A carta que derrubou um esquema internacional da facção PCC

Uma folha de papel pode pesar muito: pode ser uma sentença de morte ou uma ordem para auxiliar uma família.

Em fevereiro de 1998, por menos de 1 Real foi enviada de uma agencia do Correio de Campo Grande uma carta com informações de como funcionava o esquema montado pelo Primeiro Comando da Capital no Mato Grosso do Sul.

A denúncia incluía nomes e telefones de integrantes em Ponta Porã, Amambai, Coronel Sapucaia e Antônio João. A carta caiu como uma bomba no colo da Polícia Federal que nunca mais foi a a mesma depois que recebeu aquelas informações.

A teia envolveu nomes de 33 pessoas e empresas, entre elas o “Cabeça Branca”, como é conhecido Luiz Carlos Rocha, um líder articulador de negócios internacionais.

A investigação se ampliou para12 municípios do Brasil e do Paraguai, desbaratando o complexo mecanismo de lavagem internacional de dinheiro montado por Fernandinho Beira-Mar do Comando Vermelho.

Nem os carros blindados do Rei da Fronteira Fahd Jamil impediram-no de ser envolvido por aquela carta. — Marta Ferreira para o MS News

Falhou a simulação de suicídio e integrantes do PCC vão a Júri

“Mão de Pedra” matou Edson dos Santos — o integrante do Comando Vermelho foi julgado, morto e seu corpo ficou caído na cela.

“Mão de Pedra” chama Paulo para pendurar o corpo, simulando um suicido, mas a farsa encenada pelo integrante do Tribunal do Crime do Primeiro Comando da Capital não resistiu a investigação e foi desvendada.

O crime aconteceu em dezembro de 2019 e não foi a única morte na guerra entre as facções dentro do sistema prisional do Mato Grosso do Sul, mas depois desse episódio que a direção da Máxima de Campo Grande, o Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho EPJFC, passou separar os CVs dos PCCs.

Agora foi marcada a data na qual “Mão de Pedra” enfrentará o Tribunal do Júri: 22 de julho. — Ana Paula Chuva para o Campo Grande News

Integrante do PCC afirma que não matou em nome da facção

Em 2017 na Cachoeira do Ceuzinho em Campo Grande em Mato Grosso do Sul o corpo decapitado do integrante de Coroa foi encontrado.

Acreditava-se que ele havia sido mais um integrante de facção morto na guerra entre o PCC e o Comando Vermelho.

Kaio, que é companheiro no PCC, no entanto, contou ao Tribunal do Júri que Coroa morreu por ter atacado o menor Tio Patinhas com uma faca por uma dívida de drogas, mas que ele acabou ferindo a filha do garoto.

Pezão, o pai de Tio Patinhas que estava preso pediu para Kaio intermediar entre os dois essa questão, então ele conduziu Coroa para uma cantoneira para um debate.

No fim, Kaio matou coroa com duas facadas no pescoço, Puro Ódio arrancou a cabeça, Nicolas Kelvin colocou o corpo no carro de Henrique Leandro, Pamella só tirou as fotos, Carolina e Denilson limparam o chão e Luan só estava dormindo na casa.

Essa foi a versão dele. Realmente aconteceu o caso da criança ferida, mas o que pegou mesmo seria que Coroa teria trocado a camisa e estava vendendo drogas para o CV e não para o PCC. — reportagem completa na reportagem de Geyse Garnes no Campo Grande News

Para Kaio, no entanto, sua versão que estava vingando a criança ferida a faca não teve o efeito de diminuir sua pena que acabou cravada em 26 anos de prisão.

Pamella nega ter participado da decapitação em nome do PCC

Pamella admitiu no Tribunal do Júri que era conhecida no Primeiro Comando da Capital como Emanoma, e que esse apelido significaria em tupi-guarani: “já morreu, meu amigo”.

