Eleição 2012 – Itu SP – Prefeito e Vereadores.



Eleito o prefeito Tuíse com 33.384 votos (40,75%), superando em 1.782 votos o candidato Oswaldo Sonsini do PMDB (31.612 votos – 38,59%), o Claudinho da Alvorada (15.917 votos – 19,46%), e Renato Benedetti (1.008 – 1,23%).

Três candidatos foram beneficiados pelo coefiênte partidário e foram eleitos (Balbina PMDB, Professor Feital PDT, e Eduardo Ortiz DEM), ficando com as vagas que por voto individual deveriam que ir para Dito Roque PSDC, Thiago Gonçales – Adautinho PR, e José Galvão PTB; Outros seis candidatos também foram mais votados que Eduardo Ortiz, mas independente do coeficiente teriam ficado fora. A composição da Câmara de Itu ficou a princípio:

  1. Olavo Volpato PMDB – 3.015 votos
  2. Giva PSD – 2.743 votos
  3. Dr. Bastos – 1.968 votos
  4. Zelito do Quiosque PDT – 1.920 votos
  5. Marquinho da Funerário PSD – 1.652 votos
  6. Dr. Sergio Castanheira Zoonoses PV – 1.611 votos
  7. Josimar PTN – 1.566 votos
  8. Matheus Costa DEM – 1.446 votos
  9. Nair Lange PRB –1.362 votos
  10. Jabá PHS – 1.245 votos
  11. Balbina PMDB – 1.174 votos
  12. Professor Feital PDT – 1.009 votos
  13. Eduardo Ortiz DEM – 872 votos

