Três facas, dois assaltos e uma inimputável em Itu

Itu, 9 de junho de 2009, final de tarde, próximo ao Supermercado Continental (A).
O GCM Rota e o GCM Arlindo abordaram Ana Cristina Nunes que segundo populares estaria em atitude suspeita. Inquirida pela guarnição ela apresentou três facas serrilhadas de cozinha que consigo levava, dizendo que estava indo para sua casa – os guardas sabiam que não era verdade, mas nada se poderiam fazer naquele momento.

Começa a cair à noite quando Lizane vê a última cliente sair da loja e se prepara fechar o comércio quando vê uma mulher que ela não conhece entrar com uma faca e encostar no corpo de sua mãe – a dona da lojinha – e  manda-a esvaziar o dinheiro do caixa.

Ana Cristina estava assaltando o pequeno Bazar e Papelaria União, na Rua João de Toledo Aranha 14 no Jardim União (B), a pouco mais de seiscentos metros donde tinha sido abordada pela viatura da guarda. Não seria o único alvo dela nesta noite.
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Antes de sair deu a ordem: “não olhem para onde eu vou e não chamem a polícia!”. Obediente, Lizane não chamou a polícia, ligou para a Guarda Civil Municipal através do atendimento de emergência: 199.

Acionado via rádio, GCM Rota chega ao local e começa a colher os dados quando chega um motoqueiro. Ana Cristina tinha feito mais uma vítima. Leila, comerciante, proprietária da Rio Gás, localizada a poucos quarteirões dali, na Rua Lauro de Souza Lima 221 (C), na Vila Martins, que tinha sido roubada por uma mulher armada de faca.

Lúcifer ajuda a fazer, mas não a esconder. Enquanto os guardas civis passavam os dados para as outras viaturas, Lizane vê no final do quarteirão a ladra (D). – começa a perseguição.

No começo da Rua José Félix dos Santos (E) Ana Cristina encerra sua noite de medo: Tendo roubado oitenta reais da empresa de Lizane e quarenta reais de Leila, ainda estava de posse de cem reais e das três facas, dizendo que entregou os outros vinte reais para um tal de Pelé.

Ao delegado de polícia Dr. José Moreira Barbosa Netto, Ângela Cristina preferiu nada dizer, e este determinou sua prisão. Perante o juiz Dr. Hélio Villaça Furukawa ela assumiu toda a culpa, alegando que pretendia usar o dinheiro para fazer um óculos para um de seus dois filhos, e para provar isso disse que quando foi presa, estava de posse da receita do oculista. Já seu advogado pediu que ela fosse libertada, visto ser La inimputável: Ângela recebe aposentadoria por invalidez, causada por insanidade mental.

O juiz não se convenceu, e espera pacientemente chegar o resultado do laudo pericial feito no dia 13 de outubro. Enquanto isso a Cadeia Feminina de Votorantim tem mais uma visitante. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Os incansáveis profissionais do crime e o direito.

Importante há de ser, para os futuros estudiosos de nossa terra, a coluna do brilhante jornalista ituano José Carlos Rodrigues de Arruda, que leva ao Jornal Periscópio, histórias do dia a dia deste rincão bandeirante. Não histórias tais quais nos acostumamos ver nos livros didáticos, mas a história viva de nosso povo.

Muito me surpreendeu, quando vi lá postada, uma epístola do delegado da Polícia Civil do Pará, Dr. Wilson Ronaldo Monteiro. Este membro da Secretaria de Segurança Pública do Pará, começa assim sua carta-manifesto:

“Senhor Bandido:

Esse termo de senhor que estou usando é para evitar que macule sua imagem ao lhe chamar de bandido, marginal, delinquente ou outro atributo que possa ferir sua dignidade, conforme orientações de entidades de defesa dos Direitos Humanos … e por aí vai a autoridade policial.”

(veja na íntegra)
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A crítica, ou melhor, o desabafo deste cidadão, é muito mais que justo. Mas peca pelo atraso e pela desatualização. Chamar um infrator da lei de “Senhor Bandido”, hoje, é passível de punição e pode ser considerado ofensivo a dignidade do meliante.

Ora, senhor delegado. Ora, senhor J. C. Arruda.
Esses cidadãos são trabalhadores incansáveis, e como tal devem ser sim respeitados. Sugiro que doravante, o Jornal Periscópio, do qual o senhor é peça fundamental, passe a tratar tal categoria como “profissionais do crime”, linha editorial que este blog já adotou, antes que ser processado por alguma organização criminosa ou de direitos.

Não me venham os pregadores do direito do alheio dizer que estou exagerando, afinal Cristo foi proibido de entrar nas escolas italianas por infringir os Direitos Humanos!!!  (veja matéria sobre esse assunto) Quem dirá nós.

