A morte misteriosa do policial morto na Bolívia, um policial experiente transferido para La Guardia, Bolívia, levanta dúvidas e questionamentos sobre a versão oficial apresentada. A família e a imprensa corajosa buscam justiça e respostas para os detalhes contraditórios do caso.
Policial morto na Bolívia: um caso que evoca lembranças pessoais, as quais compartilharei com vocês na primeira parte deste texto, antes de abordar em detalhes o misterioso assassinato do sargento Mendoza.
Sob a Sombra da Desconfiança: A Rotina da Viatura Policial
Eu sou destro, isso é, minha mão forte é a direita e é com ela que eu seguro a arma, mas durante um tempo, meu velho 38, que uso até hoje, não saía da minha mão esquerda.
Uma viatura policial de patrulhamento de área é composta por dois policiais, o mais novo dos dois é o motorista e o mais experiente é o encarregado, ou pelo menos era assim naquele tempo.
O padrão operacional ditava que o motorista mantivesse a arma fora do coldre no meio das pernas para poder ter uma reação rápida em caso de necessidade.
A Mudança dos Protocolos
Hoje esse padrão foi abandonado, pois na prática verificou-se que o motorista tem melhor resultado operacional que se concentrar em dirigir o veículo de maneira tática, ofensiva e defensivamente.
Além disso, acontecia da arma cair durante as manobras no piso da viatura ou durante o desembarque no chão, podendo custar a vida da equipe.
O Peso da Desconfiança
Estou contando todos esses detalhes para você poder entender o que acontecia, e visualizar, quem sabe até sentir em sua própria pele as emoções pelas quais eu passei — vai da sua capacidade de empatia e imaginação.
Agora, você deve trocar de lugar comigo:
Imagine você sentado no banco do motorista dirigindo a viatura, com sua mão forte, a direita, ao volante, e com sua mão fraca, a esquerda, segurando o cabo do 38 que ficava nas pernas, e sua atenção deve ser o trânsito e os possíveis suspeitos que circulam ao seu redor.
Mais a frente você entenderá a razão da escolha da mão da direção e da arma.
Agora, você deve trocar de lugar com o encarregado:
Imagine que está sentado no banco do passageiro, com as duas mãos livres e a arma na mão direita rente a parede da viatura. Você não precisa olhar o trânsito e pode olhar para onde quer, seja para fora, seja para dentro, incluindo para o motorista da viatura enquanto ele dirige.
Agora, você deve trocar de lugar com uma pessoa que vê a viatura passando em seu bairro:
Certamente, você ou essa pessoa, pensaria que a maior preocupação daquele motorista seria não ser morto a qualquer momento, mesmo dentro da viatura por seu parceiro.
A Convivência com o Medo
Durante as semanas que trabalhei com um determinado parceiro, sempre fiquei com a mão esquerda na arma, pois se ficasse com a direita ele poderia segurá-la com sua mão livre enquanto atirava em mim com a outra.
Eu só relaxava quando estava em patrulhamento pela área central onde um ataque seria impossível, mas, principalmente quando íamos para a zona rural, eu nunca tinha certeza que ele não armaria minha morte por trairagem.
O Jogo de Xadrez do Silêncio
No entanto, o clima era ameno e as palavras eram jogadas com cuidado de um jogo de xadrez, permitindo que ninguém, colegas ou cidadãos, soubessem o que se passava naquela viatura.
Lembranças que Permanecem
Cada um de nós guarda em nossa mente lembranças que ficam guardadas, à espera de uma oportunidade para saltar para fora, e essa notícia do policial morto na Bolívia me lembrou esses momentos.
O Enigma do Policial Morto na Bolívia: Sargento Mendoza e a Busca por Justiça
Caro leitor do Site PCC 1533,
É com grande interesse que relato a você um caso que tem me intrigado nos últimos dias, a estranha morte do sargento Oliver Ramiro Mendoza Órias, ocorrida na província Andrés Ibáñez, no departamento de Santa Cruz, Bolívia.
A região, situada no coração da América do Sul, é conhecida por sua diversidade cultural e paisagens deslumbrantes, e o município de La Guardia, em particular, é famoso por seu mirante, que oferece uma vista panorâmica da cidade e das áreas circundantes.
E onde ocorreu esse terrível crime.
A Estranha Morte do policial morto na bolívia
Detalhes que Desafiam a Versão Oficial
No dia 4 de abril, por volta das 13 horas, o sargento Mendoza encontrou seu fim trágico no mirante de La Guardia.
A versão oficial é que ocorreu uma troca de tiros com traficantes, possivelmente ligados à organização criminosa brasileira Primeiro Comando da Capital.
No entanto, há diversos pontos que colocam em dúvida a versão apresentada pelos colegas de Mendoza, e a família do falecido sargento tem clamado por justiça e respostas mais claras.
Permita-me ressaltar algumas questões que tornam a versão oficial menos plausível.
Primeiramente, é curioso que Mendoza tenha sido morto dentro do carro do suspeito e com um tiro na têmpora disparado a menos de 80 centímetros de distância.
Em uma troca de tiros, é difícil imaginar como o suspeito teria se aproximado tão perto de Mendoza sem ser percebido pelos colegas.
Além disso, os próprios policiais que estavam presentes não conseguem fornecer informações precisas sobre o número de criminosos envolvidos, apesar de saberem que fugiram de moto pela mata ao lado do mirante.
Tais detalhes imprecisos e contraditórios levantam suspeitas sobre a integridade do relato.
Família Exige Respostas e Inclusão dos Colegas na Investigação
A família de Mendoza tem razões para acreditar que algo estava acontecendo entre ele e seus companheiros, e eles solicitaram que a Promotoria de Justiça investigue os policiais que estavam com Mendoza em seus últimos momentos.
A tia do falecido, Shirley Morales, expressou suas dúvidas aos repórteres e pediu que os colegas de Mendoza sejam submetidos exame residuográfico de pólvora, para que possam determinar quem realmente atirou.
Dada a complexidade do caso e a quantidade de detalhes que não se encaixam, não posso deixar de compartilhar a preocupação da família de Mendoza e questionar a versão oficial dos eventos.
As Contradições e Perguntas Sem Respostas:
A Imprensa e o que Realmente Aconteceu naquela Tarde Fatídica?
Como o leitor do Site PCC 1533, confio que você também estará ansioso por mais informações e, juntos, talvez possamos descobrir a verdade por trás dessa tragédia.
Antes de concluir esta carta, gostaria de expressar meus sinceros parabéns ao noticioso Del Beder pela coragem em divulgar esses fatos cruciais.
Infelizmente, é comum que a imprensa se limite a reproduzir a versão oficial em casos como este, atribuindo o crime a traficantes que supostamente dominam o país e, assim, ocultando a verdade por trás de ações e mortes.
A atitude do Del Beder é um lembrete importante da importância do jornalismo investigativo e da busca pela verdade.
Com os melhores cumprimentos,
Wagner do Site
O narcotráfico está ganhando esta batalha contra o Estado, demonstrando supremacia no controle do território (…) Esses cartéis de drogas são organizados no exterior por grupos como Los Chapitos (um grupo de narcotraficantes do México), o PCC (Primeiro Comando da Capital), grupos combinados com as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e, claro, eles têm equipamentos e armas de melhor qualidade do que as forças de ordem.
A investigação de um caso de lavagem de dinheiro envolvendo laranjas do PCC em Bertioga. Acompanhe a trama e veja como a verdade sobre os imóveis de luxo e os laranjas é desvendada.
Os Estranhos Negócios com Imóveis: Desmascarando os Laranjas do PCC
Haveria laranjas do PCC vivendo na pequena e charmosa cidade litorânea de Bertioga?
A Investigação do Ministério Público de São Paulo
O Ministério Público investiga um caso de lavagem de dinheiro envolvendo a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC 1533).
Desde o início, os promotores suspeitam de laranjas na compra de imóveis de luxo na cidade.
Laranjas do PCC, indivíduos que emprestam seus nomes e documentos para esconder atividades ilegais, são tema recorrente em casos reais de crime organizado no Brasil.
Muitos parentes de presos e criminosos são usados na lavagem de dinheiro e acabam presos ou respondendo à Justiça. No entanto, nesta investigação, os criminosos não envolveram seus próprios parentes.
Trilha do Dinheiro e o Modus Operandi dos Laranjas
O Ministério Público começou a seguir a trilha do dinheiro, que o levou aos imóveis de luxo em Bertioga, com a ajuda de informantes locais e a análise de documentos.
Os promotores descobrem várias transações suspeitas e possíveis conexões entre um corretor, o PCC e outros membros da organização.
Ele se aprofunda na investigação dos laranjas do PCC, aprendendo sobre como essas pessoas são cooptadas e usadas para ocultar patrimônio e atividades criminosas.
Enquanto isso, no Paraguai…
O Ministério Público do Paraguai está se aproximando do limite final para penalizar um grande esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o Primeiro Comando da Capital.
Em 2016, foi descoberto no Paraguai um enorme esquema de lavagem de dinheiro do PCC, em funcionamento desde pelo menos 2013.
Para legalizar os recursos da facção, foram criadas duas empresas: Notle S. A e RSS S. A, com um capital estimado em cerca de 150 milhões de reais.
O prazo para que o processo prescreva contra os proprietários das empresas de fachada está se esgotando. Além disso, um dos réus solicitou uma extensão do prazo, já que seu advogado abandonou o caso…
Desvendando os Segredos e Expondo os Laranjas
A investigação dos promotores brasileiros não pegou os peixes graúdos, mas confrontaram com o corretor do PCC, que negou qualquer envolvimento com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital e alega que os imóveis foram comprados de forma legítima.
No entanto, o MP-SP pressionou o corretor, fazendo-o revelar detalhes sobre os negócios fraudulentos e a lavagem de dinheiro.
A identidade dos laranjas do PCC começou a ser exposta, mostrando a magnitude do esquema criminoso daquela célula da facção no litoral paulista.
Com as informações obtidas do corretor, permitiram aos investigadores encontrar provas suficientes para incriminar o tio e o primo, que são denunciados à justiça, ambos pessoas com pouca renda e que não teriam em seu nome imóveis de luxo.
A verdade sobre os imóveis de luxo em Bertioga finalmente foi revelado, expondo o alcance do crime organizado na cidade.
Os laranjas do PCC, elementos cruciais no esquema, são desmascarados e enfrentam as consequências de seus atos.
A história dos laranjas do PCC atua como um alerta para o perigo da tentação. Muitos de nós já fomos ou podemos ser abordados para colaborar, recebendo pix em nossa conta para ajudar um amigo.
Esse dinheiro pode ser útil, mas também pode trazer problemas se envolvido em uma investigação.
O avanço do PCC na Bolívia ameaça a segurança nacional, mesmo após mortes de líderes e ações criminosas em ascensão. O governo conseguirá combater o narcotráfico e desmantelar suas estruturas ou sucumbirá sob elas?
Mortes de líderes e ações criminosas do PCC evidenciam a urgência de medidas efetivas por parte das autoridades
O PCC na Bolívia florece sob o manto noturno do um céu sombrio e lúgubre nas comunidades cocaleiras daquele país.
O site “Página Siete” esculpe, com palavras duras, um panorama nefasto e mórbido das mortes que assolam os líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC 1533).
Em um editorial macabra, tece críticas severas à ineficácia das autoridades, em sua luta inglória contra as garras da organização criminosa brasileira.
A impotência das forças da lei ecoa no vazio, assim como o uivar do vento cortante nas noites solitárias nas encostas dos Andes.
A sombra do PCC na Bolívia se estende e consolida, surda ao implorar do “Página Siete” pelo seu fim.
O narcotráfico está ganhando esta batalha contra o Estado, demonstrando supremacia no controle do território (…) Esses cartéis de drogas são organizados no exterior por grupos como Los Chapitos (um grupo de narcotraficantes do México), o PCC (Primeiro Comando da Capital), grupos combinados com as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e, claro, eles têm equipamentos e armas de melhor qualidade do que as forças de ordem.
A Bolívia desempenha um papel duplo no contexto do narcotráfico: tanto é um produtor de cocaína quanto um ponto de trânsito para a droga oriunda do Peru, que posteriormente é contrabandeada para países como Brasil, Argentina e Uruguai, rumo aos mercados europeus. Organizações criminosas transnacionais brasileiras, notadamente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), mantêm operações na Bolívia, coordenando o tráfego de cocaína através do território boliviano.
Apesar de os 29.000 hectares de cultivo de coca na Bolívia, conforme relatado pelo Gabinete de Controlo de Drogas das Nações Unidas, serem relativamente modestos se comparados aos 230.000 hectares cultivados na Colômbia, houve um aumento significativo de 84% na produção boliviana entre 2015 e 2021, antes de se estabilizar. Esse incremento sugere um fortalecimento dos recursos disponíveis para os grupos criminosos por meio da produção de drogas. Adicionalmente, a Bolívia tem presenciado um aumento no número de laboratórios dedicados à transformação da folha de coca em cocaína.
O Intrincado Labirinto do Narcotráfico e a Sombra do PCC
Recentes ocorrências na Bolívia confirmam o vigoroso narcotráfico no país e sua perigosa relação com o temido PCC, uma grave ameaça à segurança nacional.
Num caso emblemático, o sinistro Jorge Adalid Granier Ruiz, conhecido como “El Fantasma”, é capturado em terras brasileiras.
Transportador de drogas, ele é o fio que liga a teia boliviana ao temido PCC, como revela um relatório sombrio da DEA.
A Teia de Assassinatos e as Consequências para a Segurança Nacional
A mortalha de assassinatos se estende, trazendo consequências funestas.
Ruddy Edil Sandoval Suárez, um boliviano de 37 anos, é encontrado morto no Brasil, com marcas de execução e sinais de conexão com o narcotráfico e o PCC, como se um espectro da morte o houvesse visitado.
Enquanto isso, uma sinistra operação internacional desvela e aprisiona o líder de uma quadrilha nefasta que, em conluio com o PCC, movimentou a espantosa soma de mais de US$ 700 milhões em apenas dois anos.
Assim, na penumbra do labirinto do crime, a sombra do PCC se estende e ameaça engolir a Bolívia em seu abismo tenebroso e profundo.
As Macabras Estatísticas e o Clamor por Ação Governamental
Até outubro de 2022, os corpos de pelo menos oito líderes da facção paulista PCC jaziam abatidos a tiros na terra boliviana.
Esse cenário tenebroso revela a sombria presença do narcotráfico e do PCC no território boliviano, sobretudo na região leste.
A Falência das Ações e a Desesperada Necessidade de Solução
Com o aumento da violência e o avanço do crime organizado, é imperativo que o governo atue de maneira mais eficiente para combater essa onda crescente.
destruição de laboratórios vazios e a proclamação bombástica de resultados são ecos que se perdem na escuridão e não atacam o coração putrefato do problema.
É fascinante, e ao mesmo tempo aterrador, observar como os arquitetos do narcotráfico se expandem por domínios cada vez mais vastos, tecendo relações sinistras com a sociedade, os órgãos da lei e a classe política.
A proliferação do Primeiro Comando da Capital não se trata de um destino impelido pelas sombras do além, mas sim de uma escolha que, como um espectro, envolve a todos, mesmo que hesitem em admitir sua terrível cumplicidade.
Os Crias é uma gangue brasileira emergente que surgiu da Família do Norte (FDN) e esteve envolvida em disputas violentas pelo controle do narcotráfico na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, enfrentando o Comando Vermelho e grupos colombianos como os Caqueteños.
Origem e ascensão de “Os Crias” no cenário do crime organizado
“Os Crias”, grupo criminoso brasileiro, originou-se da Família do Norte (FDN), que já foi uma das três maiores organizações criminosas do Brasil e controlava vastas regiões do país.