Colocação  Nome em ordem alfabética Votos
163º Abdalla PMDB 110
137º Acir Segurança PTC 140
91º Adeilson Pardinho PR 233
235º Adelino Loro PRTB 38
198º Ademir do Portal PSD 67
23º Adilson do Itaim PHS 840
196º Adilson Lima PSC 71
211º Adriana Membrive PT 57
106º Afanasio do Capoeira PT 200
144º Agapito PRTB 132
59º Ailton Avila PMDB 341
258º Alan Carlos PTC 24
101º Aldo Nobrega PRTB 206
173º Alemão Eletrecista PT 95
146º Alemao PPS 128
53º Alexandre Benedetti PPS 393
126º Alexandre Mozão PSL 155
154º Alexandre Suman PC do B 117
191º Aluisio Palomio do Trânsito PTB 74
257º Alzira Nogueira PC do B 24
261º Andreia Guerra PT 22
227º Antonia Santos PTB 43
197º Arlete Aguiar PHS 68
246º Arlete Venancio PPL 29
95º Azulão PR 219
16º Balbina PMDBE 1174
142º Bang Cervezão PTN 134
110º Batata Garçom PR 190
74º Batatinha PDT 267
194º Bel da Feira PC do B 72
132º Belezinha PRTB 152
66º Bellão Petrans PTC 299
206º Bete da Doceria PRP 59
201º Beth Souza Lima PV 66
87º Bonilha PV 242
199º Brito Churros PT 67
188º Carinha PHS 79
219º Carlão do Alberto Gomes PC do B 50
36º Carlinhos Bertagnolli PC do B 629
29º Carlinhos Boarini PRTB 732
213º Carmem Prof de Cabeleireira PPS 56
80º Carmo Cavacchini PRTB 262
122º Catani PRTB 161
56º Cesar Banana PSB 354
175º Chico Barbi PV 94
96º Chico Felix PMDB 215
82º Chiquinho da Vila Martins PC do B 255
76º Cicero Garapeiro PC do B 266
179º Cida Pantaleao DEM 84
79º Claudemir do Trabalho DEM 263
54º Cleide PPS 366
259º Cleo PTB 23
273º Conceição Pereira PSD 13
153º Conterrâneo PSL 118
156º Coquinha PHS 117
152º Cris Bombom PV 118
278º Cristiana Godoy PPL 4
105º Cristina do Conselho Tutelar PSB 201
180º Dalva da Saude PDT 84
112º Daniel Fernandes Dan-dan PV 184
37º Decio Facheti PSB 620
104º Dely Vieira PRTB 202
52º Denilson Sabapira PSD 397
170º Diego Cremasco PSD 101
171º Dil Cabeleireira PR 95
216º Dirceu da Sucata PT 54
71º Dirceu do Pat PDT 272
224º Dito Barulho PSL 46
45º Dito Benzedor PSDC 455
8º Dito Roque PSDC 1555
41º Doutor Moacir PDT 506
30º Doutora Tania PSB 705
3º Dr Bastos PSD 1968
34º Dr Emerson PSD 636
61º Dr Milton PTN 321
6º Dr Sergio Castanheira Zoonoses PV 1611
215º Dr Tarso PSD 55
214º Dra Beth PPS 56
282º Dra. Marcia PSDB 0
83º Du da Atual PTB 248
260º Dulci do Portal PC do B 22
51º Edinilson (kalunga) PTB 406
58º Edmur Mamute PC do B 348
157º Edson Boni PSB 115
31º Eduardo Moreno PMDB 702
22º Eduardo Ortiz DEM 872
195º Eliane Andreazza PSD 72
159º Elisa do Posto de Saude PRTB 114
151º Elizeu Camargo PR 121
240º Enfermeira Graça dos Santos PT 34
115º Everaldo Garcia PSL 178
75º Fabinho da Fisioterapia PSL 267
62º Fábio do Trem PTN 319
18º Fátima Scavacini PV 1100
209º Fernanda Leite PRTB 58
77º Fernanda Rosa PSDC 265
127º Fumaça PHS 154
223º Gabriel Ação Afirmativa PV 47
281º Gabriel Carvalho PSDB 0
270º Geraldinho do Posto PSD 14
114º Geraldo Costa PTB 179
147º Gersão Negão das Trufas PR 128
44º Gilberto do Gas PTB 469
134º Gilson Costa PR 141
2º Giva PSD 2843
49º Gonçalves do Fora de Hora PMDB 418
229º Helio do Último Recurso PTB 42
165º Iara Calunga PTC 107
135º Ieda Silva DEM 141
48º Irmão Fernando do Apotribú DEM 420
221º Irmao Joao PPL 49
181º Ivan Zezito PC do B 84
13º Jabá PHSE 1245
130º James Marcelo PRP 154
185º Janete Rodrigues PPS 80
268º Jefferson das Excursões PRTB 17
177º João do Valle PT 85
123º João Japonês PMN 159
43º João Lima PRTB 483
136º Joao Madalena PC do B 140
225º João Paulo Moreira PV 44
90º João Prudêncio PR 236
237º João Reis PTB 36
232º João Silveirinha PRP 40
238º Jonas Solato PPS 36
138º Jose dos Santos PC do B 137
12º José Galvão PTB 1344
244º José Inácio PRP 29
7º Josimar PTN 1566
92º Juninho Garçon PSD 231
145º Jura da Cidade Nova PC do B 129
120º Jura da Gbf DEM 168
55º Jura do Parque Industrial PHS 356
253º Jurema do São Judas PR 25
200º Kaco da Informatica PRTB 67
275º Keyla Dobritz PR 12
81º Lalo PPS 256
274º Lau da Prefeitura PV 13
234º Leila Tasso PMN 39
252º Lenny PSD 26
149º Léo PDT 123
46º Levi Clementino PC do B 445
38º Lima da Prefeitura PRB 618
220º Lú Nutricionista PDT 50
217º Lucia Amaral PSB 53
169º Lucia Instrutora PHS 102
26º Luciano Ribeiro PDT 795
133º Lucimara Mello PSL 147
35º Macruz PR 633
15º Marcão da Auto Escola PTC 1191
167º Marcio Bonga PT 106
186º Marcio Ravelli PV 79
14º Marcos Moraes PHS 1214
254º Maria Aparecida PSC 25
251º Maria Bellon PR 26
107º Maria Carneiro PMDB 196
243º Maria da Saúde PTN 30
21º Maria do Brás PHS 887
97º Maria do Renascer PTN 214
117º Maria Ferrari PMDB 172
279º Marilda PP 1
245º Mario Queiroz PDT 29
50º Mario Silveira PMDB 409
239º Marisa do Pira PC do B 36
184º Marlene Módena PV 80
93º Marli do Posto de Saúde PTB 230
5º Marquinho da Funerária PSD 1652
140º Marquinhos Jabur PSC 135
10º Matheus Costa DEME 1446
125º Missionaria Marcia PRTB 155
192º Missionário Adão Camargo PTB 73
25º Missionario Eugenio Souza PP 797
241º Miura PMDB 31
250º Moacir da Guarda PR 27
42º Moreira da Adega PRB 491
131º Morto PRB 153
118º Naércio da Guarda PR 172
11º Nair Langue PRB 1362
264º Neia Veloso PMDB 18
178º Neico Galvão PRTB 84
210º Nena PRB 57
73º Nenê do Morro PR 269
150º Nice da Prefeitura DEM 122
155º Nino Moraes PDT 117
88º Noilza Lopes PHS 241
172º Norminha PMDB 95
24º Normino da Radio DEM 824
1º Olavo Volpato PMDB 3015
78º Paiva DEM 264
109º Palmerio PPS 191
226º Paraiba Taxista PV 43
89º Pastor Humberto Prado PSC 237
40º Pastora Margarete PSD 592
280º Paulinho da Maquina PMDB 0
233º Paulo Atlas Bolsinha PPS 39
100º Paulo Cabeleireiro PSB 206
189º Paulo de Marchi PTN 79
65º Paulo Guerreiro PMDB 311
86º Pé de Anjo PV 244
39º Pedrão do Transporte DEM 609
108º Pedro Moraes PP 195
103º Pedro Oliveira PDT 205
141º Pessê PT 134
94º Prof. Anderson Silva (barroca) PP 229
242º Professor Amigo PSD 31
116º Professor Diego Bruni PTB 176
119º Professor Eleandro PHS 171
19º Professor Feital PDT 1009
148º Professor Guto PMN 128
266º Professor Renato PSOL 17
176º Professora Ilda PRTB 85
236º Professora Lourdes Carneiro PTB 37
160º Professora Mercedes Genebra PSC 112
47º Rafael da Prefeitura PDT 424
111º Rafael do Posto de Saúde PSB 186
166º Raimundo da Autoelétrica PR 106
28º Raul Seixas de Itu PT 750
121º Raul Silveira DEM 163
202º Regina Anacreto PP 65
262º Regina do Taperinha PSL 21
228º Reginaldo da Vila Lucinda PT 43
27º Reginaldo de Castro PSD 752
98º Reinaldo Santos PMN 209
208º Ricardo Esteves PV 58
20º Rick Schmidt PDT 902
129º Rico Machado PMN 154
158º Rita Araujo PV 115
203º Rita Loio PR 62
174º Ro Ruiz PTC 94
272º Roberto Martins PPL 14
190º Roberto Oluran PSDC 74
99º Robson Candiani PSD 208
84º Robson do Mercado PC do B 247
212º Robson Silva PTN 57
69º Rogério Delfino PTB 280
164º Rosana Solér PR 109
168º Rosangela Juliao PP 104
256º Rosaria da Farmacia Popular PDT 24
85º Rose da Urologia PSD 245
204º Rose Rocha PRTB 61
247º Rosely Branco PSD 28
205º Sabará Raspadinha Pipoqueiro PTN 59
161º Samuel Motorista PDT 112
143º Sandra do Hospital PTB 133
72º Sandro Barizon PSD 271
248º Senides PHS 28
17º Serginho da Saude PRTB 1116
128º Sergio da Enfermagem PRB 154
222º Sergio da Saude PSC 48
63º Sergio Teixeira PSC 315
207º Sil Medeiros PSD 58
265º Silvana do Trailer PC do B 17
277º Simone PMDB 10
60º Simone Ventura PR 339
113º Soldado Prado PPS 182
183º Sonia das Tres Vendas PRB 83
276º Sonia dos Santos PC do B 11
263º Sonia Soares Birolli PPS 19
230º Suzete Catherini PSC 41
187º Tania do São Judas PDT 79
102º Tharcis Bin PMN 206
32º Thiago do Alvorada PRP 687
9º Thiago Gonçales – Adautinho PR 1534
182º Tite da Ambulancia PTC 83
269º Toninha da Saude PRB 14
162º Valter do Saae PHS 111
68º Valtinho Mixirica PTC 287
193º Vera Ceratti PSC 72
218º Vinissião Assugeni DEM 52
67º Vó Geralda PHS 290
249º Wagner Sasso PPS 27
57º Walter da Farmácia PV 351
64º Wando da Adega PTN 313
139º Wellington PV 135
33º Wilson da Farmácia PP 663
271º Yara Sonsini PT 14
124º Ze Brando Ferrão PSD 159
231º Zé Candiani PTN 41
70º Zé da Locadora PRTB 272
255º Zé Maria do Forum PTB 25
4º Zelito do Quiosque PDT 1920
267º Zildinha PSB 17

O conceito de igualdade e o furto no Carrefour.

Seus pais, pessoas honestas, plantaram em seu espírito o gosto pelo trabalho e pela justiça. A tolerância aos defeitos de seus semelhantes foi fruto das experiências de vida, não de sua formação familiar ou de sua natureza aguerrida.

Tolerar a convivência com criminosos é característica da cultura latina, onde são bem vindos: políticos, professores, drogados, religiosos, homossexuais, trabalhadores… mas não foi isso que seus pais lhe ensinaram.

Qual é o limite entre o certo ou errado? A TV nos ensina a poupar: um pobre que furta, um empresário que sonegue, e um político que roube. Aquele que fica com a britadeira sob o sol escaldante em uma estrada, só este não é digno de ser poupado.

Pouco ele poderia fazer para deter essa tendência, nem era sua intenção. Até fez diversas tentativas de resolver aquele problema de outra forma, como, aliás, muitos o fizeram e fracassaram completamente. Agora teria que agir, não tinha outra escolha.

O garanhuense Eduflavio é fiscal de prevenção do Supermercado Carrefour de Itu. Já advertiu por diversas vezes aquele rapaz, o Tidão, como todos chamavam Aris, mas desta vez não teria que agir.

