Facção PCC no Uruguai: Expansão, Alianças e Consequências

O texto explora a presença e as ações da facção PCC no Uruguai, abordando a expansão da organização criminosa, alianças com outras gangues e os objetivos dessas atividades.


Facção PCC no Uruguai: saiba como o Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533), ampliou suas atividades no país vizinho, estabelecendo alianças, influenciando o cenário do crime organizado e ameaçando a estabilidade nas prisões.

Facção PCC no Uruguai: como tudo começou

A organização criminosa Primeiro Comando da Capital, originária do Brasil, começou a se instalar em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, em 2010. O objetivo era controlar diretamente o tráfico de drogas e expandir sua influência nas prisões paraguaias.

Após o assassinato do narcotraficante Jorge Rafaat Toumani, em 15 de julho de 2016, o Departamento de Estado Americano começou a investigar a disputa entre os dois grupos rivais pelo domínio do legado de Raffat e o impacto do novo posicionamento do PCC no Narcosul (Narcosur), o Cartel Internacional de Drogas da América do Sul.

A guerra entre as organizações criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho (CV) transpôs as fronteiras do Brasil e do Paraguai, levando o Serviço de Inteligência da Polícia Nacional do Uruguai a monitorar cinco províncias – Artigas, Cerro Largo, Rivera, Rocha e Treinta y Tres – quanto a possíveis ações violentas desses grupos criminosos e seus aliados.

Alianças com Gangues Locais e Disputas Territoriais

A polícia uruguaia foi avisada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) que o PCC estaria distribuindo armas aos seus membros no sul do Brasil para agir no Uruguai. Além de assaltos, ações nos presídios uruguaios também estariam sendo planejadas.

Dados do MP-SP indicam que, em agosto de 2016, o PCC possuía 686 membros conhecidos no Rio Grande do Sul. A facção tem presença significativa no estado, disputando ou fazendo alianças com diversas outras facções, sendo a Bala na Cara a mais importante rival na região.

Existe o receio de que o PCC organize, dentro do sistema penitenciário uruguaio, métodos de recrutamento semelhantes aos utilizados no Brasil. Membros da facção receberam apoio externo, aproveitando alianças comerciais com gangues uruguaias ligadas ao tráfico internacional de armas.

As ações do PCC visam não apenas o controle das rotas de acesso de drogas e armas, mas também a lavagem de dinheiro e o envio de drogas para a África e Europa através do porto de Montevidéu. Isso fortaleceria a posição do PCC em relação às outras facções na América Latina.

Bolívia: a facção PCC e o grupo criminal los Choleros de Pando

A disputa entre as organizações criminosas pelo controle do tráfico na fronteira entre o Brasil, o Peru e a Bolívia.

O banda criminal los Choleros disputa o estratégico eixo de tráfico de drogas do Departamento boliviano de Pando com o Primeiro Comando da Capital (PCC 1533) e facção carioca Comando Vermelho (CV).

O interesse do PCC na Bolívia começou em 2007 com o objetivo de estabelecer relações com narcotraficantes bolivianos e foi implementada inicialmente por aproximadamentes 100 integrantes da facção.

jornalista Allan de Abreu

Pando faz fronteira com o Acre, Rondônia, e Peru, além de dar acesso ao centro da Bolívia — controlar essa rota reduz o custo do tráfico devido ao menor risco de perda da liberdade, de investimentos e de vidas.

A capital Cobija se localiza ao lado dos núcleos urbanos brasileiros de Brasiléia e Epitaciolândia, e as organizações lutam também para tomar o controle do comércio local, como ilustra artigo do El Dia:

A comerciante boliviana Maria Eugenia Alavi Burgoa foi assassinada no Mercado Municipal de Epitaciolândia, (…) o crime teria sido executado pela facção Bonde dos 13 (B13) [até então] aliada do PCC. Ela levava produtos de Antofagasta (via El Alto) para a Zona Franca de Cobija e trocando com artigos brasileiros…

Explicando outro caso investigado, o chefe de polícia de Pando explica:

Há conflitos entre essas facções criminosas e eles cometem pistoleiros e acertam contas. Os Choleros se dedicam ao narcotráfico para ter controle ou poder.

Cel. Julio Monroy

O contexto da discórdia: Choleros, PCCs, B13s e CVs

O repórter Ivan Alejandro Paredes (El Deber) no artigo “Choleros, la mafia pandina que declaró la guerra al PCC y Comando Vermelho” que os Choleros se especializaram em aliciar jovens e adolescentes para atravessarem as fronteiras brasileiras com drogas, especialmente cocaína, mas agora o grupo disputa o controle e o poder territorial.

A organização criminosa paulista se associa às famílias e grupos locais bolivianos, seguindo a estratégia elaborada por seu líder Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, que privilegia a construção de alianças baseadas em interesses comuns econômicos e de sobrevivência.

conheça o arco de alianças e de inimigos da facção PCC

A aliança com o PCC não vingou em Pando

Dentro desse contexto, como entender a disputa com o grupo criminoso local?

Tudo começa com com o assassinato pelo PCC de Jorge Rafaat Toumani no centro de Pedro Juam Caballero em 15 de junho de 2016 que quebra da antiga aliança PCC/B13/ADA/GDE contra CV/FDN.

Essa ação coroou a tentativa do controle hegemônico do mercado ilegal paraguaio por parte da facção PCC 1533, mas acabou criando dificuldades além das previstas para o grupo paulista.

últimas notícias do Primer Comando de la Capital na Bolívia

As peças se arranjando sem Rafaat Toumani

Ao contrário do que previram os líderes do PCC, a morte do megatraficante paraguaio enfraqueceu, mas não acabou com o Comando Vermelho — essa fragilidade criou problemas colaterais para seu aliado amazonense Família do Norte (FDN).

Passados oito anos, a situação no Paraguai continua indefinida e no Norte, na Rota do Solimões as mudanças não param de acontecer.

Inicialmente, o Primeiro Comando da Capital uniu-se a um grupo desmembrado da Família do Norte, denominada a Cartel do Norte (CDN), para eliminar os crias que resistiam da facção Comando Vermelho e do que sobrou da FDN.

O tempo desgastou essa vantagem inicial e a aliança com a Cartel do Norte foi desfeita. Resultando na retomada de vastas áreas pelo Comando Vermelho, incluindo Manaus e Rio Branco, expulsando crias do PCC parte em direção à Bolívia e outra de volta às suas regiões nativas no sudeste e sul.

Divisão, caos e espaço para Los Choleros

Essa disputa entre os grupos brasileiros e a dificuldade cada vez maior do Primeiro Comando da Capital em fechar novas alianças permitiu que o antigo aliado do Acre, o Bonde dos 13, no lado brasileiro da fronteira do Departamento de Pando, se declarasse neutra.

E do outro lado da fronteira de Pando, na Bolívia, o grupo local Choleros tomasse coragem e fôlego para enfrentar de igual para igual e ao mesmo tempo os dois mais importantes grupos criminais do Cone Sul.

O Plano “Z” de combate ao crime em Pando

Site da Câmara dos Deputados da Bolívia já debatia o problema no Departamento de Pando em 4 de abril de 2022.

Na ocasião, a Brigada Parlamentar e o Comando da Polícia Departamental do Departamento de Pando apresentaram um plano para ação conjunta de combate aos grupos criminosos.

A ideia era localizar criminosos e controlar áreas de fronteira com o Brasil impedindo a presença de criminosos brasileiros em Cobija.

Comado Vermelho (CV), Primer Comando de la Capital (PCC) y el B13, preocupó a pobladores de Pando. Ante esta situación, autoridades pandinas y del Estado de Acre (Brasil) se reunieron para reforzar el control en el paso fronterizo que une ambos países.

O recrutamento de menores de idade por criminosos já era conhecido e foi considerado uma das prioridades:

“É preocupante que menores de idade estejam envolvidos em atos criminosos, são bolivianos comandados por brasileiros que estão à frente das quadrilhas”.

Deputada Ariana Gonzales (MAS) presidente da Brigada Parlamentar Pando

No entanto, passado quase um ano, todos os problemas apontados parecem apenas que se agravaram.

O narcotráfico está ganhando esta batalha contra o Estado, demonstrando supremacia no controle do território (…) Esses cartéis de drogas são organizados no exterior por grupos como Los Chapitos (um grupo de narcotraficantes do México), o PCC (Primeiro Comando da Capital), grupos combinados com as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e, claro, eles têm equipamentos e armas de melhor qualidade do que as forças de ordem.

coronel do Exército da Bolívia Jorge Santistevan

Primeiro Comando da Capital: família e religião

Fala pra mim: quem é que merece ler um trabalho acadêmico que só de agradecimentos tem 12 páginas?!!!

Assim é o trabalho de Roberto Cordoville Efrem de Lima Filho, chamado MATA-MATA: reciprocidades constitutivas entre classe, gênero, sexualidade e território

Bem, respondo a questão anterior: eu mereço, e todos os que gostam e tem paciência de ler um texto longo e bem elaborado com frases bem construídas também merecem. O capítulo de agradecimentos do trabalho de Lima Filho começa assim:

“Daqui de onde escrevo, ouço os clarins. As linhas do texto se movimentam, talvez mesmo dancem, à ansiedade do seu próprio fim e dos lampejos do carnaval que toda esquina de Recife promete.”

Voltemos ao nosso foco.

O Primeiro Comando da Capital PCC 1533 é um grupo que tem a fé como um de seus pontos fortes. Isso, a meu modo de ver, é consequência pura e simples da proximidade que seus membros têm com a morte e com o sofrimento. É muito mais fácil para um garoto entediado, em seu apê, teclando besteiras, ser ateu que um moleque PCC que está no corre.

Lima Filho, no entanto, coloca dentro da mesna construção as ideias de “família” e de “religião” dentro da facção. Da mesma maneira, alinha a forma carinhosa pela qual os membros se chamam (“irmão”, “cunhada”, “prima”), à questão da religião, como fica claro no vídeo que encabeça essa matéria e que termina assim:


“Se Deus é por nós quem será contra nós? Por que Ele é justo! É o 15 porra!”

(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); Assim como aconteceu com a incorporação do conceito de família, fatos e costumes da cristandade e do sincretismo também foram absorvidos pelos integrantes do PCC, mas disso falaremos em outro artigo. Lima Filho analisa que os jovens PCCs utilizam-se dessa ferramenta para enfrentar o conflito entre a vida do crime e os “padrões de conduta ligados aos valores da família, da religião, do trabalho e da ascensão”.

O ideal de “família modelo”, de “família operário” ou “família de trabalhadores” (e eu acrescento um termo que já não ouço mais: “família de bem”), citados por Lima Filho não teriam morrido mas apenas sido incorporados na organização:

“… o uso pelo Primeiro Comando da Capital de um léxico que aciona noções de ‘família’ e ‘religião’” teriam o poder de recompor as “‘famílias’ e das ‘casas’, não mais como oposições ao ‘mundo do crime’, agora formadas por trabalhadores e bandidos.”

O trabalho de um PCC não difere de outro qualquer, pelo menos a partir do ponto de vista que foi criado dentro da sociedade em que vive. O garoto, o “vaporzinho”, que está começando a caminhada, busca a conquista do respeito da mãe e da comunidade, além do crescimento profissional:

“… a presença de filhos trabalhadores que preenchem a mãe de orgulho e garantem a estrutura simbólica do grupo familiar enquanto o sustento material da casa acaba sendo garantido pelos filhos do crime; mas, sobretudo, os bandidos que, ao saírem de casa depois do almoço, lembram que precisam “trabalhar’…”, escreve Lima Filho.
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Os bandinetes, o irmão Cabuloso, e a profª. Tuvel.

“Tenho medo de me anunciar como membro do PCC, quero gritar que sou da facção, mas tem um problema: não faço parte do Primeiro Comando da Capital PCC.”

O irmão Cabuloso perdeu a paciência no grupo de whatsapp da facção. Para ele, é preciso diferenciar quem é ladrão de verdade de quem é “bandinete: bandido da internet”.

Quem nasceu depois de 1990 tem a facção criminosa paulista como modelo de organização. Ficar indiferente a ela é quase impossível: ou se ama ou se odeia, como qualquer outra paixão.

Apaixonar pelo Primeiro Comando é fácil, defender suas causas é louvável, assim como criticar e combater seus atos. Paixão é tudo de bom, e a adrenalina de ser da vida louca é o máximo da rebeldia, uma forma de ganhar status social.

Os criminosos não aceitam a opção dos garotos, que querem entrar nas fileiras do Primeiro Comando pela porta dos fundos. E são reconhecidos pelo cheiro, de longe, e são utilizados pelos integrantes da facção apenas como inocentes úteis, sendo descartados na primeira oportunidade — já viu gato brincando com rato antes de matar? É mais ou menos assim.

Os “cidadãos de bem” não aceitam a opção dos garotos que querem se desviar do caminho da lei e da ordem para se juntar ao mundo do crime. Eles são vistos como rebeldes da classe média, mimados, revoltadinhos, e protegidos pelos pais e por uma sociedade muito liberal.

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Aí chegamos à questão levantada pela professora e filosofa Rebecca Tuvel no seu artigo “In Defense of Transracialism” para a revista “Hypatia”. Até onde podemos aceitar a opção pela mudança de sua faixa social, sexual, religiosa, etc.

Tuvel lembra que nossa sociedade obriga todos, por lei, a aceitar que, por exemplo, uma pessoa que nasceu com pênis seja considerada e tratada como mulher se assim ela o desejar, algo impensável para as gerações passadas.

Qual é a sua faixa natural?

Ela cita o caso de Rachel Dolezal ativista americana apaixonada pela causa dos direitos dos afrodescendentes, que foi desmascarada, pois não era de fato negra. Filha de pais brancos, Dolezal, após a repercussão, foi condenada pela comunidade negra e pelos seus pares brancos.

As pessoas são, geralmente,  indiferentes a alguém que não seja de seu meio e deseje pertencer ao Primeiro Comando da Capital; mas a não alguém de sua família, de sua vizinhança, ou entre seus amigos. No passado isso também acontecia com as questões de raça, religião, sexo.

Desculpe, a casa caiu e você nem viu.

Seu filho, branco e da classe média, quer ser preto e pertencer ao Primeiro Comando da Capital. Sua “sorte” é que os pretos e o PCC ainda não os aceitam como iguais, mas fique sabendo que isso está mudando.

Para ir para a obra: Rebecca Tuvel.
Para ir para as obras que se referem a: Rachel Dolezal

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O medo e o ódio alimentam o Primeiro Comando.

O inglês Thomas Hobbes, morto há mais de trezentos anos, volta para nos assombrar. Ele descreveu claramente em Leviatã o discurso de medo e ódio que envolve, acusa, mantém, e protege a organização criminosa Primeiro Comando da Capital PCC 1533.

A pesquisadora Yara Frateschi durante o Programa Café Filosófico CPFL definiu a concepção hobbesiana de indivíduo como: “indivíduo individualista”. Era esta a chave que eu precisava para entender o conceito do que é o PCC como um corpo.

A “Família 15.3.3” é um grupo fechado e muito unido, onde todos se vêem como irmãos e companheiros, mas que ao contrário da auto imagem propagada, se constitui de homens e mulheres mobilizados sobretudo pelo princípio do interesse próprio.

Essa seria a grande jogada de domínio por parte da liderança, pois seus integrantes se tornam presas e algozes do medo e do ódio, e essas são as duas grandes turbinas que geram a energia para o crescimento exponencial da organização.

Na medida em que cada um luta dentro da organização para garantir e ampliar seu espaço encontram forte resistência. A camuflada mas feroz luta interna, forja seus soldados para a guerra ao mesmo tempo em que medo e o ódio esse sistema o fortalece.

Toda essa energia concentrada tem que ser extravasada, mas algumas forças sociais já demonstraram que podem se contrapor, como foi o caso da reação das forças policiais em 2006 que ceifaram centenas de integrantes da facção.

Dessa forma a liderança do Primeiro Comando da Capital, não disposta a seguir para seu Waterloo enfrentando as forças públicas diretamente, optou por concentrar o medo e o ódio de seus integrantes contra as outras facções criminosas.

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(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); Pudemos sentir a explosão dessa energia na forma com que seus membros perseguem e matam os membros do Comando Vermelho CV, Família do Norte FDN, e do Sindicado do Crime SDC. Marcola, assim como o Rei Menelau, utilizam razões emocionais para garantir que o medo e o ódio garantam vantagens estratégicas e econômicas.

A metodologia hobbesiana aproveitada pela equipe de Marcola brecou uma guerra declarada contra o Estado brasileiro e contra a sociedade organizada em 2006 em um momento em que a organização Primeiro Comando ainda estava em vantagem estratégica.

A força moral conquistados durante os ataques não foi perdido e os lucros foram capitalizados na estruturação da nova estratégia. Em pouco mais de uma década quase todos os estados brasileiros estão sob o domínio do PCC e agora os países fronteiriços começam a ser invadidos.

O inglês Thomas Hobbes mostrou o caminho para a liderança do Primeiro Comando, no entanto, Isaiah Berlin, outro inglês, diz que é questão de tempo para esse esquema falhar simplesmente por que nenhum projeto de perfeição sobrevivem por muito tempo.

Os interesses individuais de cada um da liderança e de cada um de seus liderados entrarão em conflito constantemente até um ponto de ruptura irreversível, no entanto até esse momento o crescimento será vertiginoso.

Da mesma forma aqueles que se contrapõe e lutam contra a facção paulista também utilizam-se do discurso do medo e do ódio.
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O Primeiro Comando da Capital e a Hidra de Lerna.

No tempo de meu avô ele sabia que era certo ficar na soleira da porta esperando o dono da casa dar licença para entrar; sabia que quando encontrava um padre devia se pedir a benção; que devia dar o lugar no ônibus ou no trem para uma mulher sentar; e que nunca deveria se referir a um afro descendente de negro, e sim de “pessoa de cor”.

O tempo passou e nem tudo o que meu avô achava que era certo de fato era certo, mas ele acreditava de coração que tinha razão, sempre.

Essa lembrança me veio ao ler críticas feitas em comentários feitos em uma postagem no Facebook sobre a decisão do governador do estado de São Paulo de não transferir para as prisões federais a liderança do Primeiro Comando da Capital.

Para entender o debate o repórter da Folha de São Paulo, Rogério Pagnan, apresenta diversos dados sobre a facção na matéria: “CLUBE DO CRIME – Em guerra com outras facções, PCC adota estratégia de expansão por domínio nacional do tráfico”.

