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Três motivos para o assassinato da Vila Martins.

Os três entraram armados e com os rostos cobertos com capuz naquele depósito de bebidas da Cidade Nova. O Peninha (Roberto Dias) estava com uma garrucha, os garotos Muniz Adalberto com uma 32 e Saulo Eduardo com uma 22. O assalto foi quase um sucesso: Peninha saiu com um litro de whisky e Saulo Eduardo com um pacote de moedas – ambos correram para um lado; e Muniz Adalberto correu para o outro com as notas de dinheiro.

Menos de vinte e quatro horas depois uma dessas armas matou Peninha e talvez nunca venha a se saber exatamente qual foi o motivo, mas todos apontam Renato Martins Leite, o Xuxa, como o autor dos disparos, mas na Justiça ele negou a autoria do crime.

Seja como for, são três as hipóteses para que Peninha sido morto:

1 – Divisão do Butim: ele e Saulo não teriam entregado a parte de Adalberto e este recorreu a Renato para garantir sua parte;

2 – Renato havia esquecido seu documento de identidade na casa de Peninha e este teria entregado a polícia para envolvê-lo nos roubos que aconteciam na Cidade Nova; e

3 – Peninha estaria molestando crianças e por isso acabou sendo morto.

Tudo é nebuloso nesta história, talvez tudo seja verdade ou parte dela, ou talvez nada mais foi do que uma armação para incriminar Renato.

O que se sabe ao certo é que Peninha, que tinha uma tatuagem de escorpião no braço direito e estava vestindo uma bermuda jeans azul e um tênis preto, quando recebeu dois tiros: um que varou o peito até as costas e outro que passou de um lado para outro da mandíbula. As ruas da Vila Martins eram de cascalho, mas mesmo assim dava para ver que as marcas de sangue começavam na Avenida Ernesto Rodrigues, subindo a rua Dep. Conceição da Costa Neves até chegar onde estava seu corpo na Rua Isabel Santiago Matter. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Ricard Wagner Rizzi

O problema do mundo online, porém, é que aqui, assim como ninguém sabe que você é um cachorro, não dá para sacar se a pessoa do outro lado é do PCC. Na rede, quase nada do que parece, é. Uma senhorinha indefesa pode ser combatente de scammers; seu fã no Facebook pode ser um robô; e, como é o caso da página em questão, um aparente editor de site de facção pode se tratar de Rícard Wagner Rizzi... (site motherboard.vice.com)

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