Carlota
Luciano do Secom
Normino da Rádio
Maria do Carmo Piunti
Dr. Sérgio Castanheira
Thiago Gonçales “adautinho”
José Galvão
Dito Roque
Mané da Saúde
Giva
Henrique de Paula
Wilson da Farmácia
Macruz
Categoria: Sem categoria
História da Guarda Civil Municipal de Itu 1ª parte
Secretário da Segurança de Itu recebe Guardas Civis.
Ao receber a diretoria da AGCMI, o secretário Marco Antonio falou da importância de uma associação forte e atuante para os guardas conquistarem melhorias. Essas vitórias beneficiarão além de suas famílias, toda sociedade, porque o GCM trabalhando satisfeito e com boas condições pode ajudar ainda mais a população.
Isso significa que a associação deverá buscar também o apoio da comunidade, participando de eventos e mostrando publicamente a importância do guarda como profissional e ser humano que merece respeito e deve ser valorizado, fortalecendo assim suas reivindicações.
O secretário Marco Antonio convidou a diretoria da AGCMI para conhecer as mudanças que serão implantadas nos estatutos que regem a carreira do Guarda Municipal, para isso agendará esse mês um novo encontro, e além dessa, outra reunião de trabalho com o secretario onde a AGCMI apresentará as solicitações passadas pelos guardas.
Gnóstico em Itu, um caso que aconteceu comigo.
Ele chamava a atenção com seu jeito calmo e festivo, e ficamos olhando para ele, nem ouvindo as marchinhas carnavalescas que a “Perola Negra de Itu” tocava próximo ao coreto.
Eleições para a Associação dos Guardas Civis 2016.
Vice Presidente: GCM Justino
Diretor Administrativo: GCM Allan Delon
Diretor Financeiro: GCM Rosival
Diretor Social: GCM Cunha
Secretário: Natalio
GCM Henrique
GCM Pinheiro
GCM Marcos Tadeu
GCM Hilton Freitas
GCM Pires
GCM RIzzi
Modelo de Estatuto de Associação de Guardas Civis Municipais.
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TÍTULO I
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Da Constituição e Organização.
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1
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Capítulo I
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Da Constituição, Da Denominação, Dos Fins, Da Sede, e Da Duração;
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Capítulo II
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Dos Objetivos, e Diretrizes de Atuação.
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Capítulo III
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Das Responsabilidades, Proibições, e Remuneração.
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3
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TÍTULO II
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Dos Associados.
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Capítulo I
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Dos Requisitos para Admissão, Demissão, e Exclusão dos Associados.
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Capítulo II
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Dos Direitos e Deveres dos Associados.
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4
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Capítulo III
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Das Penalidades.
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5
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TÍTULO III
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Do Orçamento Anual, Das Fontes de Recursos para sua Manutenção, e Do Patrimônio.
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7
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Capítulo I
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Do Orçamento Anual.
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Capítulo II
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Das Fontes de Recursos para sua Manutenção.
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Capítulo III
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Do Patrimônio.
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Capítulo IV
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Da Movimentação de Contas e Valores.
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8
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TÍTULO IV
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Da Administração.
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Capítulo I
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Do Modo da Constituição dos Órgãos Deliberativos.
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Capítulo II
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Do Funcionamento da Assembleia Geral.
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Capítulo III
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Da Composição e Do Funcionamento da Diretoria Executiva.
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9
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Seção I
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Da Composição.
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Seção II
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Das Competências.
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Seção III
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Das Reuniões e Deliberações.
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12
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Capítulo IV
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Do Conselho Fiscal.
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13
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Seção I
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Da Composição e Eleição.
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Seção II
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Da Competência do Conselho Fiscal.
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Seção II
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Das Reuniões e Deliberações.
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Capítulo V
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Do Conselho Administrativo e Deliberativo.
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Seção I
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Da Composição.
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Seção II
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Da Competência.
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14
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Seção III
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Da Das Reuniões e Deliberações.
