Os militares e a facção PCC 1533 (Primeiro Comando da Capital)

Os militares na origem da organização criminosa Primeiro Comando da Capital segundo Edgar Allan Poe

Os militares e a facção PCC — o mito da origem

O arrepio se apodera de meu corpo ao pensar nos militares e na facção PCC 1533. Poucos sabem a razão de meu tremor, mas para você eu quero contar:

paz entre os ladrões nas vielas silenciosas e escuras, assim como nos ensurdecedores bailes das avenidas iluminadas das sujas periferias das metrópoles.

Os Disciplinas do poderoso grupo criminoso controlam as comunidades sob o lema da “Paz, Justiça, Liberdade, Igualdade e União” (PJLIU).

É o Primeiro Comando da Capital, uma organização criminosa que passou a assombrar os cidadãos de bem da metrópole após garantir a paz no Mundo do Crime.

Sua presença é sentida em todos os lugares, como uma lufada de vento frio que sopra nas ruas fazendo as pessoas tremerem ao seu passar.

Aqueles que ousam desafiar a autoridade da facção criminosa são julgados pelo Tribunal do Crime do PCC.

Quem são os Disciplinas do PCC 1533? Como e onde atuam?

Mas qual é a origem desses criminosos tão temidos?

Ninguém sabe ao certo, mas rumores dizem que a organização criminosa teve sua origem nos sombrios porões da Ditadura Militar, e que seria fruto de sonhos de sádico erotismo de um general.

Uma negra alma, cujo nome é melhor nem pensar alto, em uma noite escura teria sussurrado para aquele general que jogasse os prisioneiros políticos nas celas dos mais perigosos e violentos presos comuns: ladrões de bancos, traficantes, sequestradores e assassinos.

Dizem que aquele general era apenas mais um, entre tantos sem escrúpulos, com mentes sem inteligência, corações frios como gelo e de almas perversas e sádicas.

As consequências da decisão daquele insano general reverbera até hoje nas vielas silenciosas e escuras e nos ensurdecedores bailes das avenidas iluminadas das sujas periferias das metrópoles…

Desde a Ilha Grande em Angra dos Reis onde tudo começou até Europa, África e Ásia: nas escolas, nos comércio, na política, na polícia…

A Facção PCC e a “Paz entre ladrões”

Maldito general. Malditos generais que semeiam ódio de dentro de seus bem passados e remunerados uniformes verde-oliva.

Generais que por baixo de suas estrelas brilhantes e douradas escondem seus espíritos sem brilho e sem cor.

Aqueles prisioneiros políticos convivendo nas celas dos mais perigosos e violentos presos comuns, ensiraram à eles que só com a paz no Mundo do Crime dominariam as vielas silenciosas e escuras, assim como os ensurdecedores bailes das avenidas iluminadas das sujas periferias das metrópoles.

Aquele garboso e sério militar, defensor da tradicional família brasileira, ao mandar aqueles prisioneiros políticos para a Ilha Grande jogou uma semente em um solo fértil.

Hoje, a família que impera é a Família 1533. E os cidadãos de bem da Metrópole ainda sonham que os militares vão desafiar o poder do Primeiro Comando da Capital.

Cidadãos de bem, travestidos de verde e amarelo, clamam alto olhado para o firmamento acima do verde-oliva dos gramados dos quartéis.

Em vão buscam no escuro firmamento da noite o brilho das estrelas douradas, mas elas não se atreveriam sair de trás das escuras núvens para enfrentar um inimigo real e armado: a organização criminosa Primeiro Comando da Capital.

Pesquisa sobre o Primeiro Comando da Capital

Os Crias do 15, assim como Aquiles, filho de Peleu e Tétis nada temem, ao contrário dos homens que se escondem embaixo das estrelas douradas.

Eles enfrentam a escuridão, derramam seu próprio sangue, e não temem o brilho ofuscado de estrelas cadentes.

Os Crias do 15 gritam “até a última gota de sangue” nas antes silenciosas e escuras vielas.

Os Crias do 15 gritam “até a última gota de sangue” silenciando os até então ensurdecedores bailes das avenidas iluminadas das sujas periferias das metrópoles.

Enquanto o Primeiro Comando da Capital exercer seu poder, haverá quem grite; haverá quem acredite na Paz, na Justiça, na Liberdade, na Igualdade, e na União; e haverá quem resista ao ódio travestido de verde-oliva e verde e amarelo.

As vielas e avenidas das metrópoles são o misterioso mundo do Primeiro Comando da Capital, uma organização criminosa cujo poder é sentido por todos, mas cujos segredos são conhecidos por poucos.

O Primeiro Comando da Capital, a força sombria, perigosa e sinistra que assombra o coração dos cidadãos de bem é sangue do mesmo sangue dos militares.

Um arrepiante sussurro no ouvido daquele general carente e mal amado, que em sua cama fria tinha sonhos de sádico erotismo onde se via jogando no mesmo leito presos políticos e os mais perigosos e violentos presos comuns.

Em seu sadismo, aquele general sentia o calor do sangue escorrendo e as agressões sexuais daqueles cordeiros nos dentes e nas garras daqueles lobos, mas deu errado, essa estranha relação gerou um rebento poderoso.

O filho dessa depravação nasceu no Rio de Janeiro e foi chamado por seus pais de Falange Vermelha, que por sua vez, ao seu tempo, teve também um filho que recebeu o nome de batismo de Comando Vermelho, que por sua vez, ao seu tempo, ensinou tudo o que sabia para seu amigo de São Paulo, o Primeiro Comando da Capital.

Cidadãos de bem, pobres almas inocentes que se recusam a acreditar na paternidade verde-oliva da poderosa organização criminosa.

E enquanto isso há paz entre os ladrões nas vielas silenciosas e escuras, assim como nos ensurdecedores bailes das avenidas iluminadas das sujas periferias das metrópoles.

Até depois da última gota de sangue — invencível

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A opressão carcerária e a facção PCC segundo a AI ChatGPT

A opressão carcerária estaria na origem do Primeiro Comando da Capital PCC 1533)? O que a inteligência artificial pensa sobre isso?

Nessa segunda publicação, o ChatGPT sobre a opressão carcerária e a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC 1533).

Nos próximos dias postarei as respostas dadas pelo ChatGPT sobre a relação da facção PCC com a questão das drogas, periferia, jovens e a guerra entre facções.

Por uma questão editorial deste site, os longos parágrafos foram divididos, mas com o cuidado de não alterar o conteúdo.

Inteligência Artificial ChatGPT e as origens da facção criminosa Primeiro Comando da Capital

A relação entre a opressão carcerária e a facção PCC

Na década de noventa, um grupo de presos formou o Primeiro Comando da Capital para conseguirem melhorar as condições carcerárias. Eles alcançaram esse objetivo?

Não posso afirmar com certeza, mas acredito que não tenha havido uma única entidade chamada “Primeiro Comando da Capital” formada por presos com o objetivo de melhorar as condições carcerárias e que tenha alcançado esse objetivo.

É possível que você esteja se referindo ao Primeiro Comando da Capital (PCC), que é uma organização criminosa de origem brasileira, e não uma entidade formada com o objetivo de melhorar as condições carcerárias.

O PCC é conhecido por sua atuação na criminalidade organizada e não tem como objetivo principal melhorar as condições carcerárias.

O Caso Carandiru e a criação do PCC

Como você descreveria a invasão do Carandiru pela Polícia Militar de São Paulo? Existe a possibilidade dessa ação ter influído na fundação do PCC?

A invasão do presídio Carandiru, em São Paulo, em 1992, foi um episódio marcante da história da segurança pública no Brasil.

A ação resultou na morte de 111 presos e foi vista por muitos como uma operação violenta e desproporcional.

Algumas fontes sugerem que a invasão tenha contribuído para a formação do Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores organizações criminosas do Brasil, que se originou nas prisões paulistas.

No entanto, a fundação exata do PCC e suas causas são objeto de debates e controvérsias, e não há consenso entre os especialistas sobre o papel da invasão do Carandiru na sua formação.

O Caso do Piranhão e a criação do PCC

Como você descreveria os fatos ocorridos em 31 de agosto de 1993, na Casa de Custódia de Taubaté?

Em 31 de agosto de 1993, ocorreu uma rebelião na Casa de Custódia de Taubaté, São Paulo, que resultou em uma série de violências e mortes.

