O Tribunal de Júri de Itu e seu Promotor de Justiça.

Ninguém naquele salão do Tribunal do Júri viu o que de fato estava acontecendo ali: os irmãos Nazários não estavam sendo julgados pelo assassinato de Salvador Luiz do Jardim Alberto Gomes de Itu. Poucos são aqueles que têm a capacidade olhar de longe as luzes de uma cidade e sentirem calafrios pelos horrores que acontecem em suas sombras, se um desses estava naquele dia 24 de fevereiro de 2011 no Fórum de Itu, com certeza se arrepiou prevendo a luta que ali estava se iniciando.
O Tribunal do Júri da Comarca de Itu é o Dr. Luiz Carlos Ormeleze.
Muito se falou de manipulação dos resultados do Júri Popular de Itu, mas é balela, pois o Promotor de Justiça da cidade não manipula resultados, ele os impõe. Podemos sentir, não digo propositadamente ver, digo sentir mesmo, pois o que vemos durante uma audiência daquele Tribunal do Júri é a justa luta entre os argumentos da promotoria e dos advogados de defesa, mas se deixarmos o que nossos olhos vêem de lado e passemos a sentir o que de fato por lá ocorre, chegaremos mais próximos da verdade.
Palavras não podem descrever os sentimentos e os pensamentos dos jurados quando se vêem prostrados à vontade do Promotor de Justiça Dr. Ormeleze. O defensor de Hildo, o Dr. José Maria de Oliveira, entrou decidido a destruir esta magia, pois nenhuma prova havia que condenasse Hildo e seu irmão Evandro. Havia razão e oportunidade para cometerem o crime, mas as provas dependiam de dois testemunhos nebulosos, portanto o defensor acreditava na absolvição de seu cliente.

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Isso talvez ocorresse se o promotor não fosse o Dr. Ormeleze.
O defensor abandonou a tradicional abordagem jurídica para tentar quebrar o encanto que o Promotor de Justiça exercia sobre o corpo de jurados. Não perdeu muito tempo em manter na defesa técnica de seu cliente, buscou questionar os métodos do Promotor de Justiça, e por diversas vezes exigiu que a juíza Dr. Vanessa Velloso Silva Saad constasse em ata afirmações, opiniões e atos do Promotor de Justiça – o que ela sistematicamente não fez.
Posteriormente ela teve que responder a representação feita contra sua atitude, e em sua defessa ela ela confirmará que de fato se negou a atender ao pedido do defensor por não ter havido segundo seu entendimento depoimento pessoal por parte do promotor durante o debate.

O Dr. Ormeleze também chamado a responder sobre esse fato acrescentou que a juíza atuou no limite da legalidade, e que o Dr. José Maria como de costume alega sem provar, mas que ele não aceitará as falsas acusações, que seriam fruto de um indigno comportamento na tentativa de fomentar uma rivalidade infundada, sem nenhum êxito ou propósito.
O advogado Dr. José Maria de Oliveira não deixou que aquela audiência caisse no esquecimento por ninguém: a juíza e Promotor de Justiça estão tendo que justificar junto as suas esferas os atos que praticaram naquele dia. Segundo o defensor de Hildo, o Promotor de Justiça afirmou que as testemunhas foram ameaçadas pelos pais do rapaz para mudarem seu depoimento e trouxe à luz o negro passado dos pais do réu, coisas que não constavam do processo.

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Sob as luzes da cidade se escondem as mais profundas e sórdidas realidades, mas sob o salão do Tribunal do Júri da Comarca de Itu esconde uma profunda magia. O Promotor de Justiça Dr. Ormeleze impõe seus desígnios, pela razão, pela emoção, por sua história, e por algo imaterial. 

Os irmãos Nazários foram condenados a quinze anos de prisão em regime fechado, algo que seu defensor tenta agora reverter, mas a realidade é que nada pode deter a Justiça, e Dr. Ormeleze é sua encarnação, e aí esta a magia. Os jurados da Comarca aceitaram-no como sendo o paladino da justiça e ninguém até hoje conseguiu destruir este seu manto sagrado, se bem que muitos tentaram.
Às acusações do Dr. José Maria o Dr. Ormeleze rebate com uma frase de Dalai Lama: “responder à ofensa com ofensa é lavar lama com lama”.

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Tentativa de assassinato no Reveillon em Itu.

Não teve como Tiago explicar a facada nas costas. Sua advogada tentou de tudo – a melhor tese foi legítima defesa – mas como convencer os jurados naquela situação?

O dia 1º de janeiro de 2009 foi o último réveillon que o jovem Tiago comemorou em liberdade. Ele sempre foi corajoso quando em quando se metia em confusão, foram diversas suas passagens pela policia quando menor de idade e agora com a maioridade resolveu comemorar com tudo que tinha de direito.

O sol já tinha raiado, eram quase nove horas da manhã, mas ele ainda estava comemorando ali pela Padaria Spina na rua Dr. Ulisses de Moraes 208, no Jardim São Judas Tadeu em Itu.

Tiago conta que “… já tinha bebido a noite inteira e depois estava bebendo na padaria”, quando resolveu ir até um grupo de homens que estavam sentados conversando em frente ao estabelecimento para desejar-lhes um Feliz Ano Novo, mas um deles o enxotou de lá.

O rapaz nunca foi de levar desaforo para casa, mas daquela vez achou melhor pedir desculpas e sair de fininho. Voltou para dentro da padaria e questionou um conhecido a razão da atitude daqueles homens para com ele, e ainda inconformado foi embora.

Segundo ele, no caminho encontrou um amigo e contou-lhe que estava sendo ameaçado pelos homens que estavam em frente à padaria, e este lhe forneceu uma faca e uma camiseta, sob a qual teria ocultado a faca. Aí vem uma contradição, pois ele e sua defensora durante o processo afirmaram que esta faca estaria sobre o balcão e foi pego apenas para se defender de um ataque inesperado por parte dos homens.
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O fato é que voltou a padaria e encarou Gilmar, dizendo que não tinha medo dele e queria saber o motivo pelo qual ele não o queriam lá. Quando o homem foi se levantar, já foi recebido com uma facada. Neste ponto também existem divergências, afinal o ferimento foi nas costas, portanto não tem cabimento a afirmação dele de que o homem estava vindo agredi-lo, por outro lado também a realidade não avaliza o argumento do promotor de justiça Dr. Luiz Carlos Ormeleze que ele foi surpreendido quando se levantava.

