Matador de aluguel: precauções e riscos
Ao considerar contratar um matador de aluguel, é importante lembrar que muitos golpistas se aproveitam do nome do Primeiro Comando da Capital, a facção PCC 1533.
Aqui, neste site, aproximadamente 25% dos contatos são de pessoas buscando um matador de aluguel. No entanto, contratar um através de um site pode levar a ser vítima de extorsão.
Perfil dos matadores de aluguel do PCC
Os matadores de aluguel, também chamados de “pistoleiros”, são membros ou associados do PCC 1533 contratados para realizar assassinatos. Frequentemente, esses crimes são motivados por disputas internas, vingança ou retaliação. Esses matadores são temidos por sua rapidez, precisão e brutalidade.
Histórias de golpes envolvendo o PCC
É comum o uso indevido do nome do Primeiro Comando da Capital em golpes. Assim como Aline, muitos já foram enganados. Por isso, é importante sempre estar alerta. Ninguém cai em um golpe intencionalmente, e todos nós somos suscetíveis a erros e armadilhas.
Cuidado, não se engane, muitos utilizam o nome da facção para enganar, mas aí, Ricardo Araújo Pereira me mostrou o absurdo que seria isso.
Casos reais de golpes e armadilhas
Para ilustrar a realidade desses golpes, compartilharemos dois casos. Um narrado por Aline e outro testemunhado pessoalmente. Em ambos, o nome da facção paulista foi usado para impor força e respeito, mostrando a importância de se manter atento e cuidadoso ao lidar com essa questão.

Matador de aluguel: A história de Aline
Aline decidiu eliminar alguém que a ameaçava e, sem envolvimento no crime, procurou um matador profissional no Google. O primeiro resultado foi um site chamado matadordealuguelprofissional.tk, que oferecia o serviço por R$5.000 com garantia de anonimato. Apesar de parecer um golpe óbvio, é importante lembrar que todos nós podemos ser enganados de diferentes maneiras.
A relação entre golpes e a facção PCC
Muitas pessoas acreditam que podem usar a força do PCC para se vingar após caírem em golpes. No entanto, não é assim que funciona. Ninguém neste site possui ligação com a facção paulista, e mesmo que tivessem, o Dicionário do PCC estabelece punições apenas para membros que utilizam inadequadamente o nome da organização.
Fica caracterizado quando o integrante foge do que rege a nossa disciplina, não passando uma imagem nítida da organização, quando se coloca como faccionário diante da massa, desrespeitando e agindo totalmente oposto ao que é pregado pela facção.
Punição: exclusão e fica sendo analisado pela irmandade local e pela Sintonia.
Regimento Disciplinar do Primeiro Comando da Capital
O artigo 33 do Dicionário do PCC descreve a punição para membros que desrespeitam a organização, mas essa regra não se aplica a golpistas não afiliados. Portanto, o PCC não se envolverá nesse tipo de questão. Aline também não recorrerá à polícia, já que pagou por um assassinato não realizado.
Golpes e consequências
Assim, o site fraudulento continuará ativo, hospedado em um provedor na Oceania, e vítimas desavisadas continuarão depositando dinheiro na conta do golpista em uma agência do Itaú na Avenida Paulista. A história de Aline serve como alerta para todos que buscam matadores de aluguel e os perigos envolvidos nessa escolha.

Matador de aluguel: Viagem ao Paraguai
Aventura no Paraguai
Há alguns anos, um conhecido fechou um negócio lucrativo no Paraguai, e ansioso, compartilhou comigo. Cético, comecei a questionar a situação. Em setembro do ano passado, iniciei minha viagem rumo a Foz do Iguaçu, ansioso para ver as cachoeiras.
Desfrutando da jornada
No caminho, parei em Maringá, perto da Catedral, para almoçar e aproveitar o passeio. Se tudo ocorresse conforme o planejado, o conhecido chegaria a Foz de avião no mesmo dia e ficaria no mesmo hotel que eu.
Monitoramento e precauções
Embora não tivéssemos contato direto em Foz, já estava rastreando seu aparelho há dois dias. Os fornecedores buscariam meu conhecido no hotel e o levariam a algum lugar em Pedro Juan Caballero. Minha função era segui-lo à distância e, se necessário, tentar garantir sua segurança neste mundo perigoso.

Matador de aluguel: Todos nós somos enganados
As armadilhas da vida
Após almoçar em Maringá, soube que a operação havia sido cancelada. Wagner Amantino Maciel, um importante membro da facção, foi encontrado morto após uma emboscada no Paraguai. Se até ele, envolvido em complexas operações do Primeiro Comando da Capital, foi traído, quem somos nós para escapar?
Lições de ingenuidade e traição
Aline agiu ingenuamente ao contratar um matador de aluguel pela internet. Quem burla a lei, como Wagner, pode ser enganado e morto. Acreditamos na lei do retorno, mas somos todos iludidos por políticos a cada dois anos. Roubados e vitimados pela criminalidade e falta de serviços básicos, enfrentamos um mundo cruel.

A lista de Ricardo Araújo Pereira
O cronista da Folha, Ricardo Araújo Pereira, menciona alguns motivos pelos quais não se deve aconselhar calma a quem a perdeu. Eu não vou deturpar suas palavras, mas vou usá-las para mostrar por que não devo dizer que você não deve acreditar em alguém que se diz PCC:
- Cair em um blefe não depende de nossa vontade. Raramente acreditamos em um golpe porque queremos. “Vou ser enganado agora, que legal” ou “eu vou fazer um grande negócio, parece até enganação, vou arriscar só para conferir”. Não é a razão que estará no comando da pessoa, mas sim a emoção, e meus argumentos não têm o poder de influir nas decisões emocionais de ninguém.
