já estava preso.

Mas o esquema desse político era maior e envolvia muito mais interesses do que a Promotoria de Justiça podia imaginar.

Isso foi antes do Partido dos Trabalhadores PT no poder, que quase não interferia no MP (tanto que caiu), e foi antes de Bolsonaro, que não se avexa de ameaçar e trocar o comando e as regras de investigação.

Era um tempo onde se articulava com arte e inteligência.

Certo dia, veio a notícia de que o GAECO, pelo grande trabalho que estava fazendo e por seu poder de investigação passaria a investigar o Primeiro Comando da Capital.

Na hora publiquei um texto afirmando que essa foi uma manobra para tirar o foco dos políticos e…. dito e feito, o MP está aí, correndo atrás do rabo e secando gelo até enquanto políticos fazem a festa.

Aquele político que estava com a corda no pescoço não foi mais visto no MP-SP e hoje é um dos líderes do governo Bolsonaro no Congresso Nacional.

A nova chefe no GAECO-MS

Pouco muda para o dia a dia das biqueiras quem está a frente de órgãos especializados como o GAECO e a Polícia Federal, mas eles impactam nos grandes negócios da facção PCC.

Até o ano passado, a Política Federal e o GAECO-SP estavam batendo recordes de apreensões de drogas e desbaratamento de esquemas internacionais no Porto de Santos.

Paulo Maiurino, o novo diretor-geral da Polícia Federal, é primo e ex-assessor do ex-deputado federal Marcelo Squassoni, do Republicanos — preso pela PF em 2019, numa investigação sobre desvios em contratos milionários no porto de Santos.

Luiz Vassallo na Crusoé

Desde que Bolsonaro chegou a presidência, diversos delegados da Polícia Federal que atuavam nos portos e em regiões dominadas pelo crime organizado foram trocados por razões que a razão desconhece.

O GAECO não mais caça políticos, a Polícia Federal está nas mãos dos políticos e o Primeiro Comando da Capital é a cortina de fumaça para garantir notícias nos jornais e paz a classe política.

Sai do comando do GAECO do Mato Grosso do Sul a promotora de Justiça Cristiane Mourão Leal dos Santos sua colega Ana Lara Camargo de Castro, mais uma mudança para que nada mude.

2 de julho de 2021

A imprensa e os ataques do PCC em 2006

A imprensa sensacionalista apoiando a chacina policial daqueles que se assemelham com o estereótipo do criminoso.

Sob fontes acessadas em sua etnografia, o autor revela que a repressão policial após os “ataques do PCC em 2006” se voltou para todos aqueles que se “parecem” com “bandidos”.

“Morrem, nesse contexto, não necessariamente quem cometeu os crimes, mas quem tem a mesma idade e cor de pele, que usam as mesmas roupas ou os mesmos acessórios daqueles identificados publicamente como criminosos, ou seja, os jovens das periferias urbanas”.

Gabriel Feltran

2 de julho de 2021

Gabriel Feltran, no meio de uma pesquisa de campo em comunidades da periferia paulistana, em 2006, acompanhou um evento dramático: os ataques da organização criminosa Primeiro Comando da Capital às forças policiais e a prédios públicos.

O pesquisador acompanhou “de perto” as reações das pessoas de Sapopemba, e também “de longe”, via noticiários. Segundo Feltran, a repercussão do evento amplificou a “fala do crime”: a imprensa, sobretudo a sensacionalista, deu subsídios para que a “vingança” contra os “bandidos” fosse consumada. Embora inseridos formalmente num regime político fundado sobre a universalidade dos direitos, processa-se uma disputa simbólica em que o direito universal para “bandidos” seria uma afronta à própria democracia.

“Morrem, nesse contexto, não necessariamente quem cometeu os crimes, mas quem tem a mesma idade e cor de pele, que usam as mesmas roupas ou os mesmos acessórios daqueles identificados publicamente como criminosos, ou seja, os jovens das periferias urbanas”.

Gabriel Feltran

LEIA ARTIGO INTEGRAL NA REVISTA DOS DISCENTES DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS

O site abc en el Este em março de 2020 nos avisou que Armando Javier Rotela, o todo poderoso líder do Clã Rotela no Paraguai havia sido condenado há 19 anos e 8 meses de prisão.