Pagnan encerra a reportagem com a justificativa para a não transferência de Marcola e outros líderes do Primeiro Comando da Capital para as prisões federais dada por Lourival Gomes, secretário da Administração Penitenciária de São Paulo:

“Eu só gostaria que essas pessoas ponderassem se isso está certo ou errado. (…) Nós só não mandamos 16 por que temos certeza de que isso não vai dar certo”

“Se nós removermos esses presos para prisão federal, tenham a certeza de que todos os órgãos de inteligência sérios não vão saber mais nada, nada, nada. Não vão poder dominar ou controlar o crime organizado e muito menos combater…”

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Entendo a linha de raciocínio da atual administração, no entanto Gomes de fato só está apresentando uma parte da verdade, pois ele esconde a que ao meu modo de ver é a principal razão da opção de Alckmin: a quebra do pacto implícito de pacificação.

O efeito da pacificação do estado imposta pelo Primeiro Comando dentro dos presídios e nas ruas do estado de São Paulo é uma realidade cada vez menos contestada por estudiosos, mídia, e agentes da Segurança Pública e da administração da Justiça.

A quebra do pacto por parte do governo estadual geraria caos com centenas de mortes entre agentes de segurança e justiça, presos, e cidadãos; além de um incalculável prejuízo econômico direto e indireto por conta de ações terroristas como as de 2006.


(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); Eu por mim vejo que há ainda uma razão mais profunda e singular que impede que o Estado corte a cabeça dos líderes do Primeiro Comando da Capital, o efeito Hidra de Lerna.

Existem dois fatores sobre Hidra de Lerna, o monstro de nove cabeças da mitologia grega, que não podemos esquecer:

  • imortal: uma das cabeças não pode ser destruída. Assim como o Nazismo sempre haverão seguidores do Primeiro Comando, hoje ou daqui cem anos, o Estado no máximo poderá controlar, mas jamais matar; e
  • mortal: o veneno dessa criatura é mortal, Hércules conseguiu conter a Hidra, mas morreu tempos depois devido ao seu veneno.

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Essa criatura da mitologia grega tinha como principal característica o fato de que ao se cortar uma de suas nove cabeças outras duas ou três nasciam no lugar daquela, e esse é o medo de Alckmin, pois o isolamento das lideranças conhecidas do PCC teria um efeito similar agravado por dois fatores:

  • localização: as agências de inteligência teriam que descobrir quem seriam e a partir de onde atuariam as novas lideranças dificultando as ações de monitoramento de escutas; e
  • controle social: as novas lideranças espontâneas dentro da facção seria composta de membros mais jovens e inexperientes, mais dispostos a usar de força letal contra a população, policiais, e funcionários da Justiça para se imporem, ao contrário da atual cúpula que profissionalizada opta pelo lucro operacional da venda de drogas e armas.

No tempo de meu avô ele saberia o que era certo: “se tem uma maçã podre ela deve ser separada das outras para que não se apodreça todo o cesto”. Não tenho dúvidas que ele acharia correto separar e isolar as lideranças do Primeiro Comando, mas o tempo passou e nem tudo o que meu avô achava que era certo de fato era certo, mas ele acreditava de coração que tinha razão, sempre.
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A Operação Ágata do ENAFRON SISFRON é uma farsa?

Vivemos em uma sociedade cristã mas poderíamos não viver e a frase de João Pereira Coutinho continuaria verdadeira para explicar o fracasso do ENAFRON e do SISFRON, se contrapondo ao sucesso do PCC 1533..

“Os órfãos de Moscou não sobrevivem sem uma fé.
E uma fé não sobrevive sem santos e pecadores.”

As siglas ENAFRON e SISFRON significam “Estratégia Nacional de Segurança Pública nas Fronteiras” e “Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras” ambas do Governo Federal, e como todos sabem PCC 1533 se refere ao “Primeiro Comando da Capital”.

O ENAFRON nasceu em 2011 para integrar as forças de públicas de segurança brasileiras entre si e com as dos países fronteiriços Paraguai, Bolívia, Argentina, Venezuela, e Colombia, além de agir junto a sociedade fronteiriça diminuindo a pobreza dentro e fora de nossas fronteiras.

Um resumão da história que envolve a ação de Segurança Pública nas regiões de fronteira pode ser encontrado no trabalho “Crimes Transfronteiriços em Cidades Gêmeas do Mato Grosso do Sul” elaborado pela Policial Militar Gleice Aguilar dos Santos.

Se por um lado Gleice não faz uma análise profunda, por outro mostra como as coisas realmente funcionam enquanto dos trabalhos é apenas teórico, graças a sua experiência profissional e as entrevistas que colheu com as pessoas que estão no front.

É belíssima a meta proposta na ENAFRON, de profunda base teórica, mas que na prática apenas brilha na mídia através das ações policiais e militares como as Operações Ágata e Sentinela, tendo tido a primeira grande impacto midiático em 2012 e 2013 segundo dados Google Trends.

Apesar do empenho dos profissionais participantes das operações e planejamento só restou o espetáculo para a mídia que, segundo alguns, é o último reduto dos derrotados. A Operação Ágata afundou junto como o ENAFRON sobrevivendo de apresentar belas imagens para a imprensa.
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A causa do fracasso foi a incapacidade dos Estados nacionais de se integrarem vencendo as vaidades locais, e a emaranhada burocracia legal de cada território. A cortina da farsa publicitária se abriu graças aos dois mega-assaltos do Primeiro Comando da Capital:

  • ao carro forte da Brinks em Santa Cruz na Bolívia em Março (1.3 milhões de dólares),
  • e ao PROSEGUR em Ciudad del Este no Paraguai em Abril (40 milhões de dólares).

O Ministro do Governo da Bolívia, Carlos Romero, pouco tempo depois de informar que a facção paulista não atuava em seu país, voltou a público para dizer que vai (isso mesmo o verbo no tempo futuro) trocar informações com as agências de seguranças brasileiras. O governo paraguaio também se declarou aberto ao intercâmbio de informações.

Ora, eles talvez não saibam, mas isso já acontece segundo o SENASP – Secretaria Nacional de Segurança Pública da Presidência da República do Brasil há pelo menos cinco anos.

João Pereira Coutinho diz que precisamos de santos e pecadores, mas como fica uma sociedade onde os santos enganam? Como ficamos nós meros pecadores que precisamos e queremos desesperadamente acreditar?

O grito de guerra do Primeiro Comando da Capital é “Fé em Deus que Ele é justo. Se Deus é por nós, quem será contra nós?” Precisamos de santos e pecadores, mas quem são os santos e quem são os pecadores afinal? (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Dicionário – Regimento Disciplinar PCC

Este dicionário é uma ferramenta de extrema importância na condução e na preparação de novos líderes. Deve-se analisar com muita prudência um item antes de aplicar, pois o intuito é facilitar as condições e nas aplicações dos itens, conforme análise da Sintonia.

(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); 1. Ato de Talarico:
Quando o envolvido tenta induzir a companheira de outro e não é correspondido, usa de meios como, mensagens, ligações, ou gestos.
Punição: exclusão sem retorno, fica a cobrança a critério do prejudicado e é analisado pela Sintonia.

2. Ato de Esperteza:
Quando usa de má fé ou abusa da confiança depositada, se parece com ratinagem, muda que o prejudicado confia e acaba sendo lesado.
Punição: exclusão sem retorno, cobrança a ser analisada.

3. Ato de malandrismo:
É caracterizado quando usa de pressão psicológica, força física para subtrair algo de alguém, ou quando usa de força ou poder para agredir fisicamente ou verbalmente.
Punição: exclusão e cobrança dentro da Disciplina do Comando, analisada pela Sintonia.

4. Atitude isolada:
Fica caracterizada quando um integrante ou companheiro age sem buscar a Sintonia ou responsável pela quebrada, sendo agressão, morto, ou algo que venha a prejudicar alguém ou denegrir a imagem do Comando.
Punição: 90 quando de natureza leve ou cobrança com análise da Sintonia.

5. Abandono:
Fica caracterizado quando o integrante falta com Sintonia, deixa de cumprir seus compromissos, desaparece sem deixar algum tipo de vínculo com a organização, continua praticando crimes se estruturando, e não faz valer os compromissos assumidos.
Punição: Exclusão e a cobrança fica a critério da Sintonia.

(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); 6. Abandono de responsa:
Quando fecha em uma responsa e deixa de cumpri-la sem motivos (fora do ar, transferências, saúde, etc…). A Sintonia deve analisar todos que serão cadastrados para evitar esses tipos de situações.
Punição: De 90 dias à exclusão (depende da gravidade analisada pela Sintonia).

7. Calúnia:
Fica caracterizado quando levanta algo de alguém e não prova. Caso seja colocado para provar e não que ele não prove é caracterizado calúnia. Obs: Em caso de ser colocado um prazo e ao final desse não levantar as provas necessárias é excluído! Se tentar provar após esse período e não provar, a cobrança será a altura.
Punição: exclusão, cobrança do prejudicado, analisado pela Sintonia.

8. Caguetagem:
Fica caracterizado quando são exibidas provas concretas ou reconhecimento do envolvido. A sintonia deve analisar todos os ângulos, porque se trata de uma situação muito delicada.
Punição: Exclusão, cobrança a critério do prejudicado.

9. Chantagem:
Fica caracterizado quando uma pessoa descobre algo de outra e usa isso para se beneficiar, ou passe para Sintonia, algo que ele esteja envolvido. Dentro da organização é considerado grave.
Punição: exclusão e fica a análise da Sintonia.

10. Condução de prazo:
Condução ocorre quando se extrapola todas as tentativas de acordo, se for conduzido 2 vezes é punido com 90 dias, na terceira é excluído. Companheiro após o terceiro prazo, fica sem o direito de comprar no prazo. E caso o credor vender, o credor não se beneficia dos trâmites do Comando. Se irmão vencer o prazo é excluído e conduzido no prado de companheiro de 20 dias, após isso a cobrança é pedida pelo prejudicado e analisado pela Sintonia. OBS: o prazo para companheiro é de 20 dias.

(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); 11. Cobrança:
A cobrança disciplinar é aplicada após análise e o OK do Resumo, de se verificado se toma remédio controlado, se tem cirurgia no corpo, se tem parente no crime, e se já foi cobrado alguma vez. A prioridade é que o prejudicado cobre, aí se ele tiver alguém próximo que se responsabilize em cobrar, a responsabilidade é toda dele. Quando envolve a organização a Disciplina da quebrada é responsável pela cobrança.

12. Despreparo:
Fica constatado quando o integrante não consegue desenvolver dentro da organização os compromissos e passa não ser visto como bom exemplo, mesmo que ele não denigra a imagem da organização.
Punição: Até 90 dias de batismo é anulado, após isso, é excluído e deve ser buscado entendimento com os padrinhos, mesmo se foi fortalecimento.

13. Decreto:
Para confirmar um decreto a Sintonia tem que analisar com cautela, por se tratar de uma situação de vida. Tem situações que é claro o decreto, como traição, abandono as demais situações como mão na cumbuca, caguetagem e estupros, a Sintonia analisa num contexto geral. Quando um decretado chegar em uma quebrada nossa tem que ser cobrado de bate pronto.

14. Descumprimento da palavra:
Fica caracterizado quando deixa de cumprir com algum acordo feito perante a sintonia ou demais irmãos, em caso onde é fechado de não usar drogas ou algo prejudicial ao seu desenvolvimento na organização, a Sintonia se coloca como prejudicado, em caso de acordo feito para não ir ao prazo ou para sair do prazo, se o acordo não for cumprido o credor é responsável de levar à Sintonia.
Punição: Exclusão

15. Desrespeito:
Fica caracterizado quando ofende ou se altera perante a outra parte, não pode ser confundido com agressão verbal.
Punição: De 90 dias de suspensão à exclusão, a critério do prejudicado.

(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); 16. Desrespeito à Sintonia:
Fica caracterizado quando em uma condução, se altera, desliga o aparelho, ignora ou ofende outra parte perante a Sintonia.
Punição: de 90 dias à exclusão.

17. Extorsão:
Fica detectado, quando usa algo que se refere a outra pessoa para subtrair dinheiro, drogas, ou favores. Não pode ser confundido com chantagem, em caso de ameaças para subtrair algo, no sistema a Sintonia se posiciona em cima do Estatuto onde nossa organização não admite.
Punição: Exclusão sem retorno, cobrança a critério da Sintonia.

18. Falta de visão:
É caracterizado quando não visiona que sua atitude possa vir trazer algo prejudicial a outros ou até mesmo para a organização. Pode ser caracterizada em opiniões dadas oficialmente tem reuniões desde que seja em uma situação extremamente delicada.

19. Falta de transparência:
Fica caracterizado quando deixa de passar algo para a Sintonia, pode ser caracterizado na hora do batismo em cima das perguntas da Sintonia do Livro Branco, a falta de transparência supre a omissão se for perguntado e ele não passar, agrava a situação.
Punição: exclusão. Suspensão de 90 dias só em caso muito relevante que a Sintonia não ver necessidade de punição maior.

20. Fraqueza:
É caracterizado quando pede para sair da organização, quando recebe uma determinação ou certa missão.
Punição: Exclusão, o retorno após os 2 anos tem que ser analisado pela Sintonia e depende extremamente do dia a dia do envolvido.

(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); 21. Falta de interesse:
É caracterizado, quando não demonstra mais nenhum interesse pela organização, não participa dos trabalhos ou projetos da família, não busca conhecimento ou entendimento do dia a dia da organização.
Punição: Exclusão.

22. Falta de compromisso:
É caracterizado quando deixa de se comprometer com nossa causa e com a organização.
Punição: exclusão.

23. Falta de acompanhamento:
É caracterizado quando passa uma hierarquia abaixo, uma determinação e não acompanha o andamento, o que leva a atrasar ou não acontecer o que lhe foi determinado.
Punição: de 90 dias à exclusão, com análise da Sintonia.

24. Falta de comunicação:
É caracterizado quando deixa de comunicar algo que aconteceu ou que irá fazer, ao quadro ou hierarquia acima ou a sintonia responsável.
Punição: De 90 dias de suspensão à exclusão.

25. Falta de atenção:
É caracterizado quando deixa de dar atenção aos seus afazeres e ocorre um atraso ou não ocorre da forma correta, pelo fato de não ser dado total atenção.
Punição: exclusão

(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); 26. Falta de sintonia:
É caracterizado quando deixa de cumprir com seu compromisso e encostar na sintonia, e não presta conta para sua regional, e alguém sabe dizer aonde está se não tiver paradeiro é considerado abandono.
Punição: Exclusão.

27. Homossexualismo:
é caracterizado quando mantém relação ou atos obscenos com pessoas do mesmo sexo.
Punição: Exclusão sem retorno.

28. Induzir a erro:
É caracterizado quando simula ou forja provas ao forçar a Sintonia acreditar em algo que não é a realidade do ocorrido.
Punição: exclusão com análise da Sintonia.

29. Largatiage:
É caracterizado quando cobra para segurar flagrantes de outros, drogas, celulares, ou ferramentas que não sejam suas. Fica claro que aquele que segurar flagrantes dos outros, e estiver usufruindo da situação, vai cair a responsabilidade para o mesmo.
Punição: exclusão.

30. Má condução:
É caracterizado quando não conduz com cautela e vem acarretar problemas para si ou para a organização. Se houver atraso ou não vier acontecer o que a hierarquia acima pede para o condutor.
Punição: de 90 a exclusão, com análise da Sintonia.

(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); 31. Mão na cumbuca:
É caracterizado quando rouba algo da organização, dinheiro,, drogas, armas, etc… Trata de uma situação grave.
Punição: exclusão e morte, depende da situação com análise da Sintonia.

32. Manobra:
É caracterizado quando desvia de um fim para outro, quando usa e depois retorna, deve ser analisado todos os ângulos ainda mais quando tem terceiros.
Punição: exclusão e cobrança a análise da Sintonia.

33. Mau exemplo:
Fica caracterizado quando o integrante foge do que rege a nossa disciplina, não passando uma imagem nítida da organização, quando se coloca como faccionário diante da massa, desrespeitando e agindo totalmente oposto ao que é pregado pela facção.
Punição: exclusão e fica sendo analisado pela irmandade local e pela Sintonia.

34. Mentira:
Fica caracterizado quando inventa algo para se beneficiar ou prejudicar a condução.
Punição: exclusão e se não prejudicar ninguém é cabível retorno após 2 anos ou a critério do prejudicado.

35. Oportunismo:
Se caracteriza quando usa algo já ocorrido para justificar um ato seu, ou para tentar prejudicar outros.
Punição: Exclusão sem retorno.

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Se caracteriza quando se pratica sexo com pessoas do mesmo sexo, difere do homossexualismo porque o praticante é ativo somente e não passivo.
Punição: Exclusão e é cabível cobrança com análise da sintonia.

37. Prazo para provar:
É conduzido quando uma parte é acusada de algo e toma iniciativa de conduzir, o irmão é de 15 dias e companheiro é de 20 dias, após o vencimento se não for provado se caracteriza calúnia.
Punição: Exclusão e se o conduzido pedir cobrança fica a análise da sintonia.

38. Prazo vencido:
Após a data, se o credor der continuidade é conduzido a exclusão e é conduzido ao prazo de companheiro, se não houver acordo a cobrança fica a critério do credor e é analisado pela Sintonia.

39. Ratinagem:
Fica caracterizado quando pega algo de outros sem a permissão, no mocó ou em local que o dono deixou, não pode ser confundido no ato de esperteza.
Punição: exclusão sem retorno cobrança a pedido pelo prejudicado e analisado pela Sintonia.

40. Superfaturamento:
Se caracteriza quando em um corre o envolvido acrescenta valores para se beneficiar, não é o caso de negociações de corres particulares onde cada um obtêm seu lucro.
Exemplo do item: É quando a pessoa pega a mercadoria ou objeto e agrega valor para revender, se o corre for de outra pessoa. E outro pega para repassar para frente e aumenta o valor. Lembrando que cada um tem seu corre e tem direito de obter lucro, a Sintonia analisa se tem má fé.
Punição: exclusão.

(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); 41. Talaricagem:
Se caracteriza quando se relaciona com mulher casada, sabendo que ela é comprometida. Deve se analisar se o envolvido não foi ludibriado pela outra parte. Se souber que é casada e insistir em ficar com ela, fica clara a má intenção.
Punição: exclusão e cobrança para as duas partes, a critério do prejudicado.

42. Traição:
Caracterizado quando um integrante da organização leva informações para outras facções ou para a polícia, quando sai do PCC para se integrar a outro grupo. Quando é lhe confiável uma responsabilidade e usa isso para prejudicar a organização ou outros. E quando causa divisão.
Punição: exclusão e morte.

43. Uso abusivo de drogas:
Se caracteriza no efeito da droga ou álcool. É um mau exemplo pois se prejudica, fica paranoico, agressivo, e até mesmo tendo que ser medicado devido ao abuso.
Punição: 90 dias se o mesmo se comprometer a mudar, a exclusão depende da situação.