Ela afirma que não participou da morte e decapitação de Coroa na Cachoeira do Ceuzinho em Campo Grande em Mato Grosso do Sul, que apenas foi chamada pela amiga Célia Ricarda para ajudar um garoto que estava tendo problemas com drogas e que precisaria ser internado mas não estava conseguindo vaga:

“Antes fui conhecer o projeto, me certifiquei dos cômodos. Me responsabilizei pelo menor (…) se me pedissem mais uma vez, eu faria de novo” — e que só aceitou ajudar por já ter perdido o pai de um dos três filhos para a droga.

Ela então passou pelo Bairro Moreninhas e o garoto, filho do Coroa, estava aguardando em esquina e ela o levou para a clinica.

Já a acusação apresentou um áudio que ela nega ser ela, na qual uma mulher avisa para a pessoa que está cortando a cabeça do Coroa que “tem que puxar o pescoço”.

A promotoria afirmou que Pamella era ela quem chefiava os demais e acabou conseguindo a sua condenação a 28 anos de prisão. — Geisy Garnes, Aletheya Alves e Bruna Marques para o Campo Grande News

A Dakota encomendada pelo Primeiro Comando da Capital

Aquela Dakota Branca chamou muita atenção escondida atrás daquela casa no Jardim Colúmbia em Campo Grande no Mato Grosso do Sul e a garota não teve como negar que estava guardando para a irmã que juntamente com um companheiro haviam furtado o veículo para atender a uma encomenda do Primeiro Comando da Capital. — Anahi Zurutuza para o Campo Grande News

Condenado PCC Coxinha foi para o Presídio Federal de Mossoró

Definida a pena de Luiz Guilherme Dutra Toppam, o Coxinha, ele era um dos integrantes do Primeiro Comando da Capital que organizava o esquema internacional da facção em território paraguaio.

Ele estava em Ponta Porã quando caiu na Operação Exílio, mas conseguiu responder em liberdade, mas daí caiu quando estava no Paraguai na Operação Fronteira Segura.

Além de Luiz Guilherme, Djonathan Augustinho Fuliotto Rodrigues Pimentel, também de Nova Andradina, e o advogado douradense Pedro Martins Aquino, foram presos em imóveis mantidos pela organização criminosa em Pedro Juan Caballero. — Adriano Fernandes para o Campo Grande News

Nessa operação, a policia apreendeu 14 granadas, 50 mil Reais, 4 fuzis, 2 pistolas, 7 carros e meia tonelada de maconha. 

Após a confirmação da condenação ele foi transferido do Mato Grosso do Sul para a Presidio Federal de Mossoró no Rio Grande do Norte.

Seria um cemitério do PCC a várzea da Vila Santo Eugênio?

Cemitério clandestino atribuído ao Primeiro Comando da Capital foi encontrado na Vila Santo Eugênio em Campo Grande no Mato Grosso do Sul.

Talvez seja um exagero das autoridades, afinal só foi encontrado um corpo com resquícios de peças de roupas, mas os cães farejadores procuram outras ossadas. — Danielle Errobidarte para o MidiaMax

Havia um afundamento no crânio e também foram recolhidos ossos dos braços, caixa torácica e pernas. Outros ossos foram encontrados já a cerca de 1,5 metro de distância. — conta Renata Portela do MidiaMax

As repórteres Thatiana Melo e Dayene Paz contam no MidiaMax que os moradores da região sabem que se a palavra é de prata, o silêncio é de ouro e declaram a polícia:

Quando a gente vê alguma coisa, a gente finge que não vê.

O site acritica.net atualiza a informação e diz que foram dois os corpos encontrados, o outro estava a apenas um metro e meio de distância do primeiro e lembra também que há cinco anos foi descoberto o “Cemitério do Nando” no bairro Danúbio Azul.

Em Maracaju no MS é morto Zóio de Gato

Maracaju é uma cidade do Mato Grosso do Sul é famosa por ser a terra da linguiça, que tem um sabor que só lá é encontrado, mas os negócios são muito mais diversificados, inclusive com a participação do Primeiro Comando da Capital.

