Sintonía do Paraguai da Facção PCC é preso dez anos após fuga

Este artigo analisa o papel da Investigadora Rogéria Mota na resolução de casos enigmáticos envolvendo “Muringa”, um membro proeminente do Primeiro Comando da Capital (PCC), e as implicações sistêmicas dessas investigações.

“Sintonía do Paraguai” é o elo crítico entre o Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533) e seus membros. Sua prisão poderia desvendar um labirinto de intrigas transnacionais. Acompanhe a Investigadora Rogéria Mota em sua busca por respostas neste enigma criminal.

Como de costume, após o “carrossel de artigos”, você encontrará uma análise elaborada por Inteligência Artificial. Esta seção desmonta as teses que eu mesmo defendo no artigo e apresenta críticas pertinentes. Além disso, oferece uma avaliação do texto sob diversos pontos de vista, enriquecendo o debate.

Sintonía do Paraguai: O Enigma Intrincado Desvendado pela Investigadora Rogéria Mota

Em um prédio antigo da rua Riachuelo, no centro pulsante de São Paulo, tomou-se uma decisão crucial: a Investigadora Rogéria Mota seria a responsável por desentrelaçar as complexidades do “Caso Muringa”. Com um histórico de dedicação no GAECO do Ministério Público de São Paulo, sob a orientação rigorosa do Promotor de Justiça Lincoln Gakiya, Rogéria possuía a experiência e a perspicácia necessárias para abordar esse caso recheado de sombras e incertezas.

Rogéria Mota não é apenas uma investigadora competente; ela é uma mulher que enfrentou diversos desafios em sua vida pessoal e profissional. Perseverante, ela sempre buscou justiça, mesmo quando os riscos eram altos. Esta é uma causa não apenas profissional, mas pessoal para ela.

O primeiro enigma: a “libertação irregular” de “Muringa” em 2013. Como um “Sintonía do Paraguai”, ele ocupava um posto de destaque na estrutura do Primeiro Comando da Capital. Sua liberação inexplicável não apenas instigou um caleidoscópio de especulações, mas também lançou questões sobre possíveis vulnerabilidades no sistema institucional, seja ele judiciário ou prisional, do Brasil.

Rogéria, com sua integridade e rigor exemplificados pelo trabalho de Lincoln Gakiya, está resoluta em investigar esta esfera obscura. A resolução deste mistério pode ser a chave para revelar não apenas as facetas ocultas da operação transfronteiriça do PCC, mas também as vulnerabilidades inerentes ao sistema judiciário que podem precisar de reparo imediato.

Deodápolis: O Nó Desatado na Trama da Rota Caipira

Em segundo lugar, destaca-se o enigma de Deodápolis. Embora não seja um marco principal na notória Rota Caipira — uma via de tráfico de drogas crucial para o transporte de substâncias ilícitas —, a cidade não pode ser ignorada. Sua localização geográfica estratégica em Mato Grosso do Sul, situada à beira da BR-376, permite que mercadorias provenientes da fronteira com o Paraguai alcancem Maringá, no Paraná, em poucas horas.

O confisco de 32,5 kg de cocaína em 2011 na cidade suscita dúvidas quanto ao seu papel específico no esquema mais vasto e sobre uma possível ligação com “Muringa” com esse caso, pelo qual já havia sido preso.

Com sua vasta experiência em investigações, a Investigadora Rogéria Mota tem os recursos e a acuidade para esclarecer esses pontos incertos. Sua atuação pode revelar uma possível tática renovada da organização criminosa paulista: a utilização de pequenos municípios como paradas e entrepostos, buscando escapar de cidades onde a repressão ao narcotráfico é mais eficaz.

Além de seu rigor técnico, a Inspetora Rogéria Mota possui um tino especial para sondar as profundezas de pequenas comunidades, assegurando-se de que nenhum detalhe escapará de seu exame minucioso. Através de conversas informais e observações perspicazes, ela tem a capacidade de coletar informações valiosas onde métodos tradicionais podem falhar, um ativo inestimável na resolução de casos como o de Deodápolis.

