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No inferno haverá justiça para a chacina da Castelinho?

O inferno festejou a chegada de cada um deles. Talvez lá eles estivessem melhor do que quando andavam aqui entre os mortais. Nunca imaginaram terminar assim. Mortos de maneira covarde, nas mãos dos vermes e entregues de bandeja por dois traíras.
Mas justiça existe e eles confiam nela. Um dia aqueles dois vão aparecer por lá, entrando por aquela mesma porta pelas quais agora eles estavam passando. Mas ao invés de serem recebidos pelos irmãos que já morreram serão recebidos por eles, e aí sim: justiça.

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O que ia na frente falou para seus companheiros:

“Quando eles chegá, vâmo chegá falando prá fica de boa, nem liga pro que foi… o resto nem existe mais… E aí agente vai levando eles de boa prá contenção, e aí agente prensa os caras na e vamos ver o que eles falam. Pois não tá certo não, tudo tava combinado, tudo tava nos esquemas… Mas agente vai encontrar aqui também aqueles vermes, o papo vai ser reto. Vamos dizer que agente não atirou em ninguém não, que tudo aquilo foi armado. Mas quem foi que armou tudo? Os caras da PM (Grupo de Repressão e Análise dos Delitos de Intolerância (Gradi), que disseram que trocaram tiros, são tudo pau mandado, trocaram as mães deles!”

Aqueles doze almas dos mortos na Castelinho na operação policial que estaria desarticulando uma mega operação do PCC, não se conformavam com o que tinha acontecido. O verdadeiro guerreiro morre de pé e lutando, e não daquela maneira, limpos como se fossem sujeira.

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Eles tiveram uma morte brutal e seus corpos foram retirados dos lugares para que não fosse possível fazer a perícia. Eram de fato homens perigosos, e quem está no fogo sabe que pode se queimar, o que incomodava aquelas almas era a trairagem que sofreram.

Marcos Massari e Gilmar Leite Siqueira iriam se explicar quando o que tinha ocorrido naquele massacre de 5 de março de 2002, pois se não houve justiça entre os homens haverá entre aquelas almas… mas será que eles vão descobrir realmente quem mandou e o por quê?
Não, eles são pessoas simples, homens feitos por nossa sociedade para viverem e morrerem na ignorância. Nunca poderão ver que aqueles dois traíras que entregaram o esquema, e aqueles vermes que puxaram os gatilhos eram apenas fantoches de algo muito maior:

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Ricard Wagner Rizzi

O problema do mundo online, porém, é que aqui, assim como ninguém sabe que você é um cachorro, não dá para sacar se a pessoa do outro lado é do PCC. Na rede, quase nada do que parece, é. Uma senhorinha indefesa pode ser combatente de scammers; seu fã no Facebook pode ser um robô; e, como é o caso da página em questão, um aparente editor de site de facção pode se tratar de Rícard Wagner Rizzi... (site motherboard.vice.com)

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