Todos teimaram que ele estava embriagado!

O pedreiro paulistano Paulo Samuel Alves Cardoso estava com sua Brasília vermelha no posto Puma na cidade de Itu abastecendo calmamente seu veículo quando foi abordado por uma viatura da Guarda Civil Municipal.

Os guardas municipais vieram com a absurda acusação que ele tinha batido seu veículo em um caminhão. Ora, estava ele vindo para o aconchego de seu lar, ali mesmo, no Jardim Aeroporto, e não se lembrava de ter batido em nada – Quanto mais em um caminhão!!! Os guardas falaram que ele estaria bêbado, mas qual o quê! Só tinha ingerido meia dose de cachaça, nada mais! Além disso, era noite de sexta-feira (20/06/2003 – 21 horas). Seja como for, para não discutir, concordou em ir até a delegacia.

Lá ficou sabendo que o motorista do caminhão tinha acionado a guarda municipal, pois segundo este, ele estaria dirigindo de forma irresponsável, e além de abalroar o seu veículo de carga, ele havia quase atropelado uma pessoa.

O guarda que atendeu a ocorrência, o Gcm Tártari, também teimava em insistir que ele aparentava embriaguez. Para tirar definitivamente isso a limpo a questão, Paulo foi aconselhado pela delgada de polícia Drª. Márcia Pereira Cruz Pavoni Silva a fazer o exame químico toxicológico.
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Pronto! Já não bastavam o caminhoneiro e o guarda e agora este exame também teimava afirmar que ele estaria ébrio. Além disso, a delegada encasquetou que tinha que guinchar seu carro, só por que ele não tinha carta de motorista.

Mas tudo teria sido resolvido rapidamente se Paulo Samuel não tivesse resolvido ficar longe da Justiça. Sendo um crime de tão baixa gravidade foi solto em seguida, devendo apenas manter a Justiça informada de seu paradeiro. Mas por descuido ou por esperteza, não o fez. Dezenas de buscas foram feitas até que seu filho foi localizado e deu seu novo endereço no Jardim Morada do Sol em Indaiatuba.

Paulo então compareceu ao 1º DP da cidade de Itu, mas sumiu novamente, antes da audiência que ocorreu dia 24 de setembro de 2009, e na qual foi finalmente condenado, mesmo sem a sua presença. Um dia, quem sabe, ele apareça para acertar sua conta com a Justiça: prisão administrativa por 30 dias. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Pagou o traficante com uma facada no coração.

O homem vê os guardas municipais chegando e se encolhe cadeira no canto do bar de sua mãe. Ivo dos Santos Ruas com então 25 anos, um chapeiro conhecido como Isca no Bairro Cidade Nova da cidade de Itu, estava ainda com as roupas sujas de sangue.
Naquele sábado, 18 de abril de 2009, logo depois do meio dia Ivo encontrou com Vanderlei da Silva para o qual devia cinco ou dez reais, dívida de drogas (Avenida Paz Universal esquina com a Rua Avaré). Ao ser cobrado, Isca tentou enrolar um pouco mais Vanderlei e o clima esquentou, pois o traficante inconformado o agrediu com um tijolo. Mas a reação de Isca foi fulminante: com uma faca que ele trazia consigo desferiu um único golpe contra o coração do traficante, que faleceu mesmo tendo sido socorrido no PAM da Vila Martins.
Uma equipe da GCM de Itu estava fazendo um patrulhamento próximo ao Posto de Saúde quando foi informada que haveria naquele local uma pessoa ferida a faca. Os parentes da vítima acusavam Ivo pelo crime, visto que Airton Pereira dos Santos, o Ailton Gordo ou Repolho, como também é conhecido, teria visto tudo. O irmão de Vanderlei, Cícero Aparecido da Silva, disse saber onde o assassino estaria e indicou o local aos guardas municipais.
Assim, o GCM Luciano e o GCM Adilson adentraram o bar em busca de Isca.
Ivo negou tudo aos guardas civis afirmando que de fato tinha discutido com Vanderlei e tendo até recebido uma tijolada, mas em nenhum momento havia o apunhalado. Seja como for, concordou acompanhar a guarnição até o 4º DP para prestar depoimento e de lá foi mandado para o CDP de Sorocaba.

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Drª. Mariane Monteiro Schmid e a evolução criminal.

Ele evoluiu: em 1998 foi processado por dirigir sem habilitação, agora em 2008 foi flagrado dirigindo sem habilitação, de maneira perigosa, embriagado e desacatou e agrediu aos policiais que o socorreram.