Seja como for, Gilmar ficou ferido, e seus amigos Oséias e Érico, que tentaram ajudá-lo também sofreram diversos ferimentos. Contaram aqueles que assistiram à cena que Tiago brigou como um louco, mas a superioridade dos homens fez com que fosse derrotado e apanhou então feito gente grande. Com a chegada da polícia foi encaminhado para a Santa Casa de Itu e de lá para a delegacia de polícia.

Um ano e oito meses se passaram até sair a condenação pelo Tribunal do Júri por tentativa de homicídio: cinco anos e quatro meses em regime inicial fechado.mmmmm (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Tentativa de linchamento na véspera do Natal.

Por volta das 23h30m os dois vizinhos saíram de suas residências, no bairro Salto de São José em Salto. Pelo caminho até a estrada as casas estavam iluminadas pelas luzes e vozes festivas do Natal, era a noite de 24 de dezembro de 2008.

Seguem eles pela Rodovia SP79 no velho caminhão Mercedes Bens 1313 amarelo de Odair José Miranda. Apenas um trecho de trevas separa as duas cidades: a baixada da Usina da Concretex, onde pelo retrovisor a cidade de Salto está oculta pelo moro da Rádio Cidade, e a frente, a cidade de Itu esconde-se atrás do morro do Portal de Itu.

Odair e Ricardo não observaram nada de diferente aquela noite, mas deveriam. Véspera de Natal é quando as pessoas mais querem ficar com suas famílias, e naquele trecho daquela estrada muitas famílias foram desfeitas. A morte as ceifou naquele trecho, e muitas destas almas por lá permanecem, apenas esperando incautos viajantes.
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A quietude da estrada imersa na mais pétrea treva deveria ter sido um alerta, que algo de ruim estava a ocorrer, mas ambos só pensavam em se divertir longe de suas famílias. Talvez alguém que não possa mais estar com seus entes queridos numa data tão especial, não tenha se conformado com isso, e naquele trecho embarcou na boléia.

Odair contará depois que sua intenção era chegar até o Extra Hipermercado de Itu, um caminho praticamente impossível de se errar, são três linhas retas apenas. Odair se perdeu, rodou em círculos e retornou até próximo a Estrada Velha Itu Salto, caminho de casa e sua chance de voltar para o aconchego de seu lar naquela véspera de Natal.

Na Delegacia de Polícia, Ricardo Freitas descreverá assim aquele momento: “ao passar pela Favela do Isaac onde estava acontecendo uma festa, e acenaram para nós, chamando-nos para o churrasco”. Calipso acenou com a imortalidade para Ulisses, as sereias tentaram-no com um oceano de prazeres, mas aqueles dois amigos foram tentados por churrasquinhos.
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Ulisses resistiu , mas Odair e Ricardo não. Contaram mais tarde que beberam e conversaram por horas com os seus novos amigos, seleta companhia que em breve tentariam linchar a Ricardo.

Um baque, uma história mal contada, apenas os dois poderão dizer ao certo o que aconteceu. Ricardo Freitas dirá que ainda estava conversando quando o caminhão desceu a rua sozinho, atropelou Aline, uma moradora da comunidade, e danificou alguns barracos.

Odair fugiu dali e para fugir também de sua responsabilidade, correu a polícia para dar queixa do roubo do caminhão. Não contava que uma viatura policial tivesse localizado Ricardo e ele tenha sido acusado pelo roubo do veículo. Odair não estava entendendo como tudo isso podia estar acontecendo.

Aline, a vítima do atropelamento seria presa ainda àquela noite por tráfico de drogas, seu amigo que quase foi linchado pela população estava em frangalhos e ele condenado a uma multa de mil reais por falsa comunicação de crime à polícia e teve seu caminhão rebocado e batido. Tudo em uma Noite de Natal.

Odair e Ricardo não observaram nada de diferente aquela noite, mas deveriam. Véspera de Natal é quando as pessoas mais querem ficar com suas famílias, e que sempre pode existir algo que nos tente lembrar o verdadeiro Espírito do Natal. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Dr. Fernando Góes Grosso diz NÃO à impunidade.

Basta a impunidade que por aqui reina! – pensou irritado o Dr. Fernando Góes Grosso, Promotor de Justiça de Indaiatuba. Ele não pediu para vir até Itu, foi mandado para cá – juízes, promotores de justiça, e funcionários do judiciário cumprem o Plantão Judiciário que acontece todos os finais de semana na sede da Comarca.

Sábado, 06 de março de 2010 – 9:30 da manhã
Fórum da Comarca de Itu
Rua Luiz Bolognesi, Bairro Brasil

Muito receio, caro promotor, que a irrupção daquela família em sua sala não tenha sido obra do acaso, mas traquinagem de Lúcifer, o Senhor das Trevas. Nada ocorre por acaso, e Dr. Grosso seria a última pessoa que a delegada de polícia de Itu gostaria de ver sentada naquela cadeira, naquele momento, para atender aquela família.

Domingo, 07 de março de 2010 – 10:30 da manhã
Fórum da Comarca de Itu.

A delegada e sua equipe vão até a Promotoria de Justiça dar explicações.
Encontro entre titãs, a terra tremeu, e Lúcifer sorriu.

(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); Sexta-feira, 05 de março de 2010 – 5:30 da manhã
Jardim Padre Bento, Itu SP

Uma mulher sai para trabalhar, e Ainda perto de casa, um homem forte, com cara de poucos amigos a segue. Ela tenta correr e é alcançada. Medo. Pensa que será assaltada, mas não. O homem agarra sua blusa e ela reage. Ele tenta beijá-la e diz “quero você”. Ela luta, apanha, ele é mais forte, parece estar drogado, violência, muita violência.

Arrastada para o mato, grita, e o marido está próximo, corre em seu socorro. O estuprador foge. O homem socorre sua companheira. Tentativa de estupro, disseram os policiais militares que estiveram no local. Lesão corporal, disse a delegada, que de longe tudo ouviu. Tentativa de estupro dirá o Promotor de Justiça, que ouviu a família.