João Romão Torales

Decifrando a Sintonía do Paraguai: A Jornada Intrincada da Inspetora Rogéria Mota

A terceira e não menos misteriosa vertente envolve a atividade mais recente de “Muringa” no Paraguai, que vieram agora a tona após sua prisão pelas mãos da Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD). O que exatamente ele estava fazendo no país vizinho? Qual é o alcance real de suas atividades transnacionais dentro da “Sintonía Paraguaia”? Rogéria, com seu conhecimento em operações de cooperação internacional e seu acesso direto às autoridades paraguaias, está perfeitamente posicionada para decifrar este aspecto críptico do caso.

Com isso, a Inspetora Rogéria Mota encontra-se no epicentro de um caso que é tão complicado quanto urgente. Seu papel será crucial para ligar os pontos obscuros e talvez expor a extensão completa das operações da “Sintonía Paraguaia”, possivelmente levando à desarticulação de uma das alas mais ativas e enigmáticas do PCC.

Esta investigação poderá ser a chave não apenas para esclarecer o caso de “Muringa”, mas também para entender melhor o funcionamento complexo das rotas de tráfico, como a Rota Caipira, no contexto do crime organizado transnacional. Enquanto isso, “Muringa” está à espera de seu repatriamento para cumprir sua pena no Brasil, o que deve ocorrer nos próximos dias.

Análise por IA das teses apresentadas no artigo

O artigo apresenta uma estrutura bem definida e aborda vários elementos críticos, com foco na personagem da Investigadora Rogéria Mota e sua tentativa de resolver o “Caso Muringa” ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A seguir, faço a análise dos pontos e das teses defendidas no texto:

O Primeiro Enigma: Libertação Irregular de Muringa

O artigo aborda a questão complexa da “libertação irregular” de “Muringa”, um membro influente do PCC. Sua libertação inesperada levanta questões sobre a robustez do sistema institucional brasileiro, sejam essas falhas do sistema judiciário ou prisional. A tese é que Rogéria, com sua integridade e rigor, é a pessoa mais qualificada para investigar essas questões.

O Segundo Enigma: O Caso de Deodápolis

Deodápolis é apresentado como um local estratégico, apesar de não ser uma cidade-chave na famosa Rota Caipira do tráfico de drogas. O texto sugere que a cidade serve como um importante ponto de trânsito para o tráfico de drogas e que a apreensão de cocaína em 2011 pode ter uma conexão direta ou indireta com “Muringa”.

Tese Central e Implicações Maiores

A tese central é que a resolução destes enigmas pode fornecer insights não apenas sobre o caso específico de “Muringa” mas também sobre a operação mais ampla do PCC, incluindo sua influência transnacional e possíveis falhas no sistema institucional brasileiro.

Fechamento do Texto

O artigo conclui com a ideia de que a investigação em andamento pode ser a chave para entender melhor as complexidades das rotas de tráfico e do crime organizado transnacional. Ele também aponta para a iminente repatriação de “Muringa”, adicionando uma sensação de urgência ao caso.

Em resumo, o artigo é bem-sucedido em traçar um quadro complexo que envolve personagens bem desenhadas, enigmas interconectados e implicações de amplo alcance, tudo isso enquanto mantém o leitor engajado e investido na resolução dos mistérios apresentados.

IA Refuta as teses apresentadas no artigo

Para a refutação das teses apresentadas, apresento os seguintes argumentos:

O Primeiro Enigma: Libertação Irregular de Muringa

A tese sugere que a libertação irregular de “Muringa” indica falhas no sistema institucional brasileiro, e que Rogéria Mota, com sua integridade e rigor, seria a mais capacitada para abordar essa questão. No entanto, uma investigação dessas implicações institucionais pode requerer mais do que a integridade e rigor de um único investigador. Seria necessário um esforço coletivo de diversas agências e departamentos, possivelmente até em níveis internacionais, para entender e corrigir falhas sistêmicas. A colocação de toda essa responsabilidade em um único investigador poderia ser vista como uma simplificação exagerada do problema.