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Capítulo VI
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Das Eleições Gerais e das Votações nas Assembleias.
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Título V
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Disposições Gerais.
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16
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Título VI
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Disposições Transitórias.
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Edição impressa do Aconteceu em Itu de Agosto 2015.
Dantas acusa frente a frente Oliveira Júnior.
Parecia um sonho.
Era como se de fato aquilo não estivesse acontecendo com ele. As pessoas vinham lhe falar, dizer que estava tudo bem, perguntando como tudo tinha acontecido, e ele respondia, mas parecia que não era ele que estava naquele corpo.
Hoje o jornalista Josué Soares Dantas Filho se lembra de que no hospital alguém lhe disse: “Por enquanto é só, mas vai ter mais.” Ele não consegue se lembrar de quem foi essa pessoa, sua cabeça não estava funcionando direito, mas tem certeza que não foi a mesma pessoa que na noite anterior quando ele estava no Restaurante Tonilu jantando e rindo com os amigos passou pela mesa em que ele estava e disse: “Esse riso logo vai acabar”.
Dantas conta frente a frente com empresário do futebol Élio Aparecido de Oliveira que foi o mandante do atentado que matou o advogado Dr. Humberto da Silva Monteiro e quase o vitimou também, o que viu e sentiu naqueles momentos sangrentos:
Ele estava dirigindo sua caminhonete cabina dupla pela Rua Luiz Gazzola, passando ao lado da Fundição Gazzola em direção ao Centro quando uma moto passou fazendo aqueles estampidos parecidos com tiros pelo lado do passageiro. Incomodado pelo barulho, parou de falar seja lá o que estava falando e se virou para pedir ao Dr. Humberto para fechar a janela.
A partir daí tudo foi muito rápido e estranho. O tempo parece que começou a fluir de maneira diferente, e ele parecia estar vendo um filme. Ao olhar para o advogado este se virou para ele, mas não estava o fitando e pedaços de sua cabeça voaram em sua direção. Dantas acelerou e correu para o hospital que ficava a poucos quarteirões dali, falando o tempo todo: “Respira que Deus vai tirar a gente dessa”, “Humberto, fica calmo, tudo vai dar certo”…
Mas não deu, nem para o Dr. Humberto que morreu, nem para foi acusado e ameaçado por meses, e nem para os criminosos que foram presos e condenados ̶ no caso de Oliveira Júnior apenas condenado por em quanto.
Ao ficar claro que o mandante do assassinato foi Oliveira Júnior, Dantas viu o empresário debochando do amigo morto na TV em um programa que ele tinha pela TV Convenção de Itu. Não aguentando a raiva ligou para a emissora para falar com o Oliveira, mas quem atendeu foi a secretária do empresário, e nessa ocasião Dantas o ameaçou dizendo que o “sangue do Humberto não morreria em vão”, que se a justiça não fosse feita ele mesmo “mataria o Oliveira”, e que “o empresário é um vagabundo, um sacripanta, um ladrão que roubou Roberto Carlos e o Ituano Futebol Clube…”, mas o tempo passou e …
… o sangue baixou, a coragem arrefeceu. Danta acabou marcando um encontro com o empresário em São Paulo, e lá pediu perdão por qualquer coisa que tivesse dito ou feito, afirmando que esperava ser perdoado pois estava com medo, e pedia para que o político não mexesse com sua família.
Por várias vezes Dantas repetiu que Dr. Humberto disse a ele e a sua irmã que se algo lhe acontecesse era para informar a polícia que teria sido Oliveira Júnior, pois ele documentos que comprometeriam o empresário, e essa acusação influenciou de maneira decisiva a opinião dos jurados da comarca. Afinal, quando o próprio morto diz que será assassinado por alguém, bem, é algo realmente a se considerar.
Oliveira Júnior acabou sendo condenado à vinte anos de prisão, mas ainda vai recorrer em liberdade. Na plateia do Tribunal do Júri, assistindo a tudo com a mais santa e inocente face estava Brito.
