Advogado se safa da punição por melar Tribunal do Júri

O advogado Dr. Ivan Hildebrand Romero conseguiu se livrar da punição por ter melado a seção do Tribunal do Júri — a OAB solicitou e conseguiu que o Tribunal de Justiça suspendesse a multa que havia sido imposta.

Para brecar o Julgamento de Adriano Lima, integrante do Tribunal do Crime do Primeiro Comando da Capital do Mato Grosso do Sul, o advogado alegou que seu cliente foi prejudicado pois um jurado cochilou e ficaram com seus celulares nas redes sociais durante o julgamento.

Quem acabou com cara de tacho foi o juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Carlos Alberto Garcete de Almeida, que não soube administrar o plenário e tentou jogar nas costas do advogado uma multa de 11 mil e as custas de um novo julgamento.

Para quem não lembra do caso, o Alex ficou devendo dinheiro de droga para Adriano, ele carrega o tal para um mocó conhecido como “Barraco do Vô” na Favela B13 em Campo Grande. Durante os debates, descobriram que além de pegar fiado a droga e não pagar, o moleque ainda vendia para integrantes do Comando Vermelho. Foi esquartejado vivo e seus pedaços foram jogados em um duto de agua ao lado do Condomínio Terras do Golfe. — Geisy Garnes para o Campo Grande News

Marcola, eu, e o português João Pereira Coutinho.

Marcola está preso, eu, por enquanto, não, e o colunista da Folha de São Paulo é estrangeiro. Bem, nossas histórias se cruzam em diversos momentos, apesar dos dois nunca terem ouvido falar em mim, e do fato de João Pereira Coutinho ser mais inteligente do que eu.

Outro dia uma repórter me questionou acerca de quais fontes privilegiadas que me forneceram informações sobre a opinião de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola do Primeiro Comando da Capital PCC 1533, e citando trechos das matérias que redigi. Bem… eu não queria contar, mas…

Ontem, recebi um trabalho feito por Graziela do Lago Maciel, para o Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília, no qual ela abre o bico e conta sua fonte (que é a mesma que a minha) então eu já posso revelar meu segredo.

Uma dica: o título do trabalho dela é “Comportamento da Câmara dos Deputados em Relação ao Sistema Penitenciário Brasileiro”, uma análise sobre os projetos votados na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.

Pois é, minha fonte é a mesma.
(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); Marcola depôs na Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara dos Deputados, e a transcrição do depoimento está disponível para qualquer um ler. Só que poucos querem “perdem tempo” fazendo isso. Eu não ira contar a ninguém, mas como Graziela contou, eu conto também.

A mesma repórter insistiu na razão pela qual eu continuo a escrever se não estou ganhando nada com isso. Seria eu um ativista contra a injustiça de nosso sistema carcerário por possuir uma grande massa de negros e pobres? Seria eu um defensor das minorias?

Como aconteceu em quase todas as minhas matérias nos últimos meses, Coutinho me instigou com sua crônica “Direitos das Minorias’ nem sempre respeitam os ‘direitos das maiorias”, e, com isso, ele quase me obrigou a publicar a pesquisa da Graziela.

As minorias que me perdoem, mas não estou nem aí para com elas. Estou mais preocupado com as maiorias que Graziela apresenta em seu trabalho: 99% das pessoas encarceradas no Ceará estão presas há mais de três meses sem terem sido julgadas. E tem muito mais lá!

Enquanto isso, mantemos um sistema que criou a Audiência de Custódia, na qual o preso precisa ser ouvido em até 24 horas após a prisão para ser analisada a legalidade e a necessidade de manutenção da prisão, embora nessa situação o caso em si não seja devidamente analisado.

Pegue ao acaso uma centena de processos criminais e veja quantos defensores, durante o processo, apresentaram fatos que pudessem mudar de verdade o destino dos presos. Vamos ver, me deixe fazer as contas aqui… Quase nenhum!

O sistema foi montado para que o preso fique lá, apodrecendo enquanto espera a audiência que poderá ou não provar sua inocência, afinal, alguém tem que sustentar milhares de advogados criminais (mas eu já tinha falado sobre isso aqui).

Bem, Marcola fala disso o tempo todo, mas ele já está preso, eu, por enquanto, não, e o colunista da Folha de São Paulo é estrangeiro e, sendo muito mais esperto do que eu. prefere falar da opressão da minoria LGBT na Inglaterra em vez da inJustiça no Brasil.
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Guidebook of First Command of the Capital PCC.

The Guidebook of the First Command of the Capital is mandatory for all those who have an interest in the faction, regardless of the level in which it is within the group or if it is outside the system if it belongs to the blood family of those who are inside the walls.

He runs the system through Whatsapp, messages, and is read in courtyards, cells, and meetings as a motivational program for group unity and to demonstrate that the First Command is the legitimate representative of resistance to an oppressive system that prevents insertion of the poorest.

The guidebook explains in detail how the organization works, and how its members should think and act. The Statute and the hornbook are two separate documents. The first is the Code of Right of the PCC, the second is the anti- discourse against an oppressive system and aims to explain and legitimize for its members and for society both the existence of the organization and its acts.

This document was studied by some professionals but I leave here for those who have interest the link of the work of the Postgraduate Program in Social Anthropology of the Federal University of São Carlos: “Ethnography in the Movement: Territory, Hierarchy, and Law in the PCC” de Karina Biondi.

As is to be expected in an oral culture, there are numerous variations, and with each new discovery a new universe and a new portrait of reality is presented, as shown in the hornbook found in Licorice and published in its entirety by the North Tribune .

The version that I present here is the magazine and updated in 2017 and circulates in groups of Whatsaap is a variation of the one divulged by the “general attunement of Mato Grosso do Sul”.

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PROCEDURE FOR READING IN GROUPS.

Initially, the “attunement” that is to be transmitted to the “brothers” and “companions” should respectfully remind everyone that it is only through awareness that PEACE can be achieved, even within the walls, of the difficult environments and situations that faction soldiers And their families are.

Before beginning to read, you must remember that the families of those who are deprived of liberty must be presented to the hornbook, so that they are aware and support the struggle, that life in the prisoner is painful, and to overcome this moment the relatives should be next With conscience, only then will prisoners be able to

The “tuning” must remember that each one must read, analyze, and discuss the hornbook, so that there is a constant evolution of the understanding and the dissemination happens inside and outside each prison unit in all the Brazilian states and in the countries where the faction is presented.

CONSCIENTIZATION, UNION, AND FAMILY.
For a Conscious Generation

What we seek for a better prison system are not perks but innovations, changes and rights as prisoners. Although the road leading to this reality is extremely long, arduous and difficult, no one can postpone the facts of this journey anymore.

The first step begins in raising awareness of our families who suffer from the inequities, inequalities and abandonment in which we live. Together we will fight for the fulfillment of justice and our rights, but for this we will need to be united and mobilized for the construction of a new tomorrow.

This is the evolution for a conscious generation, perfecting our shortcomings, supplying the lack of knowledge, massively supporting us in family 15.3.3 and our family of blood. Thus we overcome our difficulties and conquer what is ours by right.

Not even nuclear weapons can bring a solid and lasting PEACE without humanity facing social injustices. Where there is domination, there will always be a struggle for liberation and an end to oppression. Where there are violations of rights there will always be combat and resistance in the name of EQUALITY, hence the difficulty in maintaining a solid and lasting PEACE.

Therefore our conscious struggle, our motto is PEACE, JUSTICE, FREEDOM, EQUALITY, and UNION.

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CONSCIENTIZATION, UNION, AND FAMILY
Original revised and corrected 2017.

It all started in prison in 1992 with the most barbarous, cruel, and cowardly act: the massacre of 111 detainees in Carandiru, by Military Police Officers under the command of the government and the Public Security Secretariat of the State of São Paulo.

PEACE

Remembering and analyzing the before and the now is enough to know the meaning of this peace:

Previously it was the injustices and oppressions to which all prisoners were subjected by the security organs and the administration of the penitentiary system; The prisoners also faced violence, abuses, cowardice, mischief on the part of other prisoners, the law of the strongest, who could cry the least, rapes, robberies, extortions, unexplained deaths, beatings, and wars between gangs. Most of these abuses, conflicts and cowardice were generated as a result of drugs, the crack, but mainly because of ignorance and lack of awareness of the fight.

Before arriving in prison, apart from the injustices suffered by “Justice”, the prisoner had to fight day by day for his own life and moral risking to kill or to die at any moment. Today through PEACE in jail, the knives were transformed into hooks for the escape, the crack was expressly forbidden in the prisons, the big tricksters prisoners who committed assaults, extortions, rapes, and conflicts were signed, sent to chains of insurance, or they are out Of the reach of the crime that runs in favor of right for sure.