A facção FDN destacou-se principalmente na década de 2000, fortalecendo-se no comércio de drogas e armas na região da Tríplice Fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.
Recentemente, “Os Crias” superaram seus antigos parceiros na Tríplice Fronteira, consolidando sua participação sobre o lucrativo comércio ilegal na área.
Entretanto, enfrentam dificuldades contra um poderoso inimigo, o Comando Vermelho, uma das mais antigas e poderosas facções criminosas do Brasil, além das organizações colombianas, incluindo Los Caqueteños, que também estão envolvidos no tráfico de drogas e atividades ilícitas na região.
A possível aliança entre “Os Crias” e o Primeiro Comando da Capital (PCC)
O Primeiro Comando da Capital não é considerado um dos principais atores criminosos na Tríplice Fronteira. Contudo, a facção paulista PCC tem presença na cidade de Letícia, localizada na fronteira entre Brasil e Colômbia, e parece ter interesse em estabelecer alianças com “Os Crias” para expandir suas atividades criminosas e fortalecer sua presença na região.
A potencial aliança entre o PCC e “Os Crias” poderia levar uma mudança do equilíbrio de forças e um aumento na violência e na disputa pelo controle do tráfico de drogas e armas na Tríplice Fronteira.
A violência é uma instituição tão natural como a própria vida humana. Decorre do nosso instinto de sobrevivência, sendo o grande motivo para o homem ter dominado a natureza. Mas essa afirmação não pretende trazer glamour à violência.
Talvez no último estágio da existência humana, a evolução definitiva seja exatamente vencer o instinto natural que nos propala a nos destruirmos mutuamente.
Aumento da violência na Colômbia e na fronteira do Peru devido à presença de gangues brasileiras
Uma onda de assassinatos na área da tríplice fronteira Colômbia-Brasil-Peru levantou preocupações sobre o poder crescente de grupos brasileiros e a violência que podem cometer para controlar este importante corredor do narcotráfico.
Duas pessoas foram mortas e outras duas ficaram feridas entre 24 e 26 de março em Letícia, capital do departamento do Amazonas, na Colômbia, segundo o jornal local La Silla Vacía. Um cidadão colombiano também foi morto em Tabatinga, cidade do lado brasileiro da fronteira com Letícia.
Os autores dos ataques permanecem desconhecidos, mas as autoridades acreditam que eles estejam ligados a grupos brasileiros de Tabatinga que conseguiram se estabelecer na Colômbia, informou o jornal.
A crescente violência na tríplice fronteira e o papel de “Os Crias”
O aumento da violência em Letícia e na tríplice fronteira é resultado de uma combinação explosiva. Grupos brasileiros estão fortalecendo suas posições no narcotráfico local, e a Colômbia está sentindo as consequências.
As investigações de campo da InSight Crime revelaram que a recente violência em Letícia é fruto de uma disputa entre o Comando Vermelho (CV), a organização criminosa mais antiga do Brasil, e “Os Crias”, uma emergente gangue brasileira.
“Os Crias” surgiram da Família do Norte (FDN), terceira maior organização criminosa do Brasil, e lutaram com ela pelo controle de Tabatinga em 2021. Antes de 2020, a FDN controlava a região.
“Os Crias” venceram a FDN, mas seu domínio foi rapidamente contestado pelo Comando Vermelho, que se aliou a grupos colombianos, incluindo os Caqueteños, para travar uma nova guerra em 2022. “Os Crias” foram derrotados, e o Comando Vermelho assumiu o controle da cidade, mas seus membros continuam sendo mortos em ambos os lados da fronteira.
O ressurgimento dos Caqueteños e a complexidade do cenário criminal
Embora os Caqueteños fossem considerados inativos, o grupo parece estar operando novamente por meio de grupos dissidentes, disseram fontes ao InSight Crime.
Comparação entre as organizações criminosas MS-13 e PCC, analisando a expansão territorial, estrutura, atividades criminosas, impacto social e político, além do envelhecimento das lideranças. Rizzi enfatiza a crescente influência desses grupos e a preocupação que isso representa para a sociedade.
Espero que não se importe que lhe responda publicamente.
Recentemente, dediquei algum tempo à análise e comparação de dois grupos criminosos de grande notoriedade: o MS-13 e o PCC, já que minha análise e comparação de dois outros grupos, o Tren de Aragua e o Primeiro Comando da Capital, não lhe agradou.
Mas, acredito que os pontos em comum entre essas organizações possam ser de seu interesse e, por isso, compartilho minhas descobertas.
Origens e Expansão das Gangues MS-13 e PCC
O MS-13, também conhecido como Mara Salvatrucha, teve suas raízes em Los Angeles na década de 1980, formado principalmente por imigrantes salvadorenhos.
Com o tempo, a gangue se espalhou por diversos países da América Central, como El Salvador, Honduras e Guatemala.
Por outro lado, o Primeiro Comando da Capital foi fundado em São Paulo, Brasil, em 1993.
Esta organização criminosa cresceu e consolidou-se no sistema prisional brasileiro, expandindo-se para outros estados e até mesmo se espalhou por diversos países da América do Sul, como Bolívia, Paraguai e Argentina.
Ambos os grupos têm mostrado uma expansão territorial notável, buscando novos territórios e estabelecendo alianças com outras organizações criminosas, acumulando poder militar, econômico e político, na medida em que agora representam ameaças existenciais aos estados em que atuam.
Os dois grupos emergiram de bairros pobres e nas prisões onde o estado historicamente manteve uma presença brutal, repressiva e corrupta.
Estrutura e Organização das Organizações Criminosas
Francesco, é interessante notar que tanto o MS-13 quanto o PCC têm uma estrutura hierárquica bem definida. No MS-13, a liderança é composta por “palabreros”, que coordenam as atividades da gangue e supervisionam os membros mais jovens. O PCC, por sua vez, possui uma estrutura complexa com líderes, gerentes e soldados, organizados de forma a garantir a continuidade das operações mesmo com a prisão de membros-chave, comparei certa vez esse sistema a grama, não sei se se lembra:
Assim é a facção criminosa paulista. Cada unidade dessa estrutura gramínea é autônoma, mas suas raízes se emaranham por todo o jardim — por menor que seja a unidade, ela ainda é parte importante no fortalecimento do todo.
Os líderes coordenam por meio de órgãos conhecidos como sintonias (PCC) e ranflas (MS-13), mas os grupos locais têm liberdade significativa para implementar as decisões tomadas pela liderança.
Atividades criminosas
A violência é uma instituição tão natural como a própria vida humana. Decorre do nosso instinto de sobrevivência, sendo o grande motivo para o homem ter dominado a natureza. Mas essa afirmação não pretende trazer glamour à violência.
Talvez no último estágio da existência humana, a evolução definitiva seja exatamente vencer o instinto natural que nos propala a nos destruirmos mutuamente.
As principais atividades criminosas em que o MS-13 e o PCC estão envolvidos incluem tráfico de drogas, extorsão, sequestro e assassinatos.
Além disso, ambos os grupos utilizam violência brutal e demonstrações de força para intimidar rivais, autoridades e comunidades onde atuam, e tem conexões e atividade em três continentes: África, América e Europa.
Ambos compram cocaína diretamente de fornecedores atacadistas na Colômbia, Venezuela, Bolívia ou Equador para revenda na cadeia de valor. Ambos os grupos também fizeram incursões no controle de partes da cadeia de fornecimento de precursores químicos usados na fabricação de drogas sintéticas.
Impacto social e político
Os dois grupos exercem um impacto social e político significativo nos países onde atuam. Eles afetam a vida das comunidades locais, alimentando o medo e a violência, e muitas vezes corrompendo as instituições governamentais. Isso resulta em uma deterioração da ordem pública e da estabilidade social.
O PCC tem um amplo alcance multicontinental, vínculos diretos com o tráfico e distribuição de cocaína na América do Sul, amplo controle territorial e capacidade militar no país economicamente mais significativo da América Latina, uma capacidade demonstrada de realizar ações espetaculares multimilionárias roubos de dólares e a capacidade de obter legitimidade social por meio da música e da mídia social.
Por outro lado, o estudo apresentado pelo Centro de Estudios Estratégicos del Ejército del Perú CEEEP:
Em muitos lugares, eles são vistos como autoridades mais legítimas do que o Estado. (…) O resultado final deixa os grupos armados não estatais substituindo funções estatais, controle territorial e legitimidade percebida.
Os “crias” brasileiros, assim os integrantes do grupo criminoso salvadorenho, são fruto de fragmentação familiar e crescente desemprego juvenil e em ambos os casos, em ambos os casos, homens são mais de 90% de sua composição.
As organizações criminosas fornecem uma alternativa à economia formal e aos tradicionais mercados econômicos informais — mal remunerados e sem perspectiva de crescimento.
Em resumo, meu caro Francesco, as semelhanças entre o MS-13 e o PCC são notáveis. Ambos são organizações criminosas altamente estruturadas e violentas, com atividades que abrangem diversos países.
Legitimidade política
Francesco, como você sabe, o Primeiro Comando da Capital tem conquistado espaço nos governos da Bolívia, Argentina e Brasil.
Da mesma forma, o estudo do CEEEP mostra que o MS-13 também tem ganhado espaço dentro dos sistemas de governança locais, municipais e nacionais:
Ambas tornaram-se importantes impulsionadores da corrupção, do colapso do Estado e do controle criminoso de instituições e funções estatais no hemisfério.
Nosso trabalho de campo com o MS-13 nos últimos três anos descobriu que, à medida que os líderes e membros de gangues envelhecem e criam famílias, eles desejam cada vez mais um estilo de vida diferente e menos violento para seus filhos e netos, enquanto permanecem ativos no mundo do crime.
Os especialistas do Primeiro Comando da Capital disseram que a mesma tendência geral também está ocorrendo dentro desse grupo.
A crescente influência desses grupos deve ser motivo de preocupação para as autoridades e a sociedade em geral. Espero que minhas descobertas possam ser úteis para futuras investigações.
Atenciosamente,
Rícard Wagner Rizzi
Ah! Sugiro a leitura do artigo base deste texto, onde, além do que foi mencionado aqui, os autores também abordam as diferenças entre os dois grupos criminosos:
Tren de Aragua e facção PCC 1533, suas dinâmicas financeiras, influência no sistema prisional e desafios para o combate ao crime organizado na América Latina.
Tren de Aragua, uma entidade sombria do crime organizado, expande sua influência além das fronteiras venezuelanas, mostrando um poderio ameaçador. Nas páginas que se seguem, exploramos suas ligações com o Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533), revelando uma teia de crimes que se estende por continentes. Desvende conosco os mistérios e estratégias desse império criminal, um convite à compreensão de uma realidade que transcende a ficção e desafia a ordem global.
Queremos ouvir suas impressões! Comente no site, compartilhe suas reflexões e junte-se ao nosso grupo de leitores. Ao divulgar em suas redes sociais, você ajuda a ampliar nossa comunidade de apaixonados por literatura criminal. Sua participação é essencial para fomentar debates enriquecedores sobre esta intrigante história.
Após o carrossel de artigos no final do texto há as análises detalhadas sobre a obra, todas feitas por Inteligência Artificial.
Público-Alvo: – Leitores interessados em segurança pública e crime organizado. – Estudantes e pesquisadores em criminologia, sociologia e direito. – Profissionais da área de segurança, como policiais e analistas. – Jornalistas e escritores que cobrem temas relacionados a crime e justiça.
Revelando os Segredos e Conexões do Tren de Aragua com o Primeiro Comando da Capital
No mundo do crime organizado, desponta uma entidade aterradora, conhecida como Tren de Aragua. Originário do claustrofóbico e violento presídio de Tocorón, em Aragua, Venezuela, este grupo criminoso transcende os limites do imaginável, transformando-se numa verdadeira multinacional do delito. Nesta narrativa, caros leitores, convido-os a mergulhar nas profundezas desta organização que desafia as fronteiras e a própria lei, numa viagem que promete ser tão obscura quanto elucidativa.
O Tren de Aragua, um nome até então desconhecido para muitos abaixo da linha do Equador, nasceu nos corredores sufocantes dos cárceres venezuelanos. Não se contentando com a atuação restrita aos muros de concreto e arame farpado, o grupo expandiu seus tentáculos predatórios além das fronteiras de seu berço, infestando comunidades vulneráveis e a própria estrutura do governo venezuelano, lançando um manto de desconfiança e terror sobre seus governantes, autoridades e militares.
Ascensão do Mal: Dos Cárceles e Barrios para o Mundo
Imerso na opressiva penumbra e nas intermináveis horas de ócio, tanto nas celas sufocantes dos presídios quanto nos precários ranchos de madeira com telhados de zinco nos bairros marginalizados, o Tren de Aragua aperfeiçoou a arte sinistra da diversificação criminosa.
De tráfico de drogas e ouro a exploração humana, suas operações estendem-se da Costa Rica à Argentina, alcançando até mesmo o Brasil. O grupo transformou-se em uma hidra de múltiplas cabeças, cada uma alimentando-se do caos e da desordem que semeia por onde passa.
O impacto do Tren de Aragua no cenário criminal internacional é marcado por um rastro de sangue da violência de suas guerras e do poder de suas alianças.
A sua entrada noutros países causou confrontos, mas também ligações com outros grupos criminosos. Em 2022 na Colômbia, por exemplo, ocorreram confrontos com o Ejército de Liberación Nacional ELN (do qual também participou a Polícia Nacional), que resultaram numa onda de homicídios no Norte de Santander. Por outro lado, no Brasil o grupo está ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), reconhecido como a maior organização criminosa do país, e há cerca de 700 integrantes do Trem no PCC. —
A fusão dessas duas potências do mundo do crime desnuda uma realidade: o submundo desconhece fronteiras. No coração dessa teia internacional de crimes, o Tren de Aragua e o PCC emergem não apenas como organizações criminosas, mas como símbolos de uma era onde a criminalidade se globalizou, as alianças são tão voláteis quanto lucrativas, e a violência é a moeda de troca em um mercado sombrio que prospera nas sombras da sociedade.
Diante deste panorama caótico, emerge a indagação: qual será o limite do alcance dessas organizações? E, mais crucialmente, quem terá a capacidade de contê-las?
REPORTAJE | Mafia brasileña operaría en Chile con nexos al Tren de Aragua – CHV Noticias
Tren de Aragua Explorando a Crise dos Refugiados Venezuelanos
A organização criminosa Tren de Aragua evidenciou uma sagacidade sinistra ao capitalizar sobre a crise humanitária na Venezuela, uma tragédia que mergulhou milhões de seus compatriotas no abismo da pobreza extrema. Esta crise se tornou a mola propulsora que alavancou a expansão de suas operações malignas para pelo menos outros oito países latino-americanos.
No êxodo massivo dos venezuelanos que fugiram de seu país, membros do Tren de Aragua encontraram um terreno fértil para expandir suas atividades ilícitas. Esta exploração oportunista da crise revela um panorama tenebroso, onde organizações como o Tren de Aragua e a facção paulista PCC 1533 aram as terras da desgraça, território marcado pela vulnerabilidade das populações marginalizadas. Essas terras são regadas pela ambição desmedida que vai desde pequenos empresários até grandes corporações, e pela corrupção endêmica que permeia os poderes políticos e militares em várias nações sul-americanas.
A solução, embora necessária, parece um horizonte distante. Exigiria uma intervenção governamental decisiva, focada em garantir igualdade de oportunidades para todos os cidadãos. No entanto, em uma realidade onde a negação da verdade impera, o espaço para enfrentar as verdadeiras mazelas – a desigualdade social, a pobreza estrutural, as condições degradantes das prisões, e a violência estatal, paramilitar e criminosa – se estreita. Esses são os fatores que nutrem e fortalecem as organizações criminosas latino-americanas.
