O Primeiro Comando da Capital PCC 1533 na Bolívia.

A FELCN, grupo especializado no combate ao tráfico de drogas da Bolívia, nega a presença do PCC e do CV em presídios bolivianos. O Ministro do Governo da Bolívia, Carlos Gustavo Romero Bonifaz, afirma que a Bolívia é apenas uma rota de passagem para drogas, com cocaína vindo do Peru e maconha do Paraguai. A Bolívia faz parte da “Rota do Solimões”, controlada por sucessores de Nelson Flores Collantes e possivelmente ligada à facção amazonense Família do Norte. Algumas fontes brasileiras mencionam a possível presença de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, na Bolívia, mas as autoridades locais citam outros negociadores do PCC no país.

A Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico FELCN, grupo especializado no combate ao tráfico de drogas da polícia boliviana, descarta a possibilidade o Primeiro Comando da Capital PCC 1533 e do Comando Vermelho CV de estarem implantado dentro da Bolívia um sistema de domínio dentro e fora dos presídios como acontece hoje no Brasil.

Essa informação foi passada pelo Ministro do Governo da Bolívia Carlos Gustavo Romero Bonifaz, explicando que não existe interesse por parte das organizações criminosas brasileiras em se estabelecer no país por ser aquela nação apenas uma rota para a passagem das drogas para outros países.

Em entrevista para o noticioso El Deber, Carlos Romero informou que as facções brasileiras possivelmente mantenham em seu território representantes com a missão de gerenciar os interesses das gangues.

últimas notícias do Primer Comando de la Capital na Bolívia

Romero ainda explica que a cocaína comercializada na Bolívia é de origem peruana e é levada para o Brasil, a Europa, e Ásia; já a maconha vem do Paraguai e segue para o Chile e a Argentina. Cita como exemplo da lucratividade desse negócio a compra e o transporte para o México, onde há aproximadamente 380% de sobrepreço no destino.

A Bolívia faz parte da “Rota do Solimões” que segundo o Ministério Público Federal do Brasil é um dos principais caminhos de entrada das drogas no país pelo Norte e é controlado pelo sucessor de Nelson Flores Collantes agindo conjuntamente com o grupo Frente Primero, uma dissidência das Farc, e possivelmente com ligações com a facção amazonense Família do Norte FDN.

O narcotráfico está ganhando esta batalha contra o Estado, demonstrando supremacia no controle do território (…) Esses cartéis de drogas são organizados no exterior por grupos como Los Chapitos (um grupo de narcotraficantes do México), o PCC (Primeiro Comando da Capital), grupos combinados com as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e, claro, eles têm equipamentos e armas de melhor qualidade do que as forças de ordem.

coronel do Exército da Bolívia Jorge Santistevan

Parte da mídia brasileira informa que hoje pode estar no país para comandar as ações da organização Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, mas as autoridades bolivianas afirmam que os últimos negociadores do “Primer Comando de la Capital” foram Maximiliano Dorado Munhoz Filho e Ozzie Dorado Lozadas.

Dr. Ormeleze condena réu por tatuagem de palhaço.

Cada palhaço no meu braço é um polícia que matei.

Já vi muito ladrão ficar com os olhos vermelhos e chorar na hora da sentença. Ratinho RT, Bruno Augusto Ramos, julgado por homicídio duplamente qualificado não foi exceção, afinal foi condenado a dezoito anos em regime fechado quando já estava quase caindo para o semiaberto no tráfico que cumpria.

O que chamou a atenção nesse caso foi que o Promotor de Justiça o Dr. Luiz Carlos Ormeleze arrancou lágrimas do réu no meio da audiência, e foi nesse momento que garantiu sua condenação pela morte de Rodrigo Teixeira Lima, ex-assessor parlamentar do Deputado Missionário José Olímpio.

Nenhuma sentença é garantida antes do fim da audiência, principalmente nesse caso onde a defesa poderia ter explorado a fragilidade da acusação que dependia de dois depoimentos na delegacia que foram mudados perante o juiz: do próprio Ratinho, e de Leandro que era pessoa que estaria dirigindo o carro que levou a vítima até o local de sua morte.

Ratinho RT tinha tudo a seu favor para conseguir provar que foi forçado a confessar o crime pelo investigador Moacir Cova e pela delegada Drª. Márcia Pereira Cruz: a mulher dele e o sogro dele foram levados na delegacia por suposto tráfico de drogas e foram liberados depois que Ratinho RT assumiu o BO e abraçou o homicídio.

Toda acusação então ficou na dependência do depoimento de Leandro que mudou suas declarações no judiciário, só sobrando de verdade os indícios técnicos, que podiam ser contestados com certa facilidade pela defesa.