This was one of our first developments in crime for all, and therefore the importance of PEACE and its significance in the Penitentiary System.

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JUSTICE

Justice is the fight in the fight for our rights, for our respect, for everything that in the crime is just and right. To fight for justice, is to commit ourselves to the conquest of our spaces, respecting to be respected. Always conscious in learning, in development, and in complete maturation: body, soul, and heart. Always aiming at our cause: the just fight that we believe and that we live.

FREEDOM

Liberation from dominators, exploiters, and injustices. Freedom from the front door or the back door, and our main goal is what we all in a prison we crave day and night, gain freedom and being on the street we will fight not to lose it.

UNITY

It already exists and would be much more spontaneous if the old guidelines aimed at idealism of the cause in favor of all for better days’ conditions, but instead what they wanted was to take advantage of their loyalty for money for their own use, this greed and selfishness could only lead to a path, the division of thoughts and attitudes, how it could not be different or otherwise, the certain wins and prevails, and was the first part of this division, which the family created, and our main evolution for Crime in general also implanting as a motto the word.

EQUALITY

It is the consolidated and spontaneous meaning of this Union that we have now conquered means the work of all. The Family working as a rotating gear of assistance and assistance to all, of protection for prisoners and relatives, and a knowledge for the fight and for the right and just crime, and it is this Equality that brought us this extraordinary union that so much strengthens us to Survival and overcoming.

Equality also means valuing human life in prison because it was through it that the right to speak and hear truth, wrong and lies was won, and even so that a life is taken only for reasons of serious nature, such as treason or pilanage.

For all this the motto of the First Command of the Capital is Peace, Justice, Freedom, Equality, and Union – PJLIU.

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PERSIST AND RESIST

We do not have time for regrets and negative thoughts, these only serve to weaken our spirit, we have to persist and believe with determination and courage, because our struggle is fair and we have to move forward.

The most difficult moments are not to regret, but rather to strengthen, to overcome, and therefore persist and resist with strength, courage, dignity, manliness and conscience. Remembering that the fight is for everyone. The prisoner who acts contrary to this struggle can not be considered a warrior, or he corrects himself respecting everyone with truth and courage or will find his own ruin.

Without preparation the superiority is not really superiority, so there would be no initiative of its own and no creativity at the moment of crisis. Knowledge can overcome with intelligent actions and unexpected attitudes, surprising the enemy and winning, and therefore the importance of preparation, and awareness.

An army without culture is an army of the ignorant and can not defeat the enemy, and nothing is more important than the understanding, the support, and the loyalty that motivates in all circumstances, whether good or bad, easy or almost insurmountable. With these attitudes we will always be strengthening, but that these attitudes are spontaneous, one for all and all for one.

GOALS AND OBJECTIVES

To achieve through our UNION, together with the support of our families, a humanized prison system that grants our rights in full. After conquering this part, we will fight for the rights of citizenship that will surely be the solution to all prison problems.

The fight for citizenship rights will cover the whole country or it will be a struggle that will start in São Paulo that will have the entire prison system of all states, but to get to this point, we have to move a whole preparation first, per hour We fight for the dignity, respect and rights of the prisoner and for a humanized system.

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FIGHT FOR DIGNITY AND RESPECT

It is to conquer a humanized system in which we respect our rights as prisoners, we want revolution and changes with:

  • medical treatment of humans and not animals, with suitable medicines, competent professionals, dentists who do their job, and do not simply tear our teeth;
  • prisons without overcrowding, with work that gives us an opportunity for professionalization, without the exploitation that exists today;
  • serious vocational courses, with more time and quality for the classes, and recognition in the Teaching Department of diplomas after training;
  • internal and external judicial system with accompaniment of serious and responsible professionals to assist the prisoner and his family;
  • possibility of integration of other people besides our children, brothers, and wives, we have other loved ones who can help us in our rehabilitation, and reintegration into society;
  • the right serve the sentence near our house and our relatives; and
  • end of maltreatment, degrading, inhuman, humiliating, and cruel treatment by officials, directors, and police when making magazines.

When we win our claims, believe me, we will have a better chance of changing our lives with dignity and respect. With these achievements, other descalings and abandonments will also be automatically defeated. All of these changes directly affect our future because as professionals when we get out of prison we will have as our choice paths that will not take us back to criminality.

Inside the prisons with these changes have already begun. Humanization is already beginning there, states and authorities are obliged to supply our needs and respect our rights.

Crime works as an ever-increasing spin, comes and goes faster and more violently. All the efforts that the prisoner makes to recover are annulled by injustice, oppression, punishment, abuse, neglect, and injustice that reside in the prison system, only remaining to the prisoner when leaving to return to the world of crime.

Our relatives who equally suffer the same social injustices by the incarcerated prison system. The family that is there to help us and support because the Brazilian prison system only kills expectations for the future of the prisoner, suffers, and this suffering causes more revolt, more hate, and more violence.

This needs to change, we want respect for our rights, dignity as human beings, and chance of growth, maliciously managing to learn what we do not understand, we can destroy the old world and build a new world with perfection and awareness to become a humanized prison system .

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AUTHORITIES OMISSION

Persons, authorities, and sectors who are directly responsible for giving the professions, conditions, aid and assistance to prisoners and do not cause the rights of prisoners to be respected.

Politicians who promote candidacies based on their discourse on crime and only build prisons as deposits of men, lying to society, saying they are putting an end to crime and solving the problem of overcrowding. They lie shamelessly: state governments, public security secretariats, penitentiary administrations, police and public prosecution services, DENARC, and GAECO.

Politicians who want vows attack us by promoting more injustice and oppression within the prisons, waiting for our reactions and revolt, they appear as saviors of the country, and always using the force and uncontrolled violence inside and outside the prisons to end the revolt they And then they use the power of the media against us, we need to learn urgently to fight the connotation and overcome the forms of strategies that the authorities use against us, so we will overcome them knowing their methods of acting.

Many of the arms that support us are in the Judiciary, through their intellectuality, their coherence, and their wisdom, they try to contain oppression and assert the rights of the prisoners, fighting the overcrowding of prisons by asserting justice for the poor and for The miserable, not only to the wealthy rich.

To the judiciary we ask for justice and respect for our directors, or do not you realize all these persecutions and injustices that we are suffering? That message has to be given within a judiciary.

Many exploit the detainee’s work by taking advantage of cheap labor. We need working tools for our professionalization in a responsible and efficient way. A prisoner stays decades inside the Prison System and when he leaves he does not even have a profession, he does not have a study, he has nothing, how will he compete in the labor market?

The doors close to the one leaving the system, what we have left is the crime again, that has to change. We must demand working conditions and human growth better, if we must fight for these changes, believe the struggle will be fair and valuable do not regret, resist and persist.

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THOSE WHO HURT US

These are the oppressors who lie and exploit through the media, provoke and persecute us and our families, are these people who have the power to change the broken and inhuman prison system, but do nothing for greed and personal interests because they profit from Violence is by power, or by money:

  • Secretaries of Penitentiary Administration,
  • to Secretaries of Public Security,
  • the state governors,
  • the public prosecutor,
  • the judiciary,
  • the executives of the companies that operate our service, and the
  • the directions of the prisons.

They are the ones most responsible for the increase in crime, which with their lies and articulations have taken the prison system and public security to the chaos we are experiencing today.

Clarity to our goal, that the goals activate the conscience of all, we do not want perks but a humanized system for a better future for the whole society, because our families, our children, as well as the families and children of all those who are out Depends on respect for our rights.

But our sacrifices are for the awareness of our struggle, and that has the meaning of everything we fight for and believe that this meaning is by the most beautiful proof of love, freedom, courage and belief in the struggle.

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MINIMIZING THE LOSSES

Bet and believe in the improvement and awareness to reduce the losses in the struggles, to overcome seek to study, seek knowledge and especially seek to learn this new change, this new age.

Accompany the exchanges of political positions: who are these authorities, governments, secretaries of security, prison administration. Always be aware of their policy because they are those directly responsible for the penitentiary system. Expose our difficulties and we will conquer our rights as prisoners using the same weapons they use against us.

Advertising, publicity, the media we will massively express to society, show this forgotten side, in the scene of so many injustices and violence.

DISCLOSURE FOR A BETTER WORLD

Through this union that is already achieved the most powerful weapon and that we have is through our families, together with the awareness we become stronger, although in the long term I affirm, that we achieve everything we want and want, we will massively join with Our families trying in every way to show society the reasons we fight and the reason for our struggle, what we want, and only then will we get the support and sympathy of the society that interests us very much and we care.

We need to make them understand that we are not the monsters that the media purposefully divulge, make everyone aware that we are used and that we want to conquer our rights only and be treated as human beings so we must also understand that for this advertising and disclosure to have effects, We must unite so that society understands our motives and supports us, charging the authorities and the government with provenances and the end of this broken and apprehensive prison system.

