O PCC1533, as torcidas organizadas, e o Alviverde.

Não é de hoje que existiria um salve para a tomada do controle das torcidas organizadas por parte das lideranças do Primeiro Comando da Capital PCC 1533. Esse assunto já foi algumas vezes analisado aqui e era de conhecimento público.

Agora a estratégia da facção terá que ser repensada, pois o peixe morre pela boca, e um dos integrantes declarou durante a reunião que teve com Bianchi “que não tinha que resolver p… nenhuma, que agora a Mancha era do crime, não tinha mais nada de torcida lá”

Em nota oficial a diretoria da Alviverde em um primeiro momento declarou que tinha a intenção de fechar suas portas mas mudou de ideia:

Informamos através dessa nota que a torcida Mancha Alviverde não irá encerrar suas atividades. Estamos passando por um momento de reestruturação, e também em respeito ao luto pela morte do nosso fundador e ex-presidente Moacir Bianchi, a torcida permanecerá com as suas atividades suspensas nos próximos dias. Pedimos para que todos os associados tenham compreensão e respeitem o momento que a entidade vem passando. Em breve retornaremos com novas informações sobre a entidade.
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A nova diretoria garante que não apenas vai impedir o domínio do PCC como vai vingar o crime contra seu presidente. Bem, o buraco é mais embaixo e o salve veio de cima, mas ninguém tinha ideia da repercussão desse assassinato.

Foi aberta a caixa de Pandora onde estavam guardados todos os segredos, agora as forças de segurança de todos os níveis tem caminho aberto para investigar todas as lideranças das torcidas organizadas de todo o estado. A Polícia Civil começou pelas torcidas do São Paulo e do Corinthians, além do Palmeiras, também vai reforçar as investigações sobre as escolas de samba ligadas às torcidas organizadas.

A nova diretoria da Torcida Alviverde está com sangue nos olhos, mas deverá tomar cuidado, pois o buraco é mais embaixo. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Marcola, o PCC, e o conhecimento Vs o preconceito.

Dois fatos se somaram ao um texto que eu estava a ler: “Racismo Y Eugenesia” onde o autor discute o preconceito. Essa somatória gerou uma grande dúvida: será que sei, ou que alguém de fato sabe o que é de fato o Primeiro Comando da Capital?

Os dois fatos:
Há poucos dias um site chinês bqpu.net trouxe três matérias sobre o Primeiro Comando da Capital (首都第一司令部), e em uma delas Marcos Willians Hervas Camacho (科斯·卡马舒), o Marcola (马尔科拉), foi descrito como o maior gangster do Brasil e sua maior paixão seria a leitura do livro “A Arte da Guerra” de Sun Tzu.
Circula na rede um vídeo com o áudio descrevendo uma suposta entrevista que o Marcola teria dado ao Globo. Ela na realidade é o texto uma criação de Arnaldo Jabor, mas vale assistir e a leitura.

Resolvi então perguntar ao Marcola, afinal, quem melhor que o dono da empresa pode dizer o que ela de fato é? Bem, bati nas portas de Presidente Bernardes onde ele mora, mas o guarda que estava na portaria disse que ele não podia me atender naquele momento.

Então pensei no plano B.
E vou passar aqui o que lhe foi perguntado e o que ele disse, mas não hoje. Acho que amanhã, por hoje só vou explicar que trabalharei sobre o que ele contou durante o depoimento que deu em uma reunião reservada na Câmara dos Deputados durante mais de quatro horas de audiência.

Tudo isso por que Marcola diz que existe uma grande diferença entre aquilo que as pessoas acham que o Primeiro Comando é daquilo que ele é realmente. E está certo, de fato ninguém sabe realmente o que a facção representa hoje, pois assim como nas religiões a crença substituiu totalmente a razão.

O site chinês ou o texto de Arnaldo Jabor ilustram bem isso. O imaginário que se criou em torno da facção aumenta a cada história e são várias novas histórias todos os dias.
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O que Marcola propõe então é uma análise epistemológica da facção. Para isso teremos que tentar enxergar os verdadeiros limites do nosso conhecimento diferenciando:

  • o nosso conhecimento do que a facção é e essa certeza nos é dada pela somatória da realidade com nosso conceito;
  • o que o imaginário de cada um tem sobre ela, e que de fato é real mas não tem informações para comprovar a si mesmo (preconceito positivado);
  • o que de fato ela é; e
  • o que a sociedade pensa que ela é.

Bem, eu por meu lado proponho que cada um realmente coloque de lado seus conceitos e preconceitos a respeito do Primeiro Comando da Capital e tentem fazer esse exercício. O que de fato sabemos e o que não sabemos só achamos, e isso é preconceito previsto em nosso código penal. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

A garota que visita o preso do PCC é sua mulher?