Aqui em Itu, ao menos, o judiciário tem evitado cair na tentação de punir policiais por simplesmente fazer cumprir a lei, a algumas semanas, um cidadão ituano perdeu uma ação onde reclamava de uma abordagem policial. Mas, mesmo por aqui, existem casos que nem o diabo acredita. Pasmem, senhores, um traficante sobejamente conhecido e já condenado diversas vezes, possui um habeas corpus que o livra de ser revistado. Isto não ocorre em Terras da Carochinha, é um exemplo vivo que percorre as ruas do Jardim Aeroporto, sem ser importunado, afinal, é seu direito.

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A risível estória contada pelo cabreuvano em Itu.

Sexta-feira, 17 de agosto de 2007, lá pelas três e meia da tarde. José Thiago, um ajudante geral de Cabreúva, chega a rodoviária de Itu (A). Sua intenção era visitar seu amado pai, mas o destino lhe reservava uma surpresa.

Como não encontrou seu ente querido em casa, resolveu ele dar um passeio pela estância turística, afinal Itu é conhecida por seu eixo histórico com antigos casarões e belíssimas igrejas barrocas e neoclássicas. Enfim, de passo em passo acabou indo até o Jardim Vitória (B) e de lá retornando ao centro. Tudo deveria ter terminado assim, mas…

O passeio foi longo, afinal, José Thiago queria conhecer um pouco da cidade. Já haviam se passado mais de dez horas desde que chegara, e já era madrugada de sábado, uma e meia da manhã e ele ainda estava perambulando por cá e por lá, quando, uma pessoa em cima do telhado da loja Schanoski Antenas Parabólicas na Rua Dr. Silva Castro na Vila Nova (C), assobiou para ele.
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Muito prestativo, ele se aproximou e um rapaz de cima da loja pediu que Thiago o ajudasse a passar uma caixa por cima da grade, colocando-a na calçada. Com toda cortesia que lhe é familiar, o mancebo ajudou ao desconhecido, que pulou então para a rua. Chegando ao solo o rapaz vê um vigilante noturno que por ali passava com sua moto e fala para Thiago: vai sujar, corre“. Fala e já sai no pique, e o cabreuvense corre para o outro lado, perseguido de perto pelo segurança, que com auxílio da Guarda Civil Municipal, o deteve na Praça do Carmo (D) no centro da cidade.

O vigilante noturno Aguinaldo, um cotiense de 44 anos, confirma a versão do rapaz. De fato, ele viu Thiago pegando a caixa e colocando-a na calçada, e viu também o outro rapaz que correu para o outro lado. Após perseguir Thiago, Aguinaldo ligou para o proprietário da loja, o paranaguaense José Elias Schanoski, que foi até seu comércio e constatou que os jovens haviam retirado e danificado: trinta telas de alumínio para armação de antenas e três armações para antenas de UHF, num valor aproximado de trezentos e trinta reais.

Shanosky chama a atenção para a destreza necessária para realizarem tal furto, visto que a empresa possui grades e portões com mais de dois metros de altura, encimados por arame farpado, mas que nem isso desestimulou os meliantes.

Ao GCM Adorian, Thiago disse que já era conhecido dos meios policiais de Cabreúva, o que explica o fato de quando o Delegado de Polícia Dr. José Moreira Barbosa Netto, ter tentado contato com a mãe do garoto ela ter lhe respondido: “os problemas do filho dela eram problemas dele mesmo“.

Ao analisar tudo isso, o juiz de direito Dr. Hélio Villaça Furukawa declarou em sua sentença: “a alegação de que apenas passeava pelo local é risível e não merece nenhuma credibilidade“. Mas o réu não pode ouvir sua pena, afinal, a justiça ainda está a sua procura. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Furto na loja de doces da Vila Nova em Itu.

Um homem em desembalada carreira desce a rua Joaquim Bernardo Borges, no bairro Vila Nova em Itu, em direção ao Hospital Sanatorinhos, seguido de perto por um rapaz que o persegue. Esta cena foi descrita ao GCM Gilmar que estava em patrulhamento ali perto e rapidamente que conseguem alcançar aos dois personagens.

O primeiro era o servente Antônio Anselmo, 38, natural de Palmeirândia, que estava a frente sem camisa e atrás dele vinha o estudante Bruno, filho do proprietário da Star Doces, Antonio Donizetti , que estava viajando.

Antônio explicou o por que de estar fugindo de Bruno: tinha bebido um pouco e estava resolvido a comer um doce; passando pela doceria em que estava o garoto, comprou e pagou normalmente a guloseima, mas como o rapaz estava ao telefone, achou que este não perceberia quando ele tirasse uma grana do caixa. Mas o diabo ajuda a fazer mas não ajuda a esconder. Quando estava pegando o  dinheiro, umas moedas vieram a cair no chão, chamando a atenção de Bruno, que não teve dúvidas: correu atrás do prejuízo. Ele até jogou o dinheiro que tinha pego no chão, mas o estudante agarrou a grana e ainda assim o alcançou.