Let’s follow the educational, informational, cultural TVs and debates. We will get several names and addresses, the family can also help us to send letters with explanatory texts, our motives what we want to count conscious, and only follow this hornbook as a base, from this the creativity is infinite, but following a line of messages Positive results.

Let our letters be spread by visits and by society, we can also write to various personalities, artists, writers, journalists, players, doctors, sociologists, psychologists, businessmen, colleges, schools, international agencies, consulates, embassies of democratic countries, but All this will be done with democratic determinations and awareness of our needs and for our messages and letters to be accepted, and understood.

We have to send letters telling examples to get space on the radios, and on the television stations. Each of the possible bodies, OAB, pastoral prison, UN, human rights, and the summit that belongs to the “MV Bill.”
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6 (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

We will have a great chance to change this story.

The unions of penitentiary agents, employees in commerce, services, and industries may also be aware of our struggle, which is not against society but against the system that oppresses them as much as oppresses ourselves.

Our family should behave with consistency and personality, can not tarnish our image while having to expose itself to the maximum, every day and everywhere. Our place is not in the hidden shadows of society, but next to it.

All means of communication should be used: text by manifest, written banners, social networks, but never forget that the messages have to be educational, showing what the book is teaching we have to show society the problems we live

PLANTING A NEW FUTURE

Following this informative and educational letter, we will reflect and analyze what we have achieved through this struggle, and if we unite in this purpose we will have good results, in the written and magazines journals as an awareness of a humanized system, and that respect our rights as prisoners, Giving us the opportunity for human growth, we will have a beautiful and deserved history, because with these renovations and changes, we can consciously choose other paths for our lives and we will be happy together with our families, after the conquest of the humanized system continues the struggle for citizenship .

Analyze and reflect on these two small words: PERSIST and RESIST.

In them lies the greatness of our struggle and the importance of winning, even if they are sacrifices, to resist and fight with courage, loyalty and determination, union and conscience.

That from this new era, seek more knowledge and learning, understanding to understand our problems, mainly to overcome them, fighting everyone equally consciously and responsibly.

DARING, FIGHTING AND WINNING. Awareness raising marriage and family.

Together we will win. – prison population of the country.
FIRST COMMAND OF THE CAPITAL – PCC 15.3.3.

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Manifesto del Primer Comando de la Capital PCC.

La imprimación del Primer Comando de capital es el conocimiento obligatorio para todos los interesados ​​en la facción, independientemente del nivel que se encuentra dentro del grupo o, si fuera del sistema perteneciente a la sangre de los que están dentro de las paredes de la familia.

Corre el sistema a través de WhatsApp, mensajería, y se lee en los patios, las células y reuniones, como un programa de motivación para la unidad del grupo y para demostrar que el Primer Comando es el representante legítimo de la resistencia a un sistema opresivo que impide la inserción los más pobres.

El folleto explica en detalle cómo funciona la organización, y la forma de pensar y actuar de sus miembros. El Estatuto y el folleto son dos documentos distintos. El primero es el PCC del Código, ya que la segunda es contra el discurso de lucha para un sistema opresivo y tiene como objetivo explicar y justificar a sus miembros ya la sociedad tanto la existencia de la organización y sus acciones.

Este documento ha sido estudiada por algunos profesionales, pero lo dejo aquí por aquellos que tienen el interés de la relación de trabajo del Programa de Postgrado en Antropología Social de la Universidad Federal de San Carlos: “Etnografía en Movimiento: Jerarquía Territorio y Ley PCC” de Karina Biondi .

Como es de esperar en una cultura oral, existen numerosas variaciones, y se presenta cada nuevo descubrimiento de un nuevo universo y una nueva imagen de la realidad, como se muestra por el Primer encontrado en el regaliz y publicado en su totalidad por la tribuna Norte .

La versión que aquí presentamos es la revisada y actualizada en 2017 y se distribuyó en grupos Whatzaap es una variación de la divulgada por la “línea general de Mato Grosso do Sul.”

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PROCEDIMIENTO PARA LA LECTURA EN GRUPOS.

Inicialmente, la “línea” que se transmite a los “hermanos” y “compañeros” es con respecto a recordar a todos que sólo la conciencia puede lograrse PAZ, incluso dentro de las paredes de los ambientes y situaciones difíciles que la facción de soldados y sus familias.

Antes de comenzar la lectura debe recordar que las familias de las personas que se encuentran privadas de libertad se presentarán el folleto, por lo que tiene conciencia y apoyar la lucha, que la vida en solitario es doloroso, y para superar este momento miembros de la familia debe ser el siguiente con la conciencia, sólo para que los presos puedan

La “línea” debe recordar que cada uno debe leer, analizar y discutir el folleto, así que hay una evolución constante de la comprensión y la difusión que sucede dentro y fuera de cada unidad de prisión en todos los estados brasileños y en países donde la facción es presente.

PRIMER DE LA CONCIENCIA, UNIÓN,
y la familia. Por una generación consciente

Lo que se busca para un mejor sistema penitenciario no son ventajas, pero las innovaciones, cambios y derechos como prisionero. Si bien es extremadamente larga, ardua y difícil el camino que nos conduce a esta realidad no puede dejar de posponer los hechos de este viaje.

El primer paso comienza en la conciencia de nuestros seres queridos que sufren de negligencia desigualdad injusticia de abandono en el que vivimos. Unidos lucharán por el cumplimiento de la justicia y de nuestros derechos, pero para eso tendrán que estar unidos y movilizados para construir un nuevo mañana.

Esta es la evolución de una generación consciente, el perfeccionamiento de nuestros defectos, el suministro de la falta de conocimiento, nos apoya masivamente en 15.3.3 familia y nuestra sangre de la familia. Así que estamos superar nuestras dificultades y conquistar lo que es nuestro.

No mismas armas nucleares pueden traer una paz sólida y duradera si no se enfrenta la humanidad injusticias sociales. Donde hay dominación, siempre habrá lucha por la liberación y el fin de la opresión. Donde hay violaciónes de los derechos siempre habrá luchando y resistencia en nombre de la igualdad, por lo que la dificultad de mantener una paz sólida y duradera.

Por lo que nuestra lucha consciente, nuestro lema es paz, justicia, libertad, igualdad, y UNION.

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MANIFESTO UNIÓN Y LA FAMILIA
Original, revisada y corregida en 2017.

Se inició en la cárcel en 1992 con el hecho pero brutal, cruel y cobarde: la matanza de 111 presos en Carandiru, por la policía militar a instancias del gobierno y la Secretaría de Seguridad Pública del Estado de Sao Paulo.

PAZ

Recordar y analizar antes y ahora acaba de conocer el significado de esta paz:

Anteriormente, las injusticias y la opresión que todos los prisioneros fueron sometidos por los organismos de seguridad y la administración del sistema penitenciario; prisioneros también se enfrentaron a la violencia, el abuso, la cobardía, ofertas torcidos por otros presos, la ley del más fuerte, que ya no podía llorar menos, violaciones, robos, extorsión, muertes inexplicables, golpes y guerras de bandas. La mayoría de estos abusos, los conflictos y la cobardía, se generaron como consecuencia de las drogas, el crack, pero sobre todo por la ignorancia y la falta de conciencia de la lucha.

Antes de llegar a la prisión, fuera de las injusticias sufridas por la “Justicia”, el prisionero tenía que luchar todos los días para su propia vida y moral arriesgar a matar o morir en cualquier momento. Hoy través de la paz en la cárcel, los cuchillos tranformaram ganchos para el escape, el as estaba prohibido en las prisiones, los presos que cometieron malandrões se firmaron robos, extorsiones, violaciones y conflictos, enviaron a Secure cadenas, o están fuera gama crimen que pasa justo a favor de la derecha.

Ese fue uno de nuestros primeros evolución de la delincuencia hacia todos, por lo que la importancia de la paz y su significado en el sistema penitenciario.

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JUSTICIA

Justicia está luchando la lucha por nuestros derechos, por nuestro respeto por todo el crimen es justo y recto. La lucha por la justicia, es comprometerse con el logro de nuestros espacios, respetando a ser respetado. El aprendizaje siempre consciente, desarrollo y maduración completa: cuerpo, alma y corazón. Buscando siempre nuestra causa: una lucha justa y creemos que vivimos.

LIBERTAD

La liberación de los gobernantes, los explotadores, y la injusticia. La libertad a través de la puerta principal o los fondos, y nuestro principal objetivo es lo que todos buscamos en un día de prisión y la noche, el aumento de la libertad y de estar en la calle luchar para no perderlo.