As propostas populistas, efêmeras e impulsivas como o sangue que jorra de uma ferida aberta, drenam a vitalidade do tecido social. Este esvaziamento progressivo enfraquece a sociedade, deixando-a vulnerável e incapaz de se opor a organizações como o Tren de Aragua e o PCC. Estes grupos, já evoluídos para exércitos criminosos transnacionais, atuam como substitutos violentos e dependentes do Estado em comunidades abandonadas e esquecidas.
A organização criminosa venezuelana e a exploração sexual
A faceta mais sombria do Tren de Aragua é, talvez, sua participação no tráfico humano para exploração sexual, vitimando majoritariamente mulheres e meninas. Elas são recrutadas através de redes sociais e falsas promessas de emprego, atraindo-as com oportunidades de trabalho em residências particulares, restaurantes e salões de beleza.
Aquelas pobres almas aprisionadas durante tentativas desesperadas de fuga são submetidas a uma violência extrema, incluindo assassinatos macabros. Estes atos nefastos ressoam como um aviso tenebroso para aquelas que ousam sonhar com a liberdade. A gênese deste nicho de mercado sinistro germinou em 2009, no âmago da sofrida construção do sistema ferroviário venezuelano em Aragua. Foi ali, nas sombras do trabalho árduo, que um sindicato de trabalhadores vislumbrou uma oportunidade suja e sórdida de auferir lucros nas trevas do tráfico humano.
Uma vez que as mulheres chegam a países como Brasil, Colômbia, Chile, Argentina, Peru e Suriname, os criminosos confiscam seus documentos e as forçam a serviços sexuais para “pagar” pelo transporte e acomodação. O Tren de Aragua, um dos principais operadores desse mercado, conhece cada trilha escura em meio à floresta amazônica, cada viela que passa pelos pancadões das grandes cidades do Norte do Brasil, cada beco sombrio nos “barrios” de Medellín, e cada ruela esquecida e sem saneamento nas colinas de Valparaíso.
Além das venezuelanas, a escuridão da exploração estende seus tentáculos para alcançar outras vítimas, envolvendo mulheres de várias nacionalidades em sua teia sombria. Em Lima, durante uma operação que desvelou os véus desse submundo, mulheres colombianas foram encontradas entre as aprisionadas, revelando a amplitude transnacional deste flagelo.
Segundo o relato do jornal boliviano El Deber, o tráfico de mulheres para exploração sexual constituem a principal veia de sustento dos integrantes do Tren de Aragua. Eles operam com sinistra destreza principalmente na fronteira norte do Chile, para onde arrastam suas vítimas, mulheres arrancadas das profundezas da Bolívia. Mas a sua teia de terror se estende ainda mais, com emissários – sombras errantes nas cidades – que se infiltram em locais como Santa Cruz de la Sierra, La Paz, Cochabamba e Oruro, recrutando, com promessas vazias, mulheres venezuelanas e colombianas. Estas infelizes almas, envoltas em desespero, são então tragadas pelo abismo sem fim da exploração, um destino marcado pela escuridão inescapável.
Em território brasileiro sua principal função é na região fronteiriça norte fornecer armas e drogas e intermediar prostituição com mão de obra imigrante.
Comparação entre as organizações criminosas
Origem, Estrutura e Financiamento
A seguir, permitam-me comparar a origem, a estrutura e o financiamento da organização Tren de Aragua e seu aliado brasileiro, o Primeiro Comando da Capital.
O Nascimento e Raízes no Sistema Prisional
Meus caros amigos, o Tren de Aragua, surgiu como uma quadrilha composta por aproximadamente 5.000 homens, originária do presídio de Tocorón.
Com o passar do tempo, a organização se envolveu em diversas atividades criminosas, como extorsão, prostituição, assassinato, roubo, narcotráfico, lavagem de ouro e contrabando.
De acordo com a jornalista Ronna Rísquez, que investigou o grupo durante três anos, foi a partir deste núcleo carcerário que eles conseguiram se estabelecer como uma poderosa força criminosa, controlando aspectos da vida cotidiana em algumas áreas e influenciando decisões de governos locais e de forças federais de segurança.
É interessante notar a semelhança entre as origens do grupo criminoso Tren de Aragua e do Primeiro Comando da Capital, pois ambos surgiram dentro do sistema prisional de seus respectivos países, a Venezuela e o Brasil.
Esta circunstância comum ilustra como as prisões servem como berço para o desenvolvimento de organizações criminosas em todo o mundo.
Fatores que Contribuem para o Surgimento de Grupos Criminosos nas Prisões
Existem diversas razões pelas quais os sistemas prisionais podem ser propícios para o surgimento de grupos criminosos como o Tren de Aragua e a facção paulista PCC:
Condições Precárias: Muitas prisões na América Latina enfrentam problemas de superlotação, falta de higiene e violência, condições desumanas que podem levar os detentos a buscar proteção e apoio em grupos criminosos organizados.
Falta de Controle e Corrupção: A falta de controle efetivo por parte das autoridades prisionais e a corrupção entre os funcionários podem facilitar a atuação desses grupos criminosos dentro das prisões, incluindo a permissão para a entrada de itens ilícitos e o estabelecimento de esquemas de extorsão.
Redes e Conexões: As prisões servem como pontos de encontro para criminosos de diferentes origens, permitindo a formação de alianças e a troca de informações, habilidades e recursos. Essas conexões podem ser úteis para expandir e fortalecer as atividades criminosas.
Radicalização e Recrutamento: A exposição a ideologias extremistas e criminosas dentro das prisões pode levar a um processo de radicalização e recrutamento de novos membros, resultando no crescimento e fortalecimento de grupos criminosos.
A Importância das Reformas no Sistema Prisional
As semelhanças entre as origens e a manutenção do poder pelo Tren de Aragua e pela facção PCC ressalta a importância de abordar as falhas do sistema prisional e buscar reformas para prevenir o surgimento de organizações criminosas dentro dos cárceres, tanto para impedir que outros grupos surjam, como para encerrar o recrutamento e o financiamento dos grupos já existentes.
A taxa de homicídios na Venezuela e no Brasil
A taxa de homicídios no país é alarmante, chegando a 40,4 por 100.000 habitantes. Cinco dos sete principais estados com as taxas mais altas estão localizados na zona centro-norte do país, onde gangues se espalham por todo território.
Um estudo publicado pelo site Insight Crime afirma que a violência nessas áreas é conduzida não pelos maiores grupos do crime organizado como o Tren de Aragua, mas sim por pequenas gangues de rua predatórias.
No entanto, outro ponto do mesmo estudo afirma que a região norte do Chile Tarapacá viu um aumento significativo na taxa de homicídios enquanto o contrabando de imigrantes é controlado pelo Tren de Aragua.
Isso nos leva a uma comparação interessante com a abordagem adotada pelo Primeiro Comando da Capital no Brasil.
Ambos os grupos, Tren de Aragua e PCC, buscam manter a paz entre as gangues e reduzir as taxas de homicídios em seus territórios, tendo a organização criminosa brasileira adotado o lema “Paz entre Bandidos” ou Pacificação, reduzindo as taxas de homicídios em todos os estados onde obteve hegemonia.
O estado de São Paulo, berço do Primeiro Comando da Capital e há muito pacificado, é um dos lugares mais seguros do país, no entanto, locais em que mantém a Guerra entre Facções para domínio territorial com altos índices de homicídios.
No entanto, mesmo que a informação de que o Tren de Aragua não está impulsionando diretamente o aumento da taxa de homicídios esteja correta, pode ser que ocorra uma guerra pela hegemonia com outros grupos menores ou dissidentes, o que pode estar contribuindo para o aumento da violência nessas áreas, assim como ocorre em muitas regiões do Brasil entre a facção paulista e seus inimigos.
Caros amigos, os métodos de financiamento empregados pelas duas notórias organizações criminosas: o Primeiro Comando da Capital, e o Tren de Aragua.
Métodos de Financiamento do PCC
O PCC, uma organização criminosa originária do Brasil, recorre a diversas estratégias para financiar suas atividades ilícitas.
A lista que eu coloco abaixo é a tradicionalmente aceita, no entanto, em 2022 a organização criminosa mudou seu método de financiamento.
A mensalidade deixou de ser cobrada, sendo substituída por dinheiro do fluxo de drogas e a rifa foi substituída pelo jogo do bicho.
Mensalidades (Cebola): Membros do PCC são obrigados a pagar uma mensalidade regular, conhecida como “cebola”, que serve como contribuição financeira à organização. Esses pagamentos auxiliam no financiamento das atividades criminosas do grupo e no apoio a membros encarcerados e suas famílias.
Rifas: O PCC também realiza rifas entre seus membros e simpatizantes, com prêmios em dinheiro ou bens. As rifas são usadas para arrecadar fundos adicionais e fortalecer o vínculo entre os membros da organização.
Contribuição sobre ações criminosas: Membros do PCC que participam de atividades criminosas, como tráfico de drogas, roubos e sequestros, são obrigados a compartilhar uma porcentagem dos lucros com a organização. Essa contribuição ajuda a financiar a estrutura da organização e a garantir a lealdade dos membros.
Em suma, o financiamento dessa organização criminosa é diversificado e complexo, ao contrário do Tren de Aragua.
Métodos de Financiamento do Tren do Aragua
O Tren de Aragua financia suas atividades principalmente através da extorsão da população carcerária, cobrando uma taxa semanal de cerca de 15 dólares por preso, o que gera uma receita significativa para o grupo.
Aqueles que não pagam enfrentam violência, dormem ao relento ou recebem pouca ou nenhuma alimentação.
A análise desses métodos de financiamento é crucial para entender como esses grupos criminosos operam.
Os diversos entes de combate ao Primeiro Comando da Capital no Brasil focam há pelo menos 20 anos, suas ações na tentativa de estancar o financiamento do grupo, mas, a exemplo da mudança que ocorreu em 2022, as fontes e os métodos são mudados para dificultar caírem.
Caros amigos, permitam-me apresentar uma análise pessoal do fenômeno do crime organizado, com foco nas organizações criminosas PCC e Tren de Aragua.
Dinâmicas Financeiras e Resiliência dos Grupos Criminosos
Ambas as organizações, PCC e Tren de Aragua, dependem de várias fontes de financiamento para sustentar suas atividades criminosas e manter a lealdade de seus membros.
Enquanto o PCC utiliza uma combinação de mensalidades, rifas e contribuições de ações criminosas, o Tren de Aragua foca principalmente na extorsão da população carcerária.
A diversidade das fontes de financiamento do PCC pode ser vista como uma vantagem em termos de resiliência e adaptação às mudanças nas condições e repressão das autoridades.
A Influência do Sistema Prisional na Formação de Grupos Criminosos
A extorsão da população carcerária pelo Tren de Aragua demonstra o controle e a influência que a organização tem dentro do sistema prisional venezuelano, semelhante ao controle exercido pelo PCC no Brasil, só que a facção brasileira criou a ideia de família e conquistou o domínio através de muito sangue, mas a fidelidade através de uma filosofia de apoio mútuo e de criação de inimigos comuns: estado e seus representantes, e integrantes de outros grupos criminosos.
Ambos os grupos, no entanto, conseguiram explorar as falhas e a corrupção dos sistemas prisionais para gerar renda e soltados, e fortalecer sua posição no mundo do crime fora das muralhas dos presídios.
Conclusão e Perspectivas
Em conclusão, apesar das diferenças nas formas específicas de financiamento, o PCC e o Tren de Aragua compartilham uma habilidade de aproveitar as oportunidades dentro e fora das prisões para sustentar suas atividades criminosas e expandir seu alcance.
Essa análise destaca a necessidade de abordagens eficazes e abrangentes no combate ao crime organizado e na reforma dos sistemas prisionais na América Latina.
A compreensão das dinâmicas sociais e financeiras desses grupos criminosos é crucial para o desenvolvimento de políticas públicas e estratégias de segurança eficientes.
Além disso, é imperativo investir em programas de prevenção, reabilitação e reintegração de indivíduos envolvidos no crime, bem como promover a transparência e a responsabilização das instituições prisionais e policiais.
Somente através de uma abordagem global e fundamentada em evidências poderemos combater com sucesso o crime organizado e promover uma sociedade mais justa e segura para todos.
Análise de IA do artigo: “Tren de Aragua: a Intrigante História da Multinacional do Crime”
TESES DEFENDIDAS PELO AUTOR E AS RESPECTIVAS CONTRATESES
Origem Prisional e Expansão Transnacional: Tese de que tanto o Tren de Aragua quanto o PCC se originaram dentro do sistema prisional e conseguiram expandir suas operações para além das fronteiras nacionais, tornando-se organizações criminosas transnacionais.
Contra-Argumento: Pode-se argumentar que a expansão transnacional desses grupos não é apenas resultado de sua origem prisional, mas também de uma série de fatores socioeconômicos e políticos complexos que transcendem o ambiente prisional.
Conivência Estatal e Corrupção: Afirma que a corrupção nas forças públicas e políticas facilitou o crescimento dessas organizações criminosas.
Contra-Argumento: Um possível contra-argumento seria que, embora a corrupção contribua para o fortalecimento desses grupos, ela não é a única facilitadora. Aspectos como desigualdade econômica, pobreza e falta de oportunidades educacionais e de emprego também desempenham um papel crucial.
Diversificação Criminosa: A tese de que o Tren de Aragua diversificou suas atividades criminosas, abrangendo desde o tráfico de drogas até a exploração humana.
Contra-Argumento: Poderia ser argumentado que a diversificação das atividades criminosas é uma resposta à crescente pressão e medidas de segurança por parte das autoridades, obrigando esses grupos a adaptarem-se para sobreviver.
Impacto da Crise Humanitária: Sugere que a crise na Venezuela proporcionou um ambiente propício para a expansão do Tren de Aragua, explorando os refugiados venezuelanos.
Contra-Argumento: Uma visão alternativa seria que a crise humanitária é apenas um dos muitos fatores que contribuem para a expansão de organizações criminosas, e que focar exclusivamente nesse aspecto negligencia outras causas fundamentais.
Necessidade de Reforma Prisional: Enfatiza a importância de reformar os sistemas prisionais para prevenir o surgimento e fortalecimento de organizações criminosas.
Contra-Argumento: Enquanto a reforma prisional é crucial, é apenas uma parte da solução. Estratégias mais abrangentes, incluindo melhorias na educação, oportunidades econômicas e sistemas judiciais, são igualmente importantes.
Financiamento Complexo e Adaptação: Observa que o financiamento dessas organizações é diversificado e adaptável, complicando os esforços para desmantelá-las.
Contra-Argumento: Embora o financiamento seja complexo, esforços coordenados e inteligência financeira podem ser eficazes na perturbação dessas redes.
As teses apresentadas no texto destacam a complexidade e o alcance das organizações criminosas como o Tren de Aragua e o PCC. Contudo, os contra-argumentos sugerem que uma compreensão mais holística dos problemas subjacentes e uma abordagem multifacetada são necessárias para abordar efetivamente o crime organizado.
Análise sob o ponto de vista factual e de precisão
Origem e Atuação do Tren de Aragua: A descrição do Tren de Aragua como uma organização criminosa originária de um presídio na Venezuela que se tornou transnacional é factual, baseada em relatórios de inteligência e notícias. A expansão além das fronteiras nacionais é um fenômeno bem documentado.
Conivência Estatal: A alegação de que a corrupção nas forças públicas e políticas facilitou o crescimento de organizações criminosas é uma crítica comum em discussões sobre crime organizado. A citação de Juan Carlos Buitrago adiciona credibilidade, mas é importante verificar se ele é uma fonte confiável e se sua afirmação é corroborada por evidências.