Levado a presença do delegado de polícia pelos guardas municipais, Antônio Anselmo, que já foi processado dezessete vezes por furto, foi preso, e responderá a este crime atráz das grades. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Drª Paula Sarmento Penna questiona ação da Guarda.

O encanador Vítor Gerson da Silva trafegava pelo Parque América em Itu quando colidiu seu veículo em  outro dirigido pelo GCM Nelson. Vítor foi acusado de estar dirigindo embriagado e sua advogada questionou a ação da Guarda Civil Municipal no atendimento desta ocorrência.
Drª. Paula Sarmento lembra que a Polícia Civil não atende acidente de trânsito e sim a Polícia Militar, pois não se encontra em suas atribuições tal função, e se o fez foi uma exceção por ser um guarda civil um dos envolvidos, numa “ação entre amigos” que usou um “poder de polícia paralelo” para favorecer um membro da corporação, pois mesmo a polícia militar não se desloca até o local do sinistro quando é um caso de acidente sem vítima.
Apesar dos esforços da advogada de defesa a situação do acusado era indefensável. A própria esposa do réu declarou para aos guardas que ele era “um viciado assumido” e estes tiveram que atuar para que Vitor não a agredisse naquele momento.

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O GCM Oliveira declarou que de fato não foi para o local para registrar um boletim de ocorrência de acidente de trânsito sem vítima, e sim para atender a um caso de desinteligência e embriaguez ao volante, o que derrubou a tese defensiva de favorecimento corporativo.
Mesmo antes da declaração do guarda civil o magistrado Dr. Hélio Villaça Furukawa já havia declarado que o “eventual abuso de autoridade deve ser apurado na via própria e nada interfere no delito ora apurado”.
A advogada ainda elencou três testemunhas que endossariam a tese que ele bebeu depois do acidente e não estava embriagado na hora do sinistro. Ela baseou a teoria no fato de que houve um lapso de três horas entre o acidente e o exame de teor alcoólico e Mário Abílio Neves, Antônio Pianca Sobrinho e Elton Alex da Silva provariam que ele foi para o bar depois do acidente.
Foram patéticas as declarações dos três, o que contrastava com o seguro depoimento da acusação. O juiz chegou a declarar que “a alegação do réu de que bebeu somente depois da colisão é ridícula e não encontra amparo nos autos. É evidente que o réu estava embriagado no momento da colisão. Além disso, já foi processado anteriormente pelo mesmo delito, indicando ser pessoa dada ao vício da bebida e da direção embriagada.”
Nove meses com a carteira de habilitação recolhida e um ano de trabalhos comunitários foi a pena imposta pela justiça a Vitor, que quem sabe não terá mais que enfrentar a alegada injusta da “ação entre amigos” da Guarda Civil e da Polícia Civil.

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Tentativa de homicídio na Vila Progresso em Itu.

A garota acorda assustada e sua mãe lhe diz que a tia Rosa havia tentado matar o seu tio Alvacir. Passava um pouco das 16 horas de sexta-feira, dia 30 de maio de 2009 quando Valéria da Conceição Américo levantou e soube da gravidade dos ferimentos e chama o serviço de ambulância, mas não tem nenhuma naquele momento que possa ir em socorro. Disca então 199 e pede ajuda à Guarda Civil Municipal de Itu, que chega em poucos minutos. Segundo o Promotor de Justiça de Itu, Dr. Alexandre Augusto Ricci de Souza, o caranaibense Alvacir Fernandes da Silva só foi salvo, pois a GCM Rosimary e o GCM Rosival prestaram eficiente socorro à vítima.

(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); Alvacir está amasiado com Rosalina Américo há oito anos e ambos são catadores de papéis em Itu, na Vila Progresso, vivendo na Rua Segundo Feriozzi, e naquele dia, o casal que já tinha por hábito brigar violentamente, exagerou, e Alvacir sofreu um profundo corte de sete centímetros no pescoço que quase o levou à morte, deixando-o três dias no hospital e causando paralisia parcial dos movimentos de um dos lados do corpo.

Ela contou que…

Seu amásio Alvacir tem costume de beber, e naquele dia…

… ele que era demasiadamente ciumento, chegou em casa e foi conversar com o pai dela, que por ali estava. Aparentemente ele tinha ficado muito nervoso com ela, ciúmes de um cara que teria estado por ali a conversar com o seu pai, mas que ele encasquetara que tinha ido atrás dela. Ela que é uma senhora “com uma filha e dois netos“, ninguém de fora entra na casa, mas ele encasquetava que Rosa lhe traía. De repente ele vira e joga uma garrafa de 51 na direção dela, a garrafa estoura sobre o tanque de lavar roupas, ela pega um pedaço e joga na direção dele. Pronto, mal feito, feito.