Não sei no que trabalhava Ricardo Roberto da Vila Juquita, mas a polícia disse que ele era conhecido no mundo do crime como “Zóio de Gato”, e foi morto durante uma operação de combate ao tráfico de drogas quando recebeu a bala as guarnições. — Adriano Fernandes com a colaboração de Hosana de Lurdes para o Campo Grande News

No local foram apreendidas três armas de fogo, dois revólveres calibre 38 e uma pistola adaptada para calibre 22, 10 munições calibre 38, uma munição calibre 22, além de R$ 1.125,00 uma balança de precisão, 15 papelotes de pasta base 3,9 gramas, 1 papelote de cocaína de 1,1 grama, e 630 gramas de maconha, sendo que boa parte estava embalada pronta para comercio. — fonte: Elaine Silva para o capitalnews

Condenado o responsável pela guarda das armas e drogas do PCC

Arqueiro, como é conhecido Edimar da Silva Santana, no ano passado na Operação Exílio do MPF. Ele era o resumo da disciplina do Mato Grosso do Sul e era afilhado do líder Bonitão do Primeiro Comando da Capital.

Na casa do Arqueiro foram encontradas meia tonelada de maconha, documento falso e três armas, ficando comprovado que a função dele era guardar as drogas e as armas para a facção.

Ele foi condenado a 27 anos e 3 meses, e é só um dos 170 integrantes da facção PCC envolvidos nessa mesma operação. — fonte: Renata Portela para o MidiaMax

Integrante do PCC volta a traficar em casa após se solta

Magalle alegou que seus filhos pequenos não teriam com quem ficar, e ela, jamais foi condenada em sua vida, mas a Justiça negou seu pedido.

Os policiais militares que a prenderam contaram que sua casa em Rondonópolis no Mato Grosso do Sul era um conhecido ponto de drogas, então ficaram de olho e quando viram um movimento por lá tentaram abordar os 3 homens que estavam com ela, mas que cada um vazou para um lado. Ela e outro acabaram sendo capturados, mas apesar dela alegar que era só uma usuária não colou.

O Juiz alegou para mantê-la presa que em outro processo que ela está respondendo um outro juiz deixou que ela fosse para casa e vinte dias depois ela foi presa de novo no mesmo lugar vendendo drogas de novo.

Além disso, segundo o juiz, Magalle tem uma posição importante no Primeiro Comando da Capital da cidade. — fonte: stf.jus

Ficou barato para os envolvidos no caso do sequestro do avião

Integrante do Primeiro Comando da Capital preso falso sequestro de avião

Ao que tudo indica, acabou em pizza o caso do piloto Edmur e seu comparsa Adevailson que forjaram um falso sequestro para levarem alguns homens para a fazenda na Bolívia do primo de Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital.

Em junho de 2019 em Paranaíba no Mato Grosso do Sul e Renata Portela como contou ao MidiaMax:

Homens armados foram até a casa de Edmur, o renderam e foram ao hangar. Lá, renderam um servidor do aeroporto e levantaram voo em direção ao Paraguai. Depois, supostamente, Edmur teria sido obrigado a pilotar até a San Rafael na Bolívia e de lá escapou com o avião, pousando no Mato Grosso.

A juíza do caso disse que não tem prova alguma contra o funcionário do aeroporto; Adevailson foi condenado a 3 anos e 6 meses, mas como tem 80 anos não ficará preso; e o piloto Edmur foi condenado por comunicação falsa de crime, atentado contra a segurança de transporte aéreo e furto qualificado, o que soma 4 anos e 10 meses que na prática…

Polícia Civil tenta conter guerra entre facções prendendo um dos lados

O delegado geral Luccy Keiko do Piauí descobriu o que ninguém sabia: a maioria dos que estão morrendo por morte violenta na guerra entre as facções criminosas estado são… criminosos envolvidos em facções criminosas.

