A facção criminosa PCC 15.3.3 em Portugal é uma realidade e são frutos da conivência dos governos da esquerda brasileira. Será mesmo?
É fato que as organizações criminosas brasileiras estão ganhando espaço no mercado mundial, no entanto tudo mais é discurso político.
O jornalista João Amaral dos Santos, em artigo na Revista Visão, demonstra que a principal prova da ação do PCC em Portugal era inverídica.
Leonardo Serro dos Santos, o Carioca, seria o suposto líder da facção paulista responsável pela logística do tráfico dos portos brasileiros para os europeus.
No entanto, as investigações estão provando que, na realidade, ele gerenciaria a logística em nome da organização criminosa carioca Comando Vermelho (CV).
Após um longo trabalho de investigação descobriu-se que negociava na Europa em nome do traficante Rodrigo da Silva Caetano, o Motoboy, líder do CV na favela Nova Holanda.
Agora a dúvida: existe algum interesse de grupos políticos em repercutir que na realidade as drogas e o esquema não eram do PCC e sim do CV?
A facção criminosa PCC e tráfico de drogas em Portugal tem chamado cada vez mais atenção da mídia e das autoridades.
Já que em 2022, suas apreensões de cocaína atingiram 16,3 toneladas, o nível mais alto em 16 anos.
Ainda mais agora que Portugal está agora entre os cinco principais países da União Europeia com as maiores apreensões de drogas.
continua após o aviso…
As autoridades portuguesas estão preocupadas com o que pode estar a sustentar a crescente presença de integrantes do PCC.
O Diário de Notícias, em artigo de 16 de janeiro, cita uma fonte judicial brasileira sobre a importância do PCC em Portugal.
Desde 2021, as autoridades brasileiras teriam encontrado pelo menos 40 integrantes do PCC e seus aliados vivendo em Portugal.
Os integrantes da facção criminosa brasileira controlavam grande parte do comércio de cocaína entre o Brasil e Portugal.
No entanto, as fontes do Diário de Notícias dão poucos detalhes sobre quem são esses membros ou o que eles podem estar fazendo.
A expansão do PCC supostamente surgiu no verão de 2022, após as prisões de Sérgio Roberto e de Xuxas.
Grande parte do império de Carvalho estava baseado em Portugal, onde ele possuía ativos no valor de milhões de dólares.
Xuxas seria era o principal operador de Carvalho em Portugal, recebendo e distribuindo grandes remessas de cocaína.
Seria ele também o responsável por lavar grandes somas de dinheiro, segundo a revista portuguesa Visão.
O desmantelamento de sua operação deixou a porta aberta para o PCC, assumir diretamente algumas de suas rotas de tráfico de drogas.
João Amaral Santos – Revista Visão.
A prisão dos parceiros na Europa gerou frustração entre as lideranças brasileiras do PCC.
Por isso, o Primeiro Comando da Capital resolveu montar uma célula própria em Portugal, acredita Amaral Santos
De acordo com um chefe da polícia portuguesa, a situação é alarmante:
As declarações das autoridades são um show de generalidades sem dados comprobatórios e a polícia não presta esclarecimentos.
Em 2021, essa falta de dados impediu um procurador brasileiro fornecer à Portugal informações que identificassem supostos membros do PCC.
Geográfica e linguísticamente, Portugal se torna um centro crescente para o tráfico transnacional europeu de cocaína.
Sob esse ponto de vista, a surpresa é que demorou tanto para essa tendência se tornar tão aparente.
No entanto, a extensão da influência da organização criminosa Primeiro Comando da Capital em Portugal continua difícil de provar.
As denúncias feitas nas investigações dos periódicos portugueses Expresso e do Diário de Notícias falam de várias dezenas de integrantes do PCC no país.
Os integrantes da facção criminosa paulista estariam preparados para ampliar o controle da entrada de drogas no país, mas há poucos detalhes além disso.
Em novembro de 2021, autoridades de São Paulo prenderam um integrante do Primeiro Comando da Capital com uma lista de membros de gangues no exterior.
Segundo o promotor de Justiça Lincoln Gakiya haveriam em Portugal, 42 pessoas já identificadas, mas apenas como números, como tendo recebido dinheiro da facção.
A facção criminosa PCC 1533 costuma recrutar membros entre os que buscam refúgio em Portugal ou que por lá já realizam algum tráfico de drogas.
Em setembro de 2022, a polícia portuguesa prendeu Wanderson Machado de Oliveira, também relatado como membro da organização criminosa paulista PCC.
Ele foi acusado de tráfico de drogas e sequestro de dois homens que erroneamente pensou ter roubado 240 quilos de cocaína que pertenceriam à facção.
No entanto, as drogas haviam sido apreendidas pelas autoridades no porto de Sines, no sul de Portugal.
Em novembro, Leonardo Serro dos Santos foi preso em Dubai. Ele seria um dos líderes do PCC responsável pelo tráfico transnacional que passava por Portugal.
Ele negou todas as acusações contra e foi solto após 45 dias porque o Brasil não fez um pedido de extradição a tempo.
E posteriormente descobriu-se que nem ele, e nem a droga apreendida eram do Primeiro Comando da Capital, e sim do Comando Vermelho.
Em primeiro lugar, o PCC já faz parte da parceria de tráfico de drogas que sustenta grande parte do narcoduto de cocaína para a Europa.
Assim também estas relações ainda continuam e é graças a elas que o PCC fornecer uma grande percentagem de toda a cocaína que se dirige para a Europa.
No entanto, Portugal não é destino destes carregamentos de cocaína. Em vez disso, a ‘Ndrangheta manda suas drogas para a Bélgica, Holanda, Alemanha e Itália.
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