O Segundo Enigma: O Caso de Deodápolis

O texto sugere que Deodápolis tem uma importância estratégica e que o confisco de cocaína em 2011 poderia estar ligado a “Muringa”. É possível que essa suposição dê mais importância a Deodápolis do que ela realmente tem. Apreensões de drogas podem acontecer em muitos lugares e não necessariamente indicam uma ligação com figuras de destaque como “Muringa”. A correlação não implica causalidade, e a importância de Deodápolis nesse contexto pode ser coincidência ou conveniência, não uma estratégia deliberada.

Tese Central e Implicações Maiores

A tese central de que a resolução desses enigmas fornecerá insights sobre o PCC e sobre falhas institucionais pode ser demasiado ambiciosa. O PCC é uma organização complexa com ramificações que vão além das atividades de um único indivíduo ou local. Portanto, mesmo que os enigmas sobre “Muringa” e Deodápolis sejam resolvidos, eles podem ser apenas a ponta do iceberg e não necessariamente fornecerão uma compreensão abrangente do PCC ou das falhas institucionais do Brasil.

Conclusão do Artigo

O artigo termina apontando para a iminente repatriação de “Muringa”, sugerindo uma sensação de urgência. No entanto, mesmo a sua repatriação e eventual julgamento poderão não trazer todas as respostas ou soluções para os problemas institucionais e operacionais associados ao crime organizado transnacional.

Em resumo, enquanto as teses apresentadas são intrigantes e certamente dignas de investigação, elas podem não ser tão conclusivas ou abrangentes como o artigo sugere.

Críticas e Análises ao texto

Segurança Pública

O texto coloca em relevo a fragilidade dos sistemas institucionais brasileiros, representados pelas falhas nas esferas prisionais e judiciárias. No entanto, ao concentrar-se em um único investigador como solução para esses problemas, poderá transmitir uma visão simplista de uma questão complexa e estrutural.

Jurídico

O artigo enfatiza as vulnerabilidades do sistema judiciário brasileiro, mas não oferece um aprofundamento jurídico, como a análise das leis que poderiam ter sido quebradas ou o impacto de tais falhas em casos futuros.

Histórico

O artigo não se aprofunda no contexto histórico do PCC, sua origem e evolução, o que poderia contribuir para uma compreensão mais rica do tema.

Sociológico e Antropológico

Rogéria Mota é apontada como alguém apto para “sondar as profundezas de pequenas comunidades”, mas o texto não aborda como a dinâmica social dessas comunidades pode influenciar ou ser influenciada pelo tráfico de drogas ou pelo crime organizado.

Criminológico

O texto acerta ao lançar luz sobre as estratégias potenciais do PCC, mas poderia se beneficiar de teorias criminológicas que abordam o crime organizado de maneira mais sistemática.

Psicológico

Rogéria Mota é descrita como alguém com forte sentido de justiça e perseverança. No entanto, o texto não explora os aspectos psicológicos que a tornam apta (ou talvez inapta) para lidar com um caso tão complexo e perigoso.

Linguagem e Ritmo

O artigo é bem redigido e consegue manter um ritmo que prende a atenção do leitor. Porém, ao se concentrar tanto em Rogéria Mota, o texto pode deixar a impressão de que a solução para questões complexas de crime organizado reside em indivíduos heroicos, o que poderia ser interpretado como uma forma de romantização do problema.

Em suma, enquanto o artigo consegue envolver o leitor e tem mérito em trazer à tona temas importantes, ele apresenta várias lacunas e simplificações que poderiam ser abordadas para fornecer uma análise mais completa e multifacetada.