Quinta-feira, 20 de novembro de 2008. 19:20
Avenida Octaviano Pereira Mendes, São Camilo, Itu, SP.

A viatura da Guarda Municipal estaciona no pátio do supermercado. Bastou ao elias-faustense GCM Luciano e ao GCM Silvestre verem Tidão nas mãos de Eduflávio para saberem de toda a história, afinal, este meliante age sempre igual.

Além de furtar qualquer coisa de qualquer um, Tidão já foi preso em diversos estabelecimentos: Supermercado Bandeirante, Supermercado Rancho Grande, Supermercado Champion, Verdurão Hortifrui Choc, Padaria Rebeca, Droga Raia…

Eduflavio sabe que é melhor enfrentar um bando armado a um meliante destes. Este último é defendido pelas mesmas pessoas que depois vem pedir providências à polícia se são por ela coagidas a dar dinheiro ou seus bens.

Desta vez, Tidão colocou na cintura dois aparelhos de barbear da marca Titanium 3, cujo valor total não chega a oito reais, não passou pelos caixas, só sendo detido quando já estava no pátio do estacionamento.

Foi por seus pais, pessoas honestas, que Eduflavio agiu buscando um pouco de justiça, um cadinho de decência em um oceano de impunidade, mesmo ciente que os defeitos de seu semelhante seriam defendidos numa sociedade que prima pela safadeza.

A Drª Gisele Luizon Carlos Cera, está fazendo aquilo que esta sociedade lhe paga para fazer, age dentro de suas obrigações éticas e profissionais, mas seu trabalho, por mais justo que seja é o de proteger o meliante contra o trabalhador.

Eduflavio sabia quando deteve Tidão que alguém se levantaria contra ele, e ninguém a seu favor, seria questionado e esculachado. Se não fosse pela educação que teve em casa, sinceramente pensaria em mudar de lado, ser bandido no Brasil é muito melhor.

Drª. Gisele lembra que “… o acusado não apresentou qualquer atitude suspeita que levasse a (Eduflavio) a tomar tal atitude, ao contrário, entrou e saiu das dependências (…) como qualquer cliente normal faz frequentemente, não sendo motivo para qualquer desconfiança…”

De fato, entrar e sair de um supermercado sem nada comprar não é motivo de suspeita. Os pais de Eduflavio provavelmente gostariam de ser tratados com dignidade, graças a sua vida limpa, não gostariam de ser vistos e comparados com pessoas como Tidão.

Mas a hipócrita lei manda que todos sejam tratados como iguais. Afinal não sabemos mais qual é o limite entre o certo ou errado, tendo que tratar criminosos conhecidos como qualquer outro cidadão. Hoje, os diferentes são iguais, e ninguém mais é poupado.

Máquina caça-niqueis furtada de dentro da DP.

Sua mente trabalhava com afinco naquela noite para conseguir justificar o que estava fazendo. Ninguém acreditaria naquela história, fosse ela verdade ou não, afinal quem poria fé em três rapazes que dissessem que entraram no pátio da delegacia e retiraram a máquina caça-níqueis só por curiosidade?

Terça-feira, 07 de Julho de 2009. 22:40
4º Distrito Policial de Itu, Rua Osasco 26, Cidade Nova, Itu, SP.

O cratense Leandro e dois adolescentes carregavam tranquilamente uma máquina caça-níquéis, modelo Halloween, sem suspeitarem que uma viatura da Guarda Civil Municipal de Itu, que estava em patrulhamento de rotina, acompanhava seus movimentos. Apesar da estranheza que a atitude dos rapazes transmitia, os guardas acompanharam por algum tempo a movimentação.

O indaiatubano GCM Oliveira e o missaovelhense GCM Roberto Vicente abordaram o trio ao chegarem a Rua Penápolis. A desculpa dos garotos foi tão fria quanto aquela noite de inverno. Iluminados pelas luzes coloridas do giroflex da viatura que oscilavam na escuridão, contaram que estavam passando e viram o portão da delegacia aberto, entraram e retiraram o equipamento para ver como é que funcionava.

Depois os mesmos jovens contaram na delegacia que uma mulher loira, dona de um bar havia prometido a eles R$ 10,00 cada um para que lá entrassem e jogassem a máquina fora, avisando que o portão estaria aberto. Tudo teria dado certo se aqueles guardas não tivessem interrompido seu trabalho.

Os peritos da Polícia Civil foram chamados para estudar o local. Edna Aparecida das Neves e Ana Ester Pereira de Souza não puderam dizer ao certo se o portão estava realmente aberto, apenas afirmaram que não existem indícios que tenha havido arrombamento.

Drª Liliane Gazzola Faus acompanhou Leandro na audiência onde o promotor de justiça Luiz Carlos Ormeleze pediu ao juiz que beneficiasse o rapaz com a suspensão da pena por seu crime. O juiz Dr. Hélio Villaça Furukawa aceitou o pedido, mas exigiu que Leandro retorne a cada dois meses ao Fórum da Comarca de Itu para justificar suas atividades.

Leandro agora deve prestar um pouco mais de atenção nos seus atos, pai de uma criança de apenas um ano de idade, por pouco não perde a oportunidade de ver seu rebento crescer ao seu lado. Já ao Dr. Antonio Carlos Padilha, que era o delegado que atendeu a esta ocorrência aquele noite ficou a dúvida: será que deixaram o portão aberto mesmo? E a mim ficou outra dúvida: quem é a dona do bar que tinha tanto interesse em que a máquina caça níqueis sumisse?

Guardas Municipais como estafetas de delegados.

Temo ainda ousar contrapor-me contra algo que até há pouco tempo eu defendia.

Ah, ainda sinto com prazer os arrepios causados pelo frio das madrugadas, onde meu próprio andar produzia um som hipnótico e tranquilizador, enquanto rondava eu, sozinho, por locais escuros.

Foi a profissão que escolhi: solitária, tenebrosa e pouco reconhecida. Mas gostaria que para sempre ela se estendesse, sem alterações, noite após noite, percorrendo aqueles corredores silenciosos e sombrios. O tempo passou e fui retirado daquela vida simples, mas cheia de emoções e aventuras a povoar minha imaginação.

Para outras missões fui escalado, habitualmente coisas simples e agradáveis: patrulhamento em viatura pelo distrito do Pirapitingui e a pé pelo Centro Histórico, Igreja da Matriz, e vários outros pontos que modificaram para sempre a visão de trabalho deste velho guarda.

Passei a acreditar que os guardas patrimoniais deveriam ser substituídos, pois nenhum deveria trabalhar sem farda ou fora das funções de policiamento.

Se fui sincero quando de início defendi que a função da Guarda Civil Municipal era puramente patrimonial, também o fui quando passei a crer que o lugar dela era exclusivamente fardada e em policiamento. Mas o tempo passou, e vivi outras experiências que me levaram a refletir mais sobre o assunto.

Temo ainda ousar contrapor-me contra algo que até apouco eu mesmo defendia.

Lembrei-me de tudo isso quando Orlando Lurial Gomes Filho defendeu com a mesma ênfase com que eu o fiz no passado, as mesmas ideias que eu antes defendera.

