Passarinhos ganharam na guerra entre PCC e SC-RN

A guerra entre o PCC e o Sindicado do Crime do RN segue matando e os integrantes do Primeiro Comando da Capital se reuniram em uma casa no bairro Vilar em Macaíba no Rio Grande do Norte.

Gilberto, Josivanio, Edson e Joyce estão na casa para preparar novos ataques e ficando juntos se protegerem dos inimigos, mas a polícia invade a casa, apesar de não encontrarem armas ou drogas no local encontram um Bicudo e um Papa-Capim.

Agora a Justiça negou o recurso onde os acusados pediam liberdade pela invasão da casa ter sido feita sem autorização judicial apenas por uma denúncia anônima e também pelo prazo de prisão provisória já ter expirado.

No entanto, o recurso foi negado pelo Ministro Sebastião Reis Júnior sob a alegação de que a polícia invadiu a casa depois da denúncia anônima, mas a casa já estava sendo alvo de investigação, o prazo da prisão provisória realmente tinha vencido, mas isso não pode ser dado um jeito, e afinal, os passarinhos realmente estavam lá em cativeiro ilegal! — Superior Tribunal de Justiça

Pamella nega ter participado da decapitação em nome do PCC

Pamella admitiu no Tribunal do Júri que era conhecida no Primeiro Comando da Capital como Emanoma, e que esse apelido significaria em tupi-guarani: “já morreu, meu amigo”.

Ela afirma que não participou da morte e decapitação de Coroa na Cachoeira do Ceuzinho em Campo Grande em Mato Grosso do Sul, que apenas foi chamada pela amiga Célia Ricarda para ajudar um garoto que estava tendo problemas com drogas e que precisaria ser internado mas não estava conseguindo vaga:

“Antes fui conhecer o projeto, me certifiquei dos cômodos. Me responsabilizei pelo menor (…) se me pedissem mais uma vez, eu faria de novo” — e que só aceitou ajudar por já ter perdido o pai de um dos três filhos para a droga.

Ela então passou pelo Bairro Moreninhas e o garoto, filho do Coroa, estava aguardando em esquina e ela o levou para a clinica.

Já a acusação apresentou um áudio que ela nega ser ela, na qual uma mulher avisa para a pessoa que está cortando a cabeça do Coroa que “tem que puxar o pescoço”.

A promotoria afirmou que Pamella era ela quem chefiava os demais e acabou conseguindo a sua condenação a 28 anos de prisão. — Geisy Garnes, Aletheya Alves e Bruna Marques para o Campo Grande News

40 morreram no Piauí até a Polícia Federal sair as ruas

Após 40 mortos na guerra entre as facções Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho no Piauí a polícia foi para as ruas, e após cumprir mandados na cidade do Parnaíba apreenderam uma certa quantidade de drogas, celulares e uma arma.

Os (40) homicídios deram informações para iniciar as diligências e com base nisso verificar a existência dessa guerra entre eles. Na realidade, a tentativa de tomada por força é um combate de quem domina a venda de drogas e quem consegue se estabelecer por aqui. — Delegado Federal Pedro Roberto Meireles Lopes  
A Operação Dionísio II tenta entender como está funcionando o “Projeto Piauí” de uma das organizações criminosas que pretende conquistar o domínio da região litorânea do estado e implantar então a pacificação. — Cidade Verde

Garantida a liberdade que levou Gegê do Mangue e Paca para a morte

Tribunal de Justiça do Ceará nega recurso da Promotoria de Justiça que queria mandar de volta para trás das muralhas o piloto da facção PCC que levou para a emboscada na reserva indígena no município de Aquiraz no Ceará onde foram mortos os líderes da organização criminosa Gegê do Mangue e Paca.

Os Promotores de Justiça não se conformaram:

A decisão estimula a prática reiteradamente utilizada pelo Primeiro Comando da Capital, que há décadas utiliza greves de fome com o propósito de forçar o Estado a atender aos seus interesses.
Já a 2ª Turma do STJ-CE afirmou que se o Relator do HC decidiu decidiu e pronto, fica decidido, desde que o piloto continue a “assinar a carteirinha”. — Diário do Nordeste

O arqui-inimigo da facção PCC no Paraguai

O site abc en el Este em março de 2020 nos avisou que Armando Javier Rotela, o todo poderoso líder do Clã Rotela no Paraguai havia sido condenado há 19 anos e 8 meses de prisão.

No entanto, passado quase um ano, a prisão do chefe do maior grupo criminoso inimigo do Primeiro Comando da Capital no Paraguai pouco se refletiu no seu poder nas ruas.