Com as informações passadas pela vítima, a Investipol Adriana e o GCM Wellington, seguem para o local em busca do suspeito: Binho, como é conhecido Fábio César. Ele já havia anteriormente morado lá próximo e a vítima o conhecia de vista. Seu corpo todo tatuado não deixava dúvidas, que havia sido ele.

Todos sabiam muito bem quem era esse Binho, d’outra vez tentou estuprar outra mulher, manchando com sangue vida de uma família de um homem justo e pacífico. Para Binho que é um homem de espírito fraco falta-lhe tudo: nada de dinheiro, nada de estudo, nada de amor verdadeiro, nenhuma paz ele tem. Deus recusou tudo a ele.

Vingou-se de Deus entregando-se às bebidas e as drogas, que lhe tiram agora a razão. Sua verdadeira divindade é o prazer fácil; e sai em busca desse deus nos pontos escuros da cidade. Quero crer que delegada, seja uma mulher de bem; mas como confiar na Justiça se tal crápula, ao ser preso, é solto pela douta autoridade, e foi o que acorreu.
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Binho não foi localizado naquele momento, mas os tigres não ressonam se a caça lhes foge, e a Guarda Municipal ficou em seu encalço o dia todo, em todos os lugares em que poderia estar entocado. Passo a passo, cada pegada foi seguida, e o animal estava, enfim, acuado na casa de sua mãe, na rua Amadeu Fragnani, na Vila Fragnani.

Nossa feliz plaga, pródiga em benefícios para criminosos, conta ainda com a displicência de muitos que não querem fazer que a lei, já fraca, seja aplicada. Alarmou-me um secreto pressentimento quando vi orgulhosos de seu trabalho, os guardiões municipais conduzindo Binho para a DELPOL, mas em vão foi o esforço dos tigres.

Sorridente, Binho é de novo um homem feliz. Livre e impune. GCM Rovaldo, GCM Eliseu, GCM M. Silva, GCM Fábio, e toda a equipe que trabalhou na ocorrência puderam voltar para casa tranquilos, cumpriram seu dever, honraram o nome da Guarda Civil Municipal de Itu, e só não tiraram Binho das ruas por diabrura de Satã.

Se Deus escreve certo por linhas tortas, o demônio inspira os homens para o caminho mais fácil. Se o certo era ter escrito “tentativa de estupro” no BO (boletim de ocorrência), por que não fazer uma “lesão corporal” em um TCO (termo circunstanciado de ocorrência). É muito menos papelada e muito menos trabalho.

Deus pode se dar ao luxo de escrever em linhas tortas,
mas os homens não são deuses.

Ao chegar com Binho preso, Drª. Lia Limongi Arruda Matuck Feres mandou que os guardas o devolvesse para o aconchego de seu lar, para o carinho de seus entes amados. No Brasil a pena por “lesão corporal dolosa” em verdade em verdade não existe, e assim ele pôde ficar em liberdade, vivendo entre as mulheres e filhas de nossa feliz plaga, pródiga em benesses.

Deixando-as à mercê de Binho, uma raposa no meio de nossas ovelhas, Lúcifer terá muito com o que se divertir. Era tudo que ele queria. Tudo? Não! Nada supera uma briga entre titãs. Dr. Gosso não deveria estar ali, seu lugar era Indaiatuba, mas naquele sábado, naquele plantão judiciário…

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Ele, e mais que ninguém se revoltaria tanto com a impunidade e exigiria justiça.

Deus pode ter inspirado aquela família a procurar, naquele sábado a promotoria de Justiça, Ele é quem deve ter assoprado àquela família para levar o jornal Folha da Cidade, que contava em detalhes tudo o que aconteceu. Deus talvez tenha até estado ao lado do jornalista que escreveu com tantas minúcias e tanta inspiração aquela matéria…

Mas ninguém me tira da cabeça que foi Lúcifer quem teve a ideia de escalar para aquele plantão, o irritado Promotor de Justiça da cidade de Indaiatuba, Dr. Felipe Góes Grosso com o seu basta à impunidade que por aqui reina! (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Qual a verdade sobre morte daquele mala pela PM?

A Srª. Bovaris vive me dizendo que o que agente assiste na TV é apenas mentirinha e não é para levar a sério. Falo isso aos senhores, pois me recuso a assistir aos CSIs, e os senhores vão concordar comigo ou com ela…
Nivaldo e seu comparsa renderam a filha de um dono de uma transportadora e roubaram dez mil reais de sua residência no ResidencialRio Araguaia em Itu. Ao fugir foram surpreendidos pela polícia, houve troca de tiros, Nivaldo morreu.
Seu comparsa disse que nunca houve a tal troca de tiros.
Ao assistirmos um programa como o CSI nós nos deparamos com tudo o que há de mais moderno e que já está disponível no mercado, não é ficção científica, é realidade, então é fácil desvendar este mistério através das análises periciais.

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Será que os policiais brasileiros agem corretamente ao ultrapassar os próprios limites? Sem dúvida, se assim não o fizessem nosso país teria a muito virado um caos, a menos que todos os crimes fossem cometidos contra pessoas extremamente ricas, como os Nardonis e Aciolis.
Nivaldo morreu e é pobre, assim nunca saberemos a verdade.
A médica legista Drª. Regina Maria Caramuru Moreno examinou o corpo do rapaz e encontrou seis perfurações de entrada e duas de saída, mas sua colega a Drª. Edna Aparecida das Neves do Instituto Dr. Octávio Eduardo BritoAlvarenga não detectou nenhum resquício de chumbo nem nas mãos do falecido nem na do seu comparsa.
Se estivéssemos em um CSI concluiríamos que a troca de tiros não houve, comprovando a versão de Lucas, o comparsa de Nivaldo: os policiais atiraram deliberadamente e sem provocação em Nivaldo.
O material para a perícia foi retirado das mãos dos assaltantes e policiais menos de vinte e quatro horas depois dos tiros, mas… nas mãos dos policiais que nunca negaram que atiraram também não foram encontrados resíduos de pólvora!?!
Então podemos concluir que este exame feito por testes científicos sobre o método de Feigl-Sutter (exames residuográficos metálicos – residuais) não provou absolutamente nada, apesar de que no CSI consegue-se saber até a quantidade de tiros, o tempo entre um disparo e outro, e tantos outros detalhes, mesmo nos casos em que os suspeitos tentam esconder a verdade.