Drª. Mariane Monteiro Schmid, promotora de justiça da Comarca de Itu, explica que “é sabido que o criminoso comum começa praticar pequenos delitos e, quando não encontra limites no ordenamento jurídico, acaba praticando outros mais graves e lucrativos”.

Domingo, 27 de Janeiro de 2008. 21 horas
Rodovia SP-79, próximo ao Hospital do Pira, Itu, SP.

Uma viatura da Polícia Militar segue em patrulhamento pela Avenida da Paz Universal quando os policiais vêem que um uno branco que seguia em direção à Itu bate na traseira de uma moto derrubando seus dois ocupantes. O motorista não para e empreende fuga.

Os policiais solicitam pelo rádio apoio para a perseguição do carro e socorro às vítimas, seguindo no encalço do veículo. Bastaram mil metros para que o José Carlos chegasse ao trevo da Rodovia do Açúcar, e devido à alta velocidade saísse para o gramado onde o carro atolou, e mesmo cercado pelos policiais ele tentou vencer pela força os agentes da lei.

Dominado, o infrator foi primeiramente foi levado para o local do acidente e mais tarde ao delegado Dr. Antônio Carlos Padilha. Este contou que o ceramista estava exalando um forte odor etílico, e a embriagues que foi confirmada pelas peritas Drª. Maria Heloísa de Angeli Loureiro e Drª. Maria das Gracas Silva de Jesus, que ao analisar o sangue de José Carlos encontraram 3,3 g/l.

Com a mesma dosagem alcoólica no sangue, alguns anos atrás, um caminhoneiro atropelou um ciclista a poucos quilômetros do mesmo local onde José Carlos cometeu agora este delito. Aquele motorista acabou sendo condenado a seis anos de prisão pelo Tribunal de Júri da Comarca de Itu.

José Carlos teve sorte: os motoqueiros não se feriram e além dos danos nos veículos foi condenado por todo seu leque delituoso a uma pena de apenas seiscentos reais divididos em três pagamentos, em favor do Instituto Formando Gente.

E quem sabe, consiga demonstrar que a Drª. Mariane estava errada e que ele não voltará em 2018 ao tribunal com um atropelamento com morte, um novo passo em sua prevista evolução delituosa. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Ninguém põe a mão em mim!

Ao retornar da missa da Igreja do Bom Jesus ou do tradicional Bar do Alemão, o cidadão que deixou seu automóvel estacionado na Praça do Bom Jesus por vezes não encontra seu veículo.

O esquema utilizado pelos criminosos é simples: o olheiro fica sentado na praça ou em um veículo próximo e quando o carro escolhido chega informa ao comparsa que chega, abre, entra no veículo e leva-o em menos de dois minutos. Se surpreendido pelo retorno inesperado do proprietário, cabe ao olheiro avisar e ajudar na fuga, seja intimidando ou atrasando a ação do infeliz proprietário.

A Polícia Militar passou a abordar a pessoas que estivessem por aquele local de forma a inibir este tipo de crime, e foi assim que Tiago Lins entrou em nossa história, pois ele resolveu lutar pelos seus direitos.

Com a frase “Ninguém põe a mão em mim!“, o servente Tiago Lins da cidade de Itu recebeu os policiais militares que o abordaram na Praça da Independência e uma simples atividade de rotina virou dois processos judiciais e horas de delegacia.
Segundo Tiago, ele estava estacionado com seu Peugeot preto aguardando sua esposa, quando teria notado uma viatura da polícia, e percebendo que seria abordado, desceu do carro e apresentou os documentos aos policiais. Estes, sem mais nem menos, mandaram-no ficar de costas e com as mãos para trás. Calmamente, Tiago questionou os policiais, lembrando-lhes os seus direitos como cidadão. Rapidamente foi dominado, algemado e conduzido à delegacia.