Diversificação Criminosa: A diversidade de atividades criminosas, incluindo tráfico de drogas e ouro, bem como exploração humana, é consistente com o que se sabe sobre cartéis e sindicatos do crime. No entanto, detalhes específicos requerem verificação para precisão.
Alianças com o PCC: A afirmação de que o Tren de Aragua tem laços com o PCC e que há aproximadamente 700 integrantes do Tren no PCC é uma afirmação específica que requer confirmação por meio de registros de inteligência ou relatórios de segurança.
Expansão Durante a Crise Humanitária: A exploração da crise venezuelana por organizações criminosas é um tema recorrente em relatórios de segurança. No entanto, a extensão e natureza exatas dessa exploração seriam difíceis de determinar com precisão sem dados específicos.
Financiamento do PCC e do Tren de Aragua: As descrições do financiamento do PCC e do Tren de Aragua são plausíveis e alinhadas com padrões conhecidos de atividades criminosas. A mudança nos métodos de financiamento do PCC em 2022 requer verificação para garantir a atualidade.
Condições Prisionais e Crime Organizado: A correlação entre condições prisionais precárias e o surgimento de organizações criminosas é apoiada por estudos e relatórios de organizações de direitos humanos.
Citações e Fontes: O texto utiliza citações e referências a publicações como “LatinAmerican Post” e “CHV Noticias”, que podem ser verificadas para autenticidade e contexto.
Alegações de Exploração Sexual: Alegações de tráfico humano para exploração sexual devem ser tratadas com cuidado e verificadas por meio de investigações e relatórios legais.
Conclusões e Perspectivas: As conclusões finais do texto refletem opiniões e recomendações que são comuns no discurso sobre combate ao crime organizado. Embora a necessidade de abordagens abrangentes seja uma recomendação válida, a implementação e eficácia dessas estratégias variam e são difíceis de medir.
Para uma análise completa, seria necessário acessar relatórios de inteligência, estudos acadêmicos, e dados de agências de aplicação da lei para corroborar as alegações e assegurar que o texto não se baseia em exageros, informações desatualizadas ou interpretações errôneas.
Análise por IA do artigo
Estruturas de Poder e Marginalização: O texto aponta para a maneira como as organizações criminosas, como o Tren de Aragua e o PCC, exploram e aprofundam as divisões sociais existentes, utilizando-se de desigualdades econômicas e políticas para consolidar seu poder. Isso reflete teorias de conflito sociológico que enfatizam como o poder é mantido e expandido através da exploração de grupos vulneráveis.
Globalização e Expansão Transnacional do Crime Organizado: A ascensão e expansão do Tren de Aragua e sua conexão com o PCC destacam os desafios da segurança pública em lidar com redes criminosas que operam além das fronteiras nacionais. As atividades transnacionais das organizações criminosas desafiam a noção de soberania estatal e a eficácia das leis locais, requerendo uma compreensão sociológica das redes além das fronteiras e a cooperação internacional e estratégias de aplicação da lei que ultrapassam as jurisdições locais. A globalização é tipicamente discutida em termos de economia e cultura, mas o texto destaca a globalização do crime.
Conivência Estatal e Corrupção: A alegada conivência entre o crime organizado e o estado sugere que esforços de segurança pública podem ser comprometidos por dentro. Isso ressalta a necessidade de medidas anticorrupção, integridade dentro das forças de segurança e instituições governamentais, e aponta para problemas de legitimidade e autoridade estatal. A corrupção mina a confiança nas instituições e afeta a coesão social, aspectos centrais no estudo da sociologia política.
Diversificação de Atividades Criminosas: A diversidade das operações do Tren de Aragua ilustra a necessidade de uma abordagem multifacetada na segurança pública, que deve adaptar-se para combater uma variedade de atividades ilícitas, desde o tráfico de drogas até a exploração humana.
Anomia e Desvio: A narrativa sugere um estado de anomia, onde normas e valores são enfraquecidos, permitindo que o crime e o desvio floresçam. A ascensão de organizações criminosas pode ser interpretada como uma resposta à falha das estruturas sociais em fornecer estabilidade e segurança.
Impacto Social e Humanitário: O aproveitamento da crise humanitária venezuelana pelo Tren de Aragua para expandir suas atividades ilícitas aponta para a necessidade de políticas de segurança pública que abordem as causas subjacentes da criminalidade, como pobreza e desigualdade social.
Reformas no Sistema Prisional: A origem prisional de tais organizações criminosas enfatiza a importância de reformar o sistema prisional como um componente crítico da segurança pública, prevenindo que prisões se tornem incubadoras para o crime organizado, reconhecendo a importância das instituições sociais na moldagem do comportamento individual e coletivo.
Métodos de Financiamento e Resiliência: A complexidade e a adaptabilidade no financiamento dessas organizações enfatizam a necessidade de estratégias financeiras de inteligência e contra-lavagem de dinheiro para cortar as fontes de renda do crime organizado, sem deixar de considerar a natureza fluida e adaptável do comportamento criminoso.
Economia Subterrânea: O tráfico de drogas, lavagem de ouro, e outras atividades ilícitas apontam para a existência de uma economia subterrânea robusta. Sociologicamente, isso reflete formas alternativas de capitalismo que operam à margem da lei.
Exploração Sexual e Tráfico Humano: A participação no tráfico humano para exploração sexual requer uma resposta especializada e dedicada das autoridades de segurança pública, incluindo unidades de combate ao tráfico de pessoas e proteção de vítimas.
Reabilitação e Reintegração: A menção a programas de prevenção, reabilitação e reintegração reflete uma abordagem mais holística da segurança pública, que vai além da repressão e busca tratar as causas da criminalidade e facilitar a recuperação dos envolvidos.
Transparência e Responsabilização: A ênfase na transparência e na responsabilização das instituições prisionais e policiais é vital para a confiança do público na segurança pública e para o funcionamento efetivo do combate ao crime.
Subculturas Criminosas: O surgimento de grupos como o Tren de Aragua e o PCC dentro de prisões sugere a formação de subculturas criminosas. Estas subculturas têm seus próprios valores, normas e identidades, e podem fornecer um senso de pertencimento e propósito para seus membros.
Violência e Gênero: A exploração sexual de mulheres e meninas destaca questões de gênero e poder. O uso da violência e da coerção nas operações de tráfico humano reflete padrões mais amplos de opressão de gênero e desigualdade.
Teorias de Controle Social: O texto indiretamente alude às teorias de controle social, sugerindo que o enfraquecimento dos mecanismos de controle social, como família, escola, e comunidade, pode levar a um aumento do crime e desvio.
O artigo sublinha os intrincados obstáculos que se impõem à segurança pública diante do crime organizado globalizado. Ele advoga por uma estratégia coordenada e fundamentada em dados concretos como essencial para superar eficazmente tais redes ilícitas. Além disso, a dissecção sociológica do conteúdo desenterra as ligações complexas que entrelaçam o crime organizado às estruturas sociais, à desigualdade e à globalização, bem como às necessárias contramedidas institucionais. O crime organizado transcende a mera questão jurídica, constituindo-se como um fenômeno arraigado nas interações sociais, cujo entendimento abrangente e detalhado é facilitado pelas ferramentas analíticas oferecidas pela sociologia.
O Tren de Aragua, nascido dentro das condições opressivas do sistema prisional venezuelano, é um exemplo de como as subculturas criminosas podem florescer e se estabelecer como instituições paralelas à sociedade. A expansão de suas atividades para além das fronteiras nacionais reflete as características de adaptação e resiliência cultural que são comuns em estruturas sociais humanas, ainda que operem à margem da lei.
A aliança com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e a inserção nas dinâmicas sociais e econômicas de diferentes países ilustram a fluidez com que essas culturas criminosas operam em um mundo globalizado. Estas organizações não apenas desafiam a soberania dos Estados, mas criam suas próprias normas e códigos de conduta que, em muitos casos, preenchem o vácuo deixado por instituições estatais em comunidades desassistidas.
A exploração da crise humanitária venezuelana pelo Tren de Aragua aponta para uma capacidade de capitalizar sobre as vulnerabilidades sociais e econômicas, enquanto a exploração sexual transnacional revela um padrão complexo de relações de poder, gênero e economia que cruzam fronteiras nacionais e culturais.
A partir de uma perspectiva antropológica, o fenômeno do crime organizado pode ser entendido não apenas como uma série de atividades ilegais, mas também como uma manifestação de estruturas sociais alternativas que surgem e se sustentam através de interações humanas complexas e relações de poder. Tais estruturas frequentemente refletem e reagem às condições econômicas, ao abandono institucional e às dinâmicas políticas mais amplas em que se inserem.
O reconhecimento da influência do sistema prisional na formação dessas organizações criminosas destaca a importância dos rituais, hierarquias e sistemas de crença que são formados dentro das paredes da prisão e que são transportados para o mundo exterior. Essas práticas culturais internas do crime organizado têm implicações significativas para as estratégias de segurança pública e para a implementação de reformas penitenciárias.
A análise antropológica do Tren de Aragua e do PCC revela a necessidade de entender o crime organizado como um entrelaçamento de práticas culturais, relações sociais e políticas econômicas. Ao fazer isso, podemos começar a desenvolver respostas mais informadas e culturalmente sensíveis que vão além do combate ao crime e buscam entender e transformar as condições subjacentes que dão origem a essas poderosas entidades criminosas.
Análise sob o ponto de vista da Filosofia
Ontologia lida com a natureza do ser e da existência. Aqui, o Tren de Aragua e o PCC podem ser vistos como entidades ontológicas que questionam os limites da soberania do Estado e dos quadros legais. A existência desses grupos desafia o conceito tradicional de Estado-nação e seu monopólio sobre a violência, bem como a noção de territorialidade, operando além das fronteiras e estabelecendo uma presença que é sentida globalmente.
Existencialismo postula que os indivíduos criam significados em suas vidas através de escolhas e ações. Essa filosofia pode ser aplicada aos membros individuais dessas organizações criminosas que encontram propósito e identidade dentro desses grupos. Suas ações, embora fora dos limites legais, são expressões de sua existência e tentativa de se afirmarem em um mundo que percebem como opressor ou injusto.
Teoria do Contrato Social normalmente discute o acordo entre os governados e o governo. No caso do Tren de Aragua e do PCC, poder-se-ia argumentar que representam um tipo diferente de contrato social, um que é firmado pelos marginalizados e aqueles que estão fora da ordem social tradicional. Este contrato não é com um Estado, mas dentro de uma estrutura de poder alternativa que oferece sua própria forma de governança, proteção e justiça – embora por meios ilegais.
O texto pode ser visto como uma documentação do surgimento de sociedades paralelas com suas próprias regras, estruturas e sistemas econômicos, que coexistem ao lado das oficiais. Essas organizações tornam-se quase como um Estado dentro de um Estado, fornecendo serviços, impondo suas próprias leis e até mesmo engajando em relações internacionais de certa forma através de alianças e conflitos.
Em um sentido mais amplo, a existência e persistência de tais organizações provocam questões sobre a natureza do poder, governança e organização social. Elas nos obrigam a considerar como as estruturas sociais se formam e evoluem, e como estruturas alternativas surgem quando as oficiais falham em atender às necessidades ou ganhar a lealdade de certos segmentos da população.
Assim, de uma perspectiva filosófica, a narrativa em torno do Tren de Aragua e do PCC se estende além do crime e entra nos domínios do ser, essência e construções sociais. Ela chama em questão as próprias fundações de como as sociedades humanas se organizam e a legitimidade das várias formas de poder e autoridade que emergem dentro dessas sociedades.
Análise do artigo segundo a Teoria da Associação Diferencial
Origem e Ambiente Prisional: Tanto o Tren de Aragua quanto o PCC têm suas raízes nos sistemas prisionais de seus respectivos países. Esses ambientes podem ser considerados espaços de socialização intensa, onde as normas e valores criminosos são transmitidos e reforçados. A superlotação, a violência e as condições precárias das prisões proporcionam um terreno fértil para a formação de laços criminosos e a aprendizagem de comportamentos ilícitos.
Aprendizado e Reforço de Comportamentos Criminosos: As atividades do Tren de Aragua e do PCC, que vão desde o tráfico de drogas até a exploração sexual, indicam um aprendizado e especialização em várias formas de criminalidade. A teoria sugere que tais comportamentos são reforçados e perpetuados dentro do grupo, tornando-se parte integrante da identidade e operação dessas organizações.
Expansão e Adaptação: A capacidade desses grupos de expandir suas operações para além das fronteiras nacionais e de se adaptarem a diferentes contextos sociais e econômicos também pode ser explicada pela Associação Diferencial. À medida que se conectam com outros criminosos e grupos, eles aprendem novas técnicas, adaptam-se a novos ambientes e expandem seu repertório de atividades ilícitas.
Influência Social e Econômica: A teoria também pode explicar como esses grupos exercem influência sobre comunidades e indivíduos vulneráveis, muitas vezes suprindo falhas deixadas pelo Estado. O texto menciona que os grupos agem como substitutos violentos do Estado em comunidades abandonadas, sugerindo que eles preenchem um vácuo de poder e autoridade, influenciando normas sociais e comportamentos.
Desafios para Intervenção e Reforma: Conforme proposto pela Teoria da Associação Diferencial, mudar o comportamento de indivíduos profundamente imersos em culturas criminosas é desafiador. Isso ressalta a necessidade de intervenções que não apenas punam o comportamento criminoso, mas que também reformem os sistemas prisionais, promovam a reabilitação e ofereçam alternativas legítimas de socialização e sustento.
Em suma, a Teoria da Associação Diferencial oferece um quadro valioso para entender a complexidade e a resiliência de organizações criminosas como o Tren de Aragua e o PCC, destacando a importância da influência social e das relações interpessoais no desenvolvimento do comportamento criminoso.
Análise do artigo sob o ponto de vista da linguagem
Escolha de Palavras e Tom: O texto utiliza um vocabulário carregado e expressivo, que contribui para a criação de uma atmosfera densa e sombria. Palavras como “aterradora”, “claustrofóbico”, “violento”, “manto de desconfiança”, e “terror” evocam emoções intensas e pintam um quadro vívido da gravidade e do alcance da influência dessas organizações criminosas.
Uso de Metáforas e Analogias: O autor emprega metáforas potentes, como “tentáculos predatórios” e “hidra de múltiplas cabeças”, para descrever a expansão e a complexidade das operações do Tren de Aragua. Essas figuras de linguagem ajudam a ilustrar conceitualmente a natureza multifacetada e insidiosa dessas organizações criminosas.
Estrutura Narrativa e Fluxo: O texto é estruturado de maneira a conduzir o leitor através de uma jornada narrativa, começando com a origem do Tren de Aragua e progredindo para a sua expansão e impacto. Cada subtítulo introduz um novo aspecto da história, mantendo o interesse e a atenção do leitor.
Persuasão e Argumentação: O autor usa uma mistura de fatos, análises e citações para construir um argumento convincente sobre a natureza e o impacto dessas organizações criminosas. A inclusão de estatísticas, exemplos específicos e declarações de autoridades contribui para a credibilidade do texto.
Apelo Emocional: O texto faz uso estratégico do apelo emocional, especialmente ao descrever as vítimas da exploração e os ambientes degradados em que essas organizações operam. Isso não só humaniza o problema, mas também gera uma resposta emocional no leitor, reforçando a gravidade da situação.
Clareza e Concisão: Apesar da complexidade do assunto, o autor consegue manter uma linguagem clara e direta, facilitando a compreensão do leitor sobre os aspectos multifacetados do crime organizado.
