Porque o Primeiro Comando da Capital cresceu tanto?

A facção PCC chegou mostrando força na década de 1990 defendendo uma ideologia de luta contra a opressão do Estado, com uma bandeira, com um estatuto que oferece proteção aos presos e a suas famílias, que avançou onde o Estado falhou, isso é um fato, mas logo começaram a aparecer os primeiros presos degolados, sem língua, sem coração — ninguém me contou, vi com meus próprios olhos.

Falo com muita intimidade sobre crime organizado porque vi o PCC nascer dentro dos presídios de São Paulo.

O Marcola era homicida, sequestrador, roubava banco, não tinha nada a ver com a facção, mas é um homem articulado. E quando ele foi levado para o presídio de Tremembé começa a conversar com os últimos presos políticos no sistema prisional e aprende com eles sobre como estruturar o tráfico, a gerenciar como uma empresa, ao mesmo tempo em que vende internamente para os detentos a ideia de uma irmandade revolucionária. Hoje, após invadir o Paraguai, o PCC virou uma organização transnacional que vende drogas para África e Ásia.

 

 

Autor: Ricard Wagner Rizzi

O problema do mundo online, porém, é que aqui, assim como ninguém sabe que você é um cachorro, não dá para sacar se a pessoa do outro lado é do PCC. Na rede, quase nada do que parece, é. Uma senhorinha indefesa pode ser combatente de scammers; seu fã no Facebook pode ser um robô; e, como é o caso da página em questão, um aparente editor de site de facção pode se tratar de Rícard Wagner Rizzi... (site motherboard.vice.com)

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