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Uma testemunha que mora em frente ao local tem outra versão: os policiais estavam passando pelo local quando pararam e deram ordens para que o cidadão descesse do carro, mas este se recusou a sair do veículo, dizendo que não era bandido e que no máximo os policiais poderiam ver o documento e na mão dele. Os agentes da segurança pública, ainda segundo esta testemunha, teriam tentado convencê-lo a colaborar, explicando que a abordagem estava sendo feita dentro de uma operação policial, e que tudo acabaria rapidamente, insistido na colaboração do condutor. Só depois de muito custo, este aceitou sair do veículo, mas ainda assim não permitiu que os policiais fizessem a revista pessoal ou veicular. Os policiais alertaram que deveria ele seguir o procedimento para sua segurança e a deles próprios, mas não tiveram sucesso. Como Tiago estava já com animo alterado, algemaram-no e conduziram-no até a Delegacia de Polícia.
Tiago responde agora a um processo por desobediência, que ainda não foi julgado. Mas a ação que este abriu contra o Estado já foi considerada improcedente pelo juiz da 2ª Vara Civil de Itu, Dr. Cássio Henrique Dolce de Faria. Este magistrado considerou que a princípio o uso da algema neste caso teria sido abusivo, mas ressalta que os policiais e testemunhas foram coerentes no descrever a ação policial, e “justificam a contento o uso de algemas para a contenção do autor e para o cumprimento da ordem de prisão por desobediência“. Além disso, contradizendo sua própria versão perante a autoridade judicial, Tiago declarou: “não colaborei com a abordagem policial, porque não concordo com os métodos utilizados; pois não sou ladrão e não permiti que fosse submetido á revista pessoal e além do mais vocês policiais trabalham de maneira errada“.
Com isso Tiago Lins, foi condenado a pagar mil reais pelo custo do processo, mas como é beneficiário da justiça gratuita…

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Três motivos para o assassinato da Vila Martins.

Os três entraram armados e com os rostos cobertos com capuz naquele depósito de bebidas da Cidade Nova. O Peninha (Roberto Dias) estava com uma garrucha, os garotos Muniz Adalberto com uma 32 e Saulo Eduardo com uma 22. O assalto foi quase um sucesso: Peninha saiu com um litro de whisky e Saulo Eduardo com um pacote de moedas – ambos correram para um lado; e Muniz Adalberto correu para o outro com as notas de dinheiro.

Menos de vinte e quatro horas depois uma dessas armas matou Peninha e talvez nunca venha a se saber exatamente qual foi o motivo, mas todos apontam Renato Martins Leite, o Xuxa, como o autor dos disparos, mas na Justiça ele negou a autoria do crime.

Seja como for, são três as hipóteses para que Peninha sido morto:

1 – Divisão do Butim: ele e Saulo não teriam entregado a parte de Adalberto e este recorreu a Renato para garantir sua parte;

2 – Renato havia esquecido seu documento de identidade na casa de Peninha e este teria entregado a polícia para envolvê-lo nos roubos que aconteciam na Cidade Nova; e

3 – Peninha estaria molestando crianças e por isso acabou sendo morto.

Tudo é nebuloso nesta história, talvez tudo seja verdade ou parte dela, ou talvez nada mais foi do que uma armação para incriminar Renato.

O que se sabe ao certo é que Peninha, que tinha uma tatuagem de escorpião no braço direito e estava vestindo uma bermuda jeans azul e um tênis preto, quando recebeu dois tiros: um que varou o peito até as costas e outro que passou de um lado para outro da mandíbula. As ruas da Vila Martins eram de cascalho, mas mesmo assim dava para ver que as marcas de sangue começavam na Avenida Ernesto Rodrigues, subindo a rua Dep. Conceição da Costa Neves até chegar onde estava seu corpo na Rua Isabel Santiago Matter. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Motorista embriagado colide com guarda civil.

O cruzamento entre a Rua Luiz Carlos Pires e a Av. Luiz Volpato no Parque América em Itu assistiu um acidente de trânsito envolvendo o guarda civil municipal Nelson e o encanador Vítor Gerson da Silva, ambos moradores daquele bairro. GCM Nelson pela Avenida Luiz Volpato quando seu veículo foi colhido de frente por um Escort prata. O guarda municipal desceu de seu veículo e ficou surpreso com o estado de embriaguez da outra parte que mal conseguia ficar em pé. Diante disto, solicitou uma viatura da Guarda Civil para as devidas providências.

O motorista do Escort não aguardou a chegada à viatura, mas os guardas municipais empreenderam diligências e encontraram Vitor Gerson em sua casa, próximo ao local do acidente. Sob protestos dos familiares que alegavam abuso de autoridade, Vitor, ainda sob o efeito do álcool, foi conduzido pelo GCM Oliveira à presença do delegado Dr. Antônio Góes Filho, e tendo concordado em fazer o exame de teor alcoólico foi conduzido ao Hospital São Camilo. O delegado não colheu sua versão “uma vez que não tinha condições de falar, dado seu estado alcoólico”.