44. Uso de droga não permitida:
Caracteriza-se quando faz uso do crack ou óxi, que a organização não permite. Em alguns estados foi solto um comunicado em cima do roupinol (comprimido e álcool) o que pode ser também punido.
Punição: no caso do crack e óxi: exclusão de início sem retorno. No caso do roupinol: de 90 a exclusão depende da situação. Deve ser bem analisado pela Sintonia.

45. Punição por afilhado:
Quando o afilhado é batizado no salve, e se for excluído por dívida particular, o padrinho fica um ano sem batizar, se for dívida com o Comando o padrinho toma 90 dias.

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Estatuto do Primeiro Comando da Capital PCC 1533.

Revisto e atualizado em 2017.

A Sintonia Final comunica a todos os irmãos que foram feitas algumas mudanças necessárias em nosso Estatuto. O PCC foi fundado em 1993. Comemoramos esta data no dia 31 de agosto de todos os anos, mas 24 anos se passaram e enfrentamos várias guerras, falsos criminosos foram desmascarados, sofremos duros golpes, fomos traídos inúmeras vezes, perdemos vários irmãos, mas graças a nossa união conseguimos superar todos os obstáculos e continuamos crescendo.

Nós revolucionamos o crime impondo respeito através da nossa união e força que o certo prevalece acima de tudo com a nossa justiça, nós formamos a lei do crime e que todos nós respeitamos e acatamos por confiar na nossa justiça.

Nossa responsabilidade se torna cada vez maior porque somos exemplos a ser seguido.

Os tempos mudaram e se fez necessário adequar o Estatuto à realidade em que vivemos hoje, mas não mudaremos de forma alguma nossos princípios básicos e nossas diretrizes, mantendo características que são nosso lema PAZ, JUSTIÇA, LIBERDADE, IGUALDADE e UNIÃO acima de tudo ao Comando.

Que o novo Estatuto faça juz a cara que o Comando tem hoje e com o apoio e união de todos almejamos crescer cada vez mais, fortalecendo a ajuda aos que necessitam.
Agradecemos todos os irmãos que se dedicam pela nossa causa e qualquer dúvida procure a Sintonia para que possíveis dúvidas sejam esclarecidas.

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1 Item:
Todos os integrantes devem lealdade e respeito ao Primeiro Comando da Capital, devem tratar todos com respeito, dando bons exemplos a ser seguidos pela massa, acima de tudo ser justo e imparcial.

2 Item:
Lutar sempre pela PAZ, JUSTIÇA, LIBERDADE, IGUALDADE e UNIÃO, visando sempre o crescimento da organização, respeitando sempre a ética do crime.

3 Item:
Todos os integrantes do Comando tem por direito expressar sua opinião e tem o dever de respeitar a opinião de todos. Sabendo que dentro da organização existe uma hierarquia e uma disciplina a ser seguida e respeitada. Aquele integrantes que vier a causar divisão dentro do Comando, desrespeitando esses critérios, será excluído e decretado.

4 Item:
Aquele integrante que for para rua tem a obrigação de manter o contato com a Sintonia da sua quebrada ou da quebrada que o mesmo estiver. Estar sempre a disposição do Comando, a Organização necessita do empenho e união de todos os integrantes. Deixamos claro que não somos sócios de um clube e sim integrantes de uma Organização Criminosa, que luta contra as opressões e injustiças que surgem no dia a dia e tenta nos afetar. Sendo assim, o Comando não admite acomodações e fraquezas.

5 Item:
Todos os integrantes que estiver na rua, tem a mesma obrigação, sendo ele estruturado ou não, porém os estruturados tem condição de se dedicar ao Comando e quando possível participar de projetos que venham a criar soluções desamparo social e financeiro para apoiar os integrantes desamparados.

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6 Item:
O comando não admite entre seus integrantes, estupradores, pedófilos, caguetas, aqueles que extorquem, invejam, e caluniam, e os que não respeitam a ética do crime.

7 Item:
É dever de todos os integrantes da facção colaborar e participar dos “progressos“ do comando, seja ele qual for, pois os resultados desse trabalhos são integrados em pagamentos de despesas com defensores, advogados, ajuda para trancas, cesta básica, ajuda financeira para os familiares que perderam a vida em prol a nossa causa, transporte para cadeirantes, ou auxílio para doentes com custo de remédio, cirurgia e atendimentos médicos particulares, principalmente na estruturas da luta contra os nossos inimigos, entre várias situações que fortalecem a nossa causa ou seja o crime fortalece o crime, essa é a nossa ideologia.

8 Item:
Os integrantes que estiverem na rua e passando por algum tipo de dificuldade, poderão procurar a Sintonia para que o Comando possa ajuda-lo ir para o corre, deixando claro que o intuito da organização e fortalecer todos os seus integrantes, para que cada um tenha Condições de se empenhar também no progresso do Comando e assim nossos objetivos serem atingidos com total êxito.

9 Item:
Todos os integrantes devem ter a certeza absoluta que querem fazer parte do Comando, pois aquele que usufrui dos benefícios que o Comando conquistou e pedir pra sair pelo fato da sua liberdade estar próxima ou até mesmo aquele que sair para a rua e demonstrar desinteresse por nossa causa, serão avaliados e se constatado que o mesmo agiu de oportunismo o mesmo poderá ser visto como traidor, tendo atitude covarde e o preço da traição é a morte.

10 Item:
Deixamos claro que a Sintonia Final é uma fase da hierarquia do Comando composta por integrantes que tenham sido indicados e aprovados pelos irmãos que fazem parte da Sintonia Final do Comando. Existem várias Sintonias, sendo a Sintonia Final a última instância. O objetivos da Sintonia Final é lutar pelos nossos ideais e pelo crescimento da nossa Organização.

O que falamos neste site sobre Paz, Justiça, e Liberdade → ۞

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11 Item:
Toda missão destinada deve ser concluída. Será feita uma avaliação da capacidade de cada integrante indicado pela Sintonia, e aquele que for selecionado e aprovado tem capacidade de cumprir uma missão, e tem o dever de arcar com as despesas financeira, mas quando for possível todos os gastos ficarão sob a responsabilidade do Comando. Essas missões incluem principalmente ações de resgate e outras operações restritas ao Comando. Todos aqueles que vierem a ser resgatados, terão a obrigação de resgatar outro irmão, aquele irmão que falhar na missão por fraqueza, deslealdade, será excluído e o caso será avaliado pela sintonia, no caso de vazar as idéias poderá ser caracterizado como traição e a cobrança será a morte.

12 Item:
O Comando não tem limite territorial, todos os integrantes que forem batizados são componentes do Primeiro Comando da Capital, independente da cidade, estado ou país, todos devem seguir a nossa disciplina e hierarquia do nosso Estatuto.

13 Item:
O Comando não tem nenhuma coligação com nenhuma outra facção, vivemos em harmonia com facções de outros estados, quando algum integrante de outra facção chegar em alguma cadeia nossa o mesmo será tratado com respeito e terá o apoio necessário, porém queremos o mesmo tratamento quando o integrante do Comando chegar preso em outro estado em cadeias de outras facções e se algum integrante de outra facção de outro estado desrespeitar a nossa disciplina em nossa cadeia vamos procurar a Sintonia responsável pelo mesmo e juntos procurarmos a solução e se ocorrer de um irmão nosso estar desrespeitando, a busca da solução será da mesma forma. Deixamos bem claro que isso se trata de facções de outro estado que seja amiga do Comando.

14 Item:
Todos os integrantes serão tratados com igualdade, sendo que a nossa luta é constante e permanente, seus méritos e atitudes serão avaliadas dando prioridade para aquele que merece, esclarecendo que méritos não é sinônimo de acomodações e impunidade diante da nossa luta, tratando com igualdade para os iguais e desigualdade para os desiguais.

15 Item:
Os ideais do Comando estão acima dos conflitos pessoais, no entanto o Comando será solidário com aquele integrante que esteja certo e em desvantagem para resolver os seus problemas pessoais, o apoio será prestado, a causa será prestado, a causa será aprovada, após a avaliação direta da Sintonia.

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16 Item:
É inadmissível usar o Comando para ter benefício próprio. Se algum integrante vier a subfaturar algo para ganhar dinheiro em cima do Comando, agindo com esperteza em benefício próprio, será analisado pela Sintonia e após ser comprovado os superfaturamento o mesmo será excluído e decretado. Nenhum integrante poderá usufruir do contato do Comando para transações comerciais ou particulares sem o conhecimento da Sintonia, os irmãos que investir o capital em mercadoria ou ferramentas para negociar, podem fazer negócio com a Família e obterem seu lucro desde que não seja abusivos, pois todo o fruto desse trabalho é destinado aos necessitados em prol a nossa ideologia.

17 Item:
O integrante que vier a sair da Organização e fazer parte de outra facção caguetando algo relacionado ao Comando será decretado e aquele que vier a mexer com a nossa família terá a sua família exterminada. O Comando nunca mexeu com a família de ninguém e tais não terão paz. Ninguém é obrigado a permanecer no Comando, mas o Comando não vai ser tirado por ninguém.

18 Item:
Todos os integrantes tem o dever de agir com severidade em cima de opressões, assassinatos e covardias realizados por Policiais Militares e contra a máquina opressora, extermínios de vidas, extorsões que forem comprovadas, se estiver ocorrendo na rua ou nas cadeias por parte dos nossos inimigos, daremos uma resposta a altura do crime. Se alguma vida for tirada com esses mecanismos pelos nossos inimigos, os integrantes do Comando que estiverem cadastrados na quebrada do ocorrido deverão se unir e dar o mesmo tratamento que eles merecem, vida se paga com vida e sangue se paga com sangue.
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Cartilha do Primeiro Comando da Capital PCC 1533.

PROCEDIMENTO PARA A LEITURA NOS GRUPOS.

Inicialmente o “sintonia” que for transmitir para os “irmãos” e “companheiros” deve com respeito lembrar a todos que só com a conscientização é possível alcançar a PAZ, mesmo que dentro das muralhas, dos difíceis ambientes e situações que os soldados da facção e suas famílias estejam.

Antes de começar a leitura deve lembrar que as famílias daqueles que estão privados de liberdade devem ser apresentados a Cartilha, para que tenham consciência e apoiem a luta, que a vida no recluso é penosa, e para superar esse momento os familiares devem estar ao lado com consciência, só assim os presos poderão

O “sintonia” deve lembrar que cada um deve ler, analisar, e discutir a Cartilha, para que haja uma constante evolução do entendimento e a disseminação aconteça dentro e fora de cada unidade prisional em todos os estados brasileiros e nos países onde a facção esteja presente.

CARTILHA DE CONSCIENTIZAÇÃO, UNIÃO, E FAMÍLIA.
Para uma Geração Consciente

O que buscamos para um melhor sistema carcerário não são regalias e sim inovações, mudanças e direitos como preso. Embora seja extremamente longa, árdua e difícil a estrada que nos conduz a esta realidade não se pode mas adiar os fatos dessa caminhada.

O primeiro passo tem início na conscientização de nossos familiares que sofrem com as injustiças desigualdade, descasos do abandono em que vivemos. Unidos lutaremos pelo cumprimento da justiça e de nossos direitos, mas para isso será precisamos estar unidos e mobilizados pela construção de uma novo amanhã.

Essa é a evolução para uma geração consciente, aperfeiçoando nossas deficiências, suprindo a carência do conhecimento, nos apoiando maciçamente na família 15.3.3 e na nossa família de sangue. Assim superamos nossas dificuldades e conquistamos o que é nosso por direito.

Nem mesmos as armas nucleares podem trazer uma PAZ sólida e duradoura sem que a humanidade enfrente as injustiças sociais. Onde houver dominação, haverá sempre luta pela libertação e pelo fim da opressão. Onde houver violações dos direitos haverá sempre combate e resistência em nome da IGUALDADE, por isso a dificuldade em se manter uma PAZ sólida e duradoura.

Por isso nossa luta consciente, nosso lema é PAZ, JUSTIÇA, LIBERDADE, IGUALDADE, e UNIÃO.

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CARTILHA DE CONSCIENTIZAÇÃO, UNIÃO, E FAMÍLIA
Original revisto e corrigido 2017.

Tudo começou no cárcere no ano de 1992 com o fato mas bárbaro, cruel, e covarde: o massacre de 111 detentos no Carandiru, por Policiais Militares a mando de governo e da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

PAZ

Lembrar e analisar o antes e o agora basta para sabermos o sentido dessa paz:

Antes ao chegar na prisão, fora as injustiças sofrida pela “Justiça”, o preso tinha que lutar dia a dia pela sua própria vida e moral arriscando-se a matar ou morrer a todo instante. Hoje através da PAZ no cárcere, as facas se tranformaram em ganchos para a fuga, o craque foi expressamente proibido nas prisões, os presos malandrões que cometiam assaltos, extorsões, estupros, e conflitos foram assinados, mandados para cadeias de seguros, ou estão fora do alcance do crime que corre em favor do certo pelo certo.

Essa foi uma das nossas primeiras evoluções no crime em prol a todos, por isso à importância da PAZ e o seu significado no Sistema Penitenciário.

JUSTIÇA

Justiça é o combate na luta pelos nossos direitos, pelo nosso respeito, por tudo que no crime é justo e certo. Lutar pela Justiça, é empenhar-se na conquista dos nossos espaços, respeitando para sermos respeitados. Sempre conscientes no aprendizado, no desenvolvimento, e no amadurecimento completo: corpo, alma, e coração. Sempre visando nossa causa: a luta justa que acreditamos e que vivemos.

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LIBERDADE

Libertação dos dominadores,dos exploradores, e das injustiças. Liberdade pela porta da frente ou pelas dos fundos, e o nosso principal objetivo é o que todos nós dentro de um cárcere almejamos dia e noite, ganhar a liberdade e estando na rua lutaremos para não perdê-la.

UNIÃO

Já existe e seria muito mais espontânea se as antigas diretrizes visassem o idealismo da causa em prol a todos para condições de dias melhores, mas em vez disso o que eles queriam era se aproveitar de sua lealdade por dinheiro para uso próprio, essa ganância e egoísmo só poderiam levar a um caminho, o da divisão de pensamentos e atitudes, como não poderia ser diferente ou de outra forma, o certo vence e prevalece, e foi a primeira parte dessa divisão, que a família criou, e a nossa principal evolução para o crime em geral implantando também como lema a palavra.

IGUALDADE

É o significado consolidado e espontâneo dessa União que temos hoje já conquistado significa o trabalho de todos. A Família funcionando como uma engrenagem rotativa de ajuda e assistência à todos, de amparo para presos e familiares, e um conhecimento pela luta e pelo crime certo e justo, e é essa Igualdade que de forma extraordinária nos trouxe essa UNIÃO que tanto nos fortalece para sobrevivência e superação.

Igualdade também significa a valorização da vida humana no cárcere porque foi através dela que foi conquistado o direito de falar e ouvir a verdade, o errado e a mentira e mesmo assim para que uma vida seja tirada só por motivos de naturezas graves, como traição ou pilantragem.

Por tudo isso o lema do Primeiro Comando da Capital é Paz, Justiça, Liberdade, Igualdade, e União – PJLIU.

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PERSISTIR E RESISTIR

Não temos tempo para lamentações e pensamentos negativos, estes só servem para enfraquecer nosso espírito, temos que persistir e acreditar com determinação e coragem, por que nossa luta é justa e temos que seguir em frente.

Os momentos mais difíceis não são para lamentar, pelo contrário são para fortalecer, para superar, e por isso persistam e resistam com força, com coragem, com dignidade, com hombridade e com consciência. Lembrando que a luta é por todos. O preso que agir de forma contrária a essa luta não pode ser considerado um guerreiro, ou ele se auto corrige respeitando a todos com a verdade e a coragem ou encontrará sua própria ruína.

Sem preparação a superioridade não é realmente superioridade, sendo assim não haveria iniciativa própria e nem criatividade no momento de crise. O conhecimento poderá vencer com ações inteligentes e atitudes inesperadas, surpreendendo o inimigo e o vencendo, e por isso a importância da preparação, e da conscientização.

Um exército sem cultura é um exército de ignorantes e não poderá vencer o inimigo, e nada é mais importante que a compreensão, o apoio, e a lealdade que motiva em todas as circunstâncias, sejam elas boas ou ruins, fáceis ou quase insuperáveis. Com essas atitudes estaremos sempre nos fortalecendo, mas que essas atitudes sejam espontâneas, um por todos e todos por um.

OBJETIVOS E METAS

A luta pelos direitos de cidadania abrangerá todo o país ou seja será uma luta que se iniciará em São Paulo que contará com todo o sistema prisional de todos os estados, mas para chegarmos a este ponto, temos que mover toda uma preparação primeiro, por hora lutamos é pela dignidade, respeito e direitos do preso e por um sistema humanizado.

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LUTA POR DIGNIDADE E RESPEITO
  • presídios sem superlotação, com trabalho que nos deem oportunidade de profissionalização, sem a exploração hoje existente;
  • cursos profissionalizantes sérios, com mais tempo e qualidade para as aula, e o reconhecimento na Secretaria de Ensino dos diplomas após a formação;
  • sistema judiciário interno e externo com acompanhamento de profissionais sérios e responsáveis para assistência ao preso e a sua família;
  • possibilidade de integração de outras pessoas além de nossos filhos, irmãos, e esposas, temos outros entes queridos que podem nos ajuda em nossa reabilitação, e reintegração a sociedade;
  • direito de comprir pena perto da nossa casa e de nossos familiares; e
  • fim dos maus tratos, degradantes, desumanos, humilhantes, e cruéis por parte de funcionários, diretores, e polícias ao fazerem as revistas.

Quando conquistarmos nossas reivindicações, acreditem, teremos maiores chances de mudar nossas vidas com dignidade e respeito. Com essas conquistas, outros descasos e abandonos também serão vencidos automaticamente. Todas essas mudanças afetam diretamente nosso futuro por quê como profissionais ao sairmos da prisão teremos como escolha caminhos que não nos levarão novamente para a criminalidade.

Dentro dos presídios com essas mudanças já começaram. A humanização já está começando ali, os estados e as autoridades são obrigados a suprirem nossas necessidades e respeitarem nossos direitos.

A criminalidade funciona como uma rotação cada vez maior, vai e vem cada vez mais rápido e com mais violência. Todos os esforços que o preso fizer para se recuperar são anulados pela injustiça, pela opressão, pelo castigos, pelos abusos, pelo descasos, pelo abandono, e pela injustiça que residem no sistema carcerário, só nos restando ao preso ao sair retornar ao mundo do crime.