Dantas não se conforma como Brito participou desse crime. Para quem não conhece Nicéias de Oliveira Brito, ele é um moreno baixinho sexagenário, uma pessoa amável, simples e de bom coração. Como alguém iria imaginar que aquele senhorzinho iria intermediar um assassinato com tamanho sangue frio? Mas Brito via naquilo apenas um trabalho. Ele mesmo declarou em depoimento que não tinha nada contra Dr. Humberto e Dantas, mas Oliveira lhe pediu para arranjar alguém para fazer o serviço e ele arranjou.
Simples assim, como se tudo na realidade não tivesse passado de um sonho ou de um filme que ele tivesse assistindo de sua tv, no aconchego do seu lar.
Dr. Nicolau Iusif Santarém depõe no Júri.
Depoimento do delegado Dr. Nicolau aos jurados durante o Tribunal do Júri no qual o Élio Aparecido de Oliveira, o político e empresário do futebol conhecido como Oliveira Júnior, foi condenado a 20 anos de prisão em regime fechado.
No dia 26 de Janeiro de 2006 uma hora depois do crime ele chegou ao Hospital onde se encontravam as vítimas: o advogado Dr. Humberto da Silva Monteiro que havia falecido, e o jornalista Josué Soares Dantas Filho que não foi atingido.
Os tiros foram disparados pelo garupa de uma moto que estava a uns três metros e nem parou, portanto não foi um latrocínio. Foram quatro tiros: um na traseira do veículo, e os outros do lado direito, sendo que um na porta traseira em baixo, outro na porta dianteira na altura da maçaneta, e um quarto que teria passado direto.
Pela posição dos tiros, o delegado concluiu que foram disparados assustar as vítimas, e apenas por um azar um projétil acertou a cabeça do advogado depois de se desviar na lataria do veículo.
Nos dias seguintes apareceram muitas pistas, o que era esperado em um caso de repercussão como esse, mas parecia que estavam sendo passadas para confundir a polícia.
Separado o joio do trigo, chegou-se ao nome do Zeca, como era conhecido José Roberto Trabachini, que naquela época era o presidente da Torcida Jovem do Ituano. Bom, não foi fácil encontra-lo, pois já tinha sido preso por tráfico e por estelionato, e era um informante da polícia. Quando o delegado e os policiais chegaram a ele perguntando se ele estava envolvido nesse caso ele nem titubeou:
“Não. O Brito me pediu para arranjar uns garotos para fazer dar um susto no Dantas, eu arranjei, mas eles desistiram, pode perguntar para eles: o Careca (menor) e o Luizinho (menor).”
Depois o Zeca mudou sua versão acusando a própria vítima, o Dantas, de ter encomendado o atentado: o jornalista levaria como passageiro de seu carro o Dr. Humberto que era seu amigo até o local da emboscada, e ele contrataria alguns moleques para o serviço.
Zeca voltou para sua versão inicial depois de ficar preso um tempo e ver que seus advogados defendiam o mandante e não a ele. Quando já estava quase acabando o prazo para vencer sua prisão temporária ele não estava mais aguentando aquilo, e foi nesse momento que o Dr. Nicolau o procurou em Pilar do Sul onde estava preso, e ele acusou Oliveira Júnior como mandante.
Ele contou que a história envolvendo Dantas como mandante passada por orientação: do segurança do Ituano Clube que era seu cunhado Nicéias de Oliveira Brito; do testa de ferro do empresário, o Cleber Antonio Maldaner; e dos advogados arranjados pelo Oliveira Júnior.
Brito era fiel a seu chefe o Oliveira Júnior. Podia até preso, mas não ia falar.
Mas para a polícia o quadro já estava claro, além dos depoimentos, os advogados ligados a Oliveira Júnior sempre apareciam para acompanhar os envolvidos no caso, e isso era muito estranho. Agora faltava conseguir provar o envolvimento do empresário, e isso só poderia ser conseguido com um depoimento de Brito acusando o próprio chefe.