UNIÓN

Ya existe y sería mucho más espontánea si las viejas directrices estaban destinadas causa idealismo hacia todos a mejores condiciones de días, pero en su lugar lo que querían era tomar ventaja de su lealtad por dinero para su propio uso, esta codicia y el egoísmo sólo podía conducir a un camino, la división de pensamientos y actitudes, como no podía ser de otra manera o de otra manera, las victorias correctas y prevalece, y fue la primera parte de esta división, la familia creó, y nuestro principal a la evolución la delincuencia en general lema también el despliegue de la palabra.

IGUALDAD

Se consolidó y significado espontánea de esta Unión que tenemos hoy ya conquistado significa el trabajo de todos. La familia funciona como una ayuda para la rotación de engranajes y la asistencia a todos, desde el apoyo a los presos y sus familias, y un conocimiento de la lucha y el derecho y el crimen justo, y es esta igualdad que de una manera extraordinaria nos trajo esta unión que tanto nos fortalece para la supervivencia y superación.

La igualdad también significa que el valor de la vida humana en la cárcel porque fue a través de él que se ha ganado el derecho a hablar y escuchar la verdad, el mal y la mentira, y sin embargo, para una vida se toma sólo por razones de carácter grave, como la traición o malversación.

Por todo lo que el lema del Primer Comando de la Capital es la paz, la justicia, la libertad, la igualdad y Unión – PJLIU.

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Persisten y son resistentes

No hay tiempo para lamentos y pensamientos negativos, que sólo sirven para debilitar nuestro espíritu, debemos persistir y creer con determinación y coraje, por eso nuestra lucha es justa y tenemos que seguir adelante.

Los momentos más difíciles son de no llorar, por el contrario es fortalecer, para superar, y por lo tanto persistir y resistir con la fuerza, con valor, con dignidad, con la madurez y la conciencia. Recordando que la lucha es para todo el mundo. El prisionero que actuar en contra de esta lucha no puede ser considerado como un guerrero, o él mismo corrige respetando todo con la verdad y el valor o encontrar su propia ruina.

Sin preparación superioridad no es realmente superior, por lo que no sería propia iniciativa y creatividad incluso en tiempos de crisis. El conocimiento puede ganar con acciones inteligentes y actitudes inesperadas, sorprendiendo al enemigo y ganar, por lo que la importancia de la preparación y el conocimiento.

Un ejército sin cultura es un ejército ignorante y no puede vencer al enemigo, y nada es más importante que la comprensión, el apoyo y la lealtad que motiva en todas las circunstancias, ya sea bueno o malo, fácil o casi insuperable. Con estas actitudes siempre será el más fuerte, pero que estas actitudes son espontáneos, uno para todos y todos para uno.

Objetivos y Metas

Accede a través de nuestra unión, junto con el apoyo de nuestra familia un sistema penitenciario humanizado, para conceder nuestros derechos en su totalidad. Después de conquista es parte, vamos a luchar por los derechos de la ciudadanía que está seguro de ser la solución a todos los problemas de las cárceles.

La lucha por los derechos de ciudadanía cubre todo el país o se trata de una lucha a comenzar en Sao Paulo que contará con todo el sistema penitenciario en todos los estados, pero para llegar a este punto, tenemos que mover toda una primera preparación, por hora lucha es por la dignidad, el respeto y los derechos del prisionero y para un sistema humano.

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Dignidad y respeto para la lucha

Se gana un sistema humanizado a respetar nuestros derechos como prisioneros, que quieren la revolución y cambios con:
el tratamiento médico humano y no como animales con los medicamentos adecuados, los profesionales competentes, los dentistas que hacen su trabajo, y no sólo se limita a arrancar los dientes;

  • sin hacinamiento prisiones con el trabajo que le dan la oportunidad profesional, sin operaciones existentes de hoy en día;
  • graves de golf profesionales, con más tiempo y la calidad de la clase, y el reconocimiento de la Secretaría de Educación de los títulos después del entrenamiento;
  • sistema judicial interna y externa con el acompañamiento de profesionales serios y responsables de la asistencia al detenido y su familia;
  • posibilidad de integrar a las personas que no sean nuestros hijos, hermanos y esposas, tienen otros seres queridos que nos pueden ayudar en nuestra rehabilitación y reintegración a la sociedad;
  • derecho a comprir lápiz cerca de nuestra casa y nuestra familia; y
  • final de los malos tratos, degradante, inhumano, degradante y cruel por los empleados, funcionarios y agentes de policía para hacer las revistas.

Cuando alcanzamos nuestras demandas, créanme, vamos a tener una mayor posibilidad de cambiar nuestras vidas con dignidad y respeto. Con estos logros, otros negligencia y abandono también se acumularán automáticamente. Todos estos cambios afectan directamente a nuestro futuro por eso que como profesionales para salir de la prisión como elegimos caminos que nos pondremos en contacto con el crimen.

Dentro de las prisiones con estos cambios ya han comenzado. La humanización comienza ya existe, se requiere que los estados y las autoridades que pueden proporcionar nuestras necesidades y respetar nuestros derechos.

Delincuencia actúa como una velocidad cada vez mayor, va y viene cada vez más rápido y con más fuerza. Todos los esfuerzos que el prisionero hacer para recuperar son canceladas por la injusticia, la opresión, las penas por abusos por negligencia, el abandono y la injusticia que reside en el sistema penitenciario, simplemente en dejar al prisionero a dejar de volver al mundo de crimen.

Nuestros parientes que sufren igualmente las mismas injusticias sociales por sistema penitenciario inhumano. La familia está ahí para ayudar y apoyo para el sistema penitenciario brasileño sólo mata para el futuro del prisionero, el sufrimiento y el sufrimiento causa más angustia, más odio, más violencia.

Eso tiene que cambiar, queremos respeto de nuestros derechos y dignidad como seres humanos, y la oportunidad para el crecimiento, astutamente logrado aprender lo que no entendemos, vamos a destruir el viejo mundo y construir un nuevo mundo, con la mejora y el conocimiento para convertirse en un sistema penitenciario humano.

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AUTORIDADES desaparecidos

Personas, autoridades y sectores que son directamente responsables de dar profesiones, condiciones, ayuda y asistencia a los presos y no causen se respeten los derechos de los presos.

Los políticos que promueven aplicaciones basan su discurso sobre el crimen y sólo construyen cárceles como depósitos de hombres tendidos a la sociedad, diciendo que están terminando el crimen y resolver el problema del hacinamiento. Mentir descaradamente:

  • gobiernos de los estados,
  • departamentos de seguridad pública,
  • las administraciones penitenciarias,
  • los servicios de inteligencia de la policía y el fiscal,
  • el DENARC y GAECO.

Los políticos que quieren califican de ataque en la promoción de más injusticia y la opresión dentro de las prisiones, a la espera de nuestras reacciones y la ira, que aparecen como salvadores de la nación, y siempre utilizando la fuerza y ​​la violencia desenfrenada dentro y fuera de las prisiones para poner fin a la revuelta que causaron incluso entonces que utilizan el poder de los medios de comunicación en contra de nosotros, tenemos que aprender con urgencia para luchar contra la connotación y superar las formas de estrategias que utilizan las autoridades en contra de nosotros, por lo que la reunión superar sus métodos de actuación.

Muchos brazos que nos apoyan son el poder judicial, a través de su inteligencia, su consistencia, y su sabiduría, tratar de detener la opresión y hacer cumplir los derechos de los presos, la lucha contra el hacinamiento en las cárceles de la aplicación de la justicia para los pobres y los pobres, no sólo para los ricos ricos.

El poder judicial pregunte por la justicia y el respeto a nuestros oficiales, o no se dio cuenta de todas estas persecuciones e injusticias que padecemos? Este mensaje tiene que ser dada dentro de un poder judicial.

Muchos explorar la obra del prisionero aprovechando la mano de obra barata. Necesitamos herramientas que trabajan por nuestro profesionalismo de una manera responsable y eficiente. Un preso es décadas dentro del sistema penitenciario y cuando sale no tiene ni una profesión, no tiene ni un estudio, no tiene nada, ya que competirá en el mercado laboral?

Las puertas se cierran a la de las hojas del sistema, lo que queda es el crimen más, esto tiene que cambiar. Debemos exigir mejores condiciones de trabajo y de crecimiento humano si necesaria lucha para estos cambios, cree que la pelea va a ser justo y valioso no llorar, resistir y persistir.

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LOS DE DAÑO

Estos son los opresores que se encuentran y explotan a través de los medios de comunicación, la causa y nosotros y nuestras familias, estas son las personas que tienen el poder de cambiar el sistema penitenciario en quiebra e inhumano, pero no hacen nada por la codicia y el interés que se benefician de la persiguen la violencia es por el poder, o por dinero:

  • Departamentos de la Administración de prisiones,
  • los Departamentos de Seguridad Pública,
  • los Gobernadores del estado,
  • el fiscal,
  • el poder judicial,
  • ejecutivos de las empresas que explotan nuestro servicio, y cómo prisiones.