Você já visitou um preso dentro do Sistema Carcerário? Se sim, sabe do que vou falar aqui; se não, e você é uma mulher, garanto que não vai querer passar o inferno que é fazer uma visita a um familiar dentro do Sistema Prisional. A humilhação imposta é indescritível, mas tem mulheres que vão, mesmo sem serem parentes ou amantes dos prisioneiro. Estranho?

Elas executam trabalhos específicos para o Primeiro Comando da Capital (PCC 1533), como levar informações, drogas e celulares para dentro dos muros. Por vezes, sequer são companheiras (mulheres que fazem parte do PCC, mas não foram batizadas); geralmente elas são as aliadas (mulheres contratadas para missões, mas sem vínculo com a facção).

O jornalista Josmar Josino, em seu livro Casadas com o Crime, explica como funcionam as complicadas relações de respeito dentro do PCC, no qual os familiares são seres quase que sagrados, e não devem ser envolvidos nos movimentos de maior risco de perda de liberdade, principalmente se forem suas visitas: mães, mulheres, e irmãs:

“Os integrantes do PCC abraçam o discurso de proteção da família e contratam outras para fazer a ponte das informações. É como uma profissão”.

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Quanto você recebe por mês? Dois mil reais? Quatro? Bem, e quanto você acha que essas garotas recebem?

Vou contar algo para você, “viver do lado certo do lado errado da vida” tem um preço. No começo, quando o PCC assumiu as carceragens, era fogo, aos poucos começou a profissionalizar o ingresso das mercadorias, mas mesmo assim, havia muita exploração, algumas garotas eram usadas como mulas e não recebiam um valor digno para o trabalho. Hoje o PCC tem um salve com os valores.

Pois é, em uma visita, uma garota companheira ou aliada, pode tirar algo próximo aos dez mil reais, mas detalho isso outro dia.

O Promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (GAECO) explica que essas garotas se passam por amantes ou namoradas dos presos, e os agentes penitenciários, mesmo nas revistas íntimas, não conseguem encontrar os objetos escondidos, pois ficam dentro do corpo das mulheres.

As garotas são convidadas para as missões, pois “ninguém é obrigado a nada no PCC”, participa quem quer e por suas razões. — todos os membros da Família 1533 se orgulham disso.

Antes do Primeiro Comando assumir os presídios, a situação era muito pior.

Hoje, nenhuma das mulheres que fazem esse serviço são obrigadas a isso, mas antes, os familiares dos presos mais fracos que não tivessem como pagar por proteção — fossem mulheres, crianças, e ou até bebês — eram utilizados para levarem dentro de seus corpos drogas e celulares; se não o fizessem, o preso era torturado ou morto.

Agora, a maioria das garotas faz o trabalho para ganhar dinheiro, muito dinheiro, mas nem sempre esse é a principal razão, e esses casos eu chamaria de efeito Perséfone, pois me lembra a história daquela adolescente que vivia com seus pais no Monte Olimpo.

Você já visitou um preso dentro do Sistema Carcerário? Se não, e você é uma mulher, garanto que não vai querer passar o inferno que é fazer uma visita a um familiar dentro do Sistema Prisional. Talvez pense que isso jamais acontecerá com você ou com algum familiar seu. Pois é: Deméter, a mãe de Perséfone, também pensava dessa forma.

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Já conheci alguns casos assim: a família sempre acusa as más companhias, ou um namorado. Bem, Deméter acusou Hades, mas por maior que fosse os esforços da família, Perséfone não queria mais voltar, e acabou aceitando ficar entre esses dois mundos, o da família e o do submundo — como vejo muito acontecer até hoje, nas melhores famílias.

Hades não escolheu viver a vida que vivia, mas mesmo que a vida não tenha lhe dado muitas escolhas, ele soube aproveitar as oportunidades: fez do inferno seu reino e levou sua garota para lá, sua Arlequina, sua Perséfone, que também escolheu viver com ele, no lado perigoso e escuro da vida.

Despina, a irmã de Perséfone, tentava por inveja estragar a relação do casal através de intrigas e fofocas. Até hoje isso acontece. Seja com nossa heroína, seja com as garotas que circulam em nosso Sistema Prisional. Só que assim como Hades, que matou muitos que tentaram prejudicar sua amada, os PCCs não admitem que mexam com suas Arlequinas.

Por pura curiosidade: Hades recebia as mais belas e quentes mulheres no Tártaro, mas, por incrível que pareça, apesar da fama de mulherengo, de garanhão, o cara sempre foi fiel à sua garota — ela era sua garota, as outras eram apenas “aliadas” contratadas para fazer trabalhos específicos, como levar informações e outras coisas para dentro do Tártaro.
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Rebelião em Bauru termina sem mortos ou feridos.

