A facção criminosa brasileira PCC e a uruguaia PCU

A facção criminosa Primer Comando Uruguayo (PCU)

A facção criminosa Primeiro Comando da Capital atua no Uruguai em parceria com grupos criminosos locais, como o Primer Comando Uruguayo (PCU).

O PCU é a responsável pela logística e segurança do esquema de parte do tráfico do PCC em território uruguaio.

A apreensão de grandes carregamentos de drogas, oriundos do Uruguai, em diversos portos pelo mundo comprova a existência dessa rota alternativa de tráfico do PCC 15.3.3.

Uma menor rigidez na fiscalização fizeram do porto de Montevidéu uma opção para suprir o mercado europeu com as drogas colombianas.

Já na Argentina, a principal rota ligando ao Paraguai é a hidrovia do rio Paraná-Paraguai, que possui poucos controles em ambos os lados da fronteira, mas um complexo nível regulatório para controlar as barcaças.

Normas internas del Primer Comando de la Capital PCC — el grupo criminal PCC 1533

facção criminosa envia drogas da América do Sul para a Europa.

Desde junho de 2020, as autoridades uruguaias reconhecem a presença da organização criminosa paulista, atuando em parceria com grupos locais.

facções aliadas, neutras e inimigas do PCC

Essa união entre criminosos permitiu cooptar ou coagir os agentes públicos responsáveis pela repressão e de Justiça através de bombas, ameaças, sequestros, e subornos.

facção criminosa mata militares em base naval de fortaleza de cerro

O assassinato sem precedentes de três soldados no Uruguai, alerta para a ousadia crescente dos criminosos em um país há muito considerado um dos mais seguros.

No início da manhã de 31 de maio, foram localizados os corpos de três soldados que foram executados na base naval de Fortaleza de Cerro, em Montevidéu.

Uruguai: Primeiro Comando da Capital reposicionando o crime

Em três anos, o Uruguai deixou de ser um paraíso para lavagem de dinheiro para ser um importante entreposto para o tráfico internacional.

O Primeiro Comando da Capital passou a usar o Uruguai como interligação entre a Colômbia, o Paraguai e a Bolívia à Europa.

O porto de Santos continua sendo a principal saída do PCC, mas recentemente abriram outras rotas, como a Hidrovia ou o porto de Montevidéu.

Clarìn

Manifesto del Primer Comando Capital — el organización criminal brasileña PCC 1533

PCC-PCU é resultado da Política Carcerária do Uruguai

O PCU é resultado da política de Segurança Pública latino-americana de encarceramento em massa, que lotam as prisões com uma massa amorfa.

As prisões sul-americanas passaram a ser centros logísticos, de treinamento e doutrinação do Primeiro Comando da Capital.

O aprisionamento em massa sem critério de separação por periculosidade e faixa etária, permitiu que em 2009 o Primer Comando Uruguayo estivesse atuando depois de poucos meses em contato com facciosos brasileiro e paraguaios dentro das prisões uruguaias.

Graham Denyer Willis e Benjamin Lessing explicam que dentro dos presídios e no meio de milhares de soldados prontos para serem doutrinados na filosofia e nas estratégias da organização fica fácil para as chefias da facção ficarem protegidas de seus inimigos e se dedicarem ao gerenciamento dos negócios da facção.

Como o PCC chegou a outros países sul-americanos

Estatuto del Primer Comando Capital PCC 1533— el banda criminal brasileña PCC 1533

PCC 1533 – 24 ANOS – PARABÉNS E FELIZ ANIVERSÁRIO!

Parabenizo pelo aniversário, inicialmente, a geração que viveu o Regime Militar – regime que criou o ambiente propício para o nascimento da organização PCC –, que cuidou e alimentou a filha mais velha da família do Crime Organizado, a Falange Vermelha, em seus primeiros anos de vida. Essa, por sua vez, depois de crescidinha, ensinou os primeiros passos a seus irmãos mais novos em todo o país.