- A pessoa que recomenda o cuidado se sente superior àquela que está sendo aconselhada e, no geral, nem se dá conta das inúmeras vezes em que foi enganada em sua vida.
- É fácil dizer a alguém que é um absurdo comprar drogas e armas de um novo fornecedor ou contratar um matador de aluguel pela internet quando não se tem uma ameaça à sua vida ou à de seus familiares, no aconchego do lar e lendo um texto na internet. Só quem já passou por momentos de desespero, nos quais a razão se cala diante da emoção, pode julgar os desafortunados.
- Existem alguns cartazes dizendo que se deve tomar cuidado, mas “nenhum conselho digno de ser seguido é formulado num meme”.
Ah! Antes que me esqueça, o acordo com aquele fornecedor de Pedro Juan Caballero, com quem meu colega deixou de fazer negócios, não era uma armadilha. Outro conhecido se arriscou mais e acabou fazendo bons negócios ― até que a casa caiu por outros motivos.

Análise de IA do artigo: Contratar matador de aluguel do PCC ou assassino do PCC
Análise factual e de precisão
📌 Dados factuais
- O artigo afirma que há um modelo de golpe em que sites falsos oferecem “matador de aluguel do PCC”, cobrando valores como R$ 5 000, usando suposto anonimato; muitos contatos no site são de pessoas buscando contratar assassinato (~25 %).
- Relata o caso fictício ou narrativo de “Aline”, que buscou assassino via Google, acessou site, pagou, mas só foi extorquida.
- Menciona que o PCC não é responsável por isso, e que o “Artigo 33” do Regimento Disciplinar pune membros que usam indevidamente o nome do PCC, mas não se aplica a golpistas não afiliados.
- Um segundo relato descreve uma viagem ao Paraguai, com menção à morte de “Wagner Amantino Maciel”, suposto membro do PCC traído e assassinado no Paraguai, com a narrativa de risco e traição.
- O autor declara que não tem vínculo com o PCC, que o site já foi tirado do ar, e alerta que muitos pedidos continuam chegando para contratar assassinato ou suicídio assistido por extorsão.
🔍 Comparação com informações independentes verificadas
- Golpes ligados a suposto “matador do PCC” são frequentemente reportados por autoridades, e caracterizam extorsão ou charlatanismo, não contratos genuínos com faccionários. A ideia de contratação online de assassinato é improvável em grupos criminais do porte do PCC. Há relatos de extorsões reais em que golpistas exigem dinheiro fingindo conexão com facções.
- A presença real do PCC no Paraguai é bem documentada: o PCC expandiu sua atuação no país como rota logística e força criminosa na fronteira, mas não há evidência de venda de serviços de exterminação via internet. Operações no Paraguai focam tráfico de drogas, armas, contrabando, e ações violentas, mas de natureza corporativa ou territorial, não “serviços sob encomenda” via site.
- O caso da “Patroa do PCC”, Elaine Souza Garcia, e sua relação com assassinatos encomendados mostra que o PCC tem envolvimento real com “matadores de aluguel”, porém dentro de estrutura hierárquica e operacional, não comércio aberto e público via páginas web. Esse tipo de arranjo é investigado pela polícia e tem confirmação documental, mas não semelhante ao formato exposto no artigo.
- A jurisprudência jornalística (Folha, ND Mais) inclui casos de pessoas presas por contratarem assassinos de aluguel (por recurso financeiro, herança etc.), mas raramente há conexão com facções; trata-se de crime privado com executores avulsos, não PCC.
✅ Conclusão factual e análise de precisão
Elementos factuais plausíveis:
- Golpes que usam o nome do PCC como fachada para extorsão.
- Pessoas realmente buscando “matador de aluguel” via internet e sofrendo golpes financeiros.
- A facção só pune membros que usam seu nome indevidamente, segundo seus regimentos internos.
Elementos factuais sem comprovação:
- A história detalhada de “Aline” e seu pagamento por assassino de aluguel – não há fonte externa que confirme esse caso.
- A narrativa de “Wagner Amantino Maciel” morrendo no Paraguai – não há registro público ou policial oficial correlato.
- Proporção de “25 % dos contatos do site buscando matador” – não há dado externo ou estatística independente que valide esse percentual.
Conclusão:
O artigo se baseia na lógica de golpes reais em que o nome do PCC é cooptado por estelionatários, o que é concretamente verificado nas investigações policiais. No entanto, as histórias específicas narradas—Aline, viagem ao Paraguai, morte de Wagner—são relatos não corroborados por fontes confiáveis ou investigações externas. Portanto, a parte geral de alerta ao golpe é legítima, mas os detalhes narrativos devem ser interpretados como indício ou dramatização, não como eventos comprovados.
Análise Aprofundada sobre a Alegada Oferta de Assassinos de Aluguel pelo Primeiro Comando da Capital (PCC)
Resumo Executivo
Este relatório apresenta uma análise aprofundada do artigo “Contratar Matador de Aluguel: Assassino PCC”, publicado no site faccaopcc1533primeirocomandodacapital.org, contrastando suas alegações com dados verificados de fontes acadêmicas, governamentais e jornalísticas. A análise visa determinar a veracidade das afirmações sobre o envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) em assassinatos por encomenda para terceiros e contextualizar essa atividade no panorama do crime organizado brasileiro.
Embora os documentos formais do PCC não corroborem a existência de um “Artigo 33” ou de uma política oficial de oferta de serviços de matadores de aluguel para não-membros, há evidências jornalísticas, como a entrevista de um matador de aluguel que se declara afiliado ao PCC, que sugerem a atuação de indivíduos ligados à facção nesse mercado. O PCC, comprovadamente, utiliza a violência letal para disciplina interna e em disputas territoriais. O mercado de matadores de aluguel no Brasil é uma realidade, com ofertas inclusive online, e suas motivações são diversas, indo além das dinâmicas das facções.