A defesa de Vítor está baseada justamente no exame alcoólico, não que ele não tenha constatado que estava ébrio, mas sim na hora: 19 horas do dia 5 de março de 2008. O acidente se deu por volta das três horas da tarde, havendo segundo ele muito tempo para “tomar umas branquinhas” entre uma coisa e outra. Alega que estava sóbrio na hora do sinistro e que foi ao bar apenas depois – para tal apresenta inclusive testemunhas. Contra ele pesa o testemunho de vários guardas civis, do delegado que atendeu a ocorrência, dos antecedentes (possui outras passagens pela polícia pelo mesmo crime) e do depoimento de sua esposa, que apesar de posteriormente ter endossado a versão do marido, no momento dos fatos repetia que a bebida acabaria o colocando em maus lençóis.

Acatada pela Promotoria de Justiça a denúncia feita pelo Delegado de Polícia, houve duas audiências: na primeira proposta que Vitor pagasse uma cesta básica a uma entidade assistencial e na segunda que fosse suspenso o processo pelo período de dois anos, tendo ele negado os dois acordos, acabou sendo condenado a um ano de prestação de serviços mais multa, além de ter sua habilitação suspensa por nove meses.

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A alegria é retirada de Elizabete da Vila Martins.

Aquele dia 11 de dezembro de 1995 foi o começou de um tempo de tristeza na vida daquela garota, assim como seu último dia de liberdade por um ano. Elizabete Alves, a Betinha, garota que vivia nas sombras onde risos eram animados por drogas e bebidas.

Ela era a sombra que ocultava toda luz, era ela quem metia medo e levava terror, e é estranho pensar como as coisas mudaram de uma hora para outra. Como ela perdeu as rédeas da situação, seus amigos, seu amor, e sua liberdade. Tudo em apenas um dia.

Ao ver seu companheiro sair da cadeia deixando-a para trás ela não teve dúvidas, e contou tudo o que os policiais gostariam de saber:

Ela, Renato Martins Leite (Xuxa), Roberto Dias (Peninha), e dois garotos (digamos que) Saulo Eduardo e Muniz Adalberto, estavam em casa de Zileide Honorato (Zuleika), quando começaram a discutir sobre dinheiro e sobre uma cédula de identidade de Renato, que Peninha teria entregado à polícia. Zuleika ao ver que a coisa esquentava colocou-os para fora de sua casa, pois não queria confusão por lá. Eles saíram e foram na direção das casas da construtora Argon, próximo de onde morava Saulo Eduardo, e no caminho deram umas coronhadas nele.

Depois de apanhar um pouco o garoto colaborou e mostrou onde estava o dinheiro que havia roubado do depósito de bebidas da Cidade Nova. Na realidade Renato não queria a grana para si, só pretendia que Peninha e Saulo entregassem a parte do dinheiro roubado para Adalberto, que teria saído do roubo sem levar nada. Adalberto e Saulo foram pegar a grana na casa; e ela, Peninha e Renato seguiram para a casa de Peninha para resolver o problema do documento. Ela resolveu ir embora, mas não deu tempo, ouviu um estampido que quase a deixou surda e em seguida Renato a pegou pela mão e começaram a correr.

Naquela noite o GCM Hélio acabou encontrando a ela e ao Renato e levado ao distrito policial, e por lá ficou, pois já era foragida da justiça. Tudo o que trazia alegria a sua vida foi lhe tirado naquele dia. A confiança que tinha em seus amigos, o agito das correrias, as festas, tudo foi desaparecendo a partir desde esse dia.
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O assassinato do Dr. Humberto da Silva Monteiro.

Um julgamento histórico presidido pelo juiz Dr. Hélio Villaça Furukawa ocorrido em Itu em Outubro de 2009, nele o bombeiro reformado e ex-segurança do Ituano Futebol Clube, Nicéias de Oliveira Brito, foi condenado por planejar e mandado executar o advogado Dr. Humberto da Silva Monteiro e o jornalista Josué Soares Dantas Filho.
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Os jurados aceitaram a tese defendida pelo Promotor de Justiça Dr. Luiz Carlos Ormeleze que afirmou que a execução do crime teria sido encomendada por Oliveira Júnior ao seu segurança particular e homem de sua inteira confiança, o Brito.