Ele contou que…

Sua amásia Rosa tem o costume de beber, e naquele dia…

… ele tinha ido visitar seus filhos no CEACA, e quando voltou de lá contou para ela que naquele dia não houve visitas. Ela já aparentava estar muito nervosa. Ele foi então preparar um caldo de cana para acalmá-la, e levou um susto quando ela começou a gritar com ele: “filho de uma égua”, “isto é uma prisão“, e outras coisas. Mas ele não perdeu as estribeiras, ficou confeccionando um “teclado de garrafas” que pretendia dar para o pai dela. Como Rosa viu que ele não ia perder a calma, acabou saindo comprar uma 51, que tomou toda sozinha. Quando voltou jogou um pedaço da garrafa em sua direção, acertando-o, e mesmo vendo-o sangrar muito, ainda jogou-o para fora da casa, juntamente com todas as suas roupas.

Ambos concordam que…

Foi brincadeirinha e que querem ficar morando juntos por muitos anos. E, como ambos concordaram com isso, a juíza da 1ª Vara Criminal de Itu, Drª Andrea Ribeiro Borges, acolheu a tese da promotoria e da defesa que pediram a desclassificação do crime de tentativa de homicídio para lesão corporal grave. Condenando Rosa há três anos e meio em regime semi-aberto. Ela que já possui outras duas dúzias de condenações por furto, lesão corporal e tentativa de homicídio, já está na rua, podendo viver com seu amado no aconchego de seu lar. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Todos teimaram que ele estava embriagado!

O pedreiro paulistano Paulo Samuel Alves Cardoso estava com sua Brasília vermelha no posto Puma na cidade de Itu abastecendo calmamente seu veículo quando foi abordado por uma viatura da Guarda Civil Municipal.

Os guardas municipais vieram com a absurda acusação que ele tinha batido seu veículo em um caminhão. Ora, estava ele vindo para o aconchego de seu lar, ali mesmo, no Jardim Aeroporto, e não se lembrava de ter batido em nada – Quanto mais em um caminhão!!! Os guardas falaram que ele estaria bêbado, mas qual o quê! Só tinha ingerido meia dose de cachaça, nada mais! Além disso, era noite de sexta-feira (20/06/2003 – 21 horas). Seja como for, para não discutir, concordou em ir até a delegacia.

Lá ficou sabendo que o motorista do caminhão tinha acionado a guarda municipal, pois segundo este, ele estaria dirigindo de forma irresponsável, e além de abalroar o seu veículo de carga, ele havia quase atropelado uma pessoa.

O guarda que atendeu a ocorrência, o Gcm Tártari, também teimava em insistir que ele aparentava embriaguez. Para tirar definitivamente isso a limpo a questão, Paulo foi aconselhado pela delgada de polícia Drª. Márcia Pereira Cruz Pavoni Silva a fazer o exame químico toxicológico.
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Pronto! Já não bastavam o caminhoneiro e o guarda e agora este exame também teimava afirmar que ele estaria ébrio. Além disso, a delegada encasquetou que tinha que guinchar seu carro, só por que ele não tinha carta de motorista.

Mas tudo teria sido resolvido rapidamente se Paulo Samuel não tivesse resolvido ficar longe da Justiça. Sendo um crime de tão baixa gravidade foi solto em seguida, devendo apenas manter a Justiça informada de seu paradeiro. Mas por descuido ou por esperteza, não o fez. Dezenas de buscas foram feitas até que seu filho foi localizado e deu seu novo endereço no Jardim Morada do Sol em Indaiatuba.

Paulo então compareceu ao 1º DP da cidade de Itu, mas sumiu novamente, antes da audiência que ocorreu dia 24 de setembro de 2009, e na qual foi finalmente condenado, mesmo sem a sua presença. Um dia, quem sabe, ele apareça para acertar sua conta com a Justiça: prisão administrativa por 30 dias. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Pagou o traficante com uma facada no coração.

O homem vê os guardas municipais chegando e se encolhe cadeira no canto do bar de sua mãe. Ivo dos Santos Ruas com então 25 anos, um chapeiro conhecido como Isca no Bairro Cidade Nova da cidade de Itu, estava ainda com as roupas sujas de sangue.
Naquele sábado, 18 de abril de 2009, logo depois do meio dia Ivo encontrou com Vanderlei da Silva para o qual devia cinco ou dez reais, dívida de drogas (Avenida Paz Universal esquina com a Rua Avaré). Ao ser cobrado, Isca tentou enrolar um pouco mais Vanderlei e o clima esquentou, pois o traficante inconformado o agrediu com um tijolo. Mas a reação de Isca foi fulminante: com uma faca que ele trazia consigo desferiu um único golpe contra o coração do traficante, que faleceu mesmo tendo sido socorrido no PAM da Vila Martins.
Uma equipe da GCM de Itu estava fazendo um patrulhamento próximo ao Posto de Saúde quando foi informada que haveria naquele local uma pessoa ferida a faca. Os parentes da vítima acusavam Ivo pelo crime, visto que Airton Pereira dos Santos, o Ailton Gordo ou Repolho, como também é conhecido, teria visto tudo. O irmão de Vanderlei, Cícero Aparecido da Silva, disse saber onde o assassino estaria e indicou o local aos guardas municipais.
Assim, o GCM Luciano e o GCM Adilson adentraram o bar em busca de Isca.
Ivo negou tudo aos guardas civis afirmando que de fato tinha discutido com Vanderlei e tendo até recebido uma tijolada, mas em nenhum momento havia o apunhalado. Seja como for, concordou acompanhar a guarnição até o 4º DP para prestar depoimento e de lá foi mandado para o CDP de Sorocaba.

