Ontem ao publicar a matéria sobre as ações das forças policiais paraguaias na tentativa de barrar o crescimento do Primeiro Comando da Capital PCC 1533 naquele país, não poderia prever que Alfredo Barreto Guillén estaria sendo capturado naquele mesmo momento e que isso poderia ameaçar tantas vidas.
Uma megaoperação foi montada para sua captura. Três casas em em Hernandarias foram invadidas pelas forças públicas e sua mulher Rebeca Zaracho Giménez foi presa, assim como dois de seus aliados: Denis Morales e Lorenzo Pérez Acosta.
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Como homem chave do esquema da facção eu já imaginava que estivesse longe naquele momento, possivelmente atravessando a fronteira, mas os agentes foram informados que estaria bebendo na frente de uma de suas casas.
Quando a polícia chegou Alfredo tentou fazer uma fuga cinematográfica correndo para dentro do imóvel, passando por telhados, e pulando os muros das casas, atirando contra os policiais, mas acabou sendo baleado na perna no Bairro Las Mercedes.
Podemos ver a prisão de Alfredo e sua gangue de duas formas:
Há nos dois casos um ponto de equilíbrio ao contrário de 2006 quando houve temporariamente a quebra desse pacto social implícito entre o mundo do crime, o da segurança pública, e o estado. E muitas pessoas morreram: agentes de segurança, cidadãos, e criminosos. Os mortos eram contados às dezenas na onda de ataque do Primeiro Comando da Capital.
Ontem ao publicar a matéria sobre as ações das forças policiais paraguaias não passou pela minha cabeça que um único homem poderia destruir todo o equilíbrio na qual a nossa sociedade se estruturou depois de 2006, mas Alfredo Barreto Guillén prometeu que mudará isso ao anunciar que a facção irá se vingar de sua prisão atacando os policiais paraguaios.
Oxalá não o permita, mas se permitir que Deus e o Inimigo estejam preparados para receber em seus braços mais uma dezenas de soldados dos dois lados dessa guerra. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});
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