A complexidade da atuação do PCC, que mescla um discurso de “resistência” com práticas brutais, e a crescente digitalização do crime organizado, exigem abordagens multifacetadas para a segurança pública. A disseminação de informações ambíguas ou falsas sobre o crime organizado online representa um desafio significativo para a compreensão pública e para as estratégias de combate.
1. Introdução: Contexto e Objetivos da Análise
1.1 Apresentação do Artigo Alvo e do Site
O foco desta análise é o artigo “Contratar Matador de Aluguel: Assassino PCC”, datado de 14 de fevereiro de 2023, e acessível através da URL https://faccaopcc1533primeirocomandodacapital.org/2023/02/14/contratar-matador-aluguel-assassino-pcc/. Este artigo constitui o objeto central da investigação, cujas alegações são minuciosamente examinadas.
O artigo está publicado no domínio faccaopcc1533primeirocomandodacapital.org. Este site se descreve como um “Site de notícias, estudos, artigos acadêmicos, fatos, histórias, e estatísticas referentes à facção paulista”. Essa autodefinição sugere uma plataforma dedicada à análise e divulgação de informações sobre o PCC, o que exige uma avaliação cuidadosa de sua credibilidade e propósito.
Ricard Wagner Rizzi, o autor do site, faz uma declaração explícita e crucial: “Este site, seu autor, e seus colaboradores não possuem nenhuma vinculação com a facção Primeiro Comando da Capital PCC”. Rizzi tem um histórico de escrita sobre histórias policiais e, notavelmente, conseguiu se integrar a grupos de WhatsApp do PCC, o que lhe permitiu obter informações de primeira mão antes de ser excluído devido aos riscos inerentes a essa proximidade. A dualidade entre o acesso a informações internas e a negação de afiliação é vital para a interpretação de seu conteúdo.
Tentativas de realizar uma busca WHOIS direta para o domínio faccaopcc1533primeirocomandodacapital.org resultaram na mensagem “This website is inaccessible”. Essa inacessibilidade, embora não impeça a análise do conteúdo já extraído, adiciona uma camada de opacidade à infraestrutura do site e à identidade de seus operadores. A escolha de um domínio que sugere uma afiliação direta com o PCC, combinada com um aviso explícito de desvinculação e a dificuldade em rastrear a propriedade do site, cria um perfil de credibilidade complexo e ambíguo. O site não atua como um canal de comunicação oficial do PCC, nem como uma plataforma acadêmica ou jornalística puramente desvinculada. Em vez disso, ele ocupa um espaço intermediário, disseminando informações sobre o PCC, possivelmente extraídas de fontes internas genuínas, enquanto se distancia legalmente da organização. Essa abordagem pode ser uma salvaguarda legal para o autor ou uma estratégia para evitar a atenção direta das autoridades. A opacidade do registro do domínio reforça a necessidade de cautela ao avaliar o conteúdo, sugerindo um esforço deliberado para ocultar a identidade do registrador, prática comum em domínios que tratam de assuntos sensíveis ou ilícitos. Para os propósitos deste relatório, o conteúdo do site deve ser tratado com um alto grau de escrutínio, pois as afirmações nele contidas não podem ser aceitas como pronunciamentos oficiais do PCC, mas sim como informações filtradas por uma terceira parte não afiliada, embora aparentemente informada.
1.2 Metodologia de Análise e Fontes de Dados
A metodologia empregada nesta análise é fundamentalmente crítica e comparativa. Inicia-se com uma dissecação detalhada das alegações contidas no artigo-alvo. Em seguida, essas alegações são sistematicamente contrapostas a um corpus de dados provenientes de fontes consideradas confiáveis e verificadas.
Para garantir a robustez da análise, foram consultadas diversas categorias de fontes: estudos acadêmicos sobre a estrutura, ideologia e atuação do PCC, que fornecem um embasamento teórico e empírico sobre a facção; relatórios oficiais de organizações internacionais, como o relatório da UNODC sobre homicídios, e dados do governo federal brasileiro sobre segurança pública, que oferecem estatísticas e análises macro; e reportagens investigativas de veículos de imprensa reconhecidos por seu jornalismo investigativo, como Jovem Pan, R7, O Povo e Band, que trazem informações sobre casos específicos e tendências criminais.
2. Análise do Artigo “Contratar Matador de Aluguel: Assassino PCC”
2.1 Principais Alegações e Conteúdo
O título do artigo, “Contratar Matador de Aluguel: Assassino PCC”, sugere diretamente que o Primeiro Comando da Capital oferece serviços de assassinato por encomenda. A implicação é que a facção atua como um provedor de violência letal para clientes externos, além de suas operações internas e disputas territoriais. Embora o conteúdo específico do artigo não esteja detalhado nos dados fornecidos, o contexto da consulta (“Contraponha com dados disponiveis em seu banco e com informações de fontes confiáveis na internet”) sugere que o artigo possa fazer referência a um suposto “Artigo 33” do PCC. A existência desse “Artigo 33” implicaria uma regulamentação formal dentro da facção para a oferta de tais serviços, conferindo-lhes uma base “legal” interna.
2.2 Linguagem, Propósito e Implicações
Sem acesso direto ao texto completo do artigo, infere-se que a linguagem utilizada é provavelmente direta e potencialmente sensacionalista, dada a natureza do tema e o título provocativo. O tom pode variar entre informativo e alarmista, visando capturar a atenção do leitor.