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Drª. Mariane Monteiro Schmid e a evolução criminal.

Ele evoluiu: em 1998 foi processado por dirigir sem habilitação, agora em 2008 foi flagrado dirigindo sem habilitação, de maneira perigosa, embriagado e desacatou e agrediu aos policiais que o socorreram.

Drª. Mariane Monteiro Schmid, promotora de justiça da Comarca de Itu, explica que “é sabido que o criminoso comum começa praticar pequenos delitos e, quando não encontra limites no ordenamento jurídico, acaba praticando outros mais graves e lucrativos”.

Domingo, 27 de Janeiro de 2008. 21 horas
Rodovia SP-79, próximo ao Hospital do Pira, Itu, SP.

Uma viatura da Polícia Militar segue em patrulhamento pela Avenida da Paz Universal quando os policiais vêem que um uno branco que seguia em direção à Itu bate na traseira de uma moto derrubando seus dois ocupantes. O motorista não para e empreende fuga.

Os policiais solicitam pelo rádio apoio para a perseguição do carro e socorro às vítimas, seguindo no encalço do veículo. Bastaram mil metros para que o José Carlos chegasse ao trevo da Rodovia do Açúcar, e devido à alta velocidade saísse para o gramado onde o carro atolou, e mesmo cercado pelos policiais ele tentou vencer pela força os agentes da lei.

Dominado, o infrator foi primeiramente foi levado para o local do acidente e mais tarde ao delegado Dr. Antônio Carlos Padilha. Este contou que o ceramista estava exalando um forte odor etílico, e a embriagues que foi confirmada pelas peritas Drª. Maria Heloísa de Angeli Loureiro e Drª. Maria das Gracas Silva de Jesus, que ao analisar o sangue de José Carlos encontraram 3,3 g/l.

Com a mesma dosagem alcoólica no sangue, alguns anos atrás, um caminhoneiro atropelou um ciclista a poucos quilômetros do mesmo local onde José Carlos cometeu agora este delito. Aquele motorista acabou sendo condenado a seis anos de prisão pelo Tribunal de Júri da Comarca de Itu.

José Carlos teve sorte: os motoqueiros não se feriram e além dos danos nos veículos foi condenado por todo seu leque delituoso a uma pena de apenas seiscentos reais divididos em três pagamentos, em favor do Instituto Formando Gente.

E quem sabe, consiga demonstrar que a Drª. Mariane estava errada e que ele não voltará em 2018 ao tribunal com um atropelamento com morte, um novo passo em sua prevista evolução delituosa. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Ninguém põe a mão em mim!

Ao retornar da missa da Igreja do Bom Jesus ou do tradicional Bar do Alemão, o cidadão que deixou seu automóvel estacionado na Praça do Bom Jesus por vezes não encontra seu veículo.

O esquema utilizado pelos criminosos é simples: o olheiro fica sentado na praça ou em um veículo próximo e quando o carro escolhido chega informa ao comparsa que chega, abre, entra no veículo e leva-o em menos de dois minutos. Se surpreendido pelo retorno inesperado do proprietário, cabe ao olheiro avisar e ajudar na fuga, seja intimidando ou atrasando a ação do infeliz proprietário.

A Polícia Militar passou a abordar a pessoas que estivessem por aquele local de forma a inibir este tipo de crime, e foi assim que Tiago Lins entrou em nossa história, pois ele resolveu lutar pelos seus direitos.

Com a frase “Ninguém põe a mão em mim!“, o servente Tiago Lins da cidade de Itu recebeu os policiais militares que o abordaram na Praça da Independência e uma simples atividade de rotina virou dois processos judiciais e horas de delegacia.
Segundo Tiago, ele estava estacionado com seu Peugeot preto aguardando sua esposa, quando teria notado uma viatura da polícia, e percebendo que seria abordado, desceu do carro e apresentou os documentos aos policiais. Estes, sem mais nem menos, mandaram-no ficar de costas e com as mãos para trás. Calmamente, Tiago questionou os policiais, lembrando-lhes os seus direitos como cidadão. Rapidamente foi dominado, algemado e conduzido à delegacia.