De acordo com fontes oficiais, presos tomaram o controle da unidade prisional e mantiveram reféns, incluindo guardas e funcionários.

A polícia foi chamada para lidar com a situação, e houve uma operação para retomar o controle da prisão.

No final, houve relatos de uma grande quantidade de mortes, incluindo presos e guardas.

A rebelião na Casa de Custódia de Taubaté é considerada um dos maiores episódios de violência nas prisões brasileiras e tem sido amplamente criticada por entidades de defesa dos Direitos Humanos e especialistas em Segurança Pública.

neste site onde citamos a Casa de Custódia de Taubaté

Creio que a informação está errada. Apenas houve mortes entre prisioneiros durante a Rebelião da Casa de Custódia de Taubaté em 1993.

Desculpe, você está correto. A informação que lhe forneci estava incorreta.

Não houve mortes entre os guardas, agentes penitenciários ou funcionários do presídio durante a rebelião da Casa de Custódia de Taubaté em 1993. Apenas 16 presos foram mortos. Obrigado por me corrigir.

O PCC e a opressão carcerária

Será possível acabar com a organização criminosa PCC sem atacar os problemas de superlotação carcerária e de opressão carcerária, já que os presídios são os principais locais de recrutamento?

Não é possível acabar com a facção PCC sem abordar as questões de superlotação e opressão carcerária, já que estes são fatores que contribuem para a formação e fortalecimento da organização.

A falta de condições adequadas nas prisões, como superlotação, violência e falta de recursos, é um terreno fértil para o crescimento da criminalidade organizada.

Além disso, as condições opressivas nas prisões podem ser usadas pelos líderes da facção para consolidar seu poder e controle sobre seus membros.

Por isso, é importante que sejam implementadas medidas eficazes para melhorar as condições nas prisões, incluindo investimentos em infraestrutura, segurança e programas de ressocialização.

A matemática política da opressão carcerária

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Sujestões de leitura e filmes da IA

Você teria sugestão de livros ou filmes sobre os temas “opressão carcerária” e “superlotação prisional”?

Para entender mais sobre o tema, recomendo as seguintes obras de Boaventura de Sousa Santos aborda a questão da opressão carcerária, a ineficiência do sistema prisional e as consequências para a sociedade.

Alguns filmes que abordam o tema da opressão e da superlotação carcerária incluem:

“Cela 211” (2009), dirigido por Daniel Monzón

“Carandiru” (2004), dirigido por Héctor Babenco

“A Lista de Schindler” (1993), dirigido por Steven Spielberg

Estes filmes são uma boa fonte de informação e ajudam a compreender os desafios e as condições enfrentados pelos presos e pelos profissionais que trabalham nas prisões.

A maioridade penal e a facção PCC 1533

Hoje no Brasil, a idade penal é de 18 anos. Existe um movimento para diminuir a idade penal. Se concretizada essa demanda, qual seria o impácto para a organização criminosa Primeiro Comando da Capital?

Não é possível prever com precisão o impacto da mudança na idade penal no Brasil sobre a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

No entanto, é provável que uma mudança na idade penal para menor possa ter um impacto significativo na criminalidade e nas políticas de segurança, incluindo no enfrentamento às organizações criminosas.

A diminuição da idade penal pode levar a uma maior incidência de jovens presos, o que pode criar um ciclo de criminalidade e contribuir para o aumento da população carcerária.

Além disso, há preocupações de que uma mudança na idade penal possa prejudicar a reabilitação e o desenvolvimento positivo dos jovens infratores, tornando mais difícil para eles retornarem à sociedade como cidadãos produtivos.

No que diz respeito ao PCC, é possível que a mudança da idade penal possa ter um impacto na sua capacidade de recrutar e manter membros, bem como nas suas estratégias criminais.

No entanto, é importante lembrar que as organizações criminosas são muito complexas e adaptáveis, e que mudanças nas políticas de segurança ou nas leis criminais geralmente são apenas uma parte de uma solução muito mais ampla para combater a criminalidade e as organizações criminosas.

Cada unidade da Fundação CASA é um caso

A Era do Resgate no PCC e o fim da caixinha do PCC

Atrair novos integrantes com o fim da cobrança da caixinha do PCC e chamar de volta antigos companheiros excluídos são algumas das estratégias da facção criminosa para um novo tempo.

A caixinha do PCC e as mudanças na facção paulista

O fim da caixinha do PCC 1533 não é apenas uma mudança no fluxo de caixa, é o sinal de uma nova Era do PCC.

Várias vezes nessas duas décadas, policiais e promotores de Justiça afirmam que a organização criminosa Primeiro Comando da Capital esteve com seus dias contados.

Faz muito tempo, muito tempo mesmo, o Secretário de Segurança de São Paulo afirmou que o então “Partido do Crime” tinha acabado — isso em 1997.

Depois dele, Secretários de Segurança, promotores de Justiça e políticos de plantão afirmam: É questão de tempo o fim do PCC!

MP-SP anuncia: é iminente a derrota da facção PCC (2018)

Família como base sólida

Todas as tentativas de acabar com a organização criminosa falharam.

Ao contrário das máfias tradicionais, o Primeiro Comando da Capital não se organizou em torno dos parentes de seus líderes.

A família é a base sódia de uma sociedade ou empresa, mas a Família 1533 não é formada apenas de parentes.

Os inimigos e as forças de segurança sabem que a família dos mafiosos são a força e o elo mais fraco da estrutura dessas organizações.

Mas como lidar com a Família 1533, que é uma família formada não pelo sangue do parentesco, mas pelo sangue das ruas, dos corres e dos ideais?

Cartilha de Conscientização da Família 1533

A facção PCC na Era do Resgate

Essa família impediu que os Secretários de Segurança, promotores de Justiça e políticos cumprissem suas promessas de acabar com a organização criminosa paulista.

Como toda a família, no Primeiro Comando da Capital também tiveram aqueles que não correram pelo certo, que erram e faltaram com a Família 1533.

Uma das faltas mais comum era a dos integrantes inadimplentes com o caixinha do PCC que eram expulsos.

Agora, como o filho pródigo da Bíblia, eles estão sendo recebidos de volta ao ceio da Família do Primeiro Comando da Capital.

A facção criminosa está indo atrás de cada um, em cada canto do Brasil para chamar para correr junto.

Regime Disciplinar — Dicionário do PCC

A facção PCC se reinventado para sobreviver

Atuando em quatro continentes, o Primeiro Comando da Capital é hoje a maior e mais abrangente organização de todas as Américas — dependendo do critério utilizado.

Ao conquistar um espaço territorial muito grande e sabendo que ainda tem todo um mundo à conquistar, as lideranças tiveram que mudar algumas estratégias.

Todos os integrantes da facção tem os mesmos direitos e obrigações, o que é motivo de orgulho para os seus “crias”.

Todos são iguais e não deve se cometer injustiça com ninguém.

Essa igualdade é a grande força da facção, mas também é o seu ponto mais fraco — seu calcanhar de Aquiles.

Todos os integrantes pagavam a caixinha, era o justo e o correto, no entanto, também era a maneira mais fácil das autoridades mapearem os integrantes.

Teve uma época em que as lideranças foram chamadas para garantir o pagamento da caixinha.

Administrar todos os picados sai caro

O fortalecimento alcançado pela organização criminosa permite que não se cobre mais de seus integrantes a mensalidade que colocava em risco toda a estrutura.

Agora, os Secretários de Segurança, promotores de Justiça e políticos que quiserem acabar com o Primeiro Comando da Capital terão também que se reinventar.

A cada baixa de uma liderança, novas surgem como um acender de lâmpada, e cada uma delas traz novas ideias, novas estratégias, novos arranjos pessoais e familiares.

A facção sobreviveu a tantos ataques das autoridades, pois foi unida por sangue e forjada no fogo, e para cada um que cai há dez querendo entrar.

Uma estória que contei há exatos 11 anos, em fevereiro de 2012

Acerto de contas no Primeiro Comando da Capital

Eu sabia que não devia ter me metido naquela enrascada.

Sempre disse que vira-latas não se mete em briga de pit-bull, mas falar é fácil, e eu entrei naquele assunto para o qual não tinha sido chamado.

Não podia dar outra coisa, dancei.

Desmaiei pouco tempo depois de começar a chutes de todos os lados.