Preso Gordão de Maringá, um dos braços do PCC Minotauro

O artigo narra uma operação policial em Vila Esperança, que interrompeu as atividades de um líder do PCC, Gordão de Maringá, e destaca a influência contínua da organização na sociedade, através da figura de “Minotauro”. Discute a complexidade da luta contra organizações criminosas e a necessidade de uma abordagem mais abrangente que vá além das prisões e apreensões.

Gordão de Maringá, figura notória, viu seu império desafiado pelas forças da lei. Ligado ao Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533), sua história revela a complexa teia do crime organizado. Mergulhe na luta incessante contra essas forças sombrias, explorando a saga de poder, desafio e redenção.

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Público-alvo: Este texto é dirigido a leitores interessados em segurança pública, criminologia, política social, e àqueles que buscam compreender a dinâmica e o impacto das organizações criminosas na sociedade brasileira. Também é relevante para profissionais da área de segurança, estudiosos do direito penal, jornalistas, e o público em geral que se preocupa com as questões de criminalidade e justiça social.

O Crepúsculo do Poder nas Sombras

Na penumbra que se estende pelas belas ruas da Vila Esperança, em Maringá, um episódio recente reacendeu o debate acerca da persistente influência de organizações criminosas na sociedade brasileira. Conhecido nas sombras urbanas como Gordão de Maringá, um proeminente membro do Primeiro Comando da Capital (PCC), encontrou seu reinado de terror momentaneamente interrompido pelas autoridades. Em uma operação meticulosamente planejada, a polícia adentrou seu refúgio, não encontrando mais do que armamentos que, embora limitados em quantidade, eram letais em sua potencialidade: uma pistola Glock 9mm, acompanhada de carregadores estendidos, e um revólver calibre 38.

Este evento não apenas ressalta a presença contínua do PCC nas estruturas urbanas, mas também ilumina a figura enigmática de “Minotauro”. Mesmo confinado pelos grilhões da lei desde fevereiro de 2019, sua influência transcende as barreiras físicas da prisão, manifestando-se na coordenação e no controle das operações criminosas no sul do país. Minotauro, uma figura quase mítica dentro da organização, delegou a Gordão de Maringá a tarefa de manter a ordem e expandir os domínios do PCC na região, uma demonstração clara do poder que certos indivíduos detêm, mesmo quando subjugados pela justiça.

Este episódio é um microcosmo de uma questão muito mais ampla e complexa, evidenciando a dificuldade em erradicar a influência de organizações criminosas entranhadas no tecido social. A prisão de um líder, ou a apreensão de armas, embora sejam vitórias importantes, não são suficientes para desmantelar as redes de poder que operam nas sombras, alimentadas por uma mistura de medo, lealdade e a promessa de poder.

A saga de Gordão de Maringá e Minotauro no Primeiro Comando da Capital é um lembrete sombrio de que a luta contra o crime organizado é um caminho longo e sinuoso, pontuado por vitórias e reveses. Ela também destaca a resiliência dessas organizações e a necessidade de uma abordagem mais holística, que não apenas puna os culpados, mas também atue nas causas subjacentes que alimentam essa espiral de violência e desespero.

Executor de Policial Federal Penal do RN é preso nem Curitiba

Em abril de 2017 o policial federal penal Charlie Gama foi morto em Mossoró no Rio Grande do Norte. Passados quatro anos é preso executor que estava em Curitiba no Paraná — a Operação Ebenézer envolveu policiais federais dos dois estados e do Distrito Federal.

Charlie não foi morto no improviso com dois caras chegando em uma moto. Foi tudo planejado pelo Primeiro Comando da Capital, que até infiltrou uma empregada na casa dele para passar as informações. — fonte: site R7

O PCC e o aluguel de presos como escravos sexuais no Paraná

Até meados dos anos 90, presos no Paraná eram vendidos por carcereiros como escravos sexuais. O domínio do PCC mudou essa realidade, impondo novas regras nas cadeias. O podcast Salvo Melhor Juízo trouxe à tona essa transformação, revelando os bastidores da cultura carcerária brasileira.