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Uma testemunha que mora em frente ao local tem outra versão: os policiais estavam passando pelo local quando pararam e deram ordens para que o cidadão descesse do carro, mas este se recusou a sair do veículo, dizendo que não era bandido e que no máximo os policiais poderiam ver o documento e na mão dele. Os agentes da segurança pública, ainda segundo esta testemunha, teriam tentado convencê-lo a colaborar, explicando que a abordagem estava sendo feita dentro de uma operação policial, e que tudo acabaria rapidamente, insistido na colaboração do condutor. Só depois de muito custo, este aceitou sair do veículo, mas ainda assim não permitiu que os policiais fizessem a revista pessoal ou veicular. Os policiais alertaram que deveria ele seguir o procedimento para sua segurança e a deles próprios, mas não tiveram sucesso. Como Tiago estava já com animo alterado, algemaram-no e conduziram-no até a Delegacia de Polícia.
Tiago responde agora a um processo por desobediência, que ainda não foi julgado. Mas a ação que este abriu contra o Estado já foi considerada improcedente pelo juiz da 2ª Vara Civil de Itu, Dr. Cássio Henrique Dolce de Faria. Este magistrado considerou que a princípio o uso da algema neste caso teria sido abusivo, mas ressalta que os policiais e testemunhas foram coerentes no descrever a ação policial, e “justificam a contento o uso de algemas para a contenção do autor e para o cumprimento da ordem de prisão por desobediência“. Além disso, contradizendo sua própria versão perante a autoridade judicial, Tiago declarou: “não colaborei com a abordagem policial, porque não concordo com os métodos utilizados; pois não sou ladrão e não permiti que fosse submetido á revista pessoal e além do mais vocês policiais trabalham de maneira errada“.
Com isso Tiago Lins, foi condenado a pagar mil reais pelo custo do processo, mas como é beneficiário da justiça gratuita…

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Três motivos para o assassinato da Vila Martins.

Os três entraram armados e com os rostos cobertos com capuz naquele depósito de bebidas da Cidade Nova. O Peninha (Roberto Dias) estava com uma garrucha, os garotos Muniz Adalberto com uma 32 e Saulo Eduardo com uma 22. O assalto foi quase um sucesso: Peninha saiu com um litro de whisky e Saulo Eduardo com um pacote de moedas – ambos correram para um lado; e Muniz Adalberto correu para o outro com as notas de dinheiro.

Menos de vinte e quatro horas depois uma dessas armas matou Peninha e talvez nunca venha a se saber exatamente qual foi o motivo, mas todos apontam Renato Martins Leite, o Xuxa, como o autor dos disparos, mas na Justiça ele negou a autoria do crime.

Seja como for, são três as hipóteses para que Peninha sido morto:

1 – Divisão do Butim: ele e Saulo não teriam entregado a parte de Adalberto e este recorreu a Renato para garantir sua parte;

2 – Renato havia esquecido seu documento de identidade na casa de Peninha e este teria entregado a polícia para envolvê-lo nos roubos que aconteciam na Cidade Nova; e

3 – Peninha estaria molestando crianças e por isso acabou sendo morto.

Tudo é nebuloso nesta história, talvez tudo seja verdade ou parte dela, ou talvez nada mais foi do que uma armação para incriminar Renato.

O que se sabe ao certo é que Peninha, que tinha uma tatuagem de escorpião no braço direito e estava vestindo uma bermuda jeans azul e um tênis preto, quando recebeu dois tiros: um que varou o peito até as costas e outro que passou de um lado para outro da mandíbula. As ruas da Vila Martins eram de cascalho, mas mesmo assim dava para ver que as marcas de sangue começavam na Avenida Ernesto Rodrigues, subindo a rua Dep. Conceição da Costa Neves até chegar onde estava seu corpo na Rua Isabel Santiago Matter. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Motorista embriagado colide com guarda civil.

O cruzamento entre a Rua Luiz Carlos Pires e a Av. Luiz Volpato no Parque América em Itu assistiu um acidente de trânsito envolvendo o guarda civil municipal Nelson e o encanador Vítor Gerson da Silva, ambos moradores daquele bairro. GCM Nelson pela Avenida Luiz Volpato quando seu veículo foi colhido de frente por um Escort prata. O guarda municipal desceu de seu veículo e ficou surpreso com o estado de embriaguez da outra parte que mal conseguia ficar em pé. Diante disto, solicitou uma viatura da Guarda Civil para as devidas providências.

O motorista do Escort não aguardou a chegada à viatura, mas os guardas municipais empreenderam diligências e encontraram Vitor Gerson em sua casa, próximo ao local do acidente. Sob protestos dos familiares que alegavam abuso de autoridade, Vitor, ainda sob o efeito do álcool, foi conduzido pelo GCM Oliveira à presença do delegado Dr. Antônio Góes Filho, e tendo concordado em fazer o exame de teor alcoólico foi conduzido ao Hospital São Camilo. O delegado não colheu sua versão “uma vez que não tinha condições de falar, dado seu estado alcoólico”.