A rebelião no Centro de Progressão Penitenciária de Bauru se iniciou por volta das sete e meia da manhã de hoje (24/01) alguns agentes penitenciários ASPs fugiram para aguardar o reforço policial do lado de fora do semiaberto.

Segundo Gilson Pimentel Barreto, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, a rebelião começou quando três agentes penitenciários tentaram retirar um detento que estava portando um celular, a população passou a proteger o colega e os ASPs tiveram que desistir de retirá-lo.

Com a revolta 152 presos fugiram, sendo que pelo menos a metade já foram recapturados. Nenhum preso ou agente penitenciário foi morto ou ferido em confronto durante a rebelião, apenas alguns presos acabaram tiveram ferimentos leves durante a fuga ou os corres da revolta.

Como não há mais condições de ocupar parte do CPPIII, pois dois pavilhões estão parcialmente destruídos, 800 detentos serão transferidos, e dez dos recapturados responderão por formação de quadrilha e danos ao patrimônio e voltarão ao regime fechado com provável perda de benefícios.

Essa ação não tem ligação com a Guerra de Facções e não foi planejada pelo Primeiro Comando da Capital.
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PCC, onde estão, quantos são, e qual sua força?

Relatório do Ministério Público de São Paulo, mostra que o número de filiados do Primeiro Comando da Capital (PCC 1533) era em 2016 de aproximadamente 18.000 espalhados em todo o território brasileiro, sendo que a maioria atua fora do estado de São Paulo — este número não inclui os integrantes das facções aliado: Amigo dos Amigos (ADA, Rio de Janeiro), Bonde do Maluco (BDM, Bahia), Bonde dos 13 (B13, Acre), Guardiões do Estado (GDE, Ceará) e o Bonde dos 40 (B40, Maranhão).

O que falamos neste site dos Amigos dos Amigos→ ۞
O que falamos neste site do Bonde dos 13 → ۞
O que falamos neste site do Bonde do Maluco → ۞
O que falamos neste site dos Guardiões do Estado → ۞
O que falamos neste site do Bonde dos 40 → ۞

No território paulista haveriam 7.000 PCCs e no restante do país 11.157, sendo que a possibilidade de crescimento fora de São Paulo é maior, visto que o mercado interno já está próximo a saturação, o número que circula dentro da facção no entanto é de aproximadamente 25.000 integrantes, e após o início das chacinas deste ano o ritmo de batismos fora do estado se intensificou.

A Guerra entre as Facções já era esperada.

A Família do Norte (FDN), o Sindicato do Crime (SDC-RN), e Comando Vermelho (CV), tentam impedir a hegemonia paulista cujas as causas teriam sido entre outras:

  • o suposto acordo existente entre governo do estado de São Paulo com a liderança da organização criminosa que teria sido um dos responsáveis pela diminuição do índice de homicídios no estado e o fim dos ataques às forças de segurança paulistas; e
  • o crescimento da população carcerária brasileira de 90 mil em 1990 para 622.202 em 2016, um crescimento de 691,3% em 26 anos.
A estratégia do Comando é fechar as fronteiras de acesso ao narcotráfico.

Sendo uma organização informal, e não dispondo de meios eficientes de comunicação, depende de contato direto para administrar o crescimento, o que a obriga a ser reinventar a cada momento.

O controle do número de integrantes e suas contribuições, são administradas pela Sintonia do Progresso, mas como há sempre risco de cair nas mãos da polícia, parte das anotações seguem feitas manualmente, e não é possível se mensurar com exatidão o número de integrantes.

O Ministério Público do Estado de São Paulo publicou em agosto de 2016 a estimativa a qual comparamos com o número total de presos no Sistema Nacional. O Primeiro Comando, mudou seu foco, buscando ampliar sua base fora das muralhas, chegando a punir os integrantes que percam a liberdade.

População Prisional 2014 Integrantes da Facção PCC Relação
Acre 3486 578 16,58%
Alagoas 5785 970 16,77%
Amapá 2654 167 6,29%
Amazonas 7455 116 1,56%
Bahia 15399 216 1,40%
Ceará 21789 1396 6,41%
Distrito Federal 14171 103 0,73%
Espírito Santo 16234 177 1,09%
Goiás 13244 279 2,11%
Maranhão 6098 161 2,64%
Mato Grosso 10357 172 1,66%
Mato Grosso do Sul 14904 780 5,23%
Minas Gerais 61286 855 1,40%
Pará 13268 240 1,81%
Paraíba 9596 174 1,81%
Paraná 28702 2100 7,32%
Pernambuco 31510 154 0,49%
Piauí 3224 103 3,19%
Rio de Janeiro 39321 114 0,29%
Rio Grande do Norte 7081 446 6,30%
Rio Grande do Sul 28059 686 2,44%
Rondônia 7631 411 5,39%
Roraima 1610 782 48,57%
Santa Catarina 17914 183 1,02%
São Paulo 219053 7000 3,20%
Sergipe 4307 198 4,60%
Tocantins 3233 212 6,56%
Total 219.053 18773 6,09%
População prisional infopen junho de 2014
Centro de Segurança Institucional e Inteligência do MP-SP ago 2016

Policial queima bandeira do SCD RN em Alcaçuz.

