Por que razão o PCC no Uruguai não conseguiu o domínio do mundo do crime? As tensões geopolíticas no Uruguai e Paraguai e seu reflexo no narconegócio.
PCC no Uruguai: adentre o intrigante universo do crime organizado sul-americano, e descubra como essa facção se estabeleceu no país. Leia e surpreenda-se!
Apresento o interessante estudo de Nicolás Centurión, que narra os eventos recentes em terras sul-americanas são de grande interesse e relevância para todos nós que estudamos o Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533).
Segundo ele, as organizações do narcotráfico brasileiras e argentinas têm se fortalecido em decorrência do maior controle na Tríplice Fronteira, deslocando suas operações para o sul, tornando evidente a presença não só do PCC no Uruguai, mas também de outras organizações nesta área fronteiriça.
A organização criminosa Primeiro Comando da Capital é um fenômeno exclusivo dos presídios brasileiros. O “PCC no Uruguai” não prosperou, mesmo tendo havido uma tentativa de infiltração. A razão para isso não se deve a questões de segurança e inteligência, mas sim à desorganização dos detentos uruguaios.
Por outro lado, o PCC 1533 encontrou sucesso em sua expansão no Paraguai. Aparentemente, a cultura prisional guarani era mais parecida com a brasileira, o que pode ser explicado pela presença de criminosos brasileiros por um período maior e em maior número, ou até mesmo por outras razões culturais. O resultado é que, hoje, a facção paulista domina vários presídios próximos à Tríplice Fronteira.
A importante rota do narcotráfico: a hidrovia Paraná-Paraguai
As conexões entre as organizações criminosas começam a se entrelaçar quando descobrimos que o PCC possui ligações com Sebastián Marset, um uruguaio que se tornou traficante e é suspeito de ser um dos mandantes do assassinato do promotor paraguaio Marcelo Pecci em terras colombianas. Além disso, o PCC tem ligações com a máfia calabresa através da ‘Ndrangheta, sendo a porta de entrada da cocaína na Europa.
Essa complexa rede de criminosos envolve também o grupo brasileiro “Os Manos”, que domina a fronteira nordeste do Uruguai com o Brasil e pretende avançar para o interior do país. A hidrovia Paraná-Paraguai, que liga o Brasil ao Uruguai, é uma rota importante para o tráfico de drogas e, entre 2021 e 2022, cerca de 46 toneladas de drogas saíram dessa região.
Este cenário é um verdadeiro desafio para os investigadores e as autoridades locais, que enfrentam corrupção policial, forças de segurança mal equipadas e uma série de outras dificuldades no combate ao crime, e ao analisar o último relatório da Senaclaft, pude observar uma piora significativa na situação do país em relação a esses problemas.
O Uruguai é, infelizmente, um país de trânsito para o tráfico de pessoas, com ênfase na exploração sexual comercial e trabalho forçado de mulheres e meninas. Além disso, apresenta condições favoráveis para o narcotráfico, como fronteiras secas com o Brasil, conexões com a hidrovia Paraná-Paraguai e um porto controlado por uma multinacional belga. A ausência de radar aéreo em metade do território e a corrupção policial dificultam ainda mais o combate a esses crimes.
Grupos criminosos locais e o tráfico transnacional
A fronteira nordeste com o Brasil está sob o domínio do grupo criminoso brasileiro “Os Manos”, que busca expandir sua influência no Uruguai. A hidrovia Paraná-Paraguai, ligando o Brasil ao Uruguai, é uma rota importante para o tráfico de drogas para a Europa e África, com cerca de 46 toneladas de drogas saindo dessa rota entre 2021 e 2022.
Na Argentina, a área conhecida como Gran Rosario, que abrange a cidade de Rosario e arredores, é dominada por uma perigosa e violenta organização criminosa chamada “Los Monos”. Este grupo tem envolvimento em atividades ilícitas, como tráfico de drogas e extorsão.
Por outro lado, o Banco Provincial é uma instituição financeira que foi privatizada na década de 1990, o que significa que passou do controle público para o controle de entidades privadas. Há relatos de que este banco tem ligações com a lavagem de dinheiro do Cartel de Juarez, uma notória organização criminosa mexicana especializada em tráfico de drogas e outros crimes.
Além disso, o Banco Provincial também está relacionado ao colapso do Banco Comercial uruguaio durante a crise financeira de 2002, que afetou a economia da região. Este evento ocorreu quando o Banco Comercial, uma importante instituição financeira no Uruguai, faliu devido a diversos fatores, como má gestão, corrupção e instabilidade econômica generalizada.
a Geopolítica e a política local
No contexto político e midiático, o uso do nome da facção criminosa brasileira Primeiro Comando da Capital tem sido uma estratégia para tentar vincular políticos à organização criminosa, gerando desconfiança e descredibilidade. Esse tipo de tática é semelhante à situação na Argentina, onde a gangue “Los Monos” e as atividades ilícitas do Banco Provincial são usadas como instrumentos de manipulação política e midiática.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, o país busca garantir sua influência no Paraguai, independentemente de quem vença as eleições de 30 de abril. A estratégia americana inclui acusações de corrupção contra figuras políticas e apoio a empresas em disputa com grupos poderosos. Há também preocupação com a crescente influência chinesa na região, incluindo negociações com Argentina, Brasil e um possível acordo comercial entre Uruguai e China.
Neste cenário, o uso do nome PCC e a associação a políticos é uma ferramenta para desestabilizar e enfraquecer oponentes políticos, enquanto os Estados Unidos buscam garantir sua posição na região e enfrentar a crescente presença chinesa. Essa tática, assim como a situação na Argentina, destaca a complexidade das relações políticas e a manipulação midiática na América Latina.
Uruguai está imerso em uma complexa situação geopolítica envolvendo bandos criminosos, megaprojetos, eleições no Paraguai e a possível instalação de uma base militar americana na Tríplice Fronteira. Apesar desses desafios, o governo uruguaio concentra-se em combater o tráfico de drogas em pequena escala, enquanto grandes quantidades de drogas chegam à Europa por meio de contêineres com bandeira uruguaia.
A história do PCC na Operação Trigger IX, uma ação conjunta de 15 países liderada pela Interpol, focada em combater o tráfico ilícito de armas e drogas. A operação resultou em prisões e apreensões significativas, mostrando a força do trabalho conjunto no combate ao crime organizado.
PCC na Operação Trigger IX marcou as quebradas, mas deixa eu te mostrar a fita que rolou não só aqui, mas em várias partes da América Latina, mano. A Interpol comandou essa ação, unindo 15 países na batalha contra o tráfico de armas e drogas. Várias prisões e apreensões foram feitas, tentando dar um fim no fluxo de armas que só fortalece a violência nas nossas comunidades. Essa é a história de uma guerra que afeta os guetos, onde a busca por justiça e paz é a nossa voz.
Era tipo uma guerra, irmão. A polícia da América Latina, unida, numa missão pra acabar com o tráfico. Operação Trigger IX, coordenada pela Interpol, mexeu com o mundo. De norte a sul, do México à Argentina, 15 países trocando informações, tentando derrubar grupos poderosos. Eles apreenderam 25,4 bilhões de Reais em drogas, 8.000 armas de fogo e prenderam quase 15.000 pessoas.
Em Foz do Iguaçu, especialistas se reuniram pra traçar estratégias, mirando no Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533) e na Mara Salvatrucha. O objetivo era interromper o fluxo de armas de fogo ilícitas que alimentavam a violência nas quebradas.
A Conexão entre Armas e Drogas
A Interpol já sabia que o contrabando de armas fortalecia às organizações criminosas e aumentava a criminalidade.
O fato de uma operação visando armas de fogo ilícitas ter resultado em apreensões de drogas em massa é mais uma prova, se necessário, de que esses crimes estão interligados.
Jürgen Stock, secretário-geral da Interpol
Gangues criminosas na América Central e do Sul tão cada vez mais armadas, e a polícia local não consegue dar conta. No Brasil e no Paraguai, o PCC organizou assaltos a bancos em grande escala e fugas de prisões. A facção, que começou aqui no Brasil, e agora até se meteu no assassinato de um promotor paraguaio.
A Luta contra o Tráfico e a Violência
Mara Salvatrucha, ou MS-13, continua controlando grande parte do tráfico humano, drogas e armas na América Central. A Operação Trigger IX levou à apreensão de grandes quantidades de munição, até em países que não eram associados à violência armada em larga escala. A polícia do Uruguai conseguiu 100.000 munições, a maior quantidade já apreendida no país. Foram contrabandeadas por dois cidadãos europeus, mostrando a importância do compartilhamento internacional de inteligência.
Nesta emocionante história, acompanhe a inspetora Rogéria Mota em sua missão no Paraguai para combater o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ao explorar as conexões entre as eleições no Paraguai e a crescente influência do PCC, Rogéria Mota e seus aliados enfrentam desafios para desvendar a realidade do crime organizado.
A eleição no Paraguai e a luta contra o crime organizado! Acompanhe a inspetora Rogéria Mota em uma jornada de cooperação internacional para combater o Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533).
A crescente influência na eleição no Paraguai do Primeiro Comando da Capital
O que intrigava a investigadora do GAECO de São Paulo, Rogéria Mota, era a aparente onipresença do Primeiro Comando da Capital no Paraguai, apesar das crescentes apreensões.
Se antes sua presença e influência ´na eleição no Paraguai em especial na cidade de Pedro Juan Caballero, eram ostensivas, agora havia notícias da organização criminosa em todos os cantos da nação guarani.
A facção criminosa deixou de ser uma gangue de ladrões e, após investir em empresas legais para lavar dinheiro e financiar políticos e entidades sociais, passou a ser um player importante no xadrez social, influenciando as diretrizes políticas das corporações policiais e judiciais, que em tese deveriam coibir e ameaçar sua existência.
O Primeiro Comando da Capital hoje é como um polvo, cujos tentáculos se estendem por todos os aspectos da sociedade paraguaia, se não de toda sociedade sul-americana.
Cooperação Internacional e Ação no Paraguai
Em uma ação de cooperação internacional de combate ao crime organizado, Rogéria Mota, ao encerrar a investigação do “Estranho Caso dos Dois Reais de Pau de Ferros”, seguiu direto para o Paraguai a convite da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad).
Com sua vasta experiência e talento investigativo, a inspetora Rogéria Mota unia forças com os agentes paraguaios para desvendar os segredos e desmantelar as operações da facção paulista PCC 1533 no país vizinho.
Funcionária da Polícia Civil de São Paulo, Rogéria Mota há anos atua no GAECO do Ministério Público de São Paulo em investigações comandadas pelo promotor de Justiça Lincoln Gakiya.
A Emoção da Investigação
A força conjunta, a expertise de Rogéria Mota e a determinação dos parceiros da Senad a enchiam de esperança, mesmo porque, ela acreditava que pelo menos parte dos planos para o assassinato de Gakiya estavam escondidos na província de Assunção no Paraguai.