Ellos son los más responsables del aumento de la delincuencia, que con sus mentiras y las articulaciones llevó el sistema penitenciario y el caos de la seguridad pública en el que vivimos hoy en día.

Es evidente que nuestro objetivo, que los objetivos activan la conciencia de todos, no queremos privilegios, sino más bien un sistema humano para un futuro mejor para la sociedad, para nuestras familias, nuestros hijos, y las familias y niños de todas las personas que están fuera las paredes depende de respeto a nuestros derechos.

Sin embargo, nuestros sacrificios es la conciencia de nuestra lucha, que tiene el significado de todo lo que estamos luchando y creemos que este significado es la más hermosa prueba de amor, la libertad, el coraje y la convicción de la lucha.

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Minimizando las pérdidas.

Apostar y creer en la mejora y la conciencia para reducir las pérdidas en la lucha por superar tratan de estudiar, buscar el conocimiento y buscar principalmente para aprender este nuevo cambio, esta nueva era.

Seguir el intercambio de cargos políticos: que son: las autoridades, gobiernos, secretarios de seguridad, administración de la prisión. Siempre son conscientes de su política, porque esas son las personas directamente responsables del sistema penitenciario. Exponer nuestras dificultades y por lo tanto la conquista de nuestros derechos como prisioneros utilizando las mismas armas que utilizan contra nosotros.

Publicidad, difusión, los medios de comunicación masiva Expresemos a la sociedad, mostrando ese lado olvidado, en el escenario de tanta injusticia y la violencia.

DIVULGACIÓN DE UN MUNDO MEJOR

A través de esta unión que ya está conquistado el arma más potente y lo que tenemos es a través de nuestra familia, junto con el conocimiento en el más fuerte nos volvemos, aunque dicen que el largo plazo, tenemos todo lo que queremos y anhelamos, nos masivamente que se unan a nuestras familias que buscan todas las formas muestran la sociedad las razones por las que lucha y nuestra lucha, lo que queremos, y la única manera en que recibirán el apoyo y la simpatía de la sociedad que realmente nosotros y nos interesa se refiere.

Debemos hacerles entender que no somos los monstruos que los informes de los medios de comunicación a propósito deje todos conscientes de que estamos acostumbrados y lo que pretendemos sólo para ganar nuestros derechos y ser tratados como seres humanos por lo que tenemos que entender también que para que los efectos de la publicidad y publicación surtirem, tenemos que unirnos para que la sociedad entienda nuestros motivos y nos apoyan, las autoridades y el gobierno orígenes y al final de este sistema penitenciario en quiebra y aprensión de carga.

Haremos un seguimiento de los televisores educativos, informativos, culturales y discusiones. Vamos a tener una serie de nombres y direcciones, la familia también puede ayudar para que podamos enviar cartas con llamadas, nuestros motivos lo que le decimos consciente, y solo sigue este cebador como una base, a partir de esta creatividad es interminable, pero siguiendo una línea de puestos positivo.

Que sus cartas se dan a conocer por las visitas y de la sociedad, también podemos escribir en múltiples personalidades, artistas, escritores, periodistas, jugadores, médicos, sociólogo, psicólogo, negocios, colegios, escuelas, agencias internacionales, consulados, embajadas de países democráticos, pero todo esto se hará con las determinaciones de la democracia y conscientes de nuestras necesidades y de nuestros mensajes y se aceptan cartas, y entendido.

Tenemos que enviar cartas, diciendo ejemplos con el fin de conseguir espacio en la radio y en los canales de televisión. Cada uno de los posibles órganos, OAB, el ministerio de prisiones, de las Naciones Unidas, los derechos humanos, y la cúpula que pertenece a la “MV Bill.”

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Tendremos grandes posibilidades de cambiar esta historia.

La unión guardias de la prisión, los empleados en el comercio, los servicios y las industrias también puede estar al tanto de nuestra lucha no es contra la sociedad, sino contra el sistema que los oprime tanto como oprimir a nosotros mismos.

Nuestras familias deben comportarse con coherencia y personalidad, no puede empañar nuestra imagen al mismo tiempo que tienen que exponerse al máximo, todos los días y en todas partes. Nuestro lugar no se oculta en las sombras de la sociedad, pero al lado de él.

Todos los medios publicitarios deben utilizarse: para el manifiesto de texto, las pistas escritas, las redes sociales, pero nunca olvidar que los mensajes tiene que ser educativos, mostrando lo que el folleto está enseñando q nos muestran los problemas de la sociedad en que vivimos

La plantación de un nuevo futuro

A raíz de esta carta informativa y educativa vamos a reflexionar y analizar lo que obtuvimos a través de que nuestra lucha, y unirse a nosotros de esta manera tenemos buenos resultados en los periódicos escritos y revistas como el conocimiento de un sistema humano, y respetar nuestros derechos como prisioneros en dando oportunidad para el crecimiento humano, vamos a tener un hermoso y merecido la historia, ya que con estas reformas y cambios, puede elegir conscientemente una otros caminos para nuestra vida y ser felices con nuestra familia, después de la conquista de sistema humanizado continúa luchando para la ciudadanía .

Analizar y reflexionar sobre esas dos pequeñas palabras: persistir y resistir.

En ellos son la grandeza de nuestra lucha y la importancia de la victoria, incluso si se sacrifica, resistir y luchar con valor, lealtad y determinación, la unidad y la conciencia.

Que a partir de esta nueva era, buscan más conocimiento y el aprendizaje, la comprensión para entender nuestros problemas, especialmente para superarlos, luchando todos de la misma manera consciente y responsable.

DARE, luchar y ganar. matrimonio conciencia y la familia.

Unión hace la fuerza – la población penal en el país.
PRIMER COMANDO DE LA CAPITAL – PCC 15.3.3.

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Primeiro Comando PCC para americanos e ingleses.

Estamos cheios de pessoas com razão quando o assunto é o Primeiro Comando da Capital que é visto por uns como uma organização satânica e por outros como justos representantes contra os opressores, e isso não é bom.

Karina conseguiu manter seu estudo longe dessas certezas.

A mídia e alguns grupos políticos se comportam como membros de algumas seitas religiosas que insistem em pleno século XXI em exigir as cabeças dos membros das outras seitas religiosas.

A grande massa assiste boquiaberta aos calorosos debates, ora acreditando que a extrema direita deve assumir o poder para queimar os ímpios, ora acreditando que os ímpios são puros e maus são seus opressores de extrema direita.

O professor Jonathan Haidt do departamento de psicologia da University of Virginia aponta em seu trabalho de pesquisa sobre as bases da moralidade nas diversas culturas justamente o crescente do desaparecimento do poder do acadêmico se manter fora dessa disputa e fazer uma análise prudente das questões sociais.

Karina conseguiu manter seu estudo dentro dessa prudência.

Ela demonstra que o PCC não é um grupo de “irmãos batizados” que estão lá unidos com uma finalidade criminosa, são milhares de pessoas criminosas ou não formando uma complexa cadeia que “desafia nossa imaginação sociológica” cujo arranjo da vida social entre os detentos e em relação ao Estado criou algo novo, algo híbrido.
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O PCC ao contrário do que a maioria de seus membros acredita não existiria fora do Estado e do Sistema que não apenas o sustenta mas também o fortalece. Também se opondo a visão da maioria dos estudiosos, Karina afirma que a facção não está dentro dos presídio para substituir ou complementar suas falhas, ele é parte integrante do sistema.

Todos nós temos dentro de nós um  “preconceito inconsciente” e quem aos batem no peito dizendo que não é seu caso sugiro que nas próximas férias visitem o Templo de Apolo em Delfos, e assim como Sócrates aprendam por lá dois dos mais importantes lemas do templo: “conhece-te a ti próprio” e “nada em excesso”.

Karina manteve em seu estudo dentro essas máximas.

Assim ela descreve seu trabalho para CartaCapital:

“Minha pesquisa não oferece uma verdade absoluta. É um ponto de vista entre os inúmeros possíveis. Minha visão sobre o PCC não é nem mais, nem menos verdadeira do que a visão dos juristas, políticos, promotores, policiais. E cada um desses pontos de vista remetem a realidades distintas, todas elas absolutas em suas perspectivas.”

Bem, fica então aqui a sugestão de presente para aquele amigo ou amiga querida que ama a língua inglesa e já superou a fase de Edgar Allan Poe, Arthur Conan Doyle, e Agatha Christie. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Gegê do Mangue condenado a 47 anos e 3 meses.