Quando se referiu aos homens e mulheres locados em delegacias e no Fórum, disse: que guarda nada tinha que ir “… fazer média com juiz ou delegado…”.

Foi como se ele estivesse repetindo minhas palavras. Mas o tempo passou, ao menos para mim, talvez pelo fato de eu viver em um município cuja Guarda Civil Municipal esteja mais estruturada e enraizada nas instituições.

Eu vi guardas trabalhando nas delegacias trazendo informações importantes, experiências essenciais, participando de ações conjuntas. A Guarda Municipal de Itu deixou de ser estafeta de delegado para ser peça essencial na segurança do cidadão.

Vi também guardas trabalhando na escolta de autoridades, transmitindo as expectativas de prefeitos, secretários municipais e cidadãos de todos os extremos da cidade. Os líderes municipais chegam a lugares e conversam com pessoas às quais a Guarda Civil, como instituição, não chegaria, e os guardas que lá estão podem ajudar na implementação de ações planejadas e focadas.

Estafetas de juízes há muito deixaram de existir, sendo que hoje se faz um policiamento comunitário dentro dos muros do Judiciário ituano. O planejamento da segurança dos arredores e interno é preparado com conhecimento das pautas futuras. Os casos atendidos pela Guarda Civil são acompanhados até a decisão dos juízes, e seu estudo revela as falhas operacionais apontadas pelos advogados de defesa, assim como, através de acompanhamento em tempo real, permite que alguns pontos que tenham ficado pouco claros possam ser esclarecidos ainda durante a primeira audiência, com documentos ou informações.

Produtivo também é o contato trazido pela guarnição que atua junto à Promotoria Pública. O acesso direto entre esse órgão e os membros da Guarda Civil Municipal tem ajudado a balizar ações da GCM.

No Centro Histórico, alguns guardas civis municipais não apenas guardam o patrimônio cultural de nosso povo, mas servem como instrumentos de contato entre turistas, cidadãos e os diversos setores da Secretaria de Defesa do Cidadão.

Ao tenente Lurial cabe o mérito de fazer com que eu refletisse sobre tudo isso, mas temo ainda ousar contrapor-me a algo que até há pouco tempo eu defendia e, quem sabe, era o correto.

De Menor agora é preso como De Maior.

Dr. Carlos Antônio de Oliveira é um dos mais brilhantes advogados criminalista da Comarca de Itu. E era ele quem estava à frente da juíza de direito Drª. Andrea Ribeiro Borges na expectativa de liberar o pintor Ivan Vinicius Petrotti da acusação de tráfico.

Na versão do defensor as coisas se deram mais ou menos assim…

Quinta-feira, 7 de maio de 2009. 20:55
Centro de Laser da Bica D’Água, Bairro Santa Tereza, Itu, SP

Ivan acabara de comprar algumas porções de maconha para consumir. Ele é viciado desde os dez anos, e aos quinze esteve em tratamento na antiga Casa Renascer, atual Centro Terapêutico Novo Horizonte, um centro de tratamento para dependentes químicos. Adriano Alves é coordenador da entidade e afirma que o garoto ficou por lá apenas vinte dias, pois não conseguiu seguir o tratamento.

O garoto passou pelo centro de laser, resolveu ficar assistindo uma partida de futebol, e como é conhecido por lá desde os tempos de criança, foi convidado para participar do jogo. Abaixou-se para esconder a droga e entrar no campo, e neste momento foi abordado pelos homens da Guarda Municipal.

Com o rapaz havia quatro porções de maconha e R$ 85,00. O advogado conta que o dinheiro foi dado por sua mãe, oriundo dos bicos que seu pai que fazia.

Drª Andrea ouviu o que o advogado, mas os agentes da segurança pública foram firmes e unânimes na descrição da ação.

Na versão do GCM Eliseu e do GCM Freire as coisas se deram mais ou menos assim….

Havia informações que estaria acontecendo ali trafico de entorpecentes. Os guardas pararam a viatura a certa distância na Rua Cleto Fanchini, e ficaram observando. Ivan já era a conhecido dos meios policiais, seu apelido era “De Menor”, e já tinha sido recolhido duas vezes por tráfico quando inimputável.

De Menor ficava ele em pé próximo a quadra assistindo o jogo, os jovens chegavam até ele e recebiam a droga, ia ele então até a árvore e abaixava-se para pegar uma nova porção. Os guardas acompanharam o movimento quatro ou cinco vezes antes de abordarem.

Na revista pessoal acharam os oitenta e cinco reais e nada de drogas. GCM Eliseu disse a ele que sabiam onde a droga estava, ao que o rapaz respondeu: Já que o senhor está observando há algum tempo, vai lá e pega. E foi o que o guarda fez.

O guarda contou a juíza que o garoto disse que a Blusa Op que ele usava naquele dia tinha sido comprada com o dinheiro do comércio de entorpecentes, tendo custado R$ 560,00. Outro dia foi abordado por ele na Cidade Nova com R$ 400,00, mas sem drogas, e em outra ocasião ao ser abordado “deu pinoti”. A própria mãe do garoto disse à guarnição que ele estava dando problemas.

A delegada Drª Lia Limongi Arruda Matuck Feres ouviu do garoto na presença de sua mãe uma história bem diferente da que o Dr. Carlos contava agora à juíza de direito.

Na versão de Ivan as coisas se deram mais ou menos assim…

Chegou ao Laser com mais de vinte porções de maconha para serem vendidas, escondeu-as próximo à raiz de uma árvore, no interior de um saquinho. Cada pessoa que chegava ele vendia uma e ia então buscar outra. O preço de cada porção era R$ 5,00 e ele pagou no tablete de 50 gramas, R$ 50,00. Na casa de sua mãe no Parque Nossa Senhora da Candelária os policiais acharam dois tubetes do tipo que se usa para passar cocaína, mas ele só tinha usado para colocar farinha dentro para ver quanto cabia.

O perito criminal, Dr. Isaias Wanderley Carvalho declarou depois de examinar os tais tubetes que a farinha usada por Ivan é mais conhecida como cocaína.

Com tudo isso Drª. Andrea não achou crível que as porções de entorpecentes apreendidas se destinassem, exclusivamente ao consumo próprio de Ivan, considerando sua condição financeira, que sequer possuía uma ocupação lícita habitual, evidenciando que a droga, ao menos em parte, se destinava a comercialização.

Ivan foi condenado há três anos e quatro meses e doutor Carlos pode dormir tranqüilo, pois outro cliente que se enrosque sozinho como este só daqui uns dez anos.

Pai utiliza filho como mula no tráfico de drogas.

Não pretendia interromper minhas férias. Jurei ficar de pijama todas estas frias noites, minha maior preocupação seria com a temperatura do chocolate quente. No entanto o Jornal Periscópio de quinta-feira, 10 de julho me fez sair da letargia.

“Pai usa o filho para esconder droga da polícia – comerciante escondeu no bolso da calça do filho de 10 anos, cerca de 400 gramas de cocaína e acabou preso no Bairro Santa Tereza.”

Poucas coisas me indignam mais que a covardia de um pai se escondendo atrás de uma criança. O periódico diz que Reinaldo de 42 anos estava em seu Monza vinho quando foi abordado: os policiais desconfiaram da atitude da criança, revistaram-na e encontraram a droga.

