Minha busca pelo dinheiro que veio para a cidade por ocasião do vendaval de 30 de Setembro de 1991 me levou a entrevistar algumas pessoas que vivenciaram aquele sinistro, mas a conversa que tive com uma moradora de uma chácara, mudou meu foco e me mostrou um mundo diferente de tudo o que eu conhecia e acreditava.
Eu simplesmente esperava que a senhora me respondesse se havia ou não recebido a grana da indenização, mas não foi isso que aconteceu, ela me disse que eu não havia entendido o que de fato havia ocorrido naquele dia, e que eu nada poderia fazer a respeito, pois tudo já havia sido há muito previsto.
Acreditei que estivesse falando a respeito do desvio das verbas, mas não era isso, segundo ela algo muito maior e mais importante havia acontecido ali e que eu, assim como a maioria das pessoas fomos levados a não ver apesar de ter sido algo tão evidente, e tudo se ligaria ao desaparecimento do vigilante do Condomínio Terras de São José que teria sido arrebatado pelo vendaval.
A conversa novamente passou a me interessar, qualquer fato sobre esse caso poderia esclarecer de vez se a história era mito ou realidade, mas ao mesmo tempo ela dizia que o que me diria estava acima de minha compreensão que se de fato quisesse saber a verdade teria que procurar outras pessoas para poder confirmar a história que ela iria me contar.
Segundo ela o nome do vigia não era importante, mas que eu teria problemas se citasse o nome de seu pai, pois ele seria filho ilegítimo de uma autoridade que na época tinha grande influência na cidade, e que pouquíssimos sabiam que eles eram descendentes 1 de Azazel 2 e 3 .
O Dilúvio teria deixado para traz alguns nefilins 4 e 5 que viviam entre nós como pessoas aparentemente comuns até dia em que esse vigilante completou seu quinquagésimo aniversário e foi arrebatado e morto durante o vendaval 6 e 7.
A senhora me disse nada mais me diria e se eu quisesse saber mais sobre o caso deveria ir à Cúria de Jundiaí procurar uma pessoa que poderia me esclarecer mais sobre o caso.
Titubeei muito antes de tomar coragem de seguir à Jundiaí, fui, mas não sei se de fato não preferia ter deixado de ir, pois o que me foi dito lá, talvez eu preferia não ter ouvido.
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