A emoção da investigação consumia Rogéria Mota, que mergulhava no submundo do Paraguai, desvendando os segredos por trás das conexões do PCC e do tráfico de drogas que chegariam a influenciar na eleição no Paraguai.
A inspetora testemunhava as vidas quebradas, os sonhos despedaçados e as esperanças desaparecidas, enquanto pessoas comuns eram atraídas para o negócio sujo do narcotráfico.
Camponeses, populações indígenas e moradores das periferias eram lançados aos tubarões e consumidos pelo engodo do dinheiro fácil.
Rogéria Mota enfrentava a dor e o sofrimento das vítimas e de seus entes queridos com um olhar calmo e compreensivo, mas sua determinação em desmantelar a organização criminosa PCC.
O Crescimento do PCC e o Desafio da Sociedade Paraguaia
Apesar de todos os esforços das autoridades sul-americanas, incluindo os de Rogéria Mota, o poder econômico, social e político do Primeiro Comando da Capital continuava a crescer.
A história se desenrolava como uma sinfonia sombria, trazendo mais emoção, tensão e complexidade a cada nota.
A inspetora Rogéria Mota enfrentou o que mais temia: o verdadeiro desafio era a própria sociedade paraguaia.
Enquanto mergulhava na escuridão do crime organizado, buscando aplicar a lei com rigor e proteger os mais vulneráveis, a sociedade se fechava cada vez mais para ela.
Com habilidade e perspicácia, Rogéria descobriu as motivações por trás do PCC e seus planos sinistros. A luta contra o crime e a corrupção se intensificou, mas a inspetora estava sozinha.
A solidariedade e coragem dos paraguaios ajudavam-na a enfrentar o mal, mas eles entendiam melhor do que ela a dinâmica da sociedade guarani.
Por mais que seus colegas paraguaios demonstrassem boa vontade, todos tinham famílias e contas a pagar, além de uma vida a viver.
Rogéria conheceu agentes públicos e privados que trabalhavam para organizações criminosas, muitos motivados pela proximidade com esses criminosos no dia a dia.
Para Rogéria, era fácil agir e voltar para sua cidade e sua vida, no entanto, convencer funcionários a colaborar significava colocar em risco suas vidas e as de seus filhos.
A sombra dessas forças ocultas pairava sobre a aparente boa vontade de seus colegas paraguaios.
A parceria entre o PCC e outros grupos criminosos no Paraguai tem raízes históricas, iniciadas após a Guerra do Paraguai, também conhecida como “Guerra de la Triple Alianza” ou “Guerra contra la Triple Alianza”. Rogéria Mota sabia que não mudaria a cultura política e social do Paraguai sozinha.
Relatório da Inspetora Rogéria Mota para o GAECO Aponta Problemas Estruturais
Rogéria enviou um relatório à sua chefia em São Paulo, detalhando suas investigações e levantando questões sobre a confiabilidade das forças policiais paraguaias. O documento também apontava problemas estruturais que precisavam ser enfrentados para combater o crime organizado no país:
A eleição no Paraguai é diferente da que ocorre no Brasil. Lá os candidatos ficam mais vulneráveis à influência do poder econômico de lobbies legais e ilegais. Um especialista afirmou: “Isso efetivamente levou a financiamento ilegal, financiamento disfarçado e, a realidade nos mostra que muito desse financiamento vem do dinheiro das drogas”;
O narcotráfico cresce e se complexifica devido aos espaços dentro do Estado e daqueles que administram a esfera pública; e
O narcotráfico se expande como opção de sobrevivência e alternativa de trabalho para pessoas à margem da sociedade, como setores camponeses e populações indígenas.
Não é só que o narcotráfico esteja apenas ganhando mais mercados, mas está atingindo uma parcela maior da população paraguaia: a pobreza, os programas fracassados de substituição de cultivos, a escassa presença do estado e a corrupção policial contribuíram para a continuação da produção de maconha em Amambay, e a Família 1533, como se intitulam os integrantes da facção paulista, não para de crescer.
A produção de maconha em Amambay enfrenta diversos desafios, como pobreza, corrupção policial e programas malsucedidos de substituição de cultivos. Essa situação afeta a população rural e indígena, que vê na agricultura de maconha uma das poucas oportunidades de renda. As autoridades enfrentam dificuldades para combater o problema devido à presença limitada do Estado e à infiltração do Primeiro Comando da Capital.
Amambay: para policiais e traficantes é simplesmente mais fácil oprimir, abusar e até matar indígenas — afirma fazendeiro da região.
Em Amambay, a escassa presença de forças de segurança e a falta de vigilância na fronteira permitiram que grupos criminosos brasileiros, como o Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533) e o Comando Vermelho (CV), se estabelecessem na região. Esses grupos agora controlam a produção de maconha, pagando generosamente aos agricultores locais.
O domínio do PCC na produção de maconha
A facção PCC distribui 60% da maconha produzida em solo paraguaio, numa área entre 7 e 20 mil hectares, com uma produção que varia entre 15 e 30 mil toneladas por ano, envolvendo milhares de trabalhadores rurais, de pequenos agricultores familiares até grandes fazendeiros.
A facilidade no transporte de drogas
A facção PCC atravessa facilmente a extensa fronteira de 800 quilómetros de fronteira do Brasil com o Paraguai, utilizando a mão de obra de empreendedores individuais ou coletivos autônomos, que utilizam-se de mochileiros até caminhões e aviões.
Nessa região estratégica, entre 2014 e 2021, foram apreendidas 48,42 toneladas de maconha, mas estima-se que pelo menos 90 mil toneladas tenham escapado da fiscalização.
Parte do transporte é feita por pilotos autônomos, como no caso da célula de Paulo Vicente que realizava cerca de 20 voos mensais, lucrando aproximadamente 18,3 milhões de Reais.
A operação envolvia além do piloto Paulo Vicente, o operador logístico Carlos Antônio, e Javier Alexis e Rafael. Todos acabaram presos com meia tonelada de cocaína em uma pista clandestina, 20 km ao sul de Bella Vista Norte, em Amambay, e a 2 km da fronteira com Mato Grosso do Sul.
Atuação aberta e controle da produção
Grupos criminosos brasileiros, como a facção PCC, atuam na organização do processo, assim, a logística e a produção, são ambas terceirizadas. O Primeiro Comando da Capital aparentemente não optou por ter plantações próprias. Se o PCC decidisse experimentar sua própria produção de maconha.
Disputa intensa pelo controle das rotas de tráfico
Conflito entre PCC e Clã Rotela
Amambay é palco de uma disputa mortal entre o Primeiro Comando da Capital e o Clã Rotela pelo controle da rota de tráfico. Essa disputa alimenta a Rota Caipira, deixando um rastro de vítimas fatais. No ano passado, a violência continuou com assassinatos de alto escalão e entre gangues.
A violência é uma instituição tão natural como a própria vida humana. Decorre do nosso instinto de sobrevivência, sendo o grande motivo para o homem ter dominado a natureza. Mas essa afirmação não pretende trazer glamour à violência.
Talvez no último estágio da existência humana, a evolução definitiva seja exatamente vencer o instinto natural que nos propala a nos destruirmos mutuamente.
Além do PCC e do Clã Rotela, gangues menores e clãs familiares, como o Clã Insfrán, também contribuem para a violência em Amambay e outras áreas do Paraguai. O Clã Insfrán foi ligado ao assassinato do promotor paraguaio Marcelo Pecci em maio de 2022.
Acesso a armas e influência no tráfico internacional
A violência no Paraguai é intensificada pelo acesso a armas e munições, que acabam nas mãos de organizações criminosas. O crescente papel de Amambay na rota do drogoduto de cocaína para a Europa indica que o conflito entre as principais gangues do país provavelmente persistirá.
Amambay: Impacto limitado das operações antimaconha no Paraguai
Erradicação de cultivo nas fronteiras
Amambay inicia a discussão sobre o combate à maconha no Paraguai. Autoridades erradicaram grandes quantidades de maconha na fronteira Brasil-Paraguai, porém enfrentam um suprimento aparentemente ilimitado.
Desde 26 de março, a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD) e a Polícia Federal do Brasil apreenderam mais de mil toneladas de maconha e sementes em Amambay, segundo comunicado divulgado em 3 de abril. A maior parte é enviada ao Brasil, onde alcança até US$ 150 por quilo.
Operação Nova Aliança e produção de maconha
As apreensões fazem parte da “Operação Nova Aliança”, uma iniciativa bilateral entre forças paraguaias e brasileiras, focada principalmente em Amambay.
A operação concluiu sua 36ª edição, com as etapas anteriores erradicando centenas de toneladas de plantas de maconha cada. Só em 2022, autoridades erradicaram 1.821 hectares de plantações, com potencial para produzir 5.400 toneladas de maconha, conforme informou a SENAD.
Amambay e a produção de maconha no Paraguai
O Paraguai, de acordo com o Relatório Mundial sobre Drogas de 2022 das Nações Unidas, continua sendo um dos maiores produtores de maconha das Américas, e Amambay, é um departamento rural e o centro de produção de maconha do país.
Carlos Peris, cientista político e especialista em tráfico de drogas da Universidade Católica de Assunção, afirma que quase 70% do departamento são terras agrícolas e há uma clara falta de presença do Estado.
Fronteiras porosas e tráfico de drogas
As fronteiras permeáveis de Amambay com o Brasil tornaram Pedro Juan Caballero, que faz fronteira com a cidade brasileira de Ponta Porã, um importante ponto de trânsito de drogas rumo ao leste.
Análise do InSight Crime: Desafios na erradicação da maconha
Pobreza e falta de oportunidades
A produção de maconha de Amambay enfrenta inabalável as operações de erradicação das autoridades paraguaias e brasileiras. Fatores como pobreza, programas malsucedidos de substituição de cultivos de outras culturas, presença inadequada do Estado e corrupção policial contribuem para essa situação.
Segundo Peris, a população rural e indígena enfrenta escassez de oportunidades além da agricultura de pequena escala. Dessa forma, poucos produtos podem ser vendidos com valor similar à maconha.
Além disso, os programas de substituição de cultivos falharam em dissuadir os agricultores a cultivar maconha. Um quilo de maconha pode render quase trinta vezes mais que um quilo de gergelim ou mandioca, culturas comuns no país.
Presença limitada de forças de segurança
Amambay, isolado por montanhas e distância, possui uma presença esparsa de forças de segurança. Essa falta de vigilância permitiu que grandes grupos criminosos brasileiros se estabelecessem na região. Grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) podem pagar generosamente aos agricultores pelos produtos cultivados.
Corrupção policial e impacto nos agricultores
A corrupção policial em Amambay prejudica a erradicação da maconha. Fazendeiros costumam pagar propinas às autoridades para proteger suas plantações. Segundo investigações do veículo paraguaio Hina, agricultores pagam quase 15% de seus lucros em subornos. Com propinas tão caras, alguns agricultores consideram o negócio menos lucrativo.