Reinaldo é um homem acostumado a bater em mulheres, já tendo sido beneficiado diversas vezes pela nossa legislação. Em Macatuba foi condenado duas vezes por lesão corporal (1989 e 1994) – penas irrisórias, que só o fizeram rir.

O garoto, seu filho, agora usado como mula, foi acordado em uma noite, quando tinha oito anos e juntamente com suas duas irmãs, todas crianças, presenciaram o pai bêbado, “cantando bobagens em voz alta”, tirar as roupas e passar as mãos na sua mãe exigindo sexo ali, na frente de todos.

Sábado, 13 de dezembro de 2008. 2 horas da madrugada
Rua Helena Vilaron Xavier 26, Jardim Oliveira, Itu, SP

A mulher dorme com os três filhos na sala. O frentista chega embriagado, quer sexo ali mesmo, e com sua recusa ele a esbofeteia. Ela quer se separar, mas depende economicamente dele. Foram três socos na cabeça. Esse é o covarde e depravado Reinaldo.

Ele não titubeia, pega suas coisas e sai da casa ameaçando “voltar terminar o serviço que começou”. E o pior para aquelas crianças, sai deixando-os sem nada para comer e nenhum dinheiro para se manterem. Este é o covarde e chantagista Reinaldo.

Gritando na frente de todos que ela era vaca, puta, vagabunda, piranha e biscate. Diz saber que ela tem um amante e diz que matará a ambos se os flagrarem juntos. Ao mesmo tempo assume que tem uma amante, Mônica, em Parelheiros, bairro onde estava morando e trabalhando. Este é o covarde e imoral Reinaldo.

Ele só vinha no final de semana para ficar com as crianças. Mas a mãe se negava a deixá-lo levar os rebentos, visto que segundo ela, ele às levava para os bares, saindo dirigindo bêbado em alta velocidade. Este é o covarde e irresponsável Reinaldo.

Ele disse a ela: “Quer ver como eu calo sua boca, vagabunda”, e desferiu-lhe um soco. Esse homem saiu da casa e retornou logo em seguida para pegar a dentadura que ele havia esquecido. Este é o covarde e ridículo Reinaldo.

O oficial de justiça Rodrigues de Parelheiros teve dificuldade em encontrá-lo por lá, o endereço que dado por ele na polícia, Estrada da Colina 600, não existia, mas graças à dedicação do servidor da justiça, localizou-o morando e trabalhando no Auto Posto Áster.

O Dr. João Teixeira Alves, seu defensor, disse que nada disso foi verdade, que ele ia sair, ela segurou seu braço e que ele levou o braço com força para traz, atingindo-a sem querer. Ele por sua vez fez acusações a ela pelo relaxo com que cuida da casa e dos filhos. Mas prefiro achar que não é verdade o que ele diz, pois um verdadeiro pai jamais permitiria que seus filhos vivessem no ambiente como o que ele descreveu.

Este homem, se é que se pode chamar de homem este ser depravado, foi beneficiado neste processo de 2008, como em todos os outros, com a suspensão por dois anos. Sua pena é ir até o Fórum uma vez a cada dois meses e dizer que está tudo bem, e que não dá nada para ele. Isto é Brasil.

Um país onde os valores são invertidos. Se bobear, e temo até chamar uruca ao dizer isso, o alto-alegrense Reinaldo sairá como usuário, e portando sem pagar nada por este crime também. Os policiais que revistaram a criança, poderão responder pelo seu ato, afinal o menor estava protegido pelo ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente, e não poderia ter sido constrangido.

Prefeitos da cidade de Itu – 1948 à 2029

Chamar o Guarda de "Viado" custa 150 reais.

Quando disseram àqueles guardas civis municipais que iriam atender a mais um caso de desinteligência que ocorria pelos lados da Avenida Paz Universal, os homens foram preparados para tudo, ou quase…

O itabiense GCM Gilmar e o careaçuense GCM Almeida chegaram ao local e de pronto tiveram que partir para o socorro dos feridos. Menos mal, em geral a Guarda Municipal tem primeiro que colocar a casa em ordem para só depois socorrer os feridos, estava fácil de mais, não podia ser só isso.

Briga de bêbados, sempre briga de bêbados. Seria até difícil entender o porquê do governo municipal não declara a lei seca como outras comunas já o fizeram se não pela conveniência política, afinal não se pode tirar o circo da plebe. Dar realmente educação e cultura custa caro e não dá para meter a mão no dinheiro, circo é mais barato.

Os homens da guarnição acompanham Daniel Vinícius da Silva, um dos feridos até o PAM da Vila Martins, para receber os primeiros socorros. Também é levado um rapaz que se declarou amigo da vítima, o Ricardo Júlio Ferraz, um jovem que como os outros estava bêbado e assim cheio de coragem etílica.

Aquela noite para Ricardo só deverá terminar dentro de alguns dias, pois foi condenado a pagar R$ 150,00 de multa por uma única palavra dita aquela noite: viado!!! Dr. Hélio Villaça Furukawa, condenou-o a pagar no dia de hoje, 10 de julho de 2010, este valor à GAPISI (Grupo de Apoio, Prevenção e Informação ao Soropositivo de Itu).

A briga já havia terminado, todos estavam esperando apenas a liberação médica do colega para conduzir-lo de volta ao aconchego do lar, quando Ricardo, num rompante de sabedoria declarou: “Hoje é minha mãe que chora, amanhã será a dele!!!” Ameaça gratuita e até agora não entendi bem a quem foi dirigida, mas talvez nem ele soubesse.

Também já havia passado por um dos guardas que ajudaram no socorro, parado e declarado: “Não vou com a sua cara!!!” Procurou, procurou até que achou. Num momento de inspiração shakespeariana virou para um dos policiais e disse: viado!!! Bastou isso para que o jovem corajoso fosse convidado a voltar para dentro da viatura e passasse mais alguns agradáveis momentos conversando com o Dr. Antônio Carlos Padilha, delegado de polícia do 4º distrito policial de Itu.

A mãe de Ricardo talvez tenha estranhado naquela noite a falta de um filho tão preocupado consigo aquela noite, talvez a única na qual ele optou por ir se embriagar no meio dos amigos e arranjar briga em bar, mas talvez já esteja acostumada com isso e tenha uma idéia de onde errou.

Tenha fé senhora mãe do Ricardo, cujo nome prefiro não citar aqui, que enxugará dos teus olhos toda lágrima, não haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. Pena senhora mãe do Ricardo, que até que se cumpra esta palavra que está em Apocalipse 21:4, a senhora tenha ver teu nome usado por um filho que deveria estar ao seu lado e não em um bar buscando levar dor à uma mãe, a sua própria ou a de outros.

Aguardei ansioso durante todo o processo ouvir a voz de Ricardo, sua versão, sua defesa. Mas preferiu o silêncio, diante do delegado, do advogado, e do juiz. Um direito seu, escolher a hora de falar, escolhendo as palavras com cuidado dentro de seu piscoso vocabulário, tipo viado, por exemplo.

