Central de distribuição de drogas do PCC no Alberto Gomes em Itu

Um idoso observa de sua janela a ação policial que desmantela uma central de distribuição de drogas da facção PCC 1533 em sua vizinhança. A história explora a tensão, o medo e as consequências do crime organizado na vida de pessoas comuns.


Central de distribuição de drogas do Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533) desmantelada em Itu, São Paulo, enquanto um idoso observa tensão e medo na vizinhança.

Central de Distribuição do PCC: medo e a tensão no bairro Alberto Gomes

Naquela sombria manhã, o idoso, observando em silêncio através da janela de sua casa, sentiu um medo e terror que nunca havia experimentado antes.

Via pelo vão da cortina a família do motoboy jundiaiense Paulo Rogério, morador em uma edícula de um imóvel próximo, jurar aos policiais que nunca percebeu nenhum movimento estranho na casa da frente. A pressão do frio metal das armas dos policiais em suas faces fez com que Rogério e sua família temessem por suas vidas.

O idoso imaginava o turbilhão de emoções e pensamentos que assolavam Rogério. Ele alugara a casa da frente para complementar a renda e jamais esperava ser envolvido, ou ter envolvido ao pobre motoboy nesse emaranhado de crime, drogas e violência.

A insegurança, a indignação, a impotência e o medo devem ter se misturado na alma de Rogério, enquanto ele tentava convencer os policiais de sua inocência e ignorância sobre o que ocorria no imóvel alugado. Rogério e sua família, agora estavam inseridos em um caso de tráfico de drogas que envolvia a mais terrivel organização criminosa da América do Sul, o Primeiro Comando da Capital, teriam suas vidas impactadas de forma irreversível.

A descoberta do crime organizado ao lado de casa

Era sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009, às 10:25 da manhã.

A casa na Rua Itu, Jardim Alberto Gomes, em Itu, SP, estava cercada por policiais. Um deles bateu à porta, mas só recebeu silêncio como resposta. Dentro da casa, estavam a ribeiropretana Juliana, de 24 anos, e um adolescente conhecido como Beto.

O idoso, por sua idade avançada, não podia interferir, mas podia observar tudo atentamente. Ele sabia que o adolescente namorava Juliana há um mês, e que na noite anterior, um homem desconhecido havia lhes emprestado a chave daquela casa para passarem a noite.

O que ele não sabiam é que aquela residência funcionava como uma central de distribuição de drogas, controlada pelo Primeiro Comando da Capital, uma das maiores e mais perigosas facções criminosas do Brasil.

Drogas, surpresa e nudez

Ao arrombarem a porta, os policiais se depararam com uma cena tumultuada e inesperada. Juliana, completamente nua na cama, encarava os oficiais com olhos arregalados, o rosto tomado por um misto de medo e surpresa. O adolescente, por sua vez, corria ainda nu para o banheiro, tentando se esconder.

Posteriormente o idoso ficou sabendo que o rapaz disse aos poliais que namorava com Juliana há um mês, tendo-a conhecido numa balada no Clube Comerciários. Na noite anterior ele estava com a garota em um barzinho e como não podiam ir para um hotel, visto que ele era menor de idade, um homem que ele não conhecia lhe emprestou as chaves daquela casa para passarem a noite.

Mais tarde, Beto tentaria justificar sua reação de tentar se esconder da polícia durante a invasão da casa dizendo que pensou que fosse um assalto, mas ninguém acreditou naquela história. Afinal, ele era conhecido por sua ligação com o mundo do crime e, apesar de menor de idade, trabalhava como piloto da moto responsável pelas entregas do tráfico na região.

A garota também ficou em uma situação difícil,

A ação policial que mudou a vizinhança

E aquela casa, que parecia comum por fora, escondia um propósito sinistro: servir como a central de distribuição de drogas do PCC nos bairros Alberto Gomes, Jardim Vitória e Centro, e a busca na casa revelou diversas provas do envolvimento com o tráfico, incluindo armas, drogas e anotações relacionadas ao PCC.

O delegado do 2º DP de Itu não se comoveu com a história do casal, que afirmava estar ali apenas por acaso. A investigação, iniciada um ano antes, focava no esquema de tráfico com base no Jardim Vitória, comandado por Júlio César, conhecido como Preto.

O idoso observou tudo, sabendo que a família do motoboy Paulo Rogério, moradores da edícula, não tinha envolvimento com o crime, mas também sabia que eles não eram totalmente inocentes de perceber a atividade criminosa na casa da frente.

O verdadeiro terror, percebeu o idoso, era o medo de conviver ao lado do Primeiro Comando da Capital e o silêncio imposto a Paulo Rogério e sua família, que seria obedecido até o túmulo.

Roubos nas Ferrovias: há envolvimento da Facção PCC 1533?

Roubos nas Ferrovias: um olhar sobre o aumento dos roubos nas ferrovias brasileiras e a batalha da investigadora Rogéria Mota contra o crime organizado do litoral paulista.

Roubos nas Ferrovias: descubra como a investigadora Rogéria Mota pretende enfrentar o crime organizado e os desafios relacionados a esses roubos audaciosos praticados por integrantes do Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533).

Roubos nas Ferrovias: O Assalto ao Trem Pagador

O famoso assalto ao trem pagador dos anos 60 no Brasil parece ressurgir na forma de audaciosos saques a trens de carga nas proximidades do Porto de Santos. Neste cenário, a tenaz investigadora Rogéria Mota, do GAECO de São Paulo, que atualmente está atuando em uma força conjunta durante as eleições do Paraguai, retornará em ao Brasil para enfrentar esse desafio.

Tal como no caso do assalto ao trem pagador, liderado por Tião Medonho, os criminosos modernos atacam os trens quando estes reduzem a velocidade em áreas urbanas de Cubatão, Santos e do distrito de Vicente de Carvalho (Guarujá). Ações audaciosas ocorrem a qualquer momento, seja no início da noite, antes do amanhecer ou até mesmo em plena luz do dia, com 1.189 cortes de mangueiras de freios registrados.

Rogéria Mota terá que desembaraçar um emaranhado de pistas e suspeitos. Os ataques não parecem ser comandados por uma única facção criminosa, como o Primeiro Comando da Capital, mas sim por uma teia de criminosos e receptadores que lucram com o negócio ilegal.

No entanto, não restam dúvidas da presença de integrantes da mais importante organização criminosa paulista, o PCC, nos ataques e na rede de receptadores. Porém, aparentemente, eles não estão atuando em nome do grupo, e sim de maneira autônoma, o que dificultará ainda mais a investigação.

As ruas de Santos e Cubatão serão palco das investigações meticulosas de Rogéria, que buscará desvendar a identidade dos criminosos e desmantelar os armazéns clandestinos onde as cargas roubadas são estocadas. Em meio à névoa e ao mistério, a investigadora do GAECO seguirá os passos dos criminosos, revelando um mundo de violência e corrupção que permeia as ferrovias brasileiras.

A Empresa Rumo muda a estratégia

No combate ao roubo nas ferrovias, as autoridades e empresas envolvidas têm investido em tecnologia e estratégias inovadoras para enfrentar os integrantes da organização criminosa. Uma dessas abordagens envolve o uso de drones para monitorar os trens, permitindo uma vigilância aérea e a identificação rápida de atividades suspeitas ao longo das vias férreas.

Além disso, a Rumo e a Embratel recentemente anunciaram a expansão da cobertura de sinal 4G em toda a Serra de Santos, buscando melhorar a comunicação entre os maquinistas e o centro de apoio operacional da Rumo. Com essa melhoria no sinal, a troca de informações se torna mais ágil, possibilitando uma resposta mais eficaz às tentativas de roubo e atuação de integrantes da organização criminosa.

Esses avanços tecnológicos, combinados com a astúcia e determinação de investigadores como Rogéria Mota, podem ser fundamentais para desarticular as redes criminosas envolvidas no roubo nas ferrovias e proteger o patrimônio e a segurança dos trabalhadores e da população em geral. A luta contra esses criminosos é um desafio constante, mas com inovação e cooperação, as forças de segurança estão cada vez mais preparadas para enfrentá-los.

texto base: Freio cortado e armazém clandestino: como o crime organizado saqueia trens perto do Porto de Santos

Alvo da Facção: O Delegado Elvis Secco Expõe a Injustiça Social

O delegado Elvis Secco, alvo da facção PCC 1533, recebe proteção no México enquanto outros profissionais ameaçados não têm o mesmo suporte. A Polícia Federal analisa a possibilidade de seu retorno ao Brasil.