A defesa de Vítor está baseada justamente no exame alcoólico, não que ele não tenha constatado que estava ébrio, mas sim na hora: 19 horas do dia 5 de março de 2008. O acidente se deu por volta das três horas da tarde, havendo segundo ele muito tempo para “tomar umas branquinhas” entre uma coisa e outra. Alega que estava sóbrio na hora do sinistro e que foi ao bar apenas depois – para tal apresenta inclusive testemunhas. Contra ele pesa o testemunho de vários guardas civis, do delegado que atendeu a ocorrência, dos antecedentes (possui outras passagens pela polícia pelo mesmo crime) e do depoimento de sua esposa, que apesar de posteriormente ter endossado a versão do marido, no momento dos fatos repetia que a bebida acabaria o colocando em maus lençóis.

Acatada pela Promotoria de Justiça a denúncia feita pelo Delegado de Polícia, houve duas audiências: na primeira proposta que Vitor pagasse uma cesta básica a uma entidade assistencial e na segunda que fosse suspenso o processo pelo período de dois anos, tendo ele negado os dois acordos, acabou sendo condenado a um ano de prestação de serviços mais multa, além de ter sua habilitação suspensa por nove meses.

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A alegria é retirada de Elizabete da Vila Martins.

Aquele dia 11 de dezembro de 1995 foi o começou de um tempo de tristeza na vida daquela garota, assim como seu último dia de liberdade por um ano. Elizabete Alves, a Betinha, garota que vivia nas sombras onde risos eram animados por drogas e bebidas.

Ela era a sombra que ocultava toda luz, era ela quem metia medo e levava terror, e é estranho pensar como as coisas mudaram de uma hora para outra. Como ela perdeu as rédeas da situação, seus amigos, seu amor, e sua liberdade. Tudo em apenas um dia.

Ao ver seu companheiro sair da cadeia deixando-a para trás ela não teve dúvidas, e contou tudo o que os policiais gostariam de saber:

Ela, Renato Martins Leite (Xuxa), Roberto Dias (Peninha), e dois garotos (digamos que) Saulo Eduardo e Muniz Adalberto, estavam em casa de Zileide Honorato (Zuleika), quando começaram a discutir sobre dinheiro e sobre uma cédula de identidade de Renato, que Peninha teria entregado à polícia. Zuleika ao ver que a coisa esquentava colocou-os para fora de sua casa, pois não queria confusão por lá. Eles saíram e foram na direção das casas da construtora Argon, próximo de onde morava Saulo Eduardo, e no caminho deram umas coronhadas nele.

Depois de apanhar um pouco o garoto colaborou e mostrou onde estava o dinheiro que havia roubado do depósito de bebidas da Cidade Nova. Na realidade Renato não queria a grana para si, só pretendia que Peninha e Saulo entregassem a parte do dinheiro roubado para Adalberto, que teria saído do roubo sem levar nada. Adalberto e Saulo foram pegar a grana na casa; e ela, Peninha e Renato seguiram para a casa de Peninha para resolver o problema do documento. Ela resolveu ir embora, mas não deu tempo, ouviu um estampido que quase a deixou surda e em seguida Renato a pegou pela mão e começaram a correr.

Naquela noite o GCM Hélio acabou encontrando a ela e ao Renato e levado ao distrito policial, e por lá ficou, pois já era foragida da justiça. Tudo o que trazia alegria a sua vida foi lhe tirado naquele dia. A confiança que tinha em seus amigos, o agito das correrias, as festas, tudo foi desaparecendo a partir desde esse dia.
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O assassinato do Dr. Humberto da Silva Monteiro.

Um julgamento histórico presidido pelo juiz Dr. Hélio Villaça Furukawa ocorrido em Itu em Outubro de 2009, nele o bombeiro reformado e ex-segurança do Ituano Futebol Clube, Nicéias de Oliveira Brito, foi condenado por planejar e mandado executar o advogado Dr. Humberto da Silva Monteiro e o jornalista Josué Soares Dantas Filho.
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Os jurados aceitaram a tese defendida pelo Promotor de Justiça Dr. Luiz Carlos Ormeleze que afirmou que a execução do crime teria sido encomendada por Oliveira Júnior ao seu segurança particular e homem de sua inteira confiança, o Brito.

A pena foi fixada em doze anos e cinco meses e dez dias de prisão em regime fechado pelo  homicídio consumado (Dr. Humbeto) e de tentativa de homicídio (Dantas Filho), com dupla qualificação: motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

Dr. Humberto era advogado do Ituano Futebol Clube, assessorava o Prefeito Herculano Castilho Passos Júnior, e o Vice-prefeito Élio Aparecido de Oliveira, conhecido como Oliveira Júnior, tendo sido as vítimas no passado aliados deste último, mas quando dos fatos lhe faziam oposição. O jornalista Dantas Filho possuía um programa televisivo e iniciou um forte ataque ao antigo aliado.

A cena do Crime e as versões dos envolvidos.

O crime foi consumado na Rua Capitão Fleming esquina com a Rua Luiz Gazzola no dia 26 de janeiro de 2006 por volta das 14 horas, quando dois indivíduos em uma moto disparam alguns tiros em direção à Blazer cinza dirigida por Dantas Filho.