Quando disseram àqueles guardas civis municipais que iriam atender a mais um caso de desinteligência que ocorria pelos lados da Avenida Paz Universal, os homens foram preparados quase tudo, menos para isso.

Falsa comunicação de crime e sua punição.

Rodrigo Domingos Sevandija garantiu-me que a morte de Aparecido Donizetti Gobetti poupou Dr. Hélio Villaça Furukawa, juiz de direito da Comarca de Itu, de cometer uma injustiça. Confesso que não me dispus a discordar de Digão, como sempre, ficaria eu de cara emburrada um tempo, não lhe daria razão, mas no fundo sabia que como sempre ele tinha razão.

Terça-feira, 20 de outubro de 2010. – 7 horas e 15 minutos
Rua Lençóis Paulista 96, Cidade Nova, Itu, SP.

Quatro viaturas da Polícia Militar do Estado de São Paulo cercam a residência. Os agentes da segurança pública se preparam para entrar. Será uma ação de risco. O homem que está dentro daquela casa, avisa pelo telefone que está armado.

O torneiro mecânico Aparecido tem trinta e seis anos é o autor das ameaças. Ele passou a noite toda ligando para o telefone de emergência da polícia chamando para a residência. A afirmação era sempre a mesma: estou armado.

Os policiais invadem a casa onde ele mora sozinho. Aparecido está ainda ao telefone com o COPOM. É imobilizado. Era brincadeira. Ele não estava armado e sequer tinha uma arma em sua casa ou seu carro.

Perante o Dr. Antônio Carlos Padilha, delegado do 4º distrito policial de Itu, ele dirá que tem problemas com a bebida e sofre com alucinações. Se Aparecido simplesmente estava brincando, estava bêbado ou alucinado, agora nunca mais saberemos.

O delegado mandou para casa o homem, ele responderia pelos seus atos perante a Justiça, mas Aparecido era com certeza um trabalhador que nunca teve problemas com a Lei. Apenas uma pessoa que causou um baita de um problema.

Digão declarou que a justiça neste caso seria a simples suspensão do processo. Neste caso o juiz não puniria realmente o infeliz que fez a brincadeira seja lá por qualquer que tenha sido o motivo. Comprovando que neste país o crime não tem castigo.

Digão declarou que a justiça neste caso seria a solicitação de exames de quimiodependência e psicológicos. Neste caso o juiz não puniria realmente o infeliz, pois até o processo acabar já estaria extinta a punibilidade, e talvez até fosse considerado inimputável. Comprovando que neste país o crime não tem castigo.

Digão declarou que a justiça neste caso seria a imposição de alguma pena alternativa, como o pagamento de cestas básicas a alguma instituição filantrópica. Comprovando que neste país o crime não tem castigo, tem sim preço. Se eu estiver grana posso cometer qualquer delito, basta querer pagar, o que é de fato injusto.

Como não se aplicariam neste caso penas de prisão ou serviço comunitário, restaria ao Dr. Hélio Villaça Furukawa, juiz de direito da Comarca de Itu, cometer uma injustiça, seja para com o Aparecido, seja para com a sociedade.

Confesso que não me dispus a discordar de Digão, como sempre.

Os flanelões da Praça da Independência em Itu.

— Mesmo não tendo dúvidas que ele seja culpado – me respondeu meu amigo Chevalier Auguste Dupin com o seu sangue-frio habitual –, não haverá nenhuma lei que possa puni-lo, mas seria justo deixá-lo livre?

Estávamos nós naquele dia esperando sua esposa, que havia entrado na Igreja Nossa Senhora do Carmo de Itu, um patrimônio histórico sem igual em nossa cidade, quando assistimos aquela cena lamentável.

— Ah! Se ele fez besteira, é outra história; – continuou Dupin – mas que ele está acima da Lei, isto lá ele está. E veja, não se nos depara aqui uma razão suficiente para uma condenação. As penas devem ser proporcionais aos delitos.

Ao nosso lado dois artesãos expõem na Feira de Artesanato da Praça do Carmo também apreciavam a cena: Amauri Marquezi e José Denis Moreira, este um orgulhoso filho da cearense Jaguatibe.

— A justa cólera que está no seu coração – disse o Dupin apenas para me enervar – deve se curvar ante a generosidade, tão característica do povo brasileiro; que só condena um homem quando é absolutamente necessário.

O meu amigo francês sempre que podia ironizava os excessivos direitos que gozam os criminosos sul-americanos, desde os governantes aos mais simples contraventores  – segundo ele aqui é o paraíso da impunidade.

A cena por nós quatro assistida foi até que cotidiana. Qualquer um que queira ir até a Praça da Independência, um infeliz nome que deram para a Praça do Carmo, poderá encontrar um grupo de pingaiadas nas imediações do Restaurante dos Meninos.

Estes homens não usam de violência para exigir dinheiro dos transeuntes e pessoas que deixam o carro estacionado por lá, apenas se impõe trazendo uma sensação de insegurança e medo. E isso não chega a ser um crime – não há ameaça.

Algum tempo atrás a Guarda Civil Municipal em uma ação conjunta com a Secretaria de Ação Social e o Conselho Tutelar, fizeram um arrastão tentando cadastrar os mesmos e dar condições de recuperação destes indivíduos.

Obviamente eles não aceitariam de bom grado abandonar a farta colheita para se sujeitarem a viver em clínicas de tratamento, ou voltarem ao convívio familiar, e para agir com os relutantes os guardas municipais foram orientados a conduzi-los à delegacia, caso os pedintes demonstrassem condutas anti-sociais, como: embriagueis, vadiagem, perturbação do sossego, desacato…

Tudo deu em nada, apesar de todo o planejamento, ao chegarem os infelizes no distrito policial, foram liberados antes mesmos dos guardas. Afinal, isso é Brasil.

Agora estávamos vendo a conseqüência disso. A briga entre os vadios pelo ponto fez com que a Guarda Civil fosse chamada e um dos envolvidos, Antônio Donizeti Galvão, resolveu chamar os homens do GAP de: lazarentos, filhos da puta e guarda de merda.

O GCM Spinard e o GCM Godoy ouviram e verificaram com a chefia se deviam ou não conduzir para o DP, como o coordenador da equipe achou melhor deixar para lá, os homens liberaram Galvão. Que não se conformou e começou a ameaçar um dos guardas dizendo que iria matá-lo. Daí não teve jeito, DP.

Agora, nem eu mesmo sei se Galvão fez besteira, como afirmou meu amigo Dupin, o que eu sei é que ele tem razão: que este homem está acima da Lei, isto lá ele está.

Tuíze, Neto Beluci e a sabedoria tropeira.

Vale a pena se conhecer a Cultura Tropeira. É incrível como aqueles homens simples eram de tão grande sabedoria, um chute em nossa sociedade pós-moderna, pós-urbanização, e no cume da qual nos sentimos membros orgulhosos.

Os conceitos e preconceitos, partes viscerais de nossa vida e de nossa cultura, foram desnudadas de forma brilhante por Aldous Huxley em seu “Admirável Mundo Novo”, onde os ‘civilizados’ buscam distância dos brutais e boçais povos que viviam fora das muralhas de suas cidades.

