Crime, drogas e amizade na Vila Martins em Itu.

Hoje eu acordei a fim de falar de amizade. Afinal poucas coisas no mundo são tão importantes quanto a verdadeira e sincera união entre as pessoas, mas como não faço poemas ou elucubrações filosóficas, tentei me lembrar de uma história, e…

Veio-me a lembrança seis personagens da Cidade Nova. Íntimos a ponto de: levarem garotas para “fazer a festa” na casa dos outros; assaltarem; e se drogarem juntos.

Eram: Elizabete Alves (Betinha), Renato Martins Leite (Xuxa), Roberto Dias (Peninha), Zileide Honorato (Zuleika), e dois garotos (digamos que) Saulo Eduardo e Muniz Adalberto.

Na noite do dia 11 de dezembro de 1996, Renato e o primo do Peninha foram a casa deste último com algumas garotas para se divertirem, mas ao sair Renato esqueceu seu documento.

Amizade, drogas e armas. Três são três coisas que criam quando misturadas ainda mais intimidade — não existe nada como um vício ou um segredo para forjar os laços da amizade.

E como tudo o que é forjado a quente tende a se quebrar com violência, pois se torna pouco maleável, a amizade destes seis personagens passaria por uma dura prova ainda neste dia.
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Quando se dá pela falta do documento, Renato volta para pegá-lo na casa do colega, mas qual não é sua surpresa quando vê uma viatura da Polícia Civil parada em frente ao endereço.

O veneno impregna Renato que diz que Peninha era um safado, que abusava de crianças, e que entregou seu documento para a polícia, mas era Saulo quem tinha treta com Peninha…

Peninha foi morto com dois tiros neste dia.

Saulo Eduardo por sua vez disse que Renato é quem pegou sua arma e saiu com Peninha e Betinha. Ele só veio ouvir o tiro de sua casa depois de pegar uma grana com Adalberto.

Betinha disse que de fato estava com Renato e Peninha, mas a arma que matou este último estava com Renato, e que ela só ouviu os disparos e a ordem deste para que ela corresse.

Adalberto disse que a arma do crime passou para as mãos dele depois do crime. Ele bateu em Saulo Eduardo, mas que acabou indo com ele pegar um dinheiro e não matou Peninha.

Todos eles passaram aquela manhã pela casa de Zuleika e quando começaram a discutir foram postos para fora. Depois disso, um morreu, outros se maldisseram e a amizade acabou.

Autor: Wagner Rizzi

O problema do mundo online, porém, é que aqui, assim como ninguém sabe que você é um cachorro, não dá para sacar se a pessoa do outro lado é do PCC. Na rede, quase nada do que parece, é. Uma senhorinha indefesa pode ser combatente de scammers; seu fã no Facebook pode ser um robô; e, como é o caso da página em questão, um aparente editor de site de facção pode se tratar de Rícard Wagner Rizzi... (site motherboard.vice.com)

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