Ela tentou explorar esse campo de forma técnica, mas todos sabem que o que vale no Tribunal do Júri é a emoção e o sentimento transferidos pelas partes para os jurados, e o Dr. Ormeleze sabe isso melhor que ninguém.
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A ESTRATÉGIA DO PROMOTOR

No início da audiência ele perguntou para o réu se ele tinha alguma tatuagem e antes mesmo de Ratinho RT responder ele afirmou que o garoto tinha um palhaço e carpa. E perguntou então o porque do palhaço, ao que o réu respondeu que era porque gostava de palhaço quando era garoto e por isso fez o desenho.

O Promotor de Justiça ironizou, tirou sarro, e disse que na realidade os dois símbolos ligavam a ele a facção criminosa Primeiro Comando da Capital PCC 1533, mas ficou por isso mesmo…

… bem é o que todos acharam…

… na última intervenção do Dr. Ormeleze ele colocou o vídeo que anexamos nesta matéria, onde um garoto canta alegre que cada polícia que ele matou é um palhaço tatuado. O Promotor de Justiça parou várias vezes o vídeo e se voltava para os policiais presentes dizendo que eles eram heróis, que os “vermes” citados na música eram eles, mas que ele Promotor de Justiça prestava homenagem aos homens que arriscam suas vidas para proteger a vida e aos bens de todos, de cada um dos presentes fossem eles os jurados ou até mesmo o matador de polícia.

A emoção tomou conta do plenário. Nesse momento o advogado de defesa olhava para baixo e fazia “não” com a cabeça, o Ratinho RT ficou com olhos vermelhos e um princípio de lágrima começou a sair, mas só veio de fato a cair na hora da condenação. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Rebelião de Mossoró. Está só começando ou acabou?

Começou ontem (15 de março) com um ataque ao 2º Distrito Policial de Mossoró no Rio Grande do Norte. Começava a madrugada quando atearam fogo e atiraram na delegacia.

Hoje (16 de março) houve um princípio de rebelião pela Penitenciária Agrícola Doutor Mário Negócio ̶ PAM virou no início da manhã nos pavilhões do regime fechado no Pavilhão 5 onde ainda estão misturados os integrantes do Primeiro Comando da Capital PCC 1533 e do Sindicato do Crime do Rio Grande do Norte SDC RN.

O movimento começou no horário da visita íntima com depredação dos pergolados, telhados quebrados, e tudo que podia ser queimado virou pó, não se sabe ao certo se nos 40 minutos de confusão os presos das duas facções se pegaram.
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Apesar dessa ser a versão oficial existe uma outra que diz que integrantes de um dos grupos teria arrebentado um cadeado que separam as facções e teriam tentado invadir o território dos rivais para matá-los.

Já um preso ligado ao Primeiro Comando da Capital que está preso naquela unidade declarou que membros do Sindicato do Crime tentaram invadir o pavilhão em que estavam mas foram contidos pelos PCCs até que a Polícia Militar e se juntou aos Agente Penitenciários invadiram as alas fazendo diversos disparos para separa as facções.

Aurivaneide Lourenço de Oliveira, diretora do presídio, mandou por ordem do governo do estado (SEJUC) recolher os ventiladores e os colchões dizendo que os presos agora vão ter que dormir no calor e no concreto, e o secretário da Justiça do estado, Dr. Wallber Virgolino da Silva Ferreira explicou que era “para aprenderem a preservar o patrimônio público”

A diretora Arivaneide Lourenço se orgulhava de não ter tido em sua administração rebeliões apesar de estar sendo investigada pelo Ministério Público pelas péssimas condições de higiene e saúde da carceragem. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

TV Globo diz que em Goiás só fica preso quem quer.

Fica preso quem quer . Essa é a conclusão do repórter do Bom Dia Brasil

“Essa imagem revela o que todo mundo já sabe, só cumpre pena neste presídio quem quer. (…) Em vinte segundos trinta e dois presos já estavam nas ruas.”

E quem conhece o sistema diria mais, no Brasil a maioria das unidades do Sistema só não caem por decisão do Comando, pois se a facção resolvesse soltasse um Salve Geral ninguém seguraria.

Se isso não foi feito ainda é porque não interessa a ninguém: população trabalhadora, governo, e partido. Nos últimos meses o Primeiro Comando da Capital PCC 1533 está provando isso.

Depois da chacina do Amazonas ele só se fortaleceu e a última prova foi dada em Goiás.

A Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto do Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia foi palco de uma fuga em massa: 32 presos fugiram em 20 segundos.

