O discurso do PCC 1533 sob o prisma foucaultiano.

O Primeiro Comando da Capital não é um grupo de marginais que se uniram para executar uma ação criminosa, há uma sólida base social que o sustenta.

Luan Orsini se debruçou sobre essa questão e publicou os resultados de seu trabalho: “Der Diskurs der ‘Primeiro Comando da Capital’ und seine potentiellen Machteffekte in São Paulo”.

Orsini demonstra como a facção criminosa brasileira utilizou o que Michel Foucault denominou de contra discurso para legitimar tanto a existência da organização como os atos por ela praticados dentro e fora das prisões, deixando para trás o papel de vilões para serem vistos por seu público alvo como líderes legítimos da resistência a um sistema opressor que impede a inserção dos mais pobres.

Foucault publicou a “Vigiar e Punir” em 1975, e nessa obra descreveu o discurso e a justificação do Primeiro Comando da Capital no tempo em que seu líder mais conhecido, o Marcola, ainda tinha sete anos de idade e jogava bola no campinho perto em Osasco.

Autor: Ricard Wagner Rizzi

O problema do mundo online, porém, é que aqui, assim como ninguém sabe que você é um cachorro, não dá para sacar se a pessoa do outro lado é do PCC. Na rede, quase nada do que parece, é. Uma senhorinha indefesa pode ser combatente de scammers; seu fã no Facebook pode ser um robô; e, como é o caso da página em questão, um aparente editor de site de facção pode se tratar de Rícard Wagner Rizzi... (site motherboard.vice.com)

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