O site Ultima Hora conta um pouco de sua história:

Armando Javier Rotela, que começou no mundo do crack sendo um dos pioneiros da modalidade delivery, que consistia em recrutar jovens que entregavam drogas em motocicletas, bicicletas ou outros veículos, construindo assim um império que hoje em dia ele se transformou em uma facção criminosa, que é uma das mais temíveis do país. Os investigadores afirmam que o homem controla uma grande percentagem do tráfego e tem uma legião significativa de reclusos que lhe são leais e que o ajudam a aumentar o seu poder dentro e fora dos muros da prisão.

Penduraram a placa: GAECO MS SOB NOVA DIREÇÃO

Há alguns anos, ainda antes da onda da Lava Jato, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado GAECO caçava políticos corruptos.

Aqui em Itu, havia um em especial que estava passando apertado, eram visitas semanais ao prédio do MP e o cerco fechava a cada dia — todo o dia alguém me ligava para saber se ele já estava preso.

Mas o esquema desse político era maior e envolvia muito mais interesses do que a Promotoria de Justiça podia imaginar.

Isso foi antes do Partido dos Trabalhadores PT no poder, que quase não interferia no MP (tanto que caiu), e foi antes de Bolsonaro, que não se avexa de ameaçar e trocar o comando e as regras de investigação.

Era um tempo onde se articulava com arte e inteligência.

Certo dia, veio a notícia de que o GAECO, pelo grande trabalho que estava fazendo e por seu poder de investigação passaria a investigar  o Primeiro Comando da Capital.

Na hora publiquei um texto afirmando que essa foi uma manobra para tirar o foco dos políticos e…. dito e feito, o MP está aí, correndo atrás do rabo e secando gelo até enquanto políticos fazem a festa.

Aquele político que estava com a corda no pescoço não foi mais visto no MP-SP e hoje é um dos líderes do governo Bolsonaro no Congresso Nacional.

 
A nova chefe no GAECO-MS
 
Pouco muda para o dia a dia das biqueiras quem está a frente de órgãos especializados como o GAECO e a Polícia Federal, mas eles impactam nos grandes negócios da facção PCC.

 

Até o ano passado, a Política Federal e o GAECO-SP estavam batendo recordes de apreensões de drogas e desbaratamento de esquemas internacionais no Porto de Santos.

 
Paulo Maiurino, o novo diretor-geral da Polícia Federal, é primo e ex-assessor do ex-deputado federal Marcelo Squassoni, do Republicanos — preso pela PF em 2019, numa investigação sobre desvios em contratos milionários no porto de Santos, informa Luiz Vassallo na Crusoé

Desde que Bolsonaro chegou a presidência, diversos delegados da Polícia Federal que atuavam nos portos e em regiões dominadas pelo crime organizado foram trocados por razões que a razão desconhece.

O GAECO não mais caça políticos, a Polícia Federal está nas mãos dos políticos e o Primeiro Comando da Capital é a cortina de fumaça para garantir notícias nos jornais e paz a classe política.

Sai do comando do GAECO do Mato Grosso do Sul a promotora de Justiça Cristiane Mourão Leal dos Santos sua colega Ana Lara Camargo de Castro, mais uma mudança para que nada mude.

Lúmpen: um duelo mortal entre um filósofo e um líder PCC

Um pensador crítico chamado Sr. Keuner encontra-se com um caipira chamado Jeca e caminham juntos, dialogando sobre o mundo e a vida. Paralelamente, um filósofo se depara com o cabeça do Primeiro Comando da Capital (PCC) e trava-se entre eles um mortal duelo. O filme é um divertimento aliado a grandes reflexões sobre o mundo atual.

O filme busca investigar e atualizar o conceito de “Lúmpen”, criado por Karl Marx no século XIX, abordando o choque entre a ingenuidade de um cidadão comum com a lógica fria de um bandido esclarecido, cabeça pensante do Primeiro Comando da Capital (PCC). Utilizando recursos épicos-dialéticos, como o Efeito-V, o Efeito Coringa e a Bio-Mecânica, justapõe as linguagens do teatro e do cinema Underground e Marginal.

Os ingresso para a exibição no Youtube custam 15 Reais e será exibido dia 31 julho de 2021 — maiores informações e compra de ingressos no site Sympla

Negado HC para empresário de São Paulo acusado de tráfico internacional

Uma parada pode deixar um moleque satisfeito, um tijolo de cocaína pode fazer um dono de biqueira satisfeito, mas 699 tabletes de cocaína podem deixar Bruno Henrique preso por muito tempo.

Ele seria um dos envolvidos no preparativo de remessa dos mais de 808 quilos de cocaína mocozados em uma carga de bananas pelo Porto de Suape em Pernambuco.

A carga já estava para ser despachada para a Bélgica quando a casa caiu para Bruno Henrique e os outros envolvidos no envio, envolvendo empresários e financiadores internacionais.