O estado de Goiás teve em apenas um mês seis rebeliões: Aparecida, Catalão, Jataí, Rio Verde, e Anapolis. Pelo menos quatro presos morreram e 35 ficaram feridos, mas o sistema não deu ainda o número de presos que fugiram no total das rebeliões.
(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); As revoltas começaram segundo o SEAP por que o governo resolveu colocar bloqueadores de celular nos presídios e transferiu centenas de presos.

Trezentos presos que foram transferidos de Aparecida para Anápolis sequer estavam na ala onde a fuga dos presos tinha se dado.

O governo de Goiás só vem com conversa nebulosa. Falta funcionários e o sindicato dos agentes disse que 900 aprovados no último concurso não foram chamados, agora o governador autorizou abrir concurso para mais 400.

Os que gerenciam essa fábrica de corrupção que são os concursos públicos é quem deviam estar presos, mas continuam a tentar enganar a população:

“Trata-se de uma intimidação inaceitável em face das medidas severas adotadas; e em hipótese alguma serão flexibilizadas.”

Então tá, vão vendo. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

A pena de morte aplicada pelo PCC e pela polícia.

Enquanto se discute no Brasil a possibilidade de aprovação da pena de morte, Graham Denyer Willis publica uma obra intitulada “The Killing Consensus: Police, Organized Crime, and the Regulation of Life and Death in Urban Brazil” desnudando a realidade brasileira.

Segundo o autor a pena de morte já existe e é plenamente aceita por diversos grupos sociais. Ele nos convida a abandonar nossas ilusões e enfrentar o fato que policiais e facções criminosas mantém a normalidade dentro de suas áreas utilizando esse mecanismo de justiça.

O Primeiro Comando da Capital PCC 1533 tem regras claras, escritas ou não, do que é ético no mundo do crime. A aplicação dessas normas acontece dentro das comunidades carentes e no mundo do crime. O resultado da ação da facção foi a diminuição dos homicídios e a normatização da segurança e do convívio dentro dos presídios e das regiões mais pobres sob seu domínio. Todos sabem que não cumprir a pena para quem não cumprir as regras é muitas vezes a morte, e isso é aceito consensualmente por parte da sociedade.
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O mesmo se dá com as forças policiais, que apesar de todas as regras de controle por vezes não matam apenas em nome da segurança pública ou em sua autodefesa, mas para fazerem justiça com suas próprias mãos. Outros personagens do sistema de social e de justiça relevam e encobrem essas ações ilegais protegendo os agentes públicos.

Willis tenta encontrar um padrão que explique a alternância dos períodos de paz e guerra entre os policiais e os criminosos e mesmo entre os próprios delinquentes entre eles mesmos, mas aparentemente não há um padrão. Quando há uma quebra por qualquer um dos lados desse acordo informal e tácito o “pacto do consenso” é temporariamente suspenso até que volte a imperar o que Willis chama de “soberania do consenso”.

Thomas Hobbes há quinhentos anos já explicava esse fenômeno quando afirmava que o homem quando defrontado com sua própria sobrevivência e sem poder contar com a proteção e controle das normas sociais de um estado passa a aceitar e defender o controle social por uma relação mútua de consenso com os outros membros de seu grupo. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

O Primeiro Comando administrará as penitenciárias.

O professor de Criminologia da Universidade de Westminster, o Dr. Sacha Darke, no artigo “When inmates make the rules (and enforce them): democracy in self-governing prisons” mostra que o sistema implantado nas prisões brasileiras pelo Primeiro Comando da Capital PCC 1533 nada mais é que um modelo de autogestão para viabilizar a administração do sistema penitenciário.

A autogestão das unidades carcerárias por parte dos presos é viável e já acontece na administração de meios, e no controle disciplinar e operacional, e não é apenas no Brasil que isso já acontece.

O artigo publicado no democraticaudit.com cita como exemplo a Prisão de San Pedro na Bolívia, que é uma verdadeira cidade, onde a administração é eleita pelos presos dentre os presidiários. Alguns deles vivem lá com suas famílias e tem empresas e empregos dentro dos muros da prisão.

De fato a comunidade está longe de ser um paraíso como é pintado pelos amantes dos Direitos Humanos: as lideranças dominam sob uma grande massa carcerária oprimida, agora não mais por agentes públicos mas pelos seus próprios pares, no entanto a experiência não pode ser desprezada.
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O sistema legal que escolhemos impede que cheguemos aos modelos nórdicos onde quase não existem prisioneiros, e nem mesmo na média da Europa, pois temos aqui mais de meio milhão de cativos, são 316 para cada grupo de 100.000 habitantes, mais que o triplo da média européia.

Nenhum país civilizado no mundo está à nossa frente. É insustentável. Dessa forma o governo deixa de ter condições de governar dentro dos presídios pois não tem condições de manter os serviços básicos, e é aí que entram as facções para suprir a impotência do estado.