Mudanças na produção e impacto na população indígena
Diante disso, a população indígena, que possui áreas maiores de terra e aceita ganhar menos, começa a preencher o vazio deixado pelos agricultores. Peris afirma que, para policiais e traficantes, é mais fácil oprimir, abusar e até matar indígenas. Ele aponta a possibilidade de uma mudança maior na produção de maconha em Amambay, passando dos pequenos agricultores para a população indígena.
O impacto emocional causado pela descoberta de um plano de fuga frustrada do PCC na Penitenciária de Pedro Juan Caballero, com detalhes sobre a operação, a apreensão de objetos e a atmosfera de terror vivenciada pelos presos.
Fuga frustrada do PCC gera apreensão entre os detentos
Fuga frustrada termina com o que era para ser apenas mais um dia como tantos outros na Penitenciária Regional Pedro Juan Caballero.
No entanto, desde a noite anterior, podíamos sentira que a atmosfera estava mais carregada de medo e apreensão do que o normal.
Podíamos sentir o aumento da tensão entre os detentos, especialmente aqueles ligados ao Primeiro Comando da Capital.
O motivo?
Um plano de fuga frustrado pelos agentes penitenciários e pela Polícia Nacional, que pegou a todos eles de surpresa.
Operação surpreendente e apreensão de objetos proibidos
O coração acelerou quando a operação surpresa começou nos pavilhão “A”, onde estavam detidos presos brasileiros ligados ao PCC, e no Pavilhão “B”, chamado “Católico Baixo”.
Durante a busca, foram apreendidos diversos objetos proibidos, como armas brancas, bebidas alcoólicas, mudas de maconha e celulares.
A fuga frustrada após tanto planejamento gerou em todos medo e tensão, pois nós ou nossa família poderíamos sofrer retaliação dos prisioneiros ligados ao Primeiro Comando da Capital.
A hipótese de fuga com reféns e a sombria atmosfera de terror
Sem encontrar vestígios de túneis escavados pelos prisioneiros, fomos compelidos a considerar outras hipóteses para a fuga frustrada.
Uma dessas possibilidades assustadoras seria a tentativa de usar reféns como escudo para escapar da penitenciária, o que fez nosso pavor crescer ainda mais.
A atmosfera de terror se intensificou qual um vendaval sombrio quando soubemos que a esposa do chefe de segurança da penitenciária sofrera uma ameaça em sua própria morada.
Estranhos em uma motocicleta dispararam contra a residência, exacerbando o medo entre os detentos e funcionários, como se estivessem todos presos em um pesadelo sem fim.
Acreditava-se que os presos afeitos ao PCC estariam por trás da intimidação, suspeitando que os agentes penitenciários haviam delatado o plano de fuga frustrada, aumentando a sensação de terror em nosso cárcere.
A sombria ação das autoridades e o impacto emocional no cotidiano da penitenciária
A operação envolveu agentes da Investigação Criminal, do Grupo de Operações Especiais (GEO) e de outras unidades policiais, somados aos funcionários do Ministério Público.
Para as pobres almas aprisionadas, a fuga frustrada desencadeou um turbilhão de emoções sombrias.
O clima de tensão, medo e surpresa se instalou como uma névoa densa, enquanto a vigilância dos agentes penitenciários se intensificava, ecoando o pavor em seus corações.
A descoberta desse sinistro plano de fuga reforçou a pressão dos integrantes da facção sobre os outros presos e sobre a guarnição do presídio.
E, se antes, caminhar pelos sombrios corredores da penitenciária de Pedro Juan Caballero já mexia com nossas emoções, agora, com a descoberta do plano de fuga frustrada, a sensação de medo e apreensão se tornou ainda mais intensa e palpável.
Boliviano traficava do Paraguai e dá um nó na nossa mente!
O Jorge Adalid Granier Ruiz, boliviano da pesada, que fazia transporte de drogas para o Primeiro Comando da Capital foi pego pela Interpol no Brasil.
O cara era conhecido também como Nono, Chuleta e pela alcunha “Narco Fantasma“, por causa da habilidade e em se escondere.
Granier usava seus aviãozinhos prá traficar até 400 quilos de cocaína por vez, era muita coisa, por isso era um dos chefões do tráfico na Argentina.
Ele responsável por jogar as drogas em Santa Fé e abastecer os traficantes do nordeste da Argentina com pó da facção PCC 1533.
A provícia de Santa fé na Argentina tem ficado cada vez mais perigosa nos últimos anos, porque virou parte da Rota NarcoSur e é disputada por vários grupos criminosos.
Boliviano traficava do Paraguai era procurado por homicídio
A Justiça Federal de Salta na Argentina já tinha mandado de prisão pra esse cara por causa de um triplo homicídio que tava ligado ao tráfico de drogas.
Mas ele foi preso mesmo pela Polícia Rodoviária Federal do Brasil em Jaraguari que fica a menos de 50km de Campo Grande, capital do estado do Mato Grosso do Sul.
O “Narco Fantasma” tava com documentos falsos, tentando se passar por outra pessoa.
O Departamento de Interpol da Polícia Federal Argentina já tá tenta pedir a extradição do Granier.
Como não custa nada tentar, o advogado de defesa Fantasma nega as acusações sobre os crimes cometidos na Argentina e garante que é uma perseguição da polícia argentina.
Ele estava fugindo para tentar provar sua inocência em liberdade”, disse o advogado.
Quando caiu ele tava numa Hilux com mais dois, uma mina e um motorista.
O Diego Iglesias, da Procuradoria do Narcotráfico da Argentina, disse que esse Granier era o chefão do transporte de cocaína da Bolívia e do Paraguai.
Prá fazer o serviço, ele usava aviões pequenos pra chegar até a Argentina, e cobrava uma comissão de 300 mil dólares!
Mas a parada não para por aí, não, mano, fica ligado.
Ele tava envolvido num triplo assassinato, foi um negócio cabuloso, com uma família inteira morta após saírem de um casamento de outro narcotraficante.
Morreram Iván Maximiliano Giménez, Érica Vanesa e sua filha Elena, de um ano, numa cena triste de se ver.
Ligações cabulosas
Muito cabulosas as conexões dele com as outras organizações criminosas.
Fuminho do Primeiro Comando da Capital
Numa propriedade da Rodríguez Peña, 1057, na quebrada da Recoleta, Fantasma abrigou um líder pesadão, com a mente repleta de negócios internacionais da Família 1533, o Gilberto Aparecido, o Fuminho, que depois a DEA o pegou lá em Moçambique.
O Clã Loza e Fabián Pelozo narcos de Rosario
Na Argentina, descobriram que o Granier tava no corre, em contato com as gangues do país, treta de norte a sul do torre, com o clã Loza e o mano Pelozo, do tráfico na área, preso em Ezeiza, ele foi chave pro Fantasma em Gran Rosario.
Terminais portuários, coração do país, irmão. Ali a treta rolava solta, Pelozo e Loza na missão, em Ibarlucea, coleta de carrego, cocaína, a carga, e no Norte de Rosario, o jogo tava pesado, ninguém larga.
E assim, vem droga voando de todo o canto. Quem dominava tudo os caminhos do Peru e Colômbia era o Cabeça Branca.
Alguns líderes das comunidades nativas de Ucayali no Peru estimaram que havia 10 e até 15 voos diários trabalhando para os narcotraficantes e pousando na região. Isso, no entanto, não foi confirmado pelas autoridades antinarcóticos.
Além dos narcotraficantes peruanos e bolivianos, existem “enviados especiais” do temido Primeiro Comando da Capital que fiscalizam o transporte de drogas para o Brasil.
O ministro do Interior do Peru, Vicente Romero, explicou que a destruição dos aeroportos clandestinos (narcoportos) tem um grande impacto no combate ao narcotráfico, porque neutraliza os embarques de drogas para o exterior, especialmente para a Bolívia.
“Isso nos permite cortar as asas do narcotráfico e deter seu avanço.”
Enquanto o Cabeça Branca passava, dentro dos quartéis…
Os milicos ficam sonhando com porta aviões enquanto o céu do Brasil é cheio de buraco: tudo mané de farda engomada.
Enquanto os vacilões da Força Aérea sonham, os voos clandestinos vêm da Bolívia (65%), seguida pelo Paraguai (17%), Peru (8%), Colômbia (6%) e Venezuela (4%).
pelo rio Paraná-Paraguai ou por rodovias
A Colômbia domina as rotas do narcotráfico para a América do Norte, mas a Rota do NarcoSul e a Rota Caipira transportam cocaína da Bolívia e Peru através do Paraguai e do Brasil para a Europa.
A liderança é do grupo criminoso brasileiro mais importante, o Primeiro Comando da Capital, é tudo 3 e não tem para ninguém.
A facção PCC 1533 utiliza a hidrovia Paraná-Paraguai e as estradas brasileiras para chegar aos portos litorâneos da Argentina, Brasil e Uruguai.
Os criminosos brasileiros usam duas fases para transportar cocaína.
Primeiro, a droga é transportada de avião para atravessar as fronteiras para chegar no Brasil e no Paraguai.
Depois, a cocaína é transferida para navios e navegada por via fluvial ou rodoviária até os portos do Atlântico.
Fim! Simples assim.
O narcotráfico está ganhando esta batalha contra o Estado, demonstrando supremacia no controle do território (…) Esses cartéis de drogas são organizados no exterior por grupos como Los Chapitos (um grupo de narcotraficantes do México), o PCC (Primeiro Comando da Capital), grupos combinados com as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e, claro, eles têm equipamentos e armas de melhor qualidade do que as forças de ordem.
O que pretente a facção PCC para a região do Chaco?
Eis que surge diante de nós uma sombria e sinistra realidade: o Primeiro Comando da Capital, a temida organização criminosa brasileira PCC 1533.
O assustador ataque ao líder PCC Ryguasu em plena capital da República do Paraguai na América do Sul expôs os terríveis planos dos criminosos brasileiros.
Agora, o bando busca expandir suas atividades para a região do Chaco, uma área estratégica para o tráfico de drogas e armas na América do Sul.
Pelo menos é essa a terrível previsão do chefe do Departamento de Investigação de Homicidios da Policia Nacional, Sergio Insfrán.
O Chaco é uma região selvagem, de vastas áreas rurais e de difícil acesso, que oferece a oportunidade perfeita para que organizações criminosas como o PCC se escondam, transportem suas mercadorias ilícitas sem serem detectadas, e façam ataques surpresa aos inimigos onde quer que eles estejam.
Mas por que o grupo criminoso brasileiro estaria interessado nessa empreitada arriscada?
O terrível plano da facção PCC para a região do Chaco
Talvez a resposta esteja na geografia da região, ou em seu potencial como corredor para o tráfico de drogas e outras mercadorias ilícitas.
Ou talvez seja uma questão a guerra entre facções, principalmente com o Comando Vermelho, que também busca controle sobre o tráfico na região.
Mas também, busca se ocultar para fazer ataques de rapina contra os inimigos nativos: clã Clã Insfrán, Clã Rotela, Clã Acevedo, Clã Colón e Clã Orellana.