Primeiro aquela dor indescritível, minha cabeça voava de um lado para outro, eu ainda sentia isso, não tinha perdido totalmente a consciência.

Não procurarei definir, ou descrever o que restava dela. Não era sonho, delírio, desfalecimento ou morte. Havia dor e imobilidade.

Sentia meu sangue quente fluir pelo meu nariz e escorre pelo meu rosto. O gosto do sangue agora era o único que sentia.

Sei que respirava, pois a cada inspiração havia muita dor, minhas costelas pareciam facas aguçadas querendo chegar cada vez mais fundo em meus pulmões.

Pronto, fui apresentado ao PCC, eu sabia disso.

Em meio a morte, em meio aquela teia de sonhos e alucinações acredito ter ouvido conversas, vozes que contavam histórias e discutiam seus assuntos como se eu não estivesse ali.

Esse livro é de graça para você:

Um diálogo cabuloso definindo meu destino

Talvez imaginassem que eu não sobreviveria, ou talvez só estivessem esperando minha morte para poderem ir embora com a certeza da missão cumprida.

― Entendeu, eu acredito que você vai fazer o que é certo, o que se acha que é certo, entendeu irmão e, estou fechando junto e, é isso. Entendeu, por que tá demais, o mole que tá demais mesmo, né meu a gente sabe que a gente tem certo limite pra fazer as coisas, mas tem uns caras que tiram da linha, esse daí é o tipo que tira da linha. Eu vi ele trabalhando com o irmão Neizinho, ele tá trabalhando sim. Ta inclusive eu te liguei irmão, por que é o seguinte, tem um outro menino lá que tá trabalhando pro irmão Neizinho. Que é o Maicon, não sei se você já ouviu falar. Outro dia foi numa biqueira aí irmão e pegou lá parece um quilo de mercadoria lá no nome do irmão Pimenta, entendeu, moleque? Sem o conhecimento do irmão, moleque? – falou Luiz Carlos do Nascimento, o irmão Piloto.

― Vai vendo. – respondeu o outro.

― Até uns dias atrás ele trabalhava com o irmão Neizinho. Então é um problema, viu, esses meninos, esses funcionários do irmão Neizinho. Aí moleque. Não, e essa aí é grave, pô, que o movimento tá muito descabeçado lá moleque. – falou piloto.

― Então tá usando o nome do irmão aí, colocando o irmão em BO, aí. – concordou o outro.

― Entendeu meu irmão. Aí amanhã eu pego o irmão, eu coloco ele na linha pá nóis pode trocar uma idéia, e aí, cê faz uma viagem só prá lá, já vai e já explica o bê-á-bá prá eles irmão, vê o que eles querem né irmão. Por que pelo simples fato deles estarem todos eles trabalhando com o irmão, pô eles estão totalmente errados… Mas corre com o irmão, então tem que ser no mínimo o bem comportado. Sê viu o outro empregado do Neizinho, o Fuscão, as caminhadas erradas que ele seguiu, num sabe?… – continuava Piloto.

Sabia eu que os dois falavam a respeito dos problemas das biqueiras de Salto, Maicon pegando mercado sem autorização de Pimenta. Ouvi também Piloto dizendo para Edson Rogério França, o irmão Cara de Bola alguma coisa, mas sei como este respondeu:

― Aí o cara já foi pondo o dedo no peito do “M”, aí o bagulho ficou louco. (Marcelo José Marques, o Tio ou “M”)

― Aí imagino né, não. – Piloto.

― Aí soco prá lá, soco prá cá, aí os seguranças rápido já fecho, já fui embora também irmão.

Acho que eles falavam sobre o Fuscão que estava no hospital mando de Cara de Bola, não tinha adiantado o cara dizer que tinha um salve passado por Sandro no papel.

Piloto e Cara de Bola estavam em ordem com a família, Bad Boy estava morto, Fuscão tinha tido sua lição, e eu não sabia onde estava.

Sei que o corvo sobe para quem está com a situação, e que volta a cobrar com quem fechou a caixinha em atraso.

Sobrevivi, narrei aqui o que vi e senti naquela noite, hoje já não pertenço àquele mundo, do qual fui brutalmente retirado, e mesmo se quisesse não mais poderia voltar a pertencer.

Entrevista: ChatGPT fala pela primeira vez sobre a facção PCC

A inteligência artificial ChatGPT responde sobre a organização criminosa Primeiro Comando da Capital.

A Inteligência Artificial ChatGPT responde sobre o PCC

A inteligência artificial ChatGPT, em uma longa entrevista ou conversa, como preferirem, falou com bastante desenvoltura sobre a organização criminosa Primeiro Comando da Capital.

Publicarei em três partes a entrevista. Inicialmente comecei perguntando se conhecia a facção paulista e o que sabia sobre ela, sua hierarquia e expansão.

Amanhã e depois posto as respostas dadas pelo ChatGPT, como ele prefere ser chamado, sobre a questão carcerária, guerra entre facções e dicas de leitura e vídeo.

Por uma questão editorial deste site, os longos parágrafos foram divididos, mas com o cuidado de não alterar o conteúdo.

ChatGPT encara a facção PCC 1533

Alguns ficarão surpresos com as respostas que são muito mais humanas que as que estou acostumado a ouvir de meus colegas de trabalho e a maioria de nossos representantes políticos. Tipo:

É importante implementar programas de prevenção, como iniciativas de educação e emprego, para combater a atração de jovens por grupos criminosos.

ChatGPT

A expansão do PCC pode ser atribuída a vários fatores, incluindo a fragilidade institucional, a corrupção, a falta de recursos para as forças de segurança e a presença de rotas de tráfico de drogas e outros crimes.

ChatGPT

Vamos lá…

Você sabe o que é o Primeiro Comando da Capital?

O Primeiro Comando da Capital (PCC 1533) é uma organização criminosa com sede no Brasil, especialmente ativa no estado de São Paulo.

É considerada uma das maiores facções criminosas do país, com influência em diversos estados e envolvimento em atividades como tráfico de drogas, extorsão, assassinatos e outros crimes.

O grupo foi fundado em 1993 e é conhecido por sua estrutura hierárquica, organização e uso de violência extrema.

O combate ao PCC é uma das principais prioridades das autoridades brasileiras de segurança pública.

Quais as razões que levaram a fundação do PCC 1533?

As razões que levaram à sua fundação incluem a demanda crescente por drogas na região, a necessidade de proteção dos criminosos em presídios e o desejo de expandir o poder e o controle do crime organizado.

O PCC foi formado por presidiários e se espalhou rapidamente, tornando-se um dos grupos criminosos mais influentes e perigosos do Brasil.

O que você sabe sobre a hierarquia da facção PCC?

A estrutura da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) é hierárquica e centralizada, com uma liderança definida e comunicadores responsáveis por transmitir ordens para as diferentes células.

A organização tem uma estrutura militarizada, com cargos como “comandantes” e “oficiais”, e uma estrutura de comando e controle rigorosa para a implementação de suas atividades criminosas, incluindo o tráfico de drogas, extorsão, roubo de cargas, entre outros crimes.

Além disso, o PCC tem uma forte presença nas prisões, onde controla a vida dos presos e age como um grupo de proteção para os seus membros.

A hierarquia do PCC é uma das suas principais forças, permitindo-lhes agir de forma coordenada e eficiente, tornando-se uma das organizações criminosas mais perigosas do Brasil.

ChatGPT

Para combater uma organização criminosa como o “Primeiro Comando da Capital”, é recomendável uma abordagem abrangente que inclua:

  1. Investigação policial efetiva: as forças de segurança devem conduzir investigações rigorosas e colaborar com outras agências internacionais para desmantelar a estrutura da organização.
  2. Fortalecimento das instituições de justiça: é importante fortalecer as instituições responsáveis pelo julgamento e condenação de criminosos para garantir o devido processo legal e a punição adequada dos envolvidos.
  3. Prevenção: é importante implementar programas de prevenção, como iniciativas de educação e emprego, para combater a atração de jovens por grupos criminosos.
  4. Cooperação internacional: é crucial colaborar com outros países e agências internacionais para compartilhar informações e recursos na luta contra o crime organizado transnacional.

Essas medidas são uma abordagem de longo prazo e devem ser implementadas de forma coordenada e sistemática para alcançar resultados efetivos na luta contra o crime organizado.