No Brasil o PCC não é o único e nem foi o primeiro a atuar nesse campo, mas foi quem criou um sistema integrado nacional que utiliza milhares de profissionais das mais diversas áreas para dar um mínimo de dignidade e condições de vida para os presos.

O preconceito social que o Primeiro Comando da Capital carrega impede que haja a possibilidade de pleitear alterações legais para que assuma oficialmente a direção dos presídios, no entanto é possível que isso venha a acontecer utilizando empresas ou associações ligadas indiretamente ao grupo.

Hoje já existe um certo acordo entre as autoridades públicas e as lideranças das facções de modo a manter o sistema pelo menos em pé, mas esse arremedo está chegando a um ponto de ruptura.

A terceirização das prisões foi um passo dado mas a legislação aprovada não permitiu viabilidade para que o grupo assumisse a direção, ainda. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

O PCC1533, as torcidas organizadas, e o Alviverde.

Não é de hoje que existiria um salve para a tomada do controle das torcidas organizadas por parte das lideranças do Primeiro Comando da Capital PCC 1533. Esse assunto já foi algumas vezes analisado aqui e era de conhecimento público.

Agora a estratégia da facção terá que ser repensada, pois o peixe morre pela boca, e um dos integrantes declarou durante a reunião que teve com Bianchi “que não tinha que resolver p… nenhuma, que agora a Mancha era do crime, não tinha mais nada de torcida lá”

Em nota oficial a diretoria da Alviverde em um primeiro momento declarou que tinha a intenção de fechar suas portas mas mudou de ideia:

Informamos através dessa nota que a torcida Mancha Alviverde não irá encerrar suas atividades. Estamos passando por um momento de reestruturação, e também em respeito ao luto pela morte do nosso fundador e ex-presidente Moacir Bianchi, a torcida permanecerá com as suas atividades suspensas nos próximos dias. Pedimos para que todos os associados tenham compreensão e respeitem o momento que a entidade vem passando. Em breve retornaremos com novas informações sobre a entidade.
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A nova diretoria garante que não apenas vai impedir o domínio do PCC como vai vingar o crime contra seu presidente. Bem, o buraco é mais embaixo e o salve veio de cima, mas ninguém tinha ideia da repercussão desse assassinato.

Foi aberta a caixa de Pandora onde estavam guardados todos os segredos, agora as forças de segurança de todos os níveis tem caminho aberto para investigar todas as lideranças das torcidas organizadas de todo o estado. A Polícia Civil começou pelas torcidas do São Paulo e do Corinthians, além do Palmeiras, também vai reforçar as investigações sobre as escolas de samba ligadas às torcidas organizadas.

A nova diretoria da Torcida Alviverde está com sangue nos olhos, mas deverá tomar cuidado, pois o buraco é mais embaixo. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Depende de Gegê do Mangue o futuro do Cone Sul.

Poucos colocam em dúvida a importância de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, na hierarquia do Primeiro Comando da Capital (PCC 1533), no entanto o que poucos parecem ter atentado é para sua importância no cenário internacional.

O interesse da facção em se tornar um grupo com domínio internacional ficou claro com a eliminação de Jorge Rafaat Toumani e o fim da trégua entre PCC e Comando Vermelho CV.

O domínio no entanto não está sendo uma conquista fácil, pelo contrário, dezenas de soldados PCCs e do CV tem sido mortos em todas cidades da fronteira entre o Brasil e o Paraguai, e não existe perspectiva de alteração desse quadro.

A escolha de Gegê do Mangue para comandar as ações internacionais do Primeiro Comando nas fronteiras do sul é uma hipótese mais que provável e que está sendo analisada pelas autoridades. Ninguém duvida da capacidade de articulação e estratégia de Rogério Jeremias o que não se pode saber é até que ponto ela pode chegar.

A conquista e pacificação do Paraguai por parte do Primeiro Comando da Capital é fundamental para a solidificação das bases das operações no Uruguai, Argentina, e Bolívia. Essas nações não tem poder policial e experiência estratégica para combater o PCC.
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Gegê do Mangue possivelmente teria não apenas a função de atuar diretamente na entrada de armas e drogas para o Brasil, mas criar e fortalecer parcerias com outras facções criminosas dentro e fora dos presídios dos países onde a facção tem interesse.

A história demonstrou que o CV e o PCC foram criados justamente e evoluíram com a colocação de um grupo de criminosos no meio de outro grupo, e com a presença suposta do Gegê em terras estrangeiras, ele poderá não apenas exportar a tecnologia adquirida pelo PCC no Brasil como absorver e trazer para dentro de nosso país conhecimento e equipamentos utilizados pela grandes organizações terroristas e criminosas do restante do mundo, conforme nos conta Johana Catherine Perez Calderon em seu trabalho “La Triple Frontera como polo de atracción del yihadismo en la región de América Latina: Orientación teórico-histórica”.