Seja qual for a verdadeira motivação por trás dos planos do PCC para o Chaco, uma coisa é certa: a atividade criminosa é um mundo complexo e imprevisível, influenciado por fatores que vão desde a política e a economia até as dinâmicas internas das próprias organizações criminosas.
O que nos espera nessa região selvagem e perigosa, só o tempo dirá…
Caro leitor, declarada novamente guerra ao Primeiro Comando da Capital dentro do ciclo de 6 anos — afinal, todos amamos a perfeição.
Mario Abdo Benítez, o collorado Marito, Presidente da República do Paraguai voltou ao mesmo discurso de 6 anos, quando o presidente era seu correligionário Horácio Cartes.
Permita-me contar-lhe uma história que ocorreu em uma movimentada semana de abril de 2017, quando a República do Paraguai estava sob a ameaça constante da facção PCC 1533.
A situação era tão grave que o governo decidiu declarar guerra ao grupo criminoso, e a polícia foi ordenada a fazer tudo o que fosse necessário para deter esses malfeitores.
Todas as forças de represão da República do Paraguai passaram a atuar com energia e velocidade: forças políciais, juciário e promotoria de Justiça!
Há onze anos o governo paraguaio agia com rigor
Logo, policiais invadiram três imóveis de um dos líderes do grupo, Alfredo Barreto Guillén, mas apesar de uma ampla operação coordenada pelo setor de inteligência não encontraram nada além da sua esposa, que foi presa.
Outro líder importante, o famoso Carlos Antonio Caballero, foi deportado para o Brasil, enquanto o perigoso criminoso Jarvis Chimenes Pavão deveria seguir o mesmo destino na semana seguinte.
A justiça, por sua vez, condenou três outros integrantes da facção PCC 1533 a penas que variavam entre 9 e 12 anos de prisão por planejarem um assalto que nunca aconteceu.
Apesar desses sucessos parciais das forças do governo naquela semana avassalarora, Gegê do Mangue, o maior articulador das ações internacionais do grupo criminoso brasileiro na América Latina, ainda era desconhecido, apesar de muitos temerem que ele também estivesse no Paraguai.
Onze anos se passaram desde que a guerra ao Primeiro Comando da Capital foi declarada, e o presidente se viu forçado a admitir publicamente que a situação hoje ainda é preocupante — por sinal, ficou muito pior do que estava.
Temos que reforçar todos os controles. É algo que nos preocupa e obviamente a Polícia está fazendo um esforço enorme para tentar identificar e ter cada vez mais presença e, principalmente, trabalhar com inteligência.
afirmou o Presidente Mario Abdo Benítez
A organização criminosa deixou de atuar apenas nas fronteiras e agora age no coração de Asunción, a capital guarani, obrigando a polícia a redobrar seus esforços e o presidente admitir a derrota perante a organização criminosa.
Sobre o caso Ryguasu, que tanto chama a atenção pública. Marito afirma que não houve omissão ou falta de comunicação entre os órgãos públicos, mas que o criminoso não ainda não tinha nenhuma pena a ser cumprida.
Ryguasu não é o primeiro que morre em Asunción nessa nova etapa do crime organizado na capital paraguaia.
Em 2021, o empresário Mauricio Schwartzman, foi assassinado por pistoleiros que utilizaram armas de guerra, um fuzil calibre 5,56 e uma pistola 9 milímetros.
Em busca da perfeição, o Paraguai declara guerra ao PCC a cada 6 anos
Meu caro leitor, é difícil dizer o que o futuro reserva para à República do Paraguai e sua luta contra a organização criminosa brasileira.
Se houver determinação e inteligência da polícia, aliadas ao apoio do governo e do povo, os criminosos perigosos brasileiros terão que recuar.
No entanto, se a ofensiva do governo falhar novamente, os moradores terão que aprender a conviver com o PCC, como já acontece em São Paulo e em Amambay.
… e daqui a seis anos um outro presidente collorado declarará guerra ao Primeiro Comando da Capital.
Decobertos dois dos que mataram o líder da facção PCC 1533
Após rápida e intensa investigação, três homens que mataram o líder da facção PCC foram indentificados.
A polícia paraguaia fez uma grande descoberta no caso do assassinato de Ryguasu, líder da facção criminosa PCC no Paraguai norto no estacionamento de um supermercado em Asunción.
Dois suspeitos, Elias e Aldo, foram presos depois que a polícia encontrou uma van Nissan Frontier Branca sem placa em frente ao Expo MRA no Departamento Central.
A polícia rapidamente ligou o carro à Milner, um secretário de Ryguasu, que fugiu no veículo após o assassinato do chefe levando consigo uma mala.
As evidências encontradas pela polícia sugerem que Elias e Aldo foram os responsáveis pelo assassinato brutal de Ryguasu, e que o secretário pode ter tido um papel importante no planejamento do crime.
O Ministério Público já conseguiu um mandado de prisão contra Milner, natural de Pedro Juan Caballero e está agora trabalhando para reunir mais informações e provas para garantir o fim desse caso que está manchando a imagem das instituições públicas paraguaias.
O caso tem sido acompanhado de perto pela imprensa e pelo público em geral, devido à importância de Ryguasu como líder da poderosa e temida organização criminosa Primeiro Comando da Capital e aos possíveis motivos e desdobramentos no mundo do crime por trás de seu assassinato.
🔴 #Ryguasu – Hallan camioneta que presumen fue sustraída del departamento de Ederson Salinas la noche en que ocurrió el homicidio.
Senadora do Paraguai vê corrupção no caso Ryguasu!
A Senadora Desirée Masi do Partido Democrático Progresista del Paraguay afirma que existe indícios que o líder Ryguasu.
O assassinato do PCC Ryguasu em frente a um movimentado supermercado de Asunción no Paraguai provoca uma grande comoção naquele país.
O fato de que a vítima era um integrante conhecido da organização criminosa Primeiro Comando da Capital torna a situação ainda mais alarmante.
A Polícia e a Promotoria de Justiça do Paraguai, cientes da importância do caso, trabalham para resolvê-lo o mais rápido possível.
No entanto, eles enfrentam um grande obstáculo: a aparente falta de progresso em processos anteriores contra outros membros da organização.
Senadora Desirée Masi suspeita de que juízes, promotores de Justiça e investigadores podem estar trabalhando para a facção PCC 1533.
Estamos chegando ao fundo do poço proque aconteceu em um supermercado, porque quando assassinatos que acontecem na fronteira foram normalizados, promotores, juízes e a Polícia têm muito a explicar. Ele era chefe do PCC, foi preso, foi solto por ordem de um juiz e todos os seus registros foram apagados.
O Câmara do Senado pode ser chamada a intervir pela senadora Desirée, para investigar se há alguma verdade na suspeita de que as forças públicas estão sendo manipulada pela organização criminosa brasileira.
Conforme avançar a investigação, poderá ser descoberta uma rede de corrupção que se estende até os mais altos escalões do governo. Eles enfrentarão resistência de oficiais corruptos, funcionários de todos os órgãos do governo e sofrerão ameaças da organização criminosa..
Mas, afinal, algué crê que os senadores serão capazes de expor a corrupção e provar que a justiça, a polícia e o governo estavam sendo manipulada pela organização criminosa Primeiro Comando da Capital.
O enredo de mistério e suspense poderá manter o leitor envolvido até o final, com reviravoltas na trama e uma crítica social à corrupção e ao abuso de poder, no entanto, é certo que será encerrado em seu capítulo primeiro, com a prisão dos executores, pela polícia de uma nação que já teve como presidente o maior traficante de cigarros falsificados do mundo e deputados e senadores lavam dinheiro para o grupo criminoso PCC.
Essa noite um homem se suicidou aqui em frente ao escritório.
Quando saí para comprar o pão pela manhã me deparo com o corpo pendurado no mastro da bandeira.
Já estava tomando meu café da manhã quando meu sobrinho chegou agitado e carregava consigo um pedaço de papel amassado.
Eu estava certo que ele ia me falar sobre o cadáver em nossa porta…
“Tio Wagner, creio que temos um novo caso para publicar. Você se lembra do homem conhecido como Ryguasu, que acreditávamos ser um dos líderes da organização criminosa Primeiro Comando da Capital?”, perguntou-me.
Respondi que sim, recordando-me dos rumores que circulavam sobre aquele homem e sua possível relação com o submundo do crime.
“Pois bem, Tio Rick, Ryguasu foi emboscado no pátio de um supermercado em Asunción. Dois homens dispararam 34 tiros contra ele, muitos deles na cabeça e no pescoço, ceifando sua vida. Parece que aquele que muitos consideravam o substituto de Minotauro como líder da facção PCC no Paraguai não era tão intocável quanto se pensava”, explicou meu sobrinho.
Surpreso com a notícia, acompanhei sua pesquisa nas redes de Zap dos integrantes da organização criminosa, onde pudemos constatar a agitação que o assassinato de Ryguasu havia causado. Já os órgãos policiais especulam sobre os possíveis envolvidos no crime, e sobre a relação conflituosa entre Ryguasu e outros integrantes de peso dentro da hierarquia do PCC na Região da Tríplice.
Ele também é considerado parte do grupo que agrediu Francisco Chimenes, tio de Jarvis Pavão, e a advogada Laura Casuso, em Pedro Juan Caballero, departamento de Amambay.
Enquanto meu sobrinho conversava com seus conhecidos na organização, eu me perguntava se a morte de Ryguasu seria o prenúncio de uma nova etapa guerra entre as organizações criminosas no Paraguai. No entanto, meu sobrinho parecia estar focado em algo que eu ainda não conseguia discernir.
“Alguma coisa o preocupa, filhote?”, perguntei.
“Sim, Tio. Este crime não é uma ação isolada. Há algo maior acontecendo nos bastidores, algo que ainda não conseguimos enxergar”, respondeu ele.
Aquelas palavras me deixaram inquieto. Sabia que, quando meu sobrinho estava nesse estado, era sinal de que o caso seria mais complexo do que imaginávamos.
E assim se iniciou mais uma mistério envolvendo membros do Primeiro Comando da Capital. Tudo é possível.
Seria uma ação dos inimigos paraguaios Clã Insfrán, Clã Rotela, Clã Acevedo, Clã Colón ou talvez o Clã Orellana?
Seria um ataque do Comando Vermelho, conhecido grupo arqui inimigo do PCC?
Seria uma disputa de poder entre os líderes do PCC no Paraguai?
Seria a própria facção paulista cobrando uma atitude errada, como já aconteceu com Gegê do Mangue e Paka entre outros?
Seriam policiais que não receberam o que foi prometido ou se sentiram ameaçados pelo líder criminoso?
O pouco que se sabe sobre o caso é o que aparece nas câmeras e o resultado da perícia da munição utilizada.
A balística aponta para a possibilidade que foi com estas mesmas armas que em junho de 2022, tentaram matar Julio Velazquez, filho do ex-prefeito de Zanja Pytã, Ramon Velazquez, em Pedro Juan Caballero, departamento de Amambay.
A Senadora Desirée Masi do Partido Democrático Progresista del Paraguay afirma que existe indícios que o líder Ryguasu.