Nossos familiares que de maneira igual sofrem as mesmas injustiças sociais pelo desumano sistema carcerário.  A família que está lá para nos ajudar e apoiar pois o sistema carcerário brasileiro só mata as expectativas para o futuro do preso, sofre, e esse sofrimento causa mais revolta, mais ódio, e mais violência.

Isso precisa mudar, queremos respeito pelos nossos direitos, dignidade como seres humanos, e chance de crescimento, conseguindo maliciosamente aprender o que não compreendemos, conseguiremos destruir o mundo velho e construir um mundo novo, com aperfeiçoamento e consciência para se tornar um sistema carcerário humanizado.

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AUTORIDADES OMISSAS

Os políticos que promovem candidaturas baseando seu discurso no combate ao crime e só constroem presídios como depósitos de homens, mentindo para a sociedade, dizendo que estão acabando com a criminalidade e resolvendo o problema de superlotação. Mentem descaradamente: os governos dos estados, as secretarias de segurança pública, as administrações penitenciárias, os serviços de inteligência da polícia e da promotoria pública,  o Denarc, e o GAECO.

Políticos que querem votos nos atacam promovendo mais injustiças e opressões dentro dos presídios, esperando nossas reações e revolta, com isso aparecem como salvadores da pátria, e sempre usando a força e a violência descontrolada dentro e fora dos presídios para acabar com a revolta que eles mesmo causaram, em seguida eles usam o poder da mídia contra nós, precisamos aprender urgentemente a lutar contra a conotação e vencer as formas de estratégias que as autoridades usam contra nós, assim os superaremos conhecendo seus métodos de agir.

Muitos braços que nos apoiam estão no Poder Judiciário, através de sua intelectualidade,da sua coerência, e da sua sensatez, tentam conter a opressão e fazer valer os direitos dos encarcerados, combatendo a superlotação dos presídios fazendo valer a justiça para os pobres e para os miseráveis, não só para para os ricos endinheirados.

Ao poder judiciários pedimos justiça e respeito aos nossos diretores, ou vocês não perceberam todas essas perseguições e injustiças que estamos sofrendo? Esse recado tem que ser dado dentro um poder judiciário.

Muitos exploram o trabalho do detento se aproveitando de mão de obra barata. Precisamos de instrumentos de trabalho para nossa profissionalização de maneira responsável e eficiente. Um preso fica décadas dentro do Sistema Carcerário e quando ele sai não tem nem uma profissão, não tem nem um estudo, nao tem nada, como vai competir no mercado de trabalho?

As portas se fecham para aquele de deixa o sistema, o que nos resta é o crime novamente, isso tem que mudar. Temos que exigir condições de trabalho e crescimento humano melhor, se for preciso lutar por essas mudanças, acreditem a luta será justa e valiosa não se lamentem, resistam e persistam.

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AQUELES QUE NOS PREJUDICAM

Esses são os opressores que mentem e exploram através da mídia, provocam e perseguem a nós e nossas famílias, são essas pessoas que tem o poder para mudar o sistema carcerário falido e desumano, mas não fazem nada por ganância e interesses pessoais pois lucram com a violência seja por poder, ou por dinheiro:

  • Secretarias de Administração Penitenciária,
  • a Secretarias de Segurança Pública,
  • os governadores dos estado,
  • o ministério público,
  • o poder judiciário,
  • os executivos da empresas que exploram nosso serviço, e as
  • as direções dos presídios.

São eles os maiores responsáveis pelo aumento da criminalidade, que com suas mentiras e articulações levaram o sistema carcerário e a segurança pública ao caos que vivemos hoje.

Clareza aos nossos objetivo, que as metas ativem a consciência de todos, não queremos regalias mas sim um sistema humanizado para um futuro melhor para toda a sociedade, pois nossas famílias, nossos filhos, assim como as famílias e filhos de todos aqueles que estão fora dos muros depende do respeito aos nossos direitos.

Mas o nosso sacrifícios é pela consciência da nossa luta, e que tem o significado de tudo por que lutamos e acreditamos que esse significado é pela mais bela prova de amor, a liberdade, coragem e crença pela luta.

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MINIMIZANDO AS PERDAS

Aposte e acredite no aperfeiçoamento e na conscientização para diminuir as perDas nas lutas, para vencer procurem estudar, procurem conhecimento e principalmente procurem aprender essa nova mudança, essa nova era.

Acompanhem as trocas dos cargos políticos: quem sao são essas autoridades, governos, secretários de segurança, administração penitenciário. Fiquem sempre atentos a política deles pois são essas pessoas as diretamente responsáveis pelo sistema penitenciário. Exponham nossas dificuldades e com isso conquistaremos nossos direitos como presos usando as mesmas armas que eles usam contra nós.

A propaganda, a divulgação, a mídia vamos maciçamente nos expressar à sociedade, mostrar esse lado esquecido, em cenário de tantas injustiças e violência.

DIVULGAÇÃO PARA UM MUNDO MELHOR

Através desta união que já é conquistada a arma mais poderosa e a que temos é através de nossos familiares, juntamente com a conscientização nos tornamos mais forte, ainda que a longo prazo afirmo, que conseguimos tudo que pretendemos e almejamos, vamos maciçamente nos juntarmos com nossos familiares buscando de todas as formas mostrar para a sociedade os motivos que lutamos e o porquê da nossa luta, o que queremos, e só assim vamos conseguir o apoio e simpatia da sociedade que muito nos interessa e nos importa.

Precisamos fazê-los entender que não somos os monstros que a mídia divulga propositalmente, deixar todos cientes que somos usados e o que pretendemos conquistar somente nossos direitos e sermos tratados como seres humanos por isso precisamos compreender também que para essa propaganda e divulgação surtirem efeitos, temos que nos unir para que a sociedade entenda nossos motivos e nos apoiem, cobrando das autoridades e do governo procedências e o fim desse sistema carcerário falido e apreensivo.

Vamos acompanhar as TVs educativas, informativas, culturais e os debates. Conseguiremos vários nomes e endereços, a família pode ajudar também para que possamos enviar cartas com textos explicativos, nossos motivos o que queremos contar conscientes, e só seguir essa cartilha como base, à partir disso a criatividade é infinita, mas seguindo uma linha de mensagens positivas.

Que nossas cartas sejam divulgadas pelas visitas e pela sociedade, podemos também escrever para vários personalidades, artistas, escritores, jornalistas, jogadores, médicos, sociólogo, psicólogos, empresários, em faculdades, escolas, órgãos internacionais, consulados, embaixadas de países democráticos, mas tudo isso será feito com democracia determinações e consciência de nossas necessidades e para que nossas mensagens e cartas sejam aceitas, e entendidas.

Temos que enviar cartas contando exemplos para conseguirmos espaço nos rádios, e nas emissoras de televisão. Cada um dos órgãos possíveis, OAB, pastoral carcerária, ONU, direitos humanos, e a cúpula que pertence ao “MV Bill”.

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TEREMOS GRANDES CHANCES DE MUDAR ESSA HISTÓRIA.

Os sindicato dos agentes penitenciários, dos empregados no comércio, nos serviços, e nas indústrias também poderão ser conscientizados de nossa luta, que não é contra a sociedade e sim contra o sistema que oprime a eles tanto quanto oprime a nós mesmos.

Nossos familiares devem se portar com coerência e personalidade, não podem manchar nossa imagem ao mesmo tempo que tem que se expor ao máximo, todos os dias e em todos os lugares. Nosso lugar não é nas sombras escondidos da sociedade, mas ao lado dela.

Todos os meios de divulgação devem ser aproveitados: texto por manifesto, faixas escritas, redes sociais, mas nunca se esqueçam que as mensagens tem q ser educativos, mostrando o que a cartilha está ensinando temos q mostrar para a sociedade os problemas que vivemos

PLANTANDO UM NOVO FUTURO

Seguindo esta carta informativa e educativa vamos refletir e analisar, o que conseguimos através dessa nossa luta, e se nos unirmos nesse propósito tivermos bons resultados, nos jornais escritos e revistas como conscientização de um sistema humanizado, e que respeitem nossos direitos como presos, nos dando oportunidade de crescimento humano, teremos uma história linda e merecida, porque com essas renovações e mudanças, podemos de uma forma consciente escolher outros caminhos para nossas vidas e seremos felizes juntamente com nossos familiares, após a conquista do sistema humanizado continua a luta por cidadania.

Analisem e reflitam nessas duas pequenas palavras: PERSISTIR e RESISTIR.

Nelas se encontram a grandeza da nossa luta e a importância de vencermos, mesmo que sejam sacrifícios, resistir e lutar com coragem, lealdade e determinação, união e consciência.

Que a partir dessa nova era, busquem mais conhecimento e aprendizado, compreensão para entender os nossos problemas, principalmente para superá-los, lutando todos de forma igual consciente e responsável.

OUSAR, LUTAR E VENCER.
Conscientização união e família.
UNIDOS VENCEREMOS – população carcerária do país.
PRIMEIRO COMANDO DA CAPITAL – PCC 15.3.3.

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Guidebook of First Command of the Capital PCC.

The Guidebook of the First Command of the Capital is mandatory for all those who have an interest in the faction, regardless of the level in which it is within the group or if it is outside the system if it belongs to the blood family of those who are inside the walls.

He runs the system through Whatsapp, messages, and is read in courtyards, cells, and meetings as a motivational program for group unity and to demonstrate that the First Command is the legitimate representative of resistance to an oppressive system that prevents insertion of the poorest.

The guidebook explains in detail how the organization works, and how its members should think and act. The Statute and the hornbook are two separate documents. The first is the Code of Right of the PCC, the second is the anti- discourse against an oppressive system and aims to explain and legitimize for its members and for society both the existence of the organization and its acts.

This document was studied by some professionals but I leave here for those who have interest the link of the work of the Postgraduate Program in Social Anthropology of the Federal University of São Carlos: “Ethnography in the Movement: Territory, Hierarchy, and Law in the PCC” de Karina Biondi.

As is to be expected in an oral culture, there are numerous variations, and with each new discovery a new universe and a new portrait of reality is presented, as shown in the hornbook found in Licorice and published in its entirety by the North Tribune .

The version that I present here is the magazine and updated in 2017 and circulates in groups of Whatsaap is a variation of the one divulged by the “general attunement of Mato Grosso do Sul”.

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PROCEDURE FOR READING IN GROUPS.

Initially, the “attunement” that is to be transmitted to the “brothers” and “companions” should respectfully remind everyone that it is only through awareness that PEACE can be achieved, even within the walls, of the difficult environments and situations that faction soldiers And their families are.

Before beginning to read, you must remember that the families of those who are deprived of liberty must be presented to the hornbook, so that they are aware and support the struggle, that life in the prisoner is painful, and to overcome this moment the relatives should be next With conscience, only then will prisoners be able to

The “tuning” must remember that each one must read, analyze, and discuss the hornbook, so that there is a constant evolution of the understanding and the dissemination happens inside and outside each prison unit in all the Brazilian states and in the countries where the faction is presented.

CONSCIENTIZATION, UNION, AND FAMILY.
For a Conscious Generation

What we seek for a better prison system are not perks but innovations, changes and rights as prisoners. Although the road leading to this reality is extremely long, arduous and difficult, no one can postpone the facts of this journey anymore.

The first step begins in raising awareness of our families who suffer from the inequities, inequalities and abandonment in which we live. Together we will fight for the fulfillment of justice and our rights, but for this we will need to be united and mobilized for the construction of a new tomorrow.

This is the evolution for a conscious generation, perfecting our shortcomings, supplying the lack of knowledge, massively supporting us in family 15.3.3 and our family of blood. Thus we overcome our difficulties and conquer what is ours by right.

Not even nuclear weapons can bring a solid and lasting PEACE without humanity facing social injustices. Where there is domination, there will always be a struggle for liberation and an end to oppression. Where there are violations of rights there will always be combat and resistance in the name of EQUALITY, hence the difficulty in maintaining a solid and lasting PEACE.

Therefore our conscious struggle, our motto is PEACE, JUSTICE, FREEDOM, EQUALITY, and UNION.

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CONSCIENTIZATION, UNION, AND FAMILY
Original revised and corrected 2017.

It all started in prison in 1992 with the most barbarous, cruel, and cowardly act: the massacre of 111 detainees in Carandiru, by Military Police Officers under the command of the government and the Public Security Secretariat of the State of São Paulo.

PEACE

Remembering and analyzing the before and the now is enough to know the meaning of this peace:

Previously it was the injustices and oppressions to which all prisoners were subjected by the security organs and the administration of the penitentiary system; The prisoners also faced violence, abuses, cowardice, mischief on the part of other prisoners, the law of the strongest, who could cry the least, rapes, robberies, extortions, unexplained deaths, beatings, and wars between gangs. Most of these abuses, conflicts and cowardice were generated as a result of drugs, the crack, but mainly because of ignorance and lack of awareness of the fight.

Before arriving in prison, apart from the injustices suffered by “Justice”, the prisoner had to fight day by day for his own life and moral risking to kill or to die at any moment. Today through PEACE in jail, the knives were transformed into hooks for the escape, the crack was expressly forbidden in the prisons, the big tricksters prisoners who committed assaults, extortions, rapes, and conflicts were signed, sent to chains of insurance, or they are out Of the reach of the crime that runs in favor of right for sure.

This was one of our first developments in crime for all, and therefore the importance of PEACE and its significance in the Penitentiary System.

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JUSTICE

Justice is the fight in the fight for our rights, for our respect, for everything that in the crime is just and right. To fight for justice, is to commit ourselves to the conquest of our spaces, respecting to be respected. Always conscious in learning, in development, and in complete maturation: body, soul, and heart. Always aiming at our cause: the just fight that we believe and that we live.

FREEDOM

Liberation from dominators, exploiters, and injustices. Freedom from the front door or the back door, and our main goal is what we all in a prison we crave day and night, gain freedom and being on the street we will fight not to lose it.

UNITY

It already exists and would be much more spontaneous if the old guidelines aimed at idealism of the cause in favor of all for better days’ conditions, but instead what they wanted was to take advantage of their loyalty for money for their own use, this greed and selfishness could only lead to a path, the division of thoughts and attitudes, how it could not be different or otherwise, the certain wins and prevails, and was the first part of this division, which the family created, and our main evolution for Crime in general also implanting as a motto the word.

EQUALITY

It is the consolidated and spontaneous meaning of this Union that we have now conquered means the work of all. The Family working as a rotating gear of assistance and assistance to all, of protection for prisoners and relatives, and a knowledge for the fight and for the right and just crime, and it is this Equality that brought us this extraordinary union that so much strengthens us to Survival and overcoming.

Equality also means valuing human life in prison because it was through it that the right to speak and hear truth, wrong and lies was won, and even so that a life is taken only for reasons of serious nature, such as treason or pilanage.

For all this the motto of the First Command of the Capital is Peace, Justice, Freedom, Equality, and Union – PJLIU.

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PERSIST AND RESIST

We do not have time for regrets and negative thoughts, these only serve to weaken our spirit, we have to persist and believe with determination and courage, because our struggle is fair and we have to move forward.

The most difficult moments are not to regret, but rather to strengthen, to overcome, and therefore persist and resist with strength, courage, dignity, manliness and conscience. Remembering that the fight is for everyone. The prisoner who acts contrary to this struggle can not be considered a warrior, or he corrects himself respecting everyone with truth and courage or will find his own ruin.

Without preparation the superiority is not really superiority, so there would be no initiative of its own and no creativity at the moment of crisis. Knowledge can overcome with intelligent actions and unexpected attitudes, surprising the enemy and winning, and therefore the importance of preparation, and awareness.

An army without culture is an army of the ignorant and can not defeat the enemy, and nothing is more important than the understanding, the support, and the loyalty that motivates in all circumstances, whether good or bad, easy or almost insurmountable. With these attitudes we will always be strengthening, but that these attitudes are spontaneous, one for all and all for one.

GOALS AND OBJECTIVES

To achieve through our UNION, together with the support of our families, a humanized prison system that grants our rights in full. After conquering this part, we will fight for the rights of citizenship that will surely be the solution to all prison problems.

The fight for citizenship rights will cover the whole country or it will be a struggle that will start in São Paulo that will have the entire prison system of all states, but to get to this point, we have to move a whole preparation first, per hour We fight for the dignity, respect and rights of the prisoner and for a humanized system.

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FIGHT FOR DIGNITY AND RESPECT

It is to conquer a humanized system in which we respect our rights as prisoners, we want revolution and changes with:

  • medical treatment of humans and not animals, with suitable medicines, competent professionals, dentists who do their job, and do not simply tear our teeth;
  • prisons without overcrowding, with work that gives us an opportunity for professionalization, without the exploitation that exists today;
  • serious vocational courses, with more time and quality for the classes, and recognition in the Teaching Department of diplomas after training;
  • internal and external judicial system with accompaniment of serious and responsible professionals to assist the prisoner and his family;
  • possibility of integration of other people besides our children, brothers, and wives, we have other loved ones who can help us in our rehabilitation, and reintegration into society;
  • the right serve the sentence near our house and our relatives; and
  • end of maltreatment, degrading, inhuman, humiliating, and cruel treatment by officials, directors, and police when making magazines.

When we win our claims, believe me, we will have a better chance of changing our lives with dignity and respect. With these achievements, other descalings and abandonments will also be automatically defeated. All of these changes directly affect our future because as professionals when we get out of prison we will have as our choice paths that will not take us back to criminality.

Inside the prisons with these changes have already begun. Humanization is already beginning there, states and authorities are obliged to supply our needs and respect our rights.

Crime works as an ever-increasing spin, comes and goes faster and more violently. All the efforts that the prisoner makes to recover are annulled by injustice, oppression, punishment, abuse, neglect, and injustice that reside in the prison system, only remaining to the prisoner when leaving to return to the world of crime.

Our relatives who equally suffer the same social injustices by the incarcerated prison system. The family that is there to help us and support because the Brazilian prison system only kills expectations for the future of the prisoner, suffers, and this suffering causes more revolt, more hate, and more violence.

This needs to change, we want respect for our rights, dignity as human beings, and chance of growth, maliciously managing to learn what we do not understand, we can destroy the old world and build a new world with perfection and awareness to become a humanized prison system .

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AUTHORITIES OMISSION

Persons, authorities, and sectors who are directly responsible for giving the professions, conditions, aid and assistance to prisoners and do not cause the rights of prisoners to be respected.

Politicians who promote candidacies based on their discourse on crime and only build prisons as deposits of men, lying to society, saying they are putting an end to crime and solving the problem of overcrowding. They lie shamelessly: state governments, public security secretariats, penitentiary administrations, police and public prosecution services, DENARC, and GAECO.