A pena foi fixada em doze anos e cinco meses e dez dias de prisão em regime fechado pelo  homicídio consumado (Dr. Humbeto) e de tentativa de homicídio (Dantas Filho), com dupla qualificação: motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

Dr. Humberto era advogado do Ituano Futebol Clube, assessorava o Prefeito Herculano Castilho Passos Júnior, e o Vice-prefeito Élio Aparecido de Oliveira, conhecido como Oliveira Júnior, tendo sido as vítimas no passado aliados deste último, mas quando dos fatos lhe faziam oposição. O jornalista Dantas Filho possuía um programa televisivo e iniciou um forte ataque ao antigo aliado.

A cena do Crime e as versões dos envolvidos.

O crime foi consumado na Rua Capitão Fleming esquina com a Rua Luiz Gazzola no dia 26 de janeiro de 2006 por volta das 14 horas, quando dois indivíduos em uma moto disparam alguns tiros em direção à Blazer cinza dirigida por Dantas Filho.

A investigação feita pela Polícia Civil sob o comando do delegado Nicolau Iusif Santarém indicou que seria limpeza de arquivo ordenada pelo vice-prefeito Oliveira Júnior que estaria temeroso quanto a informações que seu advogado Dr. Humberto teria consigo – segundo Brito seria um milionário prejuízo envolvendo o jogador Juninho Paulista quando de sua venta para o SãoPaulo Futebol Clube.
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Dantas Filho conta que no dia dos fatos, por volta das treze horas foi até a casa do Dr. Humberto para com ele saírem almoçar e quando se encontravam próximos a antiga Fundição Gazzola na Rua Capitão Fleming, Dantas Filho ouviu barulhos que inicialmente teria atribuído à moto que estava ao lado do veículo, mas percebendo serem tiros fugiu, e ao perceber que Dr. Humberto tinha sido atingido dirigiu-se a Santa Casa.

Dr. Humberto havia passado meses antes os documentos que Oliveira Júnior temia à sua irmã, com a recomendação de que ela passasse-os à seu amigo Dantas Filho, caso alguma coisa lhe acontecesse.

A investigação policial

 A polícia de Sorocaba chegou à dois suspeitos graças a uma denúncia anônima feita através do telefone 181. Careca e Luizinho, menores de idade, contaram que teriam sidos procurados por Nicéias de Oliveira Brito e seu cunhado José Roberto Trabachini (Zeca) e uma terceira pessoa conhecida como Beni para darem um susto em Dantas Filho. Inicialmente aceitaram o serviço, mas como posteriormente a ordem mudou para que matassem Dantas, ambos desistiram da empreita. Com a recusa da dupla, Luiz Antonio Roque (Tonhão do Ituano Clube) apresentou a dupla que finalmente executou o crime com a arma fornecida por Brito – que também levou os executores para conhecerem a casa do Dr. Humberto.

Durante toda a investigação, as versões variavam quanto ao resultado do contrato: ora os acusados afirmavam que deveriam apenas para dar um susto; ora afirmavam que posteriormente foram chamados a matar Dantas Filho, mas sempre negaram qualquer intenção maligna contra o Dr. Humberto. Uma testemunha que garantiu ter ouvido dos jovens logo após o crime dizendo que não era para matar e por isso não receberiam do Brito.

As teses: da promotoria e da defesa

A defesa de Brito esteve sob a responsabilidade da advogada Drª. Rosemari Nunes S. M. Oliveira e de sua colega Juliana Torres dos Santos, que argumentaram que seu cliente teria contratado os rapazes para que dessem um susto em Dantas Filho, e que por este crime deveria ser julgado e condenado, mas nunca teve a intenção da morte do Dr. Humberto.
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Segundo elas, o advogado teria morrido por um erro na execução do crime – o vidro do carro não permitiu ver que tinha um passageiro no carro. Argumentaram também que os três tiros disparados contra o veículo foram dados por traz e na carroceria do mesmo, um dos projéteis teria desviado e acertado por puro azar a vítima.

Já a Promotoria de Justiça argumentou que era evidente que o crime tinha como alvo os dois: Dantas Filho e Dr. Humberto, visto que a ameaça feita através de um programa na tv dizia: “essas pessoas (…) estão correndo sério risco“, além disso, os atiradores tiveram a oportunidade de ver que o Dr. Humberto estava no carro, já que estariam seguindo o veículo conduzido por Dantas Filho desde a casa do advogado.