Em vídeo policial do Rio Grande do Norte após retirar uma bandeira do SDC RN coloca fogo e manda um recado para o presidente da facção:

Essa é uma bandeira do Sindicato do RN, tocaram o maior terror.
= Senhor Governador, bote o PCC lá para a casa do cacete.
Com medo do PCC.

Nós policiais somos imparciais!
Como eu falei ontem nós policiais somos imparciais eu fui buscar essa bandeira lá em cima porque eles estavam todos cantando de galo e gritando Cantando de galo e gritando 1814. Olha o que vai acontecer agora com a 1814.

Então eu acho assim. A sociedade não tem culpa não tem culpa da briga de você nós policiais estamos aqui para fazer o nosso trabalho se for preciso a gente faz.
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Eu como policial faço junto com a minha equipe. Se vier pra cima vai achar vai encontrar e vai queimar no meio da praça. Nós não temos nada a ver com a briga. A sociedade não tem que pagar isso.

Para você presidente do sindicato eu tô dizendo isso porque a culpa foi de Mateus Mateus é que anda desafiando a gente aqui dizendo que vai tocar fogo nisso e naquele outro, e vão atirar em polícia. Eu sei que vocês não é de fazer isso, não pelo menos pelo que eu vejo. Vocês que são cabeça lá de cima não. Daí vem um laranjinha vem desafiar a polícia.

Então você quer arrancar cabeça de quem queimou a bandeira do RN, fique sabendo que a culpa foi do Mateus do Leningrado, não culpe o cidadão de bem que a gente não tem nada com o PCC ou o caralho a quatro.

Pronto, já tá pegando fogo com força.

Guerra entre facções PCCXCV em Mato Grosso do Sul.

Relatório Técnico da Agência de Inteligência do 5º Batalhão da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul alerta para ataques que estariam sendo planejados pelo Primeiro Comando da Capital contra os policiais matogrossenses.

O documento não traz mais detalhes de como se teria chegado a essa conclusão, apenas pede para verificar qual o procedimento a ser tomado, além disso, a análise da situação global do estado coloca em dúvida a realidade dessa ameaça.

O site midiamax justifica que haveria razão para a ameaça na Guerra entre Facções, cita também a morte de dois detentos no estado: Cristiano Carvalho de Mello no Presídio de Segurança Máxima de Naviraí e Júnior César Franco Petro na Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande, em ambos os casos os assassinos tentaram simular suicídio por enforcamento.

A ordem para o ataque aos Policiais Militares teria partido do Primeiro Comando da Capital PCC 1533 e contaria com 90 nomes na lista de alvos. O site no entanto não informa se as vítimas seriam apenas composta de PMs, ou de outros presos, assim como o relatório da Inteligência da PM não o faz.

Até o momento as facções tem focado suas ações dentro do sistema penitenciário, evitando as ruas. Os comunicados com credibilidade de todas as facções divulgados pelas redes sociais afirmam que não vão agir contra a população, no entanto não eliminam a possibilidade de agir contra o Estado e seus representantes.

Os presídios de Mato Grosso do Sul estão recebendo detentos dos estados do Norte que teriam liderado a chacinas em Boa Vista e em Manaus. A experiência já foi tentada anteriormente quando os filiados do PCC foram espalhados de São Paulo para os presídios do restante do país fazendo com que a facção paulista passasse a ser uma facção de âmbito nacional.

Segundo o site caaraponews a guerra entre as duas facções no estado ainda não começou pois tanto o Comando Vermelho quanto o Primeiro Comando da Capital estão atuando de maneira agressiva na filiação de novos membros. A Secretaria de Estado Justiça e Segurança Pública SEJUSP apurou que o PCC tem conseguido ampliar sua vantagem dentro dos presídios, em compensação o CV tem se fortalecido fora das muralhas.

O Primeiro Comando está bem organizado no estado e mantêm a média nacional de filiados (em torno de 5,23% para uma população carcerária de 15.000 detentos segundo o MP-SP, mas números não confirmados atestam que o PCC já chegou ao limite de 40%). O jogo de controle do estado é fundamental para o futuro da organização, pela posição estratégica do estado que faz fronteira com a Bolívia e com o Paraguai. O PCC já domina a Tríplice Fronteira após eliminar o Jorge Toumani Rafaat e conseguir o controle quase hegemônico dos presídios paranaenses.

O Paraguai é hoje o principal produtor de maconha da região e o maior corredor de cocaína da Bolívia para a Europa. A coca boliviana é misturada no Paraguai com precursores químicos ilegais que chegam de outros países.