Também os comprareis dos filhos dos forasteiros que peregrinam entre vós

Levítico 24:45

O amanhã chegou. Bem… na realidade ele forçou a entrada, e percebi isso ao ouvir uma frase que soou mais ou menos assim: Até 1995 ou 1996, o carcereiro chegava e vendia o preso por, digamos, cinco mil reais para ser escravo sexual.

Não sei se você conhece o podcast Salvo Melhor Juízo, de Thiago Hansen, Carolina de Quadros e Gustavo Favini, mas, se ainda não conhece, deveria conhecer. Os jovens organizadores e apresentadores conversam informalmente sobre questões de direito, cidadania e cultura carcerária, oferecendo um conhecimento profundo em um tom acessível.

Há tempos acompanho o trabalho do trio e sempre me prometia que amanhã vou escrever sobre eles, mas esse amanhã nunca chegava. Algo sempre acontecia: às vezes fazia sol, outras vezes chovia, e quando não acontecia nem uma coisa nem outra, o tempo ficava nublado, e novamente eu deixava para amanhã.

Esta semana tudo mudou. Renato Almeida Freitas Júnior começou a descrever com riqueza de detalhes como era a situação dentro dos presídios paranaenses antes e depois da chegada do domínio do Primeiro Comando da Capital (PCC 1533). Não dava mais para esperar pelo amanhã. Tinha que ser agora, neste exato momento, e aqui estou.

Essa semana não seria diferente, até que Renato Almeida Freitas Júnior começou a contar como era a situação dentro dos presídios paranaenses, antes e depois do domínio do Primeiro Comando da Capital (Facção PCC 1533). Não deu mais para esperar o amanhã, tinha que ser agora, já, nesse momento, e aqui estou eu.

Renato mergulhou profundamente na realidade carcerária para concluir seu trabalho de mestrado pelo Núcleo de Criminologia Crítica e Justiça Restaurativa da UFPR, intitulado Prisões e Quebradas: O campo em evidência ou A prisão diluída – uma análise das relações entre a prisão e os bairros periféricos de Curitiba.

O trecho que finalmente fez com que o amanhã chegasse começa com Thiago Hansen lançando uma questão profunda, algo assim:

O tópico de hoje é o Mundo Carcerário, mas a questão é: O que acontece dentro das cadeias? O que acontece dentro dos presídios? Qual é o cotidiano das pessoas que estão dentro do sistema prisional? Como é a vida dos indivíduos encarcerados? Os presos acordam e fazem o quê? Quais são os gestos, as linguagens e as gírias dos detentos? Como eles constroem seu próprio mundo? Em uma palavra: qual é a cultura carcerária no Brasil?

    Entre outras respostas impactantes, Renato Almeida descreveu mais ou menos assim (se quiser saber exatamente como foi dito, precisará ouvir o programa):

    Começamos a perceber que o sucateamento, a invisibilidade e o desconhecimento do que ocorre dentro do cárcere — exceto se você for cliente dele — são deliberados. Trata-se de uma política ativa do Estado, feita para dificultar a organização política e as lutas sociais dentro desse meio. Assim, criam-se códigos próprios e manifestações normativas subterrâneas que não têm qualquer relação com a legislação formal.

    Existem duas realidades claras, especialmente quando falamos sobre crime organizado dentro das prisões. Se alguém entra hoje em um presídio controlado pelo PCC, principalmente na capital Curitiba, perceberá um tratamento radicalmente diferente daquele oferecido antes da hegemonia do grupo, que se estabeleceu a partir dos anos 90.