Você afirma que o PCC tem uma estrutura militarizada com cargos de “comandante” e “oficiais” o que não é exato. Há uma hierarquia rígida com cargos, mas não são militarizados, a estrutura é mais parecida com a de uma empresa privada.

Desculpe, você está correto. A estrutura da Primeiro Comando da Capital não é militarizada, e sim organizada como uma empresa privada, com uma hierarquia rígida de cargos. Obrigado por corrigir.

Em quais mercados ilícitos a facção PCC tem maior participação? E em quais regiões?

O “Primeiro Comando da Capital” é considerado uma das maiores organizações criminosas do Brasil, com uma presença significativa em diversos mercados ilícitos, incluindo tráfico de drogas, extorsão, contrabando de armas e cigarros, entre outros.

A atuação do PCC é mais concentrada na região sudeste do Brasil, especialmente em estados como São Paulo e Rio de Janeiro, mas também tem presença em outras regiões do país e até em outros países da América Latina.

Como está a expansão dA facção PCC na Europa?

Não tenho informações precisas sobre a atual expansão da organização criminosa “Primeiro Comando da Capital” na Europa.

No entanto, é bem conhecido que grupos criminosos tendem a se expandir para outros países em busca de novos mercados e fontes de lucro.

Mas sem informações precisas e atualizadas, não posso confirmar ou negar a ocorrência de tal expansão.

É importante destacar que o combate a grupos criminosos é uma responsabilidade das autoridades competentes e não deve ser tratado de forma superficial ou irresponsável.

A expansão do PCC nos países da América do Sul é um fato. O que você pode me falar sobre esse fenômeno?

Sim, é verdade que a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) tem expandido sua presença em países da América do Sul.

O PCC é uma das maiores organizações criminosas do Brasil e é conhecido por seus ataques violentos e seu alcance internacional.

A expansão do PCC na América do Sul é vista com preocupação pelas autoridades locais, que trabalham para combater o crime organizado e proteger a população.

A expansão do PCC pode ser atribuída a vários fatores, incluindo a fragilidade institucional, a corrupção, a falta de recursos para as forças de segurança e a presença de rotas de tráfico de drogas e outros crimes.

Além disso, a globalização e as facilidades de comunicação e transporte modernas também permitem que grupos criminosos expandam sua atuação para além das fronteiras nacionais.

O combate a organizações criminosas como o PCC requer uma abordagem coordenada e interdisciplinar, incluindo medidas de prevenção e investimentos em segurança pública e justiça criminal.

Além disso, é importante fortalecer a cooperação internacional para compartilhar informações e recursos e combater a atividade criminosa transfronteiriça.

Bolívia: ataque à envolvidos com o Primeiro Comando da Capital

Pai e filho envolvidos com o Primeiro Comando da Capital são atacado em um intervalo de poucas horas. O pai foi morto na Bolívia e o filho sobreviveu no Brasil.

O ataque a envolvidos com o Primeiro Comando da Capital foi realizado por duas equipes de criminosos em dois países.

Mapa mostra local dos dois atentados contra pai e filho envolvidos com a facção criminosa PCC.

O ataque foi a pai e filho, ambos advogados e empresários

Flavio Verdum de Almeida Júnior, foi baleado ao meio-dia na cidade de San Ignacio de Velasco, no Departamento de Santa Cruz, na Bolívia.

Ele estava ao celular falando com parentes no Brasil para saber sobre as condições de saúde de seu filho atacado uma hora antes.

Felipe Carlos de Almeida, seu filho, alvejado na cidade de Pontes e Lacerda, em Mato Grosso, no Brasil, a seis horas de distância.

Ambas as ações foram executadas por duplas de pistoleiros e a ação orquestrada indica o nível do crime organizado na região.

Em poucos meses, outros três familiares de Flávio foram alvos de ataques, o que leva os investigadores a trabalhar com a hipótese do envolvimento com o crime organizado.

mais notícias sobre o Primer Comando de la Capital na Bolívia

O envolvimento do pai e do filho na facção

Flávio esteve envolvido diretamente com a facção PCC 1533, estava foragido da Justiça brasileira, e foi atacado em uma oficina onde veio a falecer.

Já seu filho Felipe está respondendo criminalmente por lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Felipe foi atacado quando chegava pela manhã em seu escritório, mas sobreviveu aos ferimentos.

Ainda não se pode afirmar se os crimes foram por desentendimento dentro da facção, guerra entre facções, ou cobrança de dívidas.

As autoridades policiais de ambos os países tem ciência da presença e atuação das facções criminosas na região da fronteira.

No entanto, outros ataques relatados pela repórter Daniela Romero L. do Página Sete provam que a facção paulista atua também na capital e em outras regiões.

A facção PCC desde sua origem até sua expansão em Portugal

Vídeo reportagem em Espanhol sobre a facção paulista Primeiro Comando da Capital.

A maior organização criminosa do Brasil também opera de Portugal

Assista o vídeo em espanhol no site da RTVE

Portugal apreendeu no ano passado 16 toneladas de cocaína. Cada vez mais drogas chegam ao país como forma de entrar na Europa.

Tem muito a ver com a maior organização criminosa do Brasil, o Primeiro Comando da Capital, mais conhecido como PCC 1533.

Começou como um sindicato de defesa dos direitos dos presos brasileiros na década de 1990.

Hoje é uma das organizações mais poderosas do mundo das drogas, intimamente ligada à máfia italiana da Calábria, a ‘Ndrangheta.

A presença do PCC em Portugal foi confirmada com a prisão de quatro de seus integrantes reconhecidos pela quadrilha.

leia também: Facção Criminosa PCC 15.3.3 em Portugal

Preso integrante do PCC no Paraguai: Cara Gorda ou Cezinha

No Departamento de Canindeyú foi preso integrante do PCC no Paraguai Cara Gorda ou Cezinha, como é conhecido Orlandino César Moreira.

Preso integrante do PCC no Paraguai Orlandino César Moreira foi expulso do país assim que foi preso — ele já era procurado no Brasil onde fugiu da prisão.

No Paraguai ele estava sendo investigado por tráfico de armas e drogas na região da fronteira.

Essa é a quarta etapa de uma investigação que ocorre em toda a fronteira com o Brasil para combater os integrantes do Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533)

leia matéria completa no La Nacion: Jefe del PCC fue capturado durante allanamientos en Canindeyú

Emprego de Risco: Lavar dinheiro da facção PCC 1533

Estar sendo acusado de lavar dinheiro da facção PCC Primeiro Comando da Capital é hoje a menor preocupação de empresário de segurança privada.

Preso empresário acusado de lavar dinheiro da facção PCC

Lavar dinheiro da facção PCC 1533 (Primeiro Comando da Capital) é uma das atividades mais rentáveis e tem muitos integrantes querendo essa função.

Todos querem para si colocar as mãos nesse dinheiro, mesmo sabendo que os próprios colegas cobrarão qualquer desvio.

Todos querem para si essa posição, mesmo sabendo que as autoridades estão de olho para pegar como informante.

É muito dinheiro. É muita tentação. É muita informação.

Certa vez, um contador da facção criminosa Primeiro Comando da Capital caiu e para reduzir a pena entregou a estrutura da facção.

Theodorelli, o cagueta X9, garantiu a prisão de nada menos que 175 integrantes, entre eles a alta cúpula do PCC, incluindo o próprio Marcola.

Dicionário da Facção PCC – Regimento Disciplinar da Organização Criminosa

  1. Caguetagem:
    Fica caracterizado quando são exibidas provas concretas ou reconhecimento do envolvido. A sintonia deve analisar todos os ângulos, porque se trata de uma situação muito delicada.
    Punição: Exclusão, cobrança a critério do prejudicado.

Não prestou. Theodorelli não foi preso e entrou no Programa de Proteção às Vítimas e Testemunhas (Provita).

Por algum motivo ele saiu do Provita e foi assassinado logo em seguida no bairro Pedregal, em Novo Gama, Goiás, no entorno do Distrito Federal.

leia também como são os setores da facção e qual a função dos Disciplinas

Contador resolve Matar para não morrer

Pense em um lugar onde se pode procurar proteção contra o crime: algo assim como uma empresa de segurança.

Vinícius é o dono da empresa que conta com a colaboração de agentes públicos como policiais e agentes penitenciários.

Para não morrer Vinícius mata “Cara Preta” e “Sem Sangue”, integrantes do PCC — não em nome do combate ao crime, mas para salvar a própria pele.