Em seguida, é escondido em caminhões e contêineres para ser transportado para a África e a Europa. Cabo Verde e Roterdã são os principais portos de destino, segundo a Secretaria Antidrogas do Paraguai (Senad).

Catalina Oquendo – El País

Na última sexta-feira dia 20, Roberto David Cardozo Rojas integrante da facção Primeiro Comando foi morto em uma embostada próximo a cidade de Pedro Juan Caballero, possivelmente mais uma cartada nessa disputa na qual o Comando Vermelho e a Família do Norte (FDN) estão fazendo o possível para não perder definitivamente o controle da região, colocando um prêmio por cabeça dos líderes da facção rival mortos. O site caaraponews conta que a Polícia Civil identificou como sendo de Fausto Xavier Figueiredo do CV uma mensagem de áudio onde articulava a morte dos inimigos durante uma transferência de presos.

Outras facções além do Primeiro Comando da Capital, do Comando Vermelho, e da Família do Norte, atuam no estado e o posicionamento delas, apesar de não parecer fundamental pode fazer diferença: Primeiro Comando do MS, Primeiro Comando da Liberdade, e Grupo G.

A soma de todos esses dados colocam em dúvida o resultado do estudo apresentado no relatório do 5º Batalhão da Polícia de Coxim, se por um lado fica claro que a luta pelo poder entre as facções em Mato Grosso do Sul será acirrada e possivelmente com muitas mortes, por outro lado não há indícios que indiquem uma ação orquestrada contra as forças públicas, exceto é claro as que usualmente ocorrem.

Rebelião no presídio de Santa Cruz do Capibaribe.

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Segundo relatório do Centro de Segurança Institucional e Inteligência do Ministério Público de São Paulo, divulgado em Agosto de 2016, o estado do Piauí é o que possui proporcionalmente a massa carcerária a segunda menor presença de integrante Primeiro Comando da Capital PCC 1533 (2,64%), e é a menor em números absolutos 161 integrantes.

O estado está dividido entre Primeiro Comando da Capital, Bonde dos 40, Primeiro Comando de Campo de Campo Maior (PCM), Primeiro Comando de Esperantina (PCE), e a Facção Criminosa de Teresina.

A rebelião começou na madrugada no Presídio de Santa Cruz foi confirmado uma morte, ferimento em doze, e três fugas, além desses um policial militar também teria saído ferido ao tentar mediar o confronto. O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Pernambuco informou que o presídio com capacidade para acomodar 186 presos estava com 447 detentos, e que no momento da rebelião só haviam três agentes penitenciários no plantão.

As agências segurança afirmam que o incidente não tem ligação com a guerra de facções, e levando em consideração a posição do PCC no estado é possível que estejam certos, no entanto o repórter Josival Ricardo do Plantão Policial informou que um dia antes do incidente já tinha sido anunciado em grupos de Whatsapp.

No Brasil existem policiais infiltrados no crime?

Na tese “A infiltração Policial como Meio de Combate à Criminalidade Organizada”, Mariana Fávero Rodrigues desenvolve o tema de maneira muito leve e didática. Como ela optou por não fazer um trabalho de campo faltou o fechamento com os exemplos dentro de nossa realidade, no entanto a leitura vale para quem quer conhecer os limites legais da infiltração policial.

Rodrigues nos conta que o sistema brasileiro de investigação infiltrada segue o modelo que começou a ser desenvolvido nos Estados Unidos a partir de 1930 pelo FBI e pela Agência Pinkerton. Policiais infiltrados em organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital PCC, o Comando Vermelho CV, a Família do Norte FDN, estão cobertos por nossa legislação regula os limites dessa atividade.

Em outros países se desenvolveu a partir do final da década de 1980 e cita três exemplos: 1992 – Alemanha – Lei anti-drogas e Crime Organizado – “Gesetz Bekämpfung dês illegalen Rauschgifthandels und anderer Erscheinunfsformen der Organisierten Kriminalität – OrgKG, de 15 de julho de 1992, nos §§ 110a e 110b Código de Processo Penal Alemão – o StPO 13 (Strafprozess Ordnung)”; 1898 – Argentina – Código Penal Ley 23.737 de 1989 no artigo 33 que foi alterado pela Ley 27319 de 2016 – Delitos Complejos (Investigarion, Prevencion y Lucha de los Delitos Complejos – Herramientas – Facultades; e Espanha – Revisado em 06 de Diciembre de 2015 a Ley de Enjuiciamiento Criminal específica no artigo 282 esse tipo de operação.

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As forças públicas em todo o mundo infiltram no meio criminoso um de seus agentes que passa a cometer com o grupo pequenos delitos juntamente com o grupo de modo a conseguir informações para eliminar as organizações criminosas. Apenas policiais dos setores investigativos do governo podem se infiltrar.