O assassinato do PCC Ryguasu em frente a um movimentado supermercado de Asunción no Paraguai provoca uma grande comoção naquele país.
O fato de que a vítima era um integrante conhecido da organização criminosa Primeiro Comando da Capital torna a situação ainda mais alarmante.
A Polícia e a Promotoria de Justiça do Paraguai, cientes da importância do caso, trabalham para resolvê-lo o mais rápido possível.
No entanto, eles enfrentam um grande obstáculo: a aparente falta de progresso em processos anteriores contra outros membros da organização.
Senadora Desirée Masi suspeita de que juízes, promotores de Justiça e investigadores podem estar trabalhando para a facção PCC 1533.
Estamos chegando ao fundo do poço proque aconteceu em um supermercado, porque quando assassinatos que acontecem na fronteira foram normalizados, promotores, juízes e a Polícia têm muito a explicar. Ele era chefe do PCC, foi preso, foi solto por ordem de um juiz e todos os seus registros foram apagados.
O Câmara do Senado pode ser chamada a intervir pela senadora Desirée, para investigar se há alguma verdade na suspeita de que as forças públicas estão sendo manipulada pela organização criminosa brasileira.
Conforme avançar a investigação, poderá ser descoberta uma rede de corrupção que se estende até os mais altos escalões do governo. Eles enfrentarão resistência de oficiais corruptos, funcionários de todos os órgãos do governo e sofrerão ameaças da organização criminosa..
Mas, afinal, algué crê que os senadores serão capazes de expor a corrupção e provar que a justiça, a polícia e o governo estavam sendo manipulada pela organização criminosa Primeiro Comando da Capital.
O enredo de mistério e suspense poderá manter o leitor envolvido até o final, com reviravoltas na trama e uma crítica social à corrupção e ao abuso de poder, no entanto, é certo que será encerrado em seu capítulo primeiro, com a prisão dos executores, pela polícia de uma nação que já teve como presidente o maior traficante de cigarros falsificados do mundo e deputados e senadores lavam dinheiro para o grupo criminoso PCC.
Essa noite um homem se suicidou aqui em frente ao escritório.
Quando saí para comprar o pão pela manhã me deparo com o corpo pendurado no mastro da bandeira.
Já estava tomando meu café da manhã quando meu sobrinho chegou agitado e carregava consigo um pedaço de papel amassado.
Eu estava certo que ele ia me falar sobre o cadáver em nossa porta…
“Tio Wagner, creio que temos um novo caso para publicar. Você se lembra do homem conhecido como Ryguasu, que acreditávamos ser um dos líderes da organização criminosa Primeiro Comando da Capital?”, perguntou-me.
Respondi que sim, recordando-me dos rumores que circulavam sobre aquele homem e sua possível relação com o submundo do crime.
“Pois bem, Tio Rick, Ryguasu foi emboscado no pátio de um supermercado em Asunción. Dois homens dispararam 34 tiros contra ele, muitos deles na cabeça e no pescoço, ceifando sua vida. Parece que aquele que muitos consideravam o substituto de Minotauro como líder da facção PCC no Paraguai não era tão intocável quanto se pensava”, explicou meu sobrinho.
Surpreso com a notícia, acompanhei sua pesquisa nas redes de Zap dos integrantes da organização criminosa, onde pudemos constatar a agitação que o assassinato de Ryguasu havia causado. Já os órgãos policiais especulam sobre os possíveis envolvidos no crime, e sobre a relação conflituosa entre Ryguasu e outros integrantes de peso dentro da hierarquia do PCC na Região da Tríplice.
Ele também é considerado parte do grupo que agrediu Francisco Chimenes, tio de Jarvis Pavão, e a advogada Laura Casuso, em Pedro Juan Caballero, departamento de Amambay.
Enquanto meu sobrinho conversava com seus conhecidos na organização, eu me perguntava se a morte de Ryguasu seria o prenúncio de uma nova etapa guerra entre as organizações criminosas no Paraguai. No entanto, meu sobrinho parecia estar focado em algo que eu ainda não conseguia discernir.
“Alguma coisa o preocupa, filhote?”, perguntei.
“Sim, Tio. Este crime não é uma ação isolada. Há algo maior acontecendo nos bastidores, algo que ainda não conseguimos enxergar”, respondeu ele.
Aquelas palavras me deixaram inquieto. Sabia que, quando meu sobrinho estava nesse estado, era sinal de que o caso seria mais complexo do que imaginávamos.
E assim se iniciou mais uma mistério envolvendo membros do Primeiro Comando da Capital. Tudo é possível.
Seria uma ação dos inimigos paraguaios Clã Insfrán, Clã Rotela, Clã Acevedo, Clã Colón ou talvez o Clã Orellana?
Seria um ataque do Comando Vermelho, conhecido grupo arqui inimigo do PCC?
Seria uma disputa de poder entre os líderes do PCC no Paraguai?
Seria a própria facção paulista cobrando uma atitude errada, como já aconteceu com Gegê do Mangue e Paka entre outros?
Seriam policiais que não receberam o que foi prometido ou se sentiram ameaçados pelo líder criminoso?
O pouco que se sabe sobre o caso é o que aparece nas câmeras e o resultado da perícia da munição utilizada.
A balística aponta para a possibilidade que foi com estas mesmas armas que em junho de 2022, tentaram matar Julio Velazquez, filho do ex-prefeito de Zanja Pytã, Ramon Velazquez, em Pedro Juan Caballero, departamento de Amambay.
Guerra entre facções no Paraguai não tem prazo para acabar.
A Guerra entre facções foi manchete no site Ultima Hora, e a conclusão do editorialista ninguém ousa questionar.
Em letras garrafais, a manchete afirma que a guerra entre as facções não cessará tão cedo em terras guaranis.
À crescente importância do país no mercado internacional de drogas acirra a disputa territorial entre as organizações criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533) e o Comando Vermelho, e os grupos criminosos paraguaios: Clã Insfrán e o Clã Rotela.
As organizações criminosas, cada vez mais poderosas, contam agora com armas pesadas, adquiridas clandestinamente do mercado negro das Forças Armadas.
A situação parece desesperadora para as autoridades paraguaias, que não tem conseguido acompanhar o rítimo de crecimento do crime organizado.
Seria necessário o fortalecimento de mecanismos multinacionais para desvendar e combater intrincada rede de corrupção e violência que acompanham essas poderosas organizações criminosas.
Restaurar a ordem nos paises do Cone Sul só será uma realidade se os governos de todos os países envolvidos abandonarem os discursos e ações populistas.
Imprensa acredita que jornalista paraguaio foi morto pela facção
Se o Alex Alves, jornalista paraguaio, foi morto pelo PCC 1533 não se sabe ao certo.
O que é certo é que foi executado por pistoleiros em Pedro Juan Caballero, que a cidade é o centro comercial do Primeiro Comando da Capital, e que estava em um carro de outro jornalista que já tinha sido ameaçado por investigar a ação da facção na cidade.
Indícios é que não faltam da participação da facção paulista no crime.
São Paulo fechará 2022 com o mais baixo índice de homicídio do Brasil, aproximadamente 5,2 para cada 100.000 habitantes.
Segundo levantamento do site Insight Crime, São Paulo, se fosse um país, seria tão seguro quanto o Chile e a Argentina com índices: 4,6.
A exceção do Suriname que não possui grupos de crimes organizados expressivos, todas as outras nações sofreram com a guerra entre organizações criminosas.
Em pouco menos de um mês de governo Tarcísio de Freitas as milícias tentam o domino áreas pacificadas pelo Primeiro Comando da Capital.
A tendência para 2023 será o ressurgimento da guerra entre facções criminosas com o aumento da taxa de homicídios que será justificada como combate ao crime.
A taxa de homicídios no Brasil em 2022 é impulsionada pela guerra entre facções criminosas
Brasil: 18,8 por 100.000* (Pop. 214.326.223)
Nos primeiros nove meses de 2022, o Brasil teve uma leve queda de 3% nos homicídios em relação a 2021, com 30.187 homicídios.
A expectativa era terminar 2022 com 40.000 homicídios, marcando uma ligeira queda geral em relação aos 41.069 registrados em 2021 pelo mesmo índice.
Guerra entre facções criminosas como causa
A violência é uma instituição tão natural como a própria vida humana. Decorre do nosso instinto de sobrevivência, sendo o grande motivo para o homem ter dominado a natureza. Mas essa afirmação não pretende trazer glamour à violência.
Talvez no último estágio da existência humana, a evolução definitiva seja exatamente vencer o instinto natural que nos propala a nos destruirmos mutuamente.
O nordeste do Brasil, que há muito é um epicentro da violência da guerra entre grupos criminosos que buscam controlar as rotas do narcotráfico para a Europa, registrou uma queda de 5% nos homicídios.
A Bahia, o maior estado da região, liderou o ranking, mas também teve uma queda geral de 11%, talvez devido aos investimentos em segurança pública.
O Amapá, um pequeno estado do norte, teve uma queda de 34% nos homicídios, provavelmente devido a uma queda natural na violência após um 2021 particularmente sangrento, quando grandes facções criminosas, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC) lutaram pelo controle do tráfico de drogas contra vários grupos criminosos locais.
Rondônia, estado que faz fronteira com a Bolívia, registrou um aumento de 29% nos homicídios, o maior do país por estar no centro da disputa entre o PCC e seu arquirrival cariocas, o Comando Vermelho (Comando Vermelho – CV), pelo controle da rota hiper lucrativa da cocaína Bolívia-Brasil.
Embora as facções do tráfico de drogas possam ter impulsionado grande parte da violência, a polícia do Brasil, notoriamente ágil no gatilho, também contribuiu.
Enquanto no primeiro semestre de 2022 as mortes causadas pela polícia caíram, milhares de brasileiros continuam sendo mortos pelas forças de segurança.
Em 2021, 84% desses assassinatos cometidos por policiais foram direcionados a negros.
Países da América Latina e do Caribe continuaram a registrar altas taxas de homicídios em 2022.
À medida que a produção de cocaína atingiu novos patamares, a fragmentação das gangues continuou e o fluxo de armas na região se agravou.
A situação no Equador foi absolutamente catastrófica.
Quantidades históricas de cocaína entrando no país alimentaram a violência, com assassinatos disparando à medida que os grupos criminosos atacavam funcionários judiciais e matavam policiais em taxas recordes.
Essa cocaína veio em grande parte da Colômbia, onde o recém-empossado presidente Gustavo Petro prometeu se afastar da guerra contra as drogas em favor dos esforços para alcançar uma “Paz Total” com os grupos rebeldes e criminosos do país.
A mudança da estratégia de combate aos grupos criminosos implementada pelo novo governo colombiano, até agora, porém, os níveis de violência permaneceram estagnados.
Em El Salvador, uma repressão decisiva às organizações criminosas reduziu enormemente a taxa de homicídios, embora à custa de supostos abusos sistemáticos dos direitos humanos.