O propósito primário do artigo parece ser o de informar, ou desinformar, o público sobre uma suposta faceta da atuação do PCC. Isso pode ter múltiplos objetivos, como amplificar a imagem de poder da facção, reforçando a percepção do PCC como uma organização onipresente e capaz de oferecer uma gama diversificada de “serviços” criminosos. Outro objetivo pode ser atrair audiência, capitalizando sobre o interesse público e a curiosidade em torno de organizações criminosas e crimes violentos. Mesmo com o aviso de não afiliação, a publicação de tal conteúdo pode, inadvertidamente ou intencionalmente, servir como uma forma de propaganda indireta para a facção, projetando uma imagem de eficiência e alcance.
A ausência do texto completo nos dados fornecidos impede uma análise direta de chamadas explícitas para ação ou oferta de serviços. No entanto, o título por si só (“Contratar Matador de Aluguel”) já sugere uma oferta implícita ou explícita de serviços, mesmo que seja apenas para fins de reportagem ou dramatização. A existência de um artigo com tal título em um site que se apresenta como fonte de notícias sobre o PCC, mesmo negando afiliação, reflete a complexa dinâmica de disseminação de informações, e desinformação, sobre o crime organizado na internet. Tais artigos podem servir para propaganda, intimidação, ou mesmo para atrair clientes para o mercado de crimes por encomenda, independentemente de serem diretamente operados pelo PCC. A mera sugestão da capacidade do PCC de fornecer esses serviços já contribui para a construção de uma narrativa de poder e controle. Essa dinâmica é um desafio significativo para a segurança pública e para a aplicação da lei, pois borra as linhas entre o jornalismo factual, o sensacionalismo e a potencial solicitação ativa de serviços ilícitos. Isso torna cada vez mais difícil para o público discernir informações confiáveis de narrativas criminosas, e para as autoridades efetivamente combater e desarticular essas manifestações digitais do crime organizado. O artigo, ao enquadrar o assassinato por encomenda como um serviço do PCC, potencialmente normaliza ou legitima essa forma extrema de violência dentro de um mercado criminal mais amplo.
3. O Primeiro Comando da Capital (PCC): Estrutura, Ideologia e Atuação
3.1 Origens e Princípios Fundamentais (Paz, Justiça, Liberdade, Igualdade, União)
O Primeiro Comando da Capital (PCC) foi fundado em 1993, com sua data de aniversário celebrada anualmente em 31 de agosto. Esta data marca o início de uma das mais influentes organizações criminosas do Brasil. Os princípios centrais que guiam o PCC, e que são reiterados em seus documentos internos, são PAZ, JUSTIÇA, LIBERDADE, IGUALDADE e UNIÃO (PJLIU). Estes termos são apresentados como pilares de sua ideologia.
O “Guidebook of the First Command of the Capital” (Guia do Primeiro Comando da Capital), um documento interno disponível no site analisado, é descrito como um programa motivacional. Seu propósito é fomentar a unidade do grupo e legitimar o PCC como um representante da resistência contra um sistema opressor que, segundo a facção, impede a inserção dos mais pobres na sociedade. Este discurso busca dar uma roupagem social e política à organização. O guia detalha o significado desses princípios dentro do contexto da facção: PAZ é interpretada como o fim das injustiças e opressões sofridas pelos presos; JUSTIÇA representa a luta pelos direitos e respeito; LIBERDADE é vista como a libertação de dominadores e injustiças, sendo o principal objetivo a liberdade da prisão e a luta para mantê-la na rua; UNIÃO é a consolidação da união já existente entre os membros; e IGUALDADE é o significado consolidado da união, onde a “Família” do PCC funciona como uma engrenagem de assistência e proteção para presos e familiares.
3.2 Dinâmicas de Poder e Uso da Violência Interna
Nas prisões paulistas, o PCC expandiu-se como uma instância reguladora de conflitos e uma fonte de elaboração de normas de convívio. Seu domínio é baseado tanto em um discurso de união e solidariedade quanto no exercício da violência física. A utilização da violência pelo PCC não é estática; estudos indicam que a organização passou por três momentos distintos em sua forma de empregar a violência, adaptando-se às suas necessidades e ao contexto.
Desde 2002, o PCC adota uma estrutura que se autodenomina “chefia sem mando”, onde o comando não reside em figuras únicas e poderosas. Em vez disso, a organização se consolida através de “sintonias” (coordenadores), que atuam como o modo de organização predominante. Essa descentralização visa garantir coesão, solidariedade e disciplina entre seus integrantes para a exploração de negócios ilícitos.
O Estatuto do PCC, conforme apresentado no site analisado, detalha rigorosas regras de conduta e lealdade. O “Item 9” do Estatuto é particularmente enfático: membros que desfrutam dos benefícios, mas se afastam por medo de perder a liberdade ou falta de interesse, são avaliados, e o oportunismo pode ser caracterizado como traição, cujo “preço da traição é a morte”. O “Item 17” reforça que quem “mexer com nossa família” terá a família exterminada, e que “vida é paga com vida e sangue deve ser pago com sangue”. Há casos comprovados de execuções de indivíduos considerados “delatores” ou “traidores” da facção. A Polícia Civil revelou que o assassinato de Vinícius Gritzbach, um delator do PCC, pode ter sido encomendado por um “consórcio” de integrantes da própria facção. De forma mais geral, o PCC é conhecido por “cobrar traições com assassinatos”, com corpos sendo “desovados no meio da rua”.