O processo no Brasil se inicia com um processo sigiloso instaurado por um delegado de polícia onde este justifica a razão, importância, e possibilidade de êxito, e envia para a apreciação do Ministério Público. Se considerar viável e necessária a medida o Ministério Público solicita autorização judiciária para o início da operação. O juiz deverá “estabelecer os limites e cuidar para que a infiltração não se desenvolva de maneira errada ou abusiva”.

A excepcionalidade deve ser extrema pois esse é um dos meios investigativos que mais afrontam os direitos fundamentais do cidadão, além de colocar em risco a vida dos agentes envolvidos.

O agente deve ter sempre em conta a proporcionalidade de seus atos dentro do meio criminoso, pois seu envolvimento não deve se igualar aos daqueles que está investigando assim como os limites não devem ser ultrapassados. O envolvimento do agente jamais pode chegar ao ponto dele ser o provocador de uma atitude ilícita por parte daqueles que ele investiga, ou influenciar a prática do delito investigado, se o fizer o processo se extinguirá pois o crime passará a ser considerado impossível.

O tempo de duração e necessidade de aprofundamento pode diferenciar de caso para caso, podendo durar anos e o agente ter que assumir uma identidade falsa e alterar sua vida pessoal. A autora da tese não se esqueceu de avaliar o efeito da Síndrome de Estocolmo no infiltrado e em sua família, lembrando que o longo tempo de convivência no meio criminoso levaria o agente de segurança desenvolver laços afetivos com os criminosos e a sua família carência afetiva.

O agente infiltrado deve ser cuidado através de um “protetor” que será seu elo fora e responsável por sua segurança e facilitador.

Para aceitar a missão ele deve estar totalmente ciente dos riscos da operação. Só são aceitos voluntários para esse tipo de operação, e podem sair da missão a qualquer momento, mas isso é juridicamente questionável segundo Rodrigues citando Rogério Sanches Cunha.

Matar se preciso

A autora da tese lembra que não há limites da atuação do agente infiltrado, visto que se houver necessidade poderá até matar outra pessoa para preservar a própria segurança, mas que todos os seus atos serão julgados e que deve ter em mente que apesar da pressão que esteja sofrendo naquele momento suas atitudes serão julgadas para avaliar se realmente foram necessárias para preservar sua vida. Rodrigues desvenda de maneira clara algumas variantes dos limites que podem ou não ser alcançados pelo agente.

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A legislação brasileira prevê na lei de enfrentamento contra o crime organizado a ação:

LEi 12.850/13
Da Infiltração de Agentes
Art. 10. A infiltração de agentes de polícia em tarefas de investigação, representada pelo delegado de polícia ou requerida pelo Ministério Público, após manifestação técnica do delegado de polícia quando solicitada no curso de inquérito policial, será precedida de circunstanciada, motivada e sigilosa autorização judicial, que estabelecerá seus limites.
§ 1o Na hipótese de representação do delegado de polícia, o juiz competente, antes de decidir, ouvirá o Ministério Público.
§ 2o Será admitida a infiltração se houver indícios de infração penal de que trata o art. 1o e se a prova não puder ser produzida por outros meios disponíveis.
§ 3o A infiltração será autorizada pelo prazo de até 6 (seis) meses, sem prejuízo de eventuais renovações, desde que comprovada sua necessidade.
§ 4o Findo o prazo previsto no § 3o, o relatório circunstanciado será apresentado ao juiz competente, que imediatamente cientificará o Ministério Público.
§ 5o No curso do inquérito policial, o delegado de polícia poderá determinar aos seus agentes, e o Ministério Público poderá requisitar, a qualquer tempo, relatório da atividade de infiltração.
Art. 11. O requerimento do Ministério Público ou a representação do delegado de polícia para a infiltração de agentes conterão a demonstração da necessidade da medida, o alcance das tarefas dos agentes e, quando possível, os nomes ou apelidos das pessoas investigadas e o local da infiltração.
Art. 12. O pedido de infiltração será sigilosamente distribuído, de forma a não conter informações que possam indicar a operação a ser efetivada ou identificar o agente que será infiltrado.
§ 1o As informações quanto à necessidade da operação de infiltração serão dirigidas diretamente ao juiz competente, que decidirá no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, após manifestação do Ministério Público na hipótese de representação do delegado de polícia, devendo-se adotar as medidas necessárias para o êxito das investigações e a segurança do agente infiltrado.
§ 2o Os autos contendo as informações da operação de infiltração acompanharão a denúncia do Ministério Público, quando serão disponibilizados à defesa, assegurando-se a preservação da identidade do agente. § 3o Havendo indícios seguros de que o agente infiltrado sofre risco iminente, a operação será sustada mediante requisição do Ministério Público ou pelo delegado de polícia, dando-se imediata ciência ao Ministério Público e à autoridade judicial.
Art. 13. O agente que não guardar, em sua atuação, a devida proporcionalidade com a finalidade da investigação, responderá pelos excessos praticados.
Parágrafo único. Não é punível, no âmbito da infiltração, a prática de crime pelo agente infiltrado no curso da investigação, quando inexigível conduta diversa.
Art. 14. São direitos do agente:
I – recusar ou fazer cessar a atuação infiltrada;
II – ter sua identidade alterada, aplicando-se, no que couber, o disposto no art. 9o da Lei no 9.807, de 13 de julho de 1999, bem como usufruir das medidas de proteção a testemunhas;
III – ter seu nome, sua qualificação, sua imagem, sua voz e demais informações pessoais preservadas durante a investigação e o processo criminal, salvo se houver decisão judicial em contrário;
IV – não ter sua identidade revelada, nem ser fotografado ou filmado pelos meios de comunicação, sem sua prévia autorização por escrito.
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Porta Voz do SDCRN é preso após ameaçar policiais.