A condenação imposta a Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, não foi levado a sério por ninguém. A imprensa noticiou mas deu destaque ao escândalo do ator da Globo José Mayer. Vivemos em um mundo de sonhos e ilusões.

Isso é claro e só não vê quem não quer. A condenação de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, prova essa triste realidade: foi feito um show para mostrar que a Justiça funciona, mas nada na rotina do Primeiro Comando da Capital.

Somos crianças que gritam. Temos razão e temos nossas próprias razões, mas nem a realidade nem o PCC estão preocupados com o que pensamos ou gritamos.

O Primeiro Comando da Capital não se abalou com a condenação, assim como Gegê do Mangue não mudou sua rotina e nem perdeu seu sono, mas as crianças sorriram ao ver sua condenação na televisão.

Sei que é desagradável falar assim, sei que muitos sensíveis defensores do Sistema Carcerário se irritarão ao ler esse texto, afinal foi um crime cruel. Gegê foi condenado por duplo homicídio triplamente qualificado e formação de quadrilha.

Ninguém duvida que ele tenha de fato mandado de dentro do presídio matar dois bandidos na favela do Sapé, no bairro do Rio Pequeno, Zona Oeste de São Paulo, é assim que funciona o jogo de poder dentro e fora dos presídios.

O que esse caso provou que a Justiça não funciona.

Nosso Código Penal e nosso Código de Processo Penal foram escrito por advogados para criar um mercado opressor contínuo, que criam dificuldades para depois vender facilidades em seus escritórios, são mais de um milhão de profissionais para alimentar.
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Gegê do Mangue não se incomodou com a condenação pois ela apenas serviu para que o Estado diga que está trabalhando e dê uma satisfação para a sociedade, mas até quando poderão tapar o sol com a peneira?

Os líderes da facção possivelmente agradeceriam àqueles que fortalecem o seu discurso de luta contra os opressores do sistema penitenciário dando um tratamento injusto, sem regalias, apenas com respeito e regras claras.

A maioria da população é pacífica e quer apenas viver, trabalhar e estudar. O discurso do Primeiro Comando é contra a opressão desse sistema que engana a população civil e oprime a carcerária. Os criminosos com o julgamento de Gegê do Mangue novamente saem vitoriosos.

Gegê continua livre e a sociedade agora está mais sedenta de sangue, quer que os de sempre criem ainda mais dificuldades para venderem depois mais facilidades, e assim irá até um ponto de ruptura, e já vimos o que isso significa em 2006 e no Espírito Santo.

Até quando haverão mortes de pessoas de todas as classes para se manter em pé um sistema que só serve para sustentar o próprio sistema? (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

A opressão do sistema penal é culpa dos advogados.

Eu vejo gente morta ─ quem assistiu o filme “O Sexto Sentido” não tem como não se lembrar do momento em que o garoto fala essa frase para Bruce Willis. Como no filme os fantasmas muitas vezes não são quem pensamos.

Pergunta: quem criou e exige que se mantenha esse Código de Processo Penal tão horrendo que apenas o capeta em pessoa pode entender?
Resposta: O próprio capeta.

Rafael Godoi do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo foi voluntário em uma Pastoral Carcerária Católica em penitenciárias do estado de São Paulo e publicou um artigo etnográfico pensando a população presidiária:

“Experiência da pena e gestão de populações nas penitenciárias de São Paulo, Brasil”

O que impressiona na leitura é como ele descreve o desespero do detento que se sente amarrado, perdido, e injustiçado por não saber tempo que irá cumprir de verdade. Por incrível que pareça por vezes nem sabe se foi realmente condenado:

“… somos abordados por vários presos e suas questões: “O que precisa para pedir o extrato? Número de matrícula serve?” Quando nos aproximamos, uma longa fila já está formada. Fátima procura em sua pesada sacola o maço de extratos correspondente ao “raio” em que estamos e o entrega nas mãos do “setor”, que repassa a outro que o leva para a sala da “judiciária”, a fim de organizar a distribuição – um volume grande de presos se dirige para lá…”

A descrição da visita pastoral mais parece a mesa de um escritório de despacho de um advogado público, são dezenas de dúvidas, recontagens de tempo, e apelações. Fica evidente o clima de desespero de homens que não tem ideia de quanto tempo vão cumprir e aonde.

Pergunta: Afinal a quem interessa essa realidade?
Resposta: Ao próprio capeta.
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A cada dia se criam novas regras para abrandar o “injusto” sistema penal, criando mecanismos e mais mecanismos que permitem a defesa do preso, progressões, e benefícios.

O advogado então pode apelar…
O advogado então pode pedir o habeas corpus…
O advogado pode pedir o cálculo da pena…
O advogado para montar o semiaberto…
O advogado pode montar o BI…
O advogado…

Eu ouço gente morta. ─ Como no filme os fantasmas muitas vezes não são quem pensamos, e assim acontece com o sistema penal e carcerário brasileiro: são os advogados que impedem a mudança dessa realidade?

O Primeiro Comando da Capital PCC 1533 luta contra a opressão do sistema carcerário, mas de fato será que sabe quem é o fantasma que está assombrando a comunidade carcerária? Lutam contra o governo, contra as condições do cárcere, contra os policiais e agentes, mas será que de fato esses são os problemas que os afligem?

Quantos familiares e presos não foram iludidos por promessas e mais promessas, resultados possíveis e impossíveis por parte de advogados. Afinal, os advogados não são culpados da lei ser como ela é, ou são? Por quem de fato eles advogam? (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Prisões como reality show para o seu divertimento.

Ler vários artigos dos mais diversos níveis e origens a respeito do Primeiro Comando da Capital PCC 1533 todos os dias é uma aventura. Às vezes dá muito prazer, por outras desanima.

O artigo “Reality Show das Prisões Brasileiras” do Professor Gilson César Augusto da Silva foi francamente desanimador, provavelmente por ter sido publicado em 2002 e por aqueles mistérios da internet voltou a circular agora.

Naquele tempo as prisões brasileiras estavam caóticas, com sorteio entre os presos: um por dia morria para sobrar mais espaço e melhores condições para os outros, um verdadeiro show televisivo transmitido em cadeia nacional.

Os sorteios não eram feitos em instituições administradas pelo PCC, deixando claro que a massa carcerária chegou ao seu limite de fervura, mas os detentos ainda não organizados não haviam elegido o inimigo maior, matando uns aos outros. O Primeiro Comando já escolhera um inimigo que uniu a todos: a opressão do sistema carcerário e seu controlador, o Governo. A facção fez reféns dez mil pessoas dentro dos presídios em uma dezena de rebeliões simultâneas e com uma pauta de reivindicações clara de melhorias nas condições da carceragem.

No artigo o Prof. Gilson César faz inicialmente um breve histórico da evolução do Sistema Carcerário da antiguidade até chegar nesse momento de ruptura, e aproveitou para comparar com a realidade transmitida pelo Big Brother Brasil: pessoas confinadas:
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“… os chamados “reality shows” … semanalmente um participante é eliminado … embora de discutível gosto, os programas mostram o quão difícil é a convivência humana. As casa onde se realizam esses “reality shows são verdadeiras mansões … há, ainda, boa comida, psicólogos, psiquiatras comportamentais, médicos, entre outras regalias. Além do competidor poder deixar o programa quando quiser … o que se vê em poucos dias de convivência? Pessoas extremamente estressadas, depressivas, agressivas, com reclamações de toda ordem, brigas, choros, ofensas recíprocas. É difícil a referida convivência? Sem dúvida. Mas se é difícil para os referidos participantes, com todas essas benesses, imaginem para os presos.”

O autor faz então ressalta as diferenças das duas realidades e volta a criticar o sistema carcerário, nada de novo. Bom, isso foi o que eu pensei em um primeiro momento, mas por aqueles mistérios da internet, esse artigo que agora voltou serviu para demonstrar que realmente nada mudou.

Em janeiro deste ano começaram os massacres nos presídios que apesar de terem arrefecido continuam, e assim como naquele tempo as prisões brasileiras estão caóticas, com presos morrendo todos os dias na guerra de facções para garantir mais espaço e melhores condições para cumprimento da pena, um verdadeiro show televisivo transmitido em cadeia nacional. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Polícia achou o disciplina por que se ele perdeu.

O investigador André de Sorocaba estava investigando o envolvimento de Rodrigo Teixeira Lima, assessor parlamentar do Deputado José Olímpio, em uma quadrilha especializada em desmanches de automóveis na Região de Sorocaba.

Ele já estava ficando desconfiado que tinha mais alguma coisa envolvida, que não tinha nada a ver com o que estava investigando. Rodrigo parecia era cobrado por uma outra pessoa que teriam que se encontrar para “resolver um problema”.