No Haiti, uma quase total falta de capacidade política permitiu que a violência aumentasse, enquanto os bandos criminais paralisavam a capital do país, Port-au-Prince.
O Caribe se tornou o foco de assassinatos da região
A taxa de homicídios da Jamaica aumentou ainda mais, ainda assim o tráfico de armas continuou, mesmo os criminosos já estando fortemente armados.
As Ilhas Turks e Caicos provaram ser o país mais mortal da região per capita, pois os assassinatos mais que dobraram.
Em 2022 o InSight Crime incluiu nações e territórios menores do Caribe, muitos dos quais tiveram um aumento acentuado nos assassinatos.
Embora cientes de suas populações comparativamente pequenas e números de homicídios, nós os incluímos no ranking abaixo para mostrar como os padrões de violência estão afetando toda a região.
Ilhas Turks e Caicos: 77,6 por 100.000 (Pop. 45.114)
Embora 35 assassinatos possam parecer pouco motivo de preocupação, representam um salto de 150% em relação aos 14 assassinatos ocorridos em 2021 em um país com uma população total de pouco mais de 45.000 habitantes.
Muitos dos homicídios se concentraram no último terço do ano, com 21 homicídios ocorridos entre 3 de setembro e 8 de novembro, culminando com um triplo homicídio em 1º de novembro. ilha mais populosa.
Guerra entre facções Criminosas como causa
Embora os motivos para o aumento da violência permaneçam incertos, o chefe de estado nomeado pelo Reino Unido, Nigel Dakin, disse em um post no Instagram que os grupos criminosos jamaicanos estão “tentando remover toda a competição criminosa no território” usando “níveis sem precedentes de violência direcionada”.
Ele culpou a proximidade das ilhas com vizinhos instáveis “inundados de armas e drogas… onde os criminosos aparentemente conseguem se mover facilmente por toda a região”.
Pela primeira vez em três anos, a ilha caribenha não liderou as tabelas regionais de taxas de homicídios.
Infelizmente, isso tem menos a ver com o sucesso em erradicar a própria violência na Jamaica e mais a ver com taxas terrivelmente altas testemunhadas em outras partes do Caribe.
A Força Policial da Jamaica (JCF) registrou 1.498 assassinatos em 2022, 24 mortos a mais que no ano anterior.
Esse resultado coloca a taxa de homicídios da Jamaica em quase 53 mortos por 100.000, uma alta não vista desde 2017.
Vários fatores influenciam a violência implacável da Jamaica e a aparente incapacidade do governo de detê-la.
O tráfico de armas é desenfreado no país insular, com armas pequenas dos EUA inundando o mercado.
Em fevereiro, o primeiro-ministro Andrew Holness reciclou uma estratégia familiar de reprimir o porte ilegal de armas.
À medida que 2022 chegava ao fim, as ações do governo não reduziram os assassinatos na Jamaica.
Juntamente com as consequências crescentes para os proprietários de armas ilegais, o governo recorreu a outra abordagem testada e comprovada e geralmente nada assombrosa: decretar repetidamente estados de emergência em grande parte da ilha.
Aparentemente sem respostas, a Jamaica recorreu publicamente às Nações Unidas em busca de assistência para reduzir o tráfico de armas no país.
De forma desencorajadora, as apreensões recordes de armas e munições parecem ter feito pouco para virar a maré.
Santa Lúcia: 42,3 por 100.000 (Pop. 179.651)
Um total de 76 assassinatos pode não parecer muito.
Mas para Santa Lúcia, com uma população de pouco menos de 180.000 pessoas, isso o coloca perto do topo do ranking regional.
Em 2021, Santa Lúcia registrou 74 assassinatos, um recorde para a época.
O aumento em 2022 para 76 assassinatos significa que o país quebrou seu recorde de homicídios pelo segundo ano consecutivo e levou a pedidos do Partido Unido dos Trabalhadores para que o primeiro-ministro Philip J. Pierre renunciasse ao cargo de ministro da Segurança Nacional.
Guerra entre facções Criminosas como causa
Ao se tornar um centro de trânsito para a cocaína sul-americana para os EUA e Europa, as gangues locais passaram a disputar a hegemonia criminosa.
Isso foi agravado por um influxo de armas americanas: um homem da Pensilvânia preso em março passado por traficar quase 40 armas para Santa Lúcia.
Funcionários eleitos condenaram a “anarquia em nosso país” e prometeram “penalidades draconianas”, mas poucos detalhes foram divulgados.
Venezuela: 40,4 por 100.000 (Pop. 28.199.867)
As mortes violentas na Venezuela permaneceram relativamente estáveis em 2022 após vários anos de declínio, com a taxa geral caindo apenas 0,5%.
O número inclui homicídios comprovados, homicídios cometidos por policiais, mortes ainda sob investigação e desaparecimentos.
Se os desaparecimentos não forem incluídos no cálculo, a taxa geral cai para 35,3 mortos por 100.000 habitantes.
Houve um total de 10.737 mortes violentas em 2022 ou uma média de 29 por dia.
Cinco dos sete principais estados com as taxas mais altas estão localizados na zona centro-norte do país.
O crime organizado venezuelanos
Entre eles estão Aragua, lar da gangue local mais notória da Venezuela, Tren de Aragua, Miranda, onde gangues ultravioletas dedicadas a sequestros e extorsões tomaram conta de faixas de território, e Caracas.
Grande parte da violência está sendo conduzida não pelos maiores grupos do crime organizado, mas por pequenas gangues de rua predatórias.
A dolarização de fato do país criou grandes oportunidades para as gangues, pois indivíduos e empresas usam dólares americanos para transações em dinheiro, mas não podem depositá-los em contas bancárias nacionais, deixando-os na posse de grandes quantidades de dinheiro que os tornam alvos de roubos.
Das mais de 10.000 mortes violentas registradas no ano passado, aproximadamente 13% resultaram de intervenções policiais.
Entre a violência das gangues e da polícia
Essa alta taxa provavelmente está ligada à violência indiscriminada empregada em operações de segurança na Venezuela, onde a polícia se tornou conhecida por cometer execuções extrajudiciais, conforme documentado por agências internacionais de direitos humanos.
Três dos cinco estados com as maiores taxas de mortes resultantes de intervenções policiais, Aragua, Miranda e Guárico, tiveram operações de segurança em grande escala em 2022, acompanhadas por denúncias generalizadas de abusos de direitos humanos, incluindo execuções extrajudiciais.
Além disso, houve 1.370 denúncias de desaparecimentos em 2022.
Algumas áreas da Venezuela tornaram-se notórias por desaparecimentos ligados a atividades criminosas, sobretudo a região mineradora de Bolívar, onde gangues fortemente armadas, conhecidas como sindicatos, disputam o controle do comércio de ouro.
Esses grupos se tornaram notórios pelo desaparecimento de suas vítimas, como mostra a descoberta de várias valas comuns no final de 2022.
São Vicente e Granadinas: 40,3 por 100.000 (Pop. 104.332)
As razões para a alta taxa de homicídios em São Vicente e Granadinas em 2022 não são tão diferentes dos tradicionais focos de violência da região:
Muito disso está entrelaçado com o comércio de cocaína e outros derivados com retaliação.
primeiro-ministro Ralph Gonsalves
Em novembro, as forças de segurança destruíram 135 quilos de cocaína e 18 toneladas de maconha apreendidas nos últimos três anos.
Traficantes de Trinidad e Tobago, que enfrenta um grande problema de violência causada pelas drogas, estão por trás de algumas dessas importações de cocaína.
A maioria dos mortos são por armas de fogo
O governo trinitário-tobagenses está reunindo aliados regionais para impedir que as armas cheguem dos Estados Unidos.
Os EUA precisam fazer algo sobre … o fácil acesso a armas e a fácil exportação de armas. Eles têm os recursos para nos ajudar nisso.
primeiro-ministro Ralph Gonsalves
Poucos cidadãos e empresas acreditam que a polícia tenha condições de investigar e combater os criminosos e menos da metade dos crimes são denunciados.
Trinidad e Tobago: 39,4 por 100.000 (Pop. 1.525.663)
A taxa de homicídios de Trinidad e Tobago saltou mais de 22% em 2022 em relação a 2021.
Após um ano de derramamento de sangue em que os grupos criminosos da duas ilhas ganharam notoriedade em todo o mundo.
Dados do Serviço de Polícia de Trinidad e Tobago mostram que 502 assassinatos foram cometidos no país entre janeiro e outubro.
Policiais disseram ao InSight Crime que outros 47 homicídios foram cometidos em novembro e mais 52 em dezembro, elevando o total de 2022 para 601.
Este é o maior número de assassinatos no país, muito acima dos 550 registrados em 2008.
As várias razões para o aumento da violência
O assassinato de Anthony Boney, líder de um crupo criminoso muçulmano, quebrou o equilíbrio que havia no mundo do crime trinitário-tobagenses.
O resultado foi a fragmentação caótica das grandes organizações criminosas e grupos menores e muito mais violentos.
Essas facções estão lutando pelo controle das múltiplas economias criminosas do país, incluindo contrabando humano, extração de pedreiras e roubo organizado.
Cerca de 12 mil armas circulam no país
A falta de confiança na polícia é reconhecida por ela mesma, principalmente entre a população mais pobre.
Honduras: 35,8 por 100.000 (Pop. 10.278.345)
Honduras continua como o país mais mortal da América Central em 2022, com uma taxa de homicídios de 35,8 mortos por 100.000 pessoas.
Apesar do resultado, o país conseguiu reduzir os homicídios em 12,7% em relação a 2021, o menor número de homicídios desde 2006.
O presidente Xiomara Castro gerou polêmica perto do final do ano ao implementar uma repressão anti-gangues que prendeu 652 supostos membros de gangues e desmantelou 38 gangues.
Muitas das mortes violentas em Honduras são atribuídas a grupos criminosos conhecidos por tráfico de drogas e extorsão.
O setor de transporte de Honduras tem sido particularmente perseguido por extorsão e violência subsequente, com pelo menos 60 trabalhadores perdendo suas vidas em 2022.
Embora o estado de exceção tenha como alvo esses grupos criminosos, é muito cedo para dizer como a estratégia afetará os homicídios do país.
As Bahamas terminaram 2022 com 128 assassinatos, quando o comissário de polícia Clayton Fernander, que esperava terminar o ano com menos de 100 homicídios.
Guerra entre facções Criminosas como causa
O país continua como centro de tráfico de cocaína, e em março, o governo admitiu que há disputa pelo narcotráfico na ilha de New Providence.
Chegando em 2023, o governo do primeiro-ministro Philip Davis está enfrentando uma reação negativa.
A oposição baamesa critica a política pública pelo aumento dos crimes: tráfico de drogas, e assaltos e homicídios com o uso de armas de fogo.
O governo por sua vez afirma que são criminosos libertados sob fiança que voltaram a cometer crimes.
Colômbia: 26,1 por 100.000 (Pop. 51.516.562)
Os 13.442 homicídios registrados em 2022 pela Polícia Nacional da Colômbia deram ao país uma taxa de homicídios de 26,1 por 100.000 no ano, ligeiramente abaixo dos 26,8 por 100.000 em 2021.
