Militares assassinados na Fortaleza do Cerro
Enfim, as autoridades admitem que a organização criminosa Primeiro Comando da Capital atua no Uruguai.
Assim como no Brasil e na Bolívia, a facção PCC 1533 já fechou parceria com gangues locais, e agora coopta ou coage os agentes públicos de repressão e de Justiça através de bombas, ameaças, sequestros, assassinatos ou por uma boa paga (a velha e sempre atual corrupção policial e judiciária).
Índice de Capacidade de Combate à Corrupção 2021 nos países com maior influência da facção Primeiro Comando da Capital:
A apreensão de grandes carregamentos de drogas, oriundos do Uruguai, em diversos portos pelo mundo demonstra que há uma rota alternativa de tráfico para suprir o mercado europeu, evitando o território brasileiro.
Fatores que colocaram o Uruguai no caminho da facção paulista:
Parte desses problemas enfrentados pelo Uruguai poderá ser resolvido pelo governo brasileiro do presidente Jair Bolsonaro, que busca estancar a evasão de divisas e fomentar a exportação através dos portos brasileiros:
Através do site InSight Crime, ao analisar o caso dos militares mortos na Fortaleza de Cerro, em Montevidéu, Parker Asmann pode explicar melhor do que eu, e sem meu viés ideológico, porém menos realista: LINK PARA LER O ARTIGO NO ORIGINAL ou continue a leitura.
O assassinato sem precedentes de três soldados no Uruguai, alerta para a ousadia crescente dos criminosos em um país há muito considerado um dos mais seguros da América Latina.
As forças armadas do Uruguai confirmaram em comunicado oficial, que no início da manhã de 31 de maio, foram localizado os corpos de três soldados executados na base naval de Fortaleza de Cerro, na capital Montevidéu.
Os colegas encontraram os corpos quando assumiram o plantão na base e observaram que três pistolas Glock, os pentes de munições correspondentes e um kit de rádio portátil estavam ausentes, segundo o comunicado à imprensa.
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As autoridades prenderam e acusaram um ex-fuzileiro naval por supostamente ser o autor do crime, além de uma mulher e outro homem suspeito de estar envolvido, informou o El Pais.
A polícia invadiu uma casa onde os três estavam hospedados e encontrou uma das pistolas roubadas dos soldados, além de três pentes de munição. Os soldados mortos não reagiram quando o ex-fuzileiro naval os abordou na base naval, segundo o El Pais, porque ele havia trabalhado lá há alguns meses.
As autoridades estão investigando vários motivos possíveis para o crime, de acordo com El Observador, incluindo uma possível conexão com grupos criminosos que operam no oeste de Montevidéu ou que as armas podem ter sido roubadas para serem revendidas.
Três integrantes do Primeiro Comando da Capital do Paraná que voltavam do Uruguai onde foram assaltar, quando numa verificação de rotina da rodovia em Chuí foram flagrados com uma pistola Glock roubada da policia uruguaia e cerca de 2 mil Reais.
O ministro da Defesa Javier García chamou o crime de “execução atroz”. O Presidente Luis Lacalle Pou acrescentou que “não estamos prontos para que a violência se torne natural na sociedade… [e] usaremos todas as ferramentas constitucionais e legais que nos permitem usar a força do Estado para repelir a agressão contra cidadãos uruguaios”, declarou no mesmo dia em que os corpos foram localizados .
A violência é uma instituição tão natural como a própria vida humana. Decorre do nosso instinto de sobrevivência, sendo o grande motivo para o homem ter dominado a natureza. Mas essa afirmação não pretende trazer glamour à violência.
Talvez no último estágio da existência humana, a evolução definitiva seja exatamente vencer o instinto natural que nos propala a nos destruirmos mutuamente.
Conexão Teresina: uma crônica sobre a atuação do PCC no Piauí
Nos últimos anos, a imagem do Uruguai como um refúgio seguro, livre da violência e insegurança que muitos outros países da América Latina enfrentaram, foi revertida pelos contínuos atos de violência.
Apenas no mês passado, em 9 de maio, imagens de segurança mostraram uma cena surpreendente, no qual um dispositivo explosivo foi arremessado na sede da unidade antidrogas do país (Diretoria Geral de Repressão ao Tráfego Ilícito de Drogas – DGRT) na capital, de acordo com um comunicado de imprensa do Ministério do Interior.
Embora a explosão tenha causado apenas danos materiais e não parecesse uma tentativa de matar nenhum oficial, mas sim, um claro aviso às forças de segurança do país.
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Recentemente, a quantidade e a ousadia dos ataques à policiais aumentou. Durante as primeiras semanas de 2020, os agressores mataram dois policiais e feriram aproximadamente 80 outros, às vezes roubando suas armas de serviço no processo, de acordo com um relatório do Ministério do Interior .
O aumento da violência ocorre no momento em que o papel da nação sul-americana no comércio internacional de drogas aumenta. A apreensão de maio de 2019 de meia tonelada de cocaína na Suíça vindas do Uruguai, por exemplo, acrescentou evidências de que o país pode estar assumindo um papel maior no atendimento à demanda européia por drogas.
Nenhuma das evidências no caso dos três soldados assassinados até agora sugere ligações diretas com o crime organizado ou o tráfico de drogas. Mas, mesmo quando os detalhes continuam a surgir, fica claro que o ataque faz parte de um aumento mais amplo da violência contra as forças de segurança que há muito evitam tais ataques.
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