O dinheiro do CV e os planos do PCC para o Amazonas

A Operação Rio Amazonas buscou desbaratar o esquema de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho CV no Rio de Janeiro através da sua célula do Amazonas.

Não dava para entender a dificuldade do Primeiro Comando da Capital em dominar Manaus e a Rota do Solimões depois que a Família do Norte FDN ruiu.

De onde vinha a força do Comando Vermelho que só estava conseguindo vitórias, se está enfrentando tanta dificuldade nas comunidades cariocas com o apoio do governo Bolsonaro às milícias?

Talvez, a Operação Rio Amazonas, talvez seja um indício que o CV estava primeiro mandando a grama para depois mudar sua base central para o Norte — o CV já teria investido 126 milhões de Reais na região.  

Também chamou a atenção que a equipe que fazia a lavagem do dinheiro do CV era a mesma que lavava para o PCC. — Bruna Fantti para o Último Segundo

PCCs condenados por ostentar queimando dinheiro

Podiam estar matando, podiam estar roubando, mas não, eles estavam queimando notas de 100 Reais e postando nas redes sociais para ostentar poder e chamar a atenção.

Chamaram.

A Operação Pindorama foi montada para descobrir quem eram aqueles integrantes do Primeiro Comando da Capital de Campo Grande no Mato Grosso do Sul que estavam desafiando a polícia dessa forma.

Em maio de 2020 a polícia saiu as ruas pendendo 13 PCCs e apreenderam 578,41 Kg de maconha, 5,27 Kg de cocaína e 5,59 Kg de pasta base de cocaína, além de cem mil reais em dinheiro.

Agora saiu a condenação na justiça dos envolvidos, e as a penas foram de 4 até 23 anos de prisão no fechado. — MP-MS

Porque o Primeiro Comando da Capital cresceu tanto?

A facção PCC chegou mostrando força na década de 1990 defendendo uma ideologia de luta contra a opressão do Estado, com uma bandeira, com um estatuto que oferece proteção aos presos e a suas famílias, que avançou onde o Estado falhou, isso é um fato, mas logo começaram a aparecer os primeiros presos degolados, sem língua, sem coração — ninguém me contou, vi com meus próprios olhos.

Falo com muita intimidade sobre crime organizado porque vi o PCC nascer dentro dos presídios de São Paulo.

O Marcola era homicida, sequestrador, roubava banco, não tinha nada a ver com a facção, mas é um homem articulado. E quando ele foi levado para o presídio de Tremembé começa a conversar com os últimos presos políticos no sistema prisional e aprende com eles sobre como estruturar o tráfico, a gerenciar como uma empresa, ao mesmo tempo em que vende internamente para os detentos a ideia de uma irmandade revolucionária. Hoje, após invadir o Paraguai, o PCC virou uma organização transnacional que vende drogas para África e Ásia.

 

 

Cai um dos centros de distribuição do PCC em Dourados

Aquele momento em que o moleque faz o que não deve.

Casa boa, local tranquilo, ninguém tinha desconfiado daquela residência no Jardim Esplanada em Dourados no Mato Grosso do Sul.

Passa uma viatura da Guarda Civil Municipal e vê um moleque correndo e pulando para dentro. O moleque vazou pelos fundos, mas o prejuízo ficou…

Perderam 300 quilos e tudo mais para a pesagem e distribuição, e se a casa for considerada pela Justiça como entreposto do Primeiro Comando da Capital, até ela e seus proprietários vão rodar. — Hélio Freitas para o Campo Grande News

Integrantes do PCC sequestram esposa de CV

O CV Júlio Grampão de Arapiraca no Alagoas está preso. Integrantes do Primeiro Comando da Capital queriam saber de onde vinha a droga que ele estava vendendo.

Duas companheiras PCC levaram Cida, a mulher dele, para uma mata no Vale do Perucaba e arrebentaram ela por dois dias, depois levaram para uma casa no Cacimbas.

Ela mesmo relata:

 

Cida relatou à Polícia que na terça-feira (15), estava em sua residência na companhia de seu filho, e por volta das 22h30, foi abordada pelos dois envolvidos, acompanhados por outros indivíduos identificados como “Toquinho”, “DJ”, “Luxura”, “Neguinho” e “Bagaceira”, e foi levada para a Matinha da Catita…

 Alguém ficou sabendo e avisou a polícia que a resgatou e prendeu dois que estavam na contenção: Carlos Eduardo Silva e Jussara Matias Silva. — leia a reportagem completa na TVOOPS

Integrante do PCC é morto no Mato Grosso por CVs

Vindo do Espírito Santo, Maurício Ferreira Lucas mal se ajeitou em Lucas do Rio Verde no Mato Grosso, e os integrantes do Comando Vermelho da cidade descobriram que era integrante do Primeiro Comando da Capital.