Então marcaram para se encontrar uma vez, e uma segunda vez, mas a pessoa que queria conversar com Rodrigo acabou não aparecendo, daí marcaram um terceiro encontro.

Se a pessoa que queria o encontro tivesse pedido o endereço talvez o crime nunca tivesse sido esclarecido, mas a pessoa não pediu. Tentou “ir a olho” e por isso fez diversas ligações para Rodrigo para poder chegar no destino.
(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); Tudo isso sob a escuta do investigador. E durante essas ligações André pescou que Rodrigo passaria por um Tribunal do Crime para averiguar se ele teria estuprado uma garota de treze anos.

Em determinado ponto da gravação aparece o trecho: “a garota que morava comigo não está mais lá, eu “dei um chute nela”.

As antenas ficaram ligadas e seguiram então o roteiro que o veículo fez até sumir ao lado do rio Tietê próximo a Estrada Parque em Itu.

Se não tivesse se perdido, Ratinho RT não teria puxado o assunto ao telefone, não teria sido seguido pelo investigador André que monitorava o celular e a movimentação pelas antenas e GPS, e assim o investigador Moacir Cova não teria conseguido localizar a placa do Gol branco que ele utilizou através das câmeras de monitoramento, e sem essa filmagens não teria conseguido chegar ao proprietário do veículo, que levou aos integrantes da facção que teriam que sumariar o suposto estuprador, que foi identificado pelo investigador Moacir Cova como sendo o disciplina da cidade: Ratinho RT.

Uma coisa levando a outra, mas se não tivesse se perdido talvez nunca tivesse sido achado e muito menos identificado como sendo o irmão disciplina de Itu do Primeiro Comando da Capital PCC 1533. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Dr. Ormeleze condena réu por tatuagem de palhaço.

Cada palhaço no meu braço é um polícia que matei.

Já vi muito ladrão ficar com os olhos vermelhos e chorar na hora da sentença. Ratinho RT, Bruno Augusto Ramos, julgado por homicídio duplamente qualificado não foi exceção, afinal foi condenado a dezoito anos em regime fechado quando já estava quase caindo para o semiaberto no tráfico que cumpria.

O que chamou a atenção nesse caso foi que o Promotor de Justiça o Dr. Luiz Carlos Ormeleze arrancou lágrimas do réu no meio da audiência, e foi nesse momento que garantiu sua condenação pela morte de Rodrigo Teixeira Lima, ex-assessor parlamentar do Deputado Missionário José Olímpio.

Nenhuma sentença é garantida antes do fim da audiência, principalmente nesse caso onde a defesa poderia ter explorado a fragilidade da acusação que dependia de dois depoimentos na delegacia que foram mudados perante o juiz: do próprio Ratinho, e de Leandro que era pessoa que estaria dirigindo o carro que levou a vítima até o local de sua morte.

Ratinho RT tinha tudo a seu favor para conseguir provar que foi forçado a confessar o crime pelo investigador Moacir Cova e pela delegada Drª. Márcia Pereira Cruz: a mulher dele e o sogro dele foram levados na delegacia por suposto tráfico de drogas e foram liberados depois que Ratinho RT assumiu o BO e abraçou o homicídio.

Toda acusação então ficou na dependência do depoimento de Leandro que mudou suas declarações no judiciário, só sobrando de verdade os indícios técnicos, que podiam ser contestados com certa facilidade pela defesa.

Ela tentou explorar esse campo de forma técnica, mas todos sabem que o que vale no Tribunal do Júri é a emoção e o sentimento transferidos pelas partes para os jurados, e o Dr. Ormeleze sabe isso melhor que ninguém.
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A ESTRATÉGIA DO PROMOTOR

No início da audiência ele perguntou para o réu se ele tinha alguma tatuagem e antes mesmo de Ratinho RT responder ele afirmou que o garoto tinha um palhaço e carpa. E perguntou então o porque do palhaço, ao que o réu respondeu que era porque gostava de palhaço quando era garoto e por isso fez o desenho.

O Promotor de Justiça ironizou, tirou sarro, e disse que na realidade os dois símbolos ligavam a ele a facção criminosa Primeiro Comando da Capital PCC 1533, mas ficou por isso mesmo…

… bem é o que todos acharam…

… na última intervenção do Dr. Ormeleze ele colocou o vídeo que anexamos nesta matéria, onde um garoto canta alegre que cada polícia que ele matou é um palhaço tatuado. O Promotor de Justiça parou várias vezes o vídeo e se voltava para os policiais presentes dizendo que eles eram heróis, que os “vermes” citados na música eram eles, mas que ele Promotor de Justiça prestava homenagem aos homens que arriscam suas vidas para proteger a vida e aos bens de todos, de cada um dos presentes fossem eles os jurados ou até mesmo o matador de polícia.

A emoção tomou conta do plenário. Nesse momento o advogado de defesa olhava para baixo e fazia “não” com a cabeça, o Ratinho RT ficou com olhos vermelhos e um princípio de lágrima começou a sair, mas só veio de fato a cair na hora da condenação. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Júri condena preso por não cumprir regra do PCC.

Se Ratinho RT (Bruno Augusto Ramos) teria cumprido a regra do Primeiro Comando da Capital de “sumariar” o acusado Rodrigo antes de executá-lo, eu não sei, mas esse foi o foco do debate entre o advogado de defesa e a Promotoria de Justiça, no caso do assassinato de Rodrigo Teixeira Lima, presidente da Associação dos Moradores da Cidade Nova, e ex-assessor do Deputado Missionário José Olímpio.

Graham Denyer Willis em seu livro “The Killing Consensus: Police, Organized Crime, and the Regulation of Life and Death in Urban Brazil” nos convida a abandonar nossas ilusões e enfrentar o fato que policiais e facções criminosas mantém uma normalidade dentro de nossa sociedade através de mecanismos de justiças que não apenas são conhecidos, mas reconhecidos e parcialmente aceitos pelo restante da sociedade.

Ratinho RT foi condenado a 18 anos de reclusão em regime fechado pelo assassinato, mas a dúvida que restou no final do julgamento não foi se ele cometeu ou não o crime, mas se ele cumpriu as regras da facção Primeiro Comando da Capital 1533 ao cumprir a execução.

Como os fatos como foram apresentados no Tribunal:

Gabi, uma garota de 13 ou 14 anos, “ficou” com o Rodrigo em uma das muitas festas que ele promovia e onde álcool e drogas circulavam em abundância, mas ele não estava afim dela e a “chutou para fora”. Ela também se relacionava com um irmão da facção chamado Zóio da Cidade Nova em Itu, e como não aceitou ter sido desprezada por Rodrigo contaminou Zóio dizendo que tinha sido estuprada. Zóio teria cuidado ele mesmo, mas foi morto em troca de tiros com a polícia…

… mas o veneno já estava no ar, na boca do povo, e nas redes sociais, daí alguém pediu providência ao Comando para aplicar a Lei do Crime que pune com a morte estupradores, mas antes tem que ser sumariado, isto é ouvido e julgado. Foi decidido que Ratinho RT ia sumariar o Rodrigo e se o tribunal decidisse ele seria morto.

Quando Rodrigo morreu Gabi comemorou nas redes sociais, mas depois caiu a ficha e viu a besteira que tinha feito. Segundo palavras do investigador Moacir Cova: “Ela sabia a caca que fez , é mil vezes certeza que ela não foi estuprada”.
(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); Não tinha cabimento o que ela dizia: com ela tinha uma amiga que não quis ficar com o Rodrigo e foi embora e ele não impediu, Gabi ficou porque quis na casa dele, e lá ele teve todas as chances possível de fazer com ela o que quisesse e nada fez.

Ela disse que ele tentou a estuprar no carro quando estava a levando embora, o que não tem lógica. Outra coisa que chamou a atenção é que o Rodrigo em nenhum momento negou que tivesse ficado com ela e sequer negou o relacionamento, só estranhou que estavam falando que tinha sido estupro, e confiou que indo falar sua versão para o Comando tudo ficaria esclarecido.

Pelo que um dos envolvidos no caso disse ele não teve tempo de se defender. Eles passaram pelas câmeras de monitoramento às 20:16 e voltaram depois de chegar ao local do julgamento, ouvir o acusado, e executá-lo menos de dez minutos. O companheiro que estava dirigindo declarou que depois que Ratinho e Rodrigo desceram do carro foi o tempo dele manobrar o carro e o cara já estava morto.

Moacir Cova declarou que “Ratinho é um molecão novo rendo subir rápido no Partido. Essa morte tinha que acontecer para ele ser respeitado e parecer poderoso no bairro e no crime”. Bem, isso lá ele conseguiu além é claro da pena de 18 anos pelo assassinato e mais 8 por tráfico de drogas. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Nuremberg, Coronel Ubiratan, e a justiça ou injustiça.