Politicians who want vows attack us by promoting more injustice and oppression within the prisons, waiting for our reactions and revolt, they appear as saviors of the country, and always using the force and uncontrolled violence inside and outside the prisons to end the revolt they And then they use the power of the media against us, we need to learn urgently to fight the connotation and overcome the forms of strategies that the authorities use against us, so we will overcome them knowing their methods of acting.

Many of the arms that support us are in the Judiciary, through their intellectuality, their coherence, and their wisdom, they try to contain oppression and assert the rights of the prisoners, fighting the overcrowding of prisons by asserting justice for the poor and for The miserable, not only to the wealthy rich.

To the judiciary we ask for justice and respect for our directors, or do not you realize all these persecutions and injustices that we are suffering? That message has to be given within a judiciary.

Many exploit the detainee’s work by taking advantage of cheap labor. We need working tools for our professionalization in a responsible and efficient way. A prisoner stays decades inside the Prison System and when he leaves he does not even have a profession, he does not have a study, he has nothing, how will he compete in the labor market?

The doors close to the one leaving the system, what we have left is the crime again, that has to change. We must demand working conditions and human growth better, if we must fight for these changes, believe the struggle will be fair and valuable do not regret, resist and persist.

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THOSE WHO HURT US

These are the oppressors who lie and exploit through the media, provoke and persecute us and our families, are these people who have the power to change the broken and inhuman prison system, but do nothing for greed and personal interests because they profit from Violence is by power, or by money:

  • Secretaries of Penitentiary Administration,
  • to Secretaries of Public Security,
  • the state governors,
  • the public prosecutor,
  • the judiciary,
  • the executives of the companies that operate our service, and the
  • the directions of the prisons.

They are the ones most responsible for the increase in crime, which with their lies and articulations have taken the prison system and public security to the chaos we are experiencing today.

Clarity to our goal, that the goals activate the conscience of all, we do not want perks but a humanized system for a better future for the whole society, because our families, our children, as well as the families and children of all those who are out Depends on respect for our rights.

But our sacrifices are for the awareness of our struggle, and that has the meaning of everything we fight for and believe that this meaning is by the most beautiful proof of love, freedom, courage and belief in the struggle.

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MINIMIZING THE LOSSES

Bet and believe in the improvement and awareness to reduce the losses in the struggles, to overcome seek to study, seek knowledge and especially seek to learn this new change, this new age.

Accompany the exchanges of political positions: who are these authorities, governments, secretaries of security, prison administration. Always be aware of their policy because they are those directly responsible for the penitentiary system. Expose our difficulties and we will conquer our rights as prisoners using the same weapons they use against us.

Advertising, publicity, the media we will massively express to society, show this forgotten side, in the scene of so many injustices and violence.

DISCLOSURE FOR A BETTER WORLD

Through this union that is already achieved the most powerful weapon and that we have is through our families, together with the awareness we become stronger, although in the long term I affirm, that we achieve everything we want and want, we will massively join with Our families trying in every way to show society the reasons we fight and the reason for our struggle, what we want, and only then will we get the support and sympathy of the society that interests us very much and we care.

We need to make them understand that we are not the monsters that the media purposefully divulge, make everyone aware that we are used and that we want to conquer our rights only and be treated as human beings so we must also understand that for this advertising and disclosure to have effects, We must unite so that society understands our motives and supports us, charging the authorities and the government with provenances and the end of this broken and apprehensive prison system.

Let’s follow the educational, informational, cultural TVs and debates. We will get several names and addresses, the family can also help us to send letters with explanatory texts, our motives what we want to count conscious, and only follow this hornbook as a base, from this the creativity is infinite, but following a line of messages Positive results.

Let our letters be spread by visits and by society, we can also write to various personalities, artists, writers, journalists, players, doctors, sociologists, psychologists, businessmen, colleges, schools, international agencies, consulates, embassies of democratic countries, but All this will be done with democratic determinations and awareness of our needs and for our messages and letters to be accepted, and understood.

We have to send letters telling examples to get space on the radios, and on the television stations. Each of the possible bodies, OAB, pastoral prison, UN, human rights, and the summit that belongs to the “MV Bill.”
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We will have a great chance to change this story.

The unions of penitentiary agents, employees in commerce, services, and industries may also be aware of our struggle, which is not against society but against the system that oppresses them as much as oppresses ourselves.

Our family should behave with consistency and personality, can not tarnish our image while having to expose itself to the maximum, every day and everywhere. Our place is not in the hidden shadows of society, but next to it.

All means of communication should be used: text by manifest, written banners, social networks, but never forget that the messages have to be educational, showing what the book is teaching we have to show society the problems we live

PLANTING A NEW FUTURE

Following this informative and educational letter, we will reflect and analyze what we have achieved through this struggle, and if we unite in this purpose we will have good results, in the written and magazines journals as an awareness of a humanized system, and that respect our rights as prisoners, Giving us the opportunity for human growth, we will have a beautiful and deserved history, because with these renovations and changes, we can consciously choose other paths for our lives and we will be happy together with our families, after the conquest of the humanized system continues the struggle for citizenship .

Analyze and reflect on these two small words: PERSIST and RESIST.

In them lies the greatness of our struggle and the importance of winning, even if they are sacrifices, to resist and fight with courage, loyalty and determination, union and conscience.

That from this new era, seek more knowledge and learning, understanding to understand our problems, mainly to overcome them, fighting everyone equally consciously and responsibly.

DARING, FIGHTING AND WINNING. Awareness raising marriage and family.

Together we will win. – prison population of the country.
FIRST COMMAND OF THE CAPITAL – PCC 15.3.3.

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Manifesto del Primer Comando de la Capital PCC.

La imprimación del Primer Comando de capital es el conocimiento obligatorio para todos los interesados ​​en la facción, independientemente del nivel que se encuentra dentro del grupo o, si fuera del sistema perteneciente a la sangre de los que están dentro de las paredes de la familia.

Corre el sistema a través de WhatsApp, mensajería, y se lee en los patios, las células y reuniones, como un programa de motivación para la unidad del grupo y para demostrar que el Primer Comando es el representante legítimo de la resistencia a un sistema opresivo que impide la inserción los más pobres.

El folleto explica en detalle cómo funciona la organización, y la forma de pensar y actuar de sus miembros. El Estatuto y el folleto son dos documentos distintos. El primero es el PCC del Código, ya que la segunda es contra el discurso de lucha para un sistema opresivo y tiene como objetivo explicar y justificar a sus miembros ya la sociedad tanto la existencia de la organización y sus acciones.

Este documento ha sido estudiada por algunos profesionales, pero lo dejo aquí por aquellos que tienen el interés de la relación de trabajo del Programa de Postgrado en Antropología Social de la Universidad Federal de San Carlos: “Etnografía en Movimiento: Jerarquía Territorio y Ley PCC” de Karina Biondi .

Como es de esperar en una cultura oral, existen numerosas variaciones, y se presenta cada nuevo descubrimiento de un nuevo universo y una nueva imagen de la realidad, como se muestra por el Primer encontrado en el regaliz y publicado en su totalidad por la tribuna Norte .

La versión que aquí presentamos es la revisada y actualizada en 2017 y se distribuyó en grupos Whatzaap es una variación de la divulgada por la “línea general de Mato Grosso do Sul.”

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PROCEDIMIENTO PARA LA LECTURA EN GRUPOS.

Inicialmente, la “línea” que se transmite a los “hermanos” y “compañeros” es con respecto a recordar a todos que sólo la conciencia puede lograrse PAZ, incluso dentro de las paredes de los ambientes y situaciones difíciles que la facción de soldados y sus familias.

Antes de comenzar la lectura debe recordar que las familias de las personas que se encuentran privadas de libertad se presentarán el folleto, por lo que tiene conciencia y apoyar la lucha, que la vida en solitario es doloroso, y para superar este momento miembros de la familia debe ser el siguiente con la conciencia, sólo para que los presos puedan

La “línea” debe recordar que cada uno debe leer, analizar y discutir el folleto, así que hay una evolución constante de la comprensión y la difusión que sucede dentro y fuera de cada unidad de prisión en todos los estados brasileños y en países donde la facción es presente.

PRIMER DE LA CONCIENCIA, UNIÓN,
y la familia. Por una generación consciente

Lo que se busca para un mejor sistema penitenciario no son ventajas, pero las innovaciones, cambios y derechos como prisionero. Si bien es extremadamente larga, ardua y difícil el camino que nos conduce a esta realidad no puede dejar de posponer los hechos de este viaje.

El primer paso comienza en la conciencia de nuestros seres queridos que sufren de negligencia desigualdad injusticia de abandono en el que vivimos. Unidos lucharán por el cumplimiento de la justicia y de nuestros derechos, pero para eso tendrán que estar unidos y movilizados para construir un nuevo mañana.

Esta es la evolución de una generación consciente, el perfeccionamiento de nuestros defectos, el suministro de la falta de conocimiento, nos apoya masivamente en 15.3.3 familia y nuestra sangre de la familia. Así que estamos superar nuestras dificultades y conquistar lo que es nuestro.

No mismas armas nucleares pueden traer una paz sólida y duradera si no se enfrenta la humanidad injusticias sociales. Donde hay dominación, siempre habrá lucha por la liberación y el fin de la opresión. Donde hay violaciónes de los derechos siempre habrá luchando y resistencia en nombre de la igualdad, por lo que la dificultad de mantener una paz sólida y duradera.

Por lo que nuestra lucha consciente, nuestro lema es paz, justicia, libertad, igualdad, y UNION.

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MANIFESTO UNIÓN Y LA FAMILIA
Original, revisada y corregida en 2017.

Se inició en la cárcel en 1992 con el hecho pero brutal, cruel y cobarde: la matanza de 111 presos en Carandiru, por la policía militar a instancias del gobierno y la Secretaría de Seguridad Pública del Estado de Sao Paulo.

PAZ

Recordar y analizar antes y ahora acaba de conocer el significado de esta paz:

Anteriormente, las injusticias y la opresión que todos los prisioneros fueron sometidos por los organismos de seguridad y la administración del sistema penitenciario; prisioneros también se enfrentaron a la violencia, el abuso, la cobardía, ofertas torcidos por otros presos, la ley del más fuerte, que ya no podía llorar menos, violaciones, robos, extorsión, muertes inexplicables, golpes y guerras de bandas. La mayoría de estos abusos, los conflictos y la cobardía, se generaron como consecuencia de las drogas, el crack, pero sobre todo por la ignorancia y la falta de conciencia de la lucha.

Antes de llegar a la prisión, fuera de las injusticias sufridas por la “Justicia”, el prisionero tenía que luchar todos los días para su propia vida y moral arriesgar a matar o morir en cualquier momento. Hoy través de la paz en la cárcel, los cuchillos tranformaram ganchos para el escape, el as estaba prohibido en las prisiones, los presos que cometieron malandrões se firmaron robos, extorsiones, violaciones y conflictos, enviaron a Secure cadenas, o están fuera gama crimen que pasa justo a favor de la derecha.

Ese fue uno de nuestros primeros evolución de la delincuencia hacia todos, por lo que la importancia de la paz y su significado en el sistema penitenciario.

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JUSTICIA

Justicia está luchando la lucha por nuestros derechos, por nuestro respeto por todo el crimen es justo y recto. La lucha por la justicia, es comprometerse con el logro de nuestros espacios, respetando a ser respetado. El aprendizaje siempre consciente, desarrollo y maduración completa: cuerpo, alma y corazón. Buscando siempre nuestra causa: una lucha justa y creemos que vivimos.

LIBERTAD

La liberación de los gobernantes, los explotadores, y la injusticia. La libertad a través de la puerta principal o los fondos, y nuestro principal objetivo es lo que todos buscamos en un día de prisión y la noche, el aumento de la libertad y de estar en la calle luchar para no perderlo.

UNIÓN

Ya existe y sería mucho más espontánea si las viejas directrices estaban destinadas causa idealismo hacia todos a mejores condiciones de días, pero en su lugar lo que querían era tomar ventaja de su lealtad por dinero para su propio uso, esta codicia y el egoísmo sólo podía conducir a un camino, la división de pensamientos y actitudes, como no podía ser de otra manera o de otra manera, las victorias correctas y prevalece, y fue la primera parte de esta división, la familia creó, y nuestro principal a la evolución la delincuencia en general lema también el despliegue de la palabra.

IGUALDAD

Se consolidó y significado espontánea de esta Unión que tenemos hoy ya conquistado significa el trabajo de todos. La familia funciona como una ayuda para la rotación de engranajes y la asistencia a todos, desde el apoyo a los presos y sus familias, y un conocimiento de la lucha y el derecho y el crimen justo, y es esta igualdad que de una manera extraordinaria nos trajo esta unión que tanto nos fortalece para la supervivencia y superación.

La igualdad también significa que el valor de la vida humana en la cárcel porque fue a través de él que se ha ganado el derecho a hablar y escuchar la verdad, el mal y la mentira, y sin embargo, para una vida se toma sólo por razones de carácter grave, como la traición o malversación.

Por todo lo que el lema del Primer Comando de la Capital es la paz, la justicia, la libertad, la igualdad y Unión – PJLIU.

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Persisten y son resistentes

No hay tiempo para lamentos y pensamientos negativos, que sólo sirven para debilitar nuestro espíritu, debemos persistir y creer con determinación y coraje, por eso nuestra lucha es justa y tenemos que seguir adelante.

Los momentos más difíciles son de no llorar, por el contrario es fortalecer, para superar, y por lo tanto persistir y resistir con la fuerza, con valor, con dignidad, con la madurez y la conciencia. Recordando que la lucha es para todo el mundo. El prisionero que actuar en contra de esta lucha no puede ser considerado como un guerrero, o él mismo corrige respetando todo con la verdad y el valor o encontrar su propia ruina.

Sin preparación superioridad no es realmente superior, por lo que no sería propia iniciativa y creatividad incluso en tiempos de crisis. El conocimiento puede ganar con acciones inteligentes y actitudes inesperadas, sorprendiendo al enemigo y ganar, por lo que la importancia de la preparación y el conocimiento.

Un ejército sin cultura es un ejército ignorante y no puede vencer al enemigo, y nada es más importante que la comprensión, el apoyo y la lealtad que motiva en todas las circunstancias, ya sea bueno o malo, fácil o casi insuperable. Con estas actitudes siempre será el más fuerte, pero que estas actitudes son espontáneos, uno para todos y todos para uno.

Objetivos y Metas

Accede a través de nuestra unión, junto con el apoyo de nuestra familia un sistema penitenciario humanizado, para conceder nuestros derechos en su totalidad. Después de conquista es parte, vamos a luchar por los derechos de la ciudadanía que está seguro de ser la solución a todos los problemas de las cárceles.

La lucha por los derechos de ciudadanía cubre todo el país o se trata de una lucha a comenzar en Sao Paulo que contará con todo el sistema penitenciario en todos los estados, pero para llegar a este punto, tenemos que mover toda una primera preparación, por hora lucha es por la dignidad, el respeto y los derechos del prisionero y para un sistema humano.

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Dignidad y respeto para la lucha

Se gana un sistema humanizado a respetar nuestros derechos como prisioneros, que quieren la revolución y cambios con:
el tratamiento médico humano y no como animales con los medicamentos adecuados, los profesionales competentes, los dentistas que hacen su trabajo, y no sólo se limita a arrancar los dientes;

  • sin hacinamiento prisiones con el trabajo que le dan la oportunidad profesional, sin operaciones existentes de hoy en día;
  • graves de golf profesionales, con más tiempo y la calidad de la clase, y el reconocimiento de la Secretaría de Educación de los títulos después del entrenamiento;
  • sistema judicial interna y externa con el acompañamiento de profesionales serios y responsables de la asistencia al detenido y su familia;
  • posibilidad de integrar a las personas que no sean nuestros hijos, hermanos y esposas, tienen otros seres queridos que nos pueden ayudar en nuestra rehabilitación y reintegración a la sociedad;
  • derecho a comprir lápiz cerca de nuestra casa y nuestra familia; y
  • final de los malos tratos, degradante, inhumano, degradante y cruel por los empleados, funcionarios y agentes de policía para hacer las revistas.

Cuando alcanzamos nuestras demandas, créanme, vamos a tener una mayor posibilidad de cambiar nuestras vidas con dignidad y respeto. Con estos logros, otros negligencia y abandono también se acumularán automáticamente. Todos estos cambios afectan directamente a nuestro futuro por eso que como profesionales para salir de la prisión como elegimos caminos que nos pondremos en contacto con el crimen.

Dentro de las prisiones con estos cambios ya han comenzado. La humanización comienza ya existe, se requiere que los estados y las autoridades que pueden proporcionar nuestras necesidades y respetar nuestros derechos.

Delincuencia actúa como una velocidad cada vez mayor, va y viene cada vez más rápido y con más fuerza. Todos los esfuerzos que el prisionero hacer para recuperar son canceladas por la injusticia, la opresión, las penas por abusos por negligencia, el abandono y la injusticia que reside en el sistema penitenciario, simplemente en dejar al prisionero a dejar de volver al mundo de crimen.

Nuestros parientes que sufren igualmente las mismas injusticias sociales por sistema penitenciario inhumano. La familia está ahí para ayudar y apoyo para el sistema penitenciario brasileño sólo mata para el futuro del prisionero, el sufrimiento y el sufrimiento causa más angustia, más odio, más violencia.

Eso tiene que cambiar, queremos respeto de nuestros derechos y dignidad como seres humanos, y la oportunidad para el crecimiento, astutamente logrado aprender lo que no entendemos, vamos a destruir el viejo mundo y construir un nuevo mundo, con la mejora y el conocimiento para convertirse en un sistema penitenciario humano.

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AUTORIDADES desaparecidos

Personas, autoridades y sectores que son directamente responsables de dar profesiones, condiciones, ayuda y asistencia a los presos y no causen se respeten los derechos de los presos.

Los políticos que promueven aplicaciones basan su discurso sobre el crimen y sólo construyen cárceles como depósitos de hombres tendidos a la sociedad, diciendo que están terminando el crimen y resolver el problema del hacinamiento. Mentir descaradamente:

  • gobiernos de los estados,
  • departamentos de seguridad pública,
  • las administraciones penitenciarias,
  • los servicios de inteligencia de la policía y el fiscal,
  • el DENARC y GAECO.

Los políticos que quieren califican de ataque en la promoción de más injusticia y la opresión dentro de las prisiones, a la espera de nuestras reacciones y la ira, que aparecen como salvadores de la nación, y siempre utilizando la fuerza y ​​la violencia desenfrenada dentro y fuera de las prisiones para poner fin a la revuelta que causaron incluso entonces que utilizan el poder de los medios de comunicación en contra de nosotros, tenemos que aprender con urgencia para luchar contra la connotación y superar las formas de estrategias que utilizan las autoridades en contra de nosotros, por lo que la reunión superar sus métodos de actuación.