No Brasil a influência do Primeiro Comando em todas as esferas públicas é conhecido, mas com sua força o quanto ele poderá influir na composição dos governos latino-americanos e na própria transformação cultural nas ruas daqueles países ainda é um fenômeno desconhecido. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Marcola, o PCC, e o conhecimento Vs o preconceito.

Dois fatos se somaram ao um texto que eu estava a ler: “Racismo Y Eugenesia” onde o autor discute o preconceito. Essa somatória gerou uma grande dúvida: será que sei, ou que alguém de fato sabe o que é de fato o Primeiro Comando da Capital?

Os dois fatos:
Há poucos dias um site chinês bqpu.net trouxe três matérias sobre o Primeiro Comando da Capital (首都第一司令部), e em uma delas Marcos Willians Hervas Camacho (科斯·卡马舒), o Marcola (马尔科拉), foi descrito como o maior gangster do Brasil e sua maior paixão seria a leitura do livro “A Arte da Guerra” de Sun Tzu.
Circula na rede um vídeo com o áudio descrevendo uma suposta entrevista que o Marcola teria dado ao Globo. Ela na realidade é o texto uma criação de Arnaldo Jabor, mas vale assistir e a leitura.

Resolvi então perguntar ao Marcola, afinal, quem melhor que o dono da empresa pode dizer o que ela de fato é? Bem, bati nas portas de Presidente Bernardes onde ele mora, mas o guarda que estava na portaria disse que ele não podia me atender naquele momento.

Então pensei no plano B.
E vou passar aqui o que lhe foi perguntado e o que ele disse, mas não hoje. Acho que amanhã, por hoje só vou explicar que trabalharei sobre o que ele contou durante o depoimento que deu em uma reunião reservada na Câmara dos Deputados durante mais de quatro horas de audiência.

Tudo isso por que Marcola diz que existe uma grande diferença entre aquilo que as pessoas acham que o Primeiro Comando é daquilo que ele é realmente. E está certo, de fato ninguém sabe realmente o que a facção representa hoje, pois assim como nas religiões a crença substituiu totalmente a razão.

O site chinês ou o texto de Arnaldo Jabor ilustram bem isso. O imaginário que se criou em torno da facção aumenta a cada história e são várias novas histórias todos os dias.
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O que Marcola propõe então é uma análise epistemológica da facção. Para isso teremos que tentar enxergar os verdadeiros limites do nosso conhecimento diferenciando:

  • o nosso conhecimento do que a facção é e essa certeza nos é dada pela somatória da realidade com nosso conceito;
  • o que o imaginário de cada um tem sobre ela, e que de fato é real mas não tem informações para comprovar a si mesmo (preconceito positivado);
  • o que de fato ela é; e
  • o que a sociedade pensa que ela é.

Bem, eu por meu lado proponho que cada um realmente coloque de lado seus conceitos e preconceitos a respeito do Primeiro Comando da Capital e tentem fazer esse exercício. O que de fato sabemos e o que não sabemos só achamos, e isso é preconceito previsto em nosso código penal. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

A Guerra do Paraguai não terminou: PCC X CV.

A ação de 15 de Julho de 2016 em Pedro Juan Caballero foi comemorada pela irmandade dos PCCs com alegria e medo.

O Primeiro Comando da Capital PCC1533 quebrava naquela noite o acordo que mantinha com o Comando Vermelho CV. O espetacular assassinato de Jorge Rafaat Toumani entrou para a história dos grandes crimes não apenas do Brasil mas das Américas.

O domínio das fronteiras paraguaias pareciam naquele momento garantidas e serviriam para enfraquecer pouco a pouco a facção do Rio de Janeiro. Era de se esperar reações e elas vieram por todo o país.
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Centenas de soldados PCCs morreram em diversas batalhas sejam em ações diretas, seja através de grupos aliados dos CVs como os FDNs e os SDCs, isso era de se esperar, mas…

Ninguém esperava que a Guerra do Paraguai seria tão demorada na fronteira. Passado quase um ano o domínio do Primeiro Comando ainda não foi consolidado apesar das alianças feitas com grupos locais e estrangeiros dos dois lados da fronteira.

A morte ontem de Claudenilson Duarte Martinez foi mais um capítulo nessa guerra. Claudenilson havia ganhado o semiaberto e tinha acabado de sair do Presídio de Ponta Porã de onde foi seguido por duas motos que interceptaram o veículo de Claudenilson na esquina da Avenida Brasil com a Duque de Caxias. A liberdade dele não durou seis minutos até ser executado com mais de vinte tiros.