Contextualização: O texto fornece um contexto histórico e social, o que ajuda a situar o leitor no cenário mais amplo das atividades criminosas e suas implicações.
Ritmo e Pacing: O texto é bem equilibrado em termos de ritmo. Ele começa com uma introdução cativante, desacelera para detalhar aspectos específicos da organização criminosa, e depois acelera novamente em segmentos que exigem maior atenção, como a descrição das atividades ilícitas. Essa alternância entre detalhamento e agilidade ajuda a manter o leitor engajado.
Transições e Conexões: As transições entre diferentes tópicos e subseções são suaves e lógicas. O autor utiliza subtítulos que funcionam como marcos, orientando o leitor através das diversas facetas da história. Essa estruturação facilita a compreensão do texto, apesar da complexidade do assunto.
Variabilidade na Estrutura de Sentenças: O texto mistura sentenças curtas e diretas com outras mais longas e descritivas. Essa variedade ajuda a criar um ritmo que mantém o leitor interessado, evitando a monotonia.
Uso de Citações e Dados: A inserção de citações e dados estatísticos é feita de maneira a complementar o fluxo do texto, em vez de interrompê-lo. Esses elementos adicionam profundidade e credibilidade ao conteúdo sem sacrificar o ritmo geral.
Narrativa Envoltiva: O estilo de escrita do autor é imersivo, utilizando uma narrativa que quase se assemelha a uma história de suspense. Isso é eficaz para um assunto complexo e, por vezes, sombrio, como o crime organizado.
Apelo Dramático: O texto emprega um tom dramático em certas partes, especialmente ao descrever as operações e o impacto do Tren de Aragua. Isso funciona para capturar a gravidade da situação, mas sem exagerar na dramatização.
Conclusão Reflexiva: O texto termina com uma conclusão que incita à reflexão, incentivando o leitor a ponderar sobre as implicações mais amplas do crime organizado. Isso proporciona um fechamento eficaz para o artigo.
Tom Narrativo e Dramático: O texto possui um tom narrativo forte, quase cinematográfico, que capta a atenção do leitor. A abordagem é dramática, mas sem exageros, o que ajuda a enfatizar a seriedade e a gravidade do tema.
Descrição Vivaz: A descrição detalhada e vívida dos cenários e personagens confere uma dimensão quase tangível ao texto. Isso é particularmente eficaz ao retratar a atmosfera opressiva das prisões e a natureza sombria das operações criminosas.
Riqueza de Detalhes: O autor não economiza em detalhes, tanto na descrição dos ambientes quanto na apresentação das atividades criminosas. Isso ajuda a criar uma imagem completa e profundamente contextualizada dos eventos e personagens.
Abordagem Reflexiva e Crítica: O texto não se limita a descrever os acontecimentos; ele também reflete sobre as implicações sociais, políticas e humanas do crime organizado. Isso adiciona uma camada de profundidade intelectual ao artigo.
Fluidez e Legibilidade: Apesar da complexidade do assunto, o estilo de escrita é fluido e acessível, tornando o texto legível para um amplo espectro de leitores.
Integração de Múltiplas Perspectivas: O texto inclui várias perspectivas e vozes, desde autoridades policiais até vítimas, o que proporciona uma visão holística do assunto.
Análise da imagem de capa do artigo
A imagem apresenta três homens em um beco colorido, cada um vestido com roupas que parecem refletir um estilo de vida urbano e talvez até mesmo uma associação com gangues ou grupos criminosos, dada a natureza do texto acompanhante. A saturação de cores é intensa, com tons vibrantes nas paredes, o que poderia ser uma representação artística para destacar a vivacidade e talvez a tensão do cenário. No canto superior direito, há um texto que diz: “TREN DE ARAGUA E PCC 1533 o que une e difere esses dois aliados no mundo do crime Salmos 58:10”.
Esta legenda sugere um foco na comparação e contraste entre duas organizações criminosas conhecidas, o Tren de Aragua e o Primeiro Comando da Capital (PCC 1533), e parece evocar uma conexão ou uma reflexão com uma passagem bíblica, que é incomum e pode ser interpretada como uma escolha de design para agregar profundidade ou ironia, dado o contexto de crime mencionado.
A inclusão de um verso bíblico em tal imagem cria um contraste intrigante entre a espiritualidade e a ilegalidade, possivelmente sugerindo uma reflexão sobre moralidade ou destino dentro do contexto dessas organizações criminosas. Este elemento pode ser um toque dramático para sublinhar a complexidade e a dualidade dos indivíduos envolvidos nesses grupos, ou uma crítica à maneira como tais grupos podem ser romantizados ou demonizados em narrativas e representações culturais.
Se a facção PCC existira sem o neocapitalismo, pode nem parecer importante para você, mas não é assim não.
O sonho do moleque de enriquecer e ostentar tem mais haver com essa teoria econômica que com as raízes da facção dentro na opressão carcerária e das periferias.
Entendendo se o PCC existira sem o neocapitalismo
O neocapitalismo e o PCC são duas coisas difíceis de entender e totalmente diferentes, né não? Não, é não!
Não teria o Primeiro Comando da Capital se não fosse o mercado globalizado, tá ligado?
É por isso que estou chegando para dar a real numa questão que parece assim ser tão complicada.
Onde o PCC nasceu? Com o Massacre Carandiru em 91,com o Comando Vermelho no Rio ou na Casa de Custória de Taubaté em 93?
Todas as respostas estão certas, mas vou te provar, mano, que o buraco é ainda mais fundo e que tem mais bagulho envolvido aí.
E só vamos entender direito quando descobrirmo se o PCC existira sem o neocapitalismo.
Foi aí na virada dos anos 90 que o mundo viu a queda do Muro de Berlim e a vitória do neocapitalismo sobre o socialismo internacional.
Mas não foi só isso, irmão. Tem o que tinha por trás disso que todo mundo tava olhando.
Essa história da queda do muro abriu as portas do Brasil pro neocapitalismo e pra globalização.
No embalo acabaram com um monte de regras de mercado e veio a privatização de serviços públicos, deixando vários irmãos desamparados e vulneráveis à criminalidade.
E foi aí que a organização criminosa Primeiro Comando da Capital entrou, irmão.
Com uma estrutura organizacional forte e bem montada, os caras ofereceram proteção e serviços pra uma galera abandonada pelo governo.
E assim, a facção PCC 1533 mostrou que conseguia controlar o comércio de drogas nas comunidades periféricas, nas prisões e até em outros países.
Tá entendo da razão que eu tô questionando você se o PCC existira sem o neocapitalismo?
Mesmo com filosofias diferentes o PCC existira sem o neocapitalismo?
Mas, peraí, isso não quer dizer que o Primeiro Comando da Capital é só uma organização criminosa, que visa lucro.
Li a reportagem mas só quero fazer uma observação que um integrante do 1533 não visa o lucro como prioridade.
Pode ter alguns na organização que visam apenas o lucro, mas eles estão com uma visão equivocada em relação a causa que é maior.
Porque a expansão do Primeiro Comando da Capital veio com muita luta ao longo desses anos.
Se fosse necessário travar outras batalhas para a continuação da filosofia do PCC eu não exitaria, mas a guerra é apenas uma consequência extrema de uma situação quando não se tem concordância….
Fica na paz
Os crias do 15 têm uma filosofia própria, baseada em ideias de solidariedade, justiça e respeito aos direitos humanos.
Eles são uma reação ao individualismo e ao egoísmo que são valores fundamentais do neocapitalismo, mano.
Enquanto a filosofia capitalista promove a competição e o lucro a qualquer custo, o PCC se preocupa com o bem-estar da comunidade e com a proteção dos mais fracos.
Mas não dá pra ficar só falando do PCC sem entender como a organização paulista nasceu, irmão.
Sê vai ver que não tem nada de sonho de riquesa na origem, o que se queria era liberdade, igualdade e justiça. Essa história do lucro e da ostentação só veio depois — muitos ainda, bravamente resistem.
PCC existira sem o neocapitalismo? organização social X empresa de sucesso
O neocapitalismo é um sistema social e econômico que privilegia os mais ricos e poderosos em detrimento dos mais pobres e vulneráveis.
Então, se queremos mesmo entender o Primeiro Comando da Capital, precisamos entender o modelo econômico e político de nosso país, irmão.
A facção PCC nasceu para tentar construir um sistema de solidariedade, justiça social e direitos humanos, e não para acumular poder e dinheiro nas mãos de poucos.
Quando isso mudou? Será que mudou?
Facção PCC: uma semente lançada em solo fértil
Não vem tirar o corpo não! Fomos nós todos que deixamos o solo fértil pras sementes que eram jogadas por Zé Márcio Felício, o Geleião do PCC.
Não sei onde cê tava e o que fazia em 90, mas enquanto isso…
Zé Márcio caminhava pelos corredores e pátios ocultos por trás das muralhas das cadeias, semeando a ideia nos corações e nas mentes dos detentos.
Quem me deu os detalhes dessa história foram: Marcio Sergio Christino, Antônio Marcos Barbosa de Quadros, e Leonardo Mèrcher Coutinho Olimpio de Melo.
Cabe ao semeador retirar as sementes do celeiro e levá-las ao campo, ou a safra não virá; mas se ele jogar no tempo certo e num solo fértil, a colheita vem, não importa quem jogou a semente ou quem botou adubo no solo.
Na parada do semeador, o nome do cara que jogou a semente nem é falado, o que vale é o trampo que ele fez.
E aí, mano, quando a gente ajuda a fertilizar o solo pras sementes do Primeiro Comando da Capital, a nossa participação é importante, mas nosso nome também não.
A gente fica na humildade, negando que o resultado da nossa participação, mas cara, no fundo tamo ligado que ajudamos também.
Cada um de nós ajudamos a construir a facção PCC, mesmo que a gente tenha só escolhido o Collor pra presidente achando que ia ser uma coisa.
Collor implantou fortaleceu a organização criminosa ao abrir os portos para o mundo e derrubar barreiras. Simples assim.
O Partido do Crime da Capital é fundado no sangue de Rato
Mano, no dia 11 de março de 1991, as sementes do PCC foram plantadas em solo fértil durante um banho de sol no presídio do Carandiru.
O PCC não brotou em 1993 lá no Piranhão e se espalhou de uma vez só, mas na real, ele já tinha começado lá atrás, mas foi nesse ano que ele se consolidou…
Naquela tarde de chuva de 93, o Rato caiu morto pelas mãos do Geleião no Piranhão, como era chamado a Casa de Custódia de Taubaté.
Gelião fundava o PCC, regando-o com o sangue do Rato, enquanto o Zé Márcio (Geleião) jogava sementes de presídio em presídio, pregando a “boa nova”.
E assim foi a fundação oficial do “Partido do Crime da Capital – PCC”, mas também se definia o método que viria a ser adotado pela organização criminosa prá poder dominar territórios: botar terror sobre as lideranças inimigas para dominar todo o grupo que eles lideram.
Morte alimentando o fim do ciclo da opressão carcerária
Eram espetáculos de morte dentro dos presídios, preso matando preso, que alimentavam nossa sede por sangue na televisão.
Os governantes e agentes públicos providenciavam tais espetáculos, mas sem saber fortaleciam a divulgação da “boa nova” de Geleião e do PCC.
O solo tava pronto, mas quem planta deve se arriscar e era hora de começar mais o show.
Zé Márcio foi escolhido e mandado pra Avaré, pra morrer, mas a história não foi fácil assim
Os administradores da prisão queriam vingança e botaram Geleião no meio dos inimigos, jogaram ele na cova dos leões.
Mas Zé Márcio não se acovardou, foi até o campo de futebol onde Zorro, líder da facção Comando Democrático da Liberdade (CDL) jogava, chutou a bola pra fora e desafiou:
O que você quer? Se quer me matar, então me mata agora, resolve aqui mesmo!
A atitude corajosa de Geleião não foi ignorada e Zorro e sua gangue CDL se converteram naquela hora para o Primeiro Comando da Capital.
E mais um campo fértil foi plantado pro PCC florescer, mas não se engane, a culpa pelas chacinas é nossa também.
Nós e as chacinas nos presídios
Todo mundo aplaudia a violência nos presídios e pedimos mais morte em segredo.
“Chacina” pode ser uma palavra popular, mas no mundo jurídico é só um jeito que descreve a violência contra um grupo de pessoas por outra que se acha superior.
Enquanto isso, os “cidadãos de bem”, podem escolher seu caminho superior ao nosso.
Mas essa liberdade tem um preço, e somos nós quem vendemos para eles as drogas que, mesmo sabendo que fazem mal, eles consomem porque é difícil resistir ao seu apelo fatal.
Mas é o livre mercado de um mundo sem fronteiras, não era isso que queriam? Então, enquanto se achavam mais inteligentes, foram os PCCs que dominaram o mercado.
E o mercado negro de drogas tá aí, é poderoso e influente.
A semente foi plantada, o PCC cresceu e se consolidou nos presídios, mas quem deu as sementes que jogou Zé Márcio em Avaré nunca vai assumir sua culpa.
E nós, que negamos nossa participação nas chacinas, também temos nossa parte obscura.
E aí a gente se pergunta: onde foi que erramos, como chegamos aqui?
É só lembrar como tudo isso começou, com a ganância de uns e o sofrimento de outros.
Será que alguém quer o fim da opressão carcerária, e um mundo mais justo e mais humano, enfim?
Será que o Primeiro Comando da Capital esqueceu suas origens se curvando para o lucro prometido pelo neocapitalismo das fronteiras abertas?
O ex-irmão do 31 afirma que não, que continuam fiéis, mas o que eu vejo, é cada vez mais é o sonho por riqueza, poder e ostentação predominar.
A nova geração do PCC vai me fazer mudar? Sei não. Acho que nem eu vou mudar os moleques e nem eles vão me fazer mudar.
Cê tá ligado que eu já tô sacando qual é a treta que separa a mente dos mano da nova e da antiga escola do Primeiro Comando da Capital, né?
Antigamente, a maioria dos caras que entrava na facção tava preso e precisava se juntar com os irmãos pra garantir o mínimo de sobrevivência no cárcere e na rua. Mas hoje em dia, a rapaziada nova que tá entrando no crime tá sonhando em ficar rico e subir na vida, e vê no PCC uma porta pra alcançar esse objetivo.
Lá em casa funciona assim…
Vou te falar a real da lei aqui de casa, e é mais importante do que muito maluco imagina.
Aqui é regra: nada de roupa de bandido. Nem esses short, camiseta ou blusa cheio de Charadas, Arlequinas, Yin-yang, carpas e essas paradas.
Não tô afim de chamar atenção dos vizinhos, da população e muito menos da polícia pra minha quebrada. Aqui é só paz e tranquilidade.
Todo mundo aqui segue na moral minhas regras e os mais velhos já puxaram essas ideias também para suas casas.
Só louvando o lucro do crime
Só que meu sobrinho novo ainda rateia, é verdade que não chega aqui com roupa de malandro, mas vem na ostentação, cheio de: Tio Patinhas, diamante, dinheiro.
Só tô te contando isso para você se ligar em uma parada muito maior.
Uma parada que você não vai ver nas quebradas e nem nos corres do crime mesmo que teja de frente e olhando pro bagulho.
A nova geração do PCC e o mundo do crime mudaram
É importante botar na cabeça que entre os das antigas e os novos chegados da facção PCC 1533 tem um mundo de diferença.
Mesmo eu convivendo de boa com gente das antigas e da nova geração do PCC, eu não tinha sacado essa parada.
Cada geração tem sua visão própria do corre do crime, mas o mais loko ainda, é que cada uma vê de forma diferente o seu lugar no Primeiro Comando da Capital e quem merece ou não ser da Família 1533.