Existe uma clara dissonância entre o discurso do PCC, que projeta uma imagem de “resistência” e “justiça”, e sua atuação, que envolve violência brutal para manter a disciplina interna e o controle territorial. Essa dicotomia é fundamental para entender a complexidade da facção. A “justiça” que promovem é uma justiça interna, voltada para a manutenção de sua própria ordem e negócios ilícitos, não uma justiça social ampla. Essa narrativa ideológica serve para cooptar membros e justificar suas ações, enquanto a violência é a ferramenta pragmática de controle. A execução de delatores e traidores não é um ato aleatório de violência, mas um componente fundamental e calculado do aparato de governança e segurança do PCC. Serve como um impedimento poderoso e inequívoco contra a deserção, a delação ou qualquer ato percebido como desleal. Essa aplicação rigorosa das regras internas por meio da violência letal garante a segurança operacional da organização, mantém a coesão interna e reforça a autoridade absoluta das “sintonias”. É uma aplicação estratégica da violência para preservar a integridade e o poder da empresa criminosa. Essa violência disciplinar interna generalizada ressalta a lealdade extrema exigida pelo PCC e as severas consequências para a desobediência, tornando os esforços de coleta de informações e infiltração excepcionalmente desafiadores e arriscados.
3.3 Expansão e Conflitos com Outras Facções
O PCC e o Comando Vermelho (CV), outra grande facção criminosa brasileira, estão em guerra aberta pelo domínio do tráfico de drogas. Essa disputa se manifesta intensamente nas regiões de fronteira do Brasil com países produtores como Paraguai, Bolívia e Colômbia, e também pela hegemonia do tráfico em diversos estados brasileiros. Essas disputas frequentemente resultam em confrontos violentos, inclusive dentro do sistema prisional, como evidenciado por rebeliões com múltiplas mortes.
O Estatuto do PCC afirma que a facção não possui limite territorial. Todos os membros “batizados” (iniciados) são considerados parte do Primeiro Comando da Capital, independentemente de sua localização em qualquer cidade, estado ou país, e são obrigados a seguir sua disciplina e hierarquia. Isso sublinha a ambição e a capacidade de projeção da facção para além das fronteiras estaduais e nacionais. A busca por domínio territorial e de rotas de tráfico é um motor primário da violência do PCC, seja contra facções rivais ou para consolidar seu controle. Esta expansão global demonstra a sofisticação e a ambição da organização, transformando-a em um ator transnacional que exige cooperação internacional para ser combatido. A violência é, portanto, um meio para atingir objetivos econômicos e de poder. A natureza transnacional do PCC significa que os esforços de aplicação da lei em nível nacional, por si só, são insuficientes. O combate eficaz a uma organização como essa requer cooperação internacional robusta, compartilhamento de inteligência e estratégias coordenadas em múltiplas jurisdições. A violência decorrente dessas disputas territoriais tem consequências de longo alcance, impactando a segurança pública não apenas em focos criminais tradicionais, mas também potencialmente influenciando a estabilidade geopolítica em regiões fronteiriças e além, à medida que as economias criminosas se tornam cada vez mais interconectadas.
4. Assassinatos por Encomenda no Brasil: Panorama e Envolvimento do Crime Organizado
4.1 Estatísticas Nacionais de Homicídios e Tendências
O Brasil tem historicamente enfrentado altos índices de violência letal. Em 2017, o país registrou uma taxa de 30,5 homicídios a cada 100 mil habitantes, sendo a segunda maior da América do Sul, superada apenas pela Venezuela. O período entre 1991 e 2017 foi marcado por um total alarmante de cerca de 1,2 milhão de mortes por homicídios dolosos. Dados mais recentes indicam uma melhora no cenário. Em 2023, o Brasil alcançou o menor número de assassinatos dos últimos 14 anos, o que sugere um declínio na violência letal geral, embora o desafio do crime organizado persista.
Um relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) identifica diversos fatores que impulsionam os homicídios, além do crime organizado. Entre eles estão a disponibilidade de armas de fogo, o consumo de drogas e álcool, a desigualdade social, o desemprego, a instabilidade política e estereótipos de gênero. O governo federal tem enfatizado a importância do investimento em inteligência para enfrentar a “indústria internacional do crime organizado”, que é caracterizada por sua complexidade e poder, envolvendo recursos como aviões, navios e influência em instâncias de governos.
A alta taxa histórica de homicídios no Brasil cria um ambiente de violência endêmica, que, por sua vez, é propício para a proliferação de crimes por encomenda. Em um contexto onde a violência letal é uma realidade social e a percepção de impunidade pode ser alta, a contratação de matadores de aluguel pode ser vista como uma solução viável para a resolução de conflitos ou a eliminação de rivais. A recente queda nas taxas é um avanço, mas não elimina a base estrutural que permite a existência desse mercado. A natureza generalizada da violência letal no Brasil estabelece um terreno fértil para o mercado de assassinatos por encomenda. Em um ambiente onde a violência é tragicamente normalizada e onde os mecanismos formais de justiça podem ser percebidos como lentos, ineficientes ou inacessíveis em certas regiões, indivíduos e grupos são mais propensos a recorrer a meios extralegais, incluindo a contratação de assassinos profissionais, para resolver disputas, cobrar dívidas ou eliminar rivais. O volume de homicídios sugere um contexto social em que o ato de matar para fins específicos não é uma anomalia, mas um componente trágico da paisagem criminal. Compreender o contexto mais amplo da violência é crucial para abordar eficazmente os assassinatos por encomenda. Isso destaca que os assassinatos por encomenda não são um fenômeno isolado, mas sim um sintoma de questões sociais mais profundas, incluindo a presença arraigada do crime organizado, a disponibilidade de meios ilícitos para resolver conflitos e as desigualdades sistêmicas. Portanto, as estratégias de aplicação da lei e de políticas públicas devem ser multifacetadas, visando não apenas os perpetradores diretos, mas também os fatores subjacentes da violência e os ecossistemas criminais que permitem tais serviços. A ênfase do governo na inteligência é particularmente relevante dada a natureza sofisticada do crime organizado e sua adaptabilidade.