A prisão de Brito foi decretada pela Justiça. O tempo na prisão foi fazendo efeito. Devagar, devagarinho, o ele foi vendo seus comparsas abrirem o bico para conquistarem a delação premiada, e ao mesmo tempo seu chefe estava evitando contato com ele.
Brito era fiel ao Oliveira Júnior. Cansou de ficar preso e resolveu falar.
Brito contou que foi por Oliveira “dar um susto” no Dr. Humberto e Dantas, mas depois que os dois publicavam em um jornal a foto dele e da esposa acusando-os de ações ilegais, Oliveira mudou de ideia: agora queriam a ambos mortos.
Brito não tinha nada contra os dois, e argumentou com o chefe, afinal todo mundo desconfiaria do Oliveira, mas o empresário insistiu e mandou chamar para o serviço alguém que não tivesse ligação nem com ele.
Brito então foi atrás do Zeca, que arranjou os dois garotos que desistiram quando a ordem de “dar um susto” virou “para matar”.
Tonhão do Ituano Clube (Luiz Antônio Roque) ficou sabendo que os moleques pularam para trás e disse para o Zeca que: “Se quiser eu mando fazer o serviço, é dois palitos.” Tonhão e sua família são barra pesada, ninguém desconhecia disso. E de fato ele resolveu o serviço em “dois palitos”.
Bom, depois disso o delegado Dr. Nicolau Santarém disse que não acompanhou mais as investigações que ficaram por conta da delegacia de Sorocaba. Foi assim, segundo o delegado que as coisas aconteceram.
Duas causas da condenação de Oliveira Júnior.
Dr. Nicolau Iusif Santarém, delegado que conduziu na fase inicial o inquérito que investigou a morte do advogado Dr. Humberto da Silva Monteiro, recebeu rasgados elogios tanto por parte da defesa quanto por parte da acusação durante a sessão do Tribunal do Júri na qual o empresário e político Oliveira Júnior foi condenado a vinte anos de reclusão. Acusar as autoridades policiais de conseguir confissões sob tortura e pressão parece ser uma dos pilares canônicos dos advogados de defesa, mas Dr. Nicolau teve o cuidado de gravar em vídeo todas as inquirições e só ouvir os suspeitos na presença de seus advogados, com isso derrubando várias tentativas feitas de anulação do processo.
Mesmo com todos os cuidados tomados pela polícia, os diversos advogados que atuaram no caso insistiam que houve abuso, mas… dessa vez não deu.
Por incrível que isso possa parecer, foram justamente os advogados contratados por Élio Aparecido de Oliveira que o colocaram de forma inequívoca na cena do crime, e não as força policiais. Os jurados da comarca aceitaram a argumentação do Ministério Público que o batalhão de advogados que compareciam para acompanhar os suspeitos do crime só podia estar a paga do político.
“Quem é que pagava tantos advogados? Aquele preso que não tinha nem dinheiro para comprar leite para seus próprios filhos? Eu, o Promotor Público? Vocês, os jurados? O Ituano Clube? Quem?” ̶̶ bradava Dr. Ormeleze para os jurados.
Vários profissionais foram citados: Dr. Ricardo Luis de Campos Mendes, Dr. Marcos Alexandre Bochini, Dr. Newton Cesar, Dr. Haroldo Santarelli, Dr. Edward Simeira, e Dr. Artur Eugenio Mathias.
A vítima que sobreviveu, o jornalista Josué Soares Dantas Filho, chegou a afirmar que “Dr. Ricardo Mendes tinha uma paixão doentia pelo Oliveira Júnior, qualquer coisa que envolvesse o nome do homem ele estava lá para intervir”, e em outro momento do Promotor de Justiça Dr. Luiz Carlos Ormeleze, lembrou que era tal a dedicação dos advogados ao político que o Dr. Ricardo Mendes e o Dr. Marcos Bochini acabaram condenados em uma ação penal por práticas ilegais durante o processo.