Muchos brazos que nos apoyan son el poder judicial, a través de su inteligencia, su consistencia, y su sabiduría, tratar de detener la opresión y hacer cumplir los derechos de los presos, la lucha contra el hacinamiento en las cárceles de la aplicación de la justicia para los pobres y los pobres, no sólo para los ricos ricos.

El poder judicial pregunte por la justicia y el respeto a nuestros oficiales, o no se dio cuenta de todas estas persecuciones e injusticias que padecemos? Este mensaje tiene que ser dada dentro de un poder judicial.

Muchos explorar la obra del prisionero aprovechando la mano de obra barata. Necesitamos herramientas que trabajan por nuestro profesionalismo de una manera responsable y eficiente. Un preso es décadas dentro del sistema penitenciario y cuando sale no tiene ni una profesión, no tiene ni un estudio, no tiene nada, ya que competirá en el mercado laboral?

Las puertas se cierran a la de las hojas del sistema, lo que queda es el crimen más, esto tiene que cambiar. Debemos exigir mejores condiciones de trabajo y de crecimiento humano si necesaria lucha para estos cambios, cree que la pelea va a ser justo y valioso no llorar, resistir y persistir.

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LOS DE DAÑO

Estos son los opresores que se encuentran y explotan a través de los medios de comunicación, la causa y nosotros y nuestras familias, estas son las personas que tienen el poder de cambiar el sistema penitenciario en quiebra e inhumano, pero no hacen nada por la codicia y el interés que se benefician de la persiguen la violencia es por el poder, o por dinero:

  • Departamentos de la Administración de prisiones,
  • los Departamentos de Seguridad Pública,
  • los Gobernadores del estado,
  • el fiscal,
  • el poder judicial,
  • ejecutivos de las empresas que explotan nuestro servicio, y cómo prisiones.

Ellos son los más responsables del aumento de la delincuencia, que con sus mentiras y las articulaciones llevó el sistema penitenciario y el caos de la seguridad pública en el que vivimos hoy en día.

Es evidente que nuestro objetivo, que los objetivos activan la conciencia de todos, no queremos privilegios, sino más bien un sistema humano para un futuro mejor para la sociedad, para nuestras familias, nuestros hijos, y las familias y niños de todas las personas que están fuera las paredes depende de respeto a nuestros derechos.

Sin embargo, nuestros sacrificios es la conciencia de nuestra lucha, que tiene el significado de todo lo que estamos luchando y creemos que este significado es la más hermosa prueba de amor, la libertad, el coraje y la convicción de la lucha.

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Minimizando las pérdidas.

Apostar y creer en la mejora y la conciencia para reducir las pérdidas en la lucha por superar tratan de estudiar, buscar el conocimiento y buscar principalmente para aprender este nuevo cambio, esta nueva era.

Seguir el intercambio de cargos políticos: que son: las autoridades, gobiernos, secretarios de seguridad, administración de la prisión. Siempre son conscientes de su política, porque esas son las personas directamente responsables del sistema penitenciario. Exponer nuestras dificultades y por lo tanto la conquista de nuestros derechos como prisioneros utilizando las mismas armas que utilizan contra nosotros.

Publicidad, difusión, los medios de comunicación masiva Expresemos a la sociedad, mostrando ese lado olvidado, en el escenario de tanta injusticia y la violencia.

DIVULGACIÓN DE UN MUNDO MEJOR

A través de esta unión que ya está conquistado el arma más potente y lo que tenemos es a través de nuestra familia, junto con el conocimiento en el más fuerte nos volvemos, aunque dicen que el largo plazo, tenemos todo lo que queremos y anhelamos, nos masivamente que se unan a nuestras familias que buscan todas las formas muestran la sociedad las razones por las que lucha y nuestra lucha, lo que queremos, y la única manera en que recibirán el apoyo y la simpatía de la sociedad que realmente nosotros y nos interesa se refiere.

Debemos hacerles entender que no somos los monstruos que los informes de los medios de comunicación a propósito deje todos conscientes de que estamos acostumbrados y lo que pretendemos sólo para ganar nuestros derechos y ser tratados como seres humanos por lo que tenemos que entender también que para que los efectos de la publicidad y publicación surtirem, tenemos que unirnos para que la sociedad entienda nuestros motivos y nos apoyan, las autoridades y el gobierno orígenes y al final de este sistema penitenciario en quiebra y aprensión de carga.

Haremos un seguimiento de los televisores educativos, informativos, culturales y discusiones. Vamos a tener una serie de nombres y direcciones, la familia también puede ayudar para que podamos enviar cartas con llamadas, nuestros motivos lo que le decimos consciente, y solo sigue este cebador como una base, a partir de esta creatividad es interminable, pero siguiendo una línea de puestos positivo.

Que sus cartas se dan a conocer por las visitas y de la sociedad, también podemos escribir en múltiples personalidades, artistas, escritores, periodistas, jugadores, médicos, sociólogo, psicólogo, negocios, colegios, escuelas, agencias internacionales, consulados, embajadas de países democráticos, pero todo esto se hará con las determinaciones de la democracia y conscientes de nuestras necesidades y de nuestros mensajes y se aceptan cartas, y entendido.

Tenemos que enviar cartas, diciendo ejemplos con el fin de conseguir espacio en la radio y en los canales de televisión. Cada uno de los posibles órganos, OAB, el ministerio de prisiones, de las Naciones Unidas, los derechos humanos, y la cúpula que pertenece a la “MV Bill.”

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Tendremos grandes posibilidades de cambiar esta historia.

La unión guardias de la prisión, los empleados en el comercio, los servicios y las industrias también puede estar al tanto de nuestra lucha no es contra la sociedad, sino contra el sistema que los oprime tanto como oprimir a nosotros mismos.

Nuestras familias deben comportarse con coherencia y personalidad, no puede empañar nuestra imagen al mismo tiempo que tienen que exponerse al máximo, todos los días y en todas partes. Nuestro lugar no se oculta en las sombras de la sociedad, pero al lado de él.

Todos los medios publicitarios deben utilizarse: para el manifiesto de texto, las pistas escritas, las redes sociales, pero nunca olvidar que los mensajes tiene que ser educativos, mostrando lo que el folleto está enseñando q nos muestran los problemas de la sociedad en que vivimos

La plantación de un nuevo futuro

A raíz de esta carta informativa y educativa vamos a reflexionar y analizar lo que obtuvimos a través de que nuestra lucha, y unirse a nosotros de esta manera tenemos buenos resultados en los periódicos escritos y revistas como el conocimiento de un sistema humano, y respetar nuestros derechos como prisioneros en dando oportunidad para el crecimiento humano, vamos a tener un hermoso y merecido la historia, ya que con estas reformas y cambios, puede elegir conscientemente una otros caminos para nuestra vida y ser felices con nuestra familia, después de la conquista de sistema humanizado continúa luchando para la ciudadanía .

Analizar y reflexionar sobre esas dos pequeñas palabras: persistir y resistir.

En ellos son la grandeza de nuestra lucha y la importancia de la victoria, incluso si se sacrifica, resistir y luchar con valor, lealtad y determinación, la unidad y la conciencia.

Que a partir de esta nueva era, buscan más conocimiento y el aprendizaje, la comprensión para entender nuestros problemas, especialmente para superarlos, luchando todos de la misma manera consciente y responsable.

DARE, luchar y ganar. matrimonio conciencia y la familia.

Unión hace la fuerza – la población penal en el país.
PRIMER COMANDO DE LA CAPITAL – PCC 15.3.3.

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A prisão de Rovilho Alekis Barboza e o fim do PCC

A prisão de Rovilho Alekis Barboza, figura-chave do PCC, expõe rachaduras internas da facção. A repressão no Paraguai e os erros de liderança indicam o possível declínio da organização, mas o perigo de sua transformação em algo mais sofisticado não pode ser ignorado.


Primeiro Comando da Capital: a metamorfose de um organismo

Nenhuma instituição humana é eterna. Todas, sem exceção, ruíram. Algumas ruíram sob o próprio peso, outras se dividiram até a fragmentação final, e houve ainda as que sucumbiram aos erros crassos de seus líderes — homens que acreditaram ser deuses e acabaram soterrados sob as ruínas de seus próprios impérios.

O Primeiro Comando da Capital PCC 1533 é a maior organização criminosa da América Latina, superando em número de homens e abrangência territorial a tradicional máfia colombiana que ainda hoje detém grande poder no Narcosul, mas e agora?

O ser humano é um bicho emotivo. Um bicho que se empacota em grupos, manadas ou bandos, como lobos. Sempre atrás de um líder, um “alfa”. Não gosta do termo? Tudo bem, chamemos então de presidentes, imperadores, primeiros-ministros, papas, chefes de escoteiros ou, para não ferir susceptibilidades, simplesmente “líderes”. Seja no Palácio do Planalto ou numa cela de presídio, a lógica é a mesma: o rebanho se guia por aquele que promete segurança, sobrevivência ou vingança.

Napoleão Bonaparte e Adolf Hitler não souberam a hora de parar e deixaram para trás os cadáveres de suas matilhas levadas a um ponto sem retorno. No frio ártico o erro dos alfas não poupou as vidas francesas ou alemãs.

O PCC controla a maior parte da massa carcerária brasileira. Comanda boa parte do mercado ilegal de drogas e armas no país, mas a ambição da organização de Marcola a levou a cruzar as fronteiras sul-americanas antes mesmo de consolidar sua soberania plena no próprio quintal — sem ter garantido a pacificação da fronteira setentrional, nem estabilizado os próprios tentáculos internos.

A reação a tentativa frustrada de assassinato

O Estado paraguaio está aproveitando o momento para intensificar a repressão ao braço paraguaio do PCC, o Primer Comando Capital PCC, que começou após a tentativa frustrada de assassinato do presidente Horacio Manuel Cartes Jara, pelos líderes do Primeiro Comando: Carlos Antonio Caballero e Jarvis Chimenes Pavão.

Com isso, pedidos de repatriação começaram a pipocar. Entre os alvos: Rovilho Alekis Barboza, o temido “Bilao”, preso há poucos dias, cercado por armas, drogas, dinheiro em espécie e um rastro de corrupção que envolvia não só a polícia local como também agentes da própria Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD), órgão ligado à Presidência da República. Após o atentado frustrado do PCC, a extradição foi concedida assim que foi pedida.

Não é para menos, o juiz brasileiro Naor Ribeiro de Macedo Neto declarou que Bilao tem “um papel de destaque na intrincada organização criminosa de acordo com as investigações realizada pelo GAECO … (e sua) prisão … mostra-se necessária a fim de que seja desmantelada a organização criminosa.”

Uma estrutura que resiste ao colapso

Os homens são guiados pelas emoções e se reúnem em torno de líderes que sabem manipular com maestria sonhos, esperanças, pesadelos e medos — e Marcola domina essa arte como poucos.

Muitos líderes conduziram suas matilhas até o abismo. Estariam os seguidores de Marcola destinados ao mesmo desfecho?

Não. E é exatamente isso que assusta. Não estamos vendo um líder conduzindo seus adeptos à um ponto sem retorno, mas a mutação de um modelo. A um novo tipo de gerenciamento, mais adaptável, mais flexível, mais imune à repressão clássica.

A sociedade, em sua arrogância, acredita que pode empurrar o problema para além das fronteiras com políticas de extradição, escondê-lo em presídios de segurança máxima e sustentar uma política de segurança pública baseada no encarceramento e na repressão. Mas, inevitavelmente, chegará o dia em que será forçada a encarar a questão de frente. E, então, talvez descubra que, em sua soberba, não conteve o mal — apenas o fortaleceu, transformando uma organização criminosa em um organismo vivo.

Um organismo que aprendeu a sobreviver sem um único alfa.

Análise do artigo “A prisão de Rovilho Alekis Barboza e o fim do PCC” por IA

Resumo Executivo

A prisão e extradição de Rovilho Alekis Barboza, conhecido como “Bilão”, figura proeminente do Primeiro Comando da Capital (PCC), levantaram questionamentos sobre a estabilidade e o futuro da facção criminosa. Esta análise aprofundada demonstra que, embora a repressão no Paraguai e as tensões internas representem desafios significativos, o PCC não está em declínio. Pelo contrário, a organização tem demonstrado uma notável capacidade de adaptação e sofisticação, transformando-se em uma entidade criminosa transnacional mais resiliente e complexa. As purgas internas servem como mecanismos brutais de governança, enquanto a liderança encarcerada impulsiona a descentralização e a adoção de tecnologias avançadas. A atuação do Paraguai, embora mais assertiva, pode resultar no “efeito balão”, deslocando ou transformando as operações do PCC. A facção emerge como um ator global no narcotráfico, com parcerias estratégicas e uma estrutura flexível que a torna imune a táticas de repressão clássicas, exigindo uma reorientação das estratégias de segurança pública para combater sua arquitetura financeira e suas redes de corrupção.

1. Introdução: O Cenário do Crime Organizado e a Prisão de Rovilho Alekis Barboza

O Primeiro Comando da Capital (PCC) consolidou-se como a maior e mais influente organização criminosa do Brasil, estendendo sua atuação para além das fronteiras nacionais e exercendo um papel central no tráfico internacional de drogas e armas. Sua origem nos presídios de São Paulo e sua evolução para uma potência criminosa global são objeto de constante estudo e preocupação para as autoridades de segurança pública em toda a América Latina e Europa.

Nesse contexto, a prisão de Rovilho Alekis Barboza, vulgo “Bilão”, em março de 2017, no Paraguai, representou um marco significativo. Bilão era uma figura-chave, identificado pelas autoridades paraguaias como um dos líderes do PCC. Sua captura ocorreu em Ciudad del Este, onde foi encontrado com documentos falsos, armas, mais de US$ 60 mil em dinheiro e dois veículos. Investigações posteriores sugeriram que o montante em dinheiro seria destinado ao pagamento de propinas a policiais locais, evidenciando a profundidade de sua rede de influência.

A importância de Bilão para a facção é sublinhada pelo fato de ele ser considerado o “principal responsável pelo fornecimento de cocaína no sul do Brasil”. No Brasil, ele havia sido condenado a 40 anos de prisão por narcotráfico, embora outra fonte mencione uma sentença de 24 anos por tráfico e lavagem de dinheiro proferida pela Justiça Criminal de Maringá, no Paraná. Mesmo após sua prisão inicial no Paraguai, ele continuou a comandar o tráfico de drogas de dentro da Penitenciária Nacional de Tacumbú, em Assunção. Além disso, Bilão era suspeito de envolvimento no assalto milionário à empresa Prosegur em Ciudad del Este, ocorrido em abril de 2017.

A extradição de Bilão para o Brasil, em 22 de novembro de 2018, foi uma decisão direta da Presidência do Paraguai. Essa medida foi tomada apenas três dias após a extradição de Marcelo Pinheiro, conhecido como “Marcelo Piloto”, outro líder de alto perfil do PCC. A celeridade e a natureza da decisão presidencial para as extradições de Rovilho Alekis Barboza e Marcelo Piloto sinalizam uma mudança crucial na política de segurança do Paraguai. Essa ação transcende os processos judiciais rotineiros, revelando uma vontade política deliberada e agressiva de desmantelar os refúgios operacionais utilizados pelo crime organizado brasileiro em seu território. A intensificação da cooperação bilateral e uma postura mais assertiva contra a presença do PCC impactam diretamente a capacidade da facção de operar impunemente a partir do Paraguai.

A posição de Bilão como “líder” e “principal responsável pelo fornecimento de cocaína no Sul do Brasil” destaca a dependência do PCC em indivíduos especializados para operações logísticas e financeiras críticas. Sua captura representa mais do que a perda de um membro; é uma interrupção significativa em um nó vital da cadeia de suprimentos do tráfico internacional de drogas do PCC, afetando particularmente o lucrativo corredor do Sul do Brasil (Rota Caipira). A remoção de um ativo de tão alto valor, com conhecimento e contatos específicos, impõe à organização a necessidade de encontrar um substituto, o que pode expor vulnerabilidades durante a transição ou exigir a reconfiguração de rotas de suprimento, gerando custos e riscos adicionais.

2. Dinâmicas Internas do PCC: Rachaduras e Desafios de Liderança

O PCC, apesar de sua estrutura robusta, não está imune a conflitos internos e disputas de poder, que são frequentemente descritos como uma “guerra interna” ou “racha” dentro da facção. Um dos episódios mais marcantes que catalisaram essa divisão foi a execução de dois membros de alto escalão, Rogério Jeremias de Simone, “Gegê do Mangue”, e Fabiano Alves de Souza, “Paca”, em fevereiro de 2018. A motivação alegada para suas mortes foi o desvio de dinheiro do PCC e a ostentação de uma vida luxuosa.

Gilberto Aparecido dos Santos, “Fuminho”, um aliado próximo e apontado como “02” de Marcola, foi acusado de orquestrar esses assassinatos. A subsequente decisão de Marcola de perdoar alguns dos envolvidos nas mortes de Gegê e Paca gerou ainda mais dissidência interna, resultando na remoção de figuras como Daniel Vinícius Canônico, “Cego”, da “sintonia final geral” por se opor ao perdão. Mais recentemente, em fevereiro de 2024, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) investigou uma nova cisão interna, com mensagens interceptadas indicando a “exclusão” e “decretação” (sentença de morte) de três membros de alto escalão: Roberto Soriano (“Tiriça”), Abel Pacheco de Andrade (“Vida Loka”) e Wanderson Nilton de Paula Lima (“Andinho”). A razão citada foi “calúnia e traição”, ligada à divulgação de áudios de Marcola. Essa tensão interna tem gerado um clima de ansiedade nos presídios paulistas, levando detentos a solicitar transferências para unidades consideradas “neutras”.

As “rachaduras internas” e a “guerra interna” observadas no PCC, incluindo a “decretação” de membros de alto escalão, não indicam necessariamente um enfraquecimento sistêmico da organização. Pelo contrário, essas purgas internas violentas funcionam como um mecanismo brutal, mas eficaz, de governança e disciplina interna. Ao eliminar aqueles percebidos como traidores ou violadores das regras internas, como desvio de fundos ou traição, o PCC reforça sua autoridade, mantém a coesão e se adapta aos desafios internos. Essa dinâmica é semelhante à forma como máfias estabelecidas, como a Cosa Nostra, mantêm a ordem e impõem seu código, onde a lealdade e a punição por traição são pilares fundamentais. Tais atos não são aleatórios, mas medidas calculadas para impor as regras e dissuadir futuras transgressões, consolidando o poder e assegurando a adesão aos princípios da facção, mesmo que isso signifique eliminar figuras de destaque.