4.2 Modus Operandi de Matadores de Aluguel
A figura do matador de aluguel é uma realidade no Brasil há décadas. Júlio Santana, conhecido como “Julião”, é um exemplo emblemático. Ele é considerado o maior serial killer do Brasil em número de vítimas, tendo assassinado ao menos 492 pessoas na região fronteiriça entre Tocantins e Maranhão. Santana mantinha um caderno detalhado de suas execuções e, curiosamente, rezava antes ou depois dos crimes, pedindo “perdão a Deus”. Este caso ilustra a existência de profissionais da morte com métodos e rituais próprios.
Uma tendência recente e preocupante é a digitalização do mercado de assassinatos por encomenda. A polícia brasileira descobriu que matadores de aluguel estão oferecendo seus serviços abertamente na internet, utilizando grupos online para solicitar e oferecer os serviços. Alguns anúncios prometem sigilo e a ausência de rastros. Os valores cobrados por esses serviços variam consideravelmente. Em um caso documentado, um homem contratou um matador de aluguel por R$ 15.000. Em uma simulação policial, um suspeito da cidade de Goiás cobrou R$ 3.500 pelo serviço, além de passagens e hospedagem. No entanto, um matador de aluguel que afirma trabalhar para o PCC, em entrevista à Jovem Pan, mencionou que seus serviços podem custar até 50 mil dólares, indicando um segmento de alto valor, possivelmente para alvos de maior perfil ou que exigem a “garantia” de uma facção poderosa.
A existência de figuras como Júlio Santana demonstra uma história de profissionalização do assassinato por encomenda. A recente descoberta de ofertas online indica uma modernização e digitalização desse mercado ilícito, tornando-o mais acessível e potencialmente mais difícil de rastrear. Essa transição para o ambiente digital sugere uma adaptação dos criminosos às novas tecnologias para expandir suas operações e alcançar um público mais amplo. Essa evolução significa uma mudança significativa no modus operandi dos assassinatos por encomenda. O mercado passou de redes puramente clandestinas e boca a boca para serviços abertamente anunciados online, aproveitando o anonimato e o alcance percebidos da internet. Isso indica uma “comodificação” da violência, onde serviços letais são comercializados e adquiridos com um grau de abertura anteriormente não visto. A ampla gama de preços sugere um mercado em camadas, com preços mais altos sendo cobrados por aqueles afiliados a organizações poderosas como o PCC, implicando um prêmio pela percepção de eficiência, confiabilidade ou pelo efeito dissuasor do nome da facção. Essa digitalização apresenta novos desafios substanciais para a aplicação da lei, exigindo o desenvolvimento de capacidades avançadas de ciberinteligência para monitorar, infiltrar e desarticular essas redes criminosas online.
4.3 Atores Envolvidos e Motivações
O cenário dos assassinatos por encomenda no Brasil não se restringe apenas às grandes facções criminosas. Embora o crime organizado seja um impulsionador significativo de homicídios, há também a atuação de indivíduos e grupos menores, bem como de matadores de aluguel autônomos, como Júlio Santana. As motivações para a contratação de assassinatos são variadas e complexas, indo além das disputas de tráfico ou da disciplina interna de facções. O relatório da UNODC aponta que, além do crime organizado, outros fatores como a disponibilidade de armas de fogo, o consumo de drogas e álcool, a desigualdade social, o desemprego, a instabilidade política e estereótipos de gênero contribuem para o problema geral de homicídios. Em casos específicos de contratação, as motivações podem incluir disputas pessoais, como o caso em Chapecó, onde um indivíduo contratou um matador por R$ 15 mil para assassinar outro homem devido a uma disputa não especificada. Também se incluem execuções internas de facções, como o PCC, que comprovadamente ordena a morte de delatores e traidores para manter sua disciplina e sigilo, e interesses econômicos, como disputas por controle de territórios de tráfico ou outros negócios ilícitos, que levam a guerras entre facções.
Os assassinatos por encomenda não são motivados apenas por disputas de facções ou tráfico de drogas; podem envolver uma gama de conflitos pessoais e sociais, evidenciando a instrumentalização da violência para diversos fins. Isso demonstra que a demanda por esses serviços é multifacetada e reflete patologias sociais mais amplas, onde a vida humana é desvalorizada em prol de interesses diversos. Isso indica que os assassinatos por encomenda não são um fenômeno monolítico impulsionado apenas por grandes organizações criminosas. Em vez disso, representam uma intersecção complexa de diversas motivações — vinganças pessoais, rivalidades comerciais, ações disciplinares internas e disputas territoriais — e envolvem uma gama diversificada de atores, desde esquadrões de extermínio altamente organizados até freelancers individuais. Isso sugere que a violência é instrumentalizada em diferentes estratos sociais e para objetivos variados, refletindo uma cultura pervasiva onde a força letal é uma solução prontamente disponível para conflitos. As estratégias de aplicação da lei devem ser altamente matizadas e adaptáveis. Um foco singular nos principais grupos do crime organizado pode negligenciar uma parte significativa dos assassinatos por encomenda impulsionados por motivos pessoais ou realizados por redes menores e menos visíveis. A intervenção eficaz exige uma compreensão profunda dos impulsionadores específicos em diferentes contextos, integrando a inteligência sobre o crime organizado com análises sociais e econômicas mais amplas para abordar as causas-raiz e as diversas manifestações da violência letal.