Dr. Luiz Carlos Ormeleze ainda contradisse a defesa quanto ao número de tiros disparados, seriam cinco e não três: os três disparados na traseira do veículo e dois disparados pela janela, cujo vidro estaria aberto ao contrário do que dizia os executores. Esta teoria se comprovaria pelo depoimento do jornalista sobrevivente que alegou que naquele dia, devido ao forte calor, os vidros estariam abaixados. Além disso, o laudo pericial e a posição dos projéteis corroborariam neste sentido.

A importância do veredito

O Ministério Público de Itu acusa o político e empresário Oliveira Júnior de ser o mentor e mandante do crime apoiado em um vídeo onde o político deixa claro sua ameaça. Oliveira Júnior teria dito ao segurança Nicéias Brito: “Vamos dar um susto no Dantas e acabar com esta palhaçada“.

Oliveira teria suas razões para arquitetar o crime, e a condenação de Brito, assim como foi anteriormente as dos executores, mantêm firme o elo de ligação entre o crime e o empresário. Oliveira Júnior se disse inocente e afirmou a reportagem do Jornal Periscópio da cidade de Itu, que irá representar a Promotoria de Justiça de Itu junto ao Conselho Federal do Ministério Publico, e se disse ansioso para poder responder a estas acusações, pois o “caso teria uma reviravolta de 360°” (sic). Quando do crime do qual se diz inocente, o político estava em outra cidade. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Assassinato na Praça Padre Miguel em Itu.

A praça é do povo assim como o céu é do condor“… citando Castro Alves, Camões e outros grandes nomes das letras portuguesas, Dr. Airton Luiz Zamignani tentou em vão convencer os jurados da cidade de Itu, a desqualificar de tentativa de homicídio um crime ocorrido na Praça Padre Miguel na noite de 07 de junho de 2007.

Naquela ocasião, um jovem conhecido como “Broto” (Anderson Messias Souza), pertencente ao grupo dos hemos do centro, discutiu com uma garota que no decorrer do julgamento foi apresentada em vários momentos como sendo dada ao uso excessivo de álcool e que teria juntamente o “Rafa do corsinha” envolvida no tráfico de drogas.
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Durante a discussão entre Broto e a garota, Cauani Braga dos Santos, na ocasião soldado do 2º GAC AP, se interpôs pedindo calma ao rapaz. Mas Anderson de imediato desferiu-lhe duas facadas, e ao tentar fugir foi atingido mais uma vez. Broto foi desarmado por outros rapazes que lá estavam, e foi espancado até a chegada das viaturas policiais que o conduziram ao atendimento médico e a DELPOL de Itu.

Já recuperado utilizou como defesa o fato que apenas tentava se defender do casal de traficantes, e que a norte do soldado nunca deveria ter acontecido. Mesmo assim foi condenado a prisão por sete anos em regime fechado por homicídio duplamente qualificado.

Dr. Zamignani lembrou o tempo em que a Praça Padre Miguel era de fato um local onde as pessoas “de família” podiam circular a vontade, mas alertou que hoje é um dos últimos rincões onde a população sem recursos pode se divertir, com pouco ou nenhum custo – fato ressaltado para tentar justificar em plenário a presença do jovem naquele local que hoje é visto como sendo freqüentado por pessoas envolvidas com drogas, álcool, brigas e pichações.

Condenado por assassinato por dirigir embriagado.

O Tribunal do Júri da cidade de Itu considerou por seis votos a um que o ex-caminhoneiro Aguinaldo Rogério Saroba é culpado pela morte de José Carlos Galdino, além disso aceitou também a tese do Ministério Público que pediu sua condenação por homicídio doloso, isto é, aquele que se tem a intenção de matar, pois ao dirigir embriagado assumiu o risco de causar o acidente.

Na Rodovia Castelo Branco, por volta das 17h20m do dia 08 de janeiro de 2005, Aguinaldo dirigia de maneira perigosa um caminhão seguindo em sentido capital-interior, mudando bruscamente de pista várias vezes e aparentemente jogando seu veículo contra os demais. Testemunhas afirmaram que Aguinaldo se dirigiu para o acostamento sem diminuir a velocidade.
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Após atingir José Galdino e ver o corpo ser jogado por cima do veículo, prosseguiu viagem, mas um advogado que já acompanhava a vários quilômetros as imprudências do caminhoneiro, e muito antes do acidente já pedia pelo celular providências para a concessionária Rodovia das Colinas, seguiu-o dando informações que possibilitaram a Polícia Rodoviária deter o motorista mais adiante.