Ele foi pego em um bar lotado no Parque das Américas, foi morto e seu corpo jogado em um buraco. A investigação da polícia foi rápida e arrastou para a delegacia, onde oito acabaram presas pelo homicídio.

O PCC engasgou tomando café ou teve que tomar gatorade?

A Penitenciária de Segurança Máxima de Presidente Venceslau é para onde são mandados os líderes do Primeiro Comando da Capital, e é lá que estava Albiazer Maciel de Lima, conhecido como “rei do roubo de cargas”.

Os presos afirmam que ele engasgou com o café, mas não existem muitas dúvidas que ele tomou mesmo foi “gatorade” — uma mistura de cocaína, vinagre e água que serve para matar sem sinais de violência.

Albiazel só se envolvia em crimes milionários e sua morte interessava a muita gente dentro das prisões mas também entre empresários e políticos que podem ter se envolvido em seus negócios. — Josmar Jozino para o UOL

Integrantes do Comando Vermelho matadores de PCCs

Há uma semana mataram o PCC Chakau e ontem mataram o PCC Mateus em Manaus no Amazonas, e as câmeras de segurança flagraram o momento que fugiam após o segundo crime.

O crime aconteceu no bairro Monte Sião, na Zona Leste e faz parte da guerra travada entre o Primeiro Comando da Capital, aliado do Cartel do Norte (CDN) e Guardiões do Estado (GDE), contra o Comando Vermelho (CV). — Júnior Ferreira para o UnoMidias

Na Zona Leste, o Comando Vermelho domina e o Cartel do Norte está com dificuldade de manter os focos de resistência nos bairros de: Mozinha, Gilberto Mestrinho, São José e Tancredo Neves.

Algumas áreas da Zona Leste estão na estratégica posição de permitir um ataque rápido à região central e seus becos e vielas dificultam a a ação da polícia e dos inimigos, além de facilitar tanto emboscadas quanto fugas. — Ayrton Senna Gazel para o emtempo

Já na Zona Sul, o Cartel do Norte controla com pouca resistência do Comando Vermelho em partes do: Alvorada, Morro da Liberdade, Santa Luzia, São Lázaro, São Jorge, e Vila da Prata, Parque 10 de Novembro, Colônia Oliveira Machado.

Integrantes do Primeiro Comando da Capital estão pichando todos os muros e paredes das residências do bairro da Praça 14 de Janeiro da Zona Sul a marca da facção e em alguns pontos a frase “quem vender drogas vai morrer”.

Quinta-feira desta semana um integrante do Comando Vermelho foi morto no bairro da Praça 14 de Janeiro. — Portal do Zacarias

Junho de prejuízos para a facção PCC em Limeira

O integrante do Primeiro Comando da Capital preso dessa vez, preparava e vendia no varejo drogas no Jardim Anhanguera em Limeira e seu enteado de 15 anos era o responsável pelo comércio no bairro Novo Horizonte. — Fernando Covre para rapidonoar

Dois dias antes, outro integrante da facção caiu em uma abordagem no bairro Ernesto Kuhl, foi encontrado 120 gramas de cocaína, 196 gramas de maconha e 135 ml de lança-perfume, de posse de um rapaz que alegou que precisava vender aquele produto para pagar a mensalidade da organização criminosa. — Fernando Covre para o rapidonoar

No início desse mês, a Operação Sintonia derrubou na cidade o Corintiano, integrante da facção que seria o responsável pela movimentação do dinheiro e abastecimento de outras biqueiras da região: Cordeirópolis, Charqueada, Araras, Santa Gertrudes e Rio Claro. — Denis Martins para o Diário da Justiça

Integrante do Comando Vermelho foge a nado de PCCs

O integrante do Comando Vermelho de Boa Vista em Roraima foi convidado para ir a casa de uma garota, mas ao chegar ele foi rendido por quatro homens e duas mulheres com ligações com o Primeiro Comando da Capital.

Arrastaram para dentro da casa e fizeram um Tribunal do Crime, onde o disciplina condenou o CV a morte. Levaram-no até um lago na região do Anel Viário, nas proximidades do rio Cauamé.

Zoavam o CV antes de matar, ameaçando-o com faca e machado, mas o cara foi ligeiro e conseguiu tirar as amarras, correu para a água, mergulhou, nadou para o outro lado e correu, correu, e só parou na base da polícia.

Os PCCs em vez de sumirem, já que a presa escapou, voltaram para a casa onde renderam o CV. Não prestou. A PM chegou e arrastou os seis para a tranca. — Portal Roraima 1

O Geral do Progresso do PCC e o Misterioso Assassinato

Em 2015, Diego Marcelo Juiz era o “geral do progresso” do Primeiro Comando da Capital e atuava na região da fronteira com o Paraguai.

Por alguma razão, contratou Daniel Duarte Medina para atravessar uma carga de maconha do Paraguai para o Brasil, e contratou Américo Ramires Chaves para executar Daniel.