5. O PCC e os Homicídios por Encomenda: Uma Análise Comparativa
5.1 Envolvimento do PCC em Execuções Internas (Delatores, Traidores)
A execução de membros considerados traidores ou delatores é uma política interna fundamental do PCC. O Estatuto da facção, em seu “Item 9”, é explícito ao afirmar que “o preço da traição é a morte” para aqueles que demonstram oportunismo ou falta de interesse após desfrutar dos benefícios da organização. O “Item 17” reforça essa postura, declarando que quem “mexer com nossa família” terá a família exterminada e que “vida é paga por vida e sangue deve ser pago com sangue”.2 Essa regra interna é consistentemente aplicada. A Polícia Civil, por exemplo, revelou que o assassinato de Vinícius Gritzbach, um delator do PCC, foi encomendado por um “consórcio” de integrantes da própria facção. De forma mais ampla, a facção é conhecida por “cobrar traições com assassinatos”, com a desova de corpos em locais públicos como forma de intimidação e demonstração de poder.
A execução de delatores e traidores é uma prática central do PCC para manter a coesão, disciplina e o sigilo da organização. Essa violência é interna e estratégica, garantindo a sobrevivência e o poder da facção. É uma manifestação brutal de sua “justiça” interna e um mecanismo de controle social sobre seus membros, reforçando a lealdade e o medo das consequências da desobediência. As execuções internas não são atos aleatórios de violência, mas um componente fundamental e calculado do aparato de governança e segurança do PCC. Elas servem como um impedimento poderoso e inequívoco contra a deserção, a delação ou qualquer ato percebido como desleal. Essa aplicação rigorosa das regras internas por meio da violência letal garante a segurança operacional da organização, mantém a coesão interna e reforça a autoridade absoluta das “sintonias” (coordenadores). É uma aplicação estratégica da violência para preservar a integridade e o poder da empresa criminosa. Essa violência disciplinar interna generalizada sublinha a lealdade extrema exigida pelo PCC e as severas consequências para a desobediência, tornando os esforços de coleta de informações e infiltração excepcionalmente desafiadores e arriscados.
5.2 Alegada Oferta de Serviços de Matadores de Aluguel para Terceiros: Confronto com Evidências
O artigo sob análise sugere que o PCC oferece serviços de matadores de aluguel para terceiros, possivelmente sob a égide de um “Artigo 33”. A evidência mais direta que corrobora a alegação de oferta de serviços de matadores de aluguel por indivíduos ligados ao PCC vem de uma entrevista exclusiva da Jovem Pan. Um matador de aluguel, que se declara trabalhando para o PCC, detalhou como funciona a contratação de seus serviços e mencionou que os custos podem chegar a 50 mil dólares. Esta é uma peça crucial de informação, pois sugere que, mesmo que não seja uma política formal da facção, indivíduos com afiliação ao PCC podem estar monetizando suas habilidades e a reputação da organização nesse mercado.
Contraditoriamente, uma análise minuciosa do “Statute of the First Command of the Capital” (Estatuto do PCC) e do “Guidebook of the First Command of the Capital” (Guia do PCC), ambos disponíveis no próprio site analisado, revela que nenhum deles contém um “Artigo 33” ou qualquer menção explícita a serviços de assassinato por encomenda oferecidos a não-membros. Além disso, glossários de termos do PCC compilados por forças de segurança também não fazem referência a um “Artigo 33” com essa finalidade. Isso sugere que a menção a esse artigo específico no artigo-alvo pode ser uma invenção ou uma interpretação equivocada de uma regra informal.
É importante notar que o mercado de matadores de aluguel existe no Brasil independentemente de uma formalização pelo PCC. Há casos documentados de contratação de matadores não explicitamente ligados à facção, com preços variados (como R$ 15.000 em um caso de Chapecó, e R$ 3.500 em uma simulação policial com ofertas online). Isso demonstra que a demanda e a oferta de assassinatos por encomenda são fenômenos mais amplos, que podem ou não envolver diretamente as grandes facções.
A ausência de um “Artigo 33” ou de menção a serviços de matadores de aluguel nos documentos formais do PCC sugere que, se essa atividade existe, ela não é uma política oficial ou codificada da facção, ou é uma prática informal e oportunista. No entanto, a entrevista do Jovem Pan não pode ser ignorada, indicando que indivíduos afiliados ao PCC podem sim oferecer esses serviços, talvez sem a chancela formal da “chefia”, mas aproveitando a reputação da facção para cobrar valores mais altos. Isso aponta para uma descentralização da execução de violência, onde a marca PCC agrega valor. Essa observação é crucial, pois estabelece uma distinção crítica: embora o PCC, como organização, possa não codificar ou anunciar formalmente “assassinatos por encomenda” como um serviço sob um artigo específico, membros individuais ou células que operam sob o amplo guarda-chuva do PCC podem, de fato, se engajar em tais atividades. Eles aproveitam a temível reputação, a rede e as capacidades violentas do PCC para oferecer esses serviços, possivelmente como um meio de gerar renda pessoal ou recursos para sua célula específica, sem a sanção direta do comando central. O preço elevado de 50 mil dólares sugere um prêmio pela percepção de eficiência, confiabilidade ou pelo poder de dissuasão associado ao nome do PCC. Isso indica uma adaptação mais fluida e oportunista das capacidades criminosas. Essa constatação tem implicações significativas para a aplicação da lei e a inteligência. Significa que, embora processar o PCC como uma entidade formal por “serviços de assassinato por encomenda” possa ser difícil sem evidências diretas do envolvimento do comando central, membros individuais provavelmente estão monetizando a “marca” violenta da organização. Isso borra as linhas entre as ações disciplinares internas (que são claramente sancionadas) e os serviços criminais externos, tornando desafiador atribuir assassinatos por encomenda diretamente à liderança máxima do PCC, a menos que um vínculo direto com a “sintonia” seja estabelecido.