Alvo da facção: leia sobre o dilema do delegado Elvis Secco em relação ao seu retorno ao Brasil e a disparidade na proteção oferecida entre a elite das forças policiais e judiciárias e aqueles que trabalham nas ruas e nos presídios.

Alvo do PCC: quem merece proteção e quem pode morrer?

Alvo do PCC, o delegado Elvis Secco recebe proteção intensiva no México, enquanto outros profissionais enfrentam riscos semelhantes sem o mesmo apoio. No entanto, a poderosa organização criminosa Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533), ameaça inúmeros policiais e agentes penitenciários todos os dias.

É importante lembrar que muitos desses profissionais vivem nos mesmos bairros onde os criminosos atuam e seus filhos estudam nas mesmas escolas. No entanto, eles não têm acesso à mesma proteção que o delegado Secco, no entanto é interessante ver o interesse de todos em proteger apenas a ele.

Recentemente, um funcionário do aeroporto de Guarulhos foi assassinado após se recusar a participar de um esquema criminoso. Infelizmente, ele não recebeu a proteção adequada e acabou perdendo a vida. Esse caso demonstra ainda mais a disparidade no tratamento oferecido a profissionais em situações de risco.

A Polícia Federal avalia a possibilidade de retorno de Elvis Secco ao Brasil

Devemos nos perguntar por que juízes, promotores de Justiça e delegados, como Elvis Secco, recebem proteção intensiva, enquanto outros profissionais são largados para morrer.

Enquanto a Polícia Federal analisa a possibilidade de retorno de Secco ao Brasil, é crucial abordar essa disparidade no tratamento. É necessário buscar soluções que garantam proteção a todos os profissionais envolvidos no combate ao crime organizado, independentemente de seu cargo ou posição.

A situação do delegado Elvis Secco e a disparidade na proteção oferecida a outros profissionais devem servir como um alerta para a necessidade de uma abordagem mais equitativa e justa.

A Verdade por Trás da “Senhora do Fuzil”: Luxo, Crime e PCC

A “Senhora do Fuzil” chamou a atenção das autoridades ao ostentar luxo nas redes sociais. A investigação revelou sua ligação com a facção PCC 1533 e o papel desempenhado na guarda de armas da facção.

“Senhora do Fuzil”: descubra como a vida luxuosa de Mariana nas redes sociais levou à revelação de sua conexão com a organização criminosa paulista.

“Senhora do Fuzil” e seu envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (Facção PCC 1533) chocaram a opinião pública. A jovem, aparentemente desfrutando de uma vida luxuosa, escondia um segredo perigoso: guardar armas para a facção criminosa.

Em contraste, armeiros do PCC são responsáveis pela compra e manutenção das armas fornecidas aos membros da facção. Contudo, pessoas como Mariana, atuam como guardiões temporários dessas armas, mantendo-as escondidas.

No mundo do crime, frequentemente vemos mulheres escondendo armas para seus companheiros, pois elas tendem a ser ignoradas durante abordagens policiais, que costumam focar nos homens.

Entretanto, algumas guarnições policiais incluem policiais femininas que realizam revistas nas mulheres suspeitas. Nesses casos, é possível que essas garotas acabem presas por porte de armas e drogas que, na verdade, pertencem a outras pessoas.

O caso da “Senhora do Fuzil”

O estilo de vida ostensivo de Mariana nas redes sociais chamou a atenção das autoridades. Afinal, seus gastos exorbitantes não condiziam com seu emprego como auxiliar administrativa em uma clínica médica.

Mariana aparece em lanchas e casas luxuosas nas fotos que compartilhava com os seus mais de 11 mil seguidores. Essas postagens nas redes sociais geraram desconfiança sobre os rendimentos da jovem.

Isabelle Amaral, do R7

Após a prisão da “Senhora do Fuzil”, um verdadeiro arsenal foi encontrado em seu apartamento. Inclusive, um dos fuzis apreendidos teria sido usado em um duplo homicídio, conforme registrado pelas câmeras de segurança de um bar em São Paulo.

Preservando sua lealdade à facção, Mariana não revelou os verdadeiros donos das armas durante seu depoimento. Entretanto, a polícia acredita que, ao analisar seu celular apreendido, conseguirão obter informações cruciais para a investigação.

O caso da “Senhora do Fuzil” ressalta a complexidade das operações do Primeiro Comando da Capital. A facção criminosa recruta pessoas de diferentes perfis, incluindo mulheres que, como Mariana, desempenham papéis-chave na logística do crime organizado.

Mato Grosso: Morre Pé Quebrado da facção PCC 1533

Morre Pé Quebrado, mas quem são esses integrantes do Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533) e o que ele estaria fazendo na fronteira do Mato Grosso com a Bolívia?

Morre Pé Quebrado: os últimos acontecimentos envolvendo o Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533) e a guerra entre essa facção e o Comando Vermelho (CV) no estado do Mato Grosso.

O assassino do PCC em Mirassol D’Oeste

Inicialmente, é importante entender que a sintonia do “Pé Quebrado” do PCC é responsável por eliminar inimigos da facção e manter a disciplina, conforme o Dicionário do PCC e o Estatuto do PCC. Recentemente, um homem identificado como Davi, integrante do PCC, foi morto em confronto com a Polícia Militar em Mirassol D’Oeste, Mato Grosso.

A pequena cidade de Mirassol D’Oeste não é rota do tráfico internacional, no entanto, fica há 79 quilômetros de Cáceres, a última cidade brasileira antes de acessar a BR-70 para chegar a fronteira com a Bolívia, tornando assim, Mirassol como um refúgio estratégico para o Primeiro Comando da Capital.

Acredita-se que ele estava na região para matar integrantes da facção inimiga Comando Vermelho. Segundo informações, Davi e um comparsa de 19 anos estavam efetuando disparos em uma área rural quando foram surpreendidos pelos policiais. Armado, Davi atirou contra os militares e acabou alvejado.

Antes desse episódio, Davi já havia tentado matar sua ex-namorada e o atual companheiro dela em um bar na avenida Tancredo Neves em Mirassol D’Oeste. Entretanto, o revólver falhou, e Davi fugiu após agredir a ex com socos e chutes na cabeça. Ele também tentou atirar no namorado da ex, mas a arma falhou novamente. (veja o vídeo)

O assassinato do CV em Cuverlândia

Além disso, Davi, seu comparsa de 19 anos e um terceiro criminoso, são suspeitos de assassinar Denilson, suspeito de integrar a organização criminosa rival, em Curvelândia à apenas 24 quilômetros de Mirassol D’Oeste. O comparsa de 19 anos que foi preso afirmou que Davi esta na região para combater o Comando Vermelho.

O homem foi morto com diversos disparos na mesma noite na qual Davi tentou matar sua ex-mulher e seu companheiro. Testemunhas relatam que os assassinos chegaram em uma moto vermelha e ordenaram que as vítimas entrassem na casa. Em seguida, efetuaram vários disparos contra elas.

Ademais, Davi e seu comparsa teriam roubado uma espingarda em São José dos Quatro Marcos, a 13 quilometros de Mirassol, o que demonstra que o criminoso atuava não apenas no município, mas em toda a região.

texto base: Morto em confronto seria do PCC e estava matando membros do CV

Celular Denuncia Tribunal do Crime da facção PCC no Paraguai

Celular denuncia Tribunal do Crime da facção PCC após a descoberta de filmagem crucial em aparelho de integrante, esclarecendo um assassinato ocorrido há mais de um ano no Paraguai e cujo corpo foi encontrado na Argentina.

Celular denuncia Tribunal do Crime. Descubra como a filmagem de um aparelho celular levou à captura de um Pé Quebrado (Disciplina do PCC) graças à cooperação das polícias da Argentina e do Paraguai.

Celular denuncia Tribunal do Crime: mas qual foi o crime cometido:

O celular de Emanuel Eduardo, membro do Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533), foi apreendido pela polícia Argentina quando ele foi flagrado em 15 de fevereiro de 2023, durante uma operação policial na Rota Nacional 14, em San José, província de Misiones, Argentina.