Parabenizo também a geração que viveu durante os regimes democráticos, a princípio com os governos moderados do PMDB e PSDB que, sob o manto da moderação, acalentaram as facções em sua infância; depois, os governos de caráter popular do Partido dos Trabalhadores fortaleceram esse grupo em sua pior fase: a adolescência.

Parabenizo, finalmente, essa nova geração que tem que conviver com ou enfrentar a questão das facções criminosas – agora profissionalizadas, violentas, mais organizadas e com proteção social e midiático. Quanto maior o desafio, maior será o louro da vitória – seria uma vitória e tanto, mas, pelas características culturais brasileiras, provavelmente não será alcançada, ainda.

Claro, podemos nos “incluir fora” do rol dos causadores dos problemas, como se nós, enquanto população, não tivéssemos participado por ação ou omissão no que está aí. Seguimos, então, acusando os governos, o destino, a globalização, a chegada do Apocalipse…

Os admiradores do Regime Militar e os democratas de todos os matizes jamais admitirão que são os pais do Primeiro Comando da Capital, chamado pelos colegas de PCC 1533; eu, comodamente, também negarei a paternidade.

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Mas o fato é que tudo começou assim:

Nasceu em 1979 a Falange Vermelha na Prisão da Ilha Grande, localizada na formosíssima Angra dos Reis, durante o governo do último presidente da república do Regime Militar, o General João Batista Figueiredo, já com as bandeiras de apelo social do fim da opressão do sistema carcerário e o abandono pelo Estado dos morros cariocas.

Para que uma criança nasça, é necessária a união de duas pessoas de gêneros distintos, e os militares resolveram essa questão colocando em uma mesma cela bandidos comuns de alta periculosidade e prisioneiros políticos – nove meses depois nasceu a Falange Vermelha.

Amanhã postarei uma antiga entrevista de alguém que participou dos primeiros anos da Falange Vermelha, contando mais sobre as características dessa organização em seus primórdios. Desta forma, será possível analisarmos a evolução de pensamento e de condução da facção até os dias de hoje.

Confesso a Deus Onipotente, à bem-aventurada sempre Virgem Maria, aos santos apóstolos, a todos os Santos e a vós, Padre, porque pequei, por que aplaudi e me calei quando em 1979 o governo colocou os “bandidos políticos e comuns” em uma mesma cela, e eu em pensamentos e palavras apoiei, mea culpa, mea culpa, mea máxima culpa, portanto, rogo a ti Padre, que rogueis por mim a Deus Nosso Senhor.

O estudioso Diorgeres de Assis Victorio do Canal Ciências Criminais me lembra que originalmente o lema Paz, Justiça, e Liberdade, era utilizado apenas pelo Comando Vermelho, enquanto o Primeiro Comando da Capital adotou o “Liberdade! Justiça! E Paz!”, conforme consta nos primeiros estatutos apreendidos pelas autoridades policiais.

SOBRE ESSE ASSUNTO MAIS DOIS TEXTOS:

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O PCC faz segurança terceirizada em São Paulo

Outro dia, descobri que é possível assistir a filmes da Netflix que não são aqueles que os algoritmos escravizantes nos indicam; beleza, então resolvi escolher algum país diferente, para fugir do arroz com feijão cinematográfico, e optei pelos filmes indianos. Legal, assisti Kabali, Sarkar, Raees, entre outros; esses dois últimos me lembraram muito o Brasil, diferente “pero no mucho”.

Lá, e não aqui, existem gangues às quais a população mais pobre vai recorrer quando precisar que a justiça seja feita. É interessante ver que a estrutura geral de regras, costumes e brigas pelo domínio de áreas lá não é muito diferente daqui.

Em todos os filmes, o tráfico está, de certa forma, aliado aos políticos. Ainda bem que isso não acontece aqui, mas em Raees, que se passa na província de Gujarate, existe uma estrutura organizacional que gere os traficantes e, sendo assim, não existem, a princípio, mortes desnecessárias.