Uma reunião feita pouco tempo após o crime no Jardineira Grill na Avenida dos Bandeirantes onde compareceram Cleber Antonio Maldaner, testa de ferro de Oliveira, advogados ligados ao político, e o intermediário confesso do crime Nicéias de Oliveira Brito, jogaram uma pá de cal em qualquer dúvida sobre uma ligação entre mandante e executores.
Resultado das Eleições 2014 para Deputado Federal em Itu.
Metade dos votos nominais (49,665%) depositados nas urnas da cidade de Itu, 59ª Zona Eleitoral, foram divididos entre seis candidatos:
Herculano Passos
— 11.295 votos —
16% dos votos válidos
Celso Russomanno
— 6.899 votos válidos —
10% dos votos válidos
Missionário José Olímpio
— 6.540 votos —
9% dos votos válidos
Tiririca
— 3.008 votos —
4% dos votos válidos
Jorge Tadeu
— 2.468 votos —
3% dos votos válidos
Vitor Lippi
— 1.768 votos —
2% dos votos válidos
A mulher como foco, ou melhor, a sociedade como foco.
Publiquei nesse blog mais de quinhentos textos, todos foram de minha autoria, no entanto hoje José Eduardo Bruno me enviou via Facebook um texto que realmente tinha que ser republicado na íntegra, se uma linha fosse alterada seria um crime contra a autora e sua obra…
De todas as transformações que o nosso país enfrenta, não tenho dúvida que a pior delas é inversão de valores.
Não estou falando dos atores, mas da plateia.
Quem determina o sucesso de um espetáculo é o público. Por melhor que sejam os atores e o enredo, se o público não aplaudir, a turnê acaba.
Nós somos a sociedade, nós somos a plateia, nós dizemos qual o espetáculo deve acabar e qual precisa continuar.
Se nós estamos aplaudindo coisas erradas, se damos ibope a pessoas erradas, de que estamos reclamando afinal?
Somos nós que continuamos consumindo notícias de bandidos presos e condenados.
Somos nós que consumimos notícias de arruaceiros que ganham mesada para depredar o nosso patrimônio.
Somos nós que damos trela para beijaços, toplessaços, marcha de vadiaças, dos maconheiraços, dos super-heróis que batem ponto em “manifestações” (e que gostam de cozinhar-se dentro de uma fantasia num sol de 45 graus), e todos os tipos de histéricos performáticos que querem seus 15 minutos de fama.
Quando fazemos isso, estamos dando-lhes valores que não têm. Estamos dando-lhes atenção. Estamos dedicando-lhes o nosso precioso tempo.
Passou da hora de dar um basta nisso!
Por que os nossos jornais estão recheados de funkeiros ao invés de medalhistas olímpicos do conhecimento?
Por que vende-se mais jornal com notícia de um funkeiro que largou a escola por já estar milionário, do que de um aluno brilhante que supera até seus professores?
Por que sabemos os nomes dos BBBs e não sabemos os nomes dos nossos cientistas que palestraram no TED?
Por que muitos não sabem nem o que é o TED? Ou Campus Party?
Por que um evento histórico para o Brasil como o ingresso da primeira turma feminina da Escola Naval não é noticiado?
Por que um monte de alienadas com peitos de fora, merecem mais as manchetes do que as brilhantes alunas, que conquistaram as primeiras 12 vagas, da mais antiga instituição de ensino superior do Brasil?
Por que nós continuamos aplaudindo a barbárie, se ainda temos valores?
O país não mudará se nós não mudarmos o foco!
Os políticos não mudarão se nós não refletirmos a sociedade que queremos!
Já passou da hora de nos posicionarmos!
Ostracismo a quem não merece a nossa atenção e aplausos para quem faz por merecer.
Merecer! Precisamos devolver essa palavra para o nosso dicionário cotidiano.