No entanto, a prisão ocorreu porque ele apresentou um documento falso em nome de Julio Ariel Rodríguez, além disso, a polícia encontrou uma pistola calibre 9mm da marca Glock com 16 projéteis em sua posse.

Tato ou Liba, como ele é conhecido no mundo do crime, manteve em seu aparelho celular a única evidência que poderia ligar ele a um assassinato no Paraguai há mais de um ano: a gravação mostrava o momento em que ele executava Ever com 30 facadas.

Ever Alfredo, um cabeleireiro que residia no bairro Fortín Toledo em Ciudad del Este, no Paraguai, já havia sido preso com dois quilos de cloridrato de cocaína em 2011. Ele mencionou que iria cortar o cabelo de um cliente e saiu de casa em um veículo branco no dia 24 de janeiro de 2021.

Dias depois, o corpo de Ever Alfredo foi encontrado a 30 quilômetros de distância, boiando no Rio Paraná, do outro lado da fronteira, no bairro Santa Rosa, em Puerto Iguazú, na Argentina.

O celular denuncia Tribunal do crime, e é a prova de sua ligação com o brutal assassinato de Ever. Se não fosse pela filmagem encontrada em seu telefone e pela cooperação entre as autoridades argentinas e paraguaias, Tato, membro do Primeiro Comando da Capital, certamente continuaria impune.

Agora, as autoridades argentinas cooperaram com seus homólogos paraguaios, trocando informações relacionadas ao caso. O promotor Luis Trinidad acusou Tato e exigiu sua extradição. Enquanto isso, a Justiça argentina abriu uma investigação contra ele pelo suposto ato punível de uso de documento adulterado ou falso.

No entanto, ainda resta a pergunta sem resposta: Será que Ever Alfredo foi morto pelo integrante do Primeiro Comando da Capital devido à sua ligação ou negócios com uma organização criminosa rival, por dívida de drogas ou algum tipo de traição?

texto base: El supuesto miembro del grupo criminal Primer Comando Capital. Éste se encuentra implicado en el brutal asesinato.

PCC em Rosario: a expansão da facção paulista na Argentina

O PCC em Rosario tem ampliado sua influência na região, aproveitando-se das mudanças nas rotas do narcotráfico causadas pela pandemia. Entenda os detalhes dessa expansão e seus impactos.

PCC em Rosario: no programa Pan & Circo da Cadena Máxima 106.7, explora e análisaa crescente presença da facção criminosa Primeiro Comando da Capital na Argentina e suas implicações no narcotráfico sul-americano.

PCC em Rosario é uma realidade, mas e daí?

Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533), a notória organização criminosa brasileira, amplia sua influência em Rosario, Argentina. A pandemia mudou algumas rotas do narcotráfico, resultando em uma crescente presença na região.

Durante a pandemia, a produção de drogas em países como Peru e Bolívia foi direcionada para a Hidrovia Paraná (rio Paraná – Paraguai), uma rota fluvial de 3.400 km praticamente sem controle, como uma alternativa para evitar a travessia da América do Sul até o Porto de Santos.

Paraguai tem enfrentado graves problemas de corrupção, e os portos de Assunção são dominados pelo PCC, que opera a partir das prisões. Estas facções criminosas são conhecidas como “hermandades criminales” e exigem um rito de iniciação para ingressar.

A sofisticação logística do PCC lhes permite controlar o tráfico de drogas em países como Bolívia, Peru, Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai. A presença de células do PCC foi detectada em várias prisões argentinas, como as de Resistencia (Chaco), Misiones e Santa Fe.

Em resumo, a expansão do PCC em Rosario é um resultado direto das mudanças nas rotas do narcotráfico devido à pandemia. A facção criminosa aproveitou a oportunidade para estabelecer uma presença significativa na região e expandir suas operações na América do Sul.

Crime organizado, uma nova realidade para a Argentina

O jornalista Germán de los Santos que investigou este fenômeno, compartilhou suas descobertas em uma entrevista no programa Pan & Circo da Cadena Máxima 106.7.

O crime organizado na Argentina é um fenômeno relativamente novo e tem se expandido principalmente em Rosário. Los Monos, um grupo importante de narcotraficantes, cresceram dentro do sistema prisional. De Germán explica que as prisões se tornaram uma espécie de “home office” para esses criminosos, que continuam gerenciando suas atividades ilegais a partir de lá.

O Estado sempre apoiou o slogan de que a prisão e penas mais duras seriam o fim dos problemas, mas essa nova realidade marca o início de outros, ainda mais delicados, que impactam diretamente nas ruas.

site archyde.com

O PCC em Rosário, ou a presença da facção PCC na Argentina, mostra como os grupos criminosos se adaptaram às circunstâncias atuais. Los Monos, por exemplo, dominam Rosário por meio de um sistema de franquias. Cobram de outros para não matá-los, como um esquema de proteção. Isso levou a que muitos negócios tenham que pagar quantias exorbitantes para garantir sua segurança.

Germán conta que Los Monos possuem um método peculiar de cobrança de “proteção” para empresas em diferentes áreas, variando de 50.000 a 300.000 pesos por semana (1.150 Reais à 6.850 Reais), dependendo do setor e da localização. O impacto dessa prática na economia local é significativo.

Esse grupo criminosa converte o dinheiro obtido com extorsões em dólares através de casas de câmbio ilegais, onde aplicam uma taxa adicional de 5% devido ao risco envolvido, chamada de “dólar banana”. Posteriormente, investem esses dólares no setor imobiliário, o que tem resultado no atual boom da construção em Rosário.

Havendo um excesso de oferta de imóveis, com muitos prédios vazios e sem inquilinos, enquanto pessoas em busca de aluguel enfrentam dificuldades para encontrar moradia. Isso é um claro sintoma do impacto negativo que a ação de Los Monos e outros grupos criminosos têm na sociedade.

Ademais, é intrigante como a estratégia de investimento no setor imobiliário dificulta o rastreamento e apreensão de seus ativos ilícitos pelas autoridades. Isso demonstra a complexidade e sofisticação das operações de lavagem de dinheiro realizadas por esses grupos e como conseguem se infiltrar e corromper diferentes setores da economia e da sociedade.

A proteção estatal também é um problema. Ao longo da história, a polícia tentou formar seus próprios cartéis, mas agora, em vez de serem parceiros, acabaram sendo empregados desses narcotraficantes.

texto base: Un grupo brasileño muy importante que se llama Primer Comando Capital que, como hablábamos antes, funciona desde las cárceles.

PCC e a Grilagem Urbana: Crise Habitacional e um Bom Negócio

PCC e a grilagem urbana: descubra a conexão entre o crime organizado e a crise habitacional em São Paulo neste artigo revelador do Al Jazeera.

PCC e a grilagem urbana: o papel do crime organizado

A longa crise habitacional de São Paulo foi agravada pela pandemia e pelo aumento do custo de vida, resultando em assentamentos precários. Devido a isso, áreas protegidas de Mata Atlântica têm sido desmatadas, provocando preocupação entre ambientalistas. Além disso, a facção PCC 1533 tem explorado a situação em benefício próprio.

O Primeiro Comando da Capital lucra com a grilagem urbana. Esse negócio imobiliário ilegal cresce em áreas de proteção ambiental de São Paulo, onde ocorrem mais de 160 casos de ocupações irregulares. A corrupção e a falta de recursos da prefeitura contribuem para esse problema.

Além disso, as ocupações ilegais diferem dos movimentos organizados de moradia, que visam pressionar por moradias mais acessíveis. O PCC, juntamente com fiscais corruptos e fraudadores, tem se especializado em grilagem, falsificando escrituras de terras públicas. Essa prática criminosa não seria possível sem a participação da corrupção.

Em uma ocupação ilegal ligada ao Primeiro Comando da Capital está localizada na zona leste de São Paulo, onde houve uso de motosserra e fogo para desobstruir a área. O poder público lento permite que o crime organizado ocupe o lugar do Estado, que se mostra ausente.

A especulação imobiliária criminosa é o problema mais grave enfrentado pelas áreas de proteção ambiental de São Paulo. Há ocupações com infraestrutura urbana e investimento de capital. No ano passado, mais de 30 operações especializadas foram realizadas nessas áreas protegidas.