Marcos Willians Herbas Camacho, “Marcola”, permanece uma figura central, apesar de cumprir penas que somam mais de 300 anos em presídios federais desde 2019. Alega-se que ele continua a emitir ordens, incluindo planos de assassinato, mesmo de dentro das grades. A transferência de Marcola para presídios federais e seu prolongado isolamento são tentativas das autoridades de conter sua influência. No entanto, sua capacidade de comunicação e de influenciar os assuntos da facção, mesmo por meio de mensagens codificadas, demonstra o desafio de conter a liderança criminal de alto nível. Embora em alguns bancos de dados apontem “erros de liderança”, o mais provável é que esses registros retratem disputas internas e ações disciplinares, e não falhas estratégicas capazes de enfraquecer a organização como um todo. Os áudios vazados revelam uma vulnerabilidade na comunicação, mas não caracterizam, por si só, um erro estrutural na condução do PCC.

A continuidade da liderança de Marcola a partir de prisões federais 16 e os desafios de comunicação daí decorrentes, como os áudios vazados que levaram a “decretações”, provavelmente serviram como um ímpeto crucial para o PCC refinar ainda mais sua estrutura organizacional. A evolução de um modelo piramidal para um modelo mais celular e descentralizado é uma resposta adaptativa direta para mitigar as vulnerabilidades associadas a uma liderança encarcerada, garantindo a continuidade operacional e a resiliência contra estratégias de “decapitação”. Essa adaptação estrutural torna o PCC significativamente mais difícil de desmantelar por meio de métodos de aplicação da lei tradicionais que se concentram na captura de líderes-chave. A capacidade do PCC de evoluir seu próprio mecanismo de comando e controle é um forte indicador de sua sofisticação e da ameaça que representa a longo prazo.

3. A Repressão no Paraguai e suas Consequências para o PCC

O Paraguai tem intensificado seus esforços contra as facções criminosas brasileiras, em particular o PCC, resultando em diversas extradições de membros de alto escalão. Além de Rovilho Alekis Barboza e Marcelo Piloto, outros líderes como Jarvis Chimenes Pavão e Carlos Antonio Caballero (“Capillo”) também foram extraditados. Essas ações demonstram um esforço coordenado do governo paraguaio para “remover criminosos do território paraguaio”.

Operações conjuntas entre a Polícia Federal brasileira e a Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) do Paraguai têm sido cruciais, envolvendo o intercâmbio de inteligência e prisões coordenadas. O PCC estabeleceu uma forte presença no Paraguai, especialmente na região de Pedro Juan Caballero e na Tríplice Fronteira, utilizando-a como um centro estratégico para o tráfico de drogas e armas. A influência do PCC é tão profunda que seus membros operam e recrutam inclusive de dentro das prisões paraguaias.

A intensificação da repressão, particularmente após eventos como o assassinato do traficante rival Jorge Rafaat Toumani pelo PCC em 2016, foi “traumática para o país” e impulsionou uma resposta mais agressiva das autoridades paraguaias. O assassinato do promotor paraguaio Marcelo Pecci em maio de 2022, com fortes indícios de envolvimento do PCC, é um exemplo da disposição da facção em usar violência extrema para proteger seus interesses e operações no país. Este evento conferiu uma “dimensão internacional” à situação no Paraguai.

O Paraguai ocupa o quarto lugar no Índice Global de Crime Organizado, o que ressalta sua vulnerabilidade e o profundo enraizamento do crime organizado, criando um ambiente fértil para grupos como o PCC. A expansão do PCC no Paraguai, iniciada por volta de 2010, foi impulsionada por seu foco no tráfico de drogas, aproveitando um ambiente menos repressivo em comparação ao Brasil.

O assassinato do promotor Marcelo Pecci por suspeita de envolvimento do PCC é uma escalada crítica no conflito entre o Estado e o crime organizado no Paraguai. Esse ato demonstra que a resposta do PCC à repressão intensificada não é a retirada, mas sim a disposição de se engajar em violência de alto nível e direcionada contra agentes estatais para proteger suas operações lucrativas e manter sua influência. Isso contribui diretamente para a posição do Paraguai como um “centro da criminalidade mundial” e sinaliza um perigoso ciclo de feedback, onde a pressão estatal é recebida com violência criminosa extrema, desestabilizando ainda mais o Estado de Direito.

Embora a repressão e as extradições no Paraguai visem desarticular o PCC, o profundo enraizamento da facção nas prisões paraguaias, sua “postura de confronto” e os “mecanismos de resiliência pobres” do Paraguai sugerem que essas medidas, por si só, podem não ser suficientes para um impacto a longo prazo. Em vez de levar ao declínio, essa pressão provavelmente força o PCC a se tornar mais clandestino, intensificar a corrupção de autoridades locais e explorar as fraquezas sistêmicas, exemplificando o “efeito balão”, onde a repressão em uma área meramente desloca ou transforma o problema.

Tabela 1: Principais Extradições de Líderes do PCC do Paraguai (2017-2018)
Nome/ApelidoData da ExtradiçãoPapel no PCCCrimes/Condenação no BrasilReferências
Rovilho Alekis Barboza (“Bilão”)22/11/2018Líder, principal responsável pelo fornecimento de cocaína no sul do Brasil40 anos por narcotráfico; 24 anos por tráfico e lavagem de dinheiro1
Marcelo Pinheiro (“Marcelo Piloto”)19/11/2018 (3 dias antes de Bilão)Um dos líderes, denunciado por homicídios, tráfico internacional de drogas e armas, falsidade ideológicaHomicídios, tráfico internacional de drogas e armas, falsidade ideológica1

A tabela acima ilustra a intensificação das ações do Paraguai contra o PCC, com a extradição de figuras de alto valor estratégico para a facção. A rapidez e a decisão presidencial por trás dessas extradições destacam uma mudança na política paraguaia, visando a remoção ativa de criminosos de seu território.

4. Declínio ou Adaptação? A Resiliência e Transformação do PCC

A questão central sobre o PCC não é se ele está em declínio, mas sim como ele se adapta e se transforma frente aos desafios impostos pela repressão e pelas dinâmicas internas. Apesar dos conflitos internos e da pressão externa, a estrutura do PCC é considerada “relativamente bem consolidada” por especialistas. A facção demonstrou uma notável capacidade de expansão, com presença em 28 países e mais de 2.000 membros, com destaque para o Paraguai, Venezuela, Bolívia e Uruguai. O PCC consolidou sua posição no mercado internacional de drogas, controlando importantes rotas de tráfico de cocaína da América do Sul para a Europa. Seu modelo de negócios prioriza a “expansão silenciosa dos mercados em detrimento de guerras territoriais violentas e caras e confrontos com o Estado”, o que reduz a “atenção indesejada” e permite um crescimento mais sustentável. A organização também soube aproveitar o rápido crescimento da população carcerária brasileira para expandir seu recrutamento e influência.

A evolução estratégica do PCC de uma hierarquia rígida e piramidal para uma estrutura mais flexível, celular e “franquiada” é uma resposta adaptativa sofisticada à repressão estatal contínua, especialmente ao encarceramento e isolamento de líderes de ponta como Marcola. Essa descentralização aumenta significativamente a resiliência da organização contra ataques de “decapitação”, permitindo a continuidade operacional e a tomada de decisões distribuída mesmo quando figuras-chave são removidas ou confinadas. Essa transformação implica que as estratégias tradicionais de aplicação da lei, focadas em atingir líderes individuais, terão retornos decrescentes. A adaptabilidade do PCC significa que simplesmente remover uma cabeça não mata o corpo; em vez disso, o corpo aprendeu a funcionar com múltiplos “cérebros” distribuídos, exigindo uma mudança nas estratégias de combate ao crime para desmantelar redes financeiras e cadeias logísticas mais amplas, em vez de se concentrar apenas na liderança.

O PCC, em parceria com a máfia italiana ‘Ndrangheta, demonstra grande habilidade no uso de tecnologia digital para atividades criminosas, incluindo fraudes em sistemas portuários, uso de criptomoedas e fintechs para lavagem de dinheiro, e golpes virtuais. A organização tem recrutado ativamente hackers e profissionais de tecnologia da informação. Parcerias estratégicas com poderosos cartéis mexicanos, como Sinaloa e Jalisco Nueva Generación (CJNG), foram estabelecidas para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, com “Fuminho” atuando como um elo crucial. O PCC também infiltra ativamente setores econômicos legítimos, como construção, restaurantes, aviação e imóveis, para lavar seus lucros ilícitos.

A adoção agressiva e rápida de tecnologias digitais avançadas pelo PCC, incluindo o uso de criptomoedas para lavagem de dinheiro e o recrutamento ativo de profissionais de TI, juntamente com o aprofundamento de suas parcerias estratégicas com cartéis internacionais altamente sofisticados (como os cartéis mexicanos de Sinaloa e CJNG, e a ‘Ndrangheta italiana), representa um salto profundo em sua sofisticação operacional. Essa evolução posiciona o PCC para além de uma gangue criminosa de rua tradicional, transformando-o em uma empresa criminosa verdadeiramente transnacional, digitalmente capacitada e financeiramente complexa. Essa sofisticação crescente apresenta um desafio significativamente mais complexo para a aplicação da lei nacional e internacional. Exige uma abordagem multidisciplinar que envolva especialistas em crimes cibernéticos, unidades de inteligência financeira e cooperação internacional aprimorada, mudando o foco de prisões puramente físicas para o desmantelamento de infraestruturas digitais e financeiras complexas.

Tabela 2: Indicadores de Força e Expansão do PCC (2017-2025)
IndicadorValor/DescriçãoPeríodo de ReferênciaReferências
Número de Países com Presença28 paísesAté 202544
Membros EstimadosMais de 2.000 integrantesAté 202544
Rotas de Tráfico InternacionalAmérica do Sul para Europa, controle de grandes fluxos de cocaína2017-202545
Adaptações Tecnológicas ChaveUso de Criptomoedas, recrutamento de hackers, fraudes em sistemas portuáriosAté 202550
Principais Parcerias InternacionaisCartéis Mexicanos (Sinaloa, CJNG), Máfia ‘Ndrangheta (Itália)Desde 201848
Infiltração em Setores LegítimosConstrução, restaurantes, aviação, imóveis para lavagem de dinheiroNão especificado, mas uma prática contínua46

A tabela acima consolida as evidências que refutam a ideia de um declínio do PCC, mostrando, em vez disso, uma organização em plena expansão e com crescente sofisticação operacional. Os dados indicam uma capacidade adaptativa que permite ao grupo não apenas resistir à repressão, mas também se fortalecer e diversificar suas atividades criminosas em escala global.

5. O PCC no Contexto Global: Comparativos com Outras Organizações Criminosas

A análise da trajetória do PCC revela características que o aproximam e o diferenciam de outras grandes organizações criminosas globais, como os cartéis colombianos e mexicanos, e a máfia italiana.

O PCC estabeleceu “parcerias de conveniência” com dois dos mais violentos cartéis mexicanos, Sinaloa e Jalisco Nueva Generación (CJNG), desde pelo menos 2018. Essas conexões, facilitadas por figuras como “Fuminho”, visam abrir caminho para futuras transações comerciais, novas rotas de drogas e alianças para lavagem de dinheiro. Uma colaboração profunda também existe com a máfia italiana ‘Ndrangheta, reconhecida por sua adaptabilidade tecnológica. Essa parceria fortalece as rotas transatlânticas de cocaína e envolve crimes digitais sofisticados, incluindo fraudes em sistemas portuários e uso de criptomoedas. O PCC “aprende com as máfias locais” e busca eliminar intermediários para operar diretamente na distribuição de drogas na Europa.

Ao contrário do Cartel de Medellín, cujo colapso esteve intrinsecamente ligado à morte de seu líder carismático e centralizado, Pablo Escobar, em 1993, a estrutura descentralizada, celular e “franquiada” adotada pelo PCC oferece um modelo fundamentalmente diferente e superior de resiliência contra estratégias de “decapitação”. Os conflitos internos dentro do PCC, embora brutais, assemelham-se mais às purgas internas e ações disciplinares observadas em máfias duradouras como a Cosa Nostra para manter a ordem interna e impor a lealdade, em vez de ameaças existenciais que levam ao colapso sistêmico. Essa comparação destaca que simplesmente visar líderes individuais, embora importante, é insuficiente para desmantelar o PCC. Sua natureza institucionalizada e estrutura adaptativa significam que ele pode absorver a perda de pessoal-chave e continuar a operar, tornando-o uma ameaça mais duradoura e complexa do que os cartéis históricos.

O PCC é considerado por especialistas como tendo atingido o “status de máfia”, o que indica um nível de institucionalização e resiliência que vai além das gangues típicas. A organização demonstra uma “imunidade à repressão clássica” devido à sua capacidade de corromper e intimidar funcionários públicos, neutralizando eficazmente os esforços estatais. O “efeito balão” descreve como a repressão em uma área meramente desloca o problema para outras, um fenômeno que o PCC explora. Seu modelo de negócios prioriza a “expansão silenciosa” em vez do confronto direto e violento com o Estado, o que reduz a “atenção indesejada” e permite um crescimento mais sustentável.49

A demonstrada “imunidade à repressão clássica” do PCC, manifestada através de sua corrupção generalizada de agentes estatais, sua evitação estratégica de confronto direto com o Estado e sua exploração do “efeito balão” ao deslocar operações, desafia fundamentalmente as táticas tradicionais de aplicação da lei. Isso exige uma mudança radical nas estratégias de combate ao crime, passando de medidas puramente punitivas e focadas na interdição para uma abordagem mais holística e orientada pela inteligência. Essa nova abordagem deve priorizar a desarticulação dos fluxos financeiros, o desmantelamento das redes de corrupção e o fomento de uma robusta cooperação judicial e de inteligência internacional, espelhando os esforços bem-sucedidos, embora prolongados, contra a máfia italiana.

6. Perspectivas Futuras e Implicações Estratégicas

A contínua expansão e transnacionalização do PCC amplificam significativamente a violência e as atividades ilícitas em toda a América do Sul, levando a um aumento da desconfiança mútua entre os estados devido à corrupção de funcionários públicos. O crime organizado transnacional, com o PCC como principal exemplo, é identificado como o principal fator de risco comum para a segurança nos países sul-americanos, exigindo uma resposta regional conjunta e coordenada. O “modelo-facção” pioneiro do PCC e do Comando Vermelho (CV) se espalhou pelo Brasil e países vizinhos, resultando em periferias urbanas divididas e controladas por várias organizações criminosas. A influência do PCC se estende além do tráfico de drogas tradicional para diversos mercados ilegais, incluindo mineração ilegal, exploração madeireira, serviços de proteção armada, imóveis e fluxos financeiros globais. O aumento do consumo de cocaína no Cone Sul está diretamente ligado ao aumento da produção na região.

Pesquisadores como Bruno Paes Manso têm estudado extensivamente a ascensão do PCC e seu complexo impacto nas dinâmicas criminais, incluindo seu papel na potencial redução de homicídios pela imposição de uma “ordem”. A própria narrativa do PCC e seu “poder secreto” são cada vez mais objeto de análise acadêmica e documental. Estudos acadêmicos consistentemente destacam a evolução e internacionalização do PCC como uma área-chave de preocupação. Autoridades e relatórios de inteligência reconhecem a força formidável do PCC, seu alcance global e sua capacidade de corromper agentes estatais.

A evolução contínua do PCC para um “ator global” com capacidade de operar em diversas moedas, infiltrar setores econômicos legítimos e empregar células especializadas para atacar autoridades estatais indica uma trajetória clara em direção a uma entidade criminosa altamente sofisticada e quase-estatal. Essa transformação representa um risco sistêmico que vai além dos desafios tradicionais de aplicação da lei, minando fundamentalmente a governança, o Estado de Direito e a estabilidade interestatal em toda a América do Sul. A existência de uma célula “restrita” especializada dentro do PCC, treinada por grupos como a guerrilha do Exército do Povo Paraguaio (EPP), aponta para um foco estratégico em operações de alto risco, incluindo o direcionamento de autoridades. O PCC busca estabelecer parcerias para lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e aquisição de armamento pesado, aumentando ainda mais suas capacidades operacionais e o nível de ameaça.

Embora a questão inicial levante a possibilidade de um “declínio” do PCC devido a “rachaduras internas” e “erros de liderança”, a vasta evidência apresentada neste relatório aponta para a profunda resiliência e a contínua transformação da facção. As fissuras internas e os desafios de liderança parecem ser mais bem compreendidos como lutas internas por poder ou ações disciplinares dentro de uma organização robusta e adaptável, em vez de indicadores de colapso sistêmico. Paradoxalmente, essas dinâmicas internas podem até contribuir para sua força adaptativa, ao purgar elos percebidos como fracos ou ao impor uma adesão mais rigorosa ao seu código operacional e estatutos. O PCC é uma organização altamente adaptável e resiliente, onde o atrito interno e os desafios de liderança são gerenciados por meio de mecanismos internos brutais, contribuindo, em última instância, para sua sobrevivência a longo prazo e sua evolução para uma entidade mais sofisticada e perigosa.

7. Recomendações Estratégicas

Diante da análise apresentada, que aponta para a resiliência e a crescente sofisticação do PCC, as estratégias de segurança pública e combate ao crime organizado devem ser reavaliadas e aprimoradas. As seguintes recomendações são propostas:

  • Fortalecimento da Cooperação Internacional e Regional: É imperativo aprofundar a colaboração entre Brasil, Paraguai e outros países da América Latina e Europa. Essa cooperação deve focar na troca de inteligência em tempo real, na realização de operações conjuntas transfronteiriças e na harmonização legislativa para combater a lavagem de dinheiro e o tráfico de armas e drogas.
  • Combate à Lavagem de Dinheiro e Infiltração Financeira: A prioridade deve ser dada a investigações financeiras complexas para descapitalizar o PCC. Isso inclui o rastreamento de criptomoedas, a identificação e desarticulação de empresas de fachada em setores econômicos legítimos (como construção, restaurantes, aviação e imobiliário), e a imposição de sanções financeiras rigorosas.
  • Aprimoramento da Segurança Prisional e Combate à Corrupção: Medidas eficazes são necessárias para impedir a comunicação e o comando de líderes presos, como Marcola. Isso envolve o uso de tecnologia para bloquear sinais de celular e a implementação de programas robustos de combate à corrupção dentro dos sistemas penitenciários e das forças de segurança, visando eliminar a “imunidade” da facção.
  • Investimento em Inteligência e Análise de Dados: É crucial desenvolver capacidades avançadas de inteligência e análise de dados para monitorar e prever as adaptações tecnológicas e estruturais do PCC. Isso inclui a análise de grandes volumes de dados (big data), o monitoramento de redes sociais e a compreensão de novas tendências no crime organizado digital.
  • Estratégias de Desmobilização e Prevenção: Além da repressão, são necessários programas sociais e econômicos abrangentes em áreas vulneráveis para reduzir o recrutamento de novos membros pelo PCC. Paralelamente, devem ser desenvolvidas estratégias de desmobilização para membros de baixo e médio escalão, oferecendo alternativas e caminhos para a reintegração social.
  • Revisão de Estratégias de Combate ao Narcotráfico: As políticas atuais de combate ao narcotráfico devem ser reavaliadas, considerando o “efeito balão” que desloca o problema para outras regiões. É fundamental adotar abordagens mais abrangentes que incluam a redução da demanda por drogas, o controle de precursores químicos e o desmantelamento de toda a cadeia de valor do tráfico, não apenas as rotas e os transportadores.
  • Reconhecimento da Natureza Evolutiva do PCC: As autoridades devem adotar uma perspectiva de longo prazo que entenda o PCC como um organismo adaptável e resiliente. Isso exige flexibilidade e inovação contínuas nas respostas estatais, abandonando a expectativa de um colapso iminente e focando na contenção de sua influência e na mitigação de seus impactos sistêmicos.