Para evitar que fossem mortas, resolveu colocá-las atrás das grades e deflagrou a Operação Contraordem III, afinal, se os criminosos ligados as facções estão sendo mortos nas ruas, talvez a melhor forma de protegê-los é colocando-as atrás dos muros dos presídios — deve ter sido esta a conclusão do delegado.

Foram emitidos pela Justiça vinte e quatro mandados de prisão no Piauí e no Mato Grosso do Sul contra integrantes da facção PCC, sendo que sete já estavam presos, restando capturar catorze.

Após fazerem buscas em Teresina, Floriano, Castelo do Piauí e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul e não localizarem os integrantes do PCC, a polícia publica o nome e as fotos dos sete procurados: Kelson Ferreira de Freitas, Gabriel Mateus das Neves Pereira, Davi de Sousa, Lindomar Antônio Barbosa, Lucas Raynam Morais Ramos, Victor Jorge da Silva Bisauchet e Gabriel da Silva Costa. — fonte: Geyson Morais para o GP1

É delegado, já deve estar sentido saudades dos tempos em que imperava no Piauí a paz imposta pelo Primeiro Comando da Capital: sem mortes nos noticiários e com a taxa de de homicídios caindo e afirmando que o estado estava mais seguro graças ao seu bom trabalho. Bons tempos, né não? — fonte: São Miguel Agora

PCC coloca fogo nos barracos e queima provas

Enquanto a polícia civil do Mato Grosso do Sul fazia bonito mostrando para a imprensa que estava usando um condutivímetro, um equipamentos que detecta a variação magnética em até dois metros de profundidade no solo, os crias do 15 foram até o cemitério clandestino e colocaram fogo em cinco barracos de madeira que teriam sido usadas para mocosar e torturar antes de matar as vítimas do Tribunal do Crime. — fonte: Danielle Errobidarte para o MidiaMax

É claro que essas casas já tinham sido periciadas pela polícia… ou será que não?

Cemitério clandestino atribuído ao Primeiro Comando da Capital foi encontrado na Vila Santo Eugênio em Campo Grande no Mato Grosso do Sul.

Talvez seja um exagero das autoridades, afinal só foi encontrado um corpo com resquícios de peças de roupas, mas os cães farejadores procuram outras ossadas. — Danielle Errobidarte para o MidiaMax

Havia um afundamento no crânio e também foram recolhidos ossos dos braços, caixa torácica e pernas. Outros ossos foram encontrados já a cerca de 1,5 metro de distância. — conta Renata Portela do MidiaMax

As repórteres Thatiana Melo e Dayene Paz contam no MidiaMax que os moradores da região sabem que se a palavra é de prata, o silêncio é de ouro e declaram a polícia:

Quando a gente vê alguma coisa, a gente finge que não vê.

O site acritica.net atualiza a informação e diz que foram dois os corpos encontrados, o outro estava a apenas um metro e meio de distância do primeiro e lembra também que há cinco anos foi descoberto o “Cemitério do Nando” no bairro Danúbio Azul.

Os Justiceiros de Fronteira e o PCC para italianos entenderem

Em seu blog latinamericando.info, Francesco Guerra analisa as causas da onda de violência que está varrendo a área de fronteira entre Brasil e Paraguai das cidades de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, e de cidade de Pedro Juan Caballero, no departamento de Amambaí.

As vítimas são todas muito jovens com menos de 25 anos, algumas sem ficha criminal, e todas tendo sido mortas a sangue frio, e em pelo menos dois casos tendo sido torturadas sadicamente, depois mutiladas e finalmente mortas.

Outra coisa comum nessas mortes são bilhetes deixados, ora em português, ora em espanhol, direcionados a outros alvos possíveis, explicando, em parte, os motivos dos assassinatos.

Seria uma  guerra entre facções ou, como parece mais provável, o trabalho de um novo esquadrão da morte.

O artigo escrito em italiano descreve a ação dos Justiceiros da Fronteira e demonstra a falta de consistência das acusações que o Primeiro Comando da Capital estaria envolvido com os assassinatos cometidos por eles. — leia o artigo de Fancesco Guerra no latinamericando.info

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