Talvez não surpreendentemente, os homicídios foram maiores em regiões onde predominam os grupos armados, de acordo com um relatório da Universidad Externado de Colombia.
Os departamentos de Arauca, Putumayo, Cauca, Chocó, Guaviare e Valle del Cauca tiveram a maior concentração de homicídios.
Guerra entre facções Criminosas como causa
A maioria desses departamentos são corredores estratégicos do narcotráfico sobre os quais grupos criminosos lutam pelo controle e pelas receitas do crime.
Desde o início de 2022, o Exército de Libertação Nacional (Ejército de Liberación Nacional – ELN) e grupos mafiosos das ex-FARC travam uma sangrenta batalha pelo controle de Arauca, no sul do país, ao longo da fronteira com o Equador, Peru e Brasil.
Os assassinatos de líderes sociais continuaram inabaláveis em 2022.
Até dezembro do ano passado, 33 líderes sociais foram assassinados em Nariño, enquanto outros 25 foram mortos em Cauca.
O ELN e a ex-máfia das FARC estão presentes em ambos os departamentos, assim como as Autodefesas Gaitanistas da Colômbia (Autodefesas Gaitanistas de Colombia – AGC), também conhecidas como Urabeños ou Clã do Golfo (Clan del Golfo).
O presidente Gustavo Petro chegou ao poder com ambições de “Paz Total”.
Vários grandes grupos armados assinaram um cessar-fogo bilateral que deve vigorar nos primeiros seis meses de 2023, embora o ELN seja uma ausência notável.
Resta saber como a medida vai se desenrolar.
Equador: 25,9 por 100.000 (Pop. 17.797.737)
Pelo segundo ano consecutivo, o Equador teve uma das taxas de homicídios que mais cresceram na região.
Guerra entre facções Criminosas como causa
Em 2022, o país foi dilacerado por grupos criminosos que brigavam por quantidades impressionantes de cocaína vindas da Colômbia e registraram 4.603 assassinatos.
Isso representa um aumento de algo em torno de 82% e 86,3% em relação ao ano anterior, de acordo com a base de cálculos.
Os especialistas atribuem a culpa diretamente à violência associada ao narcotráfico. Isso é amplamente correto.
Choneros e Lobos na disputa
Duas organizações criminosas, Choneros e Lobos, reuniram em torno de si aliados para disputarem o mercado criminoso com extrema violência.
]O foco é dominar áreas de controle da infraestrutura do narcotráfico, incluindo o porto marítimo de Guayaquil, o epicentro da violência no país, e Esmeraldas, uma província que faz fronteira com a Colômbia e é um centro de trânsito de drogas.
Em Esmeraldas os assassinatos atingiram um novo recorde, com corpos sendo deixados pendurados em pontes e assassinatos em larga escala ocorreram em todo o país.
Grupos menores, mas altamente organizados, estão aparecendo agora, esculpindo brutalmente sua própria fatia do bolo do narcotráfico.
O tráfico de armas está aumentando constantemente, com armas semiautomáticas, revólveres e munições inundando o país, principalmente dos Estados Unidos e do Peru.
E a influência do crime organizado mexicano e colombiano apenas estimula ainda mais a violência.
Com uma ligeira queda nos homicídios em 2022, os homicídios no México ultrapassaram 30.000 pelo quinto ano consecutivo.
No ano passado, ocorreram menos 30.968 homicídios, ou 85 por dia, além de 947 feminicídios — valores são calculados separadamente.
Somando 31.915 assassinatos, 25,2 por 100.000 habitantes, uma ligeira queda em relação à taxa de 2021.
Quase 50% desses assassinatos se concentraram nos mesmos seis estados de 2021: Guanajuato, com 3.260, Baja California, Chihuahua, Jalisco, Michoacán, o estado do México.
Guerra entre facções criminosas como causa
Há muito tempo os estados fronteiriços de Baja California e Chihuahua convivem com a violência dos grupos do crime organizado que disputam o controle das rotas do narcotráfico para os Estados Unidos.
Já Jalisco está localizada ao norte de Michoacán e Colima, cujos portos – Lázaro Cárdenas e Manzanillo – são pontos de chegada de precursores químicos da Ásia necessários para a produção de drogas sintéticas.
Belize: 25 por 100.000 (Pop. 400.031)
Belize encerrou 2022 com 113 assassinatos, uma queda em relação aos 125 em 2021, para uma taxa de homicídios de 25 por 100.000 pessoas.
O comissário de polícia Chester Williams disse à mídia local que o país agora saiu da lista dos dez países mais assassinos do mundo.
No entanto, o governo americano alerta que muitos dos crimes violentos em Belize ocorreram no lado sul de Belize e estão “relacionados a gangues”.
Os crimes violentos, incluindo assaltos à mão armada, são “comuns mesmo durante o dia e em áreas turísticas”.
Porto Rico: 17,4 por 100.000 (Pop. 3.263.584)
O território dos EUA viu uma queda bem-vinda na violência em 2022, registrando 567 homicídios, ante 616 em 2021, segundo a mídia local.
A disponibilidade de armas de fogo continua sendo um problema para as autoridades de Porto Rico, com crimes relacionados a armas permanecendo muito mais altos do que nos estados dos EUA e em outros territórios.
Traficantes ilegais de armas trouxeram milhares de armas para o país, enquanto a Lei de Armas de Porto Rico de 2020 tornou a obtenção e o porte legal de uma arma de fogo muito mais fácil.
E o tráfico de cocaína, responsável por grande parte da violência no território, continuou em ritmo acelerado com apreensões maciças feitas regularmente em 2022.
Os 3.004 homicídios registrados na Guatemala em 2022 deram ao país uma taxa de homicídios de 17,3 por 100.000 habitantes.
Foi um aumento de 5,7% em relação aos 2.843 homicídios registrados no ano passado.
De acordo com a ONG de Direitos Humanos, Grupo de Apoio Mutuo – GAM, foram 3.609 assassinatos, houve um aumento de 7% nos homicídios entre janeiro e outubro de 2022.
As descobertas do GAM também revelaram um salto preocupante no número de vítimas de assassinato que apresentaram sinais de tortura, de 104 em todo o ano de 2021 para 164 nos primeiros 10 meses de 2022.
Guerra entre facções criminosas como causa
A atividade criminosa provavelmente está por trás desses aumentos.
Em outubro, pelo menos sete pessoas foram mortas a tiros na piscina de um hotel em El Semillero, na costa do Pacífico da Guatemala, e o crime estaria relacionado ao Barrio 18.
Também em outubro, cinco nicaraguenses foram encontrados mortos com as mãos amarradas nas suas costas no município de Atescatempa.
Barbados: 15,3 por 100.000 (Pop. 281.200)
Assim como em seus vizinhos caribenhos, a pronta disponibilidade de armas de fogo foi responsabilizada por um aumento acentuado nos assassinatos em Barbados em 2022.
Dos 43 homicídios registrados, mais de 75% foram cometidos com armas de fogo.
Isso apesar da polícia de Barbados alegar sucesso em uma campanha contínua de recuperação de armas, com 75 armas apreendidas até setembro de 2022.
Isso foi superior às 36 recuperadas em todo o ano de 2021.
Um aumento persistente nos assassinatos, apesar de mais armas serem coletadas, só pode significar uma coisa: muitas armas estão entrando em Barbados.
Em junho, três homens americanos foram condenados por enviar pelo menos 30 armas de fogo para Barbados por meio de serviços de correio.
Em setembro, o comissário de polícia de Barbados confirmou que o Escritório de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos (ATF) dos EUA estava trabalhando com Barbados para conter o fluxo de armas.
Mas há uma confusão persistente sobre o cenário do crime organizado do país, apesar de seu tamanho modesto.
Em uma entrevista para a televisão em novembro, o membro do gabinete de prevenção ao crime, Corey Lane, afirmou que havia apenas duas gangues em Barbados e não 52, como afirmam algumas fontes não especificadas.
O Panamá conseguiu reverter sua tendência recente de aumentar gradualmente os assassinatos.
Os 501 homicídios registrados em 2022 representam uma queda de 8,9% no número de homicídios em relação aos 550 de 2021.
Antes de 2022, a taxa de homicídios do país vinha subindo lentamente, de 9,6 por 100.000 em 2018 para 12,8 por 100.000 em 2021.
Enquanto alguns países continuaram a adotar uma abordagem militarizada para combater o crime, a polícia do Panamá adotou uma estratégia diferente.
O diretor da polícia nacional do Panamá, John Dornheim, destacou a importância de a aplicação da lei incorporar soluções tecnológicas e contar com informações.
“Você não persegue o crime com músculos, persegue-o com inteligência”
John Dornheim
A decisão parece estar valendo a pena, com um quarto das acusações contra suspeitos de homicídio ocorrendo graças à vigilância por vídeo.
Ainda existem áreas problemáticas
Com cerca de 7% da população, a província costeira de Colón foi responsável por 21% dos assassinatos — taxa de homicídios próxima à de Honduras.
Assassinatos indiscriminados ligados ao crime organizado na província resultaram em homicídios em hospitais e escolas, disputas territoriais e aumento do desemprego também estão entre as causas das mortes que assolam a região.
Guerra entre facções criminosas como causa
Colón detém o ponto de entrada do Atlântico para o Canal do Panamá e é um ponto crucial para a logística do tráfico de cocaína.
O país quebrou novamente seu recorde anual de apreensão de drogas, em meio a notícias de que atuava como um importante centro de envio de cocaína para uma coalizão de grandes traficantes de drogas na Europa.
O principal traficante de drogas do Panamá, Jorge Rubén Camargo Clarke, chefe da federação de gangues de Bagdá, foi preso em fevereiro de 2022, mas os números não sugerem que tenha ocorrido uma luta sangrenta pelo controle do mercado entre os rivais.
Uruguai: 11,2 por 100.000 (Pop. 3.426.260)
Houve 383 homicídios registrados no Uruguai em 2022, um aumento de 25% nos homicídios de 2021, que reverte alcançada em 2021.
Os cálculos do InSight Crime mostram um aumento ligeiramente maior de 27,6%.
Guerra entre facções criminosas como causa
O presidente Luis Lacalle Pou colocou diretamente a culpa pelo aumento da violência nos confrontos de gangues relacionados ao tráfico de drogas.
As brigas entre grupos criminosos pelo controle do tráfico de drogas em Montevidéu, capital do país, parecem ter aumentado.
Em junho, a polícia uruguaia informou ter identificado até 45 clãs familiares criminosos em Montevidéu e, em novembro, tiroteios entre alguns desses clãs confinaram moradores de Villa Española e Peñarol em suas casas.
Uruguai na rota das drogas
Essas gangues também foram cruciais para o crescente perfil do Uruguai como nação de trânsito para o comércio de cocaína.
As conexões com o Brasil, Paraguai e Argentina têm visto uma maior quantidade de drogas fluindo pelo Uruguai, trazendo maiores índices de violência criminal.