Aguinaldo que além de embriagado dirigia usando chinelos de dedos negou que tivesse cometido qualquer infração, inclusive a ingestão de bebida alcoólica, mas aceitou fazer o exame toxicológico, que veio a apontar 1,4g/l contra o 0,6g/l permitidos. Diante da constatação mudou sua versão, admitindo ter ingerido uma pequena quantidade de pinga.

Apesar de condenado há seis anos em regime inicial semi-aberto, Aguinaldo, que hoje trabalha na lavoura, recorrerá em liberdade. Este julgamento ficou na história da cidade de Itu, por ser o primeiro caso em que um motorista foi condenado por homicídio doloso pelo fato de causar uma morte enquanto dirigia embriagado, demonstrando que a sociedade está tolerando cada vez menos este tipo de atitude.

A busca por Alex, o ladrão de ônibus de Itu.

O escrivão Reinaldo da 1ª delegacia de Itu recebeu a missão de descobrir quem era o tal do Alex que roubava ônibus com o Fernando Ademir Sório na Região Sul da cidade de Itu. Isso foi tudo que o delegado Dr. Antonio Góes Filho lhe disse. Três meses e dois dias depois Reinaldo apresenta ao delegado o nome do suspeito: Alex Santos Almeida, conhecido como Baianinho ou Neguinho, e que morava próximo ao Açougue do Jura.
(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); Buscas são feitas e passados mais três meses Reinaldo está batendo a porta de Alex, que agora mora com seus pais na Rua João Barbieri no Jardim Aeroporto, próximo a Igreja Santa Luzia. Dona Eunice diz que o seu filho não está, mas que o levará até a delegacia, pois está certa que o rapaz nada mais deve. De fato ele esteve preso, mas havia saído à três meses e apesar de ser bastante conhecido nos meios policiais não tinha nenhum envolvimento criminoso com Fernando. Mais tarde na delegacia Alex comparece e confirma as afirmações da mãe:

“Nunca pratiquei nada com o Fernando, ele é irmão de minha mulher, a Júlia, e somos amigos, além disso eu nunca pratiquei roubo em ônibus”.
A vítima que estava naquele ônibus na madrugada de 04 de março de 2007 e ficou frente à frente com o meliante foi chamado para fazer o reconhecimento naquele dia 29 de janeiro de 2009.
O funcionário da Avante não reconheceu-o como o autor do crime e agora dificilmente Reinaldo vai voltar a procurar outro Alex, e vai ficar por isso mesmo.

Crime, drogas e amizade na Vila Martins em Itu.

Hoje eu acordei a fim de falar de amizade. Afinal poucas coisas no mundo são tão importantes quanto a verdadeira e sincera união entre as pessoas, mas como não faço poemas ou elucubrações filosóficas, tentei me lembrar de uma história, e…

Veio-me a lembrança seis personagens da Cidade Nova. Íntimos a ponto de: levarem garotas para “fazer a festa” na casa dos outros; assaltarem; e se drogarem juntos.

Eram: Elizabete Alves (Betinha), Renato Martins Leite (Xuxa), Roberto Dias (Peninha), Zileide Honorato (Zuleika), e dois garotos (digamos que) Saulo Eduardo e Muniz Adalberto.

Na noite do dia 11 de dezembro de 1996, Renato e o primo do Peninha foram a casa deste último com algumas garotas para se divertirem, mas ao sair Renato esqueceu seu documento.

Amizade, drogas e armas. Três são três coisas que criam quando misturadas ainda mais intimidade — não existe nada como um vício ou um segredo para forjar os laços da amizade.

E como tudo o que é forjado a quente tende a se quebrar com violência, pois se torna pouco maleável, a amizade destes seis personagens passaria por uma dura prova ainda neste dia.
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Quando se dá pela falta do documento, Renato volta para pegá-lo na casa do colega, mas qual não é sua surpresa quando vê uma viatura da Polícia Civil parada em frente ao endereço.

O veneno impregna Renato que diz que Peninha era um safado, que abusava de crianças, e que entregou seu documento para a polícia, mas era Saulo quem tinha treta com Peninha…

Peninha foi morto com dois tiros neste dia.

Saulo Eduardo por sua vez disse que Renato é quem pegou sua arma e saiu com Peninha e Betinha. Ele só veio ouvir o tiro de sua casa depois de pegar uma grana com Adalberto.