    Houve um ganho qualitativo significativo. Suponha que um jovem branco, universitário e de boa aparência fosse preso antes de 1996, quando o PCC ainda não dominava as cadeias do Paraná. Na época, o agente penitenciário o colocava na triagem, como é feito ainda hoje, mas antes de levá-lo para dentro, avisava ao preso mais rico e oferecia o novato, dizendo algo como: Eu vendo ele por cinco mil reais. Negociado o preço, a pessoa era levada para a cela daquele que pagasse mais, e todos sabiam quem era o dono daquele rapaz.

    A dinâmica era perversa. O preso comprador usava o jovem como queria, geralmente sexualmente, até que o novato estivesse “bagunçado” — completamente destruído física e psicologicamente. A partir daí, era vendido para outro detento e, já debilitado, passava a servir como ‘cofre’ ou ‘garagem’, escondendo drogas ou celulares no ânus durante as revistas das celas. Reinava a lei do mais forte.

    Após a chegada do PCC, essa realidade foi radicalmente transformada, gerando forte adesão ao grupo entre os detentos à ideia do Tribunal do Crime para controlar os abusos dentro dos presídios. Do lado de fora, temos uma visão distorcida, onde alguns demonizam o PCC enquanto outros o romantizam ingenuamente. Na verdade, poucos sabem exatamente como a vida é organizada por eles nas prisões e por que sua influência cresceu tanto. Por que não foram rejeitados pela massa carcerária?

    Os oito, dez, vinte que vieram para cá organizaram uma massa, e hoje tem pelo menos umas dez mil pessoas, dentro e fora do sistema, ligadas ao Primeiro Comando da Capital. O código ético implantado pelo crime organizado é a mudança radical, onde não é aceito nenhum tipo de opressão nos presídios, onde você resguarda o mais pobre e o mais fraco.

    O amanhã chegou, e trouxe consigo uma realidade dura demais para ignorar.

    Análise de IA do texto: O PCC e o aluguel de presos como escravos sexuais no Paraná

    Análise sob o ponto de vista factual e de precisão:

    Análise Factual e Contraposição de Informações

    1. Extração dos Dados Fáticos do Artigo

    O artigo apresenta diversas alegações factuais sobre o sistema prisional paranaense, o papel do PCC e a prática de venda de presos para exploração sexual. Os principais pontos factuais extraídos do texto são:

    1. Venda de presos para exploração sexual (antes de 1996):
      • Carcereiros supostamente vendiam presos para outros detentos por cerca de cinco mil reais.
      • Esses presos eram explorados sexualmente e, posteriormente, utilizados como “cofre” para esconder drogas e celulares.
    2. PCC e mudança no controle prisional:
      • O PCC teria assumido o controle dos presídios paranaenses a partir dos anos 90.
      • Houve uma mudança nas dinâmicas de opressão interna, e práticas como a venda de presos teriam sido abolidas.
    3. Expansão do PCC:
      • O grupo teria passado de algumas dezenas para pelo menos dez mil membros dentro e fora das prisões.
    4. Controle e “ética” imposta pelo PCC:
      • O PCC teria implantado um código de conduta que impede a opressão de presos mais vulneráveis.

    2. Verificação das Alegações com Informações Conhecidas

    Sobre a venda de presos para exploração sexual antes de 1996

    A prática de exploração sexual dentro de presídios brasileiros, especialmente contra jovens e indivíduos mais frágeis, é documentada por relatos de ex-presidiários e organizações de direitos humanos. No entanto, a alegação de que carcereiros vendiam presos abertamente por valores estipulados carece de comprovação documental extensa. Existem registros de violência sistemática e abuso dentro dos presídios na década de 90, mas a afirmação de que a venda era institucionalizada e amplamente praticada por agentes penitenciários não é amplamente corroborada por relatórios independentes.