Um dia antes o PCC Sérgio Ramão Vargas Ramos foi morto com mais de oitenta tiros na cidade paraguaia de Bella Vista do Norte a pouco mais de 130 quilômetros dali. Nesse caso dois dos assassinos foram presos e pertencem ao Comando Vermelho.

A força comercial da Rota Paraguaia para o Comando Vermelho fica claro quando vemos a quantidade de armas apreendidas apenas esse ano pelas diversas forças policiais no trajeto até o Rio de Janeiro – só em munições de fuzil e pistolas 9mm já passam de 20 mil. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

A garota que visita o preso do PCC é sua mulher?

Você já visitou um preso dentro do Sistema Carcerário? Se sim, sabe do que vou falar aqui; se não, e você é uma mulher, garanto que não vai querer passar o inferno que é fazer uma visita a um familiar dentro do Sistema Prisional. A humilhação imposta é indescritível, mas tem mulheres que vão, mesmo sem serem parentes ou amantes dos prisioneiro. Estranho?

Elas executam trabalhos específicos para o Primeiro Comando da Capital (PCC 1533), como levar informações, drogas e celulares para dentro dos muros. Por vezes, sequer são companheiras (mulheres que fazem parte do PCC, mas não foram batizadas); geralmente elas são as aliadas (mulheres contratadas para missões, mas sem vínculo com a facção).

O jornalista Josmar Josino, em seu livro Casadas com o Crime, explica como funcionam as complicadas relações de respeito dentro do PCC, no qual os familiares são seres quase que sagrados, e não devem ser envolvidos nos movimentos de maior risco de perda de liberdade, principalmente se forem suas visitas: mães, mulheres, e irmãs:

“Os integrantes do PCC abraçam o discurso de proteção da família e contratam outras para fazer a ponte das informações. É como uma profissão”.

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Quanto você recebe por mês? Dois mil reais? Quatro? Bem, e quanto você acha que essas garotas recebem?

Vou contar algo para você, “viver do lado certo do lado errado da vida” tem um preço. No começo, quando o PCC assumiu as carceragens, era fogo, aos poucos começou a profissionalizar o ingresso das mercadorias, mas mesmo assim, havia muita exploração, algumas garotas eram usadas como mulas e não recebiam um valor digno para o trabalho. Hoje o PCC tem um salve com os valores.

Pois é, em uma visita, uma garota companheira ou aliada, pode tirar algo próximo aos dez mil reais, mas detalho isso outro dia.

O Promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (GAECO) explica que essas garotas se passam por amantes ou namoradas dos presos, e os agentes penitenciários, mesmo nas revistas íntimas, não conseguem encontrar os objetos escondidos, pois ficam dentro do corpo das mulheres.

As garotas são convidadas para as missões, pois “ninguém é obrigado a nada no PCC”, participa quem quer e por suas razões. — todos os membros da Família 1533 se orgulham disso.

Antes do Primeiro Comando assumir os presídios, a situação era muito pior.

Hoje, nenhuma das mulheres que fazem esse serviço são obrigadas a isso, mas antes, os familiares dos presos mais fracos que não tivessem como pagar por proteção — fossem mulheres, crianças, e ou até bebês — eram utilizados para levarem dentro de seus corpos drogas e celulares; se não o fizessem, o preso era torturado ou morto.

Agora, a maioria das garotas faz o trabalho para ganhar dinheiro, muito dinheiro, mas nem sempre esse é a principal razão, e esses casos eu chamaria de efeito Perséfone, pois me lembra a história daquela adolescente que vivia com seus pais no Monte Olimpo.

Você já visitou um preso dentro do Sistema Carcerário? Se não, e você é uma mulher, garanto que não vai querer passar o inferno que é fazer uma visita a um familiar dentro do Sistema Prisional. Talvez pense que isso jamais acontecerá com você ou com algum familiar seu. Pois é: Deméter, a mãe de Perséfone, também pensava dessa forma.

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Já conheci alguns casos assim: a família sempre acusa as más companhias, ou um namorado. Bem, Deméter acusou Hades, mas por maior que fosse os esforços da família, Perséfone não queria mais voltar, e acabou aceitando ficar entre esses dois mundos, o da família e o do submundo — como vejo muito acontecer até hoje, nas melhores famílias.

Hades não escolheu viver a vida que vivia, mas mesmo que a vida não tenha lhe dado muitas escolhas, ele soube aproveitar as oportunidades: fez do inferno seu reino e levou sua garota para lá, sua Arlequina, sua Perséfone, que também escolheu viver com ele, no lado perigoso e escuro da vida.