Meu coração ao olhar essa foto hoje, se divide em vários sentimentos distintos.
Muito orgulho de ser mulher e me ver representada por essas guerreiras.
Elas não estão fazendo arruaça pleiteando igualdade. Elas conquistaram a igualdade estudando e ralando muito.
Elas tiveram que carregar na mão as suas malas pesadas no dia que entraram na Escola Naval. Não puderam puxar na rodinha não! Tiveram que carregar na mão igual aos aspirantes masculinos.
Elas foram e fizeram.
Mas ao contrário das feministas de toddynho, não estarão nas manchetes dos jornais de hoje. E isso me evoca outros sentimentos.
Sentimentos de revolta, de vergonha, e de constrangimento frente a essas mulheres, que não serão chamadas de heroínas por
apresentadores de televisão. Mas estão dispostas morrer como heroínas por nosso país.
Parabéns Primeira Turma Feminina da Escola Naval de 2014.
Vocês são a dúzia que vale muito mais que milhares…! “
Carla Andrade
O jovem clérigo e as esperanças do velho padre republicano.
Padre João Batista de Oliveira Salgado não sabia que morreria menos de um ano depois daquele dia festivo do mesmo mal que levou quatro anos antes o Padre Miguel Corrêa Pacheco, na Epidemia de Febre Amarela, mas talvez tenha sido melhor assim.
Era o dia da padroeira da cidade, 2 de Fevereiro do ano de 1897, e ele permitiu que o campineiro Padre Elisiário de Camargo Barros dirigisse a missa solene na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária de Itu, terra onde vivia a família de Pe. Elisiário.
O brilho nos olhos de Pe. João Batista tinha sua razão de ser, pois aquele novo sacerdote prometia muito, e ele sonhava com o dia em que o teria como ajudante até sua aposentadoria. Padre João Batista era incansável na labuta diária, mas sabia que jamais teria coragem para propor mudanças e enfrentar novos desafios e projetos, não era sua cara, não tinha jeito para propor mudanças, mas aquele jovem…
A orquestra comandada pelo Maestro Tristão Mariano e a organista Maria Augusta conseguiam mexer com suas emoções, chorava por dentro se contendo por fora, pois a igreja estava cheia como era de se esperar. Foi um dia de festas e sonhos, mas nem tudo se deu como ele pensou. Seu corpo já havia se decomposto antes que o Padre Elisiário voltasse para Itu, mas muito se concretizou. O novo clérigo enfrentou sozinho os desafios do novo século usando as ferramentas que um jovem escolheria: ousadia e tecnologia. Até então não havia cerimônias no período noturno, e Padre Elisiário menos de um ano depois de assumir a paróquia dotou o templo de energia elétrica, e quem passasse então próximo da matriz a noite podia ouvir o rezar do terço e os cânticos em homenagem a Nossa Senhora do Rosário.
Padre João Batista teria gostado de ver isso, mas talvez tenha sido bom que não tenha ficado por mais tempo aqui entre os vivos, pois aqueles que ousam acabam tendo que enfrentar as autoridades, e isso ele não gostaria de fazer de jeito nenhum, apesar de defender os Ideais Republicanos em pleno Regime Monárquico – outro sonho que não veria em vida se realizar.
O jovem clérigo que naquele dia ele via com esperanças criou do Jornal A Federação em 1905, colocando suas prensas onde hoje é a Capela do Santíssimo. O periódico que ainda hoje é publicado se originou na Liga da Boa Imprensa que ele criou um ano antes. O Bispo viria a implicar com esse jornal dentro da igreja e este acabou sendo retira-lo de lá em 1914.