Em vídeo que viralizou no Youtube, rapaz é preso pela polícia e pede desculpas.

Todos os integrantes aí de facções e da mata aí do Rio Grande do Norte, venhamos aqui como integrante do Sindicato do RN aí, reivindicar que nós vamos fazer o bagulho doido nas ruas porque estão mexendo aí com nossos irmãos dentro da cadeia, e o estado aqui é nosso, o PCC não tem vez não.

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Pega os PCCs aí e volta para Caraúba e Pau do Ferro aí, mas não mexa nas cadeias de nós não, porque as cadeias do Rio Grande do Norte é tudo sindicado, e é tudo nosso aí, é tudo doido, até o trem. E PCC ou volta para São Paulo, ou vai para o inferno. E o bagulho vai endoidar ainda agora aqui.

Ó um recado para o governador, ou tira os PCCs de Natal ou vamos botar fogo em tudo, matar policial, o caralho a sete, nós não tá de brincadeira não seus arrombados, seis tão pensando o que? Aqui é sindicato do crime 1814, pcc vai se fuder, polícia vai se foder arrombado.

Pedir desculpa aí para os policiais do RN e as famílias. Eles estão dizendo aí que eu fiz o vídeo aí do Sindicato RN aí, ameaçando família de polícia e de político. Peço novamente desculpas a todos, eu sou um cuzão, sou um bosta, e um merda.
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Novas exigências do Primeiro Comando em Alcaçuz.

19 de Janeiro de 2017
Facção mais organizada do Brasil, somos criminosos e não moleques.

Nosso intuito sempre foi preservar a vida, todos sabem que somos dotados de hierarquia, e somos espelhos a ser seguido.

Existem vários pedidos protocolados que se encontram na mão do Secretário de Segurança do estado do sistema prisional a SEJUS e não que não quis nos separar. Já éramos para estar separados desde o último confronto ocorrido em Caiapó, onde os pavilhões do Sindicato A, B, e C, tentaram de forma orquestrada invadir o pavilhão dos nossos irmãos que era o Pavilhão E, porém não tiveram êxito. No último sábado na data 14 de Janeiro 2017 os integrantes da Facção do sindicato RN teriam ameaçado nossos irmãos do Pavilhão 5 com armas de fogo porém os funcionários nada fizeram, onde e quando nossas visitas foram sair da unidade ao término da revista, nossos familiares foram alvejados com munições disparados pelo pelo Sindicato do RN e isso teria nos deixado e voltados ao ponto de não mais suportar isso que vinha ocorrendo.
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Somos duas facções em guerra, mas “a guerra nossa é nossa” e não dos nossos familiares.

Não admitiremos mais ser oprimidos e estamos preparados no sistema na rua. Se mexerem com nossos familiares responderemos a altura, da mesma forma queremos deixar a sociedade tranquila pois o PCC não admite: baderna queimas de ônibus, de posto de saúde, de escolas, de veículos, de pessoas que não tenham nada a ver com a nossa guerra.

Deixando claro que nossa luta é contra aqueles que nos oprime que é o Governo e não contra a sociedade. Somos o crime organizado no Brasil e os governantes sabem disso então cima disso deixamos o seguinte comunicado: tirem todos do Sindicado da unidade de Alcaçuz ou essa guerra vai se estender na rua e em outros e demais estados do Brasil contra os órgãos públicos policiais de todas as categorias.

assinado Primeiro Comando da Capital PCC. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Reivindicações do PCC para a trazer paz à Alcaçuz.

O Primeiro Comando da Capital PCC 1533 faz exigências para restaurar e manter a ordem na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, próximo a Natal no Rio Grande do Norte.

Em um vídeo distribuído através do Jornal Folha de São Paulo os representantes da facção solicitam:

Reivindicações do Pavilhão 2 – Primeiro Comando da Capital PCC.