Bem, isso acontece lá na Índia, vamos voltar para nosso assunto aqui no Brasil…

O pesquisador Roberto Cordoville Efrem de Lima Filho, em seu trabalho MATA-MATA: reciprocidades constitutivas entre classe, gênero, sexualidade e território, afirma:

“[…] Na Paraíba, inexiste uma organização equiparável ao Primeiro Comando da Capital, o PCC, cujas estratégias de controle de conflitos e do mercado de drogas minimizam contundentemente os números de mortes nas periferias de São Paulo, como Gabriel Feltran demonstrou. […] Em 2002 e 2012, os números de homicídios em João Pessoa cresceram vertiginosamente.
[…]
Práticas de Estado não são excludentes do crime, não necessariamente se antagonizam ao crime. Pelo contrário, participam do crime, compõem a criminalização, negociam ou cumpliciam com o crime. Mais explicitamente em determinados contextos, como aqueles investigados por Gabriel Feltram, o crime produz governo, governo produz crime.”

(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); Depois de ler esse trecho final do trabalho de Lima Filho, acho que ele assistiu aos mesmos filmes que eu. Ah! Coloco aqui um gráfico que demonstra a queda do número de homicídios desde o início do período Alckmin. Ei!, isso não é uma afirmação minha, apenas é o que demonstra o gráfico.não sou nem deixo de ser estou mostrando o gráfico.

Dizem alguns que houve um acordo com o Primeiro Comando da Capital para diminuir o número de mortes no estado. Eu não sei se é verdade, mas no vídeo que coloquei no início deste texto é falado sobre a prisão de membros do PCC que executaram um rapaz, pois ele cometeu um assassinato mesmo sabendo que isso é proibido. Cada um que tire suas conclusões, mas o que sei é que Lima Filho tirou a seguinte::

“De acordo com Feltran, a substancial diminuição dos números de homicídios em São Paulo entre os anos de 2006 e 2011 resultou do estabelecimento de um único dispositivo de gestão da violência letal, produzido nas tensões entre políticas estatais e criminais – sendo essas última, sobretudo, as do Primeiro Comando da Capital. Os regimes de governo e crime – distintos e pretensamente autônomos, mas coexistentes – sofreram choques entre si bastante funcionais para ambos: ‘observa-se que deste conflito entre políticas do crime e políticas estatais produz-se uma espécie de ‘terceirização’ da segurança pública, na qual o governo segue sendo o ator central da tomada de decisões e o crime aquele que ordena territórios e grupos específicos nas periferias da cidade”.
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Primeiro Comando da Capital: família e religião

Fala pra mim: quem é que merece ler um trabalho acadêmico que só de agradecimentos tem 12 páginas?!!!

Assim é o trabalho de Roberto Cordoville Efrem de Lima Filho, chamado MATA-MATA: reciprocidades constitutivas entre classe, gênero, sexualidade e território

Bem, respondo a questão anterior: eu mereço, e todos os que gostam e tem paciência de ler um texto longo e bem elaborado com frases bem construídas também merecem. O capítulo de agradecimentos do trabalho de Lima Filho começa assim:

“Daqui de onde escrevo, ouço os clarins. As linhas do texto se movimentam, talvez mesmo dancem, à ansiedade do seu próprio fim e dos lampejos do carnaval que toda esquina de Recife promete.”

Voltemos ao nosso foco.

O Primeiro Comando da Capital PCC 1533 é um grupo que tem a fé como um de seus pontos fortes. Isso, a meu modo de ver, é consequência pura e simples da proximidade que seus membros têm com a morte e com o sofrimento. É muito mais fácil para um garoto entediado, em seu apê, teclando besteiras, ser ateu que um moleque PCC que está no corre.