Huxley também ensinou que “os homens são animais muito estranhos: uma mistura do nervosismo de um cavalo, da teimosia de uma mula e da malícia de um camelo.” E somar estas características únicas de nossa espécie com a tendência que temos por criar conceitos e preconceitos nos torna animais perigosos e quiçá irracionais.

Saber o quanto estamos agindo com consciência e quanto movidos pela afobação eqüina, a birra muar, e a manha maquiavélica, é um mistério que nossa própria mente jamais poderá julgar, e por isso, venho aqui deixar aos senhores aberto o espaço para seus comentários.

Admiro-me quando vejo que aqui no centro o respeito pelas faixas de segurança e a cortesia no trânsito são coisas tão pouco respeitadas, ao contrário da Cidade Nova. Bastam alguns minutos em frente ao Terminal da Vila Martins para que algum automóvel dê a vez aos pedestres, e isso sem semáforo!!!

Com a valorização da comunidade da Cidade Nova que há muito vinha sendo posta de lado e a criação do PETRANS (projeto da Guarda Civil Municipal – GCM Bellão), fomentou-se um ambiente propicio para que os cidadãos daquele bairro dessem exemplo aos que se intitulam ‘civilizados’.

A sabedoria da Cultura Tropeira ditava que é “pela andadura da besta se conhece o montador”. O tempo passou e os burros, os cavalos e os camelos foram substituídos pelos carros como meio de transporte, mas será que a analogia tropeira será ainda válida nos dias de hoje? 

Para ilustrar esta discussão coloco uma foto onde o candidato Tuize e seu vice Neto Beluci que virtualmente ‘fecham’ a garagem de uma casa em frente a Câmara Municipal, impedindo a entrada e saída do proprietário de sua garagem contradizendo sua própria pregação de respeito às leis e aos cidadãos. (coitado dos conezinhos – até empurrados foram)

Denúncia anônima é colocada em dúvida em Itu.

Perseguição! Três meses fora do sistema e já colocaram-no de volta.
Perseguição! Aqueles Guardas Municipais só o acusam por ter ele, anteriormente, passagem por tráfico, mas aquela droga era só para seu próprio consumo – argumenta o réu perante o Juiz.

Samuel da Silva Jacob foi coerente em suas declarações: as cinco pedras de crack embaladas em papel alumínio, uma a uma, e guardadas em um saco plástico preto estavam em seu bolso e ele estava andando pela rua quando foi abordado pelos Guardas Civis. Até o dinheiro batia: recebeu ele naquela quarta-feira a quantia de R$ 120,00 por um serviço que tinha prestado como servente, comprou as cinco pedras à R$ 10,00 cada uma, pronto, restaram R$ 70,00, e os guardas acharam com ele R$ 69,00. Que dúvida, se prenderam-no foi por perseguição.

Drª. Ana Maria dos Santos, defensora de Samuel, lembra inclusive que a quantia de droga apreendida era muito pequena, seria usada em um único dia. Ela ressaltou que Samuel não teve o amplo direito de defesa, previsto na Carta Magma: ela foi nomeada para acompanhar o caso, mas ele estava preso em Itapetininga, o que inviabilizou uma visita; já no Fórum de Itu não conseguiu uma entrevista privada com seu cliente, visto não ter no local um local próprio para isso.

O caso de Samuel prova que o legislador criou mecanismos para a defesa do cidadão, mas o Estado cuida para que estes direitos sejam apenas maquiagens, de forma a apenas parecer que existe Justiça. O cidadão não tem o advogado ao seu lado quando está sendo acusado na delegacia, e chegando aos tribunais sequer consegue conversar com seu ele.

Drª. Ana Maria também questiona o motivo pelo qual seu cliente teria sido preso: aonde estaria a fundada suspeita?

Segundo o GCM Délcio e o GCM Valdir, estavam eles patrulhando a região da Cidade Nova quando receberam uma informação do Controle da Guarda dizendo que um rapaz trajando blusa preta, calça jeans e boné preto e branco, estaria vendendo drogas na Rua Mauá. Dirigiram-se para lá e encontraram Samuel no local, tal e qual a descrição passada pelo Controle. Os dois guardas disseram na delegacia que a droga estava em um cano de escoamento de água próximo de onde estava Samuel. Disseram inclusive que na hora ele confessou a prática do crime, porém na 4ª DP ele se calou perante o delegado Dr. José Moreira Barbosa Netto.

Agora perante o juiz de direito, o Dr. Hélio Villaça Furukawa, gcm Valdir mantém o que disse, mas inicialmente afirma que a droga estava no bolso e depois lembra que estava no cano. Drª. Ana Maria aproveita para questionar o motivo da abordagem: será que de fato existiu mesmo a denúncia anônima feita ao Controle? Se não existiu tal denúncia estaria provado que de fato seria perseguição contra seu cliente.

Afirma o gcm Valdir que todas as denúncias ficam registradas e é feito relatório sobre eles. Dr. Furukawa determina então à Secretaria de Defesa do Cidadão que lhe envie tais documentos, assim como determina a presença do gcm Délcio para comparecer à próxima audiência e colocar tudo em pratos limpos.

Para Samuel, provar a sua inocência neste caso é de suma importância: além da pena deste crime ele perde também o benefício da Liberdade Provisória que mal tinha começado a aproveita.

Para a sociedade, provar a verdade neste caso é de suma importância, afinal, além da pena que será imposta ou não ao réu, está em julgamento a Guarda Civil Municipal de Itu e seus mecanismos de trabalho.

Flanelões de Itu disputam pontos à bala.

Manhã de domingo, saio eu da feira do Mercado Municipal de Itu, e vejo um homem encostado ao poste. A idade não me permitiu distinguir ao longe quem era, mas sabia ser um guardador de carros, pronto para extorquir.

Poucos sabem o sórdido e violento mundo em que vivem estes flanelões ituanos, defendidos por danas da decência, que não tem coragem de enfrentá-los, e imaginam que eles precisem de sua proteção contra as autoridades e demais cidadãos.

Poucos imaginam que os pontos de mendicância em Itu são disputados na ponta de faca e na mira das armas. Cada trecho do centro tem seu preço, que pode ser vendido, trocado, ou alugado, com pagamento feito em drogas ou dinheiro.

Há alguns anos, a Guarda Municipal, enfrentou estas damas da sociedade (em geral homens) que intervinham quando os guardas importunavam as crianças que guardavam carros, mas graças à persistência da GCM elas deixaram de mendigar naqueles recantos.

Quando a Guarda Civil Municipal tentou enfrentar os flanelões, a sociedade, encabeçada por essas mesmas damas, mobilizaram-se impedindo a intervenção do Estado. Afinal, são apenas uns pobres coitados, que nenhum mal causam à sociedade.

Não entrarei aqui no mérito da questão, só estou me aproximando daquele homem encostado ao poste e pensando nisso. Não darei dinheiro, nunca dou grana para estes chupins da sociedade, prefiro ter meu carro riscado a compactuar com a covardia.

Lembro-me também de um caso julgado há poucos dias pela Drª. Renata Carolina Casimiro Braga, o caso Reginaldo Mattauchi Camargo, o Paraná,  contra a Fazenda Pública do Estado de São Paulo. Ele, para quem não conhece, é um guardador de carros.