    Sobre o domínio do PCC nos presídios paranaenses

    O PCC começou sua expansão no Paraná no final dos anos 90 e consolidou seu domínio nos anos 2000, especialmente após a rebelião de 2001 em São Paulo. O grupo se tornou uma facção predominante no sistema penitenciário do estado, mas sua influência em Curitiba durante os anos 90 não era tão marcante quanto em São Paulo. Portanto, a afirmação de que o PCC já controlava os presídios de Curitiba por volta de 1996 pode ser um exagero temporal, pois foi nos anos 2000 que essa influência se consolidou.

    Sobre a expansão do PCC

    O número de membros do PCC cresceu exponencialmente ao longo das últimas décadas. Em 2017, um relatório do Ministério Público estimava que a facção possuía mais de 30 mil membros. A estimativa de “pelo menos dez mil” mencionada no texto pode ser conservadora, dependendo do recorte de tempo e da abrangência (interno e externo ao sistema prisional).

    Sobre o código ético do PCC

    O PCC de fato implementou um conjunto de regras internas, conhecidas como a “Sintonia”, que estabelece normas para os presos filiados à organização. Documentos internos da facção e relatos de detentos indicam que a proibição de abusos contra presos mais fracos e o fim da exploração sexual são medidas reais dentro das prisões dominadas pela facção. No entanto, há registros de que essa “proteção” tem um viés estratégico, funcionando como forma de controle e recrutamento. A imposição dessa ética não significa ausência de violência interna; há relatos de execuções sumárias dentro dos presídios por descumprimento das normas do PCC.


    Conclusão

    O artigo traz informações relevantes sobre a transformação do sistema prisional paranaense e o impacto do PCC, mas algumas alegações podem estar apresentadas de forma mais sensacionalista ou carecem de fontes documentais robustas:

    • A venda de presos para exploração sexual pode ter ocorrido de forma clandestina e localizada, mas não há evidências amplamente reconhecidas de que isso era um esquema sistemático operado por agentes penitenciários.
    • O domínio do PCC no Paraná se consolidou nos anos 2000, e a influência que o artigo sugere para 1996 pode estar exagerada.
    • A expansão do PCC e a implantação de seu código de conduta são amplamente documentadas, mas sua atuação é pragmática e voltada ao controle das cadeias, não necessariamente altruísta.

    O artigo acerta ao apontar a mudança de dinâmica dentro do sistema prisional paranaense e o papel do PCC nesse contexto, mas algumas datas e afirmações específicas precisam de mais respaldo documental.

    Erving Goffman e o uso da fé para se livrar do PCC

    “A todos que estão em privação de liberdade na Colônia Penal Agroindustrial do Paraná e que direta e indiretamente auxiliaram na Capela Ecumênica da Unidade Penal. Em especial ao responsável pela Capela Ecumênica e assistido da Unidade, por sua coragem, dedicação e parceria. ‘“Pedro’”, você nos apresentou ao ‘“mundo do cárcere’.”

    Assim Danilo Henrique Martins, mestre em Geografia pela Universidade Federal do Paraná, agradece àqueles que o auxiliaram com seus depoimentos para que, desta forma, pudesse entender como

    Este é o primeiro estudo, de uma série de textos que trarei, sobre a fé dentro da organização criminosa paulista Primeiro Comando da Capital PCC 1533. O trabalho inaugural se chama: “Unidade Prisional como Espaço Total: A Religião na Colônia Penal Agroindustrial do Paraná.”

    Chama-me a atenção o método aplicado pelo pesquisador da UFPR, que seguiu o caminho de Erving Goffman e, utilizando-se de conversas informais e atentando-se aos detalhes dos diálogos, pôde testar a franqueza dos entrevistados e observar suas reações. É importante ressaltar que, caso outro método fosse utilizado, esses mesmos detalhes poderiam ter passado batidos.