Mano, foi mó sinistro, mas dois leitores aqui do site, o “irmão do 31” e o “Jerick do 11” e meu sobrinho mais novo, é que me ligaram a atenção pra essa parada…
Só que ela não encaixa nas ideias que recebi de “sintonía do pé quebrado”, agora vai daí.
Eu vou jogar as ideias aqui, se alguém quiser depois me procura para esclarecer melhor as ideias.
Eu entendi o que o “irmão do 31” queria, ele deixou bem clara a ideia:
Ele quer “poder melhorar, poder expandir”.
O irmão tá ciente que tá cercado em um campo minado e que mesmo entre os que falam que fecham junto, nas atitudes do dia a dia, não condizem.
Mas tudo isso ele está disposto a enfrentar e esse não é o problema, o que trocar ideia para poder fortalecer os negócios.
… eu e o “Jerick do 11”
Minha resposta foi seca ao “irmão do 31” não teve nada a ver com o que ele queria.
Eu foquei no problema e não na solução que ele buscava. Eu vi o inimigo e a falta de fortalecimento das lideranças da família.
Faz uns anos, se alguém mandava um salve de Minas Gerais, já chegava de uma pá de lugar irmãos e companheiros querendo colar pra acalmar a quebrada junto com o irmão.
Mas hoje em dia não é assim, e eu meti a boa criticando essa falta de união da família.
A ganância tomou conta da Família 1533? O bagulho é o seguinte:
Tá parecendo que a liderança do Primeiro Comando da Capital só tá ligada nos grandes negócios e tão se afastando dos irmãos nas trancas e nas quebradas.
Mas é perigoso demais seguir por esse caminho, sem cada um, em cada canto, todo mundo fica mais fraco, até mesmo os que hoje tão no topo.
Mas agora eu vejo que eu estava errado. O que o “irmão do 31” não era isso que queria.
Ele, assim como a nova geração do PCC, tá ligado que o corre é fortalecer o negócio, não é querer treta.
Claro que ele vê a disputa como parada normal, mas não tá afim de abrir guerra não.
Quem me abriu os olhos para essa realidade foi o “Jerick do 11”
… o “Jerick do 11”
O comando está passando por uma metamorfose.
Hoje em dia as pessoas estão associando luxos com o Primeiro Comando da Capital.
Por exemplo:
Quando alguém via um “noia” na rua já pensavam, esse aí deve ser do pcc, mas agora eles pensam isso quando vêem alguém passando de Landrover preta blindada em um condomínio de luxo.
O comando está crescendo muito e se afastando das raízes. Não sei até que ponto isso é bom.
Crescer sempre é bom mas sem perder a humildade e sem esquecer o que te levou o que levou o comando até lá.
Então. Eu com minha cabeça das antigas me foquei no problema enquanto a nova geração está focada no progresso.
Entendo de boa. Aceitar… fazer o que?
Mano, eu conheço essa história faz um tempo já.
Desde 2007, trombando com aqueles irmãos dos corres do tráfico e do crime, já rolava a uberização do trampo deles.
Aí agora vem os caras falando que oferecem serviços on-demand para consumidores como se isso fosse novidade.
Que isso, irmão, lá atrás já tinha moleque da facção PCC nos bairros parados esperando uma ligação pra fazer uma entrega ou ir buscar o bagulho lá no Paraguai.
Eles falam em conectar prestadores de serviços independentes com consumidores que precisam desses serviços.
Mas isso é a mesma coisa que rola no tráfico, usam trabalho precarizado e sem direitos trabalhistas e ainda pior, porque pode perder a liberdade.
As lideranças, os patrões e gerentes pegam o moleque que faz o serviço melhor pelo preço mais barato, fazendo uma disputa entre os moleques pra ver quem oferece mais vantagem pra pegar os corres.
Todo mundo se achando empresário autônomo, mas seja UBER,
Tanto na correria quanto no UBER, as crianças ficam olhando pra chefia dos grupos, sonhando em um dia ser líder e ficar rico.
Daí vem as roupas de ostentação do meu sobrinho, daí o sonho de muitos.
“Jerick do 11” acaba por resumir o que é o pensamento da nova geração do PCC que vivem e sonham com a vida do crime.
O que eu to ligado do PCC hoje em dia é que os caras cresceram muito, mano. Expansão de área, dinheiro rolando solto pra certos membros. E aí já viu, né, isso tudo aparece na mídia direto. Sempre tem um suposto membro do comando indo em cana com uma coleção de carros de luxo, imóveis, helicóptero, iates e tudo mais.
E isso é parada que eu já vi de perto também, irmão. Há muitos anos atrás conheci um mano do comando (hoje ele saiu e tá na igreja) que morava numa casa gigante de 500 metros quadrados num condomínio fechado. Tinha coleção de carros, caminhão avaliado em 400 mil e jetskis. Só descobri o que o cara fazia de verdade depois de anos de convivência e confiança.
Isso me fez pensar sobre o perfil dos membros do PCC, mano. Será que é só favelado ou também tem os chiques de condomínio? E agora a referência que a gente tem dos membros do PCC (pelo menos a referência que eu tenho e que a mídia mostra) é que eles são milionários e se passam por empresários na baixada santista e tal.
Será que o comando virou um cartel, irmão? E os membros que são considerados de “baixo nível”, ficam pra trás? Ou o comando se dividiu entre alta e baixa cúpula?
Pois é. Faço minha a dúvida de “Jerick do 11”.
Faz uns tempos já que eu soltei um texto sobre como o Primeiro Comando da Capital entrou nesse mundo do neoliberalismo com sua uberização que ilude com sonhos de jardins, carros de luxo e muitas mulheres e entrega trabalho explorado e vida atás das muralhas.
E só agora vejo que era óbvio onde íamos parar se continuássemos caminhando nessa em direção a esse liberalismo concervador onde chegaríamos.
Sei que o “Vinny do 11” vai falar para mim que “isso aí é coisa de caduco”, mas fazê o que?
Até pago pau para os novos que não querem guerra, mas não acho certo não abandonar todos aliados pelo Brasil que deram o sangue pela Família 1533.
O PCC tá querendo expandir no atacado e deixar o varejo só em certas áreas, principalmente em São Paulo, deixando outras regiões nas mãos de uma molecada.
Mas essa escolha pode trazer problemas pro futuro da facção, porque essa rapaziada não tá pronta pra administrar as quebradas de São Paulo.
E essa parada de deixar a base de lado pode ser um problema no futuro, porque tá rolando uma administração muito amadora em vários lugares.
A galera tá empolgada com o atacado, onde já tá com uma participação majoritária nas rotas NarcoSur e na Rota Caipira.
E esse esforço tá valendo a pena, pelo menos por enquanto. O próprio Promotor de Justiça Lincoln Gakiya já disse que o PCC tá no patamar de um cartel internacional de droga.
A gente ainda não pode afirmar que a facção vai continuar nesse caminho, mas tudo indica que vão manter essa rota.
E apesar de tudo, São Paulo deve continuar sendo mantido como berço da facção, mas o Tribunal do Crime pode ficar mais fraco nessa mudança porque muitas vezes ele é formado por membros que não tão tão na linha da facção.
Quem me mandou essas ideias foi um leitor do site lá do 31, irmão dos corres e que tem a quebrada no seu coração.
Valeu grandão irmão do 31, pela inspiração e pelas ideias!
Vai um aviso aí! O irmão não falou nada disso, eu que estou dizendo, ele só passou a real do que acontece na quebrada e eu meti o loco nas ideias.
A ganância tomou conta da Família 1533?
O bagulho é o seguinte:
Tá parecendo que a liderança do Primeiro Comando da Capital só tá ligada nos grandes negócios e tão se afastadando dos irmãos nas trancas e nas quebradas.
Mas é perigoso demais seguir por esse caminho, sem cada um, em cada canto, todo mundo fica mais fraco, até mesmo os que hoje tão no topo.
O problema é que, enquanto isso, tem muita gente simples, muita família espalhada por aí sendo abandonada.
Não passa dia sem que alguém fala aqui prá mim que tá abandonado, sem suporte, sem apoio, sem condições de lutar por seus direitos e sua dignidade.
No começo eu só via aqui, mas agora é em todo o mundo, em todas as linguas.
Tá todo mundo vendo as mortes e o fogo no Rio Grande do Norte, consequência do abandono, da divisão da Família 15, e o fim da família forte e paz nas quebradas.
Paz, Justiça, Liberdade, Igualdade e UNIÃO
Família forte e paz nas quebradas não pode ser a solução, mas não existe vácuo no universo, tá ligado?
A união é a chave pra fortalecer a família, pra proteger os nossos irmãos e irmãs em todas as quebradas, em todas as favelas, em todos os cantos desse mundão.
Não é a união pelo crime não.
É a união pela paz e pela liberdade de não ser oprimido pelo mundo do crime, por políticos e pelo estado quando estes só querem sugar nosso sangue.
Então bora fortalecer a família, bora botar em prática a ideia de que um por todos e todos por um é a única forma de vencer as paradas difíceis.
Tamo junto, família!
Essa frase é a que mais ouço, mas é só uma frase que está cada vez mais vazia, mas não pode ser assim não.
Queremos um mundo sem espaço para o Primeiro Comando da Capital
Sabe, quando a gente pensa em um mundo ideal, vem logo à mente um monte de coisas:
não teria criminosos,
político miliciano,
trairagem,
guerra entre irmãos,
inocentes mortos,
opressão do estado e da polícia.
Seria tudo bonito, tudo perfeito, mas aí a gente acorda e se dá conta de que a realidade é bem diferente.
A gente queria ver nossas crianças crescer em bairros bonitos, com escolas boas e saúde pública de qualidade.
A gente queria bons empregos prá nós e para todos, mas isso tudo parece tão distante, tão difícil.
Ainda vai rolar muito sangue e choro antes de chegarmos a um mundo ideal.
É triste, mas é verdade. Enquanto isso, o que podemos fazer é fortalecer a nossa família, nos unir, nos proteger.
Lembra quando a família tava unida, tava forte? Era melhor, não era? Não né!
Tava melhor quando os filhos da periferia eram presos e mortos, sem dó nem piedade, enquanto o avião do presidente Bolsonaro levava de boa drogas da milícia para a Europa. Tá então tá, tua cara, não a minha,
Pode não gostar, mas respeito é bom
Você podia até não gostar da “hegemonia do PCC 1533” no mundo do crime, mas não tinha o que aconteceu no Rio Grande do Norte, não tinha essa violência sem sentido que tá rolando por aí.
Na onde o Primeiro Comando da Capital tá fortalecido, todo mundo ganha com a paz nas ruas.
Tem gente que não liga quando morre um ou dois ou 111, mas cada um que morre nas quebradas ou nas trancas tem famílias, tem crianças, tem pais.
Todo mundo perde, e o mundo fica sempre pior, mais violento, mais triste.
A gente sabe que em um mundo ideal não teria uma organização criminosa como o Primeiro Comando da Capital.
Mas enquanto não chegamos lá, a família garante a segurança, a proteção nas periferias e nas quebradas.
E um dia, quem sabe, a sociedade poderá viver em paz sem a Família 1533, mas para isso, ela vai ter que acordar de seu sonho dourado de achar que só com opressão vai conseguir trazer paz e justiça para todos.
O dinheiro e o poder estão dividindo a Familia 1533
Eu tô ligado que tá difícil, que tá cercado de inimigos, que tem aliados que não seguem as regras, mas mano, é hora de fortalecer nossa comunidade, de unir mais, de ter mais disciplina.
Não é fácil, eu sei, mas a gente não pode deixar a peteca cair. Temos que estar juntos nessa, unidos, firmes e fortes.
A família é o que temos de mais importante e, mesmo cercados de inimigos, não podemos deixar que eles nos destruam.
Temos que mostrar que somos mais fortes, mais unidos, mais disciplinados. Queremos um mundo sem o crime organizado cuidando das comunidades, mas quem e como estão fazendo isso?
A hegemonia do PCC não é boa para a sociedade, eu sei, nós sabemos, mas e aí?
O que você colocou no lugar para poder criticar?
Só ódio nas palavras, imóveis comprados em dinheiro e militares com viagra e leite condensado dentro das escolas.
Família de verdade se protege
Que somos todos uma família de verdade, que se ajuda, que se protege, que luta junto. É isso que vai nos fortalecer, que vai fazer a diferença.
E eu sei que tem vários irmãos buscando uma solução. Então, vamos ouvir uns aos outros, vamos nos ajudar, vamos nos apoiar.
Juntos, somos fortes, unidos somos invencíveis. Então, meu irmão, não desanima. Continua firme, continua lutando, mas não valila.
Se liga na importância da estrutura, do suporte, do apoio. Isso é o que vai fazer a diferença na caminhada do cotidiano.
Isso é o que vai nos permitir expandir, desenvolver e primeiro conquistar um mundo sem inimigos e opressão, e depois, um mundo com justiça e paz.
Mais verdadeiro do que nunca nos tempos de guerra entre irmão em que vivemos.
A máquina opressora tá cada vez mais tentando fechar os espaços, tá cada vez mais forte, mais agressiva.
Não pode deixar que ela nos domine, que ela nos tire a voz, a liberdade, a dignidade.
Tem muito cara por aí que só visa lucro, que só pensa em si mesmo, que não tá nem aí pra população, pode ser político, empresário e até líderança de comunidade.
Mas a gente não pode deixar que essa gente nos enfraqueça, que nos divida, que nos faça desistir.
Para vencer só com muita luta e união
Temos que ser inteligentes, estratégicos, astutos.
Temos que saber onde pisamos, onde colocamos nossos pés.
Temos que estar atentos, vigilantes, preparados.
Temos que ter a inteligência como nossa arma mais poderosa.
Não é fácil, eu sei. A guerra é dura, implacável. Mas a gente não pode baixar a guarda, não pode se render.
Temos que resistir, lutar, batalhar. E a inteligência é a nossa melhor aliada nessa luta.
Então, meu mano, não desanima. Continua firme, continua lutando. A gente vai vencer essa guerra, a gente vai superar todos os desafios. Com inteligência, com garra, com determinação.
A vida na quebrada é dura, é complicada. Tem muitos obstáculos, muitas barreiras. Mas com estrutura, com apoio, com um quadro firme, a gente consegue superar tudo.
Já falei pra você um monte sobre os ataques que o Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533).
É tudo coisa do passado, não rola mais, a coisa já não funciona mais assim. mano.
Geral sabe que eu não curto falar de assunto polêmico, mas dessa vez não rolou de ficar na minha.
Vai a real!
Não é que a facção PCC 1533 parou de atacar por medo das autoridades, oxê!
Continua até hoje, mas as lideranças sabem onde pisam e escolhem com critério, para dar um recado forte, mas sem chamar atenção de mais.
Nem foi por falta de força, lembra do Jorge Rafaat Toumani, nem três carros blindados com 12 escoltas pesados garantiram o cara.
Mas a jogada é simples, entende aí:
Para a droga continuar fluindo pelos estados e países, e dezenas de irmãos e companheiros não perderem a liberdade o Primeiro Comando da Capital fica na contesão, para não ficar aí chamando a atenção da imprensa e do governo.
A parada é conhecida como pacificação ou paz entre ladrões, e isso rola demais nos grupos criminosos tipo o PCC, sacou?
Funciona assim:
O Primeiro Comando da Capital nem faz um acordo com as autoridades, só não fazem nada que chame a atenção, deixando na tranquilidade as áreas que tão agindo.
Aí não tem opressão da polícia. Todo mundo ganha com a paz nas quebradas.
O comércios continua fluindo porque ninguém vai chamar atenção dos mano do governo, que vai cobrar atitude dos policias, entendeu?
Aí vem essa que facção PCC ia matar Sérgio Moro .