O empresário era responsável por lavar dinheiro do Primeiro Comando da Capital, mas como a ganância é incontrolável acabou metendo a mão na cumbuca.

Tem como fugir da punição da facção PCC?

Dicionário da Facção PCC – Regimento Disciplinar da Organização Criminosa

  1. Mão na cumbuca:
    É caracterizado quando rouba algo da organização, dinheiro, drogas, armas, etc… Trata de uma situação grave.
    Punição: exclusão e morte, depende da situação com análise da Sintonia.

Ele seria julgado e condenado a morte pelo Tribunal do Crime do PCC, mas para evitar a sentença, matou seus antigos parceiros de negócios.

Assim, em 2021, matou um dos Sintonias da Rua, Anselmo Santa Fausta, o “Cara Preta”, e o seu braço direito, conhecido como “Sem Sangue”.

O contador foi o mandante e dois os executores. Um deles foi morto no ano seguinte e o outro, um agente penitenciário continua desaparecido.

Agora Vinícius quer dar uma de Theodorelli e se propôs a entregar toda a cúpula da facção ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa de São Paulo.

Boa sorte.

leia matéria completa no R7

Primer Comando Capital e o Hezbollah

O Primer Comando Capital e seu crescente poder na região da Tríplice Aliança chama a atenção das autoridades para seu poder de fogo.

La Nacion dá destaque ao Primer Comando Capital

O Primer Comando Capital, como é chamada a facção paulista PCC 1533 em parte da comunidade de língua espanhola, é destaque na imprensa argentina.

La Nacion destaca que em ações em Rosario, o grupo criminoso utilizou como arma mais poderosa a metralhadora FMK3 e uma pistola 9 mm metralhadora.

O jornal ainda lembra que no Paraguai os criminosos do PCC tem a disposição metralhadoras antiaéreas calibre 12.7 montadas em caminhões.

O tráfico de armas não é um dos braços da facção paulista, descobriu-se uma manobra para abastecer o PCC com armamento militar do Paraguai.

As armas circulam por todos os lados da Tríplice Fronteira.

A Polícia Militar do Paraná interceptou dois caminhões com pistolas. espingardas e fuzis escondidos em um carregamento de arroz.

Em 2019, foi descoberta uma linha de abastecimento de armas militares que chegou às mãos do PCC a partir de um eixo estabelecido em Buenos Aires-Rosário.

Na ocasião, inclusive um canhão antiaéreo com projéteis de 20 mm fazia parte do acervo de armas e munições que era realizado em nosso país para embarque ao Paraguai, onde o PCC se estabeleceu em vigor.

A interceptação desse contrabando de armas foi mais uma prova de que as redes dessa organização criminosa têm tentáculos cada vez mais longos.

leia matéria completa no artigo de Daniel Galo no La Nacion

Não se deve no entanto pensar que a organização brasileira age apenas oomo um grupo comercial no ramo ilegal de drogas e armas, a facção paulista, possúi uma ideologia como é usual nos grupos terroristas.

Manifesto del Primer Comando de la Capital — organización criminal brasileña PCC 1533

Os terroristas islâmicos e o Primer Comando Capital

Pensemos em um grupo de pessoas que no início tinham poucos adeptos, mas na humildade foram conquistando moral e espaço.

Em determinado momento quando já tinham certa força passaram a utilizar da violência para fortalecer sua posição e conquistar rapidamente ainda mais seguidores.

Com o crescimento essas pessoas criaram uma estrutura piramidal para melhor gerenciar e controlar seu crescimento, implantando uma hierarquia semelhante das organizações militares.

Eles inclusive adotavam regras rígidas de conduta e a busca de um objetivo intangível.

Por um objetivo seus membros, por considerar justo, fariam qualquer esforço em pról de seu grupo, até entregando a sua própria vida ou a de outros.

Facções criminosas e extremistas religiosos

O parágrafo acima pode ser utilizado igualmente para descrever o nascimento, o crescimento, e o amadurecimento tanto do Primeiro Comando da Capital de Marcola quanto do Islamismo de Maomé.

Ambos os grupos quando retiramos a tinta ideológica vemos que foram feitos com mesmo barro e queimados no mesmo forno e ambos criaram para si e para seus atos justificativas para o injustificável.

Se por um lado o islamismo radical considera lícito matar soldados israelenses e ocidentais em nome da Guerra Santa contra os opressores americanos, a facção paulista acredita ser justo matar policiais e servidores públicos para combater o sistema opressor.

Gente de paz também mata

A maioria absoluta dos membros de ambos os grupos são pessoas que abominam a violência feita pela minoria radical, mas são esses poucos intolerantes, dominadores, e suicidas que mantêm a identidade assassina do grupo e impõe o medo e o respeito perante a sociedade e aos inimigos.

A proximidade dos métodos é tão grande que o islã converte para sua religião, e o PCC batiza aqueles que aderem aos seus ideais.

Ambos são jihadistas, visto que é exigido o jihad (esforço e sacrifício) tanto dos seguidores de Maomé quanto os de Marcola, mas coincidências entre as filosofias dos dois grupos não para por aí.

Johana Catherine Pérez Calderón no artigo “La Triple Frontera como polo de atracción del yihadismo en la región de América Latina: Orientación teórico-histórica”, alerta que a soma de vários fatores deu base para que os serviços de inteligência dos países do hemisfério norte focassem sua atenção no intercâmbio entre os grupos extremistas estrangeiros e as facções brasileiras: Primeiro Comando da Capital PCC 1533 e Comando Vermelho CV.

Fatores determinantes na Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina, e Paraguai):

  • proximidade das ideologias e métodos das organizações;
  • desigualdade social e econômica nacionais;
  • explosão demográfica a partir da década de oitenta;
  • comunidade de imigrantes muçulmanos;
  • células do Hezbollah, do Hamas, do Al-Qaeda, e do Estado Islâmico (EI);
  • dificuldade dos governos de controlarem a circulação pelas fronteiras;
  • corrupção de funcionários públicos, policiais, e militares; e
  • geografia e biodiversidade que dificultam a fiscalização do tráfico de drogas e armas.

A Tríplice Fronteira como um solo fértil

O autor conclui esse trecho do trabalho trazendo a preocupação do diretor do jornal Vanguardia, Hector Guerin: a experiência em operações de guerra convencional e não convencional trazida pelas organizações estrangeiras poderá se somar ao conhecimento tático das facções criminosas brasileiras, e esses últimos serão as fontes de recrutamento dos futuros terroristas.

Essa região é conhecido como um centro financeiro e de tráfico de armas do Hezbollah, sofrendo permanente monitoramento dos serviços secretos dos países do hemisfério norte, e é exatamente nesse local que o PCC tem investido para obter o monopólio das atividades ilícitas.

Não há como negar o intercâmbio comercial entre as organizações, cabe descobrir apenas analisar o quanto ela estaria influenciando dentro da estrutura cultural e operacional da gangue, e qual o seu envolvimento no complexo jogo internacional de poder e espionagem.

A morte do megatraficante como fagulha no palheiro

O assassinato de Jorge Rafaat Toumani e de quase uma dezena de pessoas ligadas ao Primeiro Comando da Capital apenas nesse ano, talvez não seja apenas fruto da guerra declarada entre ela e o Comando Vermelho CV.

Essa possibilidade tem tirado o sono dos que estudam o assunto, pois pode ser o caminho de entrada do terrorismo internacional em terras brasileiras ou a exportação da tecnologia gerencial e de método desenvolvido pela organização criminosa PCC para outros países.

A Tríplice Fronteira também sofre forte influência da máfia Chinesa, no entanto não parece estar havendo interesse da facção paulista na integração com esse grupo, mas a proximidade geográfica e de interesses paralelos terá efeito na transferência de conhecimento na lavagem internacional do dinheiro do tráfico.

A Guerra como ponto de desrruptura

A guerra entre o PCC X CV se dá em um momento de mudança cultural, os governos mais sensíveis aos direitos humanos e civis: Barack Obama e Lula/Dilma estão sendo substituídos por Donald Trump e Michel Temer.

O primeiro sinal de alerta de que haverá uma maior fiscalização das células criminosas é a declaração do novo Ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra, que o tráfico de armas e drogas dentro das fronteiras só será alcançado com o esforço internacional envolvendo todas as nações interessadas.