Despina, a irmã de Perséfone, tentava por inveja estragar a relação do casal através de intrigas e fofocas. Até hoje isso acontece. Seja com nossa heroína, seja com as garotas que circulam em nosso Sistema Prisional. Só que assim como Hades, que matou muitos que tentaram prejudicar sua amada, os PCCs não admitem que mexam com suas Arlequinas.

Por pura curiosidade: Hades recebia as mais belas e quentes mulheres no Tártaro, mas, por incrível que pareça, apesar da fama de mulherengo, de garanhão, o cara sempre foi fiel à sua garota — ela era sua garota, as outras eram apenas “aliadas” contratadas para fazer trabalhos específicos, como levar informações e outras coisas para dentro do Tártaro.
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Preso no Paraná Wanderlei Benites, o Bilu do PCC.

Wanderlei Benites, o Bilu, era apontado pela polícia paranaense como articulador da fuga de presos do PCC da PEP 1 e ligado à “gangue da marcha-ré”. Preso após longo período de buscas, já possuía antecedentes criminais. A fuga demonstrou que o PCC permanecia ativo e organizado no Paraná.

O cara era considerado o cara pela polícia do Paraná.

Segundo o Tribuna do Paraná, o delegado Rodrigo Brown atribuía a Wanderlei Benites, conhecido como Bilu, parte da organização da fuga de dezenas de presos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) da Penitenciária Estadual de Segurança Máxima de Piraquara, a PEP 1.

A operação de resgate chamou a atenção pelo poder de fogo empregado pelos criminosos. O Major Cesar, do BOPE, elogiou a ação da equipe responsável pela captura e resumiu a situação da seguinte maneira:

“Eles vieram para o arrebatamento bem preparados, vieram com armas de grosso calibre, com grande potencial ofensivo. Com os quatro capturados haviam três fuzis 762, duas pistolas 9mm, e dois coletes balísticos. Eles vieram preparados para a guerra mesmo.”

A geografia da ironia e a força do PCC

A Operação Alexandria, organizada para desarticular as organizações criminosas atuantes no Paraná, tentou durante mais de um ano localizar Bilu, mas sem sucesso. Ele só acabou encontrado no bairro curitibano do Parolin, depois de uma outra operação realizada justamente para identificar os organizadores e participantes da fuga da PEP 1.

Bilu também era apontado como responsável pelas ações da chamada “gangue da marcha-ré”, que vinha atuando em Curitiba.

Além dos novos processos decorrentes dessas investigações, Wanderlei já possuía antecedentes por associação criminosa, homicídios e latrocínio, entre outros artigos.

Curiosamente, o mesmo delegado que comandou a operação que resultou em sua prisão na noite daquela quarta-feira, 1º de fevereiro, já havia prendido Bilu no passado. Na ocasião, ele fora reconhecido por testemunhas como autor de um latrocínio ocorrido no bairro curitibano de Água Verde.

A geografia, nesse caso, parece ter algum gosto particular pela ironia. Apenas a Avenida Presidente Kennedy separava o bairro onde o crime havia sido cometido do local onde Bilu seria preso mais de um ano depois.

Em 2014, a própria Polícia Civil do Paraná, em sua página oficial, afirmou que a prisão de Wanderlei e de outros 22 integrantes da organização criminosa teria desestruturado o grupo naquele estado.

Bem, a fuga da PEP 1, posteriormente atribuída à articulação do mesmo Wanderlei, mostrou que a história não era exatamente essa.

Se a prisão de 2014 deveria ter desestruturado o Primeiro Comando da Capital no Paraná, a fuga da penitenciária de segurança máxima serviu como uma espécie de resposta prática, quase uma nota de rodapé escrita com pólvora: o PCC continuava ativo e demonstrava capacidade de organização no estado.

PCC, onde estão, quantos são, e qual sua força?

Relatório do Ministério Público de São Paulo, mostra que o número de filiados do Primeiro Comando da Capital (PCC 1533) era em 2016 de aproximadamente 18.000 espalhados em todo o território brasileiro, sendo que a maioria atua fora do estado de São Paulo — este número não inclui os integrantes das facções aliado: Amigo dos Amigos (ADA, Rio de Janeiro), Bonde do Maluco (BDM, Bahia), Bonde dos 13 (B13, Acre), Guardiões do Estado (GDE, Ceará) e o Bonde dos 40 (B40, Maranhão).

O que falamos neste site dos Amigos dos Amigos→ ۞
O que falamos neste site do Bonde dos 13 → ۞
O que falamos neste site do Bonde do Maluco → ۞
O que falamos neste site dos Guardiões do Estado → ۞
O que falamos neste site do Bonde dos 40 → ۞

No território paulista haveriam 7.000 PCCs e no restante do país 11.157, sendo que a possibilidade de crescimento fora de São Paulo é maior, visto que o mercado interno já está próximo a saturação, o número que circula dentro da facção no entanto é de aproximadamente 25.000 integrantes, e após o início das chacinas deste ano o ritmo de batismos fora do estado se intensificou.