O PCC e a grilagem urbana andam juntas e têm se aproveitado agravamento da crise habitacional de São Paulo e pelo aumento do custo de vida. O desmatamento de áreas protegidas e a corrupção são desafios significativos a serem enfrentados.

A organização criminosa paulista aproveita da lentidão do poder público, para tornar-se um substituto para o Estado ausente e tornando esse um negócio atraente para seus integrantes.

texto base: Illegal forest occupations have also been leveraged to generate profits and launder money for the First Capital Command

PCC decapita CV: quase dois anos depois a polícia divulga a foto

Neste texto, o terrível assassinato em que o PCC decapita CV é detalhado, e quase dois anos após o crime, a polícia divulga a foto do suspeito, revelando a brutalidade das facções criminosas.

PCC decapita CV: Explore este texto e descubra a brutalidade da guerra entre facções criminosas Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho em um relato chocante.

Integrante do Comando Vermelho no Tribunal do Crime

O caso perturbador envolvendo o Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533) e o Comando Vermelho (CV). Weberth, conhecido como Zóio, um integrante da facção PCC, está sendo procurado pela polícia por decapitar um rival com uma tesoura.

Randerson, era integrante da facção carioca CV e teve sua cabeça cortada em um ato brutal. A cabeça foi encontrada em uma praça no bairro Jardim Santa Lúcia, em Águas Lindas em Goiás, a 48km de onde ocorreu a execução.

No fatídico dia, Zóio e dois cúmplices conduziram Randerson a uma casa na QI 22 do Setor de Indústrias de Ceilândia, onde ocorreu o sinistro julgamento virtual pelos membros do PCC que durou cerca de 10 horas e da qual participaram cerca de 100 faccionários, sendo que a maioria votou pela execução de Randerson, que foi então brutalmente morto, decapitado, e teve seu corpo abandonado na região, como um aviso sombrio aos demais.

Integrante do PCC decapita CV após julgamento

O paraense Randerson, era um membro batizado no Comando Vermelho, facção carioca nascida em 1979 no Presídio da Ilha Grande em Angra dos Reis. Ele é acusado de matar e decapitar um rival da facção paulista em maio de 2016 e, como num conto de horror, ele havia sido capturado e aprisionado pela polícia, apenas para ser libertado um mês antes de ser morto de forma macabra pelas mãos da facção inimiga.

O PCC filmou a execução com espancamento e pauladas, e a decapitação com golpes de tesoura e facão. No vídeo, um dos executores desafiava Randerson:

Gosta de matar irmão do PCC? Então, mata. Vem com nós, desgrama, que nós faz é assim!

Dois dias após o crime, a polícia encontrou seu corpo e localizou um dos integrantes do PCC envolvido na execução em Águas Lindas.

A polícia prendeu um dos suspeitos de matar o faccioso carioca, já o outro atirou contra uma viatura policial e foi morto, sendo que a arma usada por ele pertencia à Polícia Militar do Distrito Federal. Agora falta um dos executores, Weberth, o Zóio.

Passados 1 ano e 10 meses, a polícia distribui a foto do procurado do homem que já havia sido preso em julho de 2022 pela Polícia Civil de Goiás dentro de um ônibus, em Araguari em Minas Gerais, enquanto se preparava para fugir para São Paulo, na época ele era procurado por armar uma emboscada e assassinar outro integrante do Comando Vermelho chamado Geovane.

PCC e os Pés de Pato: Zona Sul de São Paulo e o mundo do crime

A disputa territorial entre a facção PCC e os Pés de Pato em São Paulo, abordando a origem dos grupos, a recente prisão de um suspeito e a evolução dessa rivalidade.

PCC e os Pés de Pato: a disputa entre esses grupos em São Paulo. Descubra os detalhes do retorno do inferno às periferias de São Paulo e a prisão de Jeta, um integrante do Primeiro Comando da Capital que teria matado criminosos da milícia dos Pés de Pato.

Se você está interessado em entender as dinâmicas do crime organizado em São Paulo, esta matéria é para você. Deixe suas impressões nos comentários e curta para apoiar nosso trabalho. Para uma discussão mais aprofundada, junte-se ao nosso grupo de WhatsApp e siga-nos nas redes sociais.

Jeta e a disputa entre o PCC e os Pés de Pato

Pesquisando sobre o Primeiro Comando da Capital e os Pés de Pato, deparei-me com informações intrigantes que desejo compartilhar contigo. O domínio da zona sul de São Paulo está em disputa disputa entre a facção PCC 1533 e a milícia Pés de Pato.

A facção PCC é ser a mais poderosa organização criminosa da América do Sul. Por outro lado, os Pés de Pato, é uma milícia que surgiu nos anos 90, e foca em atividades como distribuição de gás, fornecimento de água e TV a cabo clandestina, conhecida como gato net, e servem de matadores de aluguel para pequenos comerciantes.

Ontem, segunda-feira dia 24, a Polícia Civil prendeu Jeta, um integrante do PCC que é investigado por diversos homicídios, muitos alguns deles de possíveis membros do grupo miliciano Pés de Pato.

Essa prisão ocorreu no bairro Jardim Macedônia, onde ele foi encontrado com arma e drogas. Desde o ano passado, a polícia investiga uma série de assassinatos relacionados à disputa territorial entre os dois grupos criminosos nos bairros Campo Limpo, Parque Arariba, Capão Redondo e Jardim São Luís.

A origem dos Pés de Pato

A alcunha “Pé de Pato” tem origem em Francisco Vital da Silva, o notório Chico Pé de Pato, um dos mais brutais “justiceiros” de São Paulo, que tirou a vida de mais de 50 pessoas nos anos 80.

No início, os milicianos dos Pés de Pato instauraram um regime de medo e opressão, impondo à população “taxas de segurança” e, mais tarde, cobram por serviços como eletricidade e o “gatonet”.

Esses vigilantes impiedosos não apenas eliminavam indivíduos envolvidos em pequenos delitos, mas também perseguem grupos de jovens que consideravam uma ameaça em potencial ou que se dispõe questionar sua autoridade.

Pés de Pato em Xeque

Após a fação PCC se consolidar como uma força dominante no início dos anos 2000, a opressão dos Pés de Pato quase desapareceu. No entanto, com o avanço do bolsonarismo e o apoio de forças paralelas de segurança, esses justiceiros ressurgiram das cinzas, prontos para retomar seu lugar na disputa pelo poder.

Espero que essas informações lançam luz sobre os eventos obscuros envolvendo o PCC e os Pés de Pato, e mal posso esperar para discutir mais detalhes em breve.

Análise da AI sobre o texto: PCC e os Pés de Pato: Zona Sul de São Paulo e o mundo do crime

Teses defendidas no artigo

  1. Disputa Territorial: Uma das principais teses é que a Zona Sul de São Paulo é palco de uma disputa territorial entre o PCC e os Pés de Pato.
  2. Natureza Distinta das Organizações: Outra tese é que o PCC e os Pés de Pato têm origens e atividades fundamentalmente diferentes: o PCC é descrito como uma facção criminosa de grande alcance, enquanto os Pés de Pato são uma milícia com atividades mais locais.
  3. Mudança de Poder com o Tempo: A dinâmica entre esses grupos não é estática, mas sim influenciada por mudanças políticas e sociais, como o avanço do bolsonarismo, que teria contribuído para o ressurgimento dos Pés de Pato.
  4. Opressão e Controle Comunitário: A tese de que os Pés de Pato exercem uma forma de “justiça” vigilante e opressiva sobre a comunidade também é claramente defendida.

O autor defende teses relacionadas à disputa territorial, às atividades e à natureza desses grupos, bem como ao impacto das mudanças políticas no seu poder e influência. Além disso, o texto apresenta uma série de fatos concretos que servem para embasar essas teses.

Contra-argumentos para as teses apresentadas:
Tese 1: Disputa Territorial na Zona Sul de São Paulo

Contra-argumento: A tese de que a Zona Sul de São Paulo é um território especialmente disputado por esses grupos pode ignorar outras regiões onde a influência do PCC e dos Pés de Pato também é significativa. Ou seja, focar apenas na Zona Sul pode levar a uma compreensão limitada do alcance territorial dessas organizações.