A perita criminal Drª. Ariadne Araújo Pinheiro Schemer esclareceu ao juiz de direito Dr. Hélio Villaça Furukawa que a princípio a conclusão sobre o resultado negativo do exame é a de que não houve disparo de arma de fogo, mas também pode ser que a concentração de chumbo ficou abaixo dos limites e não pode ser detectado, e neste caso, a conclusão sobre o fato fica condicionada a apreciação de outras evidências, não podendo sequer descartar a possibilidade de que os examinados tenham efetuado o disparo.
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Intão, o que os peritos disseram em outras palavras é que a Srª Bovaris está certa e CSI é apenas mentirinha, e eu acho que eu estou certo ao não assistir ao seriado, pois qualquer um ficaria envergonhado em viver em um país onde os políticos roubam tanto que não existe verba nem para saber se Nivaldo e tantos outros foi brutalmente assassinado, ou não.

Mas ele é pobre, não faz diferença. Ah! Se fosse um de nossa família fosse morto por um bandido ou em outra situação qualquer seria diferente?

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A complacência e a venda de CDs e DVDs piratas.


Tolerar ou não a pirataria é uma decisão que a ser tomada no conjunto da comunidade?

No passado vendedores de CDs e DVDs piratas dominavam o centro e os principais bairros, até que a Guarda Municipal e os fiscais da Secretaria das Finanças fizeram uma ofensiva para coibir a ação destes comerciantes, e hoje este delito existe mas está sob controle.

O crescimento do ilegal se faz graças a benesse de cidadãos que tentam ajudar aquele que considera ser o elo mais frágil da sociedade a que pertencem, mas neste caso perdem invariavelmente o controle para as facções criminosas.

Os protegidos pela covardia ou pela conivência passam então a seu controle passam então a se tornar profissionais agregando em seu entorno: tráfico de drogas, mendicância, e prostituição. Isto não é alarde, é fato. Basta ver o que ocorre em outros municípios que não agiram antes do crescimento e do descontrole dos mercados paralelos.
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Policiais militares e guardas civis então são feridosou mortos para reconquistar os espaços perdidos graças a complacência ou a covardia de cidadãos e governantes.

Quando o juiz de direito da Comarca de Itu declarou anistia aos casos de pirataria, incentivou a criação de um sistema de mão de obra rotativa na distribuição dos produtos piratas, onde os administradores do sistema trocam os vendedores a cada apreensão.

A Feira do Rolo da Cidade Nova é prova que já existiu uma organização por traz desta atividade criminosa. Não bastava chegar com seus CDs e DVDs e montar sua barraquinha, era preciso permissão para conquistar seu espaço.
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Em março de 2010 metade das dezesseis barracas da Feira do Rolo vendiam produtos ilegais ou de procedência duvidosa, agora com a relocação do evento para o terreno ao lado do Hospital do Pirapitingui a intenção do governo é recuperar de forma mansa o domínio daquela área.

Conivência pacífica entre o Estado que devia coibir o delito era escandaloso, clamando por uma investigação, pois deixava clara a predominância da vontade dos contraventores sobre a lei. Me pergunto se haverá força política para contrariar os interesses econômicos e eleitorais que existem por trás deste mercado, e qual o futuro de nossa sociedade se aceitarmos a conviver com a contravenção. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Assalto no Residencial Rio Araguaia deixa um morto.

Sou de família humilde, mas que sempre valorizou a qualidade dos produtos. Minha avó era costureira no Padre Bento aqui em Itu, e minha mãe assim como ela sempre exaltaram a qualidade dos produtos da marca “Mundial”: tesouras e facas.  Disto eu nunca vou esquecer.

Aquela garota também jamais esquecerá aquela faca da marca “Mundial” de cabo plástico amarelo, cuja lâmina de vinte centímetros ora foi encostada em sua barriga, ora foi esfregada em seu rosto por aquele jovem branco e magro, de camiseta listrada verde e branco, e calça jeans.

Os olhos daquela garota que tinha feito quinze anos a apenas alguns meses não tinham sido feitos para verem aquilo, assim como sua carne não estava pronta para sofrer o que pretendiam fazer com ela. Mas naquele momento só queriam saber do dinheiro.

Isso aconteceu no Residencial Rio Araguaia em fevereiro de 2011, quando logo depois do almoço dois rapazes bateram na casa em que mora com seus pais e onde fica uma transportadora. Eles queriam a grana que sabiam que estava lá, mas ela não disse aonde.

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Quem estava com a faca era Lucas que continuava a aterrorizar a garota enquanto seu comparsa, Nivaldo, procurava o dinheiro. A garota horas depois reconhece Nivaldo por uma foto que lhe foi apresentada no DP pela PM. Ele estava morto.

Lucas foi reconhecido pessoalmente pela garota. Dele ela jamais vai esquecer. Segundo o seu pai que na hora do assalto estava na cidade vizinha de Salto trabalhando, e quando chegou encontrou a ela e a mãe chorando muito. Ela jamais será a mesma depois daquele dia.

O trauma que Lucas causou feriu fundo sua mente, muito mais que aquela Mundial poderia ter feito com o seu corpo: muitas noites acordava no meio da noite gritando, sem conseguir dormir e teve que procurar ajuda de um psicólogo para poder voltar a sua vida normal.

Nivaldo, Jeguinho como é conhecido, também não vai esquecer aquela garota. Ele a amarrou no corrimão antes de fugir com seu comparsa. Mas ela não ficou a espera que a Justiça viesse em um cavalo branco para salvá-la. Ela sabia que tinha que fazer algo e não ficou parada.

Agindo com inteligência e força se livrou das amarras assim que os homens deixaram a residência. Se a Justiça não vinha até ela por graça divina ela é que não ficaria parada, acionou a Polícia Militar dando detalhes das roupas que os dois estavam vestindo e foi para a rua.

