Praça da Matriz, imprensa e polícia.

O tempo é o Senhor da razão, hoje vemos a praça de guerra que se tornou a área central da cidade de Itu. Todos os periódicos de nossa região ressaltam as pichações e arruaças que ocorrem por lá. Mas o quanto estes mesmos veículos são a causa do problema?

Jornal Periscópio publicou em sua primeira página o que teria sido um covarde ato de agressão por parte de integrantes Guarda Municipal e da Polícia Militar a um cidadão. Incidente ocorrido na Praça Padre Miguel, na madrugada do dia 8 de junho de 2010.

Segundo declarou a família de Gilberto de Farias, o vendedor teria ido a uma festa por volta das 23 horas e quando retornava a sua residência optou por dormir naquela praça. Instado por um policial militar a deixar o local, se recusou a sair e pronto, confusão armada.

A GCMI e a PM abriram inquéritos para averiguar o ocorrido, mas o tempo fez o seu trabalho e provou de que lado a razão estava. As duas corporações continuaram sim atuando no centro, mas para não serem vítimas novamente da imprensa, suavizaram as ações.
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A imprensa deve sim fiscalizar os excessos, mas neste caso expecífico, a razão real de tal destaque foi proteger a sociedade ou vender mais jornais? Valeu a pena?

A polícia civil abriu inquérito para investigar o caso do possível espancamento e o Ministério Público acompanhou o processo interesse, mas ninguém foi punido, justamente por não ter havido excesso.

Apenas a sociedade saiu perdendo com esta manchete. O que ocorre hoje na Praça da Matriz e na Praça do Carmo são exemplos disso. Os agentes de segurança são destratados e viaturas por vezes são apedrejadas por pessoas que sabem estarem protegidos pela imprensa.

Tal a desfaçatez desses cidadãos que não só assumem publicamente sua atitude como pediram para o repórter Reginaldo Carlota que os fotografasse e publicasse. É assim… novos valores para uma nova sociedade, onde mais vale o meliante que um policial. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Politicos corruptos. Preconceito?

Uma das coisas que mais me enoja é ver como políticos que infestam nosso país agem de maneira cada vez mais descarada quando vão exigir propinas. Prometi a mim não me meter neste assunto, mas…
Não resisti à tentação de plagiar o Luciano Pires (É o dente, atendente!) – apesar de minha promessa sobre não escrever sobre políticos, relatarei aos senhores uma oferta que me foi feita há alguns anos…

Era eu um comerciante, e uma das minhas estratégias era conveniar órgãos públicos, e sendo pequeno no mercado, via a Câmara Municipal de Itu como um objetivo quase inalcançável – nem da cidade eu era!

Creio que nem todos entenderão o que significaria para mim, recém chegado esta cidade com fama de provinciana, conquistar este cliente. Estaria eu crivando minha bandeira no coração do povo ituano!
Sonho nascido dum momento de delírio, pois sabidamente, o ituano era o fechado e conservador, onde o sobrenome valia mais que qualquer outra coisa. Mas mesmo assim, elaborei uma proposta.
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— Apenas o presidente pode autorizar o convênio. – fui informado assim que lá cheguei.

Negociar com um político, que me chamaria para uma reunião “as portas fechadas”. Preconceito ou pré-conhecimento? Teria que sentir na pele os dentes do leão para só então me precaver da mordida?

Sim, não precisaria ser extorquido para saber como a coisa iria terminar, os políticos brasileiros seguem um padrão ético bem conhecido. Alguém tem dúvidas de como terminou esta história? Mas lá fui eu.

Entrei em seu gabinete e ele pediu para que eu fechasse a porta. Seu nome eu não vou deixar de citar aqui, era o vereador Olavo Volpato. Nem bem me sentei ele já disse: “Que vantagem o senhor me oferece?”

Garanto que foram estas as palavras escolhidas por ele.

Mas e minha competência técnica? A qualidade de meu produto? Deixaria mais caro ou mais barato que meus concorrentes? O que importava àquele homem era “que vantagem o senhor me oferece?” Mudaria algo eu oferecer o que haveria de pior ou melhor? Não mesmo.

Todos estes pensamentos vieram em minha mente em segundos, pois sequer havia eu movido um músculo e Olavo Volpato completou: “Eu não quero nada para mim pessoalmente, quero que o senhor faça o melhor preço para a Câmara Municipal, e o senhor terá que garantir que todos os funcionários desta casa terão o mesmo desconto”.

Pré-conhecimento sim, que me levou a um preconceito sim!

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