Enquanto isso, o surgimento do Primeiro Cartel Uruguaio (Primer Cartel Uruguayo – PCU), liderado pelo misterioso narcotraficante Sebastián Marset, aumentou a pressão sobre as forças de segurança do país e levantou a tampa da corrupção generalizada nas fileiras políticas do país.
Paraguai: 8 por 100.000* (Pop. 6.703.799)
Foram 489 homicídios entre janeiro e novembro de 2022, o que levará a superar a taxa de 2021 de 7,4 para 100.000 habitantes.
Guerra entre facções criminosas como causa
O ano passado viu mais da mesma violência, já que assassinatos de alto escalão e assassinatos entre gangues pareciam encerrar o ano.
A disputa entre Primeiro Comando da Capital e o clã local Rotela monopolizaram as mortes na disputa pelo domínio territorial dos corredores de tráfico de drogas e armas, particularmente a província de Amambay, no Paraguai, na fronteira leste com o Brasil.
Gangues menores e clãs familiares também contribuem para os assassinatos nas áreas mais violentas do Paraguai.
O conhecido Clã Insfrán teria sido ligado ao assassinato em maio de 2022 do promotor paraguaio Marcelo Pecci.
A violência do país é ajudada em parte pelo fato de que armas e munições fornecidas aos militares acabam rotineiramente nas mãos de organizações criminosas.
O papel ascendente do Paraguai como um nó-chave no drogoduto de cocaína da Europa significa que o conflito entre as principais gangues do país provavelmente continuará a transbordar.
Foram 495 homicídios em 2022 contra 1.147 no ano anterior, mantendo uma tendência de baixa desde 2015, quando o índice era de 103 por 100.000 habitantes, o que fazia de El Salvador o país mais violento do Hemisfério Ocidental.
A queda nos assassinatos no ano passado ocorreu em meio a uma das repressões anti-gangues mais brutais já vistas na América Latina.
Um violento assassinato de gangues em março que custou 87 vidas respaldou a política de forte repressão aos grupos criminais do presidente Nayib Bukele.
O governo alavancou poderes de emergência para atacar as principais gangues de rua do país, a MS13 e a Barrio 18, prendendo cerca de 60.000 pessoas, ou quase 2% da população adulta no processo.
Os resultados foram surpreendentes, com assassinatos e extorsões caindo drasticamente. A repressão forçou as gangues a se esconderem, embora continuem bem armadas.
Suriname: 7,7 por 100.000 (Pop. 612.985)
O menor país sulamericano registrou 47 assassinatos entre janeiro e meados de dezembro de 2022 — taxa de 7,7 por 100.000 habitantes.
Este é um aumento acentuado em comparação com os 32 assassinatos registrados em 2021, mas inferior aos 54 registrados em 2020.
O aumento da taxa de homicídios pode ser em decorrência do papel do Suriname como país de trânsito para a cocaína.
O presidente Chandrika Persad Santochi disse ao InSight Crime em outubro de 2022 que o tráfico de drogas afetou seriamente o crime violento no Suriname.
Especialistas identificaram o tráfico de cocaína como a maior ameaça à segurança nacional do Suriname e responsável por alguns dos eventos mais violentos recentes.
Em julho de 2021, três corpos carbonizados foram encontrados no oeste de Paramaribo, capital do Suriname. Um dos supostos autores do crime declarou que foi morto em relação à apreensão de cerca de 1 tonelada de cocaína pelas autoridades.
Mas em comparação com seus vizinhos, principalmente no Caribe, o Suriname tem uma baixa taxa de homicídios.
Um dos fatores que possivelmente explicam a diferença entre o Suriname e países como Jamaica, Trinidad e Tobago e Santa Lúcia é que o Suriname não possui gangues urbanas sofisticadas.
Nicarágua: 6,7 por 100.000 (Pop. 6.850.540)
A total falta de dados confiáveis ou relatórios sobre homicídios na Nicarágua, mais uma vez, dificulta um levantamento de homicídios para o país.
Fontes oficiais colocam a contagem de homicídios no país em 460, mas esses números “não são confiáveis”.
A falta de transparência do país parece improvável que mude em breve.
Em novembro de 2022, o presidente Daniel Ortega conquistou um quarto mandato em uma eleição duramente criticada pela comunidade internacional.
O presidente dos EUA, Joe Biden, chamou de “eleição de pantomima”. Durante o governo de Ortega, 160 jornalistas foram forçados ao exílio.
Chile: 4,6 por 100.000 (Pop. 19.493.184)
Os homicídios cresceram mais de 32% no Chile em 2022 em relação a 2021, marcando o ano como um dos mais mortais do país.
Os números da polícia mostram que 960 assassinatos foram cometidos no ano passado, em comparação com 726 no ano anterior.
A região norte de Tarapacá viu novamente a criminalidade elevar as taxas de homicídio a novos patamares, enquanto o contrabando de migrantes controlado pela mega-gangue venezuelana Tren de Aragua emergiu como uma séria ameaça à segurança nacional.
O tráfico de drogas no país cresceu, o roubo de cobre se expandiu e as máfias madeireiras que controlam a extração ilegal de madeira se tornaram mais violentas.
Embora o aumento de assassinatos seja alarmante, as autoridades alertaram que o retorno às regulamentações e à vida pré-pandêmica favoreceu o aumento da criminalidade, que foi artificialmente baixo em 2020 e 2021.
Os aumentos registrados em 2022 são irregulares porque, à medida que a vida cotidiana foi retomada , o número de crimes ocorridos também normalizou para antes da pandemial.
coronel Gutiérrez, comandante da polícia militar do Chile
O Chile com 4,6 homicídios para 100.000 habitantes continua entre as nações menos violentas da América Latina.
A Argentina normalmente publica suas estatísticas anuais de crimes em abril do ano seguinte.
Em 2021, o Ministério da Segurança registrou 2.092 assassinatos, para uma taxa de homicídios de 4,6 por 100.000 habitantes, continuando sua tendência de queda nos assassinatos desde um ano particularmente violento em 2014.
Guerra entre facções criminosas como causa
Certos focos de violência, porém, são acessíveis, principalmente na província de Santa Fé.
Na Santa Fé, que abriga a cidade de Rosario, 406 pessoas mortas em 2022, o maior número desde 2015, elevando a taxa de homicídios da província para 11,31 por 100.000.
O ano sangrento de Rosario cativou as manchetes, dado o fato de que sua taxa de homicídios quadruplica a média nacional.
Uma rivalidade entre gangues locais de tráfico de drogas, os Monos e o Clã Alvarado, alimenta grande parte dos assassinatos da cidade.
A leste de Santa Fé, a província de Entre Ríos registrou seu terceiro ano consecutivo de redução de homicídios, com as autoridades elogiando uma postura dura contra o narcotráfico como a chave para o sucesso.
O tráfico de cocaína de fato tem aumentado na província, mas as autoridades locais intensificaram os esforços para combater os traficantes na esperança de evitar uma nova queda na violência.
Bolívia: N/A (Pop. 12.079.472)
As autoridades bolivianas não divulgaram estatísticas oficiais de homicídios nos últimos três anos, mas os interesses criminosos de grupos locais e regionais – particularmente em relação à expansão da capacidade de produção de cocaína da Bolívia – garantiram que a violência continuasse.
Guerra entre facções criminosas como causa
Em fevereiro do ano passado, o assassinato de dois traficantes de drogas brasileiros no departamento de Santa Cruz destacou a ameaça contínua do Primeiro Comando da Capital do Brasil (Primer Comando Capital – PCC) e rival, companheiro de gangue brasileira, o Comando Vermelho CV, para a Bolívia. Santa Cruz é um importante centro de tráfico de cocaína sendo contrabandeada para o Brasil ou Paraguai da Bolívia e do Peru.
Em julho do ano passado, o povoado de Porongo, na periferia de Santa Cruz de la Sierra, capital do departamento de Santa Cruz, foi palco de uma violência incomum contra policiais na Bolívia.
Três foram mortos a tiros depois de tentar prender um homem local. O suspeito do assassinato era genro de um narcotraficante local.
A violência das gangues causou a morte de 2.183 pessoas em 2022, um aumento de 35,2% em comparação com o ano passado.
Mas esses números quase não fazem sentido.
A catástrofe de segurança na ilha atingiu níveis sem precedentes que acredita-se que nenhum funcionário eleito em nível nacional permaneça lá.
Desde o assassinato do presidente Jovenel Moïse em 2021, evaporou-se qualquer influência política que pudesse conter as gangues do país.
A guerra de gangues que antes se opunha às duas maiores organizações criminosas do país, G9 e G-PEP, se dissolveu ainda mais em uma colcha de retalhos de guerras territoriais ao redor da capital, Porto Príncipe, que viu a maior parte dos assassinatos, incluindo execuções sumárias e adolescentes portando armas de nível militar.
Os sequestros mais que dobraram. A violência sexual e o estupro também são comuns.
Acho que é a primeira vez que vimos esse nível de ilegalidade, esse nível de violência de gangues em que a vida das pessoas não importa.
Cécile Accilien, professora de estudos haitianos na Kennesaw State University
Peru: N/A (Pop. 33.715.471)
O Peru não divulgou números oficiais de homicídios para 2022 e os números do Ministério da Saúde parecem não ter base na realidade histórica.
Segundo o Ministério da Saúde houve 1.307 assassinatos — uma taxa de homicídios de apenas 3,9 por 100.000 habitantes.
Em 2021, houve 2.166 mortes — uma taxa de 6,6 por 100.000, um aumento em relação a 2020, mas ainda menor do que em qualquer ano desde 2013.
Embora o governo tenha declarado vários estados de emergência com o objetivo de combater a criminalidade em Lima, mas os corpos continuaram se acumulando.
No início do ano, um legista disse à TV Perú que os assassinatos em partes da capital dobraram ou até quadruplicaram.
Guerra entre facções criminosas como causa
Em outros lugares, uma série de assassinatos resultantes de gangues que lutam pela mineração ilegal em La Libertad, uma região na costa oeste, levou as autoridades a impor estado de emergência.
Quatro líderes de comunidades indígenas que se opunham à mineração ilegal e ao tráfico de drogas foram mortos em uma única semana de março.
Em meio à agitação social após a deposição do ex-presidente Pedro Castillo em dezembro, a Procuradoria-Geral de Ayacucho confirmou que havia aberto investigações de homicídio contra militares e chefes de polícia após a morte de manifestantes.
*As estimativas para esses países são projeções. Os dados do ano inteiro não estavam disponíveis para esses países no momento da publicação. As taxas de homicídio calculadas pelo InSight Crime são baseadas nos melhores dados de homicídio disponíveis e na população estimada do país para 2021, de acordo com o Banco Mundial. Quaisquer pontos de dados não calculados por este método foram atribuídos às suas fontes. Esta lista será atualizada à medida que mais dados estiverem disponíveis.
**Parker Asmann, Douwe den Held, Alex Papadovassilakis e Juan Diego Posada contribuíram para este artigo.