Lima Filho, no entanto, coloca dentro da mesna construção as ideias de “família” e de “religião” dentro da facção. Da mesma maneira, alinha a forma carinhosa pela qual os membros se chamam (“irmão”, “cunhada”, “prima”), à questão da religião, como fica claro no vídeo que encabeça essa matéria e que termina assim:


“Se Deus é por nós quem será contra nós? Por que Ele é justo! É o 15 porra!”

(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); Assim como aconteceu com a incorporação do conceito de família, fatos e costumes da cristandade e do sincretismo também foram absorvidos pelos integrantes do PCC, mas disso falaremos em outro artigo. Lima Filho analisa que os jovens PCCs utilizam-se dessa ferramenta para enfrentar o conflito entre a vida do crime e os “padrões de conduta ligados aos valores da família, da religião, do trabalho e da ascensão”.

O ideal de “família modelo”, de “família operário” ou “família de trabalhadores” (e eu acrescento um termo que já não ouço mais: “família de bem”), citados por Lima Filho não teriam morrido mas apenas sido incorporados na organização:

“… o uso pelo Primeiro Comando da Capital de um léxico que aciona noções de ‘família’ e ‘religião’” teriam o poder de recompor as “‘famílias’ e das ‘casas’, não mais como oposições ao ‘mundo do crime’, agora formadas por trabalhadores e bandidos.”

O trabalho de um PCC não difere de outro qualquer, pelo menos a partir do ponto de vista que foi criado dentro da sociedade em que vive. O garoto, o “vaporzinho”, que está começando a caminhada, busca a conquista do respeito da mãe e da comunidade, além do crescimento profissional:

“… a presença de filhos trabalhadores que preenchem a mãe de orgulho e garantem a estrutura simbólica do grupo familiar enquanto o sustento material da casa acaba sendo garantido pelos filhos do crime; mas, sobretudo, os bandidos que, ao saírem de casa depois do almoço, lembram que precisam “trabalhar’…”, escreve Lima Filho.
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As arlequinas abandonadas do Primeiro Comando PCC.

Nesse fim de semana levei a esposa de meu sobrinho, que está passando uns tempos em Aparecidinha, e o que vi me fez recordar algumas considerações feitas pelo mestre em antropologia Clésio Agostinho Geraldo para a Revista de Ciências da Educação da UNISAL.

No entorno do CDP de Sorocaba centenas de pessoas, quase todas mulheres aguardavam desde as primeiras horas do dia para poderem entrar e visitar seus filhos, maridos, pais. Ninguém está feliz de estar ali, mas a tristeza não é o que domina, afinal a vida é assim.

Eu, da mesma forma que muitos dos que lá estavam não ia entrar, pelo menos não daquela vez, talvez nem como visita. Ficamos do lado de fora. Apenas observo com o respeito que o ambiente determina – as regras do 1533 são claras e a justiça é rápida.

Ali circulam as “irmãs”, “cunhadas”, “sogras”, “companheiras”, aliadas e algumas garotas que foram para cumprir alguma missão específica – as aspas estão alí pois o sentido familiar não é o tradicional, vale para a família 1533 e todos tem que respeitá-lo.

“Contemplei. Não pelos motivos lascivos que ocupam a cabeça do leitor impuro. Razões sociológicas –juro, juro” — João Pereira Coutinho.

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O que eu observei foi o aspecto psicológico daquele momento, e isso me trouxe a mente o estudo do mestre Geraldo. Será que em uma penitenciária feminina seriam vistos tantos homens esperando para visitar suas mães, filhas, esposas? Os homens fariam fila nos portões pela madrugada adentro?

As arlequinas são abandonadas pelos companheiros e isso não é uma teoria, é fato. Nossa sociedade considera isso normal e até as garotas do PCC não estranham a situação e criam justificativas para o abandono, afinal seus companheiros também são do mundo do crime.

“Uma leitura apressada diria que biologia é destino: inconscientemente, habita ainda em nós o velho macaco, e a velha macaca, com suas manhas de sobrevivência e reprodução”, escreve João Pereira Coutinho citando o prof. David Ludden.

