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Pitbulls na Praça do Carmo.

Quantas e quantas vezes policiais ouviram de proprietários de cães da raça Pitbull: “Ele nunca tinha feito isso antes, nunca atacou ninguém…” e “Não, este cão é calmo, vai da criação…”. As reticências são as variações, histórias e explicações, que via de regra, falam do bom relacionamento do cachorro com crianças, idosos, gatos e outros animais. A primeira frase é dita sempre depois que o problema ocorreu e a segunda é dita por aquele que acha que nunca vai acontecer.

Se há preconceito contra animais desta raça, ela é justificada pelos números em nossa cidade. Quase todas as ocorrências envolvendo ataques de cães em Itu, atendidos pela polícia nos últimos anos envolveram Pitbulls.

Todos ainda devem se lembrar do caso em que um senhor morador próximo do centro que ao ver suas galinhas sendo atacadas por um Pitbull veio a falecer, ou o caso das três crianças atacadas na escola.

Em duas ocasiões, guardas civis municipais de Itu foram atacados por animais desta raça: no Jardim Vitória o ataque só não se consumou pela coragem de uma vira-latas que enfrentou o Pitbull; e no outro caso o animal só parou após ser alvejado. Também teve um caso na vila progresso em que o animal entrou na viatura e de lá não saía de jeito nenhum e não deixava os guardas entrarem.

Bem, eu não sei se é preconceito contra esta raça, o que sei é que dois Pitbulls que passeavam esta noite por volta das vinte horas pela Praça do Carmo. Um deles passeava solto quando atacou a outro que estava de coleira.

Há dois meses atrás a justiça de Itu condenou o proprietário de um Pitbull a indenizar em oito mil reais uma família que foi atacada por seu cão, além de cumprir pena alternativa.

Infelizmente a sociedade não possui meios eficazes de fazer cumprir o que determina a lei: o CCZ tem feito um exemplar trabalho de conscientização, mas não possui um sistema eficiente que atenda a denúncias feitas durante os fins de semana e as noites; e o corpo de bombeiros só atua em caso de emergência ou com animais silvestres.

Ricard Wagner Rizzi

O problema do mundo online, porém, é que aqui, assim como ninguém sabe que você é um cachorro, não dá para sacar se a pessoa do outro lado é do PCC. Na rede, quase nada do que parece, é. Uma senhorinha indefesa pode ser combatente de scammers; seu fã no Facebook pode ser um robô; e, como é o caso da página em questão, um aparente editor de site de facção pode se tratar de Rícard Wagner Rizzi... (site motherboard.vice.com)

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