A Guerra entre as Facções já era esperada.

A Família do Norte (FDN), o Sindicato do Crime (SDC-RN), e Comando Vermelho (CV), tentam impedir a hegemonia paulista cujas as causas teriam sido entre outras:

  • o suposto acordo existente entre governo do estado de São Paulo com a liderança da organização criminosa que teria sido um dos responsáveis pela diminuição do índice de homicídios no estado e o fim dos ataques às forças de segurança paulistas; e
  • o crescimento da população carcerária brasileira de 90 mil em 1990 para 622.202 em 2016, um crescimento de 691,3% em 26 anos.
A estratégia do Comando é fechar as fronteiras de acesso ao narcotráfico.

Sendo uma organização informal, e não dispondo de meios eficientes de comunicação, depende de contato direto para administrar o crescimento, o que a obriga a ser reinventar a cada momento.

O controle do número de integrantes e suas contribuições, são administradas pela Sintonia do Progresso, mas como há sempre risco de cair nas mãos da polícia, parte das anotações seguem feitas manualmente, e não é possível se mensurar com exatidão o número de integrantes.

O Ministério Público do Estado de São Paulo publicou em agosto de 2016 a estimativa a qual comparamos com o número total de presos no Sistema Nacional. O Primeiro Comando, mudou seu foco, buscando ampliar sua base fora das muralhas, chegando a punir os integrantes que percam a liberdade.

População Prisional 2014 Integrantes da Facção PCC Relação
Acre 3486 578 16,58%
Alagoas 5785 970 16,77%
Amapá 2654 167 6,29%
Amazonas 7455 116 1,56%
Bahia 15399 216 1,40%
Ceará 21789 1396 6,41%
Distrito Federal 14171 103 0,73%
Espírito Santo 16234 177 1,09%
Goiás 13244 279 2,11%
Maranhão 6098 161 2,64%
Mato Grosso 10357 172 1,66%
Mato Grosso do Sul 14904 780 5,23%
Minas Gerais 61286 855 1,40%
Pará 13268 240 1,81%
Paraíba 9596 174 1,81%
Paraná 28702 2100 7,32%
Pernambuco 31510 154 0,49%
Piauí 3224 103 3,19%
Rio de Janeiro 39321 114 0,29%
Rio Grande do Norte 7081 446 6,30%
Rio Grande do Sul 28059 686 2,44%
Rondônia 7631 411 5,39%
Roraima 1610 782 48,57%
Santa Catarina 17914 183 1,02%
São Paulo 219053 7000 3,20%
Sergipe 4307 198 4,60%
Tocantins 3233 212 6,56%
Total 219.053 18773 6,09%
População prisional infopen junho de 2014
Centro de Segurança Institucional e Inteligência do MP-SP ago 2016

Policial queima bandeira do SCD RN em Alcaçuz.

Em vídeo policial do Rio Grande do Norte após retirar uma bandeira do SDC RN coloca fogo e manda um recado para o presidente da facção:

Essa é uma bandeira do Sindicato do RN, tocaram o maior terror.
= Senhor Governador, bote o PCC lá para a casa do cacete.
Com medo do PCC.

Nós policiais somos imparciais!
Como eu falei ontem nós policiais somos imparciais eu fui buscar essa bandeira lá em cima porque eles estavam todos cantando de galo e gritando Cantando de galo e gritando 1814. Olha o que vai acontecer agora com a 1814.

Então eu acho assim. A sociedade não tem culpa não tem culpa da briga de você nós policiais estamos aqui para fazer o nosso trabalho se for preciso a gente faz.
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Eu como policial faço junto com a minha equipe. Se vier pra cima vai achar vai encontrar e vai queimar no meio da praça. Nós não temos nada a ver com a briga. A sociedade não tem que pagar isso.

Para você presidente do sindicato eu tô dizendo isso porque a culpa foi de Mateus Mateus é que anda desafiando a gente aqui dizendo que vai tocar fogo nisso e naquele outro, e vão atirar em polícia. Eu sei que vocês não é de fazer isso, não pelo menos pelo que eu vejo. Vocês que são cabeça lá de cima não. Daí vem um laranjinha vem desafiar a polícia.

Então você quer arrancar cabeça de quem queimou a bandeira do RN, fique sabendo que a culpa foi do Mateus do Leningrado, não culpe o cidadão de bem que a gente não tem nada com o PCC ou o caralho a quatro.

Pronto, já tá pegando fogo com força.