O Primeiro Comando da Capital não é um grupo de marginais que se uniram para executar uma ação criminosa, há uma sólida base social que o sustenta.
Luan Orsini se debruçou sobre essa questão e publicou os resultados de seu trabalho: “Der Diskurs der ‘Primeiro Comando da Capital’ und seine potentiellen Machteffekte in São Paulo”.
Orsini demonstra como a facção criminosa brasileira utilizou o que Michel Foucault denominou de contra discurso para legitimar tanto a existência da organização como os atos por ela praticados dentro e fora das prisões, deixando para trás o papel de vilões para serem vistos por seu público alvo como líderes legítimos da resistência a um sistema opressor que impede a inserção dos mais pobres.
Foucault publicou a “Vigiar e Punir” em 1975, e nessa obra descreveu o discurso e a justificação do Primeiro Comando da Capital no tempo em que seu líder mais conhecido, o Marcola, ainda tinha sete anos de idade e jogava bola no campinho perto em Osasco.
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