Estudo internacional vincula PCC ao Hezbollah

Caso você venha a dar uma passada por Basingstoke no Reino Unido posso indicar dois lugares para se conhecer: um deles é o Milestones Museum, no qual você pode voltar ao passado e andar nas ruas como elas eram em 1930, mas isso é para os fracos.

Em segundo lugar, indico para os leitores desse site indico darem uma passada pela Editora Palgrave Macmillan, que editou, agora em 2017, um estudo profundo sobre terrorismo e contra-terrorismo onde é analisado, entre outras coisas o envolvimento do Primeiro Comando da Capital PCC 1533 com grupos terroristas islâmicos:

The Palgrave Handbook of Global Counterterrorism Policy

Scott Nicholas Romaniuk, Francis Grice, Daniela Irrera, e Stewart T. Webb examinam diversos tipos de estratégias e práticas terroristas e contra-terroristas em dezenas de países. O lado forte desta obra é sua abordagem multidisciplinar, incluindo, por exemplo, ciências políticas e relações internacionais, sociologia e história, além de examinar a teoria e a prática caso a caso.

Segundo a obra, a facção paulista deixou de ser um “simples bando de criminosos”, pois. devido à ausência do Estado, ela ocupou outras áreas, adquirindo importância política e ganhando significado social. Também é ressaltada a ação do PCC na região da tríplice fronteira” entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Nessa região, vários fatores, como lavagem de dinheiro, tráfico de pessoas, drogas, e armas, unidos a comunidade local libanesa xiita, contribuíram para que a facção se aliasse aos grupos terroristas islâmicos na cidade brasileira de Foz do Iguaçu.

A Polícia Federal descobriu o pacto entre traficantes do Hezbollah e do PCC: contrabando e explosivos em troca de proteção para os soldados muçulmanos nas prisões brasileiras. As autoridades do Brasil (que normalmente não se preocupam com os terroristas) durante a Copa do Mundo 2014 temeram que a soma da força do Primeiro Comando e às técnicas do Hezbollah colocassem em risco o evento, caso o líder da facção fosse transferido para uma prisão de segurança máxima.

Em  The Palgrave Handbook of Global Counterterrorism Policy, as consequências desses fatos são analisadas, resultando em um levantamento histórico e estratégico sobre a influência dos diversos grupos terroristas árabes, incluindo a Al-Qaeda, dentro do território brasileiro e suas relações com as facções locais.

Autor: Ricard Wagner Rizzi

O problema do mundo online, porém, é que aqui, assim como ninguém sabe que você é um cachorro, não dá para sacar se a pessoa do outro lado é do PCC. Na rede, quase nada do que parece, é. Uma senhorinha indefesa pode ser combatente de scammers; seu fã no Facebook pode ser um robô; e, como é o caso da página em questão, um aparente editor de site de facção pode se tratar de Rícard Wagner Rizzi... (site motherboard.vice.com)

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