De uma hora para outra o Primeiro Comando da Capital. Entendeu, agora vamo desfilar na avenida com melancia no pescoço?
Não se engane, mano. A política é um jogo sujo e o crime organizado é só mais um jogador nesse tabuleiro.
Políticos são capazes de tudo para manter ou ampliar seu poder e influência, até envolver uma grande organização criminosa no rolo.
Daí, vem alguém e me fala:
Caiu o esquema que a facção PCC ia matar Sérgio Moro !
A facção já executou diversos agentes públicos após ponderar o custo e o benefício da ação, cansei de dar a real aqui neste site. Vixi! Um monte.
Um diretor de presídio ou um agente penitenciário que tente interferir na visita íntima correria o risco de retaliação.
Uma Policial Militar ou Civil que vai pra cima da quebrada na covardia, também, pode até ser morto, mas aé tem todo um esquema.
Tipo assim, forjando uma simulação de assalto em um local longe da comunidade em que o policia atua, sacou?
Os ataques devem dar um recado sem que o custo causado pela da represália do governo e dos policiais seja maior que o resultado esperado: causar medo e garantir o respeito dos outros funcionários e policiais, e até do próprio governo.
A quem interessa a notícia que facção PCC ia matar Sérgio Moro ?
Aí quando vi aquele auê afirmando que a facção PCC ia matar Sérgio Moro , pensei:
Não, mano, não! Não é desse jeito que a facção atua.
A morte de Moro só beneficiaria o grupo político e criminoso para o qual ele ajudou a eleger, os milicianos do Clã Bolsonaro.
Fala sério! Se acha que a liderança da Família 1533 ia jogar todo mundo na opressão para entrar num cano furado desse? Pare!
Os inimigos já tomaram o governo uma vez na trairagem. Agora vão usar a mesma estratégia para tomar o poder de novo.
Uma ação na qual a facção PCC ia matar Sérgio Moro serviria para reerguer o político e tirar do esgoto no qual foram jogados bolsonaro e seus milicianos.
Da outra vez foi aquela história do esfaqueamento do Bolsonaro, que fez ele ganhar a eleição.
Olha aí. Vamo vê esse filme ruim de novo.
Daí eu vi. Pô, não é só eu que estou pensando isso. O Presidente Lula disse o que eu pensei.
Todo mundo desceu o pau no Lula por ter falado o que muita gente estava pensando, até eu.
A juíza que tornou público o processo e decretou as ações contra o PCC nesse planejamento para atacar Moro chama-se Gabriela Hardt.
Vou pesquisar o porquê da sentença. Fiquei sabendo que a juíza não estava nem em atividade quando deu o parecer para ele.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
E não é só eu e o Lula que tamo nessa, o Prerrô também vê trairagem aí.
Mano, o grupo Prerrogativas (Prerrô) é composto por advogados, juristas e defensores públicos, falô na direta que isso aí pode ser “uma treta” do ex-juiz.
Agora acabou. Não falo mais sobre isso. Vou colocar aí na sequencia um texto antigo sobre os ataques do PCC.
No paiol do PCC: lançadores de granadas e foguetes
Os irmãos do PCC usam esses artefatos pra atacar a polícia de emboscada.
Os mano do PCC 1533 usam bombas e granadas, tudo que é explosivo pra assaltar os mercado, bancos e empresas de transporte de dinheiro, e quando tão presos em segurança máxima, eles mandam explodir tudo.
São ousados e perigosos, os malucos, bate o olho aí no relatório da Polícia Federal:
O Primeiro Comando da Capital (PCC) possui granadas, lançadores de granadas, petardos (tipo de explosivo), foguetes, lançadores de foguetes, metralhadoras, pistolas e artefatos explosivos improvisados.
A apreensão desses artefatos foi feita pelo DPF em Pradópolis/SP, a 320 km da capital do estado, e chamou a atenção da mídia e autoridades de segurança pública quanto ao alto poder de fogo e destruição dos explosivos.
A facção PCC 1533 tem um arsenal de armas e explosivos: granadas, petardos, foguetes, tudo que é artefato destrutivo, metralhadoras, pistolas, e ainda tem profissionais que fabricam suas próprias bombas caseiras.
No início, os mano do crime colaram de verdade com os bagulho pesado contra a segurança pública em 2006, quando pararam São Paulo, mas os atentados com bomba foi uma tragédia.
Cê pode nem lembrar, mas o PCC já tinha colocado dois dias de terror no peito em 2002, em São Paulo, que seria lenda mundial do crime se tivessem rolado os atentados da BOVESPA e do Fórum da Barra Funda.
Atentado na Bolsa de Valores (BOVESPA)
Mano, deu ruim! A Polícia pegou a Petronilha, a Primeira Dama do PCC, que tava planejando colocar uma bomba na Bolsa de Valores no centro de São Paulo.
A ideia era causar impacto tanto na área jurídica quanto na econômica, com repercussão mundial.
Se o ataque rolasse, ia afetar os mercados e causar um monte de consequências doidas, explica o Marcio Sérgio Christino e o Claudio Tognolli no livro Laços de Sangue.
Mas, infelizmente pra eles, a parada não foi pra frente. A Polícia interceptou a Petronilha antes que ela pudesse agir, e os outros envolvidos no plano sumiram. Eles abandonaram o carro com os explosivos, que foi encontrado pela polícia.
Ataque no Fórum da Barra Funda
A PM do Estado de São Paulo soltava preso pra se infiltrar e levar seus parceiros do Mundo do Crime pra morte certa.
Foi o que rolou na “Chacina da Castelinho”, onde o infiltrado deu a falsa de que uma grana pesada tava chegando num aeroporto, mas era só treta da polícia pra exterminar os bandidos.
O PCC, puto com a manobra dos tiras, mandou recado que não ia mais tolerar essa patifaria: um carro lotado de bomba no estacionamento do Fórum da Barra Funda na capital do estado.
O carro, um Ford-Escort bege, ficou no estacionamento cheio de explosivos: 20 cartuchos Mg-gel e 5kg granulados, totalizando 46kg. Também tinha um cilindro de gás acetileno, que ia causar muito fogo, explosão e bagunça. Seria a maior explosão da história do Brasil.
Mas deu ruim. O detonador falhou e o carro ficou parado por 2 dias até a polícia ir checar e descobrir que era um carro-bomba.
A treta iria rolar no dia do julgamento dos sequestradores do patrão da propaganda Washington Olivetto, que tavam ligados aos terroristas chilenos Movimiento de Izquierda Revolucionaria (MIR) e a Frente Patriótica Manuel Rodriguez (FPMR).
O PCC mandaria seu recado na surdina, enquanto ia ficando de boa fora da mídia, e até que rolou: a tropa que caçava os malucos infiltrados pra matar os bandido foi desmantelada.
Bolsonaro e seus milicianos tentam fazer o povo acreditar que o PCC mandou Adélio Bispo pra matar o presidente, mas isso não foi verdade.
A verdade é que o Primeiro Comando da Capital queria chamar atenção pro sistema carcerário e planejaram atentados.
Ia rolar explodir carros em estados vários e foi Fernandinho Beira-Mar quem planejou.
A facção paulista usaria tecnologia das FARCs, até ia ter sequestro de autoridades, rebelião em presídios, e tal.
Mas a parada foi abortada, por causa dos negócios. Agora tão tentando fazer acreditar que essa mesma organização criminosa, o PCC contra o Senador Sérgio Moro
A facção decidiu se manter nas sombras E as autoridades falam que descobriram tudo Graças ao setor de inteligência E impediram a ação antes do ocorrido.
As duas paradas têm valor…
… mas a parada que o PCC recrutou Adélio Bispo com uma faca só recebeu valor do Bolsonaro e dos seus fiéis, que depois começaram a falar com convicção que ele foi contratado pelo PT, PSOL, PSDB, China, Venezuela, CV…
O bonde do PCC 1533 usando explosivos
De vez em quando tem uns casos isolados em que os irmão usa explosivos caseiros pra fazer uns atentado local, mas agora a parada tá profissional, um irmão fica no paiol responsável por tudo.
O estoque e distribuição de armamento pesado e explosivo fica na mão de um irmão ou companheiro que avalia o risco e o lucro de cada investida que os equipamentos vão ser usados.
Tiago Mesquita Feitoza e José Alves Júnior falam no artigo sobre a história da evolução do uso de explosivos pelas organizações criminosas, desde os anos 60 até 2000, quando os malucos começaram a usar isso de boa.
De um lado, os caras contam que o uso de explosivos pra roubar caixa eletrônico começou no sul do país e depois chegou em São Paulo, mas de outro lado eles não falam que o PCC manda os criminosos treinados no uso de explosivos pra repassar o conhecimento e ganhar uma grana em cima dos assaltos ou por um preço fixo – e se eles não falam isso, muito menos eu.
Entrevista com um irmão excluído da facção PCC 1533 dando a real na tv? Fala aí, quantas vezes você viu? Nunca né?
A mídia só mostra um lado do mundo do crime, só vê a violência, o sangue, o tráfico, o terror.
Mas e o que tem por trás de tudo isso? A mídia não fala disso, não.
E as histórias dos manos, as razões que levaram eles a seguir esse caminho?
Aí vem a socióloga Camila Nunes Dias e faz a diferença e por isso ela foi atrás de falar direto com o irmão exlcuído da facção PCC.
Ela mostra que tem mais do que essa gente da imprensa consegue ver: tem um contexto social, político, econômico que tá por trás de tudo isso.
Camila Nunes Dias mostra que os manos não são monstros, que são seres humanos como todo mundo, que tem sonhos, que tem medos, que tem esperanças.
É por isso que a gente fica feliz quando vê Camila falando sobre o Primeiro Comando da Capital em lugares tão importantes mundo afora.
Novo artigo de Camila é a entrevista com o irmão excluído da facção PCC
Agora trombo com ela publicando um trecho de uma entrevista com um irmão excluído da facção PCC no site do Centro Estratégico para Pesquisa do Crime Organizado (SHOC) do Royal United Services Institute (RUSI).
Ela tá dando voz pros manos, tá mostrando a realidade deles, tá desmistificando a imagem que a mídia quer passar.
E é isso que eu tento aqui fazer nesse Site também. A gente tenta mostrar que tem mais do que a violência, que tem um contexto social que explica tudo isso.
Claro que não é pra passar a mão na cabeça do crime, não é pra romantizar a violência.
A gente sabe que o mundo do crime é pesado, que tem muita trairagem, que tem muita injustiça.
Mas a gente também sabe que tem muita gente boa envolvida nisso, muita gente que tá ali por falta de oportunidade, por falta de opção, por falta de alternativa.
Então é isso, mano. A gente fica feliz quando vê a Camila Nunes Dias falando sobre o PCC, porque ela tá dando voz pros manos, tá mostrando a realidade deles, tá humanizando essa galera que a mídia só vê como bandido.
Irmão excluído da facção PCC falando a real
Se quiser ler a entrevista original, com as palavras dela e as resposta do irmão, o link é esse aqui…
… mas se preferir, acompanha aí minha visão, que não é a mesma coisa, mas também dá para entender.
Irmão excluído da facção, eu entendo a tua situação
Aqui não tem julgamento, não tem condenação
Vamos conversar, vamos trocar ideia
Pode falar a real, sem medo de ser repreendido ou censurado
Aqui o respeito é mútuo, a dignidade é valorizada
Não importa o que você já passou, aqui você é acolhido e respeitado
Então fala, irmão, desabafa, expõe a tua verdade
Aqui nós somos uma família, unidos na busca por paz, justiça e igualdade.
Ele começa falando sobre sua adolescencia e ingresso na facção…
Tive uma infância pobre e simples.
Durante a adolescência, fiquei muito zangado com a minha realidade e suas limitações, descrente de que conseguiria qualquer coisa mesmo que me dedicasse aos estudos.
Naquele momento, as drogas e o contato com o narcotráfico entraram no meu cotidiano, até que perdi de vista meus próprios objetivos.
Na adolescência, me envolvi com drogas e comecei a conhecer membros importantes do PCC que trabalhavam no tráfico local.
Eles logo me recrutaram, identificando o potencial que eu tinha para administrar seus negócios.
Ele fala de como foi sua prisão e crescimento na organização criminosa…
Aos 18 anos fui preso, aos 19 fui batizado no PCC e aos 20 estava no topo da estrutura da organização, no estado mais importante e rico do Brasil no coração da organização criminosa, São Paulo.
O primeiro ano na prisão serviu como um curso intensivo sobre a vida na prisão.
Aprendi como funcionava o PCC e tive alguns mentores.
No meu segundo ano, fui transferido para uma penitenciária para prisioneiros de primeira viagem.
Depois de alguns anos fui dispensado de minhas responsabilidades e, a partir disso, analisei eticamente minha situação e entendi que a vida das drogas não era o que eu queria para o meu futuro.
Saí e fui embora, mas não tive uma segunda chance no meu país e decidi começar uma nova vida fora do Brasil.
Ele conta então de como chegou na liderança da facção PCC…
Eles precisavam de um líder local de confiança e começaram a me dar responsabilidades e poderes.
À medida que fui correspondendo às expectativas, eles me deram mais poder e tarefas mais difíceis até que fui transferido para uma cadeia de liderança do PCC: o depósito dos líderes da organização, onde aconteceu meu batismo.
Depois que fui batizado, fui nomeado padrinho de aproximadamente 60 outras pessoas que foram meus afilhados.
A prisão é um mundo com suas próprias regras, leis e estrutura de liderança.
Nos espaços prisionais, você assume um papel social em uma microssociedade criminosa.
O PCC é uma federação criminosa democrática que parasita o Estado por dentro, organiza o crime em todas as escalas, fornece segurança, proteção, equipamentos, e rede criminal.
Por algum tempo, a ideologia dominante me fez perceber o Estado tradicional como um inimigo e me deu motivos para resistir e lutar.
Quando a liderança local vê que um preso entende e subscreve os ideais do Comando e tem qualidades para avançar nos objetivos da organização, ambas as partes sabem que é hora do batismo.
Não me lembro quando decidi me dedicar totalmente a essa ideologia, simplesmente aconteceu.
No fim, ele termina falando de como virou um irmão excluído da facção
Você só pode sair do PCC por morte, mas pode obter permissão para sair do PCC por motivos religiosos.
Aos olhos do PCC, você sempre será um marginal que pode a qualquer momento tentar uma reviravolta.
No meu caso, fui afastado das minhas funções na sequência de um “processo administrativo” que constatou a minha “falta de responsabilidade” que resultou na perda de dinheiro do Comando.
6. Abandono de responsa: Quando fecha em uma responsa e deixa de cumpri-la sem motivos (fora do ar, transferências, saúde, etc…). A Sintonia deve analisar todos que serão cadastrados para evitar esses tipos de situações. Punição: De 90 dias à exclusão (depende da gravidade analisada pela Sintonia).
Sabe, a mídia só mostra a violência e o mal da quebrada, mas nossa irmã Camila Nunes Dias iria mais além.
Ela provavelmente veria, o que eu e você vemos, mas que a imprensa que só pega a visão da polícia e dos políticos não veria nunca.
Olha só…
Uma vida de pobreza e dificuldades pode ter gerado um vazio e falta de oportunidades, levando a desacreditar nas chances de sucesso com estudo e trabalho normal.
Entrando no mundo das drogas e do tráfico, talvez tenha sido uma forma de lidar com essa falta de perspectiva, oferecendo uma solução rápida e aparentemente vantajosa para ganhar dinheiro e status.
Ser recrutado pelo PCC pode ter rolado por ter habilidades de liderança e organização valorizadas pelos chefes do crime.
Esse reconhecimento e posição dentro da organização também pode ter suprido a autoestima e propósito que faltava na vida da pessoa.