Daniel acabou sendo morto com 13 tiros de 9mm, e a morte também chegou para Américo, aí só sobrou Diego que nega tudo. Talvez nunca saibamos a razão desse assassinato que começou em Ponta Porã e acabou em Pedro Juan Caballero.

Hoje Diego que veste outra camisa e corre pelo Comando Vermelho foi finalmente condenado pela morte de Daniel a anos de prisão.

Ex-vereador do PTB administrava imóveis e negócios do PCC

O advogado e ex-vereador de Caraguatatuba Flávio Rodrigues Nishiyama Filho, eleito pelo PTB de Roberto Jefferson, foi condenado há 10 anos de prisão por intermediar entre a cúpula do Primeiro Comando da Capital e os presos suas declarações em juízo para não comprometerem a organização, além de cuidar dos interesses imobiliários e financeiros da facção. — Nova Imprensa

Preso Gordão de Maringá, um dos braços do PCC Minotauro

O artigo narra uma operação policial em Vila Esperança, que interrompeu as atividades de um líder do PCC, Gordão de Maringá, e destaca a influência contínua da organização na sociedade, através da figura de “Minotauro”. Discute a complexidade da luta contra organizações criminosas e a necessidade de uma abordagem mais abrangente que vá além das prisões e apreensões.

Gordão de Maringá, figura notória, viu seu império desafiado pelas forças da lei. Ligado ao Primeiro Comando da Capital (facção PCC 1533), sua história revela a complexa teia do crime organizado. Mergulhe na luta incessante contra essas forças sombrias, explorando a saga de poder, desafio e redenção.

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Público-alvo: Este texto é dirigido a leitores interessados em segurança pública, criminologia, política social, e àqueles que buscam compreender a dinâmica e o impacto das organizações criminosas na sociedade brasileira. Também é relevante para profissionais da área de segurança, estudiosos do direito penal, jornalistas, e o público em geral que se preocupa com as questões de criminalidade e justiça social.

O Crepúsculo do Poder nas Sombras

Na penumbra que se estende pelas belas ruas da Vila Esperança, em Maringá, um episódio recente reacendeu o debate acerca da persistente influência de organizações criminosas na sociedade brasileira. Conhecido nas sombras urbanas como Gordão de Maringá, um proeminente membro do Primeiro Comando da Capital (PCC), encontrou seu reinado de terror momentaneamente interrompido pelas autoridades. Em uma operação meticulosamente planejada, a polícia adentrou seu refúgio, não encontrando mais do que armamentos que, embora limitados em quantidade, eram letais em sua potencialidade: uma pistola Glock 9mm, acompanhada de carregadores estendidos, e um revólver calibre 38.

Este evento não apenas ressalta a presença contínua do PCC nas estruturas urbanas, mas também ilumina a figura enigmática de “Minotauro”. Mesmo confinado pelos grilhões da lei desde fevereiro de 2019, sua influência transcende as barreiras físicas da prisão, manifestando-se na coordenação e no controle das operações criminosas no sul do país. Minotauro, uma figura quase mítica dentro da organização, delegou a Gordão de Maringá a tarefa de manter a ordem e expandir os domínios do PCC na região, uma demonstração clara do poder que certos indivíduos detêm, mesmo quando subjugados pela justiça.

Este episódio é um microcosmo de uma questão muito mais ampla e complexa, evidenciando a dificuldade em erradicar a influência de organizações criminosas entranhadas no tecido social. A prisão de um líder, ou a apreensão de armas, embora sejam vitórias importantes, não são suficientes para desmantelar as redes de poder que operam nas sombras, alimentadas por uma mistura de medo, lealdade e a promessa de poder.

A saga de Gordão de Maringá e Minotauro no Primeiro Comando da Capital é um lembrete sombrio de que a luta contra o crime organizado é um caminho longo e sinuoso, pontuado por vitórias e reveses. Ela também destaca a resiliência dessas organizações e a necessidade de uma abordagem mais holística, que não apenas puna os culpados, mas também atue nas causas subjacentes que alimentam essa espiral de violência e desespero.

Bilhete de loteria do PCC vincula casal ao crime organizado

Eles estavam levando a droga de São Paulo capital para Sertãozinho em um veículo de aplicativo que foi parado em uma abordagem de rotina na Vila Tibério em Ribeirão Preto, e a casa caiu.

Tudo bem, o casal estava com um quilo de crack, nove mil em notas falsas de 100 Reais e um celular roubado, tá, isso é problema, mas a zica mesmo estava nos bilhetes de loteria do PCC.

Mas se não bastassem responder de uma única vez por tráfico, falsificação e receptação, ainda vão ter a pena aumentada em muito pela posse dos bilhetes de loteria do PCC, pois serão enquadrados em organização criminosa. — Portal Thathi

 
Ribeirão Preto tem sido um lugar zica para os integrantes do Primeiro Comando da Capital nas últimas semanas — é melhor se benzerem por lá, porque o encosto está pesado.