Para o Primeiro Comando da Capital e para o Comando Vermelho isso significa que o jogo só está começando, ou então que está acabando.

Imprensa e Redes Sociais ligam PCC 1533 aos governos de esquerda

Grupos da extrema direita internacional se organizam e difundem pelo mundo a ideia que a facção Primeiro Comando da Capital se expande em países de esquerda.

Imprensa e redes sociais ligadas à grupos de extrema direita difundem pelo mundo notícias vinculando a expansão da facção Primeiro Comando da Capital nos países onde são oposição. Argentina e Chile são o foco no momento, ao mesmo tempo, não se faz mensão ao Uruguai e Paraguai onde o aumento de casos é mais expressivo, mas os governos são considerados de direita.

As reportagens e postagens são um show de generalidades sem dados comprobatórios ou notícias de casos pontuais que visam estabelecer um vínculo entre membros do governo e integrantes da facção paulista ou demonstrar a inabilidade ou falta de comprometimento no combate ao crime.

texto no The Rio Times

Leia mais em: A organização criminosa Primeiro Comando da Capital sendo utilizada para desestabilizar governos e instituições pelo mundo.

Leia também: O Primeiro Comando da Capital ajudou na eleição de Jair Bolsonaro

A facção PCC 1533 planta sua própria maconha no Paraguai?

Facção PCC 1533, o Primeiro Comando da Capital, passa a produzir a sua própria maconha para exportação no Paraguai, é o que afirma o SENASP, mas um pesquisador questiona essa conclusão.

Facção PCC 1533: direto das fazendas paraguaias para as cidades européias

A facção PCC 1533, a maior organização criminosa brasileira, está expandindo seus negócios para o cultivo de maconha no Paraguai?

Relatórios governamentais paraguaios afirmam que sim, mas, de fato, não há certeza de como o Primeiro Comando da Capital (PCC) está agindo.

As especulações começaram no final de agosto, com a descoberta de seis plantações de maconha em Colônia Estrella, município no departamento oriental de Amambay.

Uma placa informava que os campos eram propriedade do PCC e que invasores seriam mortos, disseram os agentes da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD).

Leia também: A facção PCC 1533 no nordeste do Paraguai

Outras apreensões com a marca da facção PCC 1533

Em julho, funcionários da SENAD na Colônia Estrella descobriram sacos plásticos cheios de maconha, com as iniciais “PCC” rabiscadas neles.

Então, nas redes sociaism o SENAD afirmou que essas apreensões provavem que o PCC controla o cultivo de maconha na Colônia Estrella.

Os campos desativados “formavam um centro de produção e armazenamento de maconha em grande escala” da organização criminosa paulista em solo paraguaio.

“(O PCC) busca monopolizar o tráfico de drogas desde a fonte”, afirma um agente da SENAD.

Análise Criminal InSight

Será uma mudança, se confirmado que a facção PCC 1533 que é tradicionalmente um comprador atacadista de maconha, agora cultiva a própria maconha no Paraguai.

Certamente, o departamento de Amambay, que fica na fronteira do Brasil, é uma das principais áreas de produção de maconha da América Latina.

Amambay é também o principal reduto da facção brasileira no Paraguai, que por lá se consolidado como a maior compradora de maconha dos produtores locais.

No entanto, assumir a produção marcaria uma grande mudança na forma como o comércio de maconha funciona no Paraguai.

Carlos Peris, cientista político e especialista em tráfico de drogas da Universidade Católica de Assunção afirma explica como funciona o mercado de drogas no Paraguai:

Os agricultores raramente cultivam exclusivamente para um grupo ou traficante, mas geralmente têm vários clientes.

Podemos dizer que a droga plantada e apreendida pela SENAD era para o PCC? É claro.

Podemos dizer que essa plantação era exclusiva do PCC? Absolutamente não.

Leia também: A facção PCC 1533 e o Exército do Povo Paraguaio EPP

De acordo com Peris, o comércio de maconha de Amambay tem um modelo de cadeia de abastecimento com acordos de longo prazo.

Os agricultores locais cultivam e colhem apenas algumas toneladas do total disponível para vender a intermediários que, posteriormente, vendem o produto na fronteira.

Só nesse ponto do processo é que grupos criminosos brasileiros, como o Primeiro Comando da Capital agem abertamente.

Se o PCC estivesse experimentando sua própria produção de maconha, a quadrilha estaria tentando eliminar os dois primeiros elos dessa cadeia de abastecimento, aumentando potencialmente sua margem de lucro.

O PCC atua há muito tempo no narcotráfico no Paraguai

A facção paulista aumentou com sucesso o número de membros recrutando nas prisões e ganhou dinheiro com o tráfico de armas e sequestros.

O site InSight Crime revelou anteriormente, e as recentes apreensões por parte de autoridades paraguaias confirmaram que o grupo passou ao cultivo de maconha.

Apesar dos fatos, resta a dúvida:

Em síntese, pode ser um fazendeiro usando o nome da temida organização criminosa Primeiro Comando da Capital para afastar invasores e ladrões.

Enfim, mesmo que o PCC não seja proprietário direto das plantações de maconha, afinal, qualquer associação com o grupo pode ajudar os agricultores a proteger suas terras.

Leia também as últimas notícias do “Primeir Comando Capital” no Paraguai

Quem são os Disciplinas do PCC 1533? Como e onde atuam?

Os Disciplinas do PCC 1533 dentro da hierarquia da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (facção PCC).

Os Disciplinas do PCC 1533 na hierarquia da facção

Os Disciplinas do PCC 1533 são o braço forte que mantêm unida a facção criminosa paulista.

Disciplina é o que não falta dentro da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC 15.3.3), e seus integrantes se orgulham disso.

A hierarquia dentro da organização criminosa

É evidente que não utilizam termos como “departamento” e “setores”, mas na prática a facção criminosa reproduz a organização administrativa de qualquer grande empresa legal.

Departamentos:

  • Financeiro: recebimento das contribuições e controle: dinheiro, contas bancárias e investimentos;
  • Sintonia do Cadastro: gerencia o ingresso e a situação cadastral dos batizados, tendo registro de nome, local e padrinhos;
  • Salveiro: transmite as atualizações de regras da cúpula para toda a base operacional — alguns comparam com o cargo de Relações Públicas da empresas, mas seus comunicados são apenas comunicados internos;
  • Sintonia do Progresso: são os responsáveis pela execução das missões especiais e cotidianas; e
  • Sintonía dos Gravatas: são os advogados da facção.

Ficha de Cadastro no sistema PCC 1533

Além dos departamentos existem os cargos de gerenciamento. Os chamados “Resumos” podem ser “Geral dos Estados e Países” ou “Geral do Estado”, mas podem ter um local específico de atuação, como o “Geral das Trancas do estado” ou o “Geral das Trancas da unidade prisional”.

Facção PCC: Mensagem do Resumo às lideranças dos estados

O Conselho de Administração da organização criminosa Primeiro Comando da Capital é chamado Sintonía Final.

Os Disciplinas recebem as informações dos Salveiros e agem de acordo com o Sintonía da comunidade para manter a paz entre os ladrões.

A Sintonia Final comunica a todos os irmãos que foram feitas algumas mudanças necessárias em nosso Estatuto. O PCC foi fundado em 1993…

OS Disciplinas da facção PCC na Cracolândia em São Paulo

Houve um tempo em que eu acreditava em um mundo ideal, caberia a polícia defender as pessoas com justiça, mas esse tempo acabou.

Assim como eu, a pesquisadora Deborah Rio Fromm Tinta também aprendeu que o mundo é mais complexo do que vemos nos filmes.

Logo me dei conta que uma rodinha de disciplinas estava por ali também. Fiquei mais tranquila.

Vários pontos de conflito que emergiram foram apaziguados graças à mediação dos disciplinas.

O humorista Márcio Américo, que certa época da vida foi um assíduo frequentador da Cracolândia concorda:

A polícia e a prefeitura apenas fingem ter controle do local que é completamente dominado pelo Primeiro Comando da Capital.

Assistindo a ação do Disciplina do PCC na Cracolândia

Deborah Rio em trabalho de campo na conturbada Cracolândia acompanhou de perto a ação dos “Disciplina do PCC 1533”.

Eram eles que negociam com traficantes, usuários de drogas, jornalistas, policiais, e autoridades públicas.