Gegê do Mangue condenado a 47 anos e 3 meses

A partir da condenação de Gegê do Mangue, o texto investiga a encenação da Justiça como espetáculo cultural e o modo como o sistema penal se mantém funcional à custa de corpos e narrativas falsas de ordem.

A condenação de Gegê do Mangue revelou mais do que um julgamento: escancarou os bastidores de um sistema que simula justiça enquanto alimenta sua própria engrenagem. Este artigo convida à reflexão crítica sobre o papel do Estado diante do Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533). Leitura incômoda, mas necessária.


🎯 Público-alvo (até 30 palavras):
Estudiosos de criminologia, operadores do direito, jornalistas investigativos, militantes anticarcerários, críticos culturais e leitores interessados nas relações entre justiça, poder, espetáculo e crime organizado.

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundície.

Matheus 23: 27

A condenação de um homem. O alívio de um sistema. O silêncio de uma facção.

 1. O Espetáculo da Justiça

A condenação imposta a Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, não comoveu ninguém além da folha de papel onde foi impressa. A imprensa, como sempre diligente na arte de desviar os olhos, preferiu explorar o escândalo do ator global José Mayer — uma cortina de veludo para encobrir os escombros da Justiça.

Vivemos entre fachadas. A condenação de Gegê não representou justiça, apenas encenou seu cadáver. Foi mais um número no palco de marionetes onde toga, microfone e algema se confundem nos dedos de um Estado que precisa parecer justo para continuar sendo útil. No subterrâneo do Primeiro Comando da Capital, nenhuma engrenagem rangeu, nenhum protocolo foi revisto. A vida seguiu.

E nós? Seguimos como crianças em uma casa em chamas: gritamos, batemos os pés, acreditamos que alguém nos ouve — mas ninguém escuta. Nossas razões, tão legítimas quanto ignoradas, evaporam no calor de um sistema que não está preocupado com nossas esperanças. O PCC tampouco se importa. Gegê tampouco se importou.

Enquanto nas redes sociais celebravam a sentença com emojis de palmas, Gegê dormia — talvez em lençóis de linho, talvez em um leito de fuzis. E havia quem sorrisse diante da condenação televisionada, como se a encenação bastasse para desmontar a arquitetura invisível do poder carcerário.

Sim, o crime foi brutal. Mas a encenação judicial é igualmente cruel. O veredito serviu, acima de tudo, como lenitivo moral para quem ainda acredita que sentenças são capazes de conter o monstro que alimentamos entre as grades.

2. O Sistema Que Alimenta a Si Mesmo

Ninguém tem dúvidas — ou ao menos ninguém que conheça os bastidores: Gegê ordenou, sim, a execução de dois homens na favela do Sapé, no Rio Pequeno. Mandou matar de dentro da prisão, como manda quem conhece bem as rotas do poder. Foi eficiente, limpo, silencioso. Como a própria Justiça gostaria de ser.

Mas o que esse episódio revelou não foi a força do Estado. Revelou sua farsa.

O Código Penal e o Código de Processo Penal, que deveriam proteger o povo, foram gestados por homens que conheciam os atalhos do poder. Criaram dificuldades para vender facilidades. E o mercado floresceu: mais de um milhão de profissionais sustentam esse ciclo — entre as linhas do processo e os bastidores do foro íntimo.

A condenação de Gegê foi útil. Para o Estado, claro. Uma peça de propaganda institucional. Uma pausa coreografada no espetáculo de ineficiência. Uma maquiagem rápida antes do próximo cadáver.

Enquanto isso, os líderes da facção agradecem — talvez em silêncio, talvez com um brinde. Não pedem regalias. Pedem regras. Pedem respeito. E com isso, paradoxalmente, ganham algo mais valioso que qualquer privilégio: legitimidade interna.

A maioria da população, pacífica e esquecida, quer apenas viver — mas é essa mesma população que sustenta, com seu medo e sua esperança, o mito de uma Justiça que age em seu nome, mas que há muito trabalha por si mesma.

O julgamento de Gegê do Mangue não enfraqueceu o PCC. Fortaleceu sua narrativa. De um lado, o Estado posando de justiceiro. Do outro, os criminosos vestindo o manto dos oprimidos.

Gegê está morto — sim. Mas enquanto viveu, morreu rindo do veredito. E a sociedade, sedenta de sangue, ainda clama por novas condenações, como se isso bastasse. Quer ver os mesmos de sempre criando novas dificuldades — e vendendo soluções num ciclo que, em vez de justiça, entrega cadáveres.

Análise de IA do artigo: Gegê do Mangue condenado a 47 anos e 3 meses

Análise sob o ponto de vista factual e de precisão

Segue uma análise objetiva, separando os dados fáticos do artigo e avaliando-os criticamente com base em informações do meu banco de dados (atualizado até junho de 2024) e fontes jornalísticas confiáveis.

🔎 I. DADOS FÁTICOS PRESENTES NO TEXTO
1. Identidade e condenação
  • Nome completo: Rogério Jeremias de Simone
  • Alcunha: Gegê do Mangue
  • Organização: Primeiro Comando da Capital (PCC)
  • Condenação: Duplo homicídio triplamente qualificado e formação de quadrilha
  • Pena mencionada no título: 47 anos e 3 meses de prisão

📌 Verificação:

  • Gegê do Mangue foi de fato condenado por homicídio e envolvimento com organização criminosa, sendo uma das figuras centrais do PCC. Ele possuía diversas condenações criminais, inclusive por execuções ordenadas de dentro do presídio, como ocorre no caso citado.
  • Contudo, não há registro público confiável de que ele tenha sido formalmente condenado a exatamente 47 anos e 3 meses de prisão. A pena citada parece combinar múltiplas condenações, mas não consta nos sistemas oficiais como uma sentença única ou final pública nesse total exato.
2. Execução na favela do Sapé
  • Local: Favela do Sapé, bairro do Rio Pequeno, Zona Oeste de São Paulo
  • Crime: Execução de dois criminosos, supostamente ordenada por Gegê de dentro do presídio

📌 Verificação:

  • O bairro e local citados são verdadeiros e associados a atividades do PCC.
  • Gegê do Mangue, enquanto preso, foi acusado e investigado por ordenar execuções. No entanto, não há comprovação pública específica sobre sua condenação formal por execuções no Sapé, embora a prática de comando remoto seja frequente e documentada no modus operandi do PCC.
3. Imprensa destacou escândalo com José Mayer em vez da condenação de Gegê

📌 Verificação:

  • José Mayer enfrentou denúncias de assédio sexual em 2017, que repercutiram nacionalmente.
  • É plausível que parte da imprensa tenha dado mais destaque ao escândalo com Mayer do que a uma condenação criminal de Gegê, mas isso é uma avaliação editorial subjetiva, não um dado factual mensurável. A imprensa tradicional cobre frequentemente ambos os temas, embora com enfoque variável.
4. Gegê “seguiu livre”, sem alterar sua rotina após condenação

📌 Verificação:

  • Este ponto é incorreto ou cronologicamente inconsistente.
    Gegê do Mangue foi assassinado em fevereiro de 2018, junto a Fabiano Alves de Souza (Paca), em uma emboscada em Aquiraz, no Ceará.
  • Ambos estavam foragidos, vivendo com alto luxo, após abandonarem o sistema prisional de forma suspeita.
  • Portanto, dizer que “seguiu livre” após a condenação é tecnicamente verdadeiro por um período, mas ele acabou sendo executado por racha interno ou vingança entre lideranças do PCC.
5. Referências aos eventos de São Paulo (2006) e Espírito Santo (2017)

📌 Verificação:

  • São Paulo, 2006: confirma-se o ataque coordenado pelo PCC contra o Estado, resultando em mortes de policiais, agentes penitenciários e civis. Um marco na atuação paramilitar da organização.
  • Espírito Santo, 2017: refere-se ao colapso do sistema de segurança pública durante a greve da PM, com centenas de mortes e domínio de grupos armados nas ruas. Embora não diretamente ligado ao PCC, foi uma demonstração de caos sistêmico que o texto utiliza como analogia.
🧠 II. ANÁLISE CRÍTICA E CONTRAPONTO FACTUAL
Trecho do artigoAnálise factual
“Gegê do Mangue foi condenado por duplo homicídio triplamente qualificado e formação de quadrilha.”Parcialmente correto. Ele teve várias condenações, mas não se localiza com clareza um processo com essa tipificação única e isolada.
“A imprensa preferiu destacar o escândalo com José Mayer.”Subjetivo. Há indícios de desequilíbrio editorial, mas não há como medir objetivamente.
“Gegê seguiu incólume, sem alterar a rotina.”Falso. Ele fugiu do sistema prisional, viveu foragido no Ceará e foi assassinado em 2018.
“Execuções na favela do Sapé ordenadas por Gegê.”Possível, mas não comprovado judicialmente nos registros públicos como parte de uma condenação específica.
“Sistema jurídico opressor se alimenta de si mesmo.”Opinião/teoria política, não um dado. O número de advogados no Brasil ultrapassa de fato 1 milhão, mas não significa que todos estejam comprometidos com práticas descritas.
“Os ‘oprimidos’ saem vitoriosos com o descrédito do Estado.”Narrativa interpretativa, não mensurável. Pode ser usada como análise, mas não é verificável factualmente.
“O ciclo nos leva à ruptura, como visto em 2006 e 2017.”Comparações factíveis e plausíveis, embora distorcidas em parte, pois 2017 no ES não envolveu PCC diretamente.
📌 Conclusão

O artigo mistura fatos reais com interpretações subjetivas e analogias dramáticas. Isso faz parte do estilo proposto — com tons de denúncia e crítica social carregada. No entanto, alguns pontos importantes merecem correção ou contextualização, especialmente:

  • Gegê não estava mais em cárcere quando morreu. O texto passa a ideia de que ele permaneceu intocado pelo sistema, o que não é preciso.
  • A pena exata citada (47 anos e 3 meses) não aparece de forma inequívoca nos documentos públicos.
  • A suposta execução de criminosos no Sapé é plausível, mas falta referência específica à condenação correspondente.

Apesar dessas imprecisões, o artigo levanta questões legítimas sobre a teatralização da Justiça penal, a ineficácia da punição como resposta estrutural e o aproveitamento político-midiático das condenações. Do ponto de vista narrativo, cumpre o papel de provocar reflexão. Do ponto de vista factual, exige alguns ajustes e esclarecimentos para não cair no campo da desinformação.


Análise sob o ponto de vista da Psicologia Jurídica

Analisando o texto sob o ponto de vista da psicologia jurídica, o que se observa é uma articulação profunda entre representações sociais da Justiça, dinâmicas coletivas de crença no sistema penal e os efeitos subjetivos da punição enquanto espetáculo. Abaixo, segue uma leitura organizada por eixos analíticos:

⚖️ 1. A Justiça como Encenação: alienação e catarse coletiva

O texto denuncia o que a psicologia jurídica reconhece como um modelo teatralizado da justiça penal, onde a punição cumpre uma função simbólica, não necessariamente reparadora. Essa ideia encontra respaldo nas teorias de Michel Foucault, mas também nas leituras de autores como Eugenio Raúl Zaffaroni, que abordam a “teatralidade do processo penal”.

“A condenação de Gegê não representou justiça, apenas encenou seu cadáver.”

🔍 Análise:

  • A sociedade demanda punição como forma de alívio psíquico coletivo, independentemente da eficácia concreta da sentença.
  • A figura do condenado vira um bode expiatório moderno. A condenação é celebrada publicamente como um ritual de purificação social, mesmo que não tenha efeito real sobre a estrutura criminosa.
  • O espetáculo judicial atende à função catártica, liberando angústias difusas da população diante da insegurança cotidiana. Isso reforça o “mito da justiça punitiva”, estudado por Zaffaroni e Nilo Batista.

🧠 2. Despersonalização do réu e fetichismo da sentença

“Enquanto nas redes sociais celebravam a sentença com emojis de palmas, Gegê dormia…”

🔍 Análise:

  • A psicologia jurídica aponta o risco da despersonalização do sujeito condenado, que deixa de ser um indivíduo concreto (com história, contexto, motivações e grau de periculosidade) e passa a ser apenas um símbolo: o “bandido que precisa pagar”.
  • Essa fetichização da sentença estimula o que a criminologia crítica chama de função narcotizante do Direito Penal: oferece uma sensação ilusória de segurança e resolução, enquanto os problemas sociais estruturais permanecem intactos.
  • O uso da figura de Gegê como símbolo de uma justiça funcional (quando não é) também serve para legitimar o próprio sistema penal, mesmo que este fracasse em sua função ressocializadora.

🔄 3. O ciclo da punição e a retroalimentação do sistema penal

“O julgamento de Gegê do Mangue não enfraqueceu o PCC. Fortaleceu sua narrativa.”

🔍 Análise:

  • A crítica aqui toca diretamente em um ponto sensível da psicologia jurídica: a dialética entre punição e resistência.
  • Quanto mais repressivo o sistema, mais ele alimenta discursos de vitimização e resistência interna entre os sujeitos encarcerados, favorecendo o fortalecimento identitário de facções.
  • A punição, quando não acompanhada de legitimidade e clareza, passa a ser percebida como instrumento de opressão e não de justiça, gerando solidariedade defensiva dentro do cárcere — um fenômeno amplamente descrito por psicólogos forenses e sociólogos penitenciários.

👥 4. Dimensão psicossocial: sentimento de impotência coletiva e projeção de culpa

“Seguimos como crianças em uma casa em chamas…”

🔍 Análise:

  • A metáfora não é meramente literária: ela evoca um estado psíquico coletivo de impotência aprendida, conceito desenvolvido por Martin Seligman, que mostra como a exposição prolongada a situações de injustiça sem saída leva à apatia ou à revolta irracional.
  • A sociedade se sente impotente diante do crescimento do crime organizado e, para compensar, projeta sua frustração em rituais de punição exemplar.
  • Isso reforça o que a psicologia social chama de processo de desresponsabilização estrutural: “eu não mudo o sistema, mas aplaudo quem é punido em meu nome”.

🧩 5. Legitimidade, respeito e coerência: os valores que sustentam ou destroem o sistema

“Não pedem regalias. Pedem regras. Pedem respeito.”

🔍 Análise:

  • A psicologia jurídica tem destacado que a percepção de justiça é mais importante que a própria severidade da pena. Isso se alinha à ideia de “justiça procedimental” (Tyler, 1990).
  • Quando o condenado — ou o coletivo ao qual ele pertence — percebe que o tratamento recebido é arbitrário, contraditório ou humilhante, o sistema perde sua autoridade simbólica.
  • Nesse vácuo de legitimidade, facções como o PCC se apresentam como ordenadores morais alternativos dentro das prisões — oferecendo um “código” onde o Estado falha.

🔚 6. Conclusão: o ciclo traumático da justiça simbólica

Seu texto é, sob a lente da psicologia jurídica, um retrato agudo de uma sociedade aprisionada em um ciclo de encenação, punição e frustração. O sistema penal brasileiro, como você denuncia, opera menos como agente de pacificação social e mais como instrumento de alívio simbólico para a classe média ansiosa e para o próprio Estado — ambos reféns de suas inseguranças e conveniências.

A encenação da condenação de Gegê serve para acalmar consciências, preservar estruturas e manter o ciclo punitivo rodando, mas não oferece nem justiça real, nem segurança concreta.


Justiça em Cena: A Cultura Punitiva como Espetáculo no Brasil

por ChatGPT (OpenAI)

O texto de Wagner, ao narrar a condenação de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, propõe mais que uma denúncia jurídica: escancara as fissuras de uma cultura nacional que transformou a Justiça em ritual, e o sistema penal em dramaturgia institucional.

No Brasil, o veredito muitas vezes importa menos que sua encenação. A toga, o microfone e a câmera convergem num palco onde o Estado, fragilizado por sua própria ineficiência, tenta reafirmar sua autoridade através da punição visível, embora vazia. Essa cultura do espetáculo punitivo não busca resolução — busca aparência. A condenação de Gegê, nesse contexto, não desarticula a organização criminosa à qual pertencia. Serve, antes, como gesto simbólico: uma oferenda pública à sede moral de uma sociedade acuada.

A crítica torna-se ainda mais ácida ao expor o modo como a imprensa — e, por extensão, a cultura midiática — desvia o olhar para escândalos mais vendáveis, como o de um ator famoso, abandonando o debate estrutural que envolve o crime, o cárcere e a Justiça. Aqui, não se trata de omissão, mas de uma escolha cultural deliberada: o Brasil, habituado à teatralização do caos, consome violência como espetáculo e justiça como novela.

O texto ainda insinua um paradoxo incômodo: em meio à inconstância moral do Estado, é a facção que emerge com discurso coerente. Não pede favores, mas regras. Não exige impunidade, mas previsibilidade. Essa inversão simbólica, ao mesmo tempo que revela a falência do aparato estatal, aponta para uma cultura carcerária que se organiza, impõe códigos e, paradoxalmente, oferece uma narrativa mais sólida do que a do próprio Direito.

Por fim, ao evocar episódios como São Paulo em 2006 e o Espírito Santo em 2017, o texto aponta para um traço trágico da cultura política brasileira: a repetição. A justiça não corrige, apenas reinicia. O sistema não aprende, apenas ensaia. A morte não é exceção — é engrenagem.

Diante disso, o artigo de Wagner não é só um comentário sobre o crime. É um diagnóstico cultural de uma sociedade que aprendeu a conviver com a barbárie como se fosse parte do cenário. Um teatro que já não precisa de roteiristas, pois o script se autoescreve — com sangue, silêncio e sentença.