As viaturas chegaram e pouco tempo depois a informação. Nivaldo trocou tiros com a polícia e veio a falecer, Jeguinho estava preso. No dia seguinte o dinheiro roubado foi devolvido pela polícia à vítima, mas nunca mais aquela garota terá de volta a paz que tinha antes daquele dia.

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Assaltaram em Cabreúva e rodaram em Salto.

A viatura da Guarda Civil Municipal de Itu seguindo as pistas deixadas por CíceroAntônio, o Pernambuco, descobriu que agora ele estava escondido em Salto.
Em 1997, o GCM José Roberto da cidade de Cabreúva, declarou ao Dr. AntônioTadeu Ottoni, juiz de direito de Itu: Sou Guarda Municipal único da cidade de Cabreúva, e testemunhei a confissão na delegacia onde César, o Cezinha, caguetou seus comparsas no assalto do PROMAT Indústria e Comércio Ltda., Cícero entre eles.

Sexta-feira, 4 de abril de 1997 – 14 horas.
Promat – Rua do Comércio 221, Jd. Primavera, Cabreúva (A)

(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); O vigia da empresa, o guananbiense Osvaldo, da guarita de entrada vê três homens encapuzados cercando o mecânico Francisco, um deles aponta uma arma em direção da cabeça do velho. Baiano arretado, sem ter como acionar a polícia, vai até o galpão, desarmado mesmo, tentar negociar.

Eles querem o dinheiro do pagamento dos funcionários, que estão agora acuados em um canto, quietos, temendo por suas vidas. Cícero e o Neguinho, como é conhecido Adriano, sobem ao escritório e rendem o gerente da empresa, Ariel Mariano, e a funcionária Eliana Lopes. Destroem o telefone, mandam que se deitem no chão, pegam vinte e quatro mil reais, e descem.

Cezinha foi desarmado, os outro três estavam maquinados.

Junto com Cezinha ficou o Bahia, Marcos Antônio, botando terror por 30 minutos em cima dos funcionários da empresa. Quando os colegas desceram do escritório pegaram a Saveiro da empresa, e ao sair pegaram o Ceará, Ivan Antônio, que tinha ficado do lado de fora apenas na cobertura. Irmão de Cícero, foi ele quem deu o sinal para a entrada dos comparsas.

Fugiram em direção de Salto, Cezinha foi o cabeça da operação: pegou as informações com o ex-funcionário Joaquim Pereira Ferreira; arquitetou o plano; convidou os envolvidos; e dirigiu o veículo na fuga. No trevo de Salto derrapa e cai em uma vala (B). Abandonam o carro e ficando até a noite escondidos em na mata, quando seguem a pé vão até a cidade de Salto (C), e dali de ônibus para Itu (D).
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No dia seguinte estava Cezinha pagava bebida a todos em um bar, quando chegou Eduardo de Souza Carvalho e lhe pediu um dinheiro emprestado. Cezinha lhe deu uma dura e dizendo que ele não participou da fita porque não quis, agora não era para chorar a oportunidade perdida.

A Polícia Civil de Cabreúva chegou à ele e não tardou a chegar aos outros, entre eles Cícero, que agora está novamente nas ruas, mas por outros crimes novamente é procurado.

O defensor do Bahia à época, Dr. Watson Roberto Ferreira, declarou:

 “Em que pese a vida pregressa do acusado, não foi feliz ao caminhar a primeira milha, merece tentar caminhar a segunda, porque se a primeira faina ingrata, a segunda pode se tornar na glória de uma nova vida uma chance de reintegração à sociedade que pertence, certo que está trilhando a segunda milha no caminho dos justos e honestos.”

O tempo passou, Cezinha foi condenado à seis anos e meio, oportunidades foram dadas a todos, e os participantes desta história aproveitaram-se delas, para o bem ou para o mal.

Cícero agora está foragido novamente, e se preso, em breve terá outra oportunidade.

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O portofelicense e as insensíveis mulheres de Itu.


Faltavam dois dias para que completassem nove meses que ele havia sido preso, e hoje ele estava decidido a contar a verdade. Aqueles policiais teriam que se explicar na frente do juiz – ah! Teriam!
Ao entrar na sala de audiências da 1ª Vara Criminal da Comarca de Itu viu que talvez não fosse tão difícil, afinal a juíza era a jovem Drª. Renata Carolina Casimiro Braga, na acusação a Drª. Maria Isabel Gambôa Dias Duarte, e sua defensora a Drª. Cláudia Caroline Macedo Dutra – todas elas mulheres. Se fossem homens ignorariam suas acusações e talvez fosse até pior.
Por nove meses ficou a atinar se deveria ou não falar, mas agora não tinha mais dúvidas, falaria, mas primeiro teria que escutar a acusação. Ele sabia bem como tudo acontecia por ali. Lucas, portofelicense da Vila Angélica, nada falou no DP, pois sabia que lá ele não poderia falar, mas lá poderia e a justiça enfim seria feita a ele ao seu amigo morto.
Um por um foram lhe acusando. A história foi mais ou menos assim:

Era uma segunda-feira pouco antes das três horas da tarde quando ele chegou naquela casa do Residencial Rio Araguaia que o proprietário tinha uma transportadora, ele não estava em casa. Lucas e seu colega de Suzano, Nivaldo, bateram e quem atendeu foi uma menina com uns catorze anos.

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Não seria difícil, era só uma garota. Perguntou a ela sobre uma pessoa que trabalharia com tijolos e morava por ali, e a garota (bobinha) abriu o portão para mostrar onde o seu padrinho morava, pois ele seria a pessoa que eles estariam procurando. Bobeô dançô – ele pediu dinheiro e ela não deu, disse que não tinha grana na casa mas tinha armas, então entraram.
Bem, foi mais ou menos assim que Lucas contou para as três mulheres que o ouviam. Dentro da casa pegaram cinco armas, e a grana ficou com Nivaldo, eles acharam o dinheiro numa casinha que funcionava como escritório e ficava no fundo da casa principal. Daí eles já estavam em cima do muro quando a polícia chegou atirando. Acertaram ele e então se entregou.
Nivaldo tentou fugir mas deu de cara com a polícia que nem quis saber e atirou. Pior que tudo, foi o terror que passaram, um dos polícias queria que matasse ele também. Os homens estavam doidos, e como prova ele falou para as três mulheres está aí, eles foram presos antes das três horas da tarde e só chegaram na delegacia às seis. O que aconteceu nestas três horas?
Elas ouviram-no, e olharam-no como um balonauta olha para as pessoas que andam pelas ruas sobre as quais ele passa – nada mais vê do que aquilo que parecem ser pequenos insetos, por vezes parados, por vezes andando, mas todos dentro de sua infinita insignificância no todo. Elas pareciam pairar sobre a tempestade que passou por sua cabeça naqueles nove meses.
Viu suas esperanças seguirem outro rumo, como se fosse um pedaço de pau flutuando meio de um incontrolável turbilhão. Aqueles olhares indiferentes, sem sentimento ou compaixão, nada fariam para apurar o que teria acontecido naquelas três horas, não buscariam saber o por que aquele empresário tinha tantas armas em casa, nada, não moveriam um dedo.