Muitas das arlequinas amam essa vida, mas a maioria sonha com uma vida em uma família tradicional com seus maridos, filhos, morada limpa, conversa com as amigas em frente de casa e em paz, sem medo de ser feliz, sem medo da justiça e da perda da liberdade.

O mundo do crime e do Primeiro Comando da Capital é feito para homens. As mulheres que nele entram enfrentam muito mais que a maioria do que se dizem homens poderiam suportar. Quer saber se entraram nessa vida por escolha ou foram forçadas a isso?

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O medo e o ódio alimentam o Primeiro Comando.

O inglês Thomas Hobbes, morto há mais de trezentos anos, volta para nos assombrar. Ele descreveu claramente em Leviatã o discurso de medo e ódio que envolve, acusa, mantém, e protege a organização criminosa Primeiro Comando da Capital PCC 1533.

A pesquisadora Yara Frateschi durante o Programa Café Filosófico CPFL definiu a concepção hobbesiana de indivíduo como: “indivíduo individualista”. Era esta a chave que eu precisava para entender o conceito do que é o PCC como um corpo.

A “Família 15.3.3” é um grupo fechado e muito unido, onde todos se vêem como irmãos e companheiros, mas que ao contrário da auto imagem propagada, se constitui de homens e mulheres mobilizados sobretudo pelo princípio do interesse próprio.

Essa seria a grande jogada de domínio por parte da liderança, pois seus integrantes se tornam presas e algozes do medo e do ódio, e essas são as duas grandes turbinas que geram a energia para o crescimento exponencial da organização.

Na medida em que cada um luta dentro da organização para garantir e ampliar seu espaço encontram forte resistência. A camuflada mas feroz luta interna, forja seus soldados para a guerra ao mesmo tempo em que medo e o ódio esse sistema o fortalece.

Toda essa energia concentrada tem que ser extravasada, mas algumas forças sociais já demonstraram que podem se contrapor, como foi o caso da reação das forças policiais em 2006 que ceifaram centenas de integrantes da facção.

Dessa forma a liderança do Primeiro Comando da Capital, não disposta a seguir para seu Waterloo enfrentando as forças públicas diretamente, optou por concentrar o medo e o ódio de seus integrantes contra as outras facções criminosas.

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(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); Pudemos sentir a explosão dessa energia na forma com que seus membros perseguem e matam os membros do Comando Vermelho CV, Família do Norte FDN, e do Sindicado do Crime SDC. Marcola, assim como o Rei Menelau, utilizam razões emocionais para garantir que o medo e o ódio garantam vantagens estratégicas e econômicas.

A metodologia hobbesiana aproveitada pela equipe de Marcola brecou uma guerra declarada contra o Estado brasileiro e contra a sociedade organizada em 2006 em um momento em que a organização Primeiro Comando ainda estava em vantagem estratégica.

A força moral conquistados durante os ataques não foi perdido e os lucros foram capitalizados na estruturação da nova estratégia. Em pouco mais de uma década quase todos os estados brasileiros estão sob o domínio do PCC e agora os países fronteiriços começam a ser invadidos.

O inglês Thomas Hobbes mostrou o caminho para a liderança do Primeiro Comando, no entanto, Isaiah Berlin, outro inglês, diz que é questão de tempo para esse esquema falhar simplesmente por que nenhum projeto de perfeição sobrevivem por muito tempo.

Os interesses individuais de cada um da liderança e de cada um de seus liderados entrarão em conflito constantemente até um ponto de ruptura irreversível, no entanto até esse momento o crescimento será vertiginoso.

Da mesma forma aqueles que se contrapõe e lutam contra a facção paulista também utilizam-se do discurso do medo e do ódio.
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Estatuto do Primeiro Comando da Capital PCC 1533.

Revisto e atualizado em 2017.