Tese 2: Natureza Distinta das Organizações

Contra-argumento: Enquanto o texto sugere que o PCC e os Pés de Pato são fundamentalmente diferentes em suas atividades e alcance, poderia-se argumentar que ambos são frutos de um mesmo ambiente social e econômico. Eles poderiam ser vistos como duas faces da mesma moeda, adaptando-se às oportunidades e necessidades locais para ganhar poder.

Tese 3: Mudança de Poder com o Tempo

Contra-argumento: Atribuir o ressurgimento dos Pés de Pato unicamente ao avanço do bolsonarismo pode ser redutivo. Vários outros fatores, como mudanças econômicas, falhas no sistema de segurança pública, ou mesmo a própria dinâmica interna desses grupos, poderiam igualmente contribuir para tais mudanças no equilíbrio de poder.

Tese 4: Opressão e Controle Comunitário pelos Pés de Pato

Contra-argumento: O texto descreve os Pés de Pato como opressores que impõem um regime de medo na comunidade. No entanto, essa visão pode ser problemática ao não considerar que, em algumas circunstâncias, essas milícias podem ser vistas por parte da população como um “mal necessário” que traz alguma forma de ordem a áreas negligenciadas pelo Estado.

Note que os contra-argumentos aqui apresentados não necessariamente invalidam as teses do autor, mas sim oferecem outras perspectivas que poderiam ser exploradas para um entendimento mais nuanciado do tema.

Crítica e Análise do artigo por área de conhecimento:
Histórico

A tese que situa a origem dos grupos PCC e Pés de Pato em décadas específicas pode ser questionada historicamente. Tais organizações não surgem do vácuo; elas são resultado de processos históricos mais amplos, como a urbanização desenfreada, a migração interna e a desigualdade socioeconômica. Ignorar esses fatores é negligenciar o contexto histórico mais amplo que permitiu o surgimento e fortalecimento desses grupos.

Sociológico

O texto foca muito na ação dos indivíduos (como Jeta ou Chico Pé de Pato) e menos nas estruturas sociais que permitem a existência dessas organizações. A tese da “disputa territorial” pode ser enriquecida ao se considerar o papel de instituições falhas ou ausentes, como educação e segurança pública, que criam o vácuo de poder preenchido por essas facções. A sociologia poderia questionar se esses grupos são sintomas de uma sociedade que não consegue fornecer igualdade de oportunidades para todos.

Antropológico

O texto carece de uma análise das “subculturas” dessas organizações. O que leva pessoas a se juntarem ao PCC ou aos Pés de Pato? Existe um sistema de crenças ou valores compartilhados? A antropologia poderia fornecer insights sobre como essas organizações dão sentido à vida de seus membros e como isso se relaciona com a cultura brasileira mais ampla.

Filosófico

A tese que descreve os Pés de Pato como “justiceiros” levanta questões filosóficas sobre a natureza da justiça e da moralidade. Quem tem o direito de administrar a justiça e com base em quais princípios éticos? A ideia de “justiceiros” pode ser interpretada como uma resposta falha a uma ausência estatal, mas também levanta a questão filosófica sobre se o “fim justifica os meios”.

Psicológico

O texto menciona brevemente que os Pés de Pato são “matadores de aluguel para pequenos comerciantes”, o que levanta questões psicológicas interessantes. Como as pessoas justificam para si mesmas o recurso a tais medidas extremas? Isso poderia ser explorado para entender melhor a psicologia do medo e da insegurança que permeia essas comunidades.

Segurança Pública

O texto parece subestimar a complexidade do papel que as instituições de segurança pública desempenham em relação aos grupos criminosos citados. Ele se concentra na captura de um único indivíduo (Jeta) sem abordar o papel sistêmico da polícia e outros órgãos de segurança. Esta visão reducionista pode levar à crença de que a captura de indivíduos de alto perfil é suficiente para resolver o problema, ignorando questões mais profundas como corrupção, falta de recursos e estratégias ineficazes de policiamento.

Jurídico

O texto menciona a prisão de Jeta sem se aprofundar nas implicações legais ou no devido processo. Isso pode perpetuar a noção de que a justiça é uma questão de “captura e encarceramento”, ignorando elementos fundamentais do sistema jurídico, como o direito a um julgamento justo. Também não aborda questões de legalidade em relação às atividades dos Pés de Pato, especialmente no que se refere à extorsão e fornecimento de serviços ilegais.

Criminológico

O texto pode beneficiar-se de uma análise criminológica que explore os fatores subjacentes que levam ao crime organizado. Ao focar apenas nos atos violentos, perde-se a oportunidade de discutir as condições sociais, econômicas e até psicológicas que levam à formação e perpetuação desses grupos. Além disso, um olhar criminológico poderia avaliar a eficácia de diferentes estratégias de combate ao crime organizado.

Estratégico

O texto não oferece qualquer análise estratégica sobre como os grupos criminosos operam ou como poderiam ser mais eficazmente combatidos. Ignora, por exemplo, a possibilidade de que esses grupos possam ter táticas adaptativas em resposta às ações da polícia. Também não considera o papel que a tecnologia e a globalização desempenham na moderna guerra contra o crime organizado. Uma perspectiva estratégica também levaria em conta a geopolítica do tráfico de drogas e outros mercados ilícitos em que esses grupos podem estar envolvidos.

Linguagem

A linguagem do texto é direta e objetiva, adequada para apresentar informações factuais. No entanto, falta uma certa profundidade analítica que seria beneficiada por uma linguagem mais detalhada e variada. O uso de terminologias específicas relacionadas a crime organizado e segurança pública, se bem explicadas, poderiam enriquecer a discussão.

Ritmo

O texto mantém um ritmo constante e fornece informações de maneira sequencial. Isso facilita a leitura e o entendimento imediato, mas também pode dar a impressão de simplicidade e falta de complexidade na análise dos eventos. Um ritmo mais variado, com pausas para análise ou contexto, poderia tornar o texto mais engajante e informativo.

Estilo de Escrita

O estilo é jornalístico e factual, concentrando-se em eventos específicos e pessoas. Ele não se aventura em território opinativo ou analítico, o que pode ser visto como uma limitação, considerando a complexidade dos temas abordados. Um estilo mais analítico poderia fornecer um valor agregado ao leitor, permitindo-lhe entender não apenas o “o quê”, mas também o “porquê” e o “como” dos eventos.

PCC no Uruguai: Entraves da Facção Paulista em Território Platino

Por que razão o PCC no Uruguai não conseguiu o domínio do mundo do crime? As tensões geopolíticas no Uruguai e Paraguai e seu reflexo no narconegócio.

PCC no Uruguai: adentre o intrigante universo do crime organizado sul-americano, e descubra como essa facção se estabeleceu no país. Leia e surpreenda-se!

Geopolítica do Mercosul e o PCC no Uruguai

Apresento o interessante estudo de Nicolás Centurión, que narra os eventos recentes em terras sul-americanas são de grande interesse e relevância para todos nós que estudamos o Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533).

Segundo ele, as organizações do narcotráfico brasileiras e argentinas têm se fortalecido em decorrência do maior controle na Tríplice Fronteira, deslocando suas operações para o sul, tornando evidente a presença não só do PCC no Uruguai, mas também de outras organizações nesta área fronteiriça.

A organização criminosa Primeiro Comando da Capital é um fenômeno exclusivo dos presídios brasileiros. O “PCC no Uruguai” não prosperou, mesmo tendo havido uma tentativa de infiltração. A razão para isso não se deve a questões de segurança e inteligência, mas sim à desorganização dos detentos uruguaios.

Por outro lado, o PCC 1533 encontrou sucesso em sua expansão no Paraguai. Aparentemente, a cultura prisional guarani era mais parecida com a brasileira, o que pode ser explicado pela presença de criminosos brasileiros por um período maior e em maior número, ou até mesmo por outras razões culturais. O resultado é que, hoje, a facção paulista domina vários presídios próximos à Tríplice Fronteira.

A importante rota do narcotráfico: a hidrovia Paraná-Paraguai

As conexões entre as organizações criminosas começam a se entrelaçar quando descobrimos que o PCC possui ligações com Sebastián Marset, um uruguaio que se tornou traficante e é suspeito de ser um dos mandantes do assassinato do promotor paraguaio Marcelo Pecci em terras colombianas. Além disso, o PCC tem ligações com a máfia calabresa através da ‘Ndrangheta, sendo a porta de entrada da cocaína na Europa.