A investigação feita pela Polícia Civil sob o comando do delegado Nicolau Iusif Santarém indicou que seria limpeza de arquivo ordenada pelo vice-prefeito Oliveira Júnior que estaria temeroso quanto a informações que seu advogado Dr. Humberto teria consigo – segundo Brito seria um milionário prejuízo envolvendo o jogador Juninho Paulista quando de sua venta para o SãoPaulo Futebol Clube.
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Dantas Filho conta que no dia dos fatos, por volta das treze horas foi até a casa do Dr. Humberto para com ele saírem almoçar e quando se encontravam próximos a antiga Fundição Gazzola na Rua Capitão Fleming, Dantas Filho ouviu barulhos que inicialmente teria atribuído à moto que estava ao lado do veículo, mas percebendo serem tiros fugiu, e ao perceber que Dr. Humberto tinha sido atingido dirigiu-se a Santa Casa.

Dr. Humberto havia passado meses antes os documentos que Oliveira Júnior temia à sua irmã, com a recomendação de que ela passasse-os à seu amigo Dantas Filho, caso alguma coisa lhe acontecesse.

A investigação policial

 A polícia de Sorocaba chegou à dois suspeitos graças a uma denúncia anônima feita através do telefone 181. Careca e Luizinho, menores de idade, contaram que teriam sidos procurados por Nicéias de Oliveira Brito e seu cunhado José Roberto Trabachini (Zeca) e uma terceira pessoa conhecida como Beni para darem um susto em Dantas Filho. Inicialmente aceitaram o serviço, mas como posteriormente a ordem mudou para que matassem Dantas, ambos desistiram da empreita. Com a recusa da dupla, Luiz Antonio Roque (Tonhão do Ituano Clube) apresentou a dupla que finalmente executou o crime com a arma fornecida por Brito – que também levou os executores para conhecerem a casa do Dr. Humberto.

Durante toda a investigação, as versões variavam quanto ao resultado do contrato: ora os acusados afirmavam que deveriam apenas para dar um susto; ora afirmavam que posteriormente foram chamados a matar Dantas Filho, mas sempre negaram qualquer intenção maligna contra o Dr. Humberto. Uma testemunha que garantiu ter ouvido dos jovens logo após o crime dizendo que não era para matar e por isso não receberiam do Brito.

As teses: da promotoria e da defesa

A defesa de Brito esteve sob a responsabilidade da advogada Drª. Rosemari Nunes S. M. Oliveira e de sua colega Juliana Torres dos Santos, que argumentaram que seu cliente teria contratado os rapazes para que dessem um susto em Dantas Filho, e que por este crime deveria ser julgado e condenado, mas nunca teve a intenção da morte do Dr. Humberto.
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Segundo elas, o advogado teria morrido por um erro na execução do crime – o vidro do carro não permitiu ver que tinha um passageiro no carro. Argumentaram também que os três tiros disparados contra o veículo foram dados por traz e na carroceria do mesmo, um dos projéteis teria desviado e acertado por puro azar a vítima.

Já a Promotoria de Justiça argumentou que era evidente que o crime tinha como alvo os dois: Dantas Filho e Dr. Humberto, visto que a ameaça feita através de um programa na tv dizia: “essas pessoas (…) estão correndo sério risco“, além disso, os atiradores tiveram a oportunidade de ver que o Dr. Humberto estava no carro, já que estariam seguindo o veículo conduzido por Dantas Filho desde a casa do advogado.

Dr. Luiz Carlos Ormeleze ainda contradisse a defesa quanto ao número de tiros disparados, seriam cinco e não três: os três disparados na traseira do veículo e dois disparados pela janela, cujo vidro estaria aberto ao contrário do que dizia os executores. Esta teoria se comprovaria pelo depoimento do jornalista sobrevivente que alegou que naquele dia, devido ao forte calor, os vidros estariam abaixados. Além disso, o laudo pericial e a posição dos projéteis corroborariam neste sentido.

A importância do veredito

O Ministério Público de Itu acusa o político e empresário Oliveira Júnior de ser o mentor e mandante do crime apoiado em um vídeo onde o político deixa claro sua ameaça. Oliveira Júnior teria dito ao segurança Nicéias Brito: “Vamos dar um susto no Dantas e acabar com esta palhaçada“.

Oliveira teria suas razões para arquitetar o crime, e a condenação de Brito, assim como foi anteriormente as dos executores, mantêm firme o elo de ligação entre o crime e o empresário. Oliveira Júnior se disse inocente e afirmou a reportagem do Jornal Periscópio da cidade de Itu, que irá representar a Promotoria de Justiça de Itu junto ao Conselho Federal do Ministério Publico, e se disse ansioso para poder responder a estas acusações, pois o “caso teria uma reviravolta de 360°” (sic). Quando do crime do qual se diz inocente, o político estava em outra cidade. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});