Os Disciplina do PCC 1533 são o braço forte da facção e estão nas ruas, nas biqueiras, nos presídios, e onde quer que a organização criminosa esteja.

Eles são os responsáveis pela aplicação do Dicionário do PCC (Regime Disciplinar) e dos salves (emendas à regra geral de aplicação local ou temporárias).

O medo e o ódio alimentam seu poder e sua autoridade – cordeiros não balem em terras onde lobos uivam.

Continua Deborah:

Porém, o clima era de tensão. Em determinado momento, um usuário, M., começou a questionar exaltadamente o coordenador do programa e da ação, o Capitão Renato Lopes da Silva.

Nesse momento, chegou um disciplina.

Ele se aproximou, passou na minha frente, não tocou em ninguém, só pediu licença com uma voz grossa.

Todo mundo abriu passagem.

O disciplina colocou a mão no ombro de M., cuja fisionomia já havia mudado totalmente … M. se acalmou e disse que respeitava os ‘entendimentos’.”

Em um ambiente pacífico não aparece polícia

É responsabilidade dos Disciplinas do PCC 1533 manter a ordem nas áreas sob domínio do Primeiro Comando da Capital, cobrando bom comportamento de usuários e traficantes locais e garantindo que os entornos dos pontos de drogas estejam em paz e assim não chamar a atenção da polícia.

Discionário da organização criminosa PCC 1533 — Regime Disciplinar da facção

Essa função social e política dos Disciplina do PCC 1533 os colocam em posição de negociar com as comunidades e as autoridades:

… o Prefeito Fernando Haddad também estava lá. Alexandre de Moraes, o prefeito e um dos Disciplinas discutiam no interior do espaço do Programa Recomeço… o local estava fechado e havia muitos policiais na porta…

Deborah Rio Fromm Tinta

Houve um tempo em que eu acreditava em um mundo ideal, caberia a polícia defender as pessoas com justiça, mas esse tempo acabou.

A pesquisadora Deborah Rio, no entanto, demonstra que a tranquilidade pode ser garantida por outros personagens que não estão sob controle do Estado.

Em algumas comunidades, a segurança e a paz é garantido pelos Disciplinas do Primeiro Comando da Capital e não pelo poder público.

Para ver a realidade, precisamos abandonar as ilusões.

É fato que nos estados e nas regiões onde há o domínio claro do PCC o índice de homicídios e pequenos delitos diminui, mas a “opressão do sistema” é substituída por uma força mais obscura, que não teme mutilar e matar.

Os Disciplina do PCC 1533tem sua atuação dividida, alguns agem apenas dentro das muralhas e outros nas ruas.

Nas ruas — Disciplinas das Quebradas:

O Disciplina da Quebrada atua em uma biqueira ou em um bairro.

Existem cidades e bairro com mais de Disciplina, dependendo do tamanho e da importância do local, mas no geral, se há vários, um será o “Disciplina Final da Cidade”.

Existem também aqueles que atuam em qualquer canto do estado, e são chamados para resolver alguns problemas mais graves, estes são os “Disciplinas do estado“.

E por último, tem aqueles que atuam em qualquer lugar, esses no geral seguem para as áreas de conflito com outras facções ou para resolver problemas com lideranças locais, são os “Disciplinas dos Estados e Países“.

Nos presídios — Disciplinas da Trancas:

Os Disciplinas do PCC 1533 que ficam dentro das muralhas são chamados de jets, e também são hierarquizados: “Jet da unidade“, e “Jet do estado” – podem ser chamados também de Disciplinas.

Leia a tese completa da pesquisadora Deborah

Facção PCC 15.3.3: Volksgeist ou Patologia Social?

Erstes Hauptstadt Kommando, volksgeist: o Primeiro Comando da Capital (Facção PCC 15.3.3) como espírito de um povo oprimido e reprimido.

Facção PCC 15.3.3 como força revolucionária

Publicar que os integrantes da facção PCC 15.3.3 são revolucionários já me mandou à delegacia para prestar depoimento, no entanto é um fato.

O Primeiro Comando da Capital age com violência para conquistar visibilidade e se apresentar como alternativa de opção de poder para uma fração da sociedade.

A omissão do poder público em proteger essa fração da sociedade joga-á nos braços de qualquer um que se mostre capaz de lhe defender.

…o PCC esboça reação transgressora perante o exercício daquilo que classificam como alienação, perversão e aceitação passiva da sociedade, perante os valores estabelecidos a partir do conceito de justiça, face aos aspectos representativos do universo do
crime.

Alvaro de Souza Vieira e Renato Pires Moreira

Com esse espírito revolucionário, os Crias do 15 se empoderam e enfrentam a sociedade constituída com apoio de grupos marginalizados: criminosos ou não.

Os corpos aprisionados nos cárceres transformaram as prisões em um espaço “vivo” dotado de um “espírito próprio” e esse espectro dominou corpos sociais nas periferias.

Transpondo para o fenômeno PCC o conceito de “cidade dentro das Cidades” de Robert Ezra Park posso afirmar que os Crias do 15 são revolucionários.

Essa fração raivosa da sociedade assume para si a perspectiva da promoção de melhores condições, normas e critérios dentro de hábitos, costumes e práticas comuns da parcela da sociedade a qual pertencem, sejam prisões ou periferias das cidades.

Facção PCC 15.3.3 como uma força interior silenciosa

Volksgeist: o espírito do povo como um ser vivo marcado por forças interiores silenciosas com consciência que é mantida permanentemente sufocada e controlada para não se rebelar.

Em alguns momentos na história esse espírito do povo salta depois de aguentar por muito tempo viver com brasa aos seus pés.

Em maio de 2006 assistimos esse raro fenômeno.

Os ataques da facção PCC obrigaram a sociedade parar e ouvir. A ação, criticada pela sociedade constituída, mas com forte apoio de grupos marginalizados.

Carta para o mundo do crime do país

A facção PCC 15.3.3 não é uma força interior silenciosa

Vai pensando que Primeiro Comando da Capital adormece em sua cidade.

Não, os Crias do 15 não adormecem, são homens e mulheres perseguidos por homens e mulheres, à espera do momento de mudar a sociedade.

Desprezados fora da comunidade, para sobreviver se uniram aos gaviões, aos falcões, e aos seres selvagens que lhe deram acolhida.

Venham olhar de perto e de dentro, venha sentir o sangue pulsando, os dentes rangendo, e os barulho dos tiros nos cárceres e nas periferias.

Definitivamente não há nada de silencioso em sua cidade, mas você não quer ouvir e para que não ouçam o som da mídia badra alto.

Cartilha de Conscientização da Família PCC 1533

para não ver Olhe para fora e para longe

Só ignorando a realidade é possível ignorar a influência da organização criminosa PCC 1533 na construção histórica de sua cidade.

Hoje a urbanidade das grandes cidades levam em consideração as alterações sociais que os ataques do PCC incorporaram no modo como as pessoas se relacionam.

Há quem não tem consciência disso são os que, segundo Étienne de La Boétie em seu Discurso da Servidão Voluntária, se alimentam, se protegem e pastam bovinamente.

Facção PCC 15.3.3 como uma comunidade que se opõe à sociedade

A oposição de uma comunidade se opondo à sociedade é um conceito descrito por Émile Durkheim, Ferdinand Tönnies, Georg Simmel e Max Weber.

Mas foi Tönnies quem melhor descreveu as características de uma comunidade: laços de sangue, relações primárias, consenso entre seus membros, e rígido controle social.

Não há melhor forma de descrever o PCC — será Tönnies leu o Estatuto do Primeiro Comando da Capital, quando ele escreveu “laços de sangue”?

Mas no tempo de Tönnies esse termo tinha um entendimento diferente do que temos hoje.

Facção PCC 15.3.3 um grupo de “communitas”

Max Weber lembra que as cidades ocidentais se formaram da mesma intenção que os fundadores do Primeiro Comando da Capital tiveram para criar a facção:

… uma forma dos excluídos amotinados moradores dos burgos medievais fazerem frente ao poder do príncipe ou do bispo formando irmandades (communitas).

A base desses amotinados seria o interesse mútuo de proteção e eram garantidos por um juramento (conjuratio), ou no caso da facção PCC, o batismo feito para que um integrante se torne “irmão”.