Essa complexa rede de criminosos envolve também o grupo brasileiro “Os Manos”, que domina a fronteira nordeste do Uruguai com o Brasil e pretende avançar para o interior do país. A hidrovia Paraná-Paraguai, que liga o Brasil ao Uruguai, é uma rota importante para o tráfico de drogas e, entre 2021 e 2022, cerca de 46 toneladas de drogas saíram dessa região.

Este cenário é um verdadeiro desafio para os investigadores e as autoridades locais, que enfrentam corrupção policial, forças de segurança mal equipadas e uma série de outras dificuldades no combate ao crime, e ao analisar o último relatório da Senaclaft, pude observar uma piora significativa na situação do país em relação a esses problemas.

O Uruguai é, infelizmente, um país de trânsito para o tráfico de pessoas, com ênfase na exploração sexual comercial e trabalho forçado de mulheres e meninas. Além disso, apresenta condições favoráveis para o narcotráfico, como fronteiras secas com o Brasil, conexões com a hidrovia Paraná-Paraguai e um porto controlado por uma multinacional belga. A ausência de radar aéreo em metade do território e a corrupção policial dificultam ainda mais o combate a esses crimes.

Grupos criminosos locais e o tráfico transnacional

A fronteira nordeste com o Brasil está sob o domínio do grupo criminoso brasileiro “Os Manos”, que busca expandir sua influência no Uruguai. A hidrovia Paraná-Paraguai, ligando o Brasil ao Uruguai, é uma rota importante para o tráfico de drogas para a Europa e África, com cerca de 46 toneladas de drogas saindo dessa rota entre 2021 e 2022.

Na Argentina, a área conhecida como Gran Rosario, que abrange a cidade de Rosario e arredores, é dominada por uma perigosa e violenta organização criminosa chamada “Los Monos”. Este grupo tem envolvimento em atividades ilícitas, como tráfico de drogas e extorsão.

Por outro lado, o Banco Provincial é uma instituição financeira que foi privatizada na década de 1990, o que significa que passou do controle público para o controle de entidades privadas. Há relatos de que este banco tem ligações com a lavagem de dinheiro do Cartel de Juarez, uma notória organização criminosa mexicana especializada em tráfico de drogas e outros crimes.

Além disso, o Banco Provincial também está relacionado ao colapso do Banco Comercial uruguaio durante a crise financeira de 2002, que afetou a economia da região. Este evento ocorreu quando o Banco Comercial, uma importante instituição financeira no Uruguai, faliu devido a diversos fatores, como má gestão, corrupção e instabilidade econômica generalizada.

a Geopolítica e a política local

No contexto político e midiático, o uso do nome da facção criminosa brasileira Primeiro Comando da Capital tem sido uma estratégia para tentar vincular políticos à organização criminosa, gerando desconfiança e descredibilidade. Esse tipo de tática é semelhante à situação na Argentina, onde a gangue “Los Monos” e as atividades ilícitas do Banco Provincial são usadas como instrumentos de manipulação política e midiática.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, o país busca garantir sua influência no Paraguai, independentemente de quem vença as eleições de 30 de abril. A estratégia americana inclui acusações de corrupção contra figuras políticas e apoio a empresas em disputa com grupos poderosos. Há também preocupação com a crescente influência chinesa na região, incluindo negociações com Argentina, Brasil e um possível acordo comercial entre Uruguai e China.

Neste cenário, o uso do nome PCC e a associação a políticos é uma ferramenta para desestabilizar e enfraquecer oponentes políticos, enquanto os Estados Unidos buscam garantir sua posição na região e enfrentar a crescente presença chinesa. Essa tática, assim como a situação na Argentina, destaca a complexidade das relações políticas e a manipulação midiática na América Latina.

Uruguai está imerso em uma complexa situação geopolítica envolvendo bandos criminosos, megaprojetos, eleições no Paraguai e a possível instalação de uma base militar americana na Tríplice Fronteira. Apesar desses desafios, o governo uruguaio concentra-se em combater o tráfico de drogas em pequena escala, enquanto grandes quantidades de drogas chegam à Europa por meio de contêineres com bandeira uruguaia.

texto base: El criminal Primer Comando Capital, en Uruguay hubo un intento de importar dicha organización pero fue estéril, no por razones de seguridad e inteligencia, sino por la lumpenización de los reos uruguayos y su falta de organización.

Facções em Vitória: enfraquecimento do PCV e disputa territorial

Violência causada por facções em Vitória no Espírito Santo no feriado de Tiradentes, foram resultado do desequilíbrio causado no mundo do crime por prisão de líderes do Primeiro Comando de Vitória PCV.

Facções em Vitória: mergulhe neste artigo para compreender a complexa realidade das facções criminosas no Espírito Santo e os fatores que contribuem para a violência na região.

A Rede de Alianças entre Facções em Vitória

Em 20 de julho de 2021, atendi a um pedido de um leitor e publiquei um artigo intitulado “Haverá guerra entre as facções no Espírito Santo? – A confusa configuração do crime organizado no estado é consequência da política carcerária do governador Renato Casagrande”, e agora, passados quase dois anos retorno sobre o mesmo assunto.

É de conhecimento geral a rivalidade entre a facção paulista Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533) e a facção carioca Comando Vermelho (CV). Entretanto, a complexidade das alianças que cercam esses dois grupos criminosos e sua constante evolução dificultam a compreensão do panorama, e o Espírito Santo foge à regra.

Além das intrincadas manobras no xadrez do crime, agentes externos e eventos fortuitos podem alterar o equilíbrio de poder, e qualquer deslocamento nessa balança pode levar a derramamentos de sangue. Foi o que aconteceu durante o sangrento feriado de Tiradentes em Vitória, marcado por nove assassinatos.

No feriado de Tiradentes, Vitória presenciou uma série de mortes violentas, com nove homicídios a ocorrer em um único dia. Tais fatalidades parecem estar, ao menos em parte, relacionadas à guerra entre facções criminosas. A área da Grande Terra Vermelha, que abarca bairros como Ulisses Guimarães, Barramares e Riviera da Barra, testemunhou um feriado particularmente macabro.

O Enfraquecimento do PCV e a Disputa Territorial

A polícia, em suas diligências na região, confiscou 19 armas, dentre elas um fuzil, e executou 23 mandados de prisão associados ao Primeiro Comando de Vitória (PCV). Entre os detidos, encontram-se líderes como Cleuton Gomes Pereira (Frajola), Claudio Ícaro, Paulo César e Jocimar. A captura desses líderes debilitou o PCV, o que desencadeou disputas territoriais e intensificou a sensação de insegurança pública.

A disputa entre as facções em Vitória pelo domínio dos pontos de drogas, sobretudo na Grande Terra Vermelha, ocorre em razão do enfraquecimento do Primeiro Comando de Vitória, chefiado por Marujo, aliado ao Comando Vermelho.

De olho nesse mercado está a Associação Família Capixaba (AFC), que negocia com os inimigos do PCV e do CV: o Terceiro Comando Puro e o Primeiro Comando da Capital, além de manter alianças com grupos de comunidades locais como Piedade, Fonte Grande, Alagoano e Ilha do Príncipe, e ser respaldada pelo Morro dos Gamas, em Cariacica.

Esta disputa das facções em Vitória pelo mercado de drogas, evidencia a complexidade e a instabilidade do crime organizado no Espírito Santo, em parte decorrente da política carcerária e de Segurança Pública do governo do estado.

Feriado de Tiradentes: Um Banho de Sangue em Vitória

Relatos indicam a possibilidade de envolvimento do Primeiro Comando da Capital e outros grupos criminosos na maioria dos óbitos ocorridos no feriado de Tiradentes, em Vitória.

Na sexta-feira (21), uma série de incidentes violentos tomou lugar. O sargento Gustavo foi vítima de um ataque mortal, atingido por sete disparos foi morto no bairro Boa Vista II, e um outro homem, Renan de 23 anos, também foi baleado e faleceu, mas neste caso, um suspeito já encontra-se detido.

Ainda na sexta, um tiroteio próximo a um bar resultou em uma morte e outro ferido no centro de Vitória. A vítima estava envolvida com o tráfico de drogas.

No mesmo dia, um casal foi morto a tiros nas proximidades de uma escola no bairro Santo Antônio. A motivação permanece um enigma. Testemunhas relataram que o casal havia acabado de sair de uma casa de espetáculos. Mais tarde, outro tiroteio em Barramares resultou em uma morte e um ferido.