No entanto, passado quase um ano, a prisão do chefe do maior grupo criminoso inimigo do Primeiro Comando da Capital no Paraguai pouco se refletiu no seu poder nas ruas.

O site Ultima Hora conta um pouco de sua história:

Armando Javier Rotela, que começou no mundo do crack sendo um dos pioneiros da modalidade delivery, que consistia em recrutar jovens que entregavam drogas em motocicletas, bicicletas ou outros veículos, construindo assim um império que hoje em dia ele se transformou em uma facção criminosa, que é uma das mais temíveis do país. Os investigadores afirmam que o homem controla uma grande percentagem do tráfego e tem uma legião significativa de reclusos que lhe são leais e que o ajudam a aumentar o seu poder dentro e fora dos muros da prisão.

1º de julho de 2021

Luana que foi presa em Ribeirão Preto em São Paulo pela Operação Kleptos requereu no Superior Tribunal de Justiça o direito de prisão domiciliar alegando ter um filho menor de 12 anos, que o crime a que é acusada não é violento, e que ela tem residência fixa e emprego.

O TSJ negou alegando que a criança já tinha completado 12 anos e para ter o benefício tinha que ser 12 anos incompletos, e além disso afirmou que ela pode não ter praticado um crime violento, mas que é suspeita de tráfico de drogas e pertencer a uma organização do crime organizado armado, o Primeiro Comando da Capital com a função de Geral das Femininas.

Segundo a denúncia, além de suas atribuições na estrutura da facção, Luana e outros cinco integrantes da facção, seriam os responsáveis pela distribuição das drogas nas biqueiras da cidade. — Superior Tribunal de Justiça

Tribunal de Justiça do Ceará nega recurso da Promotoria de Justiça que queria mandar de volta para trás das muralhas o piloto da facção PCC que levou para a emboscada na reserva indígena no município de Aquiraz no Ceará onde foram mortos os líderes da organização criminosa Gegê do Mangue e Paca.

Os Promotores de Justiça não se conformaram:

A decisão estimula a prática reiteradamente utilizada pelo Primeiro Comando da Capital, que há décadas utiliza greves de fome com o propósito de forçar o Estado a atender aos seus interesses.

Já a 2ª Turma do STJ-CE afirmou que se o Relator do HC decidiu decidiu e pronto, fica decidido, desde que o piloto continue a “assinar a carteirinha”. — Diário do Nordeste

Após 40 mortos na guerra entre as facções Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho no Piauí a polícia foi para as ruas, e após cumprir mandados na cidade do Parnaíba apreenderam uma certa quantidade de drogas, celulares e uma arma.

Os (40) homicídios deram informações para iniciar as diligências e com base nisso verificar a existência dessa guerra entre eles. Na realidade, a tentativa de tomada por força é um combate de quem domina a venda de drogas e quem consegue se estabelecer por aqui.

Delegado Federal Pedro Roberto Meireles Lopes

A Operação Dionísio II tenta entender como está funcionando o “Projeto Piauí” de uma das organizações criminosas que pretende conquistar o domínio da região litorânea do estado e implantar então a pacificação. — Cidade Verde

Pamella admitiu no Tribunal do Júri que era conhecida no Primeiro Comando da Capital como Emanoma, e que esse apelido significaria em tupi-guarani: “já morreu, meu amigo”.

Ela afirma que não participou da morte e decapitação de Coroa na Cachoeira do Ceuzinho em Campo Grande em Mato Grosso do Sul, que apenas foi chamada pela amiga Célia Ricarda para ajudar um garoto que estava tendo problemas com drogas e que precisaria ser internado mas não estava conseguindo vaga:

“Antes fui conhecer o projeto, me certifiquei dos cômodos. Me responsabilizei pelo menor (…) se me pedissem mais uma vez, eu faria de novo”

ela só teria aceitado a ajudar por já ter perdido o pai de um dos três filhos para a droga.

Ela então passou pelo Bairro Moreninhas e o garoto, filho do Coroa, estava aguardando em esquina e ela o levou para a clinica.

Já a acusação apresentou um áudio que ela nega ser ela, na qual uma mulher avisa para a pessoa que está cortando a cabeça do Coroa que “tem que puxar o pescoço”.

A promotoria afirmou que Pamella era ela quem chefiava os demais e acabou conseguindo a sua condenação a 28 anos de prisão. — Geisy Garnes, Aletheya Alves e Bruna Marques para o Campo Grande News