A Sintonia Final comunica a todos os irmãos que foram feitas algumas mudanças necessárias em nosso Estatuto. O PCC foi fundado em 1993. Comemoramos esta data no dia 31 de agosto de todos os anos, mas 24 anos se passaram e enfrentamos várias guerras, falsos criminosos foram desmascarados, sofremos duros golpes, fomos traídos inúmeras vezes, perdemos vários irmãos, mas graças a nossa união conseguimos superar todos os obstáculos e continuamos crescendo.

Nós revolucionamos o crime impondo respeito através da nossa união e força que o certo prevalece acima de tudo com a nossa justiça, nós formamos a lei do crime e que todos nós respeitamos e acatamos por confiar na nossa justiça.

Nossa responsabilidade se torna cada vez maior porque somos exemplos a ser seguido.

Os tempos mudaram e se fez necessário adequar o Estatuto à realidade em que vivemos hoje, mas não mudaremos de forma alguma nossos princípios básicos e nossas diretrizes, mantendo características que são nosso lema PAZ, JUSTIÇA, LIBERDADE, IGUALDADE e UNIÃO acima de tudo ao Comando.

Que o novo Estatuto faça juz a cara que o Comando tem hoje e com o apoio e união de todos almejamos crescer cada vez mais, fortalecendo a ajuda aos que necessitam.
Agradecemos todos os irmãos que se dedicam pela nossa causa e qualquer dúvida procure a Sintonia para que possíveis dúvidas sejam esclarecidas.

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1 Item:
Todos os integrantes devem lealdade e respeito ao Primeiro Comando da Capital, devem tratar todos com respeito, dando bons exemplos a ser seguidos pela massa, acima de tudo ser justo e imparcial.

2 Item:
Lutar sempre pela PAZ, JUSTIÇA, LIBERDADE, IGUALDADE e UNIÃO, visando sempre o crescimento da organização, respeitando sempre a ética do crime.

3 Item:
Todos os integrantes do Comando tem por direito expressar sua opinião e tem o dever de respeitar a opinião de todos. Sabendo que dentro da organização existe uma hierarquia e uma disciplina a ser seguida e respeitada. Aquele integrantes que vier a causar divisão dentro do Comando, desrespeitando esses critérios, será excluído e decretado.

4 Item:
Aquele integrante que for para rua tem a obrigação de manter o contato com a Sintonia da sua quebrada ou da quebrada que o mesmo estiver. Estar sempre a disposição do Comando, a Organização necessita do empenho e união de todos os integrantes. Deixamos claro que não somos sócios de um clube e sim integrantes de uma Organização Criminosa, que luta contra as opressões e injustiças que surgem no dia a dia e tenta nos afetar. Sendo assim, o Comando não admite acomodações e fraquezas.

5 Item:
Todos os integrantes que estiver na rua, tem a mesma obrigação, sendo ele estruturado ou não, porém os estruturados tem condição de se dedicar ao Comando e quando possível participar de projetos que venham a criar soluções desamparo social e financeiro para apoiar os integrantes desamparados.

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6 Item:
O comando não admite entre seus integrantes, estupradores, pedófilos, caguetas, aqueles que extorquem, invejam, e caluniam, e os que não respeitam a ética do crime.

7 Item:
É dever de todos os integrantes da facção colaborar e participar dos “progressos“ do comando, seja ele qual for, pois os resultados desse trabalhos são integrados em pagamentos de despesas com defensores, advogados, ajuda para trancas, cesta básica, ajuda financeira para os familiares que perderam a vida em prol a nossa causa, transporte para cadeirantes, ou auxílio para doentes com custo de remédio, cirurgia e atendimentos médicos particulares, principalmente na estruturas da luta contra os nossos inimigos, entre várias situações que fortalecem a nossa causa ou seja o crime fortalece o crime, essa é a nossa ideologia.

8 Item:
Os integrantes que estiverem na rua e passando por algum tipo de dificuldade, poderão procurar a Sintonia para que o Comando possa ajuda-lo ir para o corre, deixando claro que o intuito da organização e fortalecer todos os seus integrantes, para que cada um tenha Condições de se empenhar também no progresso do Comando e assim nossos objetivos serem atingidos com total êxito.