“Nuremberg às Avessas”: o Massacre do Carandiru e as decisões de responsabilidade em casos de violações de direitos humanos, é um estudo publicado por Marta Rodrigues de Assis Machado, Maria Rocha Machado, e Luisa Moraes de Abreu Ferreira, no qual discorrem sobre a divisão individual de responsabilidade e os direitos humanos no caso do Massacre do Carandiru. Um belo trabalho publicado na Revista Cultura Jurídicas para o qual deixo um link.

Em determinado ponto elas lembram que o PCC 1533 foi inicialmente acusado de ser o mandante do assassinato do Coronel Ubiratan, hipótese prontamente negada pelo governo e depois descartada nas investigações policiais, o caso é que o Cel. Ubiratan está morto e sua ex-namorada Carla Cepollina, que foi acusada do homicídio foi inocentada. Um crime sem punição.

Sob o título de “A morte da Justiça”, Daniela Arbex escreve: “Dói assistir a morte da Justiça. Precisamos, urgentemente, de esperança e de magistrados que definam a pena não pela cor dos réus e sua condição social, mas pelo critério único da aplicação de uma lei que valha para todos”. (link)

Faço minha suas palavras, mas Daniela Arbex busca justiçamento e não justiça.

Ela reclama que a Justiça faz distinção da condição social dos réus, quando os policiais e presos pertencem a mesma classe social. Cobra um único critério de aplicação para a normas legais, no entanto pede a condenação dos policiais não por critério jurídico mas por conveniência social pois devido a impunidade desse caso “o país assistiu ao recrudescimento da violência… a criação do PCC, nascido exatamente um ano depois do massacre…”. Acabando por se contradizer ao afirmar que “ficamos a mercê de julgadores sem a mínima isenção para realizar seu oficio”. Ora, o argumento da autora para pedir a punição não foi jurídico, e sim a pressão feita por criminosos sobre toda a sociedade.


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Daniela Arbex cita o jornalista Bruno Paes Manso para justificar esse ponto de vista, que contradiz os números de um estudo feito sobre a taxa de homicídios no período entre 1980 e 2014, e contra fatos não resistem os argumentos. (link)

O crescimento das taxas manteve paulatino crescimento no governo seguinte ao que aconteceu o Massacre do Carandiru e não durante este, e só vieram a cair após a onda de ataques do PCC em 2006 e a dura reação das forças policiais. Um dado interessante é que o crescimento das taxas de homicídio explodiram justamente durante o governo humanista de Mario Covas.

Outro que em nome dos direitos humanos que se revoltou com a impunidade dos policiais foi Dráuzio Varela (link) que não citou razões jurídicas ou técnicas para seu posicionamento.

A centenário IASP – Instituto dos Advogados de São Paulo se contrapôs ao posicionamento dos dois:

A violação dos Direitos Humanos das vítimas do Massacre do Carandiru não pode justificar a violação dos direitos humanos destas dezenas de policiais militares”. (link)

Agora, voltando ao assunto inicial: Coronel Ubiratan foi morto e ninguém está preocupado em encontrar seu assassino ou lutar pelos seus direitos humanos.

A análise técnica e jurídica que faltou aos comentários achistas de Dráuzio Varela e Daniela Arbex transbordam no trabalho das colegas autoras de “Nuremberg às Avessas”: o Massacre do Carandiru e as decisões de responsabilidade em casos de violações de direitos humanos.
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Um estudo em Rosa – fundamento jurídio

Não é o foco desse blog discutir filmes, no entanto o “Estudo em Rosa” nos traz um questionamento que me parece pertinente. Em determinado ponto do filme o taxista alega que não poderá ser condenado pelos assassinatos visto que todas as vítimas se suicidaram.

Não conheço a legislação inglesa, no entanto creio que pela tupiniquim exista a possibilidade de condenação. Veja, em nenhum momento o assassino disse que questionaria o fato de ele as pessoas ao suicídio, então vamos considerar que não teremos que provar sua participação, nos atendo apenas a analise a possibilidade de condenação pelo fato em si.

Se por um lado ele seria condenado com certa facilidade por ameaça, o seria como mandante, co-autor, ou até autor do homicídio qualificado?

Agradeço os comentários, no entanto peço que apenas o façam com embasamento jurídico. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Quase foi morto ao procurar uma mulher no forró.

Poucos são os seres que tem o poder de ver as cores, muitos vislumbram formas e tons, mas cores é um privilégio de poucos. Os cães veem um mundo cinza, nem por isso são mais tristes que os homens com seus bilhões de cores.

O Plenário do Tribunal do Júri da Comarca de Itu, dois homens debatiam: um deles defendia que o mundo era preto e branco e o outro que havia tons de cinza…

O Promotor de Justiça, Dr. Luiz Carlos Ormeleze, acusava André Aparecido da Silveira de no domingo, 10 de agosto de 2008, por volta da cinco horas da madrugada, ter tentado matar de maneira covarde Edvaldo Jesus de Almeida.

Contou que André, dono da Comercial AgroAndré no Bairro Potiguara, casado há 12 anos, ao invés de estar em sua casa com sua esposa, foi procurar outras mulheres no forró Caipirão de Itu, na Cidade Nova, mas estando bêbado o que encontrou foi confusão. Alguns menores haviam se incomodado com ele e quebrado seu carro, e daí ele os ameaçou com um facão que trazia no veículo.

Edvaldo chegou para fazer o meio campo, o “deixa para lá”, o “não vale a pena”, e dispersou a confusão. André inconformado com os danos no veículo foi até sua casa pegou uma arma e já desceu do carro atirando para matar: foram cinco tiros e pelo menos um acertou o peito de Edvaldo, perto do coração, mas Edvaldo sobreviveu.

André aterrorizou sim, lesionou sim, tentou matar sim. Por isso os jurados deveriam julgar o fato como ele realmente ocorreu, tentativa de homicídio qualificado, fazendo assim Justiça. O mundo é assim: preto ou branco, dizia Dr. Ormeleze.

A coisa não é bem assim, nos ensina o Dr. Wilson José dos Santos Múscari, nem ele nem o Promotor de Justiça estavam lá quando tudo aconteceu, e mesmo que estivessem, cada pessoa tem um entendimento diferente sobre um mesmo fato.

André alegou que agiu em legítima defesa, afinal eram sete rapazes contra ele, mas como deixou o local e retornou mais tarde para cometer o crime, isso desqualificaria essa linha de defesa, visto que para se configurar a legítima defesa ela deve ocorrer “…logo em seguida a injusta provocação da vítima”. Dr. Múscari afirma no entanto que o réu pode, mesmo assim, pedir o benefício, é um direito dele. No entanto em nenhum momento André teve a intenção de matar, como lhe acusa injustamente o Promotor de Justiça, prova disso é que disparou cinco tiros, mas apenas um em direção ao peito de Edvaldo, e antes poderia ter matado a todos com o facão.

André aterrorizou sim, lesionou sim, mas não tentou matar, e por isso os jurados deveriam julgar o fato como ele realmente ocorreu, lesão corporal, fazendo assim Justiça. O mundo é assim: diversos tons de cinza, dizia Dr. Múscari.

Mesmo que os jurados achassem que ele quisesse mesmo matar, deveriam atenuar a pena. André uma pessoa normalmente calma estava alterado naquele momento, quem é que não ficaria nervoso ao ver o carro sendo destruído por um bando de moleques.

André aterrorizou sim, lesionou sim, e tentou matar sim. Por isso os jurados deveriam julgar o fato como ele realmente ocorreu, tentativa de homicídio executado sob o domínio de violenta emoção, fazendo assim Justiça. O mundo é assim: diversos tons de cinza, dizia Dr. Múscari.

Além disso é um ultraje por parte do Promotor tentar agravar a pena alegando que ele foi covarde e pegou a traição Edvaldo: ambos haviam brigado, e ele disse que iria voltar, se o outro rapaz ficou esperando foi justamente para continuar a briga, portanto Edvaldo não foi pego à traição.

André aterrorizou sim, lesionou sim, tentou matar sim, e por isso os jurados deveriam julgar o fato como ele realmente ocorreu, tentativa de homicídio sem agravante, fazendo assim Justiça. O mundo é assim: diversos tons de cinza, dizia Dr. Múscari.

No grená mundo do Dr. Múscari, muitas possibilidades existem. No mundo preto e branco do Dr. Ormeleze apenas duas.

Os jurados decidiram que André tentou sim, matar Edvaldo mediante ato covarde, e condenaram-no a seis anos de reclusão em regime fechado.

O vermelho do sangue nos olhos apagou os outros bilhões de cores, agora tudo é preto e branco, ou talvez cinza. Os cães veem um mundo cinza, mesmo quando seus olhos estão vermelhos de sangue.

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