No sábado (22), a violência prosseguiu com o assassinato do ciclista em São Conrado. No domingo (23), Ítalo Samora, 30 anos, foi alvejado em Bela Vista. Ademais, um adolescente de 17 anos foi morto a tiros no bairro Ataíde. O suspeito evadiu-se após o delito.

Estes eventos alarmantes sugerem um aumento na violência, possivelmente relacionado à atuação da facção PCC e outras facções que disputam o complexo e violento mundo do crime capixaba.

A violência é uma instituição tão natural como a própria vida humana. Decorre do nosso instinto de sobrevivência, sendo o grande motivo para o homem ter dominado a natureza. Mas essa afirmação não pretende trazer glamour à violência.

Talvez no último estágio da existência humana, a evolução definitiva seja exatamente vencer o instinto natural que nos propala a nos destruirmos mutuamente.

Conexão Teresina: uma crônica sobre a atuação do PCC no Piauí

texto base: Feriado violento na Grande Vitória tem nove assassinatos

PCC em Tarumã em Manaus: Mata Três em Festa Sunset

Um tiroteio ocorreu durante a festa Sunset em Tarumã, Manaus, resultando na morte de três pessoas. A investigação busca esclarecer o possível envolvimento do PCC em Tarumã no incidente.

PCC em Tarumã: um trágico evento ocorreu na noite de sexta-feira, 21 de abril de 2023, por volta das 23h30. Um tiroteio interrompeu a festa Sunset em Tarumã, Manaus, resultando na morte de três pessoas.

PCC em Tarumã ataca e deixa 3 mortos

As vítimas, identificadas como Enrique, Lucas e o sargento Anderson da Polícia Militar, foram alvejadas por indivíduos armados que invadiram o local durante um show. Lucas e Enrique morreram no local, enquanto o sargento Anderson, que trabalhava como segurança da festa, revidou os disparos, mas acabou gravemente ferido e faleceu na Unidade de Pronto Atendimento, o UPA Campos Sales.

Testemunhas afirmam que eram cinco homens que chegam em um carro, deram rajadas de tiros gritando o nome do “PCC Primeiro Comando da Capital” e fugiram em um veículo branco modelo Ônix, só depois que viram os caras mortos.

Ainda não é possível determinar se o ataque foi ordenado pelo Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533) ou se gritar o nome da organização criminosa foi uma tentativa de confundir a investigação.

Outras dúvidas também foram levantadas:

  • o ataque tinha como alvo específico os dois homens mortos ou as vítimas foram escolhidas ao acaso;
  • a festa estava sendo dada com o aval ou financiamento de uma organização criminosa inimiga;
  • os organizadores se recusaram a pagar algum valor para a facção para a realização do evento em segurança; e
  • o ataque é resultado de um documento emitido pela organização criminosa há exatos 20 dias: Comunicado Geral Estados e Países– Região Norte.

Chama a atenção [na região amazônica] o crescimento do Primeiro Comando da Capital , surgido nos presídios de São Paulo, e do Comando Vermelho, do Rio de Janeiro.

Segundo o pesquisador e geógrafo Aiala Colares Couto, atualmente o PCC organiza e investe nas rotas de tráfico pela Amazônia em uma lógica empresarial – o objetivo, diz, é transportar cocaína até mercados lucrativos na Europa. Já o Comando Vermelho controla territórios e a venda de drogas em grandes cidades e regiões metropolitanas.

“A Amazônia é estratégica para o narcotráfico.”

Portal Ambiente Legal

Como o banho de sangue começou

O Primeiro Comando da Capital luta pelo domínio da região Norte desde o fim da aliança com o Comando Vermelho (CV) e a Família do Norte (FDN). A violência na região teve início em 15 de junho de 2016, com a morte de Jorge Rafaat Toumani em Pedro Juan Caballero e se intensificou após o massacre do COMPAJ em 1º de janeiro de 2017.

Em Manaus, após o “salve do PCC”, oito mortes foram registradas em diversos ataques em pouco mais de 24 horas. Nunca será possível saber ao certo se foram mortos pela facção PCC 1533 ou pela Família do Norte. Em um desses ataques, um integrante do PCC foi morto por fogo amigo na Zona Norte da cidade.

Além da capital do estado do Amazonas, a explosão de violência se espalhou em 2017 por outros estados da federação, como Boa Vista em Roraima, onde um homicídio na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo.

Várias mortes foram filmadas pelos executores, e em uma delas, um integrante do Bonde dos 13 (B13), que na época era um facção aliada do Primeiro Comando da Capital, discursa enquanto corta a cabeça de um suposto moleque do Comando Vermelho enquanto ele ainda está vivo e agoniza:

 CV, Ó! CV, Ó! Olha o que a gente faz com CV.

Aqui é Primeiro Comando, é Primeiro Comando, tá ligado irmão?

Aqui é 1533, aqui nós estamos vingando a morte do irmão Maguinho tá ligado feio?

O mano que foi baleado ontem, tá ligado mano?

Tá ligado véio, morre assim ó!

(Desfere diversos golpe no pescoço com o facão.)

Morre assim ó! Tá ligado safado? Aí safado filho da puta!

(A cabeça é separada do corpo.)

Morre filho da puta, tá ligado velhinho?

Com nóis é desse jeitão aqui ó! É PCC ó!

(Uma outra pessoa levanta a cabeça do CV e mostra para a câmera)

Ô Maguinho, tái irmão Maguinho, essa foi para você aí no céu, tá ligado irmão?

PCC vamo acabá com esses bichos tudinho ó!

Somos o Comando, vamos exterminar, vamos exterminar.

(Seguem em direção a outra pessoa.)

Agora esse aqui ó. Vamos enforcar esse aqui ó.

(A câmera foca o corpo do primeiro morto enquanto seu braço é cortado fora.)

Vieram do Rio de Janeiro para cá, ó. Aqui é PCC, Primeiro Comando ó!

Quem vai comandar a porra do lado daqui é nóis, B13 e PCC tá ligado?

É PCC véinho, tá ligado? Até o fim irmão.

Aqui é assim que a gente faz, nós desossa entendeu? Tá ligado velhinho?

Quem que está na voz aqui? Quem que está na voz aqui?

(Com golpes de facão começa a separar as pernas do corpo.)

Aí JR tá ligado velhinho, isso é para vingar aí, tá ligado meu fio?

Aquele moleque que morreu ontem, tá ligado meu fio?

Que levou um tiro aí, tá ligado velhinho?

Tá ligado só CV, tá ligado? Só quero sangue do CV tá ligado?

Só sangue do CV irmão. Tá ligado velhinho?

Aqui não tem brincadeira não, o irmão aqui, tá ligado velhinho?

O bagulho é loco o irmão aqui, tá ligado velhinho?

(As pernas são separadas do corpo e colocadas ao lado da cabeça e dos braços.)

Aqui é B13 PCC. Olha como é o sistema aqui é bruto o bagulho.

Aqui é B13 PCC. Nóis mata e desossa. Nóis mata e desossa.

Nós vamos matá tudinho e vamos desossa.

Mano Maguinho que tá no céu, tá ligado, tá olhado aí.

Tá ligado Maguinho, é prá você tá ligado?

Colaborar com o PCC ou morrer: o “Caso Aeroporto de Guarulhos”

O sombrio relato de um servidor que ousou negar-se à colaborar com o PCC desvela a batalha contra a corrupção e o domínio do crime organizado no Aeroporto Internacional de São Paulo, bem como a escassez de amparo por parte das autoridades aos indivíduos assediados.

Colaborar com o PCC ou morrer, essa é a realidade macabra quando olhamos o reino sombrio da facção PCC 1533:

Os irmãos e companheiros da organização criminosa não são obrigados a qualquer missão, sendo livres para aceitar ou não uma responsabilidade, enquanto funcionários do governo e das esferas privadas, bem como os agentes da lei e da justiça, podem encontrar seu fim caso não se submetam às ordens recebidas.

Se colaboram são regiamente pagos, se não colaboram podem morrer. Tal foi o destino de Arisson, que, desafiou o Primeiro Comando da Capital, e pagou o mais alto tributo por sua valentia.