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Empresário vê idosa sendo assaltada e prende ladrão.


Muitos anos se passaram na vida da ituana Maria de Lourdes, não vou dizer quantos, pois ela é uma senhora e eu um cavalheiro. Enquanto caminhava pela sombra das casas do Bairro Presidente Médice em sua terra natal suspirava agradecida por mais um dia.
Ao virar a esquina da Rua Mário Bordini com a Rua Cármine Mazzulo ela vê parado ao lado de uma moto preta um rapaz baixo, magro, de cabelo encaracolado. Ela segura a bolsa junto ao corpo, ma nem pensou em fugir. A vida ela sabe não é feita de fugas, mas sim de batalhas, e segue.
Vai de encontro a aquele que quer levar seu dinheiro para comprar drogas, como ele mesmo confessou depois para o soldado PM Sório, e ao chegar ao seu lado percebe o ataque. Ele tenta arrancar com força sua bolsa, mas ela luta com garra e bate nele com a sombrinha.
Ah, se a correia da bolsa não tivesse arrebentado ela mesmo teria dado um corretivo naquele rapaz… mas arrebentou. E ele aproveitou para saltar em naquela moto Honda GC 125 que está em nome de Adriano Aparecido e tenta a fuga para a felicidade das drogas… mas…
Os grandes homens deveriam ser aqueles que nos governam e nos lideram, pelo menos é isso que eu acho, mas na realidade o que vemos é que eles nunca estão ao nosso lado quando precisamos. Quem de fato nos protege são pessoas como nós, e como foi neste caso.
José e seu filho estava passando por lá quando viu a velhinha ser assaltada e o jovem subir na moto e dar pinote. Primeiro gritou, mas se o rapaz não ouviu ou preferiu se fazer de surdo nós nunca saberemos. Depois acelerou e prensou a moto na calçada.
Pai e filho descem e seguram o rapaz para entregá-lo às autoridades. O jovem aprendiz de ladrão não agüentou o estresse e pirou. Nada mais dizia, nada mais fazia. Talvez no início achasse que era jogada do rapaz, mas passado quase um ano ele ainda continua abilolado.
Anderson não está hoje bem da cabeça, mas sua advogada a Drª. Andréa de Fátima Camargo diz que naquele dia ele já não se estava em seu estado normal, e não tinha a mínima condição de conhecer e avaliar seus atos, ou distinguir uma idosa de outra pessoa qualquer.

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Ela também lembra que as próprias vítimas disseram que depois de capturado ele ficou chorando e pedindo desculpas pelo que tinha feito, numa cena de dar dó. Além disso ele tem três filhos pequenos para sustentar, nunca foi processado e trabalha como lavador de carros.
Com estes argumentos a Drª. Camargo tenta convencer que o melhor para a Justiça é deixar que a família de Anderson continue levando-o para tratamento no Ambulatório de Saúde Mental do município de Itu, como aliás já vem fazendo, e que se encerre este caso.
Já o promotor de justiça Dr. Luiz Carlos Ormeleze discorda, lembrando que a inimputabilidade pretendida pela defensora impede por si só a absolvição sumária, pois o artigo 397 determina que “o juiz deverá absolver sumariamente quando verificar a existência manifesta de causa excludente da culpabilidade do agente SALVO inimputabilidade.
Seja lá o que o Dr. Hélio Villaça Furukawa decida neste caso nós só ficaremos sabendo depois de 24 de janeiro de 2012, dia para qual está marcada a nova audiência de Anderson.

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Segunda-feira de festa e morte no Rancho Grande.

Crianças tinham medo. Medo do escuro, dos desconhecidos, da meia-noite, e de tantas outras coisas que povoavam o imaginário infantil. Isso foi coisa do passado, de um tempo onde as ruas eram escuras e as casas ficavam próximas das matas. A sociedade mudou e os conceitos de perigo também.

Madrugar assistindo tv ou passeando todos nós fazemos. Uns mais, outros menos, mas todos fazemos, e Geraldo também. Que risco haveria em esperar terminar aquele programa para depois colocar o lixo para fora? Geraldo assim o fez naquela noite quente de 2002.

Segunda-feira, 9 de dezembro de 2002.
Avenida das Monções 71 – Jardim Rancho Grande – Itu SP

Aquela noite seria diferente para Geraldo. O calor da noite não o deixou dormir cedo. Passava pouco da meia-noite quando saiu levar o lixo. Abriu o portão, saiu para a rua, e viu quando um homem ensanguentado correu em sua direção, não estava longe, mas ele não iria esperar chegar perto.

Algum tempo antes…

O Guigo, como é conhecido Devair, estava em sua casa dando uma festa. A casa era dele, a festa era dele, e se era segunda-feira, dia de trabalho ou não, era problema dele. Quem pode pode, quem não pode vai dormir cedo para trabalhar no dia seguinte, otários em um mundo louco.

A festa era para si e seus amigos, mas eis que chega Edmar sem ser convidado. André que estava na tal festa, disse que Edmar foi pegar uma paradinha com Devair, já o próprio Edmar alega que foi acertar uma conta com Raphael, mesmo não devendo nada para ele – mundo louco.
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O dono da festa, Devair, não gostava de Edmar e colocou-o para fora. A festa era dele, sem penetras. Cara chato, Edmar não vai embora e fica atormentando os convidados. Um pouco de persuasão foi necessária para convencer o penetra a dar linha na pipa – nada que bicudas e safanões não resolvessem.