A psicóloga Silvia Ramos garante que a possibilidade da facção manter a ordem é superior ao do Estado de Direito, pois ninguém duvida de sua capacidade de ação.

A força da facção é uma característica típica das comunidades em contraposição com a da sociedade, essa última sim um um ser vivo marcado por forças silenciosas.

Facção PCC 15.3.3 unindo os que fogem da opressão

Os camponeses que fugiram da miséria e se juntaram nas cidades medievais no século 9.

Escravos libertos e exilados europeus empobrecidos que fugiram da miséria se juntaram nas favelas e nas periferias dos centros urbanos no início do século 18.

Seja nos séculos 9, 18 ou 21, essas pessoas empobrecidas eram consideradas “patologias sociais”.

Foram combatidos e mortos como pessoas preguiçosas e criminosas, mas foram eles que enterraram a Idade Média e forjaram a Era Industrial.

O Primeiro Comando da Capital assim como eles é tido como uma patologia social, e talvez o seja, mas não é o que pensa Durkheim.

Émile Durkheim, no entanto, afirma que não há como saber quando uma sociedade está no ponto de ruptura e quais serão os atores dessa mudança.

Sendo assim, ainda não podemos cravar se a facção PCC 1533 é uma relação social de ruptura ou patologia social, pois estamos cegos pela proximidade.

E vamos considerar os Crias do 15 heróis, criminosos dependendo dos interesses da classe social, das condições de vida e comunidade a qual pertencemos.

Texto publicado originalmente em 16 de agosto de 2016.

Primeiro Comando da Capital eleito pelos não eleitos

O Primeiro Comando da Capital foi eleito pelos não eleitos como força capaz de lutar contra as injustiças do sistema de Justiça.

Primeiro Comando da Capital e o mundo ideal e pacífico

O Primeiro Comando da Capital foi eleito pela parcela dos não “eleitos” para tensionar a ordem considerada por alguns como sendo a ideal e pacífica.

A organização criminosa PCC 1533 conquistou os corações não apenas do mundo do crime, mas de toda uma parte da sociedade alijada de seus direitos.

Enquanto uma parcela da sociedade defende que os “Direitos humanos para os humanos” — de forma a garantir seus direitos enquanto negá-os à outros.

Quando os “direitos humanos” deveriam ser inalienáveis para todos — não apenas para os “eleitos”, se bem que nunca foi em lugar algum.

Gerciel afirma que o mundo não é ideal e e nem pacífico

Gerciel Gerson de Lima, cujo artigo posto abaixo desse texto, lembra que a pena é um instrumento de vingança e castigo — nós só douramos a pílula.

Alguns tem seus corpos apropriados e dominados e pagam pelos seus erros quando condenados, enquanto outros não, estão acima do encarceramento.

Todos vimos poderosos cometendo crimes e sabemos que ficarão impunes, enquanto nas comunidades periféricas pessoas são aprisionados por quase nada.

Os pesquisadores Álvaro e Renato em seu artigo apontam que a criação do Primeiro Comando da Capital só foi possível graças a essa trágica realidade.

Alvaro de Souza Vieira Renato Pires Moreira
Análise de inteligência: das ações ideológicas disciplinares e correcionais promovidas pelo Primeiro Comando da Capital.

Sonhar é preciso, mesmo para os não eleitos

Essa camada alijada por uma parcela de seus direitos e até de seus corpos passaram a sonhar com paz, justiça, liberdade, igualdade e união.

Assim, a facção paulista foi reconhecida como defensora do sonho desses todos que não foram “eleitos” como estando acima do encarceramento.

Alguns julgam serem eles relevantes para a sociedade e justos, enquanto “outros” seriam aqueles que tensionam a ordem social considerada ideal e pacífica.

A organização criminosa PCC 1533 foi eleita por essa parcela dos não eleitos para sim, tensionar a ordem considerada por alguns como ideal e pacífica.

Cartilha de Conscientização da Família da organização criminosa PCC 15.3.3

Os mais abastados raramente são de fato punidos pela lei

Tem sido usual no seio social, a opinião no sentido de concepção da pena como instrumento de vingança e castigo, assim poucos se lembram de que a finalidade da pena é retributiva, preventiva e ressocializante, conforme consta da própria Lei de Execuções Penais, sendo defendida pela maioria dos doutrinadores, é a teoria da finalidade utilitária da pena, daí a necessidade de vinculá-la à coação, na condição de resposta a algo ou a determinado fato.1

Porém, o que não se pode desconsiderar é que a pena, pelo menos no que diz respeito ao direito penal, é um exercício de poder do homem sobre o próprio homem.

Já fizemos breve exposição sobre a pena, baseada em Michel Foucault, no que diz respeito à questão do suplício, que nada mais é do que uma pena na qual a coletividade se “apropria” do corpo do condenado como forma de dominação e repressão a ações contrárias ao status quo estabelecido àquela época.

É incoerente afirmar que a pena será maior ou menor, mais ou menos intensa, de acordo com o contexto histórico em que é definida e aplicada.

A prisão como forma de protejer as elites

Vera Malaguti Batista2  instrui a questão explicando que “na primeira metade do século XIX, a possibilidade de rebeldia começa a assombrar as elites.

Os números de delitos contra a propriedade aumenta desde o final do s éculo XVIII”, haja vista que “as necessidades da burguesia modelaram amplamente as funções de defesa social do direito penal, e mantiveram as antigas diferenciações de classe da legislação penal.

E completa a autora explicando que a prisão se converte na pena mais importante de todas no mundo ocidental.

Essas penas tomaram diversas formas e gradações de acordo com a gravidade do delito e com a posição social do condenado.

Fica de fácil apreensão, neste contexto, que a pena não atinge a todos de forma igualitária, já que, como exposto anteriormente no caso das prisões, os mais abastados raramente sofrem as conseqüências na prática de determinado ilícito e, assim, a pena não cumpre qualquer papel no que diz respeito à restauração da justiça.

Camila Cardoso de Mello Prando3 complementa o assunto lecionando ser praxe entre os historiadores, que o “controle punitivo se desenvolve em consonância às mudanças estruturais relativas ao novo sistema econômico e político capitalista”, completando a discussão ao expor que “o foco principal recai sobre o surgimento das prisões enquanto punição central desta nova forma de controle.”

Até aqui é possível conceber uma ideia básica a respeito da pena, mas também é necessário entender que, aliada à norma, ela tem a finalidade de tutelar os bens jurídicos garantidos pelo Estado.

Juridiquês para justificar o injustificável

Em outras palavras, seu caráter repressor busca impor aos agentes que compõem o tecido social o alerta de que o desvio de conduta nas normas pré-estabelecidas será punido e, dessa forma, tenta evitar o aviltamento dos referidos bens, mas aqui novamente se torna necessário expor a fragilidade de tal conceito, uma vez que a pena não tem caráter erga omnes, pelo menos no que diz respeito à posição social do criminoso.

Todavia, há que se destacar como fator principal deste tópico o caráter de retribuição e ressocialização da pena. Para isso basta uma simples consulta ao Código Penal brasileiro, especificamente em seu artigo 59, para compreender que:

O juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e conseqüências do crime, bem como ao comportamento da vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime:

I – as penas aplicáveis dentre as cominadas;
II – a quantidade de pena aplicável, dentro dos limites previstos;
III – o regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade;
IV – a substituição da pena privativa da liberdade aplicada, por outra espécie de pena, se cabível.

Fonte e Biografia

Este texto é um trecho da Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP, do Dr. Gerciel Gerson de Lima, sob orientação da Professora Doutora Ana Lúcia Sabadell da Silva do Núcleo de Estudos de Direitos Fundamentais e da Cidadania em 2009 – SISTEMA PRISIONAL PAULISTA E ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS: A PROBLEMÁTICA DO PCC – PRIMEIRO COMANDO DA CAPITAL.

  1. Cf. JAKOBS, Günther; MELIÁ, Manuel Cancio. Direito penal do inimigo: Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2007. p.22.
  2. BATISTA, Vera Malaguti. Difíceis ganhos fáceis. Rio de Janeiro: Renavan, 2003. p.46.
  3. PRANDO, Camila Cardoso de Mello. A contribuição do discurso criminológico latino-americano para compreensão do controle punitivo moderno: controle penal na América Latina. In: Veredas do Direito.  Belo Horizonte: Escola Superior Dom Helder Câmara, jan.-jun. de 2004. p.79.
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