Estamos reivindicando contra a direção do presídio de Alcaçuz dirigido por Dinorá Simas, estamos reivindicando contra os maus tratos contra internos e familiares, abuso de poder, quebra da data base, direito de quem está atingindo os benefícios de progressão de regime.
Nós queremos apenas nossos direitos, tentamos diversas vezes conversas com a direção mas não fomos ouvidos, estamos fazendo apenas algo para sermos lembrados e não abandonados pela justiça, essa é a única maneira de a sociedade da sociedade saber que de existimos, e que estamos vivendo como animais amontoados dentro dos presídios, estamos esperando uma solução, esta é uma das reivindicações do Primeiro Comando da Capital.


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Primeiro Comando da Capital volta a dominar Alcaçuz.

Segunda-feira 16 de Janeiro, uma nova rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçus, no município de Nísia Floresta, próximo a Natal. Nesse novo episódio entre a guerra entre as duas facções Primeiro Comando da Capital PCC e Comando Vermelho CV, a batalha pelo controle de Alcaçus é apenas um capítulo. A facção Sindicato do Crime SCRN apesar de não ter uma união formal com a facção carioca é quem está enfrentando a facção paulista.

O Correio24horas informa que o número estimado de mortos seja de 26 presos e não mais 10, os corpos poderiam ter sido jogados nas fossas existentes no presídio. Apesar das autoridades negarem que está havendo uma rebelião, o vice-diretor da unidade confirma que “a cadeia está virada”.

Segundo o jornal Tribuna do Norte os presos estão fazendo barricadas enquanto agentes penitenciários e policiais militares se posicionam para tentar retomar o controle. As forças públicas não haviam ainda retomado a unidade por completo depois da última rebelião pois tiveram que interromper a operação para conter outro motim que ocorreu na Cadeia Pública de Natal.
(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); As facções rivais Primeiro Comando da Capital PCC e Sindicato do Crime do Rio Grande do Norte SDCRN.

Em um vídeo postado por um dos internos mostra o domínio do Primeiro Comando da Capital no interior do Pavilhão 5, o preso narra:

Olha aqui é tudo PCC. Só pessoal lá de cima que é do SCRM. Nós toma tudo é doido para subir. Tão tudo doido para subir para pegar esse sindicato. Para meter a faca e torar os pescoços, e esses não é só esses não. E aqui tão tudo solto aqui no pátio, no cinco em todo canto, aqui é tudo cinco, olha. As galeras dos irmãos aqui. Tudinho. Lá em cima é que os bichos do Sindicato lá pra cima. Aqui é os irmãos, é o PCC, viu, porra. Tão ganhando a cadeia viu. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Resgate de presos do PCC em Piraquara no Paraná.

A operação de resgate de presos na Penitenciária Estadual de Segurança Máxima de Piraquara que resultou na fuga de 28 presos e na morte de 2 outros foi uma complexa operação executada na madrugada deste domingo, 15 de Janeiro.

Com esses óbitos já são 129 presos mortos neste mês contando apenas os cinco episódios que mais repercutiram. O jornal Gazeta do Povo já está chamando esse mês de “Janeiro Negro”.

Os presos que morreram trocaram tiros com a Polícia Militar durante a fuga, com eles foram encontrados uma metralhadora Uzi 9 milímetros, colete balístico, e centenas de munições, conforme apurou o site tribuna.com.br.

Os presos da Casa de Custódia de Piraquara agitaram as galerias, enquanto a segurança era reforçada por lá, um grupo implantou bombas na área externa dos muros do Piraquara I, teriam sido duas explosões segundo foi apurado pelo site Banda B.

Mais de uma dezena de homens fortemente armados deram cobertura aguardando do lado de fora da unidade, estes ficaram abrigados próximos ao presídio abrigados em uma barraca com alimentos e bebidas até o momento da ação.
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Quatro homens que participaram da operação de resgate foram presos após fazerem uma família de um haras próximo como refém, o Major Cesar do BOPE elogiou a ação da equipe de resgate declarando:

“Eles vieram para o arrebatamento bem preparados, vieram com armas de grosso calibre, com grande potencial ofensivo. Com os quatro capturados haviam três fuzis 762, duas pistolas 9mm, e dois coletes balísticos. Eles vieram preparados para a guerra mesmo.”

A unidade abrigava parte da liderança do Primeiro Comando da Capital no estado e de lá é que teria saído o “salve” para o massacre de Rondônia. Entre os fugitivos estão alguns dos líderes da facção. O site Banda B publicou a listagem completa com um pequeno histórico de cada um deles, no entanto a princípio o salveiro irmão Sumô não se encontra na listagem.

Quase ao mesmo tempo que o Brasil olhava para Piraquara dez detentos fugiam do presídio em Ibirité em Minas Gerais. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});