Empresários chineses que atuam em São Paulo usavam empresas de fachada e de laranjas para custear o tráfico transnacional do Primeiro Comando da Capital.

Bruno, depois de preso, passou por diversos problemas de saúde e ficou 45 em prisão domiciliar, e entrou com um Habeas Corpus para poder continuar em casa até que a sentença fosse julgada por causa de sua saúde.

O Ministro Rogério Schietti Cruz do Superior Tribunal de Justiça negou o pedido do HC alegando que se já não bastasse a história das bananas ainda tinha outras acusações contra ele:

  • A empresa de Bruno em São Paulo, a B H S Soluções Empresariais, já estava na mira do COAF, apontando dezenas de movimentações estranhas e com valores incompatíveis, e
  • Jonatham Luiz Dall’Agnol que está sendo investigado pelo Ministério Público do Mato Grosso afirmou que esquentava dinheiro do PCC para Bruno Henrique, um traficante de São Paulo.

A Dakota encomendada pelo Primeiro Comando da Capital

Aquela Dakota Branca chamou muita atenção escondida atrás daquela casa no Jardim Colúmbia em Campo Grande no Mato Grosso do Sul e a garota não teve como negar que estava guardando para a irmã que juntamente com um companheiro haviam furtado o veículo para atender a uma encomenda do Primeiro Comando da Capital. — Anahi Zurutuza para o Campo Grande News

Condenado PCC Coxinha foi para o Presídio Federal de Mossoró

Definida a pena de Luiz Guilherme Dutra Toppam, o Coxinha, ele era um dos integrantes do Primeiro Comando da Capital que organizava o esquema internacional da facção em território paraguaio.

Ele estava em Ponta Porã quando caiu na Operação Exílio, mas conseguiu responder em liberdade, mas daí caiu quando estava no Paraguai na Operação Fronteira Segura.

Além de Luiz Guilherme, Djonathan Augustinho Fuliotto Rodrigues Pimentel, também de Nova Andradina, e o advogado douradense Pedro Martins Aquino, foram presos em imóveis mantidos pela organização criminosa em Pedro Juan Caballero. — Adriano Fernandes para o Campo Grande News

Nessa operação, a policia apreendeu 14 granadas, 50 mil Reais, 4 fuzis, 2 pistolas, 7 carros e meia tonelada de maconha. 

Após a confirmação da condenação ele foi transferido do Mato Grosso do Sul para a Presidio Federal de Mossoró no Rio Grande do Norte.

Seria um cemitério do PCC a várzea da Vila Santo Eugênio?

Cemitério clandestino atribuído ao Primeiro Comando da Capital foi encontrado na Vila Santo Eugênio em Campo Grande no Mato Grosso do Sul.

Talvez seja um exagero das autoridades, afinal só foi encontrado um corpo com resquícios de peças de roupas, mas os cães farejadores procuram outras ossadas. — Danielle Errobidarte para o MidiaMax

Havia um afundamento no crânio e também foram recolhidos ossos dos braços, caixa torácica e pernas. Outros ossos foram encontrados já a cerca de 1,5 metro de distância. — conta Renata Portela do MidiaMax

As repórteres Thatiana Melo e Dayene Paz contam no MidiaMax que os moradores da região sabem que se a palavra é de prata, o silêncio é de ouro e declaram a polícia:

Quando a gente vê alguma coisa, a gente finge que não vê.

O site acritica.net atualiza a informação e diz que foram dois os corpos encontrados, o outro estava a apenas um metro e meio de distância do primeiro e lembra também que há cinco anos foi descoberto o “Cemitério do Nando” no bairro Danúbio Azul.

A facção PCC, o PM ferido em Criciúma e o novo cangaço

Alguns comparam os ataques feitos pelo Primeiro Comando da Capital às pequenas e médias cidades de uma versão do cangaço do século 21 – gangues de bandidos ao estilo Robin Hood que vagavam pelo sertão nordestino no início do século passado sob a liderança de um lendário salteador chamado Lampião.

Macacos, como eram chamados os soldados do governo pelos cangaceiros de Lampião foram torturados e mortos, e hoje, passados cem anos, policiais continuam sendo mortos por esses grupos criminosos.

Sandra Aparecida Nunes, mãe do Policial Militar Jeferson Luiz Esmeraldino que teve seu fígado, pulmão, estômago e baço perfurados por um tiro de fuzil que varou seu colete balístico está aí para nos lembrar dessa realidade.

O site Gaúcha Zero Hora repercute o dramático apelo da senhora que teve que montar em sua casa uma UTI para cuidar do filho e tem que buscar ajuda na sociedade para cobrir as despesas.