9 Item:
Todos os integrantes devem ter a certeza absoluta que querem fazer parte do Comando, pois aquele que usufrui dos benefícios que o Comando conquistou e pedir pra sair pelo fato da sua liberdade estar próxima ou até mesmo aquele que sair para a rua e demonstrar desinteresse por nossa causa, serão avaliados e se constatado que o mesmo agiu de oportunismo o mesmo poderá ser visto como traidor, tendo atitude covarde e o preço da traição é a morte.

10 Item:
Deixamos claro que a Sintonia Final é uma fase da hierarquia do Comando composta por integrantes que tenham sido indicados e aprovados pelos irmãos que fazem parte da Sintonia Final do Comando. Existem várias Sintonias, sendo a Sintonia Final a última instância. O objetivos da Sintonia Final é lutar pelos nossos ideais e pelo crescimento da nossa Organização.

O que falamos neste site sobre Paz, Justiça, e Liberdade → ۞

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11 Item:
Toda missão destinada deve ser concluída. Será feita uma avaliação da capacidade de cada integrante indicado pela Sintonia, e aquele que for selecionado e aprovado tem capacidade de cumprir uma missão, e tem o dever de arcar com as despesas financeira, mas quando for possível todos os gastos ficarão sob a responsabilidade do Comando. Essas missões incluem principalmente ações de resgate e outras operações restritas ao Comando. Todos aqueles que vierem a ser resgatados, terão a obrigação de resgatar outro irmão, aquele irmão que falhar na missão por fraqueza, deslealdade, será excluído e o caso será avaliado pela sintonia, no caso de vazar as idéias poderá ser caracterizado como traição e a cobrança será a morte.

12 Item:
O Comando não tem limite territorial, todos os integrantes que forem batizados são componentes do Primeiro Comando da Capital, independente da cidade, estado ou país, todos devem seguir a nossa disciplina e hierarquia do nosso Estatuto.

13 Item:
O Comando não tem nenhuma coligação com nenhuma outra facção, vivemos em harmonia com facções de outros estados, quando algum integrante de outra facção chegar em alguma cadeia nossa o mesmo será tratado com respeito e terá o apoio necessário, porém queremos o mesmo tratamento quando o integrante do Comando chegar preso em outro estado em cadeias de outras facções e se algum integrante de outra facção de outro estado desrespeitar a nossa disciplina em nossa cadeia vamos procurar a Sintonia responsável pelo mesmo e juntos procurarmos a solução e se ocorrer de um irmão nosso estar desrespeitando, a busca da solução será da mesma forma. Deixamos bem claro que isso se trata de facções de outro estado que seja amiga do Comando.

14 Item:
Todos os integrantes serão tratados com igualdade, sendo que a nossa luta é constante e permanente, seus méritos e atitudes serão avaliadas dando prioridade para aquele que merece, esclarecendo que méritos não é sinônimo de acomodações e impunidade diante da nossa luta, tratando com igualdade para os iguais e desigualdade para os desiguais.

15 Item:
Os ideais do Comando estão acima dos conflitos pessoais, no entanto o Comando será solidário com aquele integrante que esteja certo e em desvantagem para resolver os seus problemas pessoais, o apoio será prestado, a causa será prestado, a causa será aprovada, após a avaliação direta da Sintonia.

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16 Item:
É inadmissível usar o Comando para ter benefício próprio. Se algum integrante vier a subfaturar algo para ganhar dinheiro em cima do Comando, agindo com esperteza em benefício próprio, será analisado pela Sintonia e após ser comprovado os superfaturamento o mesmo será excluído e decretado. Nenhum integrante poderá usufruir do contato do Comando para transações comerciais ou particulares sem o conhecimento da Sintonia, os irmãos que investir o capital em mercadoria ou ferramentas para negociar, podem fazer negócio com a Família e obterem seu lucro desde que não seja abusivos, pois todo o fruto desse trabalho é destinado aos necessitados em prol a nossa ideologia.