Todos viram e ninguém nega os corretivos dados pelo dono da festa, assim como confirmam que Edmar estava bêbado, drogado e chato. Mas alguém esfaqueou Edmar, não uma, nem duas vezes, mas várias. Passados oito anos o suspeito seria o tal do Rafael, conhecido como Testa.

Segunda-feira, 9 de dezembro de 2002.
Avenida das Monções 71 – Jardim Rancho Grande – Itu SP

Geraldo vê aquele homem sujo de sangue correndo em sua direção, corre para dentro de casa e tranca a porta. O sujeito passa pelo portão, fecha, mas não consegue entrar na casa, grita, pede ajuda, diz que vão matá-lo. Geraldo ouve, mas não pretende abrir a porta, crianças tem medo, e quando viram adultos não mudam.

O dono da casa ouve duas ou três vozes do lado de fora do muro da casa. Uma diz: ele entrou aqui. Geraldo acende a luz do holofote, mas percebe que alguém o quebrou. O ensangüentado Edmar quebra o vidro tentando entrar na casa, mas em vão. Geraldo grita dizendo que já chamou a polícia, seus agressores fogem ao ouvir isso.

De fato Geraldo chamou a Polícia Militar, que disse que não tinha viatura para ir até o local, discou para a Guarda Municipal e poucos minutos depois o GCM Mauro deixava Edmar em segurança na Santa Casa de Itu. Por oito anos Devair lembrou desta festa, que ele deu em uma segunda-feira e como ele mesmo disse: problema dele.

Agora, finalmente Devair pode deixar de se preocupar com este problema, Dr. Luiz Carlos Ormeleze pediu sua absolvição por falta de provas pela tentativa de assassinato de Edmar. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Idosa assaltada no Bairro Presidente Médice em Itu.


Poucos minutos após uma da tarde, pai e filho chagam em sua Hilux à esquina da Rua Mario Bordini com a Rua Carmine Mazzulo no Bairro Presidente Médice, e vêem uma cena revoltante: um rapaz arrancava com violência a bolsa de uma idosa e montava em uma moto preta CG 125 para a fuga.
Este jovem no final será beneficiado pelo promotor de justiça Luiz Carlos Ormeleze.
O homem primeiro grita para o rapaz parar e como o jovem tenta fuga ele intercepta o meliante com sua caminhonete, prensando a Honda na calçada. Pai e filho descem e apenas com muito custo conseguem conter Anderson e chamar a polícia.
Barcelli nunca tinha passado por uma delegacia e não era conhecido por ser uma pessoa violenta, trabalhando no Lava Jato São Luiz, próximo da casa em que mora com sua mãe, teve sua estréia no mundo do crime fugaz como um relâmpago e devastador como um raio.
Deste crime Anderson talvez nem aproveite para si da experiência, tão importante em nossas vidas como fator de aprendizado, mas para aqueles que trabalharam neste caso nunca mais será esquecido e seu nome seu nome será lembrado por ter sido um caso único.

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Após tentar resistir aos dois homens que tentavam prende-lo Anderson foi se acalmando… acalmando… aquietando… até calar-se de vez. Posto sentado na calçada lá ficou a espera da polícia e nada mais falou, não mais se mexia e nem reagia. Apenas seu corpo ficou presente.
Há quanto tempo nos agarramos a estas invasões bárbaras! E não contentes em resistir, ainda encontramos força e tempo para dar ao mundo os dois bem mais preciosos: a liberdade da alma e a clareza de espírito.
Não é pela vida que lutamos dia a dia, mas sim pela nossa alma, pela nossa consciência enquanto pessoas. Muitos lutaram e morreram pelo direito de pensar e expressar suas idéias, mas Barcelli desistiu deste que é o bem mais sagrado do homem – sua personalidade.
A delegada de polícia Drª. Lia Limongi Arruda Matuck Feres contou que o rapaz ao chegar estava prostrado, sem esboçar qualquer reação, sem responder a nenhuma perguntas e que seus familiares disseram que ele era usuário de drogas e já tinha sido internado duas vezes.
A médica legista Drª. Regina Maria Caramuru Moreno não quis se precipitar dizendo quanto a causa da alienação de Barcelli, se teria sido causada por impregnação medicamentosa ou por abstinência das drogas.
Posteriormente Dr. Nilo S. Viana A. Lima examinou Anderson e concluiu que devido a um estresse pós-traumático passou a um estado de ataxia e apenas uma intervenção psiquiátrica conseguiria reverter o quadro de incomunicabilidade e de humor reprimido.
O abacaxi estava então para ser descascado pela sociedade. O CDP de Sorocaba não aceitou o preso por se tratar de pessoa com problema mental, a delegada tinha que dar um destino ao rapaz que estava acompanhado de escolta 24 horas no Hospital São Camilo, e a sociedade não o queria de volta.
O juiz Dr. Hélio Villaça Furukawa alegando que é notória a falta de leito nos hospitais psiquiátricos e de custódia, determinou a liberdade provisória de Anderson, que agora está sendo levado por sua mãe ao Consultório de Saúde Mental da Praça Conde de Parnaíba.
Este foi o único caso em que vi o promotor de justiça Dr. Luiz Carlos Ormeleze mudar a acusação de roubo para furto tentado (cuja pena é praticamente nenhuma) beneficiando assim tanto o rapaz e como a Justiça que não está preparada para agir em um caso como este.
Para tanto o promotor alegou que o acusado usou da força para arrancar a bolsa da senhora sem jamais ter tocado nela, não agindo então com violência contra a vítima. Como diria o GCM Eiseu: “Intão tá!”

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As drogas e o Play-boy do Jardim Aeroporto de Itu.

Ele perguntou o que eu estava fazendo ali, mas de pronto percebi que estava apenas puxando papo. Sabe aqueles caras que os outros se achegam para contar seus problemas? Bem, este sou eu. Encosto na parede da cela, conto rapidamente minha história e espero ele contar a sua.

O tabirense José Emerson, o Play-boy, disse que estava pagando por um crime que não cometeu. Contou que ganhava R$ 2.000,00 revendendo roupas falsificadas que comprava na 25 de março e vendia em Itu. Dinheiro suficiente para ele, sua mulher e seu filho de dois anos, não precisava mais que isso.

Segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009. 17:20
Rua Prof. Alfredo Gomes 26, Jardim Aeroporto, Itu, SP.

Play-boy havia recebido R$ 265,00 de Cristiano Aparecido, um cabeleireiro do Jd. Aeroporto para quem vendera uma geladeira. Aproveitou para cortar o cabelo, e com o visual em dia, pegou no lava-rápido sua moto, uma Yamaha Fazer YS 250 azul.

Voltava para casa pela avenida que separa o Jardim Aeroporto do Jardim São Judas, passou as duas lombadas, e viu pelo retrovisor as motos da polícia dando sinal para parar. Conhecia um daqueles policiais, se estivesse tudo certo ele já acharia algo de errado, e agora, ele estava sem capacete, sem camisa e descalço. Mesmo assim parou.

Play-boy contou que respondeu por dois homicídios, provando na Justiça sua inocência. Aquele policial não se conformava, e a coisa ficou pior quando roubaram à moto do policia. Era só ele ver Play-boy de longe, que já ia para a abordagem e intimava-o: você tem o poder de fazer reaparecer minha moto, um traficante pode fazer isso.
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Play-boy ao policial que não era mágico e nunca iria fazer aparecer à moto, mas era vidente e sabia que aquele policial ia acabar arranjando para a sua cabeça, e não deu outra. Levaram-no para a delegacia onde o apresentaram como traficante, ele, que nem usuário é.

A advogada Drª. Liliane Gazzola Faus estava presente quando os policiais apresentaram ao delegado de polícia Dr. José Moreira Barbosa Netto: Play-boy, setenta e cinco pedras de crack, R$ 300,00 em dinheiro, e um aparelho Nextel.

Play-boy desafiou o delegado e a juíza: se tiver uma impressão digital minha em qualquer uma das pedras de crack, nem que seja uma única, assumo todas. Se tiver ligação do meu aparelho para qualquer traficante pode me condenar por tráfico.

Tal segurança impressionou a juíza, Drª. Andrea Ribeiro Borges, que agora questiona o policial. Sua moto foi roubada? Você abordava constantemente Pay-boy e pressionava-o para que devolver-se o veículo?

Um dia, passando por Itu, soube que a história de Play-boy estava mal contada, ele fugiu dos policiais, não teve esta de parar bonzinho não, e tentou se esconder em uma casa, mas os policiais o pegaram a força, arrastando-o para a delegacia. Mas que ninguém viu droga nenhuma não, ninguém viu.

(Veja o outro lado desta história)

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Morte cruel na Cidade Nova em Itu próximo ao DP.

O escorpião age por instinto, sem raciocínio, sem sentimentos, apenas ação e reação. Este era o bichinho de estimação de um colega meu, que o acomodou num aquário e tratava-o com baratões que cantávamos nos jardins, e o aracnídeo matava e comia um a cada três ou quatro dias.

Um baratão em especial, chamou-nos a atenção por sua ousadia. Enquanto os outros fugiam o quanto podiam dos venenosos escorpiões ser, este passava por cima e vez por outra levantava as garras e as patas do invertebrado para procurar alimentos. Um a um os outros baratões eram mortos e comidos, mas o destemido não era atacado – para nosso espanto.

A história desse baratão me lembrou a do Alexandre, o Xandão.

Ele, certa vez, parou no Trailer do Jair. Seis rapazes lá conversavam quando ele chegou – um deles era o Rafael, o Guiné, que trabalha como chapa na rodovia e algum tempo atrás foi caguetado por Xandão.

Guiné chama de lado Reginaldo, o Lambão, e pede para que leve o desafeto até um lugar mais afastado. Xandão estava bêbado, todos ali estavam, e aceita o convite de Lambão, que o leva até perto do Trailer Altas Horas, defronte à 4ª Delegacia de Polícia de Itu, que fica fechada à noite.

Esperam um pouco e em breve chegam cinco rapazes e uma moça. Rafael, o Da Lua, mecânico pede desculpas a sua irmã Edvania, atendente do Bar Gaivotas, e derruba e chuta Xandão. Os outros rapazes seguem seu exemplo.

Adilson, Álvaro e Lambão param quando acham que Xandão está morto. Guiné e Da Lua chegaram aos píncaros da crueldade, batendo com a cabeça de Xandão no chão e pulando sobre ele com os dois pés, assim como aquele escorpião.

O escorpião age por instinto, sem raciocínio, sem sentimentos, apenas ação e reação. Balela! O intrépido baratão teve um terrível fim, que nenhum de seus companheiros de destino tiveram: após ser picado, o aracnídeo arrancou e comeu cada uma de suas articulações, só matando sua vítima depois de devorar todos os seus membros.

Xandão brincou com o perigo, e sobreviveu graças ao rápido atendimento da Ambulância do PAM da Vila Martins que o socorreram a tempo. A Guarda Civil Municipal abordou próximo ao local: Guiné, Da Lua e Edvânia. Nenhuma prova os ligava naquele momento ao crime, e foram liberados.

Mas as investigações feitas pela Polícia Civil, e conseguiram desvendar todos os detalhes deste crime.

O Lambão era inimputável naquela época; Dr. José Maria de Oliveira lembra que Álvaro dos Santos Silva tentou impedir que Guiné e Da Lua continuassem batendo; Drª. Neide Maria Vieira Borgo alega que Da Lua só tentou machucar e nunca teve a intenção de matar; Adilson só poderá agora ser julgado por Deus, visto que deixou este planeta; e Guiné tem agora ao seu lado o Dr. Daniel Benedito do Carmo, que não se conforma com as acusações que caem sobre seu cliente, e declara:

Ele está sofrendo constrangimento ilegal, pois a denúncia tenta e intenta de todas as formas e de qualquer jeito imputar ao acusado, de todas as formas possíveis e descritas na tipificação da denúncia. O acusado nunca nutriu ódio pela pessoa da vítima…

Aqueles que não morreram, muito provavelmente, virão a ser julgados pelo Tribunal do Júri de Itu, que com absoluta certeza não agirá como o escorpião ou os algozes de Xandão.