Convido os leitores do site a comentar aqui ou nos grupos de Zap, para contradigam minha certeza que diz que, enquanto algumas autoridades tecem enredos inacreditáveis, tal qual o Senador Sergio Moro, e asseguram para si uma legião de seguranças, aqueles funcionários condenados a lidar diretamente com os interesses do Primeiro Comando da Capital são abandonados à mercê de seu próprio destino cruel e incerto.

Colaborar com o PCC não é uma escolha

Venho para compartilhar com os leitores deste site uma história perturbadora e trágica que ocorreu recentemente no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

Como você bem sabe e eu já citei inúmeras vezes neste site, a corrupção e a influência da organização criminosa Primeiro Comando da Capital, são problemas generalizados na américa do Sul. Mas, meu amigo, essa história em particular ressalta o quão profunda é a luta de alguns indivíduos para resistir a essa corrupção e sobreviver em meio à violência e ao medo.

Arisson, um operador de esteira no aeroporto, teve a coragem e a integridade de cumprir seu dever, barrando duas malas suspeitas que continham 60 kg de cocaína. Essa ação heroica impediu que uma quantia considerável de drogas chegasse à Europa, privando a facção PCC de lucros estimados em até R$ 30 milhões. Contudo, sua honestidade teve um preço terrível.

O trágico destino de um homem corajoso e íntegro

O medo de colaborar com o PCC é uma realidade diária para muitos servidores públicos e funcionários de empresas privadas. Essas pessoas frequentemente se veem coagidas a colaborar com atividades criminosas, não por ganância, mas como uma forma desesperada de garantir a sobrevivência de si mesmas e de suas famílias. No caso de Arisson, ele enfrentou esse medo e se recusou a colaborar com a facção criminosa, um ato de bravura que, infelizmente, resultou em sua morte.

Após sua recusa em entregar as malas, Arisson foi abordado e ameaçado por Márcio do PCC. Poucos dias depois, em um ato brutal de vingança, Arisson foi assassinado a tiros em seu carro.

Dois dias após a apreensão da droga, Márcio abordou Arisson em um ponto de ônibus e lhe afirmado: “Você, eu já passei para os caras”, referindo-se ao fato de ter relatado ao PCC sobre a apreensão das malas, decorrente da ação da vítima.

Por volta das 18h50 do dia 13 de janeiro, Arisson voltava para casa, em seu carro, quando foi interceptado no bairro São João, em Guarulhos, por um Ford Ranger, ocupado por três criminosos. O aeroportuário foi fuzilado e morreu ainda no local.

Os assassinos abandonaram o carro, com placas adulteradas, alguns quarteirões adiante. Foi constatado que o veículo era roubado, do Rio de Janeiro, um outro funcionário do aeroporto foi preso por envolvimento no homicídio, e três criminosos permanecem foragidos.

Sua morte é uma lembrança sombria do poder e da influência do PCC e da corrupção que assola nosso país e a forma como o estado atua em defesa de seus cidadãos.

esquema no AEROPORTO DE GUARULHOS

Um dos esquemas, tinha como base as esteiras do Terminal do Aeroporto de Guarulhos:

…as bolsas seguiam pelas esteiras rolantes até a área restrita, onde funcionários aliciados pelo Primeiro Comando da Capital recebiam dos comparsas as fotos com as imagens das malas recheadas com drogas, e as embarcavam para Portugal, França e Holanda, na Europa, e também para Johannesburgo, na África do Sul.

A expansão do PCC inclui incursões na Bolívia, onde o grupo pode comprar cocaína diretamente dos produtores daquele país, segundo a Americas Quarterly.

Tentanto segurar o tsuname com as mãos

Uma vasta rede criminosa operava, e Arisson tentou, solitariamente, obstruir seu avanço. Quiçá tenha buscado auxílio ou relatado a situação a seus superiores ou autoridades, mas somente ele encontrou seu fim. Apenas ele, sinceramente, acreditou que poderia impedir que os criminosos paulistas atendessem seus clientes na Europa, onde equipes se preparavam e investiam para descarregar e distribuir a droga sem retaliações.

Ao chegarem os carregamentos, a ‘Ndrangheta colabora com traficantes italianos, que transportam os entorpecentes para distribuição abrangente por todo o território europeu, auxiliados por grupos da máfia sérvia e inúmeras facções independentes.

A facção paulista teve de explicar aos seus parceiros europeus a falha no processo e indenizá-los pelos prejuízos, além de dar uma resposta à altura. Por isso, Arisson pagou com sua vida; contudo, mesmo assim, a organização brasileira perdeu parte da confiança de seus clientes.

Arisson foi um herói, inegavelmente, e presto aqui minha homenagem. Entretanto, tratava-se de um herói solitário, abandonado pelo sistema que tentou defender. Assim como ele, centenas, senão milhares de funcionários e agentes públicos e privados são ameaçados pelo Primeiro Comando da Capital, enquanto as autoridades não se empenham minimamente em protegê-los.

A logística do crime deste esquema no Aeroporto Internacional de São Paulo

Deixa eu te contar como tudo está funcionando por lá. O esquema já tem uns oito anos, então mudou muita coisa desde o começo até aqui, cada pouco evolui um pouco, e cada pouco muda um pouco para dificultar que a Polícia Federal que investiga um esquema derrube tudo.

O Primeiro Comando da Capital, percebeu que dava pra mandar malas cheias de cocaína pro outro lado do oceano quando a fiscalização de remessas em pacotes apertou. Em 2015, foi a primeira vez que um lance assim foi descoberto pelas autoridades, quando um casal de idosos teve as malas trocadas por outras cheias de droga, mas por um acaso tudo foi descoberto.

Pontualidade e motoristas de aplicativos

Então, tudo começa com os motoristas de aplicativo, que são contratados pra não dar bandeira, mas eles sabem muito bem o que tão fazendo e quem tão levando pro aeroporto. Eles levam os criminosos, que geralmente usam uniformes de companhias aéreas pra disfarçar, e deixam eles em horários e locais combinados por mensagem.

A pontualidade é chave, porque, segundo a PF, isso faz com que as malas com drogas sejam despachadas bem rápido, sem que os funcionários que não tão no esquema percebam a movimentação suspeita.

O esquema geralmente usa os mesmos carros e motoristas pra levar as malas com cocaína até o aeroporto. As bagagens são entregues na área de embarque pra funcionários do aeroporto uniformizados ou pessoas disfarçadas como se fossem eles. As malas vão direto pras esteiras de voos nacionais, sem passar por fiscalização, porque as bagagens de voos domésticos não precisam passar pelo raio-X. Só quando rola uma suspeita.

Na maioria das vezes, as malas já chegam com etiquetas preenchidas à mão. Essas identificações são chamadas de “rush” e, na moral, servem pra enviar bagagens perdidas ou extraviadas para os donos reais. Os criminosos aproveitam essa brecha pra colocar as malas com drogas nos embarques, sem precisar de um passageiro pra fazer o check-in.

Aí, dentro da área restrita, os funcionários que foram cooptados pelo PCC manuseiam as malas pra driblar a fiscalização e colocam elas em voos internacionais que já tão combinados. As bagagens geralmente vão pra Lisboa e Porto, em Portugal, ou pra Amsterdã, na Holanda. Sacou?

Comunicação e tecnologia no crime: celular

A galera do crime se comunica o tempo todo por mensagens e ligações no celular. Segundo a PF, os celulares são fornecidos pela própria facção criminosa, que recolhe os aparelhos logo depois que as operações ilegais acabam, pra dificultar a vida da polícia.

A atuação do PCC na Europa e o risco de apreensão da droga

Mesmo com a droga embarcada no Brasil rumo à Europa, ainda rola o risco de ser pega pelas polícias de lá, sacou?

Pra não deixar isso acontecer, o PCC tem gente nos países pra onde eles mandam a cocaína, responsáveis por cooptar funcionários nos aeroportos locais.

A reportagem descobriu que os aliciadores lá de fora recebem, em média, cinco mil euros (uns R$ 27 mil) por quilo de droga que chega ao destino. Parte dessa grana é usada pra corromper funcionários dos aeroportos, principalmente os que ganham pouco.

Aqui no Brasil é a mesma fita: os funcionários do Aeroporto de Guarulhos levam mais de um ano de salário por cada mala com droga embarcada, como mostrou o Metrópoles. É muita grana envolvida, meu irmão!