17 Item:
O integrante que vier a sair da Organização e fazer parte de outra facção caguetando algo relacionado ao Comando será decretado e aquele que vier a mexer com a nossa família terá a sua família exterminada. O Comando nunca mexeu com a família de ninguém e tais não terão paz. Ninguém é obrigado a permanecer no Comando, mas o Comando não vai ser tirado por ninguém.

18 Item:
Todos os integrantes tem o dever de agir com severidade em cima de opressões, assassinatos e covardias realizados por Policiais Militares e contra a máquina opressora, extermínios de vidas, extorsões que forem comprovadas, se estiver ocorrendo na rua ou nas cadeias por parte dos nossos inimigos, daremos uma resposta a altura do crime. Se alguma vida for tirada com esses mecanismos pelos nossos inimigos, os integrantes do Comando que estiverem cadastrados na quebrada do ocorrido deverão se unir e dar o mesmo tratamento que eles merecem, vida se paga com vida e sangue se paga com sangue.
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Como se faz para entrar como membro do PCC.

Eu não concordei com o velho François-Marie Arouet ao dizer que se olharmos com os dois olhos, enxergaremos melhor: com um olho veríamos as coisas boas, com o outro as coisas ruins. Por isso, segundo ele, seria importante evitar fechar um para abrir bem o outro.

Meu velho François, leia com seus dois olhos bem abertos como se pode ingressar no Primeiro Comando e me diga: onde está o lado bom? Eu só conseguir ver o lado negro, mesmo sem ser caolho, por isso vou lhe contar o caso do irmão Cara de Bola.

Ele, que era torre do PCC e responsável pela distribuição das drogas na cidade de Indaiatuba, explicou com detalhes como se ingressa na facção, pois caiu em uma escuta ao ligar para o irmão Boquinha. Foi assim que ficamos sabendo de tudo:

Nepotismo

O irmão X tornou-se membro da facção por ser irmão de sangue do Tio, ou irmão M, um general na hierarquia do Primeiro Comando da Capital forte em em Indaiatuba, na época. Essa é uma das formas de ingresso: sendo parente de outros membros. Nem pense em reclamar que isso é nepotismo.
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Indicação

Passado um tempo, o irmão X foi transferido para o Hortolândia III. Lá, o irmão Miltinho disse que havia um rapaz que queria “fechar a caminhada com a facção”, mas que, para ingressar, o garoto precisava ser indicado por dois padrinhos: um seria ele mesmo, irmão Miltinho, que pediu para que o irmão X fosse o outro.

Verificação

O irmão X pediu, então, para que o irmão Cara de Bola verificasse as caminhadas do garoto, vendo se ele realmente era do crime, se era de confiança ou se tinha algum impedimento para o batismo da facção.

Prova de fogo
O irmão Bola de Fogo, para ser batizado, jogou, durante os atentados de 2005,  uma bomba no Quinquagésimo Batalhão de Polícia Militar do Interior como prova de lealdade.


As ruas como caminho de acesso:

Um recado que não é meu é do Arnaldo Antunes e do Inquérito: “Aí moleque esquecido na quebrada, eu sou mais você que a Ana Maria Braga. Muita fé e muita luz na caminhada. Cada um por si não vai dar em nada, com menos ódio e mais amor nessa estrada.”


A internet como caminho de acesso:

Acorda molecada! O Primeiro é uma organização criminosa profissional e não trocam ideias com bandinetes – o irmão Cabuloso estava falando sobre isso outro dia.

Resumindo: o caminho para ser um irmão batizado do PCC é por meio da confiança mútua entre o ingressante e os outros irmãos batizados (e depois de muito tempo de [re]conhecimento pessoal), seja pelos corres da rua ou dentro do Sistema Carcerário.

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