Betinha disse que de fato estava com Renato e Peninha, mas a arma que matou este último estava com Renato, e que ela só ouviu os disparos e a ordem deste para que ela corresse.

Adalberto disse que a arma do crime passou para as mãos dele depois do crime. Ele bateu em Saulo Eduardo, mas que acabou indo com ele pegar um dinheiro e não matou Peninha.

Todos eles passaram aquela manhã pela casa de Zuleika e quando começaram a discutir foram postos para fora. Depois disso, um morreu, outros se maldisseram e a amizade acabou.

Guardas impedem a entrada do povo na inaugação da igreja.

Antes de contar esta história tenho que fazer duas ressalvas:

– boa parte do meu conhecimento sobre a história de Itu, chegou-me através da tradição oral, mas sempre atribuirei aqui a autoria ao mestre de todos aqueles que amam a história de nossa cidade, o professor Francisco Nardy Filho, pois muitas das histórias que ouvi acabei encontrando em seus livros; e
– sei que a Guarda Civil Municipal é um fenômeno histórico recente, mas de certo modo a guarda já existia nos tempos d’antanhos, visto que a principal característica da GCM é o fato de estar subordinado ao poder público municipal, e este fato por mim relatado aqui foi decidido e executado pelo governo local.

Pois bem, corria o ano de 1780, para Itu talvez o segundo ano mais importante de sua história, pois foi quando a nova Igreja de Nossa Senhora da Candelária de Itu foi inaugurada. Obra em estilo barroco fruto de um sonho, ou talvez uma visão do padre João Leite Ferraz, que na época, fez construir a maior igreja que seu dinheiro pudesse fazer – o que não era pouco – mesmo assim ele não conseguiu completar a obra.
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Para sua inauguração um grande aparato foi preparado, e o padre Manuel da Costa Aranha presidiu as cerimonias, que começaram às 9:30 da manhã, com guardas na porta para impedir a entrada dos populares. Após a bênção do novo templo houve a primeira missa solene, que aconteceu às 10 da manhã, e agora sim com o povo na igreja.

Quase duzentos e trinta anos depois a Guarda Municipal de Itu ainda estava presente na Igreja Nossa Senhora da Candelária para, agora proteger o patrimônio histórico e cultural da cidade, e por mais de uma década o Gcm Lima, passou a ser também um referêncial quanto a memória da igreja, sendo conhecedor e divulgador das velhas histórias contadas por muitos que por lá passaram.

Pitbulls na Praça do Carmo.

Quantas e quantas vezes policiais ouviram de proprietários de cães da raça Pitbull: “Ele nunca tinha feito isso antes, nunca atacou ninguém…” e “Não, este cão é calmo, vai da criação…”. As reticências são as variações, histórias e explicações, que via de regra, falam do bom relacionamento do cachorro com crianças, idosos, gatos e outros animais. A primeira frase é dita sempre depois que o problema ocorreu e a segunda é dita por aquele que acha que nunca vai acontecer.

Se há preconceito contra animais desta raça, ela é justificada pelos números em nossa cidade. Quase todas as ocorrências envolvendo ataques de cães em Itu, atendidos pela polícia nos últimos anos envolveram Pitbulls.

Todos ainda devem se lembrar do caso em que um senhor morador próximo do centro que ao ver suas galinhas sendo atacadas por um Pitbull veio a falecer, ou o caso das três crianças atacadas na escola.

Em duas ocasiões, guardas civis municipais de Itu foram atacados por animais desta raça: no Jardim Vitória o ataque só não se consumou pela coragem de uma vira-latas que enfrentou o Pitbull; e no outro caso o animal só parou após ser alvejado. Também teve um caso na vila progresso em que o animal entrou na viatura e de lá não saía de jeito nenhum e não deixava os guardas entrarem.

Bem, eu não sei se é preconceito contra esta raça, o que sei é que dois Pitbulls que passeavam esta noite por volta das vinte horas pela Praça do Carmo. Um deles passeava solto quando atacou a outro que estava de coleira.

Há dois meses atrás a justiça de Itu condenou o proprietário de um Pitbull a indenizar em oito mil reais uma família que foi atacada por seu cão, além de cumprir pena alternativa.

Infelizmente a sociedade não possui meios eficazes de fazer cumprir o que determina a lei: o CCZ tem feito um exemplar trabalho de conscientização, mas não possui um sistema eficiente que atenda a denúncias feitas durante os fins de semana e as noites; e o corpo de bombeiros só atua em caso de emergência ou com animais silvestres.