O flanelão que usa muletas e fica sempre ali na lateral da Igreja da Matriz, no centro da cidade de Itu. Paraná, como é conhecido, perdeu sua perna por um tiro disparado por um policial, e Reginaldo pediu então: aposentadoria, indenização por danos morais e mais.

O tiroteio se seu às 3:30 da madrugada de domingo, 29 de novembro de 2004, nas proximidades da Rua Dr. Salathiel Vaz de Toledo 190, no Jd. Alberto Gomes. Paraná foi à casa de Hélio, ambos disputavam aquele ponto ao lado da Igreja. Hélio o ameaçou com uma faca, Reginaldo foi com uma arma para garantir seu ponto de mendicância. Algo deu errado, a polícia chega ao local foi recebida a balas por Paraná. Tentou correr e foi alvejado na perna. Assim ele ficou aleijado.

Reginaldo orientado por dois dos mais respeitados nomes do direito ituano, Dr. Watson Roberto Ferreira e Dr. Carlos Roberto de Oliveira, não esperavam que sua linha de defesa fosse minada por Juliana Aparecida de Andrade, a amásia de Reginaldo.

A verdade veio à tona, e a juíza de direito não teve dúvidas, negou totalmente o pedido. Nenhum centavo deveria ser pago a Reginaldo. Os advogados obviamente recorreram da sentença, afinal somos nós contribuintes que pagaremos a tudo.

Quando me aproximo daquele homem encostado ao poste, mais me entristeço. Eu que faço questão de justiça e de pudor, mesmo sendo filho de uma cultura onde Deus ordenou a um que dormisse por dinheiro com mulheres alegres e lhes fizesse filhos, e a outro que matasse seu próprio rebento, não poderia ter cometido o erro, cometi.

Fui injusto, era o erudito Dr. Nicodemos Rocha quem encostado naquele poste. Tudo bem, meus preconceitos fizeram com que pensasse tudo o que lhes descrevi.

Quando cheguei-me até ao veterano advogado, fui recebido com um sorriso e uma questão: “Tá pensando mal de quem agora?“.

Outra injustiça, eu, pensando mal de alguém, veja se pode um negócio desses. Virei-me e segui meu caminho, conjecturando novas realidades.

Deixaram os carros no estacionamento e foram multados.

Nas últimas semanas tenho visto diversos casos de pessoas que nunca estiveram nas mãos da Justiça sentarem-se no banco dos réus. Uma empresária com negócio bastante lucrativo furtou algumas peças de roupa de baixo valor; um gerente de uma antiga e consolidada empresa furtou dois cones de sinalização; e outros casos deste naipe.

Pessoas comuns enfrentando por pequenos deslizes processos judiciais. Prova que nenhum de nós esta realmente livre de um dia passar por este constrangimento. Se alguma das pessoas que citei acima tivesse lido há um mês estas linhas que agora escrevo, provavelmente diriam que eu estaria errado, e que com elas jamais aconteceria.

Não é, no entanto o caso que irei relatar aqui hoje. Dois estudantes da CEUNSP ficaram surpresos ao saberem que seus veículos haviam sido multados naquele dia chuvoso, e tudo por falta de um pouco de bom senso e cortesia. No Brasil falta de educação pode não ser crime, mas gera multa.

Terça-feira, 6 de abril de 2010. 9h50

A cidade de Itu é um centro estudantil regional, todos os dias milhares de estudantes vêm de toda região para frequentar as diversas faculdades e do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio. Como não podia ser diferente a situação do trânsito durante a chegada e a saída dos educandos é crítica.

A viatura de patrulhamento de trânsito da Guarda Civil Municipal contorna a Praça do Patrocínio e se depara com três veículos estacionados em local proibido. Alguns agentes de trânsito preferem neste caso apenas anotar a placa e enviar a multa pelo correio, mas sempre existem exceções. É o caso do GCM Plínio, que prefere orientar antes de multar.

Naquela viatura estava justamente o GCM Plínio, que acionou o sinal de sirene, de modo a que os condutores retirassem seus veículos antes que fossem autuados. Nisto surgiu o manobrista da MR Estacionamento, Romeu Alves Rodrigues, morador do bairro Novo Itu. Informa ao guarda que ele é o responsável pelos veículos e que irá retirá-los.

Romeu sabe que deixar os carros estacionados ali é proibido, ele mesmo declarou isso, mas explica que esta atitude se dá por dois motivos, primeiro porque os próprios alunos deixam os carros fora, para que posteriormente sejam recolhidos pelo manobrista, e também por estando perfilados fora do estacionamento facilita as manobras.

Sua atitude na realidade é repetida por vários outros funcionários de estacionamentos da cidade, que para conseguir maior produtividade e lucratividade para as empresas para as quais trabalham utilizam-se das vias públicas para o lucro privado. A diferença, no entanto foi a maneira com que tratou o agente do trânsito.

Segundo Romeu apenas disse que demoraria um pouco, pois tinha que organizar os carros dentro do pátio, ao que o guarda respondeu que sendo assim multaria os veículos. Retirou um veículo e quando voltou o agente já estava multando os outros dois, ficou enfurecido e partiu para cima, dizendo impropérios.

O guarda conta que foi isso mesmo que aconteceu, Romeu só esqueceu de dizer que quando o agente disse que iria multar ele respondeu estupidamente: Se você quiser multar, multe. Após guardar o primeiro carro viu que o guarda estava multando mesmo e disse que ele estava atrapalhando seu serviço e que ele estava trabalhando na chuva, por sinal ambos estavam..

De fato estava chovendo, mas a água não foi em quantidade suficiente para esfriar os ânimos que ficavam a cada momento mais quente. Todos dormiriam tensos aquela noite, mas nada que não pudesse ser resolvido no dia seguinte. Os proprietários recorreriam das multas e talvez tudo se resolvesse, mas Romeu tinha que soltar essa:

Seu guarda de bosta, aproveita que você é um guarda de bosta e enfie as multas no cú.

O funcionário da MR Veículos depois de demonstrar o nível do treinamento que recebe de seu empregador foi convidado a seguir em uma viatura da guarda municipal até a delegacia de polícia. Romeu disse ao GCM Natalino que não entraria na viatura, mas depois de rolar no chão com os guardas… entrou.

O Dr. Wilson José dos Santos Múscari acompanhou Romeu na delegacia e esclarece que na realidade o rapaz jamais negou-se a ir até a delegacia, apenas disse que aguardaria seu advogado para seguir até lá.

Seja como lá como for, a delegada Drª. Lia Limongi Arruda Matuck Feres achou por bem indiciar o manobrista nos crimes de desobediência, resistência, e lesão corporal. O que poderia ter se resolvido com um sorriso, e um “desculpe seu guarda” se resolverá na sala de audiência do Dr. Hélio Villaça Furukawa, juiz da 2ª Vara Criminal de Itu.

Os jovens que estavam na escola naquela terça-feira sabem agora o porque foram multados, o empresário sabe agora que não mais deve usar a rua como pátio de manobras, e Romeu saberá em breve que faltar com a educação não dá cadeia, mas além de uma baita dor de cabeça custará também uma multa.