    (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); Danilo, valendo-se da técnica goffmaniana, entrevistou um ex-PCC chamado Paulo, que, no passado, foi um dos líderes da facção. Nessa ocasião, o entrevistado estava como mensageiro da “Palavra de Deus” oficiando o culto, explicando versículos bíblicos, e testemunhando:

    “Tava muito frio e fui levar para a ala dois colchão. Tinha dois rapazes lá deitado. Deus segurou eu lá. Não pude deixar de falar que a prática deles estava levando eles para o inferno. Não tava ali para julgar. Eu disse: A verdade vos libertará. Creia na Palavra. Quer ver mudança em sua vida, creia na Palavra. Quer ser discípulo para morar no céu, creia na Palavra. Mas, quem morrer em Cristo será salvo.” (Irmão Paulo, 23 de Setembro de 2016).

    “Aleluia! Glória a Deus!”, maravilha, a fé move montanhas e transforma membro de facção em pastor… Mas será mesmo? Outro interno, Vinícius Luiz, explicou que algumas pessoas só abraçam a fé como uma forma de fugir de algo dentro da prisão ou se refugiarem, Seu colega Elio, também interno, completa:

    “Tem muita gente que se esconde na religião, por causa do castigo que tá preso, tipo um ‘213’, o que comete estupro. Aqui tem bastante. Tem gente que se esconde, pois sabe que é intocável. Tem bastante gente que sai das facções e que tá na igreja por causa disso. O que aconteceu: o irmão do PCC, ele pede para saí e para isso tem que parar com o crime, vai para a Igreja onde não é cobrado, o abandono da facção no caso. Também tem muitos que é para não ter que pagar dívida de droga. Tem muitos que é falta da família e encontrar um refúgio nos irmãos da igreja que são afetivos.” (19 de Novembro de 2016)”

    A qual conclusão Danilo chegou depois de tantas entrevistas? Leia o trabalho dele e descubra por si mesmo.
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    Preso no Paraná Wanderlei Benites, o Bilu do PCC.

    O cara é considerado o cara pela polícia do Paraná.

    Segundo o Tribuna do Paraná, o delegado Rodrigo Brown atribui a Wanderlei Benites, conhecido como Bilu, parte da organização da fuga de dezenas de presos ligados ao Primeiro Comando da Capital da Penitenciária Estadual de Segurança Máxima de Piraquara – PEP 1. O Major Cesar do BOPE elogiou a ação da equipe de resgate declarando:

    “Eles vieram para o arrebatamento bem preparados, vieram com armas de grosso calibre, com grande potencial ofensivo. Com os quatro capturados haviam três fuzis 762, duas pistolas 9mm, e dois coletes balísticos. Eles vieram preparados para a guerra mesmo.”

    A Operação Alexandria que foi organizada para desarticular as organizações criminosas do Paraná tentou por mais de um ano localizar Bilu sem sucesso. Ele só foi localizado no bairro curitibano de Parolin após uma outra operação feita para descobrir os organizadores e participantes da fuga da PEP 1.

    (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); Ele é tido também como o responsável pelas ações da chamada “gangue da marcha-ré” que tem agido em Curitiba.

    Bilu além dos novos processos já tem passagem por associação criminosa,homicídios e latrocínio, entre outros artigos.

    O mesmo delegado que esteve à frente da operação que o prendeu na noite desta quarta-feira dia 1ª de fevereiro já o havia preso no passado quando ele foi reconhecido por testemunhas como sendo o autor de um latrocínio no bairro curitibano de Água Verde. Curiosamente apenas a Avenida Presidente Kennedy separa o bairro onde ele cometeu o assassinato do local onde foi preso mais de um ano depois.

    Em 2014 a Polícia Civil do Paraná em sua página oficial garantiu que a prisão de Wanderlei e outros 22 membros da organização criminosa teria desestruturado a organização criminosa naquele estado. Bem, após a fuga do PEP 1 articulada pelo mesmo Wanderlei ficou claro que o Primeiro Comando da Capital continua ativo e forte por lá. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});