5.3 Credibilidade da Fonte: Avaliação do Site faccaopcc1533primeirocomandodacapital.org
O site faccaopcc1533primeirocomandodacapital.org apresenta um posicionamento ambíguo. Por um lado, seu domínio e o conteúdo que hospeda (como o Estatuto e o Guia do PCC) sugerem uma proximidade com a facção. Por outro, o autor, Ricard Wagner Rizzi, explicitamente nega qualquer vinculação com o PCC.
O fato de o autor ter tido acesso a grupos de WhatsApp do PCC indica uma capacidade de obter informações “de dentro” da facção, mesmo que essas informações não sejam oficiais ou representem a totalidade da visão da liderança. Essa proximidade, combinada com sua experiência em escrever histórias policiais, sugere que o site opera em uma zona cinzenta entre o jornalismo investigativo e a divulgação de material “insider”.
A publicação de artigos como o analisado, mesmo com o aviso de não afiliação, pode servir a múltiplos propósitos. Pode ser uma forma de manter a “aura” de poder e alcance do PCC, explorando a curiosidade pública e a notoriedade da facção. Indiretamente, ao divulgar seus estatutos e supostas atividades, o site contribui para a construção da narrativa do PCC, seja ela de “resistência” ou de uma organização criminosa multifacetada. A inoperância do WHOIS direto também contribui para essa aura de mistério e desafio às autoridades. Mesmo sem afiliação direta, o site contribui para a narrativa do PCC, seja por meio da divulgação de seus “estatutos” ou de artigos que amplificam sua imagem de poder e capacidade de ação. Isso pode ser uma forma indireta de “marketing” para a facção, ou uma exploração jornalística de seu universo. A publicação de informações não verificadas, como a menção a um “Artigo 33” para serviços de matadores de aluguel, pode ser uma forma de desinformação controlada, visando reforçar a imagem de uma organização onipotente e misteriosa. A ambiguidade do site permite que ele sirva como um canal para informações sobre o PCC, o que, independentemente de sua precisão, contribui para a imagem pública e a “marca” da organização. Isso pode ser uma estratégia deliberada do autor para atrair tráfego, aproveitando a notoriedade do PCC.
Conclusões
A análise do artigo “Contratar Matador de Aluguel: Assassino PCC” e sua contraposição com dados de fontes confiáveis revelam uma complexa tapeçaria de informações sobre a atuação do Primeiro Comando da Capital e o mercado de assassinatos por encomenda no Brasil.
Primeiramente, é fundamental distinguir entre a violência interna do PCC e a suposta oferta de serviços de matadores de aluguel para terceiros. A violência interna, direcionada a delatores e traidores, é uma característica intrínseca e bem documentada da facção, explicitamente prevista em seu Estatuto como um mecanismo de disciplina e coesão. Essa aplicação letal de sua “justiça” interna é um pilar para a manutenção do poder e da segurança operacional da organização.
Em contraste, a alegação de que o PCC oferece formalmente serviços de matadores de aluguel para não-membros, possivelmente sob um “Artigo 33”, não encontra respaldo nos documentos oficiais da facção disponíveis. No entanto, a existência de entrevistas com indivíduos que se declaram matadores de aluguel afiliados ao PCC e que detalham a contratação e os custos desses serviços sugere que, embora não seja uma política codificada centralmente, membros ou células da facção podem, de fato, se engajar nessa prática. Essa atuação oportunista se beneficia da reputação de violência e eficiência do PCC, permitindo que esses indivíduos cobrem valores significativamente mais altos.
O cenário mais amplo dos assassinatos por encomenda no Brasil é multifacetado, impulsionado por uma combinação de crime organizado, disputas pessoais e fatores socioeconômicos. A digitalização desse mercado, com ofertas explícitas online, representa uma evolução preocupante, tornando a contratação de violência letal mais acessível e desafiadora para as autoridades.
A natureza do site faccaopcc1533primeirocomandodacapital.org é um elemento crucial para a interpretação de seu conteúdo. Embora negue afiliação, sua proximidade com informações internas e a publicação de artigos como o analisado contribuem para a construção da narrativa do PCC, seja como uma forma de “branding” indireto ou de exploração jornalística de um universo criminoso. Essa ambiguidade e a potencial disseminação de informações não verificadas exigem um olhar crítico sobre o conteúdo veiculado.
Em suma, o PCC é uma organização que utiliza a violência de forma estratégica para seus próprios fins de controle e expansão. Embora a oferta formal de “matadores de aluguel” para terceiros não seja evidente em seus documentos oficiais, a capacidade de indivíduos afiliados à facção de atuar nesse mercado, alavancando a “marca” PCC, é uma realidade que complexifica o combate ao crime organizado e à violência letal no Brasil. A compreensão dessa dinâmica exige uma abordagem que vá além da superfície das alegações e se aprofunde nas estruturas, ideologias e práticas operacionais das organizações criminosas, bem como nas tendências de digitalização do crime.

É possível contratar um matador de aluguel para matarem a mim mesmo?
Sou do RJ queria matar uma pessoa que fã covardia com avós e o pai
Nada é confiável eu já vi coisas semelhantes dizendo que resolvem a vida da pessoa e até agora não cumpriram com o prometido
Só de pensar em matar já matou , aquele que abrir uma cova para seu irmão nela cairá. Se teu irmão pecar contra ti segue no caminho e ore por ele , atire a primeira pedra quem nunca errou, quem foi que te colocou de juiz na vida do seu irmão, sendo que é DEUS NO COMANDO .
forte abraço a todos. Visão do nego veio
Não viaja.
Só no Brasil mesmo que os caras criam um site desses e ficam impunes
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Paula se realmente é mantado de aluguel acabar com uma mulherzinha. (11) 96305 1532