Pe. João Batista não enfrentaria uma autoridade como fez o jovem Pe. Elisiário, não teria nem admitido que isso acontecesse, jamais! Enfrentar abertamente e sem rodeios um bispo, meu Deus! Dentro dos limites do que era possível ele preferia até mesmo nem se encontrar com uma autoridade, e aquele confronto o teriam levado ao desespero, preferia morrer antes de enfrentar uma situação daquelas…
1 – Pe. João Batista de Oliveira teria colaborado no jornal com tendencias republicanas “O Guaripocaba” publicado em Bragança Paulista – http://www.usf.edu.br/galeria/getImage/385/2781392779563351.pdf
A revolta do Promotor de Justiça e o nosso futuro incerto.
Indignação não seria a palavra apropriada, talvez um misto de fúria e irritação descrevesse melhor o sentimento externado durante a audiência do Tribunal do Júri de Itu em 22 de Maio de 2014 pelo Promotor de Justiça Dr. Luiz Carlos Ormeleze. Indignação não é também a palavra apropriada para definir o que eu sinto quando penso no que aconteceu, estando mais para um misto de medo e revolta.
Sejam lá quais forem nossos sentimentos o que não podemos é ficarmos indiferentes ao que aconteceu e ao que pode vir acontecer se tivermos como regra seguir por essa trilha. A vida e a segurança de cada um de nós dependerão do desenrolar desse caso.
O réu que supostamente ligado ao PCC e mentor e executor da onda de assaltos às chácaras que ocorriam em nossa cidade até 2004, além de já ter sido condenado em um duplo homicídio e suspeito de praticar um terceiro de um colega da facção criminosa Primeiro Comando da Capital, quase volta ao convívio de nossa sociedade.
Esse sujeito foi condenado pelo Tribunal do Júri de nossa cidade por ter assassinado por motivo fútil e através de traição um companheiro que trabalhava com ele em um posto de gasolina e que possivelmente teria uma promoção passando a ser seu chefe: armada a emboscada lhe desferiu dez facadas sendo a primeira pelas costas.
Digam-me os senhores, se eu não tenho motivos para me preocupar quando através de um processo revisional um sujeito como esses poderia ter sido colocado em liberdade? O Promotor de Justiça se indignou (Ah! É pouco) com a pronúncia por ter sido feita em um acórdão de uma página e meia de pífia argumentação.
Não creiam que eu e o Promotor de Justiça vemos o caso e medimos as consequências da mesma forma.
A fúria e a irritação do Promotor de Justiça se deram por ter sido um caso sólido que nada justificaria a afronta e a anulação da soberana decisão do Tribunal do Júri — segundo ele “uma verdadeira aberração”.
O medo e revolta que eu sinto é pelo que pode vir por aí. Hoje quase tudo é permitido: menor traficando e matando, contrabando, pirataria, sonegação… Só não vê quem não quer que nosso sistema penal e prisional faliu, consequência de nossa escolha do sistema político e educacional. Mas agora provavelmente homicídio — pasmem, até assassinato — passará a impunidade.
Claro que a lei não foi mudada e não se apregoará aos sete ventos que poderemos matar, mas na prática é o que ocorrerá se os argumentos utilizados pelo Desembargador Ivan Marques forem adotados como norma.
Gostaria de viver em uma sociedade ideal onde a decisão desse desembargador poderia ser considerada como correta, mas não vivemos em uma sociedade nem ideal e nem justa. Não temos no Brasil um CSI com todos seus equipamentos e pessoal — se bem que provavelmente a segurança pública americana custe menos que a nossa — aqui os raros casos de homicídio que são concluídos pela Polícia Civil e chegam à Justiça não são frutos de uma intensa investigação científica e recheadas de testemunhas e provas materiais. Dentro dessa nova regra deixa de ser proibido o assassinato, passa apenas a ser proibido ser muito burro e assassinar na frente de testemunhas e não se livrar da arma do crime.
Agora cabe a sociedade se posicionar para que nossa polícia que se diz investigativa, a Polícia Civil tenha meios e pessoal para poder investigar de fato, pois se a posição do Desembargador Ivan Marques se tornar corriqueira, nós estaremos definitivamente abandonados a nossa própria sorte.