O PM Esmeraldino foi ferido durante um mega assalto ao Banco do Brasil em Criciúma em Santa Catarina na noite do dia 30 de novembro e madrugada do dia 1º de dezembro de 2020, quando os criminosos raparam 125 milhões de Reais.

Inicialmente, alguns especialistas afirmavam que o assalto não tinha sido organizado pelo Primeiro Comando da Capital, como a lógica indicava, mas com a prisão do PCC Buda, Márcio Geraldo Alves Ferreira, terminam as dúvidas, como explicam Gabriela Clemente e Lilian Lima.

Com o avançar das investigações, a polícia conseguiu determinar que foram Kauane Rafaela Dutra e Alex Sandro Siqueira Antônio, conhecidos como “Bonnie e Clyde”, que planejaram e deram apoio logístico com a aquisição de veículos e locação de casas e galpões que foram utilizados como base para assalto do Banco do Brasil em Criciúma em Santa Catarina, e dos 30 criminosos que participaram da ação, 16 já foram identificados e 15 estão presas, sendo a maioria de São Paulo e integrantes da facção PCC. — Sul em Destaque

Tanto o assalto em si quanto o drama e a comoção pública do Policial Militar ferido levantam a questão de como a narrativa dessas ações criminosas podem retroalimentar tanto a violência pelos grupos criminosos quanto dos policiais:

Para a antropóloga Jânia de Aquino, a repercussão via redes sociais interessa aos criminosos. Quando desfilam com armamentos pesados, disparam tiros sem necessidade e berram frases aterrorizantes, eles almejam paralisar a população. “Os vídeos e áudios trocados pelas redes sociais assustam não só os habitantes do município onde ocorre o assalto como os das cidades vizinhas. Em decorrência, todo mundo fica dentro de casa”, afirma a pesquisadora. “Quanto mais negativa a imagem que os ladrões passam, melhor. Eles querem parecer rudimentares, impulsivos e brutais, capazes de perder o controle a qualquer momento e atirar em quem se aproximar.” — Tiago Coelho para a Revista Piauí

No entanto, essas ações não apenas se retroalimentam como também são sementes que se espalham e se fortalecem com enxertos, mutações e aprimoramentos genéticos:

Dá a ideia errônea de que eles são fruto sempre do mesmo grupo. Na verdade, não é bem assim. Os delinquentes profissionais aprendem tanto pela participação nos crimes quanto por meio de conversas, na cadeia ou fora dela. Portanto, o mais provável é que indivíduos que participam de um desses assaltos ganhem know how e passem a montar o próprio grupo de assaltantes. E aí a bola de neve cresce até a polícia também ganhar expertise e parar a avalanche que desponta no horizonte. — Guaracy Mingardi para o site Terra

Ataque de PCC em lanchonete deixa 3 feridos em Dourados

O Mato Grosso do Sul não é terra para fracos.

Crias de todas as facções lutam pela sobrevivência, pelo território, pelas rotas e pela camisa todos os dias. A guerra pelo domínio da fronteira e da Rota Caipira de acesso as drogas e armas para o interior do Brasil dependem do domínio do MS.

Renato, Lucas e Petherson estavam na Vila Cachoeirinha em Dourados quando foram um cara entrou e disparou contra eles — apesar de feridos, os três sobreviveram.

Segundo eles, o autor do ataque foi o Lento, como é conhecido Jhonatan Rodrigues, e teria sido ele também que teria matado há dois anos, em nome do Tribunal do Crime do Primeiro Comando da Capital, o Bugão, como era conhecido Vagner Sebastião dos Santos Haad.

Cria do 15 foge da guerra e é preso em ônibus para São Paulo

Julho negro para os PCCs no Piauí, os que ficaram estão enfrentando a guerra contra o Bonde dos 40 (B-40) — os crias do 15 reclamam o fortalecimento e o apoio por lá.

Pipocam notícias de integrantes do Primeiro Comando da Capital da Zona Sul de São Paulo que retornaram para o solo paulista: uns dizem que voltaram para voltar fortalecido para lá, outros dizem que deixaram para trás a guerra — eu é que não sei.

Dois caíram no caminho:

  • Um integrante da facção foi preso em Espinosa no norte de Minas Gerais onde estava residindo há um mês. Ele estava conversando em um bar quando foi abordado e com ele foi encontrado uma arma, assim como o dono do estabelecimento que também morador da cidade há um mês e foi preso; e
  • outro que estava no buzão direto para São Paulo quando o ônibus foi parado na BR 343 em Parnaíba ainda dentro do Piauí e foi encontrado com seu 38, levantada a ficha bateu: era o integrante do Primeiro Comando da Capital conhecido como Peu e que aparecia em vídeos com uma arma ameaçando os integrantes do Comando Vermelho no bairro da Ilha Grande em Santa Isabel. — fonte: Chamada Geral Paraíba