Pra resumir, pelo que dá para entender das respostas do irmão excluído da facção PCC, ele vem de uma história de privação e falta de oportunidades, combinada com uma falta de confiança nos governos e na sociedade.
E aí, tá ligado na tecnologia dos equipamentos da firma?
Pois é, os narco-submarinos do Primeiro Comando da Capital é construído pelos próprios caras.
O PCC arrumou um jeito de construir seus próprios submarinos, que tão sendo usados pra levar um monte de drogas pra Europa e outros lugares.
Os manos sacaram que usar submarinos é uma forma de diversificar as operações e diminuir a dependência de rotas terrestres ou aéreas, que são mais fácil de cair na mão dos polícias.
E ainda por cima, esses submarinos permitem que a organização transporte grande quantidade de drogas de forma discreta e segura.
Emprego nos narco-submarinos do Primeiro Comando da Capital
Sobre os narco-submarinos do Primeiro Comando da Capital. Olha só, tá rolando muita conversa.
Aí é isso, não queria nem entrar nessa, mas vamos lá. Não tem como negar que os equipamentos da firma estão chamando atenção.
Se você está pensando em entrar nessa parada, é bom abrir o olho, porque o esquema é cabuloso.
Pra mandar esses bagulhos pra frente, a tripulação precisa ter de três a cinco manos na parada.
Os caras são escolhidos pelo trampo deles e pela capacidade de operar o submarino na responsa, sacou? Não é qualquer um, assim que chega e vai entrando.
Os moleques ficam encarregados de tudo, desde a preparação da nave até a navegação e a entrega das paradas no destino certo.
Sonharam com malote, glória e fama, mas acordaram mortos
Tem várias fatalidades envolvendo esses equipamentos do tráfico, Os narco-submarinos do Primeiro Comando da Capital também são cabulosos.
Mano, só lamento, mas é triste morrer assim, para alimentar ganância de viciado e de líder que fica, um só no vício e outro só no lucro.
Nem ligam para a vida dos manos que tão precisando do trampo para alimentar a família.
Os caras constroem as paradas usando alta tecnologia, mas fazem de qualquer jeito, sem ligar pra se os parceiros que vão nele morrem.
Quanto mais cheio, mais lucro, menos seguro. O que os caras vão escolher? Bidu!
Situações que rolaram e ninguém pode negar
Teve uma vez em 2010 que a Marinha colombiana interceptou um submarino cheio de drogas no Oceano Pacífico.
A polícia chegou e prenderam três dos moleques da nave, mas outros quatro morreram por causa dos gases tóxicos dentro do bagulho.
Imagina só! Você viajando com o corpo de seus manos!
Teve outro caso em 2011, mano, que um submarino cheio de drogas afundou no Caribe, perto da costa da Colômbia. Só um dos quatro manos que tavam lá dentro sobreviveu, foi resgatado por uns pescadores locais.
E não é só isso não, tem outras histórias de acidentes e mortes ligados aos submarinos do tráfico em todo canto desse mundão.
Mesmo com as mortes na caminhada, o fluxo continua
Mano, a Organização das Nações Unidas ONUDC soltou um relatório que está deixando a polícia de toda Europa arrepiada. E não é à toa.
Olha só, em março, lá na Normandia, surgiram do mar 2,3 toneladas de cocaína em bolsas brasileiras, algumas até presas em colete salva-vidas brasileiros, usados normalmente em barquinhos ou veleiros.
E tem mais, um narco-submarino abandonado foi encontrado na costa da Espanha, carregando cocaína do Brasil!
Lá dentro, só tinha roupas, mantas e comida, tudo de fabricação brasileira.
E sabe o que isso confirma? O papel cada vez maior do nosso país no tráfico internacional de cocaína.
A gente precisa ficar ligado, porque o bagulho está ficando cada vez mais louco. Os narco-submarinos do Primeiro Comando da Capital tão rodando o mundo, mano!
A História dos submarinos do tráfico
Olha só, irmão, se você quer saber tudo sobre esse assunto, eu te recomendo dar uma olhada no artigo da companheira Irene Hernández Velasco.
Ela manda muito bem, e consegue explicar tudo com mais clareza do que eu poderia fazer.
A gente só ouviu falar desses submarinos usados pelo tráfico de drogas na década de 90.
Fala sério! O que você estava fazendo naquele tempo? Lembra aí! Comenta aqui!
O que você fazia enquanto já tinha mano traficando debaixo d’água.
Os colombianos pularam na frente
Lá em 97, a Colômbia pegou um submarininho, no Equador na fronteira da Colômbia caiu outro.
Foram os primeiros apreendido dos traficantes tramsportando cocaína pros EUA e tinham capacidade pra transportar umas duas toneladas de pó. Esse do Equador foi o primeiro a ser pego em águas internacionais.
Nos anos seguintes, as autoridades de vários países, tipo a Colômbia, Estados Unidos, México e Espanha, relataram que pegaram vários submarinos do tráfico de drogas em rotas marítimas diferentes.
Essas paradas eram cada vez mais feitas com uma tecnologia mais sofisticada, capaz de levar muito pó por distâncias cada vez maior.
De lá pra cá, essa prática de usar submarinos virou moda entre as organizações criminosas que querem traficar drogas internacionalmente, sempre procurando formas cada vez mais modernas e difíceis de serem detectadas.
Esse novo equipamento é mais moderno, mas continua matando nossos irmãos
Mano, as informações sobre a tecnologia dos submarinos do tráfico de drogas são muito limitadas, já que essas embarcações são construídas em segredo.
Mas sabe-se que esses submarinos agora são equipados com tecnologia sofisticada pra serem eficientes e seguros.
Os narco-submarinos do Primeiro Comando da Capital usados pra traficar geralmente são feitos com materiais leves e resistentes, como fibra de vidro e kevlar, pra ficarem mais leves e difíceis de serem detectados pelos radares das autoridades.
Além disso, essas organizações criminosas utilizam tecnologia de comunicação via satélite e sistemas de navegação por GPS para monitorar a localização dos submarinos e garantir que eles cheguem ao destino final sem serem detectados pelas autoridades.
Eles também têm motores silenciosos e sistemas de filtragem de ar pra garantir que a tripulação possa respirar debaixo d’água por bastante tempo.
Só que tô ligado que para colocar mais carga, muitas vezes a chefia tira espaço do ar interno e daí os respiradores não tem nem o que limpar.
Esses submarinos são foda, alguns baixam até 30 metros no oceâno e navegam mais de 5.000 quilômetros.
De três a cinco moleques bem treinados conseguem transportar várias toneladas de drogas por viagem.
Mas, ó, pra construir essas embarcações é preciso gastar uma grana preta, porque eles usam tecnologia sofisticada e materiais de alta qualidade, além de exigir mão de obra especializada e treinada.
quando você chega eu já fui
E aí, irmãos, para terminar vou te falar sobre as rotas dos narco-submarinos do Primeiro Comando da Capital.
Como todas as rotas usadas pelo tráfico de drogas, tem que variar e mudar bastante e constantemente, se não cai.
Quando a autoridade descobre onde a gente vai chegar, nós já não vamos mais, já fomos, ficam no vácuo caçando ar.
Macaco velho não trepa sempre no mesmo galho.
Algumas rotas são bastante conhecidas até das autoridades, porque aí não tem jeito não, mas vai da sorte.
Uma dessas é a que parte das costas da Colômbia, Equador ou Peru e segue em direção à América Central, com destino aos Estados Unidos ou México.
Essa rota, os submarinos são usados para transportar grandes quantidades de cocaína, que é produzida nas regiões andinas da América do Sul e traficada para o mercado norte-americano, mas aí é coisa dos carteis lá de cima.
Ó prá terminar, vou soltar um versinho aí:
Os manos tão no controle, mas é fato Que os militares tão fracos, não fazem nada Tem submarino saindo do Amazonas Eles sabem, mas não conseguem controlar É a vergonha do país, a situação é triste As autoridades falham, e a população que assiste O tráfico de drogas ganha força e se expande E as autoridades nada fazem, só ficam de bobeira É difícil entender, a situação é crítica Enquanto os mano nadam de braçada Os militares ficam no leite condeçado e no viagra
Bem sabe que não estou mais disposto a me dedicar ao estudo da organização criminosa PCC 1533.
No entanto, ao abrir meu note deparo-me com uma situação intrigante.
O site The Football Lovers, especializado em artigos baseados em opinião, escritos por apaixonados fãs de futebol de todo o mundo, alega que sete clubes estão ligados ao mundo do crime:
O autor do artigo, Shimil Umesh, lembra que o Corinthians foi implicado no escândalo de corrupção da FIFA em 2015, com alegações de suborno e propinas envolvendo vários dirigentes de alto escalão.
No entanto, a principal acusação seria envolvimento da agremiação futebolística com o Primeiro Comando da Capital.
É fato que, conforme divulgado pela mídia, existe base para levarmos em consideração a possibilidade de que tais informações sejam verdadeiras.
No entanto, precisamos estar atentos às fontes e à veracidade dos fatos antes de tirarmos conclusões precipitadas.
É preciso investigar a fundo cada uma dessas alegações e obter provas concretas para confirmar ou refutar essas afirmações.
É preciso separar os fatos da ficção para chegar à verdade
No entanto, é verdade que existem casos de indivíduos associados ao clube que foram investigados e condenados por envolvimento com organizações criminosas, incluindo o Primeiro Comando da Capital, como torcedores organizados e até mesmo alguns ex-jogadores.
Alguns casos que receberam ampla cobertura na mídia incluem a prisão de integrantes da torcida organizada Gaviões da Fiel em operações policiais contra o PCC, bem como acusações de que o ex-jogador corintiano Jorge Henrique teria ligações com o grupo criminoso.
No entanto, é importante ressaltar que tais casos não implicam que o clube Corinthians em si tenha algum envolvimento com atividades criminosas ou com o PCC.
PCC e favelas: tudo junto e misturado
As periferias de São Paulo são áreas historicamente marcadas pela pobreza, a desigualdade social e a violência, o nascedouro do time de futebol, e o berço da maioria daqueles que lotam as prisões paulistas.
O time de futebol Corinthians, foi fundado em 1910 no bairro do Bom Retiro, uma região com grande concentração de imigrantes e operários, populações marginalizadas naquele início de século.
Da mesma forma, a facção criminosa PCC 1533 teve origem nas prisões da capital paulista na década de 1990, onde muitos detentos eram oriundos das mesmas periferias que o time Corinthians Paulista.
O Primeiro Comando da Capital se fortaleceu a partir da união de presos que compartilhavam experiências de exclusão e marginalização social, assim como os torcedores do time, que encontravam no Corinthians uma identidade cultural e esportiva que os unia.
Dessa forma, pode-se entender que a associação entre o nome da facção PCC e o time Corinthians se dá principalmente pela origem e pela identidade social compartilhada pelas duas organizações.
Ambas têm suas raízes nas periferias da capital paulista, e seus membros compartilham uma experiência de exclusão e marginalização social que acaba se refletindo em suas respectivas culturas.
Por isso é fundamental separar a conduta de indivíduos específicos da imagem e reputação do clube como um todo.
A grande maioria dos torcedores do Corinthians não tem envolvimento com o Primeiro Comando da Capital, e a associação entre os dois grupos é frequentemente exagerada pela mídia e por discursos preconceituosos.
No entanto, alguns estudos antropológicos têm se dedicado a investigar as relações entre torcidas organizadas de futebol e grupos criminosos.
Essas análises mostram que, em alguns casos, há uma sobreposição entre esses dois corpos sociais, com membros da torcida organizada também fazendo parte do grupo criminoso.
Essa sobreposição pode ser explicada por uma série de fatores, incluindo a cultura de lealdade e solidariedade presente em ambas as organizações, bem como a possibilidade de obter ganhos financeiros por meio do envolvimento em atividades criminosas.
Entre cobras e lagartos: o Corinthians Paulista e o Primeiro Comando da Capital
A relação entre torcidas organizadas e grupos criminosos é complexa e varia de acordo com cada contexto.
Nem todas as torcidas organizadas estão envolvidas com atividades criminosas, e nem todos os membros dessas organizações compartilham dos mesmos valores e práticas, no entanto, a maioria é oriunda da mesma fatia social.
Essa é a razão do preconceito das elites em relação a esses grupos sociais.
Uma série de fatores explicam esse prejulgamento, incluindo estereótipos negativos associados a torcedores de futebol e a grupos criminosos, bem como a visão elitista de que esses grupos representam uma ameaça à ordem social e aos valores civilizados.
Esta prenoção pode ser vista como uma forma de defesa psicológica utilizada por algumas pessoas, entre elas, Shimil Umesh, para preservar sua autoestima e senso de identidade.
Nesse sentido, a identificação de um grupo como “inferior” pode ser uma maneira de reforçar a crença na superioridade do próprio grupo e, consequentemente, proteger a autoimagem.
A imagem do Corinthians está vinculada à facção PCC
Além disso, a vinculação da imagem da facção PCC com o Corinthians pode ser vista como uma forma de estigmatização.
É uma forma de rotular indivíduos ou grupos com base em características estereotipadas ou negativas, contribuindo para a sua exclusão social e marginalização.
A psicologia social também pode contribuir para a compreensão da dinâmica entre grupos e a formação de identidades coletivas.
A identificação com um grupo pode ser uma fonte de apoio social e emocional, bem como de reconhecimento e pertencimento.
No entanto, quando essa identificação é baseada em estereótipos negativos e comportamentos prejudiciais, pode levar à discriminação e ao preconceito em relação a outros grupos.
A diversidade cultural, o Corinthians Paulista e o Primeiro Comando da Capital
Shimil Umesh, através de seu curto e sem dados comprobatórios, nos permitiu analisar como é importante desafiar estereótipos e preconceitos e promover o respeito às diferenças.
Isso pode envolver a conscientização dos indivíduos sobre seus próprios preconceitos e a valorização da diversidade cultural e social como fonte de enriquecimento e aprendizado.
É importante entender que o autor do texto, Shimil Umesh, não é uma ilha.
Ele é apenas mais um que nada no puro caldo do preconceito social que abunda em tempos onde a extrema-direita nada de braçada.
O autor faz uma análise raza sobre uma questão de grande complexidade e ambiguidade que é a relação entre a periferia, as torcidas organizadas e o PCC.
Nem teve Umesh a capacidade de imaginar as múltiplas perspectivas que existem dentro desses grupos e vislumbrar parte da dinâmica social envolvida.
Afora todas essas considerações, o autor da crítica também deixou de levar em consideração as relações entre esses grupos, Corinthians e facção PCC, e outras instituições sociais, como a polícia, a política, a mídia, e o sistema judicial.
As relações entre o Corinthians Paulista e o Primeiro Comando Comando da Capital precisam analisar sob uma abordagem multidisciplinar e multifacetada.
Já o artigo no The Football Lovers não passou da soma de algumas palavras acusatórias cercadas de múltiplas imagens dos brasões dos clubes.
O sociólogo Gabriel Feltran que estuda as dinâmicas sociais e culturais nas periferias das grandes cidades, com foco especial na relação entre a juventude, a violência e as gangues, iria ainda mais longe do que eu, relacionando à esse fenômeno as estruturas políticas, socieis e econômicas do país.
Analisar a questão a partir de uma perspectiva histórica e sociológica mais ampla nos permitiria entender como a relação entre esses elementos se desenvolveu ao longo do tempo e como ela é moldada pelas estruturas que moldam a vida nas periferias.
Acusar o centenário Sport Club Corinthians Paulista sem considerar as dinâmicas internas, valores culturais e normas que governam suas torcidas organizadas e sua a administração do clube, não passa de preconceituoso amadorismo pretensioso.